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1.
Arq. bras. cardiol ; 118(3): 614-622, mar. 2022. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1364355

ABSTRACT

Resumo Fundamento Aparentemente, a pior resposta a algumas classes de anti-hipertensivos, especialmente inibidores da enzima conversora da angiotensina e bloqueadores de receptor de angiotensina, pela população negra, explicaria, pelo menos parcialmente, o pior controle da hipertensão entre esses indivíduos. Entretanto, a maioria das evidências vêm de estudos norte-americanos. Objetivos Este estudo tem o objetivo de investigar a associação entre raça/cor da pele autorrelatadas e controle de PA em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) utilizando várias classes de anti-hipertensivos em monoterapia. Métodos O estudo envolveu uma análise transversal, realizada com participantes da linha de base do ELSA-Brasil. O controle de pressão arterial foi a variável de resposta, participantes com valores de PA ≥140/90 mmHg foram considerados descontrolados em relação aos níveis de pressão arterial. A raça/cor da pele foi autorrelatada (branco, pardo, negro). Todos os participantes tiveram que responder perguntas sobre uso contínuo de medicamentos. A associação entre o controle de PA e raça/cor da pele foi estimada por regressão logística. O nível de significância adotado nesse estudo foi de 5%. Resultados Do total de 1.795 usuários de anti-hipertensivos em monoterapia na linha de base, 55,5% se declararam brancos, 27,9%, pardos e 16,7%, negros. Mesmo depois de padronizar em relação a variáveis de confusão, negros em uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores de receptor de angiotensina (BRA), diuréticos tiazídicos (DIU tiazídicos) e betabloqueadores (BB) in monoterapia tinham controle de pressão arterial pior em comparação a brancos. Conclusões Os resultados deste estudo sugerem que, nesta amostra de brasileiros adultos utilizando anti-hipertensivos em monoterapia, as diferenças de controle de pressão arterial entre os vários grupos raciais não são explicadas pela possível eficácia mais baixa dos IECA e BRA em indivíduos negros.


Abstract Background It seems that the worst response to some classes of antihypertensive drugs, especially angiotensin-converting enzyme inhibitors and angiotensin receptor blockers, on the part of the Black population, would at least partially explain the worse control of hypertension among these individuals. However, most of the evidence comes from American studies. Objectives This study aims to investigate the association between self-reported race/skin color and BP control in participants of the Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil), using different classes of antihypertensive drugs in monotherapy. Methods The study involved a cross-sectional analysis, carried out with participants from the baseline of ELSA-Brasil. Blood pressure control was the response variable, participants with BP values ≥140/90 mmHg were considered out of control in relation to blood pressure levels. Race/skin color was self-reported (White, Brown, Black). All participants were asked about the continuous use of medication. Association between BP control and race/skin color was estimated through logistic regression. The level of significance adopted in this study was of 5%. Results Of the total of 1,795 users of antihypertensive drugs in monotherapy at baseline, 55.5% declared themselves White, 27.9% Brown, and 16.7% Black. Even after adjusting for confounding variables, Blacks using angiotensin converting enzyme inhibitors (ACEI), angiotensin receptor blocker (ARB), thiazide diuretics (thiazide DIU), and beta-blockers (BB) in monotherapy had worse blood pressure control compared to Whites. Conclusions Our results suggest that in this sample of Brazilian adults using antihypertensive drugs in monotherapy, the differences in blood pressure control between different racial groups are not explained by the possible lower effectiveness of ACEIs and ARBs in Black individuals.


Subject(s)
Humans , Adult , Hypertension/drug therapy , Hypertension/epidemiology , Antihypertensive Agents/therapeutic use , Antihypertensive Agents/pharmacology , United States , Blood Pressure , Brazil , Angiotensin-Converting Enzyme Inhibitors/therapeutic use , Calcium Channel Blockers/therapeutic use , Cross-Sectional Studies , Longitudinal Studies , Angiotensin Receptor Antagonists/therapeutic use , Race Factors
2.
Säo Paulo med. j ; 140(2): 213-221, Jan.-Feb. 2022. tab
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1366050

ABSTRACT

Abstract BACKGROUND: Non-alcoholic fatty liver disease (NAFLD) has become a public health problem worldwide. Neck circumference (NC) is a simple anthropometric adiposity parameter that has been correlated with cardiometabolic disorders like NAFLD. OBJECTIVES: To investigate the association between NC and NAFLD, considering their obesity-modifying effect, among participants from the Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) baseline study. DESIGN AND SETTINGS: Cross-sectional study at the ELSA-Brasil centers of six public research institutions. METHODS: This analysis was conducted on 5,187 women and 4,270 men of mean age 51.8 (± 9.2) years. Anthropometric indexes (NC, waist circumference [WC] and body mass index [BMI]), biochemical and clinical parameters (diabetes, hypertension and dyslipidemia) and hepatic ultrasound were measured. The association between NC and NAFLD was estimated using multinomial logistic regression, considering potential confounding effects (age, WC, diabetes, hypertension and dyslipidemia). Effect modification was investigated by including the interaction term NC x BMI in the final model. RESULTS: The frequency of NAFLD and mean value of NC were 33.6% and 33.9 (± 2.5) cm in women, and 45.8% and 39.4 (± 2.8) cm in men, respectively. Even after all adjustments, larger NC was associated with a greater chance of moderate/severe NAFLD (1.16; 95% confidence interval [CI] for women; 1.05, 95% CI for men; P < 0.001). Presence of multiplicative interaction between NC and BMI (P < 0.001) was also observed. CONCLUSION: NC was positively associated with NAFLD in both sexes, regardless of traditional adiposity indexes such as BMI and WC. The magnitude of the association was more pronounced among women.

3.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(2): e00346520, 2022. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1360299

ABSTRACT

Body fat distribution seems to have different effects in cardiovascular diseases (CVD). We aimed to estimate the associations between lower limbs and trunk fat ratio and the 10-year CVD risk, and isolated risk factors in men and women. A total of 10,917 participants from ELSA-Brasil were eligible for this cross-sectional study. Associations between lower limb/trunk fat ratio with the percentage of 10-year CVD risk - according to the Framingham Risk Score - and its risk factors (systolic blood pressure, total cholesterol and HDL-cholesterol, diabetes, and use of antihypertensive medication) were performed using generalized linear models, linear and logistic regressions. All analyses were stratified by gender and adjustments were made by age, self-reported skin color, educational attainment, alcohol consumption, leisure physical activity, hypolipidemic drug use and, for women, menopausal status. In this study, 55.91% were women, with a mean age of 52.68 (SD = 6.57) years. A higher lower limb/trunk fat ratio was related to lower 10-year CVD risk, as well as a reduction in systolic blood pressure, total cholesterol, and antihypertensive drug use, also an increasing HDL-cholesterol in both genders, but this relationship was stronger in women. Besides, a protective relationship to diabetes was observed in women. Higher fat accumulation in the lower body, when compared to the trunk, seems to have a lower risk of CVD and associated risk factors - even in the presence of fat in the abdominal region - with women presenting lower risks than men.


A distribuição de gordura no corpo parece ter efeitos diferentes nas doenças cardiovasculares (DCV). Objetivou-se estimar as associações da razão de gordura entre membros inferiores e tronco com o risco de DCV em 10 anos e os fatores de risco independentes em homens e mulheres. Um total de 10.917 participantes do ELSA-Brasil eram elegíveis para este estudo transversal. As associações da razão de gordura entre os membros inferiores e tronco com o percentual de risco de DCV em 10 anos, de acordo com a Escala de Risco de Framingham, e os respectivos fatores de risco (pressão arterial sistólica, colesterol total e HDL colesterol, diabetes e uso de medicação anti-hipertensiva), foram avaliados com modelos lineares generalizados, lineares e de regressão logística. Todas as análises foram estratificadas por sexo, e os ajustes foram feitos por idade, raça/cor, escolaridade, consumo de álcool, atividade física, uso de medicação hipolipemiante e, para as mulheres, estado de menopausa. Na amostra do estudo atual, 55,91% eram mulheres, com média de idade de 52,68 anos (DP = 6,57). A maior diferença entre a gordura dos membros inferiores e tronco foi associada com menor risco de DCV em 10 anos e com redução na pressão arterial sistólica, colesterol total e uso de medicação anti-hipertensiva, assim como um aumento no HDL colesterol em ambos os sexos (mas essa correlação foi mais forte em mulheres). Além disso, foi observada uma relação protetora contra diabetes, apenas em mulheres. O acúmulo maior de gordura nos membros inferiores, comparado com o tronco, parece estar associado a um risco menor de DCV e aos fatores de risco, mesmo na presença de gordura na região abdominal, e esse efeito é mais forte nas mulheres que nos homens.


