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1.
Femina ; 51(3): 167-173, 20230331. Ilus, Tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1428729

ABSTRACT

Objetivo: Caracterizar as notificações de infecção por SARS-CoV-2 em gestantes em um município do sul de Santa Catarina. Métodos: Estudo transversal que avaliou as notificações de casos suspeitos de infecção por SARS-CoV-2 em gestantes no município de Tubarão, Santa Catarina, de março de 2020 a outubro de 2021. Coletaram-se os dados das fichas de notificação de infecção por SARS-CoV-2 da Fundação Municipal de Saúde e no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) das gestantes notificadas. A comparação da prevalência de confirmação segundo sintomas apresentados e características maternas foi realizada pela razão de prevalência (RP), com intervalo de confiança (IC) de 95%. Resultados: Foram registradas 555 notificações de gestantes suspeitas para a COVID-19, correspondentes a 487 mulheres. A prevalência de confirmação para a doença foi de 27,3%. O sintoma mais frequente no momento da notificação foi cefaleia (53,0%), entretanto o mais associado à confirmação foi a anosmia (RP: 2,28; IC 95%: 1,68-3,09). Das notificações registradas, 35,0% foram realizadas por gestantes que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. O contato prévio foi mais relatado por gestantes assintomáticas, em comparação às gestantes que apresentaram sintomas (RP: 1,46; IC 95%: 1,12-1,91). Mulheres que relataram contato prévio com suspeitos ou confirmados para a COVID-19 apresentaram maior frequência de doença confirmada, quando comparadas às gestantes não expostas (RP: 1,80; IC 95%: 1,35-2,39). Conclusão: As gestantes, por terem maior susceptibilidade a surtos de doenças e gravidade do quadro, podem ter adotado com mais atenção medidas como a realização de testes diagnósticos quando em contato prévio com casos de COVID-19, mesmo assintomáticas.


Objective: To characterize the notifications of SARS-CoV-2 infection in pregnant women in a city in the South of Santa Catarina. Methods: Cross-sectional study that evaluated notifications of suspected cases of SARS-CoV-2 infection in pregnant women in the municipality of Tubarão, Santa Catarina, from March 2020 to October 2021. Data were collected from the SARS-CoV-2 infection notification forms from the Municipal Health Foundation, and from the Citizen's Electronic Health Record of the notified pregnant women. The comparison of the prevalence of confirmation according to symptoms and maternal characteristics was performed using the Prevalence Ratio (PR), with a confidence interval (CI) of 95%. Results: 555 notifications of suspected pregnant women for COVID-19 were registered, corresponding to 487 women. The prevalence of confirmation for the disease was 27.3%. The most frequent symptom at the time of notification was headache (53.0%), however, the most associated with confirmation was anosmia (PR: 2.28; 95% CI: 1.68-3.09). Of the notifications registered, 35.0% were made by pregnant women who had contact with suspected or confirmed cases of COVID-19. The previous contact was more frequently reported by asymptomatic pregnant women compared to pregnant women who had symptoms (PR: 1.46; 95% CI: 1.12-1.91). Women who reported previous contact with suspected or confirmed COVID-19 had a higher frequency of confirmed disease when compared to unexposed pregnant women (PR: 1.80; 95% CI: 1.35-2.39). Conclusion: Pregnant women, due to their greater susceptibility to disease outbreaks and disease severity, may have adopted more attentive measures such as diagnostic testing in the face of previous contact with cases of COVID-19, even if asymptomatic.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Signs and Symptoms , Comorbidity , Diagnostic Techniques and Procedures/statistics & numerical data , Public Health Surveillance , Maternal Health , COVID-19
2.
Arch. endocrinol. metab. (Online) ; 67(6): e220521, Mar.-Apr. 2023. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1520072

ABSTRACT

ABSTRACT The diagnostic criteria for gestational diabetes mellitus (GDM), a transient hyperglycemic state during pregnancy, has varied remarkably over time, resulting in a diversity of prevalence rates. The aim of this systematic literature review was to provide estimates of prevalence rates of GDM in Brazil according to different diagnostic criteria. We identified, reviewed, and extracted data from the scientific literature on studies estimating the prevalence of diabetes in pregnant women living in Brazil. The databases searched were PubMed, LILACS, SciELO, Embase, Web of Science, and Cochrane Library. We grouped studies by the source of information assessing GDM, patients' age, and criteria used to diagnose GDM. When three or more studies were available in a group, we calculated the pooled prevalence. The Joanna Briggs Institute (JBI) appraisal tool was used to assess the risk of bias. The data were reported according to the 2020 PRISMA recommendations. The study protocol was registered in PROSPERO. We identified 1,328 records and selected 21 studies involving 122,635 pregnant women. Studies in adults only, with primary data and laboratory measurements, and using the IADPSG criteria (n = 3) had a GDM prevalence of 18.0% (95% confidence interval [CI]: 16.0-20.1%) and included 6,243 participants. Estimates of self-reported GDM (n = 3; 10,136 participants of all ages) had a pooled GDM prevalence of 2.1% (95% CI: 1.5-5.2%), with high heterogeneity (I2 = 85.0%, p < 0.01). Studies including adolescents had consistently low prevalences. The prevalence of GDM in Brazil varied, was greater when the IADPSG criteria were applied, and depended on the methods used to obtain the GDM information and the age structure of the sample.

3.
Epidemiol. serv. saúde ; 32(4): e2023509, 2023. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1528589

ABSTRACT

ABSTRACT Objective To analyze the diabetes mellitus (DM) temporal trend and hospitalization costs in Brazil, by region, Federative Units (FUs) and population characteristics, from 2011 to 2019. Methods This was an ecological study with data from the Hospital Information System, analyzing the annual trend in hospitalization rates for DM according to sex, age, race/skin color and region/FU by Prais-Winsten generalized linear regression. Results A total of 1,239,574 DM hospitalizations were recorded in the country and the hospitalization rates was 6.77/10,000 inhabitants in the period. The DM hospitalization rates trend was falling for both sexes and in most regions, while it was rising in the younger population and for length of stay (average 6.17 days). Total expenditure was US$ 420,692.23 and it showed a rising trend. Conclusion The temporal trend of hospitalization rates due to DM was falling, with differences according to region/FU and age group. Average length of stay and expenditure showed a rising trend.


