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1.
Arq. bras. cardiol ; 117(5): 924-931, nov. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1350033

ABSTRACT

Resumo Fundamento: A hipertrofia ventricular esquerda (HVE) é um importante fator de risco cardiovascular, independente da hipertensão arterial. Apesar da evolução dos exames de imagem, o eletrocardiograma (ECG) ainda é o mais utilizado na avaliação inicial, porém, com baixa sensibilidade. Objetivo: Avaliar o desempenho dos principais critérios eletrocardiográficos para HVE em indivíduos hipertensos idosos e muito idosos. Métodos: Em coorte de hipertensos foram realizados ECGs e EcoDopplercardiogramas (ECO), e separados em três grupos etários: <60 anos, Grupo I; 60-79 anos Grupo II; e ≥80 anos, Grupo III. Os critérios eletrocardiográficos mais utilizados foram aplicados para o diagnóstico da HVE: Perúgia; Peguero-Lo Presti; Gubner-Ungerleider; Narita; (Rm+Sm) x duração; Cornell voltagem; Cornell voltagem duração; Sokolow-Lyon voltagem; R de aVL ≥11 mm; RaVL duração. Na avaliação do desempenho desses critérios, além da sensibilidade (Sen) e especificidade (Esp), foram analisadas as "Odds Ratios diagnóstico" (DOR). Consideramos p-valor <0,05 para as análises, com testes bi-caudais. Resultados: Em 2.458 pacientes, a HVE estava presente pelo ECO em 781 (31,7%). Nos Grupos I e II, os melhores desempenhos foram para os critérios de Narita, Perúgia, (Rm+Sm) x duração, sem diferenças estatísticas entre eles. No Grupo III (muito idosos) os critérios de Perúgia e (Rm+Sm) x duração tiveram os melhores desempenhos: Perúgia [44,7/89,3; (Sen/Esp)] e (Rm+Sm) duração [39,4%/91,3%; (Sen/Esp), p<0,05)], com os melhores resultados de DOR:6,8. Isto sugere que nessa população de muito idosos esses critérios têm maior poder discriminatório para separar pacientes com HVE. Conclusão: Nos hipertensos muito idosos os critérios eletrocardiográficos de Perúgia e (Rm+Sm) x duração apresentaram os melhores desempenhos diagnósticos para HVE.


Abstract Background: Left ventricular hypertrophy (LVH) is an important cardiovascular risk factor, regardless of arterial hypertension. Despite the evolution of imaging tests, the electrocardiogram (ECG) is still the most used in the initial evaluation, however, with low sensitivity. Objective: To evaluate the performance of the main electrocardiographic criteria for LVH in elderly and very elderly hypertensive individuals. Methods: In a cohort of hypertensive patients, ECGs and doppler echocardiographies (ECHO) were performed and separated into three age groups: <60 years, Group I; 60-79 years Group II; and ≥80 years, Group III. The most used electrocardiographic criteria were applied for the diagnosis of LVH: Perugia; Pegaro-Lo Presti; Gubner-Ungerleider; Narita; (Rm+Sm) x duration; Cornell voltage; Cornell voltage duration; Sokolow-Lyon voltage; R of aVL ≥11 mm; RaVL duration. In evaluating the performance of these criteria, in addition to sensitivity (Sen) and specificity (Esp), the "Diagnostic Odds Ratios" (DOR) were analyzed. We considered p-value <0.05 for the analyses, with two-tailed tests. Results: In 2,458 patients, LVH was present by ECHO in 781 (31.7%). In Groups I and II, the best performances were for the criteria of Narita, Perugia, (Rm+Sm) x duration, with no statistical differences between them. In Group III (very elderly) the Perugia criteria and (Rm+Sm) x duration had the best performances: Perugia [44,7/89.3; (Sen/Esp)] and (Rm+Sm) duration [39.4%/91.3%; (Sen/Esp), p<0.05)], with the best PAIN results:6.8. This suggests that in this very elderly population, these criteria have greater discriminatory power to separate patients with LVH. Conclusion: In very elderly hypertensive patients, the Perugia electrocardiographic criteria and (Rm+Sm) x duration showed the best diagnostic performance for LVH.