Las distribuciones de grasa corporal parecen tener diferentes efectos en las enfermedades cardiovasculares (ECV). Nuestro objetivo fue estimar las asociaciones entre extremidades inferiores/ratio de grasa troncal y el riesgo de ECV a los 10 años, y sus factores de riesgo aislados, en hombres y mujeres. Un total de 10.917 participantes de ELSA-Brasil fueron elegibles para este estudio transversal. Las asociaciones de la ratio de grasa entre la parte inferior del cuerpo y el tronco, con el porcentaje de riesgo de ECV a los 10 años, según la Escala de Riesgo de Framingham, y sus factores de riesgo (presión sanguínea sistólica, colesterol total y colesterol HDL, diabetes, y uso de medicación antihipertensiva), se realizaron usando modelos lineales generalizados, regresiones lineales y logísticas. Todos los análisis fueron estratificados por sexo y los ajustes se hicieron por edad, raza/color de piel autoinformado, nivel educativo, consumo de alcohol, actividad física durante el ocio, uso de medicamentos hipolipemiantes y, para mujeres, estatus menopáusico. En este estudio, un 55,91% fueron mujeres, con una media de edad de 52,68 (SD = 6,57) años. Una ratio de masa adiposa más alta entre las extremidades inferiores/tronco estuvo asociada a un riesgo menor de ECV en 10 años, también una reducción en la presión sistólica sanguínea, colesterol total, y el consumo de medicamentos antihipertensivos, también en un incremento del colesterol HDL en ambos sexos, pero esta relación fue más fuerte en mujeres. Asimismo, una relación protectora frente a la diabetes se observó solo en mujeres. Una acumulación más alta de grasa en las extremidades inferiores, comparada con la del tronco, parece tener un riego más bajo de ECV y sus factores de riesgo, incluso con la presencia de grasa en la región abdominal, además este efecto es más fuerte en mujeres comparadas con los hombres.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Cardiovascular Diseases/etiology , Cardiovascular Diseases/epidemiology , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Longitudinal Studies , Body Fat Distribution , Middle Aged
4.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(1): e00341920, 2022. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1355978

ABSTRACT

Resumo: Pretos e pardos apresentam grandes desvantagens de saúde, possuem menores chances de ascensão na hierarquia social no curso de vida e menores níveis socioeconômicos do que brancos como resultado do racismo estrutural. Entretanto, pouco se sabe sobre o papel mediador da mobilidade intergeracional na associação entre racismo e saúde. O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre racismo e a autoavaliação de saúde, e verificar em que medida a mobilidade social intergeracional media essa associação. Estudo transversal realizado com dados de 14.386 participantes da linha de base (2008-2010) do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Escolaridade materna, escolaridade do participante, classe sócio-ocupacional do chefe de família e classe sócio-ocupacional do participante compuseram os indicadores de mobilidade social intergeracional (educacional e sócio-ocupacional). Modelos de regressão logística foram utilizados. A prevalência de autoavaliação de saúde ruim foi de 15%, 24% e 28% entre brancos, pardos e pretos, respectivamente. Após ajustes por idade, sexo e centro de investigação foram encontradas maiores chances de autoavaliação de saúde ruim entre pretos (OR = 2,15; IC95%: 1,92-2,41) e pardos (OR = 1,82; IC95%: 1,64-2,01) quando comparados aos brancos. A mobilidade educacional e sócio-ocupacional intergeracional mediaram, respectivamente, 66% e 53% da associação entre a raça/cor e autoavaliação de saúde ruim em pretos, e 61% e 51% em pardos, respectivamente. Resultados confirmam a iniquidade racial na autoavaliação de saúde e apontam que a mobilidade social intergeracional desfavorável é um importante mecanismo para explicar essa iniquidade.


Resumen: Negros y mulatos presentan grandes desventajas de salud, poseen menores oportunidades de ascensión en la jerarquía social en el trascurso de su vida, y menores niveles socioeconómicos que los blancos, como resultado del racismo estructural. No obstante, poco se sabe sobre el papel mediador de la movilidad intergeneracional en la asociación entre racismo y salud. El objetivo de este estudio fue investigar la asociación entre racismo y autoevaluación de salud, así como verificar en qué medida la movilidad social intergeneracional interfiere en esa asociación. Se trata de un estudio transversal, realizado con datos de 14.386 participantes de la base de referencia (2008-2010) del Estudio Longitudinal de Salud de Adultos (ELSA-Brasil). La escolaridad materna, del participante, clase socio-ocupacional del jefe de familia y clase socio-ocupacional del participante compusieron los indicadores de movilidad social intergeneracional (educacional y socio-ocupacional). Se utilizaron modelos de regresión logística. La prevalencia de autoevaluación de mala salud fue de 15%, 24% y 28% entre blancos, mulatos/mestizos y negros, respectivamente. Tras los ajustes por edad, sexo y centro de investigación, se encontraron mayores oportunidades de autoevaluación de mala salud entre negros (OR = 2,15; IC95%: 1,92-2,41) y mulatos/mestizos (OR = 1,82; IC95%: 1,64-2,01), cuando se compara con los blancos. La movilidad educacional y socio-ocupacional intergeneracional mediaron, respectivamente, 66% y 53% de la asociación entre raza/color y autoevaluación de mala salud en negros, y 61% y 51% en mulatos/mestizos, respectivamente. Los resultados confirman la inequidad racial en la autoevaluación de salud y apuntan que la movilidad social intergeneracional desfavorable es un importante mecanismo para explicar esa inequidad.


Abstract: Blacks and Browns have major health disadvantages, are less likely to rise in the social hierarchy throughout the course of life, and pertain to lower socioeconomic levels than Whites as a result of structural racism. However, little is known about the mediating role of intergenerational mobility in the association between race/skin color and health. The aim of the present study was to investigate the association between racism and self-rated health and to verify to what extent intergenerational social mobility mediates this association. This was a cross-sectional study conducted with data from 14,386 participants from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) baseline (2008-2010). Maternal education, education of the participant, socio-occupational class of the head of household, and socio-occupational class of the participant were used in the indicators of intergenerational social mobility (educational and socio-occupational). Logistic regression models were used. The prevalence of poor self-rated health was 15%, 24%, and 28% among Whites, Browns, and Blacks, respectively. After adjustments for age, sex, and research center, greater chances of poor self-rated health were found among Blacks (OR = 2.15; 95%CI: 1.92-2.41) and Browns (OR = 1.82; 95%CI: 1.64-2.01) when compared to Whites. Intergenerational educational and socio-occupational mobility mediated, respectively, 66% and 53% of the association between race/color and poor self-rated health in Blacks, and 61% and 51% in Browns, respectively. Results confirm racial iniquity in self-rated health and point out that unfavorable intergenerational social mobility is an important mechanism to explain this iniquity.


Subject(s)
Humans , Adult , Social Mobility , Racism , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Longitudinal Studies
5.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(2): e00034521, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1360297

ABSTRACT

This study aimed to examine whether retirement is associated with greater life satisfaction and if this association differs by sex and type of work. This is a cross-sectional analysis of 13,645 active and retired civil servants, attending to the second visit of the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health cohort (ELSA-Brasil, 2012-2014). Retirees due to disability were excluded. The explanatory variables were: (1) current occupational status (not retired, retired); (2) work engagement after retirement (not retired, retired and working, retired and not working); (3) time since retirement (not retired, > 0-3, > 3-8, > 8-15, > 15 years). Life satisfaction was obtained from the Satisfaction With Life Scale. Associations were estimated by multiple linear regression. After considering sociodemographic and health indicators, life satisfaction was higher for retired individuals (β = 0.50, 95%CI: 0.32; 0.68) than not retired. Retirees who were not working (β = 0.56, 95%CI: 0.33; 0.78) seemed to be more satisfied than those working (β = 0.46, 95%CI: 0.26; 0.66). Life satisfaction was greater among those who retired: > 0-3 years (β = 0.57, 95%CI: 0.33; 0.81), > 8-15 years (β = 0.66, 95%CI: 0.34; 0.98), and > 15 years (β = 0.51, 95%CI: 0.27; 0.74) as compared to active workers. These associations were not modified by gender or type of work. In this Brazilian cohort, retired civil servants from teaching and research institutions seemed to be more satisfied with their lives than active individuals. Results suggest that life satisfaction may vary with time after retirement and whether individuals keep working afterwards, although the variations overlap.


O estudo buscou examinar se a aposentadoria está associada a maior satisfação com a vida e se a associação difere de acordo com gênero e tipo de ocupação. Trata-se de uma análise transversal de 13.645 servidores públicos, entre ativos e aposentados, avaliados na segunda visita da coorte Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil, 2012-2014). Foram excluídos os aposentados por motivo de saúde. As variáveis independentes eram: (1) situação ocupacional atual (não aposentado, aposentado); (2) engajamento em trabalho depois da aposentadoria (não aposentado, aposentado e trabalhando, aposentado e não trabalhando); (3) tempo desde a aposentadoria (não aposentado, > 0-3, > 3-8, > 8-15, > 15 anos). A satisfação com a vida foi obtida com a Escala de Satisfação com a Vida. As associações foram estimadas por regressão linear multivariada. Depois de ajustar para indicadores sociodemográficos e de saúde, a satisfação com a vida era mais alta entre aposentados (β = 0,50, IC95%: 0,32; 0,68) comparados com os não aposentados. Os aposentados que não estavam trabalhando (β = 0,56, IC95%: 0,33; 0,78) pareciam mais satisfeitos que aqueles que estavam trabalhando (β = 0,46, IC95%: 0,26; 0,66) e os não aposentados. A satisfação com a vida era maior entre aqueles que estavam aposentados: > 0-3 anos (β = 0,57, IC95%: 0,33; 0,81), > 8-15 anos (β = 0,66, IC95%: 0,34; 0,98) e > 15 anos (β = 0,51, IC95%: 0,27; 0,74), comparados aos ativos. Essas associações não foram modificadas por gênero ou tipo de ocupação. Nesta coorte brasileira, servidores públicos aposentados de instituições de ensino e pesquisa pareciam mais satisfeitos com a vida em comparação com os servidores ativos. Os resultados sugerem que a satisfação com a vida pode variar de acordo com o tempo desde a aposentadoria e se o indivíduo continua trabalhando depois, embora as associações se sobreponham.


El objetivo del estudio fue examinar si la jubilación está asociada con una satisfacción vital mayor y si esta asociación difiere por sexo, así como naturaleza de la ocupación. Se trata de un análisis transversal con 13.645 empleados públicos activos y jubilados, que participaron en la consulta 2 de la cohorte Estudio Longitudinal de Salud de Adultos (ELSA-Brasil, 2012-2014). Se excluyeron a jubilados que tuvieran problemas de salud. Las variables explicativas fueron: (1) estatus ocupacional actual (no jubilado, jubilado); (2) compromisos laborales tras la jubilación (no jubilado, jubilado y trabajando, jubilado y no trabajando); (3) tiempo desde la jubilación (no jubilado, > 0-3, > 3-8, > 8-15, > 15 años). La satisfacción vital procede de la Escala de Satisfacción con la Vida. Las asociaciones se estimaron mediante una regresión lineal múltiple. Tras considerar indicadores sociodemográficos y de salud, satisfacción vital fue mayor para los jubilados (β = 0,50, 95%CI: 0,32; 0,68) que para los no jubilados. Los jubilados que no estaban trabajando (β = 0,56, 95%CI: 0,33; 0,78) parecieron más satisfechos que los que estaban trabajando (β = 0,46, 95%CI: 0,26; 0,66), así como que quienes no estaban jubilados. La satisfacción vital fue mayor entre quienes se jubilaron: > 0-3 años (β = 0,57, 95%CI: 0,33; 0,81), > 8-15 años (β = 0,66, 95%CI: 0,34; 0,98), y > 15 años (β = 0,51, 95%CI: 0,27; 0,74) si se compara con trabajadores activos. Estas asociaciones no fueron modificadas por género o naturaleza ocupacional. En esta cohorte brasileña, los empleados públicos retirados de la enseñanza e instituciones de investigación parecían más satisfechos con sus vidas que las personas activas. Los resultados sugieren que la satisfacción vital puede variar con el tiempo tras la jubilación, así como en las personas que siguen trabajando después, a pesar de las dimensiones producidas por la superposición de asociaciones.

