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1.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 36(5): e00113919, 20202. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | ID: biblio-1100956

ABSTRACT

This study analyzed the association between the inversion of traditional gender roles and exclusive psychological and physical/sexual intimate partner violence, in a cross-sectional study of Brazilian pregnant women, identified through prenatal services in the municipalities of São Luís, Maranhão State (n = 992) and Ribeirão Preto, São Paulo State (n = 943). The pregnant women ranged from 12 to 45 years. Inversion of traditional gender roles was assessed by calculating differences in age, education and occupation between pregnant women and their co-residing intimate partners and identifying the largest contribution to family income. The conceptual model was tested with structural equation modeling and showed acceptable fit. The prevalence of any type of intimate partner violence was 29.8% in São Luís and 20.1% in Ribeirão Preto. In both municipalities, pregnant women were more likely to suffer exclusive psychological and physical/sexual violence when they had the highest income in the family (p < 0.005). In São Luís, physical/sexual violence was more common among women who were better educated than their partners (standardized coefficient, SC = -0.466; p = 0.007). In Ribeirão Preto, exclusive psychological violence was more frequent among women who had lower status occupations than their partners (SC = 0.236; p = 0.004). Inversion of traditional gender roles is associated with exclusive psychological and physical/sexual violence against pregnant women by their co-residing intimate partners. These findings suggest that women's empowerment at an individual level does not necessarily relieve them of intimate partner abuse in social contexts where traditional gender norms persist.


O estudo analisou a associação entre a inversão de papéis tradicionais de gênero e violência psicológica exclusiva e física/sexual por parceiros íntimos, em um estudo transversal com gestantes brasileiras usuárias de serviços de pré-natal nos municípios de São Luís, Maranhão (n = 992) e Ribeirão Preto, São Paulo (n = 943). As gestantes tinham idades de 12 e 45 anos. A inversão dos papéis tradicionais de gênero foi avaliada cálculando diferenças em idade, escolaridade e ocupação entre as gestantes e seus parceiros íntimos residentes, e a pessoa que mais contribuía para a renda familiar. O modelo conceitual foi testado com modelagem de equações estruturais e mostrou ajuste aceitável. A prevalência de qualquer tipo de violência cometida pelo parceiro íntimo foi de 29,8% em São Luís e 20,1% em Ribeirão Preto. Nos dois municípios, as gestantes mais frequentemente sofreram violência psicológica exclusiva e física/sexual quando eram a pessoa de maior renda na família (p < 0,005). Em São Luís, violência física/sexual era mais comum entre mulheres com mais escolaridade em relação aos seus parceiros (coeficiente padrão, CP = -0,466; p = 0,007). Em Ribeirão Preto, violência psicológica exclusiva era mais frequente entre mulheres com ocupações de menor status em relação aos parceiros (CP = 0,236; p = 0,004). A inversão dos papéis de gênero tradicionais está associada à violência psicológica exclusiva e à violência física/sexual contra as gestantes por seus parceiros íntimos. Os achados sugerem que o empoderamento individual das mulheres não necessariamente protege contra o abuso pelos parceiros íntimos em contextos sociais em que persistem as normas de gênero tradicionais.


Este estudio analizó la asociación entre la inversión de los tradicionales roles de género y la violencia doméstica exclusiva psicológica y física/sexual, en un estudio transversal con mujeres embarazadas brasileñas, identificadas a través de los servicios prenatales en los municipios de São Luís, Maranhão (n = 992) y Ribeirão Preto, São Paulo (n = 943). Las mujeres embarazas se encontraban en un rango de edad entre los 12 y los 45 años. La inversión de los roles tradicionales de género fue evaluada calculando las diferencias de edad, educación y ocupación entre las mujeres embarazadas y las parejas que residen con ellas, e identificando quién realiza la contribución más grande a los ingresos familiares. El modelo conceptual fue probado con el modelado de ecuaciones estructurales, y mostró un ajuste aceptable. La prevalencia de cualquier tipo de violencia por parte de la pareja fue del 29,8% en São Luís y 20,1% en Ribeirão Preto. En ambos municipios, las mujeres embarazadas fueron más proclives a sufrir violencia exclusiva psicológica y física/sexual, cuando contaban con los ingresos más altos en la familia (p < 0.005). En São Luís, la violencia física/sexual fue más común entre mujeres que estuvieron mejor educadas que sus parejas (coeficiente estandarizado, CE = -0.466; p = 0.007). En Ribeirão Preto, la violencia exclusiva sicológica fue más frecuente entre mujeres que tenían ocupaciones de estatus inferior al de sus parejas (CE = 0.236; p = 0.004). La inversión de roles tradicionales está asociada con la violencia exclusiva psicológica y física/sexual contra las mujeres embarazadas por parte de las parejas que residen con ellas. Estos hallazgos sugieren que el empoderamiento de las mujeres en un nivel individual no las alivia necesariamente del abuso por parte sus parejas en contextos sociales donde persisten las normas tradicionales de género.

2.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 34(2): e00047217, 2018. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: biblio-952381

ABSTRACT

O papel dos serviços de saúde é crucial para o alcance da meta 90-90-90 de controle da epidemia do HIV. O estudo avalia a organização dos serviços brasileiros nas ações de promoção, monitoramento e suporte à retenção no seguimento e apoio ao tratamento. Foram comparadas, por meio de variação percentual (VP), as respostas dos serviços a um questionário de avaliação da qualidade organizacional (Qualiaids) em 2007 e em 2010. Analisou-se os 419 serviços que responderam ao questionário em 2007 (83,1% dos respondentes) e 2010 (63,6%). Ações gerenciais relacionadas à retenção e apoio, embora incrementadas no período, permaneceram com baixa frequência, tais como: reuniões sistemáticas para discussão de casos; (32,7% em 2010; VP = 19,8%), registro de faltas em consulta médica (35,3%; VP = 36,8%). Ações assistenciais relacionadas à adesão ao tratamento medicamentoso permanecem majoritariamente exclusivas do médico. O aporte de recursos de provisão federal - medicamentos e exames específicos para HIV - manteve-se alto para a grande maioria dos serviços (~90%). Não se alcançará decréscimo significativo da transmissão do HIV enquanto a permanência no tratamento não for prioridade de todos os serviços de assistência.


El papel de los servicios de salud es crucial para el alcance de la meta 90-90-90 de control de la epidemia de VIH. El estudio evalúa la organización de los servicios brasileños en las acciones de promoción, monitoreo y apoyo al mantenimiento del seguimiento y tratamiento. Se compararon, mediante la variación porcentual (VP), las respuestas de los servicios a un cuestionario de evaluación de la calidad organizativa (Qualiaids) en 2007 y en 2010. Se analizaron los 419 servicios que respondieron al cuestionario en 2007 (83,1% de los participantes) y 2010 (63,6%). Las acciones de gerencia, relacionadas con el mantenimiento y apoyo, aunque se incrementaron durante el período, permanecieron con baja frecuencia, tales como: reuniones sistemáticas para discusión de casos; (32,7% en 2010; VP = 19,8%), registro de faltas en consulta médica (35,3%; VP = 36,8%). Las acciones asistenciales relacionadas con la adhesión al tratamiento farmacológico continúan siendo mayoritariamente exclusivas del médico. La aportación de recursos de provisión federal -medicamentos y exámenes específicos para VIH- se mantuvo alta para la gran mayoría de los servicios (~90%). No se alcanzará un decremento significativo en la transmisión del VIH, mientras la permanencia en el tratamiento no sea una prioridad de todos los servicios de asistencia.


Health services play a crucial role in reaching the 90-90-90 target of controlling the HIV epidemic. This study evaluates the organization of Brazilian health services in improving, monitoring, and retention in HIV care and adherence support. Percentage variation (PV) was used to compare the responses by services to an evaluation questionnaire on organizational quality (Qualiaids) in 2007 and 2010. The study analyzed the 419 services that completed the questionnaire in 2007 (83.1% of respondents) and 2010 (63.6%). Management actions of retention and support although increased in the period, but remained at low rates, for example: systematic meetings for case discussion (32.7% in 2010; PV = 19.8%) and recording of missed medical appointments (35.3%; PV = 36.8%). Patient care actions related to adherence to ART remained largely exclusive to the attending physician. The supply of funds and resources from the Federal Government (medicines and specific HIV tests) remained high for the vast majority of the services (~90%). It will not be possible to achieve a significant decrease in HIV transmission as long as retention in treatment is not a priority in all the health services.