Subject(s)
Humans , Aged , Hypertrophy, Left Ventricular/diagnostic imaging , Hypertension/diagnosis , Odds Ratio , Sensitivity and Specificity , Electrocardiography , Middle Aged
3.
Arq. bras. cardiol ; 117(3): 457-462, Sept. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1339194

ABSTRACT

Resumo Fundamento Pouco se conhece sobre a relação entre sarcopenia e hemodinâmica central em idosos longevos. Objetivo Estudar a relação da rigidez arterial com a composição corporal em idosos longevos. Métodos A composição corporal foi avaliada por meio da absortometria de Raio X de dupla energia (DEXA) e dos parâmetros de circulação central (PCC) obtidos por método oscilométrico não invasivo, com o Mobil-O-Graph 24h PWA Monitor®. Os parâmetros centrais avaliados foram: velocidade da onda de pulso (VOP), augmentation index (AIx), índice de amplificação da pressão de pulso (iAPP) e pressão de pulso central (PPc). Estes foram correlacionados com massa magra total (MM) e apendicular (MA), percentual de gordura corporal e índice de Baumgartner (IB). Aceitou-se nível de significância de 5%. Resultados Participaram 124 longevos, com idade média de 87,1 anos (DP±4,3 anos), sendo 74,2% mulheres e 57,3% brancos. Houve correlação inversa do AIx com as variáveis MM (r = - 0,391, p < 0,001), MA (r= -0,378, p< 0,001) e IB (r = -0,258, p 0,004). A PPc apresentou associação inversa com MM (r= -0,268, p =0,003), MA (r=-0,288, p= 0,001) e IB (r= -0,265, p = 0,003). Houve relação direta apenas entre AIx e percentual de gordura corporal (r= 0,197, p= 0,029). Conclusão Em idosos longevos, o percentual de gordura corporal se associa diretamente com a rigidez arterial e tem associação inversa com a quantidade de MM. Esses achados podem estar associados ao maior risco cardiovascular.


Abstract Background Arterial stiffness, obesity and sarcopenia correlate with each other and with cardiac outcomes in younger adults. However, there is little evidence of the association between body composition and markers of central arteries stiffness in long-lived people. Objective To evaluate the relationship between arterial stiffness and body composition in functionally independent long-lived individuals. Methods This is a cross-sectional analysis of the association between markers of arterial stiffness and body composition among participants in a longitudinal cohort of elderly individuals aged 80 years or older who were functionally independent and lived in the community . Body composition measurements were performed using dual energy X-ray absorptiometry (DEXA) and central circulation parameters (CCP) obtained by a non-invasive oscillometric method through the Mobil-O-Graph 24h PWA Monitor® device. The central parameters evaluated were: pulse wave velocity (PWV), augmentation Index (AIx), pulse pressure amplification index (PPAi) and central pulse pressure (cPP). These were correlated to total lean mass (LM) and appendicular lean mass (aLM), body fat percentage, and Baumgartner's Index (BI). The level of significance was set at 5% for all tests. Results Data from 124 elderly people with a mean age of 87.1 years (SD ± 4.3 years) were analyzed, with 74.2% of women and 57.3% of white. There was a statistically significant inverse correlation of AIx with LM (r = -0.391, p <0.001), aLM (r = -0.378, p <0.001), and BI (r = -0.258, p = 0.004). Also, cPP had an inversely proportional association with LM (r = -0.268, p = 0.003), aLM (r = -0.288, p = 0.001), and BI (r = -0.265, p = 0.003). When assessing the relationship between fat mass and CCP, a statistically significant direct relationship was observed only between AIx and body fat percentage (r = 0.197, p = 0.029). Conclusion In long-lived people, body fat percentage is directly associated with arterial stiffness and inversely associated with the amount of LM. These findings may be associated with increased cardiovascular risk.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Vascular Stiffness , Blood Pressure , Body Composition , Cross-Sectional Studies , Pulse Wave Analysis
4.
Arq. bras. cardiol ; 117(3): 520-527, Sept. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1339187