6.
Arq. bras. cardiol ; 117(3): 426-434, Sept. 2021. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1339193

ABSTRACT

Resumo Fundamento: A fibrilação ou flutter atrial (FFA) é a arritmia cardíaca sustentada mais comum. Existem poucos dados sobre a epidemiologia da FFA na América do Sul. Objetivo: O presente estudo procurou descrever a epidemiologia clínica da FFA e o uso de anticoagulantes na avaliação da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Métodos: Foram analisados dados de 13.260 participantes do ELSA-Brasil. A FFA foi definida pelo eletrocardiograma ou por autorrelato. Modelos de regressão logística foram construídos para analisar fatores associados à FFA. Este estudo também analisou se idade e sexo estavam associados ao uso de anticoagulantes para evitar acidente vascular cerebral. O nível de significância foi de 5%. Resultados: A idade mediana foi de 51 anos, e 7.213 (54,4%) participantes eram mulheres. A FFA foi detectada em 333 (2,5%) participantes. O aumento da idade (razão de chances [RC]:1,05; intervalo de confiança de 95% [IC95%]: 1,04-1,07), hipertensão (RC:1,44; IC95%:1,14-1,81) coronariopatia (RC: 5,11; IC95%:3,85-6,79), insuficiência cardíaca (RC:7,37; IC95%:5,00-10,87) e febre reumática (RC:3,38; IC95%:2,28-5,02) foram associadas à FFA. Dos 185 participantes com FFA e pontuação no CHA2DS2-VASc≥2, apenas 20 (10,8%) usavam anticoagulantes (50,0% entre aqueles com FFA no eletrocardiograma de linha de base). O uso de anticoagulantes nesse grupo foi associado a maior idade (1,8% vs 17,7% naqueles com idade ≤ 54 e ≥ 65 anos, respectivamente; p=0,013). Observou-se uma tendência ao menor uso de anticoagulantes em mulheres (7,1% vs. 16,4% em mulheres e homens, respectivamente; p=0,055). Conclusões: No recrutamento do ELSA-Brasil, 2,5% dos participantes tinham FFA. O baixo uso de anticoagulantes era comum, o que representa um desafio para os cuidados de saúde nesse cenário.


Abstract Background: Atrial fibrillation or flutter (AFF) is the most common sustained cardiac arrhythmia. Limited data can be found on AFF epidemiology in South America. Objective: The present study sought to describe the clinical epidemiology of AFF and the use of stroke prevention medication in the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) baseline assessment. Methods: This study analyzed data from 13,260 ELSA-Brasil participants. AFF was defined according to ECG recording or by self-report. Logistic regression models were built to analyze factors associated with AFF. This study also analyzed if age and sex were associated with anticoagulant use for stroke prevention. Significance level was set at 5%. Results: Median age was 51 years and 7,213 (54.4%) participants were women. AFF was present in 333 (2.5%) participants. Increasing age (odds ratio [OR]:1.05; 95% confidence interval [95%CI]: 1.04-1.07), hypertension (OR:1.44; 95%CI: 1.14-1.81), coronary heart disease (OR: 5.11; 95%CI: 3.85-6.79), heart failure (OR:7.37; 95%CI: 5.00-10.87), and rheumatic fever (OR:3.38; 95%CI: 2.28-5.02) were associated with AFF. From 185 participants with AFF and a CHA2DS2-VASc score ≥2, only 20 (10.8%) used anticoagulants (50.0% among those with AFF in the baseline ECG). Stroke prevention in this group was associated with a higher age (1.8% vs 17.7% in those aged ≤ 54 and ≥ 65 years, respectively; p=0.013). A trend towards a reduced anticoagulant use was observed in women (7.1% vs. 16.4% in women and men, respectively; p=0.055). Conclusions: At the ELSA-Brasil baseline, 2.5% of the participants had AFF. The lack of stroke prevention was common, which is an especially challenging point for healthcare in this setting.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Atrial Fibrillation/diagnosis , Atrial Fibrillation/epidemiology , Stroke/diagnosis , Stroke/prevention & control , Stroke/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Longitudinal Studies , Risk Assessment , Electrocardiography , Self Report , Middle Aged , Anticoagulants/therapeutic use
7.
Braz. J. Psychiatry (São Paulo, 1999, Impr.) ; 43(3): 254-261, May-June 2021. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1249185

ABSTRACT

Objective: Longitudinal measurement invariance analyses are an important way to assess a test's ability to estimate the underlying construct over time, ensuring that cognitive scores across visits represent a similar underlying construct, and that changes in test performance are attributable to individual change in cognitive abilities. We aimed to evaluate longitudinal measurement invariance in a large, social and culturally diverse sample over time. Methods: A total of 5,949 participants from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) were included, whose cognition was reassessed after four years. Longitudinal measurement invariance analysis was performed by comparing a nested series of multiple-group confirmatory factor analysis models (for memory and executive function factors). Results: Configural, metric, scalar and strict invariance were tested and supported over time. Conclusion: Cognitive temporal changes in this sample are more likely to be due to normal and/or pathological aging. Testing longitudinal measurement invariance is essential for diverse samples at high risk of dementia, such as in low- and middle-income countries.

8.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 37(11): e00224220, 2021. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1350390

ABSTRACT

Abstract: This study aims to investigate whether the intersectional identities defined by race/skin color and gender are associated with smoking and excessive consumption of alcohol in a representative sample of Brazilian adults. This is a cross-sectional study with 48,234 participants in the Brazilian National Health Survey (PNS) - 2013. Crude and adjusted odds ratios (OR) and respective 95% confidence intervals (95%CI) were used to estimate the associations of intersectional categories of race/skin color and gender (white woman, brown woman, black woman, white man, brown man, black man) with smoking and excessive consumption of alcohol, based on the combination of weekly "days" and "servings". The prevalence of smoking varied from 10.6% for white women to 23.1% for black men, while the prevalence of elevated consumption of alcohol ranged from 3.3% to 14%, respectively. In comparison to white women, only white, brown, and black men presented greater chances of smoking, reaching the OR of 2.04 (95%CI: 1.66-2.51) in black men. As to excessive consumption of alcohol, all intersectional categories showed greater chances of consumption than white women, with the greatest magnitude in black men (OR = 4.78; 95%CI: 3.66-6.23). These associations maintained statistical significance after adjustments made for sociodemographic, behavioral, and health characteristics. Results demonstrated differences in smoking habit and excessive consumption of alcohol when the intersectional categories were compared to traditional analyses. These findings reinforce the significance of including intersectionality of race/skin color and gender in epidemiological studies.


Resumo: O estudo teve como objetivo investigar se as interseções de identidades definidas por raça/cor e gênero estão associadas ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool em uma amostra representativa de adultos brasileiros. Este foi um estudo transversal com 48.234 participantes da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. Foram usadas odds ratio (OR) brutas e ajustadas com os respectivos intervalos de 95% de confiança (IC95%) para estimar as associações entre interseções de categorias de raça/cor e gênero (mulher branca, mulher parda, mulher preta, homem branco, homem pardo, homem preto) com tabagismo e consumo excessivo de álcool, derivados da combinação de "dias" e "doses" semanais. A prevalência de tabagismo variou de 10,6% em mulheres brancas a 23,1% em homens pretos, enquanto a prevalência de consumo elevado de álcool variou de 3,3% a 14%, respectivamente. Em comparação com mulheres brancas, apenas homens brancos, pardos e pretos apresentaram risco maior de tabagismo, chegando a um OR de 2,04 (IC95%: 1,66-2,51) em homens pretos. Quanto ao consumo excessivo de álcool, todas as categorias mostraram maior risco de consumo em comparação com as mulheres brancas, com a maior magnitude em homens pretos (OR = 4,78; IC95%: 3,66-6,23). As associações mantiveram a significância estatística depois de ajustar para fatores sociodemográficos, comportamentais e de saúde. Os resultados revelam diferenças no hábito de fumar e no consumo excessivo de álcool quando as categorias de interseções foram comparadas a análises tradicionais. Os achados reforçam a importância da inclusão de raça/cor e gênero em estudos epidemiológicos.