Subject(s)
Humans , Quality of Health Care , Patient Acceptance of Health Care/statistics & numerical data , HIV Infections/therapy , Ambulatory Care/organization & administration , National Health Programs , Brazil , Surveys and Questionnaires , Acquired Immunodeficiency Syndrome/therapy , HIV Long-Term Survivors
3.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 34(6): e00168116, 2018. tab, graf
Article in English | LILACS (Americas) | ID: biblio-952412

ABSTRACT

Abstract: Around 18 million unsafe abortions occur in low and middle-income countries and are associated with numerous adverse consequences to women's health. The time taken by women with complications to reach facilities where they can receive appropriate post-abortion care can influence the risk of death and the extent of further complications. All women aged 18+ admitted for abortion complications to public-sector hospitals in three capital cities in the Northeastern Brazil between August-December 2010 were interviewed; medical records were extracted (N = 2,804). Nearly all women (94%) went straight to a health facility, mainly to a hospital (76.6%); the rest had various care-seeking paths, with a quarter visiting 3+ hospitals. Women waited 10 hours on average before deciding to seek care. 29% reported difficulties in starting to seek care, including facing challenges in organizing childcare, a companion or transport (17%) and fear/stigma (11%); a few did not initially recognize they needed care (0.4%). The median time taken to arrive at the ultimate facility was 36 hours. Over a quarter of women reported experiencing difficulties being admitted to a hospital, including long waits (15%), only being attended after pregnant women (8.9%) and waiting for a bed (7.4%). Almost all women (90%) arrived in good condition, but those with longer delays were more likely to have (mild or severe) complications. In Brazil, where access to induced abortion is restricted, women face numerous difficulties receiving post-abortion care, which contribute to delay and influence the severity of post-abortion complications.


Resumo: Cerca de 18 milhões de abortos são realizados por ano em condições inseguras nos países de renda baixa e média, associados a numerosas consequências negativas para a saúde das mulheres. O tempo despendido pelas mulheres com complicações até chegar aos serviços onde possam receber os cuidados adequados no período pós-aborto podem influenciar o risco de morte e o grau das complicações posteriores. Foram entrevistadas todas as mulheres com 18 anos ou mais internadas devido a complicações do aborto em hospitais públicos em capitais estaduais do Nordeste brasileiro entre agosto e dezembro de 2010, e os prontuários foram analisados (N = 2.804). Quase todas as mulheres (94%) se dirigiram diretamente a um serviço de saúde, principalmente hospitais (76,6%), enquanto as outras seguiram diversos itinerários em busca de atendimento. Uma em cada quatro mulheres percorreu três ou mais hospitais. As mulheres esperavam uma média de dez horas antes de decidir buscar atendimento. 29% relatavam dificuldades no início da busca, inclusive desafios na organização dos cuidados dos filhos, com acompanhantes ou transporte (17%) e medo/estigma (11%). Uma pequena minoria (0,4%) não se deu conta inicialmente da necessidade de cuidados médicos. O tempo mediano para chegar até o serviço de saúde finalmente utilizado foi 36 horas. Mais de uma em cada quatro mulheres relatava dificuldades em conseguir internação hospitalar, inclusive tempo de espera prolongado (15%), atendimento apenas depois que todas as mulheres grávidas estivessem sido atendidas (8,9%) e espera por um leito (7,4%). Quase todas as mulheres (90%) chegavam em boas condições, mas aquelas sujeitas a esperas mais prolongadas mostraram maior probabilidade de complicações (tanto leves quanto graves). No Brasil, onde o acesso ao aborto induzido é restrito, as mulheres enfrentam muitas dificuldades para receber cuidados pós-aborto, o que contribui aos atrasos e impacta a gravidade das complicações pós-aborto.


Resumen: Cerca de 18 millones de abortos inseguros se producen en países de renta media o baja y están asociados con numerosas consecuencias adversas para la salud de la mujer. El tiempo que tardan las mujeres con complicaciones en llegar a los servicios médicos, donde puedan recibir cuidados apropiados tras un aborto, puede tener influencia en el riesgo de muerte y existencia de futuras complicaciones de salud. Todas las mujeres con 18+ años, admitidas por complicaciones durante un aborto en hospitales del sector público de tres capitales del Nordeste brasileño, entre agosto y diciembre de 2010, fueron entrevistadas; y sus historiales médicos resumidos (N = 2.804). Casi todas las mujeres (94%) fueron directamente a una institución sanitaria, en su mayoría un hospital (76,6%); el resto buscaron diferentes vías de cuidados, con una cuarta parte visitando 3+ hospitales. Las mujeres esperaron 10 horas de media antes de decidir buscar cuidados. Un 29% informó de dificultades al empezar a buscar cuidados, incluyendo el hacer frente a los desafíos para organizar el cuidado infantil, un acompañante o transporte (17%) y miedo/estigma (11%); otras en un principio no reconocieron la necesidad de cuidados (0,4%). La media de tiempo que les llevaba llegar al servicio de salud definitivo era 36 horas. Más de un cuarto de las mujeres informaron vivir dificultades estando admitidas en un hospital, incluyendo largas esperas (15%), sólo siendo atendidas tras las mujeres embarazadas (8,9%) y esperando una cama (7,4%). Casi todas las mujeres (90%) llegaron en buenas condiciones, pero aquellas con retrasos más largos eran las que estaban más expuestas a tener complicaciones (leves o graves). En Brasil, donde el acceso al aborto inducido está limitado, las mujeres se enfrentan a numerosas dificultades para recibir cuidado tras un aborto, lo que contribuye a retrasos e influye en la gravedad de las complicaciones post aborto.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Young Adult , Pregnancy Complications/therapy , Women's Health Services/statistics & numerical data , Women's Health/statistics & numerical data , Abortion, Induced/adverse effects , Health Services Accessibility/statistics & numerical data , Time Factors , Brazil , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Social Stigma , Hospitalization/statistics & numerical data
4.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 34(11): e00151217, 2018. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: biblio-974582

ABSTRACT

Resumo: O objetivo deste trabalho foi estimar a peregrinação de gestantes no momento do parto e identificar os fatores associados a essa peregrinação em duas cidades brasileiras. Estudo seccional, aninhado à coorte de nascimento BRISA, cuja amostra foi composta por 10.475 gestantes admitidas nas maternidades selecionadas por ocasião do parto em São Luís (Maranhão) e Ribeirão Preto (São Paulo). Entrevistas foram realizadas utilizando-se questionários que continham variáveis sociodemográficas e relacionadas ao parto. Utilizou-se modelagem hierarquizada, e calculou-se o risco relativo utilizando regressão de Poisson. A peregrinação foi mais frequente em São Luís (35,8%) que em Ribeirão Preto (5,8%). Em São Luís, foram fatores associados à maior peregrinação: ser primípara (RR = 1,19; IC95%: 1,08-1,31) e ter escolaridade menor que 12 ou mais anos de estudo. Entretanto, ter 35 anos ou mais (RR = 0,65; IC95%: 0,54-0,84) foi fator associado à menor peregrinação. Em Ribeirão Preto, peregrinaram com maior frequência as gestantes cujos partos foram de alto risco (RR = 2,45; IC95%: 1,81-3,32) e com idade gestacional inferior a 37 semanas (RR = 1,93; IC95%: 1,50-2,50). No entanto, partos com idade gestacional igual ou acima de 42 semanas foi um fator associado à menor peregrinação (RR = 0,57; IC95%: 0,33-0,98). Nas duas cidades, gestantes pobres peregrinaram com maior frequência, e sem garantia de que seriam atendidas, mesmo dentre as que realizaram o pré-natal. O estudo evidenciou ausência da garantia de acesso universal e equânime e reafirmou a desigualdade de acesso à assistência ao parto entre as regiões brasileiras.


Abstract: The objectives of this study were to estimate the involuntary pilgrimage by women in labor in search of childbirth care and to identify factors associated with this endeavor in two Brazilian cities. This was a cross-sectional study nested in the BRISA birth cohort, whose sample consisted of 10,475 women admitted to the selected maternity hospitals for delivery in São Luís (Maranhão State) and Ribeirão Preto (São Paulo State). Interviews were held with questionnaires that contained sociodemographic and obstetric variables. Hierarchical modeling was used, and relative risk was calculated with Poisson regression. Involuntary pilgrimage during labor was more frequent in São Luís (35.8%) than in Ribeirão Preto (5.8%). In São Luís, factors associated with pilgrimage were: first pregnancy (RR = 1.19; 95%CI: 1.08-1.31) and schooling less than 12 complete years. However, age 35 years or older (RR = 0.65; 95%CI: 0.54-0.84) was associated with less pilgrimage. In Ribeirão Preto, such trekking for obstetric care was more frequent in women with high-risk pregnancies (RR = 2.45; 95%CI: 1.81-3.32) and those with gestational age less than 37 weeks (RR = 1.93; 95%CI: 1.50-2.50). Meanwhile, delivery with gestational age equal to or greater than 42 weeks was associated with less pilgrimage (RR = 0.57; 95%CI: 0.33-0.98). In both cities, poor women had to trek more in search of childbirth care and had no guarantee of care, even for those who had received prenatal care. The study revealed the lack of guarantee of universal and equitable access and highlighted the unequal access to childbirth care between Brazil's major geographic regions.