ABSTRACT

Resumo Fundamento: Hipertensos tratados avaliados apenas com a medida casual da pressão arterial (PA) podem estar sujeitos a decisões equivocadas. Objetivos: Avaliar o comportamento da PA pela medida casual e residencial (MRPA), o comportamento das classes de anti-hipertensivos e as prevalências de hipertensão do avental branco (HABNC) e mascarada não-controladas (HMNC). Métodos: Estudo transversal que avaliou pacientes pela plataforma TeleMRPA entre 2017 e 2019. Foram excluídos aqueles sem medicamentos, com 3 ou mais, em uso de espironolactona e alfa-2 agonistas. As variáveis analisadas foram: idade, sexo, índice de massa corporal (IMC), número de medidas válidas da PA, médias da PA sistólica (PAS) e diastólica (PAD) pela medida casual e MRPA, e as classes de anti-hipertensivos. Utilizados os testes t pareado e não pareado e qui-quadrado. Adotado nível de significância de 5%. Resultados: Selecionados 22.446 pacientes, dos quais 6.731 preencheram os critérios, sendo 61,3% do sexo feminino, com idade média de 57,8 (±12,6) anos e IMC médio de 29,0 (±5,1) kg/m2. Os valores médios de PAS e PAD foram 6,6 mmHg (p<0,001) e 4,4 mmHg (p<0,001) maiores na medida casual que na MRPA. As taxas de controle da PA foram de 57,0% pela medida casual e 61,3% pela MRPA (p<0,001), com prevalência de HABNC e HMNC de 15,4% e 11,1%, respectivamente. O bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona ocorreu em 74,6% das vezes e 54,8% estavam em monoterapia. Conclusões: O uso da MRPA deve ser considerado no acompanhamento de hipertensos tratados em virtude das elevadas prevalências de HABNC e HMNC. Os anti-hipertensivos tiveram comportamentos distintos nas medidas domiciliares. (Arq Bras Cardiol. 2021; [online].ahead print, PP.0-0)


Abstract Background: Hypertensive patients undergoing treatment and assessed only by casual blood pressure (BP) measurement may be subject to mistaken decisions. Objective: To assess BP behavior by measuring its levels at the office (casual) and at home (HBPM), the behavior of different classes of antihypertensive drugs, and the prevalence of uncontrolled white-coat hypertension (UCWCH) and uncontrolled masked hypertension (UCMH). Methods: Cross-sectional study assessing patients who underwent BP monitoring in the TeleMRPA platform between 2017 and 2019. The exclusion criteria were: use of no antihypertensive drug; combined use of 3 or more antihypertensive drugs; and use of spironolactone and alpha-2 agonist. The variables analyzed were: age, sex, body mass index (BMI), number of valid BP measurements, means of systolic and diastolic blood pressure (SBP and DBP, respectively) obtained from HBPM and casual measurement, and the classes of antihypertensive drugs. Paired and unpaired t tests, as well as chi-square test, were used. The 5% significance level was adopted. Results: This study selected 22 446 patients, 6731 of whom met the inclusion criteria [61.3%, female sex; mean age, 57.8 (±12.6) years; mean BMI, 29.0 (±5.1) kg/m2]. Mean SBP and DBP were 6.6 mm Hg (p<0.001) and 4.4 mm Hg (p<0.001) higher in casual measurement than in HBPM. The rates of BP control were 57.0% in casual measurement and 61.3% in HBPM (p<0.001), and the prevalence of UCWCH and UCMH was 15.4% and 11.1%, respectively. Renin-angiotensin-aldosterone system blockade was observed in 74.6% of the patients, and 54.8% were on single-drug therapy. Conclusions: HBPM should be considered for the follow-up of treated hypertensive patients because of the high prevalence of UCWCH and UCMH. Antihypertensive drugs behaved differently in HBPM. (Arq Bras Cardiol. 2021; [online].ahead print, PP.0-0)


Subject(s)
Humans , Male , Female , White Coat Hypertension/diagnosis , White Coat Hypertension/drug therapy , White Coat Hypertension/epidemiology , Hypertension/diagnosis , Hypertension/drug therapy , Hypertension/epidemiology , Blood Pressure , Cross-Sectional Studies , Blood Pressure Monitoring, Ambulatory , Middle Aged , Antihypertensive Agents/therapeutic use
5.
Rev Bras Hiperten ; 28(3): 243-247, 20210910.
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1367763