Resumen: El objetivo fue investigar si las identidades interseccionales, definidas por raza/color de piel y género, están asociadas con el consumo de tabaco y excesivo consumo de alcohol en una muestra representativa de adultos brasileños. Se trata de un estudio trasversal con 48.234 participantes en la Encuesta Nacional de Salud Brasileña (PNS) - 2013. Las odds ratio (OR) crudas y ajustadas y los respectivos intervalos de 95% confianza (IC95%) fueron usados para estimar las asociaciones de categorías interseccionales de raza/color de piel y género (mujer blanca, mujer mestiza, mujer negra, hombre blanco, hombre mestizo, hombre negro) con el consumo de tabaco y el excesivo consumo de alcohol, derivado de la combinación semanal de "días" y "cantidades consumidas". La prevalencia de consumo de tabaco varió de 10.6% en mujeres blancas al 23,1% en hombres negros, mientras que la prevalencia de consumo elevado de alcohol fue de un 3,3% al 14%, respectivamente. En comparación con las mujeres blancas, solo blancos, mestizos, y hombres negros presentaron oportunidades mayores de fumar, alcanzando la OR de 2,04 (95%CI: 1,66-2,51) en hombres negros. Así como que, para el excesivo consumo de alcohol, todas las categorías interseccionales mostraron oportunidades mayores de consumo que las mujeres blancas, con una magnitud más grande en hombres negros (OR = 4,78; 95%CI: 3,66-6,23). Estas asociaciones mantuvieron significancia estadística, tras los ajustes realizados para características sociodemográficas, comportamentales, y características de salud. Los resultados demostraron que el hábito de fumar y el excesivo consumo de alcohol mostraron diferencias cuando se compararon las categorías interseccionales con los análisis tradicionales. Estos resultados refuerzan la importancia de incluir la interseccionalidad de raza/color de piel y género en estudios epidemiológicos.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Skin Pigmentation , Brazil/epidemiology , Alcohol Drinking/epidemiology , Smoking/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Health Surveys
9.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 37(2): e00061619, 2021. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1153688

ABSTRACT

Intrauterine life is a critical period for the development of body fat and metabolic risk. This study investigated associations between birth weight and total and truncal body fat in adults. To do so, we analyzed data on 10,011 adults participating in the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) who self-reported birth weight as < 2.5kg, 2.5-4.0kg, or > 4.0kg at baseline (2008-2010) and underwent bioimpedance in the next follow-up visit (2012-2014). Greater mean total and truncal fat mass were seen in those with high birth weight compared with adequate birth weight (p < 0.001) in both sexes (total fat: 25.2 vs. 23.1kg in men and 31.4 vs. 27.7kg in women, and truncal fat: 13.5 vs. 12.4kg in men and 15.9 vs. 14.2kg in women). U-shaped patterns were observed in restricted cubic-spline analyses in the subset of 5,212 individuals reporting exact birth weights, although statistically significant only for those with high birth weight. In the whole sample, in comparing high to adequate birth weight, the latter predicted having a large (> 85 percentile) total and truncal fat mass, respectively: OR = 1.76, 95%CI: 1.37-2.25 (men) and OR = 1.86, 95%CI: 1.42-2.44 (women); OR = 1.68, 95% CI: 1.31-2.16 (men) and OR = 1.73, 95%CI: 1.31-2.28 (women). However, low birth weight predicted having a large (> 85 percentile) % truncal fat only in women (OR = 1.40, 95%CI: 1.03-1.91). In conclusion, in these men and women born in a period in which fetal malnutrition was prevalent, birth weight showed complex, frequently non-linear associations with adult body fat, highlighting the need for interventions to prevent low and high birth weight during pregnancy.


A vida intrauterina é um período crítico para o desenvolvimento da gordura corporal e risco metabólico. O estudo investigou as associações entre peso ao nascer e gordura corporal total e de tronco em adultos. Analisamos os dados de 10.011 participantes do Estudo Longitudinal de Saúde no Adulto (ELSA-Brasil), com peso ao nascer de < 2,5kg, 2,5-4,0kg ou > 4,0kg, autorrelatado na linha de base (2008-2010) e que fizeram exame de bioimpedância na visita seguinte (2012-2014). A gordura corporal total e de tronco mais elevada estava associada com peso ao nascer elevado, quando comparado ao peso adequado (p < 0,001) em ambos os sexos (gordura total: 25,2 vs. 23,1 kg em homens e 31,4 vs. 27,7kg em mulheres, e gordura de tronco: 13,5 vs. 12,4kg em homens e 15,9 vs. 14,2kg em mulheres). Foram observados padrões em "U" nas análises de splines cúbicos restritos, no subconjunto de 5.212 indivíduos que informaram o peso ao nascer com exatidão, embora com significância estatística apenas para aqueles com peso ao nascer alto. Na amostra total, o peso ao nascer alto (comparado com o adequado) predizia (> percentil 85) gordura corporal total e de tronco, respectivamente: OR = 1,76, IC95%: 1,37-2,25 (homens) e OR = 1,86, IC95%: 1,42-2,44 (mulheres); OR = 1,68, IC95%: 1,31-2,16 (homens) e OR = 1,73, IC95%: 1,31-2,28 (mulheres). Entretanto, baixo peso ao nascer predizia gordura de tronco elevada (> percentil 85) apenas nas mulheres (OR = 1,40, IC95%: 1,03-1,91). O estudo conclui que nesse grupo de homens e mulheres que nasceram numa época em que a desnutrição fetal era prevalente, o peso ao nascer mostrou associações complexas, frequentemente não lineares, com a gordura corporal na idade adulta, o que enfatiza a necessidade de intervenções para prevenir, durante a gestação, o baixo e alto peso ao nascer.


La vida intrauterina es un periodo crítico para el desarrollo de la masa de grasa corporal y riesgo metabólico. Investigamos las asociaciones entre peso al nacer y la grasa total y troncal en adultos. Analizamos datos de 10.011 adultos que participaron en el Estudio Longitudinal de Salud en Adultos (ELSA-Brasil) quienes autoinformaron de un peso al nacer < 2,5kg, 2,5-4,0kg, o > 4,0kg en la base de referencia (2008-2010) y experimentaron bioimpedancia en la siguiente visita de seguimiento (2012-2014). La mayor media de masa grasa total y troncal se observó en quienes tuvieron un alto peso al nacer, en comparación con quienes tuvieron un adecuado peso al nacer (p < 0,001) en ambos sexos (grasa total: 25,2 vs. 23,1kg en hombres y 31,4 vs. 27,7kg en mujeres, y grasa troncal: 13,5 vs. 12,4kg en hombres y 15,9 vs. 14,2kg en mujeres). Se observaron patrones en forma de "U" en análisis spline cúbicos restringidos en el subconjunto de 5.212 personas que informaron de sus pesos exactos al nacer, pese a que eran estadísticamente significativos solamente quienes tenían un alto peso al nacer. En toda la muestra con alto peso al nacer, comparada con el adecuado peso al nacer, se pronosticó contar con más masa grasa total y troncal (> percentil 85), respectivamente: OR = 1,76, IC95%: 1,37-2,25 (hombres) y OR = 1,86, IC95%: 1,42-2,44 (mujeres); OR = 1,68, IC95%: 1,31-2,16 (hombres) y OR = 1,73, IC95%: 1,31-2,28 (mujeres). No obstante, contar con un bajo peso al nacer predispuso a contar con más masa grasa troncal solamente en mujeres (> percentil 85) % (OR = 1,40, IC95%: 1,03-1,91). En conclusión, en estos hombres y mujeres nacidos durante un período en el que la malnutrición fetal era prevalente, el peso al nacer mostró frecuentemente asociaciones no lineales complejas, con grasa corporal en la etapa adulta, resaltando la necesidad de intervenciones para prevenir el bajo y el alto peso al nacer durante el embarazo.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Pregnancy , Adult , Adipose Tissue , Obesity , Birth Weight , Body Composition , Body Weight , Brazil/epidemiology , Body Mass Index , Longitudinal Studies
10.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 37(9): e00255920, 2021. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1345630

ABSTRACT

Abstract: There is a conflict in the literature regarding the association between serum uric acid (SUA) levels and glycemic status. Therefore, we evaluated the association between SUA level and glycemic status - impaired fasting glucose (IFG), impaired glucose tolerance (IGT), and diabetes mellitus - and insulin resistance, in a large Brazilian study. This is a cross-sectional, observational study with 13,207 participants aged 35-74 years, at baseline (2008-2010) of the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). A multinomial regression analysis was performed to test the association between SUA and glycemic status (IFG, IGT, and newly diagnosed type 2 diabetes at the cohort baseline) after adjustments by age, sex, skin color, body mass index, physical activity, smoking, alcohol consumption, comorbidities, and medicines use. Logistic regression model was used to evaluate the association between SUA and insulin resistance by HOMA-IR. Stratified analyses by sex were performed. The mean age (standard deviation) was 51.4 (8.9) years, 55.2% of participants were women. There were 1,439 newly diagnosed diabetes. After all adjustments, higher SUA was associated with IFG, IGT, and diabetes, with odds ratio (OR) = 1.15 (95%CI: 1.06; 1.25), 1.23 (95%CI: 1.14; 1.33), and 1.37 (95%CI: 1.24; 1.51), respectively. There was association between SUA levels and insulin resistance with OR = 1.24 (95%CI: 1.13; 1.36). In analysis stratified by sex, higher SUA persisted independently associated with impaired glycemic status. Our results suggest that a higher SUA levels were significantly associated with glycemic status in a large Latin American population, mainly among women.


Resumo: Há uma controvérsia na literatura a respeito da associação entre níveis de ácido úrico sérico (AUS) e glicemia. Portanto, avaliamos a associação entre AUS e glicemia (glicemia em jejum alterada, intolerância glicêmica e diabetes mellitus), além da resistência insulínica, em uma amostra grande no Brasil. O estudo transversal observacional incluiu 13.207 participantes com idade entre 35 e 74 anos na linha de base (2008-2010) do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Foi realizada análise de regressão multivariada para testar a associação entre AUS e glicemia (glicemia em jejum alterada, intolerância glicêmica e diagnóstico novo de diabetes tipo 2 na linha de base da coorte) depois de ajustar para idade, sexo, cor, índice de massa corporal, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, comorbidades e uso de medicação. O modelo de regressão logística foi usado para avaliar a associação entre AUS e resistência insulínica por HOMA-IR. Foram realizadas análises estratificadas por sexo. A média de idade (DP) foi 51,4 (8,9) anos, e 55,2% dos participantes eram mulheres. Houve 1.439 novos diagnósticos de diabetes. Depois de todos os ajustes, o AUS esteve associado à glicemia em jejum alterada, intolerância glicêmica e diabetes, com odds ratio (OR) = 1,15 (IC95%: 1,06; 1,25), 1,23 (IC95%: 1,14; 1,33) e 1,37 (IC95%: 1,24; 1,51), respectivamente. Houve uma associação entre níveis de AUS e resistência insulínica, com OR = 1,24 (IC95%: 1,13; 1,36). Na análise estratificada por sexo, persistiu a associação independente entre AUS elevado e glicemia. Os resultados sugerem que níveis elevados de AUS estão associados de maneira significativa com a glicemia em uma população latino-americana grande, sobretudo entre mulheres.