Resumen: El objetivo de este trabajo fue estimar los desplazamientos largos de gestantes en el momento del parto e identificar los factores asociados a estos desplazamientos en dos ciudades brasileñas. Se trata de una investigación seccional, encajada en la cohorte de nacimiento BRISA, cuya muestra estuvo compuesta por 10.475 gestantes, admitidas en las maternidades seleccionadas para dar a luz en São Luís (Maranhão) y Ribeirão Preto (São Paulo). Las entrevistas se realizaron utilizando cuestionarios que contenían variables sociodemográficas y relacionadas con el parto. Se utilizó un modelado jerarquizado, y se calculó el riesgo relativo utilizando la regresión de Poisson. Los desplazamientos fueron más frecuentes en São Luís (35,8%) que en Ribeirão Preto (5,8%). En São Luís, los factores asociados a mayores desplazamientos fueron: ser primípara (RR = 1,19; IC95%: 1,08-1,31) y contar con una escolaridad menor a 12 o más años de estudio. Sin embargo, tener 35 años o más (RR = 0,65; IC95%: 0,54-0,84) fue un factor asociado a menores desplazamientos. En Ribeirão Preto, se desplazaron con mayor frecuencia las gestantes cuyos partos fueron de alto riesgo (RR = 2,45; IC95%: 1,81-3,32) y con una edad gestacional inferior a 37 semanas (RR = 1,93; IC95%: 1,50-2,50). Sin embargo, los partos con una edad gestacional igual o por encima de las 42 semanas fue un factor asociado a un menor desplazamiento (RR = 0,57; IC95%: 0,33-0,98). En las dos ciudades, las gestantes pobres se desplazaron con mayor frecuencia, y sin garantía de que serían atendidas, incluso entre quienes realizaron seguimiento prenatal. El estudio evidenció la inexistencia de garantías de acceso universal y ecuánime a la salud y reafirmó la desigualdad de acceso en la asistencia al parto entre regiones brasileñas.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Young Adult , Birthing Centers/statistics & numerical data , Healthcare Disparities/statistics & numerical data , Health Services Accessibility/statistics & numerical data , Hospitals, Maternity/statistics & numerical data , Socioeconomic Factors , Brazil , Residence Characteristics , Epidemiologic Methods , Midwifery
5.
Cad. saúde pública ; 33(1): e00078515, 2017. tab, graf
Article in English | LILACS (Americas) | ID: biblio-839625

ABSTRACT

Abstract: The factors associated with physical violence against pregnant women were analyzed in a cross-sectional study of 1,446 pregnant women from a prenatal cohort who were interviewed in 2010 and 2011 in São Luís, Brazil. In the initial model, socioeconomic status occupied the most distal position, determining sociodemographic factors, social support and the behavioral factors that ultimately determined physical violence, which was investigated as a latent variable. Structural equation modeling was used in the analysis. Pregnant women who were from more disadvantaged backgrounds (p = 0.027), did not reside with intimate partners (p = 0.005), had low social support (p < 0.001) and had a high number of lifetime intimate partners (p = 0.001) reported more episodes of physical violence. Low social support was the primary mediator of the effect of socioeconomic status on physical violence. The effect of marital status was mainly mediated by a high number of lifetime intimate partners.


Resumo: Foram analisados fatores associados à agressão física contra gestantes, em um estudo transversal com uma amostra de 1.446 mulheres de uma coorte pré-natal, entrevistadas em 2010 e 2011 em São Luís, Maranhão, Brasil. No modelo inicial, o nível socioeconômico ocupou a posição mais distal, determinando os fatores sociodemográficos, de apoio social e comportamentais, que por vez determinavam a violência física, investigada enquanto variável latente. A análise usou modelagem de equações estruturais. O relato de mais episódios de violência física esteve associado estatisticamente ao nível socioeconômico mais baixo (p = 0,027), não residir com parceiro (p = 0,005), apoio social baixo (p < 0,001) e alto número de parceiros na vida (p = 0,001). Apoio social baixo apareceu como o principal mediador do efeito do nível socioeconômico sobre a violência física. O efeito do estado conjugal foi mediado principalmente pelo número de parceiros na vida.


Resumen: Se analizaron factores asociados a la agresión física contra embarazadas, en un estudio transversal con una muestra de 1.446 mujeres de una cohorte prenatal, entrevistadas en 2010 y 2011 en São Luís, Maranhão, Brasil. En el modelo inicial, el nivel socioeconómico ocupó la posición más distal, determinando los factores sociodemográficos, de apoyo social y comportamentales, que a su vez determinaban la violencia física, investigada como variable latente. El análisis usó modelos de ecuaciones estructurales. El relato de más episodios de violencia física estuvo asociado estadísticamente al nivel socioeconómico más bajo (p = 0,027), no residir con pareja (p = 0,005), apoyo social bajo (p < 0,001) y alto número de parejas en la vida (p = 0,001). El apoyo social bajo apareció como el principal factor del efecto del nivel socioeconómico sobre la violencia física. El efecto del estado conyugal fue medido principalmente por el número de parejas en la vida.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Pregnancy , Adult , Intimate Partner Violence/statistics & numerical data , Physical Abuse/statistics & numerical data , Pregnant Women , Social Support , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Models, Theoretical , Prevalence , Risk Factors , Socioeconomic Factors , Surveys and Questionnaires
6.
Cad. saúde pública ; 33(5): e00007916, 2017. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: biblio-839715

ABSTRACT

Este estudo analisou os efeitos do ganho de peso gestacional e do aleitamento materno na retenção de peso pós-parto. Foram acompanhadas 2.607 mulheres da coorte de nascimento BRISA. As variáveis utilizadas foram idade, situação socioeconômica, paridade, índice de massa corporal pré-gestacional, ganho de peso gestacional, duração do aleitamento materno, tempo de acompanhamento após o parto e retenção de peso pós-parto. Foi utilizada modelagem de equações estruturais que permitiu avaliar os efeitos totais, diretos e indiretos das variáveis explicativas na retenção de peso pós-parto. Aumento de um desvio padrão do ganho de peso gestacional correspondeu a um aumento significativo de 0,49 desvio padrão da retenção de peso pós-parto (p < 0,001). Aumento de um desvio padrão da duração do aleitamento materno correspondeu à diminuição média de 0,10 desvio padrão da retenção de peso pós-parto (p < 0,001). Independente do índice de massa corporal pré-gestacional, o ganho de peso gestacional é fator de risco, e a duração do aleitamento materno é fator protetor para a retenção de peso pós-parto.


This study analyzed the effects of gestational weight gain and breastfeeding on postpartum weight retention. The study followed 2,607 women from the BRISA cohort. The variables were age, socioeconomic status, parity, pre-gestational body mass index, gestational weight gain, duration of maternal breastfeeding, length of postpartum follow-up, and postpartum weight gain. Structural equation modeling was used to evaluate the total, direct, and indirect effects of the explanatory variables on postpartum weight retention. An increase of one standard deviation in gestational weight gain corresponded to a significant increase of 0.49 standard deviations in postpartum weight retention (p < 0.001). An increase of one standard deviation in duration of breastfeeding corresponded to mean decrease of 0.10 standard deviations in postpartum weight retention (p < 0.001). Independently of pre-gestational BMI, gestational weight gain is a risk factor and duration of breastfeeding is a protective factor against postpartum weight retention.


Este estudio analizó los efectos de la ganancia de peso gestacional y de la lactancia materna en la retención del peso posparto. Se siguió a 2.607 mujeres de la cohorte de nacimiento BRISA. Las variables utilizadas fueron edad, situación socioeconómica, paridad, índice de masa corporal pre-gestacional, ganancia de peso gestacional, duración de la lactancia materna, tiempo de seguimiento tras el parto y retención de peso posparto. Se utilizó un modelo de ecuaciones estructurales que permitió evaluar los efectos totales, directos e indirectos de las variables explicativas en la retención del peso posparto. El aumento del desvío patrón de la ganancia de peso gestacional correspondió a un aumento significativo de 0,49 del desvío patrón de la retención de peso posparto (p < 0,001). El aumento de un desvío patrón de la duración de la lactancia materna correspondió a la disminución media de 0,10 del desvío patrón de la retención de peso posparto (p < 0,001). Independientemente del índice de masa corporal pre-gestacional, la ganancia de peso gestacional es un factor de riesgo, y la duración de la lactancia materna es un factor protector para la retención del peso posparto.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Young Adult , Breast Feeding , Overweight , Postpartum Period/physiology , Weight Gain/physiology , Age Factors , Body Mass Index , Brazil , Cohort Studies , Risk Factors , Socioeconomic Factors , Surveys and Questionnaires
7.
Cad. saúde pública ; 32(11): e00086915, 2016. tab, graf
Article in English | LILACS (Americas) | ID: biblio-828388

ABSTRACT

This study focused on the association between physical activity in the second trimester of pregnancy and adverse perinatal outcomes: low birth weight (LBW), preterm birth (PTB), and intrauterine growth restriction (IUGR). The study used a sample from the BRISA cohort, São Luís, Maranhão State, Brazil, which included women with singleton pregnancy, gestational age from 22 to 25 weeks confirmed by obstetric ultrasound performed at < 20 weeks, and re-interviewed in the first 24 hours postpartum (n = 1,380). Level of physical activity was measured by the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), short version, categorized as high, moderate, and low. A directed acyclic graph (DAG) was used to identify minimum adjustment to control confounding. High physical activity was not associated with LBW (RR = 0.94; 95%CI: 0.54-1.63), PTB (RR = 0.86; 95%CI: 0.48-1.54), or IUGR (RR = 0.80; 95%CI: 0.55-1.15). The results support the hypothesis that physical activity during pregnancy does not result in adverse perinatal outcomes.