RESUMEN Objetivo Analizar la tendencia temporal y los costos de las internaciones por diabetes mellitus (DM) en Brasil, por región, Unidades Federativas (UF) y características poblacionales, de 2011 a 2019. Métodos Estudio ecológico con datos del Sistema de Información Hospitalaria, analizando la tendencia anual de las tasas de hospitalización (TH) por DM según sexo, edad, raza/color y región/UF mediante regresión de Prais-Winsten. Resultados Se registraron 1.239.574 hospitalizaciones por DM en el país y la TH fue de 6,77/10 mil habitantes en el período. La tendencia de TH por DM fue decreciente en ambos sexos y en la mayoría de las regiones y creciente en la población más joven y en la duración de la estancia. El gasto total fue de 420.692.238 dólares y fue creciente. Conclusión La tendencia temporal de TH por DM fue decreciente, con diferencias según región/UF y grupo de edad. La duración media de la estancia y los gastos mostraron una tendencia creciente.


RESUMO Objetivo Analisar a tendência temporal e gastos das internações por diabetes mellitus (DM) no Brasil, por região, Unidades da Federação (UFs) e características populacionais, de 2011 a 2019. Métodos Estudo ecológico com dados do Sistema de Informações Hospitalares, analisando a tendência anual das taxas de internação (TIs) por DM segundo sexo, idade, raça/cor e região/UF pela regressão linear generalizada de Prais-Winsten. Resultados Foram registradas 1.239.574 internações por DM no país e a TI foi de 6,77/10 mil habitantes, no período. A tendência das TIs por DM foi decrescente nos dois sexos e na maioria das regiões, e crescente na população mais jovem e no tempo de internação (média de 6,17 dias). O gasto total foi de US$ 420.692,23 e apresentou tendência crescente. Conclusão A tendência temporal da TI por DM foi decrescente, com diferenças segundo região/UF e grupo etário. O tempo médio de internação e os gastos apresentaram tendência de aumento.

4.
Epidemiol. serv. saúde ; 32(2): e2022603, 2023. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1440089

ABSTRACT

Objetivo: mensurar a prevalência de prematuridade segundo macrorregião brasileira e características maternas, nos últimos 11 anos; comparar as proporções durante a pandemia de covid-19 (2020-2021) com as da série histórica (2011-2019). Métodos: estudo ecológico, com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos; prevalências calculadas segundo ano, macrorregião e características maternas; análise da série temporal pelo modelo de Prais-Winsten. Resultados: a prevalência de prematuridade em 2011-2021 foi de 11,1%, estável; a média no período pandêmico 11,3% (IC95% 11,2;11,4%) assemelhou-se à do período-base 11,0% (IC95% 10,6;11,5%); a região Norte (11,6%) apresentou a maior proporção entre 2011 e 2021; gestação gemelar (56,3%) e gestantes com 4-6 consultas de pré-natal (16,7%) apresentaram tendência crescente (p-valor < 0,001); observou-se maior prevalência para extremos de idade materna, gestantes de raça/cor da pele preta, indígenas e menor escolaridade. Conclusão: maior prematuridade nas gestantes socialmente vulneráveis, em gestações gemelares e no Norte; prevalência estável, sem diferença entre períodos.


Objetivo: medir la prevalência de prematuridad de 2011 a 2021, según macrorregión brasileña y características maternas, comparando los años de pandemia de COVID-19, con 2011-2019. Métodos: estudio ecológico basado en el Sistema de Información de Nacimientos Vivos. Prevalencias calculadas según año, macrorregión y características maternas. Análisis de series temporales por el modelo generalizado de Prais-Winsten. Resultados: la prematuridad entre 2011-2021 fue 11,1%, con estabilidade; la media de en el periodo de la pandemia 11,3% (IC95% 11,2;11,4) se asemejó a la media de referencia 11,0% (IC95% 10,6;11,5). Región del norte tuvo la proporción más alta entre 2011 y 2021. Embarazo gemelar y mujeres con 4-6 visitas prenatales tuvieron tendencia al aumento. Prevalencias más elevadas correspondían a la edad materna extrema, mujeres embarazadas negras e indígenas y niveles de educación más bajos. Conclusión: mayor prematuridad en situación de vulnerabilidad social, embarazos gemelares y de la Región Norte. Proporciones se mantuvieron estables, sin diferencias entre períodos.


Objective: to measure the prevalence of prematurity according to the Brazilian macro-regions and maternal characteristics over the past 11 years; to compare the proportions during the COVID-19 pandemic (2020-2021) with those of the historical series (2011-2019). Methods: this was an ecological study, with data from the Live Birth Information System; the prevalence was calculated according to year, macro-region and maternal characteristics; time series analysis was performed using Prais-Winsten regression model. Results: the prevalence of preterm birth in 2011-2021 was 11.1%, stable; the average in the pandemic period 11.3% (95%CI 11.2;11.4%) was similar to that of the base period 11.0% (95%CI 10.6;11.5%); the North region (11.6%) showed the highest proportion between 2011 and 2021; twin pregnancy (56.3%) and pregnant women who had 4-6 prenatal care visits (16.7%) showed an increasing trend (p-value < 0.001); the highest prevalence was observed for extremes of maternal age, pregnant women of Black race/skin color, indigenous women and those with lower level of education. Conclusion: preterm birth rates were highest for socially vulnerable pregnant women, twin pregnancies and in the North; stable prevalence, with no difference between periods.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Infant, Newborn , Infant, Premature , Time Series Studies , Premature Birth/epidemiology , Brazil/epidemiology , COVID-19 , Obstetric Labor, Premature
5.
Demetra (Rio J.) ; 18: 70199, 2023. ^etab, ilus
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1532278

ABSTRACT

Introdução: A adesão ao tratamento no diabetes mellitus é fundamental para o controle metabólico, prevenção de complicações, melhoria e manutenção da qualidade de vida. Objetivo: Avaliar a associação entre a adesão ao tratamento farmacológico e o controle glicêmico de pacientes diabéticos tipo 2 e investigar fatores associados a essas condições. Método: Estudo transversal com pacientes ≥ 18 anos com diabetes mellitus tipo 2, atendidos em um serviço privado de endocrinologia, em uso de antidiabéticos orais há pelo menos 6 meses e com dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c) de no máximo 12 meses. Foram utilizados a MMAS-8 (Morisky Medication Adherence Scale) e um questionário com dados sociodemográficos e clínicos. Resultados apresentados em razão de prevalência (RP) e intervalo de confiança (IC) 95%, ajustados por regressão logística pelo método enter. O nível de significância estatística adotado foi de 5%. Resultados: Participaram do estudo 134 pacientes, com média de 56,7 ± 12,9 anos, sendo 58,2% mulheres. A adesão terapêutica foi demonstrada por 78,4% dos pacientes, havendo associação positiva com a escolaridade e negativa em relação à idade e ao tempo de diagnóstico. O controle glicêmico foi verificado por 68,7%, não havendo diferença estatisticamente significativa em relação a sexo, idade, raça, escolaridade e tempo de diagnóstico. Entre os pacientes considerados aderentes, 77,1% apresentaram controle adequado da glicemia, enquanto entre pacientes considerados não aderentes, 37,9% foram considerados controlados (p<0,001). Conclusão: A adesão ao tratamento farmacológico esteve associada ao controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2, acompanhados em consultório privado de endocrinologia.