ABSTRACT

Caso clínico de uma paciente idosa, com diagnóstico de hipertensão arterial há mais de 10 anos previamente controlada evoluindo com sintomas sugestivos de doença arterial coronariana sintomática em conjunto com descontrole da hipertensão arterial. Durante o seguimento foi possível confirmar o diagnóstico de hipertensão arterial resistente não controlada e a possível associação com descompensação da doença coronariana na forma de equivalente anginoso. Após ajuste medicamentoso, levando em consideração o risco cardiovascular individual da paciente e a avaliação geriátrica, as metas pressóricas e o controle sintomático da lesão de órgão-alvo foram alcançados com sucesso. Destaca-se a importância do diagnóstico preciso da hipertensão arterial resistente assim como seu controle, em especial na população idosa onde a prevalência de comorbidades e lesões de órgão alvos é maior


Clinical case of an elderly patient, diagnosed with hypertension for more than 10 years, previously controlled, evolving with symptoms suggestive of symptomatic coronary artery disease simultaneously with uncontrolled hypertension. During follow-up, it was possible to confirm the diagnosis of uncontrolled resistant arterial hypertension and the possible association with decompensated coronary disease in the form of anginal equivalent. After medication adjustment, taking into account the patient's individual cardiovascular risk and geriatric assessment, blood pressure goals and symptomatic control of target organ damage were successfully achieved, emphasizing the importance of accurate diagnosis of resistant hypertension as well as its control in particular in the elderly population, where the prevalence of comorbidities and target organ damage is higher

7.
Barroso, Weimar Kunz Sebba; Rodrigues, Cibele Isaac Saad; Bortolotto, Luiz Aparecido; Mota-Gomes, Marco Antônio; Brandão, Andréa Araujo; Feitosa, Audes Diógenes de Magalhães; Machado, Carlos Alberto; Poli-de-Figueiredo, Carlos Eduardo; Amodeo, Celso; Mion Júnior, Décio; Barbosa, Eduardo Costa Duarte; Nobre, Fernando; Guimarães, Isabel Cristina Britto; Vilela-Martin, José Fernando; Yugar-Toledo, Juan Carlos; Magalhães, Maria Eliane Campos; Neves, Mário Fritsch Toros; Jardim, Paulo César Brandão Veiga; Miranda, Roberto Dischinger; Póvoa, Rui Manuel dos Santos; Fuchs, Sandra C; Alessi, Alexandre; Lucena, Alexandre Jorge Gomes de; Avezum, Alvaro; Sousa, Ana Luiza Lima; Pio-Abreu, Andrea; Sposito, Andrei Carvalho; Pierin, Angela Maria Geraldo; Paiva, Annelise Machado Gomes de; Spinelli, Antonio Carlos de Souza; Nogueira, Armando da Rocha; Dinamarco, Nelson; Eibel, Bruna; Forjaz, Cláudia Lúcia de Moraes; Zanini, Claudia Regina de Oliveira; Souza, Cristiane Bueno de; Souza, Dilma do Socorro Moraes de; Nilson, Eduardo Augusto Fernandes; Costa, Elisa Franco de Assis; Freitas, Elizabete Viana de; Duarte, Elizabeth da Rosa; Muxfeldt, Elizabeth Silaid; Lima Júnior, Emilton; Campana, Erika Maria Gonçalves; Cesarino, Evandro José; Marques, Fabiana; Argenta, Fábio; Consolim-Colombo, Fernanda Marciano; Baptista, Fernanda Spadotto; Almeida, Fernando Antonio de; Borelli, Flávio Antonio de Oliveira; Fuchs, Flávio Danni; Plavnik, Frida Liane; Salles, Gil Fernando; Feitosa, Gilson Soares; Silva, Giovanio Vieira da; Guerra, Grazia Maria; Moreno Júnior, Heitor; Finimundi, Helius Carlos; Back, Isabela de Carlos; Oliveira Filho, João Bosco de; Gemelli, João Roberto; Mill, José Geraldo; Ribeiro, José Marcio; Lotaif, Leda A. Daud; Costa, Lilian Soares da; Magalhães, Lucélia Batista Neves Cunha; Drager, Luciano Ferreira; Martin, Luis Cuadrado; Scala, Luiz César Nazário; Almeida, Madson Q; Gowdak, Marcia Maria Godoy; Klein, Marcia Regina Simas Torres; Malachias, Marcus Vinícius Bolívar; Kuschnir, Maria Cristina Caetano; Pinheiro, Maria Eliete; Borba, Mario Henrique Elesbão de; Moreira Filho, Osni; Passarelli Júnior, Oswaldo; Coelho, Otavio Rizzi; Vitorino, Priscila Valverde de Oliveira; Ribeiro Junior, Renault Mattos; Esporcatte, Roberto; Franco, Roberto; Pedrosa, Rodrigo; Mulinari, Rogerio Andrade; Paula, Rogério Baumgratz de; Okawa, Rogério Toshiro Passos; Rosa, Ronaldo Fernandes; Amaral, Sandra Lia do; Ferreira-Filho, Sebastião R; Kaiser, Sergio Emanuel; Jardim, Thiago de Souza Veiga; Guimarães, Vanildo; Koch, Vera H; Oigman, Wille; Nadruz, Wilson.
Arq. bras. cardiol ; 116(3): 516-658, Mar. 2021. graf, tab
Article in Portuguese | SES-SP, LILACS, SES-SP, CONASS, SESSP-IDPCPROD, SES-SP | ID: biblio-1248881
8.
Rev Bras Hiperten ; 27(3): 85-91, 20200910.
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1368055