Investigou-se a associação entre atividade física durante o segundo trimestre gestacional e os desfechos perinatais adversos: baixo peso ao nascer (BPN), nascimento pré-termo (NPT) e restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Foi utilizada amostra da coorte BRISA, São Luís, Maranhão, Brasil, que incluiu mulheres com gravidez única, idade gestacional de 22 a 25 semanas confirmada por ultrassonografia obstétrica realizada com < 20 semanas, reentrevistadas nas primeiras 24 horas após o parto (n = 1.380). O nível de atividade física foi medido pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão curta, e categorizado em alto, moderado e baixo. Gráfico acíclico direcionado (DAG) foi utilizado para identificar ajuste mínimo para o controle de confundimento. Nível alto de atividade física não foi associado ao BPN (RR = 0.94; IC95%: 0,54-1,63), NPT (RR = 0,86; IC95%: 0,48-1,54) ou RCIU (RR = 0,80; IC95%: 0,55-1,15). Os resultados fortalecem a hipótese de que a prática de atividade física na gestação não parece resultar em desfechos adversos ao nascimento.


Se investigó la asociación entre actividad física durante el segundo trimestre gestacional y los desenlaces perinatales adversos: bajo peso al nacer (BPN), nacimiento pretérmino (NPT) y restricción de crecimiento intrauterino (RCIU). Se utilizó una muestra de la cohorte BRISA, São Luís, Maranhão, Brasil, que incluyó mujeres con un embarazo único, edad gestacional de 22 a 25 semanas, confirmada por ultrasonografía obstétrica realizada con < 20 semanas, reentrevistadas en las primeras 24 horas tras el parto (n = 1.380). El nivel de actividad física fue medido por el Cuestionario Internacional de Actividad Física (IPAQ), versión corta, y categorizado en alto, moderado y bajo. El gráfo acíclico dirigido (DAG) se utilizó para identificar un ajuste mínimo para el control de confusores. Un nivel alto de actividad física no se asoció al BPN (RR = 0,94; IC95%: 0,54-1,63), NPT (RR = 0,86; IC95%: 0,48-1,54) o RCIU (RR = 0,80; IC95%: 0,55-1,15). Los resultados fortalecen la hipótesis de que la práctica de actividad física en la gestación no parece resultar en desenlaces adversos al nacimiento.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Infant, Newborn , Adult , Young Adult , Exercise , Fetal Growth Retardation/epidemiology , Infant, Low Birth Weight , Premature Birth/epidemiology , Brazil/epidemiology , Fetal Growth Retardation/etiology , Gestational Age , Infant, Newborn , Pregnancy Outcome , Premature Birth/etiology , Risk Factors , Socioeconomic Factors
8.
Rev. bras. saúde matern. infant ; 15(3): 325-335, jul.-set. 2015. tab
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-761663

ABSTRACT

Estimar a prevalência e investigar os fatores associados ao hábito de fumar de gestantes na cidade de São Luís, Maranhão.Métodos:estudo de corte seccional em amostra de 5212 gestantes assistidas em onze hospitais de São Luís em 2010. Informações sobre hábito de fumar e características socioeconômicas, demográficas, de saúde reprodutiva e hábitos de vida foram obtidos utilizando questionário padronizado. Estimativa da prevalência e cálculo de odds ratio (OR), com seus respectivos Intervalos de Confiança de 95 por cento (IC95 por cento ), foram obtidos em um modelo de regressão logística. Os dados foram analisados no programa estatístico STATA 12.0.Resultados:a prevalência do hábito de fumar na gravidez foi 4,1 por cento (IC95 por cento:3,55-4,64). Os fatores associados ao hábito de fumar foram: ausência de religião (OR=1,58; IC95 por cento:1,11-2,26); não ter companheiro (OR=1,66; IC95 por cento:1,15-2,38); as categorias 2 a 4 partos (OR=2,25; IC95 por cento:1,54-3,29) e cinco partos ou mais (OR=2,50; IC95 por cento :1,23-5,05); 0 a 3 consultas pré-natais (OR=2,75; IC95 por cento :1,74- 4,34); classe econômica D/E (OR=2,75; IC95 por cento:1,22- 6,19); e consumo de álcool (OR=7,61; IC95 por cento :5,50- 10,55).Conclusões:a prevalência do hábito de fumar foi baixa. Houve redução do tabagismo em São Luís de 5,9 por cento , em 1997/98, para 4,1por cento , no presente estudo. É necessário que intervenções mais enfáticas sejam dirigidas às gestantes com os fatores de vulnerabilidade encontrados...


To estimate the prevalence and investigate the factors associated with smoking among pregnant women in the city of São Luís, Maranhão.Methods:a cross-sectional study was carried out with a sample of 5,212 pregnant women attending eleven hospitals in São Luís in 2010. Information on smoking and socio-economic, demographic, reproductive health and lifestyle characteristics were obtained using a standardized questionnaire. The prevalence was estimated and the odds ratio (OR) calculated, with respective confidence intervals of 95 percent (CI95 percent), using a logistic regression model. The data were analyzed using the STATA 12.0 software package.Results:the prevalence of smoking during pregnancy was 4.1percent (CI95 percent :3.55-4.64). The factors associated with smoking were: lack of religion (OR=1.58; CI95 percent :1.11-2.26); not having a partner (OR=1.66; CI95 percent :1.15-2.38); having had 2 to 4 births (OR=2.25; CI95 percent :1.54-3.29) or five births or more (OR=2.50; CI95 percent :1.23-5.05); 0 to 3 prenatal consultations (OR=2.75; CI95 percent :1.74-4.34); economic class D/E (OR=2.75; CI95 percent :1.22-6.19); and alcohol consumption (OR=7.61; CI95 percent :5.50- 10.55).Conclusions:the prevalence of smoking was low. There was a reduction in smoking in São Luís from 5.9 percent , in 1997/98, to 4.1percent in the present study. More emphatic interventions should be directed at pregnant women with the identified risk profile...


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Alcohol Drinking , Smoking/epidemiology , Pregnant Women , Social Class , Brazil , Cohort Studies , Demography , Reproductive Health
9.
Rev. bras. geriatr. gerontol ; 18(3): 545-556, jul.-set. 2015. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | ID: lil-764203

ABSTRACT

Objetivo:Analisar a associação entre o declínio cognitivo e a qualidade de vida de idosos hipertensos.Métodos:Pesquisa de abordagem quantitativa com delineamento analítico transversal, com 125 idosos hipertensos, de ambos os sexos, atendidos no Programa HIPERDIA, de São Luís-MA. Para a avaliação do declínio cognitivo, aplicou-se o Miniexame do Estado Mental (MEEM) e para avaliar a qualidade de vida, o Medical Outcomes Study 36 - Short-Form Health Survey (SF-36). A normalidade dos dados foi testada por meio do teste de Shapiro-Wilk, utilizando-se ainda o teste de Mann Whitney (qualidade de vida). Para testar a associação entre declínio cognitivo e qualidade de vida, usou-se o coeficiente de Spearman.Resultados:A prevalência de declínio cognitivo foi de 20,80%, com predominância em idosos com baixa escolaridade (45,83%). Idosos hipertensos com declínio cognitivo apresentaram pior qualidade de vida, comparados aos idosos hipertensos sem declínio cognitivo. Houve associação positiva da função cognitiva com a qualidade de vida nos domínios: capacidade funcional (r=0,222; p=0,01), dor (r=0,1871; p=0,04) e aspectos emocionais (r=0,3136; p=0,0005).Conclusão:Os resultados encontrados neste estudo sugerem que o declínio cognitivo afeta diretamente a qualidade de vida do idoso hipertenso, na medida em que limita a capacidade de realização de atividades do cotidiano, principalmente se associado a quadros dolorosos e alterações emocionais.