Introduction: Treatment adherence in diabetes mellitus is essential for metabolic control, complication prevention, quality of life improvement and maintenance. Objective: To assess the association between adherence with pharmacological treatment and glycemic control in patients with type 2 diabetes and investigate factors associated with these conditions. Method: This is a cross-sectional study with patients ≥ 18 years old with type 2 diabetes mellitus, treated at a private endocrinology service, using oral antidiabetics for at least 6 months and with a glycated hemoglobin (HbA1c) measurement for a maximum of 12 months. The MMAS-8 (Morisky Medication Adherence Scale) and a questionnaire with sociodemographic and clinical data were used. Results presented as prevalence ratio (PR) and 95% confidence interval (CI), adjusted by logistic regression using the enter method. The level of statistical significance adopted was 5%. Results: A total of 134 patients participated in the study, with a mean age of 56.7 ± 12.9 years, 58.2% of whom were women. Therapeutic adherence was demonstrated by 78.4% of patients, with a positive association with education and a negative association with age and time since diagnosis. Glycemic control was verified by 68.7%, with no statistically significant difference in relation to sex, age, race, education and time since diagnosis. Among patients considered adherent, 77.1% had adequate glycemic control, while among patients considered non-adherent, 37.9% were considered controlled (p<0.001). Conclusion: Pharmacological treatment adherence was associated with glycemic control in patients with type 2 diabetes followed up in a private endocrinology office.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Diabetes Mellitus, Type 2/drug therapy , Treatment Adherence and Compliance/statistics & numerical data , Glycemic Control , Cross-Sectional Studies
6.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 44(8): 740-745, Aug. 2022. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1407573

ABSTRACT

Abstract Objective To assess the possible impact of the COVID-19 pandemic on maternal mortality among admissions for childbirth in 2020 in relation of the last 10 years. Methods An ecological study with pregnant women who underwent hospital births at the Brazilian unified public health service (SUS, in the Portuguese acronym) in Brazil from 2010 to 2020. The mortality among admissions for childbirth was obtained based on the number of admissions for childbirth with reported death as outcome divided by the total number of admissions. The underlying gestational risk and route of delivery were considered based on the national surveillance system. The average mortality for the period between 2010 and 2019 (baseline) was compared with the rate of deaths in 2020 (1st pandemic year); the rate ratio was interpreted as the risk of death in 2020 in relation to the average of the previous period (RR), with 95% confidence intervals (CIs). Results In 2020, the 1st year of the COVID-19 pandemic, 1,821,775 pregnant women were hospitalized for childbirth and 651 deaths were reported, which represents 8.7% of the total hospitalizations and 11.3% of maternal deaths between 2010 and 2020. There was an increase in maternal mortality after births in 2020 compared with the average for the period between 2010 and 2019, specially in low-risk pregnancies, both in vaginal (RR = 1.60; 95%CI:1.39-1.85) and cesarean births (RR = 1.18; 95%CI:1.04-1.34). Conclusion Maternal mortality among admissions for childbirth according to SUS data increased in 2020 compared with the average between 2010 and 2019, with an increment of 40% in low-risk pregnancies. The increase was of 18% after cesarean section and of 60% after vaginal delivery.


Resumo Objetivo Avaliar os possíveis impactos da pandemia de COVID-19 na mortalidade materna nas admissões para o parto em 2020 em relação ao histórico dos últimos 10 anos. Métodos Estudo ecológico com gestantes que realizaram parto hospitalar pelo Sistema Unificado de Saúde do Brasil (SUS) de 2010 a 2020. Para obter-se a taxa de mortalidade entre as admissões para o parto, foi utilizado o número de internações para parto que tiveram óbito como desfecho dividido pelo total de internações. O risco gestacional e o tipo de parto foram considerados a partir do sistema de vigilância nacional. A média de mortalidade no período de 2010 a 2019 (linha de base) foi comparada com a taxa de mortalidade pós-parto de 2020 (1° ano pandêmico); a razão das taxas foi interpretada como risco de óbito em 2020 em relação à média no período anterior (RR), com intervalo de confiança (IC) de 95%. Resultados Em 2020, 1° ano da pandemia de COVID-19, 1.821.775 gestantes foram internadas para o parto e 651 óbitos foram registrados, o que representa 8,7% do total de internações e 11,3% das mortes maternas entre 2010 e 2020. Houve aumento na mortalidade materna após partos em 2020 em relação à média do período entre 2010 e 2019, especialmente em gestações de baixo risco, tanto em partos normais (RR = 1.60; IC95%: 1.39-185) quanto em cesáreas (RR = 1.18; IC95%: 1.04-1.34). Conclusão A mortalidade entre as admissões para o parto pelo SUS aumentou em 2020 em relação à média de óbitos entre 2010 e 2019, com um incremento de 40% em mulheres de baixo risco gestacional. O aumento verificado foi de 18% após cesárea e de 60% após parto vaginal.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Postpartum Period , Maternal Death , Health Impact Assessment , COVID-19
7.
Rev. Bras. Saúde Mater. Infant. (Online) ; 22(3): 577-584, July-Sept. 2022. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1406670

ABSTRACT

Abstract Objectives: to estimate the proportion of seroconversion cases among infants exposed to HIV and verify the risk factors associated. Methods: this was a historical cohort study conducted in the State of Santa Catarina between 2007 and 2017. The data were obtained from the Notifable Diseases Information System (SINAN - Portuguese acronym) that records HIV-infected pregnant women and HIV-exposed infants. The public health service monitored the infants from birth to 18 months of age to determine whether HIV seroconversion occurred. Results: a total of 5,554 HIV-infected pregnant women were included in the study (mean age 26.7±6.5 years). They were predominantly white, with poor education level, and were diagnosed with HIV until the 2nd trimester of pregnancy. A total of 4,559 records of HIV-exposed infants were screened, of which 130 cases (2.9%) of seroconversion were confrmed. Non-use of antiretroviral drugs during pregnancy (OR=9.31, CI95%=5.97-14.52; p<0.001) and breastfeeding (OR=3.10, CI95%=1.34-7.20; p=0.008) were independent risk factors for seroconversion. Conclusions: these data demonstrate gaps in prenatal care, regarding adherence to treatment and monitoring of HIV-infected mothers, resulting in new cases of HIV among children, which could be avoided.