ABSTRACT

As teorias sobre a existência de receptores adrenérgicos foram descritas na literatura em meados da década de 40, sendo reconhecido anos depois que a inibição do sistema nervoso simpático por um determinado composto bloqueador beta- -adrenérgico poderia beneficiar pacientes com arritmias cardíacas e angina pectoris. Nasceram aí as primeiras substâncias bloqueadoras beta adrenérgicas não seletivas, destacando-se o propranolol. Desde então, centenas de bloqueadores beta adrenérgicos (BB) foram sintetizados e dezenas estão disponíveis em todo o mundo para uso clínico. Os mecanismos farmacológicos dos BBs são múltiplos e variam principalmente de acordo o predomínio de ação nos receptores adrenérgicos e com a lipossolubilidade, entre outros. De maneira geral, ligam-se e produzem um antagonismo competitivo e reversível nos receptores distribuídos pelo organismo. Os principais mecanismos fisiopatológicos propostos para explicar a ação medicamentosa dos BBs na hipertensão arterial sistêmica são redução do débito cardíaco, da resistência vascular periférica, do tônus vasomotor e do volume plasmático, inibição de renina, efeitos no sistema nervoso central, melhoria na adesão vascular e redefinição dos níveis de barorreceptores. Atualmente, os BBs não são preconizados como primeira linha de tratamento de hipertensão arterial sem complicações, porém eles são particularmente úteis para o tratamento da hipertensão na presença de algumas comorbidades não cardiovasculares, como a enxaqueca e o tremor essencial. Além disso, os BBs ganham destaque especial em situações cardiovasculares específicas, como angina sintomática, taquiarritmias, pós infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e como alternativa aos inibidores da ECA ou BRA em mulheres hipertensas mais jovens que planejam engravidar. Vale ressaltar que em algumas destas situações os BBs passam a ter indicação mandatória, mesmo que não associadas à hipertensão arterial