Resumen: Hay un conflicto en la literatura respecto a la asociación entre los niveles de ácido úrico sérico (AUS) y el estado glucémico. Por eso, evaluamos la asociación entre el nivel AUS y el estatus glucémico: glucosa alterada en ayunas (GAA), tolerancia a la glucosa alterada (TGA) y diabetes mellitus (diabetes), comparados con la resistencia a la insulina en un amplio estudio en Brasil. Se realizó un estudio transversal, observacional con 13.207 participantes, con edades comprendidas entre los 35-74 años, en la base de referencia del Estudio Longitudinal de Salud entre Adultos brasileños (2008-2010) (ELSA-Brasil). Se realizó un análisis de regresión multinomial para probar la asociación entre AUS y el estado glucémico (GAA, TGA y de nuevo la diabetes tipo 2, diagnosticada en la cohorte como base de referencia) tras los ajustes por edad, sexo, color de piel, índice de masa corporal, actividad física, fumar, consumo de alcohol, comorbilidades, uso de medicinas. Se usó el modelo de regresión logística para evaluar la asociación entre AUS y la resistencia a la insulina por el HOMA-IR. Se realizó también un análisis estratificado por sexo. La media de edad (desviación estándar) fue 51,4 (8,9) años, un 55,2% de los participantes eran mujeres. Hubo 1.439 nuevos casos de diabetes diagnosticados. Tras todos los ajustes, una AUS más alta estuvo asociada con GAA, TGA y diabetes, con odds ratio (OR) = 1,15 (IC95%: 1,06; 1,25), 1,23 (IC95%: 1,14; 1,33), y 1,37 (IC95%: 1,24; 1,51), respectivamente. Hubo asociación entre los niveles AUS y la resistencia a la insulina con OR = 1,24 (IC95%: 1,13; 1,36). En el análisis estratificado por sexo, una AUS más alta persistía independientemente asociada con un estado glucémico alterado. Nuestros resultados sugieren que unos niveles más altos de AUS estuvieron significativamente asociados con el estado glucémico en una amplia población latinoamericana, principalmente entre mujeres.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Glucose Intolerance/epidemiology , Diabetes Mellitus, Type 2/epidemiology , Uric Acid , Blood Glucose , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Longitudinal Studies , Fasting , Middle Aged
11.
Arq. neuropsiquiatr ; 78(11): 672-680, Nov. 2020. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1142367

ABSTRACT

ABSTRACT Background: Most studies that analyze the association between serum folate levels and cognitive function either restrict their assessments to specific clinical scenarios or do not include middle-aged individuals, to whom strategies for preventing cognitive impairment may be more feasible. Objective: To examine the association between serum folate levels and cognitive function in the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) baseline assessment. Methods: Data from 4,571 ELSA-Brasil participants who live in the state of São Paulo, aged 35-74 years, were analyzed. The word list learning, delayed recall, word recognition, verbal fluency, and Trail Making Test Part B consisted in the cognitive tests. For each test, age, sex, and education-specific standardized scores and a global cognitive score were calculated. Crude and adjusted linear regression models were used to examine the associations of serum folate levels with cognitive test scores. Results: In multivariable-adjusted models, serum folate was not associated with global cognitive score (β=-0.043; 95% confidence interval [95%CI] -0.135 to 0.050 for lowest vs. highest quintile group), nor with any cognitive test performance. We did not find associations between serum folate and global cognitive scores in subgroups stratified by age, sex, or use of vitamin supplements either. Conclusions: We did not find significant associations between serum folate and cognitive performance in this large sample, which is characterized by a context of food fortification policies and a consequent low frequency of folate deficiency. Positive results from previous studies may not apply to the increasingly common contexts in which food fortification is implemented, or to younger individuals.


RESUMO Introdução: A maioria dos estudos que analisam a associação entre os níveis séricos de folato e a função cognitiva restringem suas avaliações a cenários clínicos específicos ou não incluem indivíduos de meia idade, nos quais estratégias preventivas para a função cognitiva podem ser mais viáveis. Objetivo: Examinar a associação entre os níveis séricos de folato e a função cognitiva na avaliação inicial do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Métodos: Foram analisados dados de 4.571 participantes do ELSA-Brasil em São Paulo, com idades entre 35 e 74 anos. Os testes cognitivos foram aprendizagem, recordatório tardio e reconhecimento de lista de palavras; fluência verbal e teste de trilhas parte B. Calculamos, para cada teste e globalmente, escores padronizados para idade, sexo e educação. Foram utilizados modelos de regressão linear para examinar as associações dos níveis séricos de folato com o desempenho nos testes cognitivos. Resultados: Em modelos ajustados para múltiplas variáveis, o folato sérico não esteve associado ao escore cognitivo global (β=-0,043; intervalo de confiança de 95%: [IC95%] -0,135 a 0,050 para 1º vs. 5º quintil), ou desempenho em qualquer teste cognitivo. Também não encontramos associações entre folato sérico e escores cognitivos globais em subgrupos estratificados por idade, sexo ou uso de suplementos vitamínicos. Conclusões: Não encontramos associações significativas entre folato sérico e desempenho cognitivo nesta grande amostra, caracterizada por um cenário sob políticas de fortificação alimentar e consequente baixa frequência de deficiência de folato. Resultados positivos de estudos anteriores podem não se aplicar às situações cada vez mais comuns em que a fortificação de alimentos é implementada, ou a indivíduos mais jovens.


Subject(s)
Humans , Adult , Middle Aged , Aged , Cognition , Cognitive Dysfunction , Brazil , Cross-Sectional Studies , Longitudinal Studies , Folic Acid
12.
Arq. bras. cardiol ; 115(5): 840-848, nov. 2020. tab, graf
Article in Portuguese | SES-SP, LILACS, SES-SP | ID: biblio-1142250

ABSTRACT

Resumo Fundamento: A circunferência do pescoço (CP) é uma medida indireta do tecido adiposo subcutâneo da parte superior do corpo, apontada como um preditor independente de doenças cardiometabólicas. Objetivos: Verificar a associação entre a CP e o risco cardiovascular em 10 anos (risco de doença cardiovascular [DCV] em 10 anos) em homens e mulheres separadamente. Métodos: Análise seccional com inclusão de 13.920 participantes da linha de base do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). A associação entre a CP (utilizada como variável contínua e agregada em quartis) e o risco de DCV em 10 anos, estimado pelo Framingham Global Risk Score (FGRS), foi investigada por meio de modelos lineares generalizados após ajustes por características sociodemográficas, comportamentos em saúde, índice de massa corporal e circunferência da cintura. O nível de significância estatístico adotado foi de 5%. Resultados: A média da CP foi de 39,5 cm (desvio-padrão [DP] de ± 3,6) nos homens e 34,0 cm (DP de ±2,9) nas mulheres. Após ajustes, o aumento de 1 cm na CP foi associado ao incremento de 3% (IC 95%: 1,02 a 1,03) e 5% (IC 95%: 1,04 a 1,06) na média aritmética do risco de DCV em homens e mulheres, respectivamente. No último quartil da CP, homens e mulheres apresentaram um incremento de 18% (IC 95%: 1,13 a 1,24) e 35% (IC 95%: 1,28 a 1,43), respectivamente, na média aritmética do risco de DCV após ajustes. Conclusões: Verificamos associação positiva e independente entre a CP e o risco de DCV em 10 anos. Resultados sugerem que a CP pode contribuir para a predição de risco cardiovascular além daquele observado pelas medidas antropométricas clássicas.


Abstract Background: Neck circumference (NC), an indirect measure of upper-body subcutaneous adipose tissue, has been pointed out as an independent predictor of cardiometabolic diseases. Objectives: To assess the association between NC and 10-year cardiovascular risk in men and in women. Methods: Cross-sectional analysis of 13,920 participants of the (baseline) Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). The association between NC (used as continuous variable and grouped into quartiles) and the 10-year cardiovascular risk was estimated by the Framingham Global Risk Score and analyzed by generalized linear models after adjustments for sociodemographic characteristics, health behaviors, body mass index and waist circumference. The significance level adopted was 5%. Results: Mean NC was 39.5 cm (SD± 3.6) in men and 34.0 cm (SD±2.9) in women. After adjustments, a one-centimeter increase in NC was associated with an increment of 3% (95%CI1.02-1.03) and 5% (95% 1.04-1.05) in the arithmetic mean of the 10-year CVD risk in men and women, respectively. Men and women in the last quartile showed an increment of 18% (95%CI 1.13-1.24) and 35% (95%CI 1.28-1.43), respectively in the arithmetic mean of the 10-year CVD risk, after adjustments. Conclusions: We found a positive, independent association between NC and the 10-year cardiovascular disease risk. NC may contribute to the prediction of cardiovascular risk, over and above traditional anthropometric measures.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Cardiovascular Diseases/etiology , Cardiovascular Diseases/epidemiology , Brazil/epidemiology , Body Mass Index , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Longitudinal Studies , Waist Circumference , Neck
13.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 36(8): e00072120, 2020. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1124337

ABSTRACT

Abstract: Homeostasis model assessment of insulin resistance (HOMA-IR) is a method to measure insulin resistance. HOMA-IR cut-offs for identifying metabolic syndrome might vary across populations and body mass index (BMI) levels. We aimed to investigate HOMA-insulin resistance cut-offs that best discriminate individuals with insulin resistance and with metabolic syndrome for each BMI category in a large sample of adults without diabetes in the baseline of the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil). Among the 12,313 participants with mean age of 51.2 (SD 8.9) years, the prevalence of metabolic syndrome was 34.6%, and 60.1% had overweight or obesity. The prevalence of metabolic syndrome among normal weight, overweight and obesity categories were, respectively, 13%, 43.2% and 60.7%. The point of maximum combined sensitivity and specificity of HOMA-IR to discriminate the metabolic syndrome was 2.35 in the whole sample, with increasing values at higher BMI categories. This investigation contributes to better understanding HOMA-IR values associated with insulin resistance and metabolic syndrome in a large Brazilian adult sample, and that use of cut-off points according to ROC curve may be the better strategy. It also suggests that different values might be appropriate across BMI categories.