Resumo Objetivos: estimar a proporção de soroconversão da criança exposta ao HIV e verificar os fatores de risco associados, no período de 2007-2017 em Santa Catarina. Métodos: o delineamento utilizado foi de coorte histórica e os dados obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) que registra as gestantes infectadas e as crianças expostas ao HIV. As crianças foram acompanhadas pelo serviço de saúde desde o nascimento até o 18º mês de vida, para determinar a ocorrência de soroconversão pelo HIV. Resultados: foram identificadas 5.554 gestantes infectadas pelo HIV com média de idade de 26,7±6,5 anos, predomínio da raça branca, baixa escolaridade e que receberam o diagnóstico para o HIV até o 2º trimestre gestacional. Foram incluídas 4.559 fichas de crianças expostas ao HIV, das quais 130 casos (2,9%) de soroconversão foram confrmados. O não uso de antirretroviral durante a gestação (OR=9,31, IC95%=5,97-14,52; p<0,001) e aleitamento materno (OR=3,10, IC95%=1,34-7,20; p=0,008) foram fatores de risco independentes para a soroconversão. Conclusões: esses dados demonstram lacunas na assistência pré-natal, quanto a adesão ao tratamento e acompanhamento de mães infectadas pelo HIV, resultando em casos novos de HIV entre crianças, que poderiam ser evitados.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Infant, Newborn , Risk Factors , Acquired Immunodeficiency Syndrome/epidemiology , HIV Seropositivity/epidemiology , Infectious Disease Transmission, Vertical , Pregnancy Complications, Infectious , Pregnancy Trimester, Second , Prenatal Care , Brazil/epidemiology
9.
Cad. saúde colet., (Rio J.) ; 30(1): 115-126, jan.-mar. 2022. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1384308

ABSTRACT

Resumo Introdução A hemodiálise costuma se estender até o final da vida ou até o transplante renal. Objetivo verificar os fatores relacionados aos desfechos clínicos e à sobrevida de doentes renais crônicos em tratamento hemodialítico em uma clínica do sul de Santa Catarina. Método Estudo de coorte retrospectivo. A sobrevida foi avaliada por curvas de Kaplan-Meier e os fatores relacionados ao desfecho, por meio de regressão de Cox, expressos por meio do Hazard Ratio (HR) e intervalo de confiança de 95%. Resultados Entre 120 pacientes, a média de idade foi de 61,8 (±13,9) anos. O principal encaminhamento para hemodiálise foi do nefrologista (33,3%). As principais doenças de base identificadas foram hipertensão arterial (60,8%) e Diabetes Mellitus (29,2%). Foi registrado óbito em 44,2% dos pacientes e sete (5,8%) realizaram transplante. A sobrevida diminuiu de 76,1% em um mês para 49,3% em um ano de tratamento. Encaminhamentos pela UTI (HR 18,1 IC95% 4,49-72,8) e pela Unidade Básica de Saúde (HR 9,27 IC95% 1,48-58,2) foram associados ao óbito, além de valores maiores de cálcio inicial (HR 2,36 IC95% 1,21-4,62) e menores de creatinina final (HR 0,69 IC95% 0,55-0,87). Conclusão O principal desfecho verificado foi o óbito, sendo a sobrevida dos pacientes, avaliada em curto prazo, abaixo do esperado, sugerindo encaminhamento tardio ao tratamento substitutivo.


Abstract Background Hemodialysis usually lasts until the end of life or until kidney transplantation. Objective to verify the factors related to clinical outcomes and survival of chronic renal patients in hemodialysis at a clinic in the south of Santa Catarina Method A retrospective cohort study. Survival was assessed by Kaplan-Meier curves and outcome-related factors were assessed using Cox regression, with comparisons using Hazard Ratio (HR) and 95% confidence intervals. Results Among the 120 patients, the mean age was 61.8 (± 13.9) years. The main sector of referral for hemodialysis was the nephrologist (33.3%). The main underlying diseases identified were hypertension (60.8%) and Diabetes Mellitus (29.2%). Death was recorded in 44.2% of the patients, and seven (5.8%) performed a transplant. Survival decreased from 76.1% in one month to 49.3% in one year of treatment. Referral by intensive care unit (HR 18.1 95% CI 4.49-72.8) and Basic Health Unit (HR 9.27 95% CI 1.48-58.2) were associated with death, besides of higher values of initial calcium (HR 2.36 95%CI 1.21-4.62) and lower final creatinine (HR 0.69 95%CI 0.55-0.87). Conclusion The main outcome was death, being the patient´s survival, evaluated in a short term, lower than expected, suggesting late referral to the substitutive treatment.

10.
DST j. bras. doenças sex. transm ; 34: 1-8, fev. 02, 2022.
Article in English | LILACS | ID: biblio-1381654

ABSTRACT

Introduction: Although the acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) has no cure, antiretroviral treatment has considerably increased the survival of people living with the disease or with the human immunodeficiency virus (HIV), reducing the incidence of opportunistic infections in these patients. Thus, this treatment changed mortality rates and diversified the causes of death, including reasons related to increased longevity, such as chronic noncommunicable diseases, common in the uninfected population. Therefore, the current epidemiological transition motivated us to study the death profile of people with HIV/AIDS in the state of Santa Catarina. Objective: To investigate case characteristics, as well as the time trend and distribution of deaths, among people with HIV/AIDS in Santa Catarina between 2010 and 2019. Methods: In this ecological, epidemiological study, we consulted all death records from the Santa Catarina Mortality Information System that had HIV/AIDS among the causes and occurred between 2010 and 2019. Results: A total of 5,174 death records were analyzed. In the period, the mean mortality rate among people with HIV/AIDS was 7.64 deaths per 100 thousand inhabitants (95% confidence interval ­ 95%CI 6.61­8.67) ­ 8.99 in 2010 and 6.06 in 2019 ­, showing a downward trend of 0.38% per year. Conclusion: We identified a downward trend in mortality. Deaths were concentrated on the coast, in more populous cities. Furthermore, the finding of improper completion of the death certificate points to the need to invest in improving the training of professionals responsible for this document.