Theories about the existence of adrenergic receptors were described in the mid-40s, being recognized years later that inhibition of the sympathetic nervous system by a beta-adrenergic blocking compound could benefit patients with cardiac arrhythmias and angina pectoris. That's how the first non-selective beta-blocking adrenergic substances appeared, highlighting propranolol. Since then, hundreds of beta-adrenergic blockers have been synthesized and dozens are available worldwide for clinical use. The pharmacological mechanisms of BBs are multiple and vary mainly according to the predominance of action in adrenergic receptors and with liposolubility. In general, they bind and produce a competitive and reversible antagonism in the receptors distributed by the organism. The main pathophysiological mechanisms proposed to explain the action of BBs in systemic arterial hypertension are reduced cardiac output, peripheral vascular resistance, vasomotor tone and plasma volume, renin inhibition, effects on the central nervous system, improvement in vascular adherence and redefinition of baroreceptor levels. Currently, BBs are not recommended as the first line of treatment for non-complicated arterial hypertension, but they are particularly useful for the treatment of hypertension in the presence of some comorbidities, such as migraine and essential tremor. Besides that, BBs gain special prominence in specific cardiovascular situations, such as symptomatic angina, tachyarrhythmias, post-acute myocardial infarction, heart failure with reduced ejection fraction and as an alternative to ACE or ARB inhibitors in younger hypertensive women planning to become pregnant. It is worth mentioning that in some of these situations BBs are mandatory, even if not associated with arterial hypertension

9.
Arq. bras. cardiol ; 113(5): 970-975, Nov. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1055039

ABSTRACT

Abstract Background: The diagnosis of arterial hypertension based on measurements of blood pressure in the office has low accuracy. Objective: To evaluate the prevalence of masked hypertension (MH) and white-coat hypertension through home blood pressure monitoring (HBPM) in pre-hypertensive and stage 1 hypertensive patients. Method: Retrospective study, of which sample consisted of individuals with BP ≥ 120/80 mmHg and < 160/100 mmHg at the medical office without the use of antihypertensive medication and who underwent exams on the HBPM platform by telemedicine (TeleMRPA) between May 2017 and September 2018. The four-day MRPA protocol was used, with 24 measurements, using automated, validated, calibrated equipment with a memory function. Results: The sample consisted of 1,273 participants, of which 739 (58.1%) were women. The mean age was 52.4 ± 14.9 years, mean body mass index (BMI) 28.4 ± 5.1 kg/m2. The casual BP was higher than the HBPM in 7.6 mmHg for systolic blood pressure (SBP) and 5.2 mmHg for diastolic blood pressure (DBP), both with statistical significance (p < 0.001). There were 558 (43.8%) normotensive individuals; 291 (22.9%) with sustained hypertension; 145 (11.4%) with MH and 279 (21.9%) with white-coat hypertension (WCH), with a diagnostic error by casual BP in the total sample in 424 (33.3%) patients. In stage 1 hypertensive individuals, the prevalence of WCH was 48.9%; in prehypertensive patients, the prevalence of MH was 20.6%. Conclusion: MH and WCH have a high prevalence rate in the adult population; however, in prehypertensive or stage 1 hypertensive patients, the prevalence is higher. Out-of-office BP measurements in these subgroups should be performed whenever possible to prevent misdiagnosis.


Resumo Fundamento: O diagnóstico de hipertensão arterial baseado nas medidas do consultório tem baixa acurácia. Objetivo: Avaliar a prevalência de hipertensão mascarada (HM) e do avental branco pela monitorização residencial da pressão arterial (MRPA) em pacientes pré-hipertensos e hipertensos estágio. Método: Estudo retrospectivo com amostra constituída de indivíduos com pressão arterial (PA) na clínica ≥ 120/80 mmHg e < 160/100 mmHg sem uso de medicação anti-hipertensiva e que realizaram exames na plataforma de MRPA por telemedicina (TeleMRPA) entre maio de 2017 e setembro de 2018. Foi utilizado o protocolo MRPA de quatro dias, com 24 medidas, com equipamentos automáticos, validados, calibrados e com memória. Resultados: A amostra foi constituída de 1.273 participantes, sendo 739 (58,1%) mulheres. A idade média foi 52,4 ± 14,9 anos, índice de massa corporal (IMC) médio 28,4 ± 5,1 kg/m2. A PA casual foi maior que a MRPA em 7,6 mmHg para pressão arterial sistólica (PAS) e 5,2 mmHg para a pressão arterial diastólica (PAD), ambas com significância estatística (p < 0,001). Foram diagnosticados 558 (43,8%) normotensos; 291 (22,9%) hipertensos sustentados; 145 (11,4%) com HM e 279 (21,9%) com hipertensão do avental branco (HAB), com erro diagnóstico pela PA casual na amostra total em 424 (33,3%) pacientes. Em hipertensos estágio 1, a prevalência de HAB foi de 48,9%; nos pré-hipertensos a prevalência de HM foi de 20,6%. Conclusão: HM e HAB têm elevada prevalência na população adulta; entretanto, na população de pré-hipertensos ou hipertensos estágio 1 a prevalência é maior. Medidas da PA fora do consultório, nestes subgrupos, devem ser realizadas sempre que possível para evitar erro diagnóstico.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Aged , Telemedicine/statistics & numerical data , Masked Hypertension/diagnosis , White Coat Hypertension/diagnosis , Brazil/epidemiology , Prevalence , Retrospective Studies , Blood Pressure Monitoring, Ambulatory/methods , Diagnostic Errors/statistics & numerical data , Masked Hypertension/epidemiology , White Coat Hypertension/epidemiology , Data Accuracy , Hypertension/diagnosis
10.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 27(3): 243-250, jul.-set. 2017. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-875570