Objective:To evaluate the association between cognitive decline and quality of life in hypertensive elderly persons.Methods:A quantitative, cross-sectional, analytical study involving 125 hypertensive elderly individuals of both genders attending the HIPERDIA Program in São Luís, in the state of Maranhao, was performed. The Mini Mental State Exam (MMSE) was used to evaluate cognitive decline and quality of life was assessed using the Medical Outcomes Study 36 Short-Form Health Survey (SF-36). The normality of the data was verified by the Shapiro-Wilk test. The Mann-Whitney test was also applied (quality of life). The association between cognitive decline and quality of life was evaluated using Spearman's coefficient.Results:The prevalence of cognitive decline was 20.8% and there was a predominance of elderly persons with a low educational level (45.83%). Hypertensive elderly individuals with cognitive decline had a poorer quality of life than those without cognitive decline. A positive association between cognitive function and quality of life was observed for the following domains: functional capacity (r=0.222; p=0.01), pain (r=0.1871; p=0.04), and emotional aspects (r=0.3136; p=0.0005).Conclusion:The results of this study suggest that cognitive decline directly affects the quality of life of the elderly by limiting the capacity to perform activities of daily living, especially if associated with painful medical conditions and emotional disturbances.

10.
Cad. saúde pública ; 31(7): 1437-1450, 07/2015. tab, graf
Article in English | LILACS (Americas) | ID: lil-754049

ABSTRACT

The objective of this study was to analyze changes in perinatal health in two birth cohorts started in 1997/1998 and 2010, respectively, in São Luís, Maranhão State, Brazil. A total of 2,493 live born infants were included in 1997/1998 and 5,166 in 2010. Low birth weight (LBW) rate did not change (8.5% in 1997/1998 and 8.6% in 2010). Preterm birth (PTB) rate also remained stable (13.2% in 1997/1998 and 13% in 2010). Teenage deliveries and births to single mothers decreased. Maternal schooling and prenatal care coverage increased. Intrauterine growth restriction (IUGR) decreased from 13.3% to 10.6% (p < 0.001). The perinatal mortality rate decreased from 36.6 to 20.7 per 1,000 (p < 0.001) and the infant mortality rate (IMR) dropped from 28.5 to 12.8 per 1,000 (p < 0.001). The cesarean rate increased from 34.1% to 47.5% (p < 0.001). In conclusion, despite favorable changes in socio-demographic, behavioral, and health service factors and decreasing rates of IUGR and perinatal and infant mortality, LBW and PTB remained stable, while the cesarean rate increased.


O objetivo deste estudo foi analisar as mudanças na saúde perinatal em duas coortes de nascimento realizadas em 1997/1998 e 2010, em São Luís, Maranhão, Brasil. Um total de 2.493 nascidos vivos foi incluído em 1997/1998 e 5.166 em 2010. A taxa de baixo peso ao nascer (BPN) não se modificou (8,5% em 1997/1998 e 8,6% em 2010). A taxa de nascimento pré-termo (NPT) também permaneceu estável (13,2% em 1997/1998 e 13% em 2010). Nascimentos em adolescentes e em mulheres sem companheiro decresceram. A escolaridade materna e a cobertura do pré-natal aumentaram. A taxa de restrição de crescimento intrauterino (RCIU) diminuiu de 13,3% para 10,6% (p < 0,001). A taxa de mortalidade perinatal foi reduzida de 36,6 para 20,7 por mil (p < 0,001) e a taxa de mortalidade infantil diminuiu de 28,5 para 12,8 por mil (p < 0,001). A taxa de cesárea (TC) aumentou de 34,1% para 47,5% (p < 0,001). Apesar das mudanças favoráveis nas variáveis sociodemográficas, comportamentais e de serviços de saúde e da redução nas taxas de RCIU, mortalidade perinatal e infantil, as taxas de BPN e NPT permaneceram estáveis, enquanto a TC aumentou.


El objetivo de este estudio fue analizar los cambios de la salud perinatal en dos cohortes de nacimiento realizadas en 1997/1998 y 2010 en São Luís, Maranhão, Brasil. Un total de 2.493 niños nacidos vivos fueron incluidos en 1997/1998 y 5.166 en 2010. La tasa de bajo peso al nacer (BPN) no cambió (8,5% y 8,6%). La tasa del nacimiento prematuro (TNP) también se mantuvo estable (13,2% y 13%). Los nacimientos entre adolescentes y madres solteras disminuyeron. La escolaridad de la madre y la cobertura de atención prenatal aumentaron. La tasa de restricción del crecimiento intrauterino (RCIU) se redujo de un 13,3% a un 10,6% (p < 0,001). La tasa de mortalidad perinatal disminuyó de 36,6 a 20,7 por mil (p < 0,001), y la tasa de mortalidad infantil (TMI) se redujo de 28,5 a 12,8 por mil (p < 0,001). La tasa de cesárea (TC) aumentó de 34,1% a 47,5% (p < 0,001). A pesar de los cambios favorables en factores sociodemográficos, de conducta y de servicios de salud, y de la reducción de RCIU, mortalidad perinatal e infantil, las tasas de BPN y el PTB se mantuvieron estables, mientras que la TC aumentó.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Infant , Infant, Newborn , Pregnancy , Delivery, Obstetric/statistics & numerical data , Pregnancy Complications/epidemiology , Brazil/epidemiology , Cohort Studies , Cesarean Section/statistics & numerical data , Gestational Age , Health Status Indicators , Infant Mortality , Infant, Low Birth Weight , Infant, Premature , National Health Programs , Pregnancy Outcome , Pregnancy Complications/mortality , Socioeconomic Factors
11.
Rev. bras. saúde matern. infant ; 14(3): 229-239, Jul-Sep/2014. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-725699

ABSTRACT

Avaliar a estrutura de maternidades que prestam atenção a mulheres em situação de abortamento no Sistema Único de Saúde, em Salvador, Recife e São Luís. Métodos: foram selecionadas três maternidades em cada capital. Os dados foram obtidos por entrevista com gerente do serviço ou equipe de direção e observação direta. Utilizou-se instrumento com 120 questões pontuadas abrangendo seis componentes - planta física, recursos materiais, recursos humanos, materiais de consumo, educação em saúde e ferramentas de gestão que incorporam quatro dimensões de avaliação - insumo/ambiente físico; qualidade técnica e gerencial do cuidado; acolhimento/orientação e continuidade da atenção. Os resultados foram categorizados pelo percentual obtido em relação ao máximo esperado: suficiente (B a 80 por cento); intermediário (de 50 por cento a 79 por cento); insuficiente (< 50 por cento). Resultados: os componentes melhor pontuados foram planta física, recursos materiais e material de consumo. Educação em saúde e ferramentas de gestão tiveram pior pontuação. Nenhuma unidade atingiu nível considerado suficiente. Sete foram classificadas no nível intermediário e duas insuficiente. Conclusões: as unidades estudadas não apresentam estrutura adequada para o modelo de atenção ao abortamento preconizado. Há necessidade de intervenções para qualificar a estrutura dos serviços para a atenção ao aborto e promover a huma-nização do cuidado...


To assess the structure of maternity hospitals that provide care for woman undergoing abortions in the Brazilian National Health Service in the cities of Salvador, Recife and São Luís. Methods: three maternity hospitals were selected in each State capital. The data were obtained by way of interviews with the service manager or team of directors and direct observation. The interviews involved 120 questions divided into six sections - physical infrastructure, material resources, human resources, consumable materials, health education and management tools, covering four areas of evaluation - materials/physical environment; technical quality and care management; reception/guidance and continuity of care. The results were presented as a percentage of the maximum possible score: adequate (B80 percent); average (50 percent - 79 percent); inadequate (< 50 percent). Results: the highest scoring sections were physical infrastructure, material resources and consumable materials. Health education and management tools received the worst scores. No unit was deemed to have attained an adequate level of care. Seven were classified as average and two as inadequate. Conclusions: the units studied did not have an adequate structure for the intended abortion care model. There is a need for intervention to improve the structure of abortion care services and to promote the humanization of care...


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Abortion , Brazil , Health Care (Public Health) , Health Evaluation , Hospitals, Maternity , Unified Health System
12.
Ciênc. saúde coletiva ; 19(2): 629-640, 02/2014. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-705397

ABSTRACT

Objetivou-se avaliar a utilização dos serviços de saúde bucal (SSB) e fatores associados nos municípios com mais de 100 mil habitantes do Maranhão. A amostra de base populacional incluiu 1214 crianças e 1059 adultos. Estimaram-se razões de prevalência (RP) por regressão de Poisson hierarquizada, segundo modelo teórico de Andersen. Mais de 91% das crianças e 71,9% dos adultos não utilizaram os SSB nos seis meses anteriores à entrevista. Dos que utilizaram 48,5% foram atendidos no SUS. Procedimentos preventivos foram mais frequentes que os curativos. Em crianças e adultos fatores predisponentes, facilitadores e de necessidade explicaram o uso de SSB. Em crianças, idade > 2 anos (RP = 5,29), maior escolaridade do chefe da família (RP = 2,37), > 6 consultas pré-natais (RP = 1,69) e necessidade de tratamento dentário (RP = 9,54) associaram-se ao maior uso dos SSB. Nos adultos, maior uso associou-se à maior escolaridade (RP = 2,26), classe econômica A/B (RP = 1,38), autopercepção da saúde boa/muito boa (RP = 1,72) e necessidade de tratamento (RP = 18,25). A utilização dos SSB não é universal, nem equânime e há deficiência na atenção integral, pois serviços de maior complexidade são utilizados por poucos. Menor número de consultas pré-natais parece ser preditor da não utilização dos SSB por crianças.