Introdução: Embora a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) não tenha cura, o tratamento antirretroviral aumentou consideravelmente a sobrevida das pessoas que vivem com a doença ou com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), diminuindo a ocorrência de infecções oportunistas nesses pacientes. Assim, esse tratamento mudou as taxas de mortalidade e diversificou as causas de óbito, incluindo motivos relacionados ao aumento da longevidade, como doenças crônicas não transmissíveis comuns à população não infectada. Dessa forma, a atual transição epidemiológica motiva o estudo do perfil dos óbitos em pessoas com HIV/AIDS no estado de Santa Catarina. Objetivo: Investigar as características dos casos, a tendência temporal e a distribuição dos óbitos em pessoas com HIV/AIDS no estado de Santa Catarina entre os anos de 2010 e 2019. Métodos: Neste estudo epidemiológico com delineamento ecológico, foram consultados todos os registros de óbitos do Sistema de Informação sobre Mortalidade de Santa Catarina ocorridos entre os anos de 2010 e 2019 que apresentassem entre as causas o HIV/AIDS. Resultados: Foram analisados 5.174 registros de óbitos. A taxa de mortalidade média entre pessoas com HIV/AIDS do período foi de 7,64 óbitos a cada 100 mil habitantes (95% intervalo de confiança ­ IC95% 6,61­8,67), sendo de 8,99 em 2010 e 6,06 em 2019, mostrando tendência de queda de 0,38 pontos percentuais ao ano. Conclusão: Observou-se tendência de queda na mortalidade. A concentração dos óbitos foi na faixa litorânea, em cidades mais populosas. Ademais, a constatação do falho preenchimento da declaração de óbito aponta para a necessidade de investir no aprimoramento do treinamento dos profissionais responsáveis por esse documento.


Subject(s)
Humans , Epidemiologic Studies , Mortality , HIV , Death Certificates , Acquired Immunodeficiency Syndrome , Anti-Retroviral Agents
11.
Braz. oral res. (Online) ; 36: e088, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS, BBO | ID: biblio-1384194

ABSTRACT

Abstract Although there is a large body of evidence of the influence of social determinants on oral health, information on the mechanisms by which these determinants operate is poorly documented. Therefore, we aimed to investigate the pathways through which socioeconomic inequalities may influence self-perceived oral health (SPOH) in Brazilian adults. This cross-sectional study used data from the National Health Survey (NHS) of 2019, with a representative sample of adults aged 18 to 59 years (n = 65,803). The outcome was SPOH, assessed by a global self-item. Structural equation modeling was used to test direct and indirect pathways connecting a latent variable for socioeconomic position (SEP) to SPOH via psychosocial, behavioral, and biological factors. Higher SEP was directly associated with better SPOH [standardized coefficient (SC) = 0.069; p < 0.01)] fewer depressive symptoms (SC = -0.059; p < 0.01), fewer missing teeth (SC = 0.131; p < 0.01), and more healthy behaviors (SC = 0.643; p < 0.01). Fewer depressive symptoms (SC = -0.141; p < 0.01), more healthy behaviors (SC = 0.242; p < 0.01), and fewer missing teeth (SC = 0.058; p < 0.01) were directly associated with good SPOH. Among specific indirect effects of SEP on SPOH, the behavioral pathway was the one that best explained this association (SC = 0.155). Socioeconomic inequities in SPOH are mediate by psychosocial, behavioral, and biological factors. This has implications for positioning health strategies in the social context in which people live, to facilitate healthy choices and promote good oral health.

12.
Ciênc. Saúde Colet. (Impr.) ; 27(7): 2643-2653, 2022. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1384423

ABSTRACT

Resumo O estudo analisa a prevalência de diabetes autorreferido e fatores associados na população adulta brasileira. Estudo transversal usando a Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Estimaram-se as prevalências e razões de prevalência brutas (RPb) e ajustadas (RPa) de diabetes autorreferido, com intervalos de confiança (IC95%), empregando-se regressão de Poisson. Nos 82.349 adultos, a prevalência de diabetes autorreferido foi de 7,7%. Associaram-se positivamente: idade avançada, sendo maior após 60 anos (RPa 24,87; IC95%: 15,78-39,18); residir nas regiões Nordeste (RPa 1,16; IC95%: 1,04-1,29), Sudeste (RPa 1,27; IC95%: 1,14-1,43), Sul (RPa 1,18; IC95%: 1,05-1,34) e Centro-Oeste (RPa 1,21; IC95%: 1,06-1,38), ser ex-fumante (RPa 1,17; IC95%: 1,09-1,27), autoavaliação de saúde regular (RPa 2,41; IC95%: 2,21-2,64), ruim/muito ruim (RPa 3,45; IC95%: 3,06-3,88), ter doença cardíaca (RPa 1,81; IC95%: 1,64-2,00), hipertensão (RPa 2,84; IC95%: 2,60-3,69), colesterol elevado (RPa 2,22; IC95%: 2,05-2,41), sobrepeso (RPa 1,49; IC95%: 1,36-1,64) e obesidade (RPa 2,25; IC95%: 2,05- 2,47). Conclui-se que o diabetes nos adultos brasileiros se associa a fatores sociodemográficos, envelhecimento, estilos de vida e morbidades. Esses resultados podem orientar políticas públicas para prevenção e controle da doença no Brasil.


Abstract This study aims to analyze the prevalence of self-reported diabetes and its associated factors in the Brazilian adult population. It is a cross-sectional study using the 2019 National Health Survey. Prevalence and crude prevalence ratios (PRc) and adjusted prevalence ratios (PRa) of self-reported diabetes were estimated, with confidence intervals (95% CI), using Poisson regression. In the 82,349 adults, the prevalence of self-reported diabetes was 7.7%. Positively associated factors were: advanced age with greater association after 60 years (PRa 24.87; 95%CI 15.78-39.18); living in the Northeast (PRa 1.16; 95%CI 1.04-1.29), Southeast (PRa 1.27; 95% CI 1.14-1.43), South (PRa 1.18; 95%CI 1, 05-1.34), and Midwest (PRa 1.21; 95%CI 1.06-1.38); being a former smoker (PRa 1.17; 95%CI 1.09-1.27); self-assessment of regular health (PRa 2.41; 95%CI 2.21-2.64), bad/very bad (PRa 3.45; 95%CI 3.06-3.88); having heart disease (PRa 1.81; 95%CI 1.64-2.00), hypertension (PRa 2.84; 95%CI 2.60-3.69), high cholesterol (PRa 2.22; 95%CI 2.05-2.41), overweight (PRa 1.49; 95%CI 1.36-1.64), and obesity (PRa 2.25; 95%CI 2.05-2.47). It could be concluded that diabetes in Brazilian adults is associated with sociodemographic factors, aging, lifestyle, and morbidities. These results can guide public policies for the prevention and control of disease in Brazil.