Resumo: O modelo de avaliação da homeostase da resistência à insulina (HOMA-IR) é um método para medir a resistência à insulina. Os pontos de corte do HOMA-IR para identificar a síndrome metabólica podem variar entre as populações e os níveis de índice de massa corporal (IMC). Nosso objetivo foi investigar os pontos de corte do HOMA-IR que melhor discriminam indivíduos com resistência à insulina e com síndrome metabólica para cada categoria de IMC em uma grande amostra de adultos sem diabetes na linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Entre os 12.313 participantes com média de idade de 51,2 (DP 8,9) anos, a prevalência de síndrome metabólica foi de 34,6%, e 60,1% apresentavam sobrepeso ou obesidade. As prevalências de síndrome metabólica nas categorias de peso normal, sobrepeso e obesidade foram, respectivamente, 13%, 43,2% e 60,7%. O ponto de máxima sensibilidade e especificidade combinadas do HOMA-IR para discriminar a síndrome metabólica foi de 2,35 em toda a amostra, com valores crescentes nas categorias de IMC mais elevadas. Esta investigação contribui para o melhor entendimento dos valores de HOMA-IR associados à resistência à insulina e síndrome metabólica em uma grande amostra de adultos brasileiros, e que o uso de pontos de corte de acordo com a curva ROC pode ser a melhor estratégia. Também sugere que valores diferentes podem ser apropriados nas categorias de IMC.


Resumen: El modelo homeostático para evaluar la resistencia a la insulina (HOMA-IR) es un método para medir la resistencia a la insulina. Los cortes HOMA-IR para identificar el síndrome metabólico pueden variar entre las poblaciones y los niveles del índice de masa corporal (IMC). El objetivo fue investigar los cortes de HOMA-IR que mejor discriminaban individuos con resistencia a la insulina y con síndrome metabólico para cada categoría de IMC, en una extensa muestra de adultos sin diabetes en la base de referencia del Estudio Longitudinal de Salud del Adulto (ELSA-Brasil). Entre los 12.313 participantes con una media de edad de 51,2 años (DE 8,9), la prevalencia de síndrome metabólico fue 34,6%, y un 60,1% sufría sobrepeso u obesidad. La prevalencia de síndrome metabólico entre las categorías: peso normal, sobrepeso y obesidad fueron respectivamente, 13%, 43,2% y 60,7%. El punto de máxima sensibilidad combinada y especificidad de HOMA-IR para discriminar el síndrome metabólico fue 2,35 en toda la muestra, con valores crecientes en las categorías de IMC más altas. Esta investigación contribuye a entender mejor los valores HOMA-IR, asociados con resistencia a la insulina y síndrome metabólico en una gran muestra de adultos brasileños, además del planteamiento de que el uso de puntos de corte según la curva ROC es quizás la mejor estrategia a seguir. También sugiere que valores diferentes pueden ser apropiados a través de las categorías de IMC.


Subject(s)
Humans , Adult , Insulin Resistance , Metabolic Syndrome/diagnosis , Metabolic Syndrome/epidemiology , Brazil/epidemiology , Body Mass Index , Longitudinal Studies , Homeostasis , Middle Aged
14.
Rev. bras. epidemiol ; 23: e200077, 2020. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1126039

ABSTRACT

ABSTRACT: Objective: To estimate the prevalence of polypharmacy, describe the pharmacotherapeutic classes used, and investigate whether polypharmacy is associated with demographic and socioeconomic indicators, regardless of the number of diseases, among participants in the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) baseline (2008-2010). Method: In this analysis, 14,523 adults and elderly (35-74 years) participated. Polypharmacy was characterized as regular use of five or more medicines. The demographic and socioeconomic indicators analyzed were: gender, age, education level, per capita family income, and access to private health insurance. The independent association between demographic and economic indicators and polypharmacy was estimated by binary logistic regression. Results: The prevalence of polypharmacy was 11.7%. The most used drugs were those with action on the cardiovascular system. After adjustments, including by number of diseases, the chances of being on polypharmacy treatment were significantly higher among women, older participants and those with greatest number of diseases. Individuals without health insurance had lower chance to be under polypharmacy, as well as those with lower income. Conclusion: The occurrence of polypharmacy among ELSA-Brasil baseline participants was mainly due to drugs for the treatment of chronic diseases. The relation between polypharmacy and the female gender, as well as its association with old age, are in consonance with the results obtained in other studies. Despite the absence of an association between polypharmacy and education level, the income and health insurance results reinforce the existence of social inequalities regarding drug use.


RESUMO: Objetivo: Estimar a prevalência de polifarmácia, descrever as classes farmacoterapêuticas utilizadas e investigar se a polifarmácia está associada a indicadores demográficos e socioeconômicos, independentemente do número de morbidades, entre os participantes na linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) (2008-2010). Métodos: Participaram desta análise 14.523 adultos e idosos (35-74 anos). A polifarmácia foi caracterizada como uso regular de cinco ou mais medicamentos. Os indicadores demográficos e socioeconômicos analisados foram: sexo, idade, escolaridade, renda familiar per capita e acesso a plano de saúde particular. A associação independente entre os indicadores demográficos e econômicos e polifarmácia foi estimada por meio de regressão logística binária. Resultados: A prevalência de polifarmácia foi de 11,7%. Os medicamentos mais utilizados foram aqueles com ação no sistema cardiovascular. Após ajustes, incluindo número de doenças, a chance de estar sob tratamento com polifarmácia foi significativamente maior entre mulheres, participantes mais velhos e aqueles com maior número de doenças. Participantes de baixa renda e aqueles sem plano privado de saúde, no entanto, tiveram menor chance de estar sob polifarmácia. Conclusão: A ocorrência de polifarmácia entre os participantes da linha de base do ELSA-Brasil deveu-se principalmente a medicamentos para o tratamento de doenças crônicas. A relação entre polifarmácia e sexo feminino, bem como sua associação com maior idade, estão em consonância com os resultados obtidos em outros estudos. Apesar da ausência de associação entre a polifarmácia e a escolaridade, os resultados de renda e plano privado de saúde reforçam a existência de desigualdades sociais em relação ao uso de medicamentos.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Chronic Disease/drug therapy , Chronic Disease/epidemiology , Polypharmacy , Socioeconomic Factors , Brazil/epidemiology , Longitudinal Studies
15.
Arq. bras. cardiol ; 112(3): 220-227, Mar. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-989347

ABSTRACT

Abstract Background: Abdominal adiposity is a risk factor for cardiovascular disease. Objective: To determine the magnitude of the association between abdominal adiposity, according to five different indicators, and the carotid intima-media thickness (CIMT). Methods: Data from 8,449 participants aged 35 to 74 years from the ELSA-Brazil study were used. The effect of waist circumference (WC), waist-to-hip ratio (WHR), conicity index (C index), lipid accumulation product (LAP) and visceral adiposity index (VAI) on CIMT were evaluated. Data were stratified by gender and analyzed using multivariate linear and logistic regressions. A significance level of 5% was considered. Results: Participants with CIMT > P75 showed a higher frequency of abdominal adiposity (men >72% and women >66%) compared to those with CIMT < P75. Abdominal adiposity was associated with the mean CIMT, mainly through WC in men (0.04; 95%CI: 0.033; 0.058). The abdominal adiposity identified by the WC, WHR, LAP, and VAI indicators in women showed an effect of 0.02 mm on the CIMT (WC: 0.025, 95%CI: 0.016, 0.035; WHR: 0.026, 95%CI: 0.016, 0.035; LAP: 0.024, 95%CI: 0.014; 0.034; VAI: 0.020, 95%CI: 0.010, 0.031). In the multiple logistic regression, the abdominal adiposity diagnosed by WC showed an important effect on the CIMT in both genders (men: OR = 1.47, 95%CI: 1.22-1.77, women: OR = 1.38; 95%CI: 1.17-1.64). Conclusion: Abdominal adiposity, identified through WC, WHR, LAP, and VAI, was associated with CIMT in both genders, mainly for the traditional anthropometric indicator, WC.


Resumo Fundamento: A adiposidade abdominal é um fator de risco para doença cardiovascular. Objetivo: Determinar a magnitude da associação entre a adiposidade abdominal, segundo cinco diferentes indicadores, e a espessura médio-intimal de carótidas (EMI-C). Métodos: Usou-se dados de 8.449 participantes de 35 a 74 anos do ELSA-Brasil. Foi avaliado o efeito da circunferência da cintura (CC), razão cintura quadril (RCQ), índice de conicidade (Índice C), produto da acumulação lipídica (LAP) e índice de adiposidade visceral (IAV) sobre EMI-C. Os dados foram estratificados por sexo e analisados por meio de regressões linear e logística multivariadas. Foi adotado nível de significância de 5%. Resultados: Participantes com EMI-C acima do P75 mostraram maior frequência de adiposidade abdominal (homens acima de 72% e mulheres acima de 66%) em comparação aos participantes com EMI-C abaixo do P75. A adiposidade abdominal foi associada com a média da EMI-C, principalmente por meio da CC entre homens (0,04 IC95%: 0,033; 0,058). A adiposidade abdominal identificada pelos indicadores CC, RCQ, LAP e IAV entre as mulheres mostrou efeito de 0,02 mm sobre a EMI-C (CC: 0,025 IC95%: 0,016; 0,035; RCQ: 0,026 IC95%: 0,016; 0,035; LAP: 0,024 IC95%: 0,014; 0,034; IAV: 0,020 IC95%: 0,010; 0,031). Na regressão logística múltipla a adiposidade abdominal diagnosticada pela CC mostrou importante efeito sobre a EMI-C em ambos os sexos (homens: OR = 1,47; IC95%: 1,22-1,77; mulheres: OR = 1,38; IC95%: 1,17-1,64). Conclusão: A adiposidade abdominal, identificada por meio da CC, RCQ, LAP e IAV, foi associada à EMI-C em ambos os sexos, com destaque para o tradicional indicador antropométrico CC.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Obesity, Abdominal/diagnostic imaging , Carotid Intima-Media Thickness , Brazil , Biomarkers/blood , Risk Factors , Longitudinal Studies , Obesity, Abdominal/metabolism , Lipid Accumulation Product , Lipids/blood
16.
Ciênc. Saúde Colet ; 23(4): 1267-1280, abr. 2018. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-952631