The scope of this study was to evaluate the use of oral health services (OHS) and related factors in municipalities with more than 100,000 inhabitants in Maranhão, Brazil. It was a population-based sample including 1214 children and 1059 adults. Prevalence ratios (PR) were estimated by hierarchical Poisson regression in accordance with Andersen's theoretical model. Over 91% of children and 71.9% of adults had not used the OHS in the six months prior to the interview. Of those who did, 48.5% were attended in the Unified Health System (SUS). Preventive were more frequent than curative procedures. In children and adults, predisposing, facilitating and need-based factors explained the use of OHS. Children aged >2 years (PR=5.29), with greater schooling of the head of the household (PR=2.37), e"6 prenatal visits (PR=1.69) and dental treatment needs (PR=9.54) were associated with greater use of the OHS. In adults, use was associated with greater schooling (PR=2.26), economic class A/B (PR=1.38), self-perceived health as good/very good (PR=1.72) and need for treatment (PR=18.25). The use of the OHS is neither universal nor equitable and there are deficiencies in comprehensive care, as few people use the more complex services. Fewer prenatal visits appear to be a predictor of non-use of the OHS by children.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Child , Child, Preschool , Female , Humans , Infant , Male , Middle Aged , Young Adult , Dental Health Services , Brazil , Cross-Sectional Studies
13.
Ciênc. saúde coletiva ; 18(11): 3321-3331, Nov. 2013. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-690790

ABSTRACT

Utilizaram-se questionários adaptados à realidade brasileira (PCATool) para avaliar acesso e utilização dos serviços, aplicados a 30 gestores, 80 profissionais e amostra aleatória de 882 usuários da Estratégia Saúde da Família (ESF) em São Luís. Diferenças entre as avaliações dos 3 tipos de entrevistados foram identificadas pelo teste de Kruskall-Wallis e pós-teste de Dunn. Usuários tiveram dificuldades no acesso e na utilização dos serviços, também considerados insatisfatórios pelos gestores e profissionais. O acesso foi a dimensão pior avaliada e o não funcionamento das unidades após as 18 horas e finais de semana foram suas principais dificuldades. A avaliação dos gestores e profissionais quase sempre divergiu com a dos usuários, sendo a avaliação dos gestores predominantemente mais favorável. Gratuidade, utilização de serviços preventivos e da ESF antes das consultas especializadas foram bem avaliadas. O funcionamento das unidades precisa se adequar às necessidades dos usuários, principalmente dos trabalhadores. Fortalecer a participação social na gestão local da ESF pode ajudar a identificar essas necessidades, dirimindo divergências entre os atores estudados.


Questionnaires adapted to the Brazilian reality (Primary Care Assessment Tool) to evaluate access to and use of services were distributed to 30 managers, 80 professionals and a random sample of 882 Family Health Strategy (FHS) users in São Luís in the state of Maranhão. The differences between the evaluations of managers, professionals and users were identified by the Kruskal-Wallis test and Dunn's post test. Users faced difficulties in access to and use of the services, which were also considered unsatisfactory by managers and professionals. Access was the dimension with the worst evaluation, and non-functioning of units after 6 p.m. and at weekends were the main difficulties. The evaluations of the managers and professionals were almost always divergent from those of the users, with the evaluation of the managers being more favorable. The fact that the service was free of charge, the use of preventive services and the FHS services before the specialized care were well evaluated. The operation of units should attend users' needs, especially that of the working population. Strengthening social participation in local management of the FHS may assist in identifying these needs, thereby reducing the divergent opinions of the players involved.


Subject(s)
Humans , Family Health , Health Services Accessibility , Primary Health Care , Brazil , Surveys and Questionnaires
14.
Cad. saúde pública ; 29(8): 1583-1594, Ago. 2013. tab
Article in English | LILACS (Americas) | ID: lil-684645

ABSTRACT

The aim of this study was to investigate the association between mental health and physical inactivity in 1,447 pregnant women in the second trimester of pregnancy. Subjects answered the short version of the International Physical Activity Questionnaire. Symptoms of depression and anxiety, and stress levels were assessed using the Center for Epidemiological Studies Depression Scale, the Beck Anxiety Inventory and the Perceived Stress Scale, respectively. The rate of physical inactivity was low (39.8%). The prevalence rates of symptoms of severe depression and severe levels of anxiety were 28.8% and 16.9%, respectively. The average perceived stress score was 24.9. An association was found between physical inactivity and not living with a partner (OR = 1.28), having a manual occupation (OR = 0.71) and, unexpectedly, normal and low levels of anxiety (OR = 1.46 and OR = 1.44, respectively). No association was observed between physical inactivity and symptoms of severe depression and perceived stress. It is plausible to assume that the majority of physical activity practiced by these women was attributable to housework or occupation which may in turn be associated with high levels of anxiety.


O objetivo do estudo foi analisar a associação entre indicadores de saúde mental e a inatividade física em amostra com 1.447 mulheres no 2º trimestre gestacional, que responderam ao Questionário Internacional de Atividade Física - versão curta, à Escala de Rastreamento Populacional para Depressão do Centro de Estudos Epidemiológicos, à Escala de Ansiedade de Beck e à Escala de Estresse Percebido. A taxa de inatividade física foi baixa (39,8%), sintomas depressivos graves estiverem presentes em 28,8% da amostra e nível de ansiedade intensa em 16,9%. O escore médio de estresse percebido foi de 24,9. Não residir com companheiro (RP = 1,28), função ocupacional manual (RP = 0,71) e, ao contrário do esperado, níveis de ansiedade normal (RP = 1,46) e leve (RP = 1,44) apresentaram associação com a inatividade física. Não houve associação entre estresse e sintomas de depressão com a inatividade física. É possível que nas mulheres desta amostra uma parcela importante da atividade física esteja ligada a atividades domésticas ou laborais, que poderiam estar associadas a maiores níveis de ansiedade.


El objetivo del estudio fue analizar la asociación entre la salud mental y la inactividad física en 1.447 mujeres, durante el segundo trimestre del embarazo, que respondieron al Cuestionario Internacional de Actividad Física -versión corta, la Escala de Depresión del Centro de Estudios Epidemiológicos, la Escala de Ansiedad de Beck y la Escala de Estrés Percibido. La tasa de inactividad fue baja (39,8%), síntomas depresivos graves estaban presentes en un 28,8% de la muestra y el nivel de ansiedad intensa en un 16,9%. La puntuación media de estrés percibido fue de 24,9. No vivir en pareja (RP = 1,28), función manual de trabajo (RP = 0,71) y, contrariamente a lo esperado, nivel de ansiedad leve (PR = 1,46) y mínimo (PR = 1,44) mostraron asociación con la inactividad física. No fue encontrada ninguna asociación entre el estrés percibido y los síntomas de la depresión con la inactividad física. Es posible que en las mujeres de la muestra una porción significativa de la actividad física esté relacionada a las actividades domésticas o de empleo, que podrían estar asociadas con mayores niveles de ansiedad.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Pregnancy , Anxiety/epidemiology , Depression/epidemiology , Mental Health/statistics & numerical data , Sedentary Behavior , Stress, Psychological/epidemiology , Anxiety/psychology , Brazil/epidemiology , Depression/psychology , Epidemiologic Methods , Psychiatric Status Rating Scales , Socioeconomic Factors , Stress, Psychological/psychology
15.
Rev. bras. epidemiol ; 16(1): 146-156, mar. 2013. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-674793

ABSTRACT

Prevalências de desnutrição e excesso de peso em menores de cinco anos e sua associação com fatores socioeconômicos, sanitários e demográficos foram estimadas nos seis maiores municípios do Maranhão, em 2006/2007. Por meio de inquérito domiciliar por amostragem 1.214 crianças menores de cinco anos foram aleatoriamente selecionadas. Foi utilizada amostragem por conglomerados em dois estágios, representativa dos seis municípios maranhenses com mais de cem mil habitantes. Foram aplicados questionários padronizados para as mães ou responsáveis pelas crianças e aferidos peso e estatura. Para classificação da desnutrição foram utilizados os pontos de corte < - 2 escores z pelos indicadores peso para idade, peso para estatura e estatura para idade. Para a classificação do excesso de peso foram considerados > +2 escores z, de acordo com o indicador peso para estatura, seguindo recomendações da Organização Mundial da Saúde. Pelo índice peso para idade a prevalência de desnutrição foi de 4,5%, pelo índice estatura para idade 8,5% estavam com desnutrição pregressa e pelo índice peso para estatura 3,9% encontravam-se com desnutrição atual, enquanto 6,7% apresentavam excesso de peso. Crianças de famílias chefiadas por mulheres apresentaram menores prevalências de desnutrição (Razão de Prevalências = 0,4). Variáveis socioeconômicas não estiveram associadas à desnutrição ou ao excesso de peso. Recebimento de benefício do programa bolsa família não foi associado à desnutrição ou excesso de peso. A prevalência de desnutrição infantil foi baixa, mas o excesso de peso foi mais prevalente do que a desnutrição. Não foi detectada desigualdade social em relação à desnutrição em crianças menores de cinco anos, sugerindo evolução favorável no sentido de maior equidade.