13.
Epidemiol. serv. saúde ; 31(2): e2021877, 2022. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1384886

ABSTRACT

Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição espacial dos casos de transmissão vertical do HIV, Santa Catarina, 2007-2017. Métodos: Estudo ecológico misto, com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Realizou-se regressão linear para análise de série temporal; calcularam-se as taxas médias no período e variações percentuais médias anuais das taxas de gestantes infectadas pelo HIV, de crianças expostas ao HIV na gestação e de soroconversão das crianças expostas ao HIV/aids na gestação, além do geoprocessamento dos dados. Resultados: Foram registradas 5.554 gestantes infectadas pelo HIV, com taxa de 5,6 gestantes/1 mil nascidos vivos. A taxa média de soroconversão foi de 13,5/100 mil nascidos vivos (IC95% 6,8;20,1) e apresentou tendência decrescente (APC = -99,4%; IC95% -99,9;-93,1). A taxa de soroconversão foi mais elevada em municípios de pequeno porte. Conclusão: A taxa de gestantes infectadas pelo HIV foi estável; houve diminuição de crianças infectadas com HIV por via vertical.


Objetivo: Estimar la tendencia temporal y la distribución de casos de VIH por transmisión vertical en Santa Catarina, 2007-2017. Métodos: Estudio ecológico mixto con datos del Sistema de Información de Enfermedades de Declaración Obligatoria. Se utilizó la regresión lineal para análisis de series temporales y se calcularon las tasas medias en el período y los cambios porcentuales medios anuales en las tasas de mujeres embarazadas infectadas por el VIH; de niños expuestos al VIH; y seroconversión de niños expuestos al VIH/SIDA durante el embarazo, además del geoprocesamiento de datos Resultados: Había 5.554 gestantes infectadas por el VIH, con tasa de 5,6 gestantes/1.000 nacidos vivos. La tasa media de seroconversión fue 13,5/100.000 de nacidos vivos (IC95% 6,8;20,1) y mostró tendencia decreciente (APC = -99,4%; IC95%-99,9;-93,1). La tasa de seroconversión fue más expresiva en los municipios pequeños. Conclusão: Hubo una tasa estable de mujeres embarazadas infectadas por el VIH, mientras que el número de niños infectados por el VIH disminuyó.


Objective: To analyze the temporal trend and spatial distribution of mother-to-child HIV transmission in Santa Catarina between 2007 and 2017. Methods: This was a mixed ecological study with data from the Notifiable Health Conditions Information System. Linear regression was performed for time series analysis and the mean rates in the period and mean annual percentage changes in the rates of HIV-infected pregnant women were calculated, children exposed to HIV during pregnancy, and seroconversion of children exposed to HIV/AIDS during pregnancy, in addition to data geoprocessing. Results: There were 5,554 records of HIV-infected pregnant women, with a rate of 5.6 pregnant women per 1,000 live births. The mean seroconversion rate was 13.5/100,000 live births (95%CI 6.8;20.1) and it showed a falling trend (APC = -99.4%; 95%CI -99.9;-93.1). The seroconversion rate was more expressive in small towns. Conclusion: The rate of HIV-infected pregnant women was stable in the period, whereas the number of children infected with HIV through mother-to-child transmission decreased.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , HIV Infections/transmission , HIV Infections/epidemiology , Acquired Immunodeficiency Syndrome/epidemiology , Infectious Disease Transmission, Vertical , Pregnancy Complications, Infectious , Brazil/epidemiology , Time Series Studies
14.
Epidemiol. serv. saúde ; 31(2): e20211093, 2022. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1384897

ABSTRACT

Este estudo visou descrever a gestão e os resultados do evento-teste para flexibilização das medidas de distanciamento em Santa Catarina, Brasil. Trata-se de relato de experiência que descreveu os resultados do evento-teste, realizado em julho de 2021, quando os participantes foram submetidos ao teste diagnóstico de reação em cadeia da polimerase em tempo real 72-48 horas antes, sendo monitorados por 15 dias. Os desfechos analisados foram a infecção pelo SARS-CoV-2 até 14 dias após o evento e a presença de sintomas. Entre 313 participantes, a média de idade foi de 45,1 anos e 54,3% eram do sexo feminino. No monitoramento, 7,7% (24) dos participantes contactados relataram sintomas compatíveis com infecção, embora, dos 240 que compareceram para testagem pós-evento, nenhum resultado tenha acusado presença do vírus. Não houve registro de casos de COVID-19 pós-evento. Sugere-se realização de outros eventos-teste para avaliar as recomendações indicadas.


Este estudio tuvo como objetivo describir la gestión y los resultados del evento test para flexibilizar las medidas de distanciamiento en Santa Catarina, Brasil. Este es un relato de experiencia que describe los resultados del evento, realizado en julio de 2021 y para el cual, los participantes se sometieron a la prueba diagnóstica de reacción en cadena de la polimerasa en tiempo real, 72-48 horas antes, monitoreados durante 15 días. Los desenlaces analizados fueron la infección por SARS-CoV-2 hasta 14 días después del evento y presencia de síntomas. Entre 313 participantes, la edad promedio fue de 45,1 años y 54,3% fueran del sexo femenino. En el seguimiento, 7,7% (24) reportaron síntomas compatibles con infección, pero de los 240 que acudieron a los exámenes posteriores al evento, ninguno de los resultados detectó virus. No se informaron casos de COVID-19 posteriores al evento. Se sugiere realizar otros eventos de prueba para evaluar las recomendaciones indicadas.


This study aimed to describe the management and results of the test event for evaluating relaxation of social distancing measures in Santa Catarina, Brazil. This is an experience report that described results of the test event carried out in July 2021 and for which the participants underwent real-time polymerase chain reaction diagnostic testing 72-48 hours before the event and had follow-up for 15 days afterwards. The outcomes analyzed were SARS-CoV-2 infection up to 14 days after the event and presence of symptoms. Among 313 participants, the mean age was 45.1 years and 54.3% were female. During follow-up, 7.7% (24) of the contacted participants reported symptoms compatible with infection, but of the 240 who attended post-event testing, none of the results detected the presence of the virus. No post-event COVID-19 cases were reported. We suggest that other test events be carried out to evaluate the recommendations indicated.


Subject(s)
Humans , Epidemiological Monitoring , COVID-19/epidemiology , Spatial Behavior , Brazil/epidemiology
15.
Epidemiol. serv. saúde ; 31(1): e2021341, 2022. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1360432

ABSTRACT

Objetivo: Analisar a tendência temporal das internações por aborto no Brasil, de 2008 a 2018, segundo região e Unidades da Federação (UFs). Métodos: Estudo ecológico, com dados de internações por aborto de mulheres em idade fértil registrados no Sistema de Informações Hospitalares/Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). As taxas foram calculadas segundo características da mulher; e a tendência, avaliada por regressão linear generalizada de Prais-Winsten. Resultados: As 2.258.104 internações por aborto representaram 5% de todas as internações de mulheres em idade fértil. Houve redução significativa, de 0,76 pontos percentuais ao ano, no período. Essa tendência ocorreu em 19 UFs brasileiras e em todas as regiões, exceto a Sul (estável). Houve redução significativa (p-valor<0,001) nas internações por aborto espontâneo e nas internações de mulheres de 20 a 39 anos. Conclusão: Observou-se tendência de redução das internações por aborto no país, com variações segundo características da mulher, UF e região de residência.


