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Cuidado, ética e convivência em saúde mental: reflexões fenomenológicas / Care, ethics and coexistence in mental health: phenomenological reflections

Resende, Tania Inessa Martins de; Costa, Ileno Izídio da.
Rev. abordagem gestál. (Impr.); 24(2): 226-233, maio-go. 2018. ilus
Artigo em Português | LILACS | ID: biblio-897202
A convivência é o conceito articulador para uma reflexão sobre a ética e o cuidado no campo da saúde mental. Tal reflexão é uma exigência ética neste campo, marcado historicamente por violência, estigma e abandono. São considerados, a partir de uma leitura heideggeriana, os modos deficientes e insuficientes presentes na convivência, com o objetivo de, com a ajuda de Lévinas, vislumbrar um horizonte ético de presença que permita que a atuação em saúde mental se construa a partir da menor violência possível. A exigência ética levinasiana que me faz mais responsável do que todos frente ao sofrimento do outro ganha uma maior significação ao pensarmos que no campo da saúde mental os modos deficientes de estar com e conviver encontraram formas extremas de violência e exclusão, muitas vezes sob o pretexto do cuidado. Por isso se faz necessário um esforço para sair da impessoalidade cotidiana para encontrar o outro em sua irredutível alteridade. A partir de considerações de Derrida acerca da hospitalidade, produz-se uma reflexão sobre como efetivar um cuidado que, frente à responsabilidade que o sofrimento de outrem produz em nós, acolha a diferença.
Coexistence is the articulator concept for a reflection on ethics and care in the mental health field. Such reflection is an ethical requirement in this field, historically marked by violence, stigma and abandonment. Disabled and insufficient modes present in the coexistence are considered from a Heideggerian perspective, aiming to envision, with a help from Levinas, an ethical horizon of presence that allows the action in mental health to be built from the lowest violence possible. The Levinasian ethics requirement that makes us more responsible than all in face of the suffering of the other gains greater significance when we consider that, in the field of mental health, disability modes of being with and coexisting found extreme forms of violence and exclusion, often under the pretext of care. Thus, an effort is necessary to leave the everyday impersonality to find the others in their irreducible otherness. From Derrida's considerations about hospitality, we produced a reflection on how to conduct a care that, in face of the responsibility that the suffering of others produces in us, embraces the difference.
La convivencia es un concepto articulador que nos permite reflexionar sobre la ética y el cuidado en el campo de salud mental. La reflexión se produce por la exigencia ética en este campo marcado históricamente por la violencia, el estima y el abandono. Desde una lectura del pensamiento heideggeriano se consideran los modos deficitarios e insuficientes presentes en la convivencia para vislumbrar con las ideas de Levinas un horizonte ético de presencia que permita construir la conducta en salud mental a partir de un menor grado de violencia. La exigencia ética levinasiana la que me hace responsable más que todos ante el sufrimiento del otro logra mayor significación cuando se consideran que en el campo de salud mental los modos deficitarios de estar con y convivir encontraron formas extremas de violencia y de exclusión, a veces bajo el pretexto del cuidado. Para ello se necesita un esfuerzo para salir de la impersonalidad cotidiana para encontrar al otro en su alteridad irreductible. Desde las consideraciones de Derrida acerca de la hospitalidad, se reflexiona sobre la manera de establecer un cuidado que acoja la diferencia ante la responsabilidad que nos produce el sufrimiento del otro.