Prevalences of malnutrition and overweight among children under five years and its association with socioeconomic, demographic and health indicators were estimated for the six largest municipalities of Maranhão, in 2006/2007. By means of a household survey, a sample of 1214 children under five years of age was randomly selected. Two-stage cluster sampling was used, representing the six municipalities of Maranhão with over one hundred thousand inhabitants. Standardized questionnaire was administered to mothers or guardians and trained personnel measured weight and height or length. For classification of malnutrition cutoff points of <-2z scores for weight-for-age, weight-for-length/height and length/height-for-age were used. Overweight was considered when weight for heithg was > +2 z score, following World Health Organization guidelines. By weight-for-age malnutrition prevalence was 4.5, by length/height-for-age 8.5% were stunted and by the weight-for-length/height 3.9% were malnourished (wasting), while 6.7% were overweight. Children of families headed by women had lower prevalence of malnutrition (prevalence ratio=0.4). Socioeconomic variables were not associated with malnutrition or overweight. Participation in money transfer programs from the government was not associated with malnutrition or overweight. The prevalence of malnutrition was low, but being overweight was more prevalent than malnutrition. Social inequality was not detected in relation to malnutrition in children under five years of age, suggesting a favorable trend towards greater equity.


Subject(s)
Child, Preschool , Female , Humans , Infant , Male , Overweight/epidemiology , Brazil/epidemiology , Cities , Malnutrition/epidemiology , Prevalence , Risk Factors , Urban Health
16.
Rev. saúde pública ; 47(1): 137-146, Fev. 2013. tab
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-674849

ABSTRACT

OBJETIVO: Avaliar os serviços do Sistema Único de Saúde brasileiro de assistência ambulatorial a adultos vivendo com aids em 2007 e comparar com a avaliação de 2001. MÉTODOS: Os 636 serviços cadastrados no Ministério da Saúde em 2007 foram convidados a responder a um questionário previamente validado (Questionário Qualiaids) com 107 questões de múltipla escolha sobre a organização da assistência prestada. Analisaram-se as frequências das respostas de 2007 comparando-as com as obtidas em 2001 na forma de variação percentual (VP). RESULTADOS: Responderam o questionário 504 (79,2%) serviços. Cerca de 100,0% dos respondentes relataram ter pelo menos um médico, suprimento sem falhas de antirretrovirais e de exames CD4 e carga viral. Vários aspectos mostraram melhor desempenho em 2007 comparados a 2001: registro de número de faltas à consulta médica (de 18,3 para 27,0%, VP: 47,5%), agendamento de consulta em menos de 15 dias no início da terapia antirretroviral (de 55,3 para 66,2%, VP: 19,7%) e participação organizada do usuário (de 5,9 para 16,7%, VP: 183,1%). Houve manutenção de dificuldades: pequena variação na disponibilidade de exames especializados em até 15 dias, como endoscopia (31,9 para 34,5%, VP: 8,1%), e a piora de indicadores como tempo ideal de acesso a consultas especializadas (55,9 para 34,5% em cardiologia, VP negativa de 38,3%). O tempo médio despendido nas consultas médicas de seguimento manteve-se baixo: 15 minutos ou menos (52,5 para 49,5%, VP negativa de 5,8%). CONCLUSÕES: A avaliação de 2007 mostrou que os serviços contam com os recursos essenciais para a assistência ambulatorial. Houve melhoras em muitos aspectos em relação a 2001, mas persistem desafios. Pouco tempo dedicado à consulta médica pode estar vinculado ao número insuficiente de médicos e/ou à baixa capacidade de escuta e diálogo. A acessibilidade prejudicada a consultas especializadas mostra a dificuldade das infraestruturas locais do Sistema Único de Saúde.


OBJECTIVE: To assess Brazilian Unified Health System outpatient services delivering care to adults living with AIDS in 2007 and to compare with the assessment conducted in 2001. METHODS: The 636 health services registered in the Ministry of Health in 2007 were invited to respond to a previously validated questionnaire (Qualiaids Questionnaire) with 107 multiple-choice questions about the organization of care delivery. It analyzed the frequencies of responses to the 2007 questionnaire compared with those found in that of 2001 through percent variation (PV). RESULTS: 504 (79.2%) of the services responded to the questionnaire. Almost 100.0% of the respondents reported having essential resources for outpatient care: having at least one doctor, sufficient supplies of antiretroviral drugs, CD4 and viral load tests. Many aspects displayed improvement in 2007 compared to 2001: registry of missed medical appointments (from 18.3 to 27.0%, PV: 47.5%), follow-up appointment within 15 days of starting antiretroviral treatment (from 55.3 to 66.2%, PV: 19.7%) and user's organized participation (from 5.9 to 16.7%, PV: 183.1%). However, some difficulties remained: little change in the availability of specialized exams, such as endoscopy, within 15 days, (31.9 to 34.5%, PV: 8.1%) and decreases in indicators such as optimal time access to specialized appointments (55.9 to 34.5% in cardiology, negative PV: 38.3%). Mean time spent in follow-up medical appointments remained low: about 15 minutes (52.5 to 49.5%, negative PV: 5.8%). CONCLUSIONS: The 2007 assessment revealed that services have essential resources for ambulatory assistance. There was some improvement in many aspects compared to 2001, although some challenges still remain. Little time dedicated to medical appointments may be linked to insufficient number of doctors and/or due to reduced capacity of listening and dialogue. Impaired access to specialized appointments reveals the difficulty local Brazilian Unified Health System facilities have regarding infrastructure.


OBJETIVO: Evaluar los servicios del Sistema Único de Salud brasileño de asistencia ambulatoria a adultos viviendo con sida en 2007 y comparar con la evaluación de 2001. MÉTODOS: Los 636 servicios catastrados en el Ministerio de la Salud en 2007 fueron invitados a responder un cuestionario previamente validado (Cuestionario Qualiaids) con 107 preguntas de selección múltiple sobre la organización de la asistencia prestada. Se analizaron las frecuencias de las respuestas de 2007 comparándolas con las obtenidas en 2001 en la forma de variación porcentual (VP). RESULTADOS: Respondieron el cuestionario 504 (79,2%) servicios. Cerca de 100,0% de los encuestados relataron tener al menos un médico, suministro sin fallas de antirretrovirales y de exámenes CD4 y carga viral. Varios aspectos mostraron mejor desempeño en 2007 al compararse con 2001: registro de número de faltas a la consulta médica (de 18,3 a 27,0%, VP: 47,5%), conseguir consulta en menos de 15 días en el inicio de la terapia antirretroviral (de 55,3 a 66,2%, VP: 19,7%) y participación organizada del usuario (de 5,9 a 16,7%, VP: 183,1%). Se mantuvieron algunas dificultades: pequeña variación en la disponibilidad de exámenes especializados en hasta 15 días, como endoscopia (31,9 a 34,5%, VP: 8,1%) y empeoraron indicadores como tiempo ideal de acceso a consultas especializadas (55,9 a 34,5% en cardiología, VP negativa de 38,3%). El tiempo promedio empleado en las consultas médicas de seguimiento se mantuvo bajo: 15 minutos o menos (52,5 a 49,5%, VP negativa de 5,8%). CONCLUSIONES: La evaluación de 2007 mostró que los servicios cuentan con los recursos esenciales para la asistencia ambulatoria. Hubo mejorías en muchos aspectos con relación a 2001, pero persisten desafíos. Poco tiempo dedicado a la consulta médica puede estar vinculado al número insuficiente de médicos y/o a la baja capacidad de atención y diálogo. El acceso perjudicado a consultas especializadas muestra la dificultad de las infraestructuras locales del Sistema Único de Salud.


Subject(s)
Adult , Humans , Ambulatory Care , Acquired Immunodeficiency Syndrome/therapy , HIV Infections/therapy , Quality of Health Care , Appointments and Schedules , Brazil , Health Services Research , National Health Programs , Surveys and Questionnaires
17.
Cad. saúde pública ; 28(7): 1381-1393, jul. 2012. tab
Article in English | LILACS (Americas) | ID: lil-638732

ABSTRACT

We used body mass index (BMI) and waist circumference (WC) as fat indicators to assess whether perinatal and early adulthood factors are associated with adiposity in early adulthood. We hypothesized that risk factors differ between men and women and are also different when WC is used for measuring adiposity as opposed to BMI. We conducted a longitudinal study based on a sample of 2,063 adults from the 1978/1979 Ribeirão Preto birth cohort. Adjustment was performed using four sequential multiple linear regression models stratified by sex. Both perinatal and early adulthood variables influenced adulthood BMI and WC. The associations differed between men and women and depending on the measure of abdominal adiposity (BMI or WC). Living with a partner, for both men and women, and high fat and alcohol intake in men were factors that were consistently associated with higher adulthood BMI and WC levels. The differences observed between sexes may point to different lifestyles of men and women, suggesting that prevention policies should consider gender specific strategies.