Objetivo: Analizar la tendencia temporal de las hospitalizaciones por aborto en Brasil de 2008-2018, según región y unidad federativas (UF). Métodos: Estudio ecológico con datos sobre hospitalizaciones por aborto de mujeres en edad fértil del Sistema de Información Hospitalaria/ Sistema Único de Salud (SIH/SUS). Las tasas se calcularon según las características de la mujer y la tendencia se evaluó mediante regresión lineal generalizada de Prais-Winsten. Resultados: Las 2.258.104 hospitalizaciones por aborto representan el 5% de todas las hospitalizaciones en mujeres en edad fértil. Hubo una reducción significativa de 0,76 puntos porcentuales por año; esta tendencia ocurrió en 19 UFs brasileñas y en todas las regiones, excepto en el Sur (estable). Hubo una reducción significativa (p<0,001) en las hospitalizaciones por aborto espontáneo y en mujeres de 20 a 39 años. Conclusión: El estudio mostró una tendencia a reducir las hospitalizaciones por aborto en Brasil, con variaciones según características de la mujer, UF y región de residencia.


Objective: To analyze the temporal trend of hospitalizations caused by abortion in Brazil between 2008-2018, according to region and federal units (FU). Methods: Ecological study concerning hospitalizations due to abortion of women of childbearing age, from Hospital Information System data. The rates were calculated according the characteristics of women. The trend was assessed by Prais-Winsten generalized linear regression. Results: The 2,258,104 hospitalizations due to abortion represent 5% of all hospitalizations in women of childbearing age. Hospitalizations for abortions in Brazil reduced 0.76 in the period; this trend occurred in 19 Brazilian FUs and all regions, except the South (stable). There was a significant reduction (p<0.001) in hospitalizations for spontaneous abortion and in admissions for abortion in women aged 20 to 39 years. Conclusion: A temporal trend of reduction in the hospitalizations due to abortion in Brazil was found, variating according to characteristics of the woman, FU and region of residence.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Women's Health , Abortion , Hospitalization/statistics & numerical data , Time Series Studies , Public Health , Pregnant Women
16.
Rev. Soc. Bras. Med. Trop ; 55(supl.1): e0286, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1356781

ABSTRACT

Abstract INTRODUCTION: Cancers are the second main cause of morbidity worldwide, but robust information on lip, oral cavity, and pharynx cancers in Brazil is lacking. This study aimed to analyze the trends of incidence and mortality caused by lip, oral cavity, and pharynx cancers and age-period-cohort effects in the Brazilian population of 30 years of age and over, in the period of 1990 to 2019. METHODS: A time series study of the incidence and mortality rates for oral cavity and pharynx cancer ("Lip and oral cavity cancer", "Nasopharynx cancer", and "Other pharynx cancer") was conducted, with corrected data from the Global Burden of Disease Study (GBD) 2019. Age-standardized rates per 100,000 inhabitants, for the global population, were gathered according to the individuals' sex. The annual average percentage change (AAPC) was estimated, as was the age-period-cohort effects. RESULTS: The incidence and mortality rates were higher for men in the studied anatomical regions. The cancers tended to decrease for men, except for nasopharynx cancer, which increased in individuals of both sexes. Mortality tended to present a decline in most of the groups studied. For men and women, the age-period-cohort model presented a better adjustment for both incidence and mortality. CONCLUSIONS: Incidence and mortality caused by the main head and neck cancers showed a tendency to decline over the past 30 years in Brazil, except for nasopharynx cancer, which showed an increase in incidence and mortality in some segments of the population. Higher rates were found for lip and oral cavity cancers in men.

17.
Rev. Soc. Bras. Med. Trop ; 55(supl.1): e0277, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1356799

ABSTRACT

Abstract INTRODUCTION: To analyze the trend of prostate cancer mortality in the Brazilian population of 40 years of age and above. METHODS: Time series ecological study of the mortality rates due to prostate cancer in men of 40 years of age and above, using data from the Global Burden of Disease 2019 (GBD). Age-standardized mortality rates were calculated, as well as the age-standardized rates by the GBD for the global population, per 100,000 inhabitants, for Brazil and its States, from 1990 to 2019. The annual average percent change (AAPC) was calculated to identify the mortality trends in Brazil, through linear regression using the Joinpoint Regression Program. RESULTS: The standardized rates of prostate cancer mortality in Brazil were 76.89 in 1990 and 74.96 deaths for every 100 thousand men ≥ 40 years of age in 2019, with a stability trend. By age group, it was observed a decreasing trend up to 79 years of age, and an increasing trend as of 80 years of age. The state of Bahia showed the highest increase in mortality in the period (1.2%/year), followed by Maranhão and Pernambuco (1.0 and 0.9%/year). A decrease of prostate cancer mortality was found in the Federal District, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, and Sergipe. CONCLUSIONS: In Brazil, the standardized mortality rates show a trend toward stability from 1990 to 2019 and no pattern was observed for the trends according to the Brazilian States.

18.
Rev. Soc. Bras. Med. Trop ; 55(supl.1): e0284, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1356800

ABSTRACT

Abstract INTRODUCTION Epidemiological surveys revealed that Brazil has a high burden of oral diseases. However, no prior study has reported estimates of untreated dental caries, periodontitis, and edentulism over a three-decade period. The objective of this study is to report the trends of prevalence, incidence, and years-lived with disability (YLDs) due to untreated dental caries in primary and permanent teeth, periodontitis, and edentulism in Brazil between 1990 and 2019. METHODS Estimates of prevalence, incidence, and YLDs due to dental caries in primary and permanent teeth, periodontitis, and edentulism were produced for Brazil, by sex and age, between 1990 and 2019, using Dismod-MR 2.1, as part of the Global Burden of Disease Study 2019 (GBD 2019). Trends of oral disorders were analyzed using generalized linear regression models applying the Prais-Winsten method. RESULTS Almost 100 million Brazilians presented at least one oral disorder in 2019, which was equivalent to a prevalence of 45.3%. All oral diseases combined ranked eighth among all causes of disability, causing more than 970,000 YLDs. Untreated dental caries in primary teeth were estimated to affect 13.5 million children, and untreated dental caries in permanent teeth affected more than 52 million people. Periodontitis affected 29.5 million people, and edentulism affected almost 22 million. The generalized linear regression models revealed a trend of stability of oral disorders between 1990 and 2019. CONCLUSIONS The burden of oral diseases in Brazil is extremely high. Oral disorders, edentulism in particular, caused disability at levels that are comparable to other important chronic diseases.