ABSTRACT

Resumo Este trabalho avaliou a validade concorrente e de face da escala de MacArthur, que busca aferir o status social subjetivo (SSS) na sociedade, na vizinhança e no trabalho. A amostra de 159 adultos, participantes da coorte ELSA-Brasil, em Minas Gerais (2012-2014), foi selecionada e a análise incluiu métodos epidemiológicos, a teoria cognitiva da metáfora e a linguística de corpus. A validade concorrente foi moderada para a escada da sociedade (kappaw = 0,55) e boa para a vizinhança (kappaw = 0,60) e do trabalho (kappaw = 0,67). A validade de face da escala de MacArthur mostrou que o instrumento realmente captura o SSS por meio dos indicadores de posição socioeconômica. Portanto, a escala de MacArthur demonstra ser um valioso instrumento para estudar as desigualdades sociais em saúde


Abstract This work assessed the concurrent and face validity of the MacArthur scale, which attempts to capture subjective social status in society, neighborhood and work contexts. The study population comprised a convenience sample made up of 159 adult participants of the ELSA-Brasil cohort study conducted in Minas Gerais between 2012 and 2014. The analysis was conducted drawing on Conceptual Metaphor Theory and using corpus linguistic methods. Concurrent validity was shown to be moderate for the society ladder (Kappaw = 0.55) and good for the neighborhood (Kappaw = 0.60) and work (Kappaw = 0,67) ladders. Face validity indicated that the MacArthur scale really captures subjective social status across indicators of socioeconomic position, thus confirming that it is a valuable tool for the study of social inequalities in health Brazil.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Social Class , Socioeconomic Factors , Surveys and Questionnaires , Brazil , Reproducibility of Results , Cohort Studies , Longitudinal Studies , Middle Aged
17.
J. bras. nefrol ; 40(1): 18-25, Jan.-Mar. 2018. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-893822

ABSTRACT

Abstract Introduction: The aging of the population may lead to an increased prevalence of dementia and chronic kidney disease (CKD) and their overlap. Objective: We investigated the association between CKD and cognitive performance among Brazilian adults (35-74 years). Methods: Baseline data analysis of the Longitudinal Study of Adults (ELSA-Brasil), a multicenter cohort comprising 15,105 civil servants, was performed. Kidney function was defined by the CKD-Epi-estimated GRF and albumin creatinin ratio (ACR). Cognitive performance was measured across tests that included the word memory tests, verbal fluency tests and Trail Making Test B. Multiple logistic and linear regressions were used to investigate the association between CKD and global as well as test-specific lowered cognitive performance. Results: More than 90% of participants did not present CKD even considering reduced GFR or increased ACR simultaneously. Lowered cognitive performance was detected among 15.8% of the participants and mean values of GFR were slightly higher among those with normal than with lowered cognitive performance (86 ± 15 mL/min/1.73 m2 x 85 ± 16 mL/min/1.73 m2, p < 0.01). Age, education, skin-color, smoking, drinking, hypertension, and diabetes were associated with lowered cognition. After adjustment for these variables, there was no association between CKD and lowered cognitive performance. Negligibly small beta values were observed when analyzing CKD and the scores of all tests. Conclusion: These results suggest that cognitive performance remains preserved until renal function reaches significant worsening. Preventive measures to maintain renal function may contribute to the preservation of cognitive function.


Resumo Introdução: o envelhecimento da população pode levar a uma maior prevalência de demência, doença renal crônica (DRC) e da coexistência dessas doenças. Objetivo: investigamos a associação entre DRC e desempenho cognitivo em adultos brasileiros (35-74 anos). Métodos: análise de dados da linha de base do Estudo Longitudinal em Adultos (ELSA-Brasil), uma coorte multicêntrica envolvendo 15.105 funcionários públicos. A função renal foi definida pela TFG estimada CKD-Epi e pela razão albumina/creatinina (RAC). O desempenho cognitivo foi medido em avaliações que incluíram testes de memória de palavras, testes de fluência verbal e Teste de trilhas, versão B (Teste de Trilhas). Regressões logísticas e lineares múltiplas foram usadas para investigar a associação entre DRC e desempenho cognitivo global, bem como desempenho cognitivo reduzido em testes específicos. Resultados: Mais de 90% dos participantes não apresentaram DRC, mesmo considerando redução da TFG ou RAC aumentada, simultaneamente. O desempenho cognitivo reduzido foi detectado entre 15,8% dos participantes e os valores médios da TFG foram discretamente maiores entre os que apresentam desempenho cognitivo normal (86 ± 15 mL/min 1,73 m2 x 85 ± 16 mL/min/1,73 m2, p < 0,01). A idade, nível educacional, a cor da pele, o tabagismo, o consumo de álcool, a hipertensão e o diabetes estavam associados à cognição reduzida. Após o ajuste para essas variáveis, não houve associação entre DRC e desempenho cognitivo reduzido. Foram observados valores beta insignificantes ao analisar a DRC e as pontuações de todos os testes. Conclusão: estes resultados sugerem que o desempenho cognitivo permanece preservado até a função renal atingir piora significativa. Medidas preventivas para manter a função renal podem contribuir para a preservação da função cognitiva.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Renal Insufficiency, Chronic/complications , Cognitive Dysfunction/etiology , Brazil , Cross-Sectional Studies
18.
Arq. bras. cardiol ; 110(1): 36-43, Jan. 2018. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-888002

ABSTRACT

Abstract Background: Despite reports in the literature that both leisure-time physical activity (LTPA) and commuting physical activity (CPA) can promote health benefits, the literature lacks studies comparing the associations of these domains of physical activity with cardiovascular risk scores. Objective: To investigate the association between LTPA and CPA with different cardiovascular risk scores in the cohort of the Longitudinal Study of Adult Health ELSA-Brasil. Methods: Cross-sectional study with data from 13,721 participants of both genders, aged 35-74 years, free of cardiovascular disease, from ELSA Brazil. Physical activity was measured using the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ). Five cardiovascular risk scores were used: Framingham score - coronary heart disease (cholesterol); Framingham score - coronary heart disease (LDL-C); Framingham score - cardiovascular disease (cholesterol); Framingham score - cardiovascular disease (body mass index, BMI); and pooled cohort equations for atherosclerotic cardiovascular disease (ASCVD). Associations adjusted for confounding variables between physical activity and different cardiovascular risk scores were analyzed by logistic regression. Confidence interval of 95% (95%CI) was considered. Results: LTPA is inversely associated with almost all cardiovascular risk scores analyzed, while CPA shows no statistically significant association with any of them. Dose-response effect in association between LTPA and cardiovascular risk scores was also found, especially in men. Conclusions: LTPA was shown to be associated with the cardiovascular risk scores analyzed, but CPA not. The amount of physical activity (duration and intensity) was more significantly associated, especially in men, with cardiovascular risk scores in ELSA-Brasil.


Resumo Fundamento: Apesar dos relatos na literatura de que tanto a atividade física no tempo livre (AFTL) quanto a atividade física no deslocamento (AFDESL) promovem benefícios à saúde, estudos comparando a associação desses domínios da atividade física com escores de risco cardiovascular são escassos. Objetivo: Verificar a associação entre AFTL e AFDESL com escores de risco cardiovascular na coorte Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Métodos: Estudo transversal com dados da linha de base de 13.721 participantes de ambos os sexos, com idades entre 35 e 74 anos, livres de doenças cardiovasculares, do ELSA-Brasil. A atividade física foi mensurada por meio do International Physical Activity Questionnary (IPAQ). Foram utilizados cinco escores de risco cardiovascular: escore de Framingham - doença coronariana (colesterol); escore de Framingham - doença coronariana (lipoproteína de baixa densidade - LDL-C); escore de Framingham - doença cardiovascular (colesterol); escore de Framingham - doença cardiovascular (índice de massa corpórea - IMC); e equações de coorte agrupadas para doença cardiovascular aterosclerótica. As associações ajustadas por variáveis de confundimento foram analisadas por meio de regressão logística. Utilizou-se intervalo de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Com quase todos os escores de risco cardiovascular analisados, a AFTL apresenta-se inversamente associada, enquanto a AFDESL não demonstra associação estatisticamente significante com nenhum deles. Observou-se, ainda, a existência de efeito dose-resposta na associação entre AFTL e escores de risco cardiovascular principalmente em homens. Conclusões: A AFTL, porém não a AFDESL, apresenta associação com os escores de risco cardiovascular analisados. A maior quantidade de atividade física (duração e intensidade) está associada de forma mais significativa, principalmente em homens, aos escores de risco cardiovascular em participantes da coorte ELSA-Brasil. (Arq Bras Cardiol. 2017; [online].ahead print, PP.0-0)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Cardiovascular Diseases/epidemiology , Exercise/physiology , Leisure Activities , Locomotion/physiology , Brazil/epidemiology , Cardiovascular Diseases/physiopathology , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Longitudinal Studies
19.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 34(3): e00019717, 2018. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-889905

ABSTRACT

The objective of the study was to estimate the contribution of ultra-processed foods to total caloric intake and investigate whether it differs according to socioeconomic position. We analyzed baseline data from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil 2008-2010; N = 14.378) and data on dietary intake using a food frequency questionnaire, assigning it into three categories: unprocessed or minimally processed foods and processed culinary ingredients, processed foods, and ultra-processed foods. We measured the associations between socioeconomic position (education, per capita household income, and occupational social class) and the percentage of caloric contribution of ultra-processed foods, using generalized linear regression models adjusted for age and sex. Unprocessed or minimally processed foods and processed culinary ingredients contributed to 65.7% of the total caloric intake, followed by ultra-processed foods (22.7%). After adjustments, the percentage of caloric contribution of ultra-processed foods was 20% lower among participants with incomplete elementary school when compared to postgraduates. Compared to individuals from upper income classes, the caloric contribution of ultra-processed foods was 10%, 15% and 20% lower among the ones from the three lowest income, respectively. The caloric contribution of ultra-processed foods was also 7%, 12%, 12%, and 17% lower among participants in the lowest occupational social class compared to those from high social classes. Results suggest that the caloric contribution of ultra-processed foods is higher among individuals from high socioeconomic positions with a dose-response relationship for the associations.