Utilizou-se o índice de massa corporal (IMC) e a circunferência de cintura (CC) para avaliar se alguns fatores perinatais e da vida adulta se associam com adiposidade na vida adulta jovem. Trabalhou-se com a hipótese de que os fatores de risco diferem entre homens e mulheres e também são diferentes quando a CC é utilizada como medida de adiposidade em vez do IMC. Realizou-se estudo longitudinal baseado em 2.063 pessoas da coorte de nascimentos de 1978/1979 de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. Foi feito ajuste sequencial em quatro modelos de regressão linear múltipla, estratificados por sexo. Tanto variáveis do início da vida como atuais interferiram no IMC e na CC. As associações foram diferentes para homens e mulheres, e também quando se considerou o IMC ou a CC. Homens e mulheres que vivem com companheira(o) e homens que têm consumo elevado de gordura e álcool apresentam maiores valores de IMC e de CC. As diferenças encontradas podem apontar para estilos de vida diferentes de homens e mulheres, sugerindo que as políticas de prevenção também precisam traçar estratégias diferenciadas segundo gênero.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Male , Young Adult , Adiposity/physiology , Body Mass Index , Waist Circumference , Brazil/epidemiology , Epidemiologic Methods , Obesity/epidemiology , Sex Factors , Socioeconomic Factors , Waist-Hip Ratio
18.
Rev. baiana saúde pública ; 34(3)jul-set. 2010. tab
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-592251

ABSTRACT

Este estudo analisou fatores associados à realização de consulta médica pelos adultos, por meio de estudo transversal com 1.059 pessoas na faixa etária de 20 a 59 anos. Utilizou dados amostrais de inquérito populacional realizado em outubro 2006 a fevereiro 2007, nos municípios de São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Timon, Codó, Caxias do estado do Maranhão. Foram calculadas razões ajustadas de prevalência e intervalos de confiança de 95 porcento, utilizando-se regressão de Poisson. Consulta médica nos últimos 15 dias foi a variável dependente e fatores socioeconômicos renda familiar mensal, escolaridade, beneficiário de plano de saúde, demográficos sexo, idade e cor da pele, uso de medicamentos, automedicação, cobertura pelo Programa de Saúde da Família PSF e autoavaliação do estado de saúde, as independentes. As razões de prevalência mostraram que referir morbidade e possuir plano de saúde aumentaram a probabilidade de consulta. A automedicação apresentou alta prevalência e associou-se negativamente ao desfecho. Entretanto, dos que referiram morbidade, 78,3 porcento não consultaram, sugerindo barreiras de acesso. Não houve associação com as variáveis idade, sexo, cor da pele, uso de medicamento, escolaridade e renda familiar, assim como cobertura pelo PSF, o que sugere dificuldade de acesso até na atenção básica. A autoavaliação do estado de saúde não mostrou associação.


The objective was to analyze factors associated to heath services use by adults. A cross-sectional study comprising 1,059 people, age-group 20 to 59 with sample data of health surveys carried on from September 2006 to February 2007, in São Luís, São José de Ribamar, Imperatriz, Timon, Codó and Caxias, municipalities of Maranhão State, Brazil. Demographic, socioeconomic, health needs and doctor consultation in last 15 days were studied. Adjusted prevalence ratios and 95 percent confidence intervals were calculated using Poisson regression. The dependent variable was doctor consultation in the last 15 days and the independent variables were socioeconomic factors family monthly income, level of education and health plan coverage, demographic factors gender, age and race, use of medication, self-medication, self-reported morbidity, PSF coverage, health self assessment. Adjusted prevalence showed that self- reported morbidity and having health care plan increased the probability of consultation. Self-medication showed high prevalence and had a negative association to the outcome. Nevertheless, from the people with self-reported morbidity 78.3 percent did not have a consultation, which suggests an access barrier. Gender, skin color, age, use of medication, level of education, family monthly income, and PSF coverage did not have an association with health services use, which suggests an access barrier in basic care. Health self assessment not show an association in this study.


Este estudio examinó los factores asociados a la realizacion de visitas médicas por parte de adultos, a través de un estudio transversal con 1.059 personas de 20 a 59 años. Se utilizaron datos de la muestra de un cuestionario poblacional realizado de Octubre de 2006 a febrero de 2007, en las ciudades de Sao Luis, Imperatriz, Sao José de Ribamar, Timón, Codó, Caxias, del estado de Maranhão. Se calcularon las tasas ajustadas de prevalencia e intervalos de confianza del 95 por ciento, utilizando la regresión de Poisson. La variable dependiente fue la consulta médica en los últimos 15 días y la independiente, los factores socioeconómicos ingreso familiar, escolaridad y el beneficiario del plan de salud, demográficas sexo, edad y color de la piel), el uso de medicinas, automedicación, la cobertura del Programa del Salud PSF y la auto-evaluación del estado de salud. Razones de prevalencia muestran que referirse a morbilidad y poseer planes de salud han aumentado la probabilidad de consulta. La automedicación presentó una alta prevalencia y se asoció negativamente con el resultado. Sin embargo, aquellos que reportaron la morbilidad, el 78,3 por ciento no se consultaron, lo que sugiere barreras de acceso. No hubo asociación con las variables edad, sexo, raza, uso de medicinas, escolaridad e ingreso familiar así como la cobertura por el PSF, lo que sugiere la dificultad de acceso a la atención básica. La auto-evaluación de estado de salud no mostró asociación.


Subject(s)
Adult , Middle Aged , Data Collection , Morbidity , Family Health Strategy , Ambulatory Care , Health Services , Socioeconomic Factors
19.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 55(2): 207-212, 2009. graf, tab
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-514823

ABSTRACT

A adesão à terapia antirretroviral (TARV) é crucial para a efetividade e o impacto do tratamento da Aids. Este artigo discute as relações entre adesão e qualidade dos serviços de assistência a pessoas vivendo com Aids (PVA), evidenciando a qualidade como elo central entre adesão e acesso. Está baseado nos resultados de pesquisas que conduzimos sobre a atenção a PVA no Brasil. Nossos estudos apontam que os grupos de pacientes acompanhados em serviços com número inferior a 100 pacientes apresentam risco estimado de não adesão maior do que os grupos acompanhados em serviços com mais de 500 pacientes. Apontam também que serviços com menos de 100 pacientes têm risco estimado maior de pertencer a grupos de má qualidade. Isto está relacionado à baixa complexidade observada nos serviços de menor porte caracterizada por: dificuldades em manter uma estrutura mínima de recursos humanos e materiais, simplificação da organização dos processos de trabalho, centramento no trabalho autônomo do profissional médico e gerenciamento sem projeto técnico. Há necessidade de pautar novos estudos sobre adesão e qualidade. As evidências existentes já apontam, porém, a necessidade de revisão na alocação dos serviços de assistência a PVA, bem como a de homogeneizar a qualificação destes serviços, condições necessárias para a manutenção de taxas aceitáveis de adesão à TARV no país.


The patient adherence to highly active antiretroviral therapy (HAART) is a crucial matter to AIDS treatment effectiveness and its' impact. This article aims to discuss the association between adherence and quality of health service providing care to people living with AIDS (PLWA), highlighting quality of the services as a central point to adherence and access. It is based on results of our previous studies about the health care to PLWA in Brazil. Our studies point out that the groups of patients who are followed-up in health services providing care for less than 100 patients presented greater estimated risk of non-adherence than services following more than 500 patients. Also, smaller health services showed greater estimated risk to be ranged in the worst quality of services groups. This is related to the low complexity of smaller health care services, such as: lack of minimum human resources and material structures, poor organization on work process, medical-centered care and poor technical management. New studies in adherence and quality of services are needed. Nevertheless, the existent findings have already pointed out the need to review the current distribution of AIDS care services as well as to make the quality of services more homogenous thorough the country. These are high priorities in order to keep acceptable levels of adherence to HAART in Brazil.


Subject(s)
Humans , Acquired Immunodeficiency Syndrome/drug therapy , Health Services Accessibility , Medical Assistance/standards , Medication Adherence/statistics & numerical data , Brazil , Medical Assistance/organization & administration , Odds Ratio
20.
Rio de Janeiro; Fundacao Oswaldo Cruz; 2004. 167 p. ilus.(Curso Especializacao em avaliacao de programas de controle de processos endemicos, com enfase em DST/HIV/Aids, 2).
Monography in Portuguese | LILACS (Americas), SES-SP | ID: lil-416123
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