ABSTRACT

O uso da terapia anticoagulante em idosos tem sido muito discutido, principalmente após o surgimento dos anticoagulantes de ação direta (DOACs). Por anos, os antagonistas da vitamina K (representados principalmente pela varfarina) foram a única opção de prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) e de embolia sistêmica (ES) em pacientes com fibrilação atrial (FA), bem como prevenção e tratamento de tromboembolismo venoso (TEV). Os DOACs tornaram-se opção melhor que a varfarina na população idosa por serem tão ou mais eficazes e apresentarem um risco de sangramento igual ou menor e risco mais baixo de hemorragia intracraniana. Além disso, têm menor interação medicamentosa e alimentar e não requerem monitoramento laboratorial contínuo. A população idosa tem sido subtratada devido aos riscos e aos receios dos profissionais quanto ao uso dos anticoagulantes. Seja pelo risco de quedas, de sangramento, polifarmácia ou presença de comprometimento cognitivo, os riscos devem ser muito bem avaliados e adequadamente abordados, uma vez que o benefício da anticoagulação é evidente nos idosos. A idade não é contraindicação para terapia anticoagulante e seu uso diminui a mortalidade e aumenta a sobrevida livre de incapacidade


The use of anticoagulant therapy in the elderly has been much discussed, especially after the development of direct oral anticoagulants (DOACs). For years, the vitamin K antagonists (represented mainly by warfarin) were the only option for stroke and systemic embolism (SE) prevention in patients with atrial fibrillation (AF), as well as for the treatment and prevention of venous thromboembolism (VTE). DOACs have become a better option than warfarin in the elderly population because they are as good as or more effective and present an equal or lesser bleeding risk and a lower risk of intracranial hemorrhage. In addition, they have limited drug and food interactions and do not require continuous laboratory monitoring. The elderly population has been under-treated because of the risks and professionals fears prescribing anticoagulants. Whether due to the risk of falls, bleeding, polypharmacy, or the presence of cognitive impairment, the risks should be well evaluated and appropriately addressed, since the benefit of anticoagulation is evident in the elderly. Age is not a contraindication for anticoagulant therapy, and its use decreases mortality and increases disability-free survival


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Aged, 80 and over , Atrial Fibrillation/therapy , Aged, 80 and over , Aged , Risk Factors , Anticoagulants/therapeutic use , Thromboembolism/therapy , Warfarin/adverse effects , Warfarin/therapeutic use , Accidental Falls , Sex Factors , Age Factors , Pharmacologic Actions , Stroke/complications , Rivaroxaban/therapeutic use , Dabigatran/therapeutic use , Hemorrhage/complications
11.
Rev. bras. hipertens ; 23(1): 16-21, jan.-mar.2016.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-881167

ABSTRACT

A prevalência de hipertensão arterial aumenta progressivamente com a idade, que se constitui no principal fator de risco para morbimortalidade cardiovascular em idosos. Dentre as alterações vasculares que ocorrem com o envelhecimento, destacam-se o enrijecimento arterial e o aumento da velocidade da onda de pulso. Ao longo das últimas décadas houve grande variação nos níveis considerados adequados, assim como nas metas de controle pressórico para os indivíduos idosos. A maioria das diretrizes atuais considera como meta de pressão arterial valores inferiores a 140 x 90 mmHg para os idosos hígidos em geral; e menores que 150 x 90 mmHg para aqueles com mais de 80 anos de idade. Novas evidências sugerem que metas mais rígidas podem ser utilizadas, desde que bem toleradas. Por outro lado, o envelhecimento é heterogêneo e, muitas vezes, apenas com a realização da avaliação geriátrica ampla é possível estabelecer as prioridades e necessidades de cada caso, estabelecendo-se as metas de forma individualizada.