19.
Rev. Paul. Pediatr. (Ed. Port., Online) ; 40: e2020331, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1340800

ABSTRACT

Abstract Objective: To evaluate the distribution of cases of congenital anomalies in the state of Santa Catarina by health macro-region, to determine the frequency according to maternal and neonatal variables, to estimate the related mortality, and the trends in the period 2010-2018. Methods: An ecological time-series study with secondary data on congenital anomalies and the sociodemographic and health variables of mothers and newborns living in Santa Catarina, from 2010 to 2018. For temporal trend analysis, generalized linear regression was performed using the Prais-Winsten method with robust variance. Results: The average prevalence of congenital anomalies in the period was 8.9 cases per 1,000 live births, being 9.4 cases by 1,000 live births in 2010 and, in 2018, 8.2/1,000. The trend remained stable in the analyzed period. The major malformations were musculoskeletal, hip, and foot malformations, with a proportion ≥30%. There was a higher prevalence of congenital anomalies in low birthweight, preterm, male livebirths with Apgar≤7, born by cesarean section, mothers of older age (≥40 years), and less educated (less than eight years of study). Infant mortality due to congenital malformations was 2.6 deaths/1,000 live births, representing about 25.8% of the total infant deaths in the period. Conclusions: The frequency of congenital anomalies and the mortality with anomalies was stable in the studied period in Santa Catarina. The presence of anomalies was associated with low birth weight, prematurity, and low Apgar score. The highest proportion of congenital anomalies was in the musculoskeletal system.


Resumo Objetivo: Avaliar a distribuição dos casos de anomalias congênitas no estado de Santa Catarina por macrorregião de saúde, determinar a frequência segundo fatores da mãe e do produto da gestação e estimar a mortalidade relacionada e a tendência no período de 2010-2018. Métodos: Estudo ecológico de série temporal, com dados secundários sobre anomalias congênitas e variáveis sociodemográficas e de saúde de mães e recém-nascidos residentes em Santa Catarina, no período de 2010 a 2018. Para análise de tendência temporal, foi utilizada a regressão linear generalizada pelo método de Prais-Winsten com variância robusta. Resultados: A prevalência média de anomalias congênitas no período foi de 8,9 casos a cada 1.000 nascidos vivos, sendo 9,4 casos a cada 1.000 em 2010 e 8,2 a cada 1.000 em 2018. A tendência manteve-se estável no período analisado. As principais malformações foram as osteomusculares, de quadril e de pés, com proporção ≥30%. Verificou-se prevalência maior de anomalias congênitas nas crianças de baixo peso, prematuras, de sexo masculino e Apgar≤7 e nos nascidos de cesariana, de mães de maior idade (≥40 anos) e menor escolaridade (menos de oito anos de estudo). A mortalidade infantil por malformações congênitas foi de 2,6 óbitos/1.000 nascidos vivos, representando 25,8% do total de óbitos infantis no período. Conclusões: Houve estabilidade na frequência e na mortalidade associada às anomalias congênitas em Santa Catarina de 2010 a 2018. A ocorrência dessas condições foi associada aos nascidos de baixo peso, pré-termo e baixo escore de Apgar. A maior proporção de anomalias congênitas foi do sistema osteomuscular.

20.
Epidemiol. serv. saúde ; 31(3): e2022461, 2022. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1404732

ABSTRACT

Objetivo: analisar a letalidade materna hospitalar pós-parto segundo risco gestacional e via de parto, no Sistema Único de Saúde, Brasil e macrorregiões, 2010-2019. Métodos: estudo ecológico de série temporal, com dados do Sistema de Informações Hospitalares; a letalidade materna hospitalar pós-parto considerou internações maternas com desfecho "óbito" sobre o total de internações/ano, segundo risco gestacional e via de parto, nas regiões. Resultados: houve 19.158.167 internações para parto e 5.110 óbitos no período analisado; a letalidade materna subiu de 1,1 (2010) para 1,9 óbito/10 mil internações (2019), em gestações de risco habitual após partos vaginais, e reduziu-se de 10,5 (2010) para 7,0 óbitos/10 mil internações (2019) em gestações de alto risco após cesarianas; o Centro-Oeste expressou a maior e o Sul a menor letalidade para gestações de alto risco. Conclusão: a letalidade hospitalar foi maior em gestações de alto risco, com diferenças segundo via de parto e regiões.


Objetivo: analizar la letalidad materna hospitalaria posparto según riesgo gestacional y modalidad de parto por el Sistema Único de Salud en Brasil y regiones entre 2010-2019. Métodos: estudio de serie temporal ecológico con datos del Sistema de Información Hospitalario; la letalidad materna hospitalaria posparto consideró las hospitalizaciones maternas con resultado de óbito, por el total de hospitalizaciones por año. Resultados: hubo 19.158.167 admisiones por parto y 5.110 óbitos en el período; la letalidad materna aumentó de 1,10 (2010) a 1,9 muerte/10.000 (2019) en embarazos de riesgo habitual posparto vaginal y disminuyó de 10,5 a 7,0 muertes/10.000 en embarazos de alto riesgo después de cesáreas; el Centro-Oeste expresó la letalidad más alta y el Sur la más baja para embarazos de alto riesgo. Conclusión: la letalidad hospitalaria fue mayor en los embarazos de alto riesgo, con diferencias según el modo de parto y las regiones de Brasil.


Objective: to analyze in-hospital maternal case fatality ratio in the postpartum period according to pregnancy risks and route of delivery, within the Brazilian National Health System, Brazil and macro-regions, 2010-2019. Methods: this was an ecological time-series study, using data from the Hospital Information System; in-hospital maternal case fatality ratio in the postpartum period took into consideration maternal hospitalizations with outcome 'death' over the total number of hospitalizations per year, according to pregnancy risks and route of delivery, in the regions. Results: there were 19,158,167 hospitalizations for childbirth and 5,110 deaths in the period analyzed; maternal case fatality ratio increased from 1.1 (2010) to 1.9 death/10,000 hospitalizations (2019), in usual-risk pregnancies after vaginal deliveries, and decreased from 10.5 (2010) to 7.0 deaths/10,000 hospitalizations (2019) in high-risk pregnancies after cesarean sections; the Midwest region presented the highest and the South region the lowest case fatality ratio for high-risk pregnancies. Conclusion: in-hospital case fatality ratio was higher for high-risk pregnancies, showing differences according to route of delivery and regions.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Maternal Mortality/trends , Hospital Mortality/trends , Perinatal Care/statistics & numerical data , Brazil/epidemiology , Pregnancy, High-Risk , Postpartum Period
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