O estudo teve como objetivo estimar a contribuição dos alimentos ultraprocessados à ingestão calórica total e investigar se essa contribuição difere de acordo com nível socioeconômico. Analisamos os dados da linha de base do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto-Brasil (ELSA-Brasil 2008-2010; N = 14.378) e os de ingestão alimentar, usando um questionário sobre frequência de consumo alimentar, em três categorias: alimentos não processados ou minimamente processados e ingredientes culinários processados, alimentos processados e alimentos ultraprocessados. Estimamos as associações entre nível socioeconômico (escolaridade, renda domiciliar per capita e classe social ocupacional) e o percentual da contribuição calórica dos ultraprocessados, usando modelos lineares generalizados, ajustados por idade e sexo. Os alimentos não processados ou minimamente processados e ingredientes culinários processados representaram 65,7% da ingestão calórica total, seguidos pelos ultraprocessados (22,7%). Depois dos ajustes, a contribuição dos ultraprocessados foi 20% mais baixa entre participantes com ensino fundamental incompleto, quando comparados aos indivíduos com pós-graduação. Quando comparados aos indivíduos das classes de renda mais alta, a contribuição calórica dos ultraprocessados foi 10%, 15% e 20% mais baixa entre aqueles pertencentes aos três quintis de renda mais baixos, respectivamente. Além disso, a contribuição calórica dos ultraprocessados foi 7%, 12%, 12% e 17% mais baixa entre os participantes da classe social ocupacional mais baixa, comparados aos das classes sociais mais altas. Os resultados sugerem que a contribuição calórica dos alimentos ultraprocessados é mais alta entre os indivíduos de nível socioeconômico mais alto, com gradiente de dose e resposta nas associações.


El objetivo del estudio fue estimar la contribución de las comidas ultraprocesadas en la ingesta total calórica e investigar si difiere según el nivel socioeconómico. Analizamos datos de referencia, procedentes del Estudio Longitudinal Brasileño sobre Salud en la Edad Adulta (ELSA-Brasil 2008-2010; N = 14.378) y datos de la ingesta nutricional, usando un cuestionario de frecuencia sobre comidas, asignándole tres categorías: comida sin procesar o mínimamente procesada e ingredientes culinarios procesados, comidas procesadas, y comidas ultraprocesadas. Medimos las asociaciones entre el nivel socioeconómico (educación, ingreso por hogar per cápita, y clase ocupacional social) y el porcentaje de la contribución calórica de la comida ultraprocesada, usando modelos de regresión lineal generalizada, ajustados por edad y sexo. Las comidas sin procesar o mínimamente procesadas con ingredientes culinarios procesados contribuyeron al 65,7% del total de la ingesta calórica, seguidos de la comida ultraprocesada (22,7%). Tras los ajustes, el porcentaje de la contribución calórica de la comida ultraprocesada fue un 20% menor entre los participantes con la escuela elemental incompleta, cuando se compararon con los postgraduados. Comparados con los individuos de las clases con ingresos superiores, la contribución calórica de las comidas ultraprocesadas fue un 10%, 15% y 20% menor entre quienes pertenecían a las tres categorías de ingresos más bajas, respectivamente. La contribución calórica de la comida ultraprocesada fue también un 7%, 12%, 12%, y 17% más baja entre los participantes en el nivel ocupacional social más bajo, comparados con aquellos de las clases sociales altas. Los resultados sugieren que la contribución calórica de la comida ultraprocesada es más alta entre quienes proceden de niveles socioeconómicos más altos con una relación dosis-respuesta para las asociaciones establecidas.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Energy Intake , Fast Foods/classification , Socioeconomic Factors , Brazil , Nutrition Surveys , Cross-Sectional Studies , Longitudinal Studies , Food Handling/classification , Nutritive Value
20.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 34(2): e00050317, 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-952375

ABSTRACT

"Pardos" and blacks in Brazil and blacks in the USA are at greater risk of developing arterial hypertension than whites, and the causes of this inequality are still little understood. Psychosocial and contextual factors, including racial discrimination, are indicated as conditions associated with this inequality. The aim of this study was to identify the association between perceived racial discrimination and hypertension. The study evaluated 14,012 workers from the ELSA-Brazil baseline population. Perceived discrimination was measured by the Lifetime Major Events Scale, adapted to Portuguese. Classification by race/color followed the categories proposed by Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). Hypertension was defined by standard criteria. The association between the compound variable - race/racial discrimination - and hypertension was estimated by Poisson regression with robust variance and stratified by the categories of body mass index (BMI) and sex. Choosing white women as the reference group, in the BMI < 25kg/m2 stratum, "pardo" women showed adjusted OR for arterial hypertension of 1.98 (95%CI: 1.17-3.36) and 1.3 (95%CI: 1.13-1.65), respectively, whether or not they experienced racial discrimination. For black women, ORs were 1.9 (95%CI: 1.42-2.62) and 1.72 (95%CI: 1.36-2.18), respectively, for the same categories. Among women with BMI > 25kg/m2 and men in any BMI category, no effect of racial discrimination was identified. Despite the differences in point estimates of prevalence of hypertension between "pardo" women who reported and those who did not report discrimination, our results are insufficient to assert that an association exists between racial discrimination and hypertension.


Pretos e pardos no Brasil e negros nos Estados Unidos têm risco aumentado de desenvolver hipertensão arterial, quando comparados com brancos, mas as causas dessa desigualdade ainda são pouco compreendidas. Fatores psicossociais e contextuais, inclusive discriminação racial, têm sido apontados como condições associadas a essa desigualdade. O estudo teve como objetivo identificar a associação entre discriminação racial percebida e hipertensão. O estudo avaliou 14.012 participantes da linha de base do estudo ELSA-Brasil. A discriminação foi medida com a Lifetime Major Events Scale, adaptada para português. A classificação de raça/cor seguiu as categorias propostas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hipertensão arterial foi definida de acordo com as diretrizes atuais. A associação entre a variável composta - raça/discriminação racial - e hipertensão foi estimada através de regressão de Poisson com variância robusta, e estratificada pelas categorias de índice de massa corporal (IMC) e gênero. Tendo como categoria de referência as mulheres brancas, no estrato de IMC < 25kg/m2, as mulheres pardas mostraram OR ajustada para hipertensão arterial de 1,98 (IC95%: 1,17-3,36) e 1,3 (IC95%: 1,13-1,65), respectivamente, conforme relatavam ou não a exposição à discriminação racial. Para as mulheres pretas, as ORs foram 1,9 (IC95%: 1,42-2,62) e 1,72 (IC95%: 1,36-2,18), respectivamente, para as mesmas categorias. Entre mulheres com IMC > 25kg/m2 e homens em qualquer categoria de IMC, não foi identificado nenhum efeito de discriminação racial. Apesar das diferenças nas estimativas pontuais da prevalência de hipertensão entre mulheres pardas que relataram (vs. não relataram) discriminação racial, nossos resultados são insuficientes para afirmar que existe uma associação entre discriminação racial percebida e hipertensão.


Los "mestizos" y negros in Brasil y los negros en los EE.UU. tienen un riesgo mayor de desarrollar hipertensión que los blancos, y las causas de esta inequidad se han estudiado poco. Factores psicosociales y contextuales, incluyendo la discriminación racial, han sido identificados como las condiciones asociadas a esta inequidad. El objetivo de este estudio fue identificar la asociación entre la discriminación racial percibida y la hipertensión. El estudio evaluó a 14.012 trabajadores procedentes de la base de referencia poblacional del ELSA-Brasil. La discriminación percibida se midió mediante la Lifetime Major Events Scale, adaptada al portugués. La clasificación por raza/color siguió las categorías propuestas por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística. La hipertensión fue definida por criterios estándar. La asociación entre la variable compuesta -raza/discriminación racial- e hipertensión se estimó por regresión de Poisson con varianza robusta y estratificada por las categorías: índice de masa corporal (IMC) y sexo. Se eligieron mujeres blancas como grupo de referencia, en el IMC < 25kg/m2 estrato, las mujeres "mestizas" mostraron una proporción de probabilidades ajustadas para hipertensión arterial de 1,98 (IC95%: 1,17-3,36) y 1,3 (IC95%: 1,13-1,65), respectivamente, hayan o no sufrido discriminación racial. Para las mujeres negras, la proporción de probabilidades ajustadas fueron 1,9 (IC95%: 1,42-2,62) y 1,72 (IC95%: 1,36-2,18), respectivamente, en las mismas categorías. Entre las mujeres con IMC > 25kg/m2 y hombres en cualquier categoría IMC, no se identificaron efectos de discriminación racial. A pesar de las diferencias en las estimaciones puntuales sobre la prevalencia de la hipertensión entre las mujeres "mestizas", que informaron y no informaron discriminación racial, nuestros resultados son insuficientes para afirmar que existe una asociación entre la discriminación racial e hipertensión.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Racism , Hypertension/ethnology , Hypertension/psychology , Socioeconomic Factors , African Americans , Brazil/epidemiology , Body Mass Index , Sex Factors , Prevalence , Risk Factors , Cohort Studies , African Continental Ancestry Group , European Continental Ancestry Group , Arterial Pressure , Hypertension/epidemiology
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