The prevalence of hypertension increases progressively with age, which is the main risk factor for cardiovascular morbidity and mortality in the elderly. Among the vascular changes that occur with aging, stand out arterial stiffening and increasing the pulse wave velocity. Over the past decades there has been great variation in the levels considered appropriate, as well as in blood pressure control goals for the elderly. Mostcurrent guidelines consider as blood pressure goal less than 140 x 90 mmHg for healthy elderly in general; and less than 150 × 90 mmHg for those over 80 years of age. If well tolerated, new evidence suggests that lower levels may be used. On the other side, ageing is very heterogeneous and often only with the realization of comprehensive geriatric assessment is possible to establish the priorities and needs of each case, setting up the goals individually.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Arterial Pressure , Hypertension/therapy
13.
Arq. bras. cardiol ; 102(2): 110-119, 03/2014. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-704617
14.
Rev. bras. hipertens ; 21(1): 13-17, jan.-mar.2014.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-881443

ABSTRACT

A pressão arterial central (PAC) é o valor de pressão obtido na aorta ou nos demais vasos centrais. A ejeção ventricular gera uma onda de pulso que é transmitida pela árvore arterial e refletida na periferia, voltando em direção ao coração. A análise não-invasiva desta onda permite calcular a PAC e outros parâmetros relacionados a circulação central e rigidez arterial. O interesse pela PAC cresceu muito após o desenvolvimento de métodos não-invasivos e confiáveis para sua determinação. Desta forma, é crescente o número de publicações sobre o assunto, demonstrando que a PAC se correlaciona muito bem tanto com desfechos subclínicos, como p. ex. a extensão da aterosclerose coronária e hipertrofia ventricular esquerda, quanto com eventos cardiovasculares maiores e mortalidade. Em geral, esta correlação é mais intensa que com a pressão braquial convencional. A relação entre a PA central e periférica também pode ser muito útil. Fisiologicamente existe um aumento da pressão arterial sistólica (PAS) e da pressão de pulso (PP) da circulação central para a periférica. Uma menor amplificação da pressão, que está relacionada a rigidez arterial, também se associa com desfechos negativos. Neste artigo descreveremos os principais estudos que demonstram ser a PAC um fator de risco independente para eventos cardiovasculares e mortalidade cardiovascular e global.


Central blood pressure (CBP) is the pressure obtained at the aortic root or other central vessels. The left ventricular ejection create a pulse wave that travels through the arterial tree and is reflected at the peripheral circulation, going back towards the heart. This pulse wave can be analyzed non-invasively to calculate CBP and other parameters of central circulation. The interest on CBP has greatly increased after the development of these non-invasive and reliable methods to its assessment. Therefore, the number of publications regarding this matter has greatly increased. They demonstrate that CBP has a good correlation with subclinical outcomes as the extent of coronary atherosclerosis and left ventricular hypertrophy, as well as major cardiovascular events and mortality. On an overview, outcomes better relate to CBP than conventional brachial blood pressure. The relation between CBP and peripheral blood pressure can also be useful. There is a physiological increase of the systolic blood pressure and pulse pressure from the central circulation towards the peripheral circulation, which can be reduced by arterial stiffness. This lesser pressure amplification correlates directly to arterial stiffness and negative outcomes. The major studies that demonstrated that CBP is an independent risk factor for cardiovascular events, cardiovascular death and mortality for all causes, will be discussed in this article.


Subject(s)
Arterial Pressure , Risk Factors , Vascular Stiffness
15.
Rev. bras. hipertens ; 20(3): 109-116, jul.-set.2013.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-881632

ABSTRACT

Apesar dos avanços ocorridos na prevenção e tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), esta continua sendo a mais frequente das doenças crônicas não transmissíveis e o principal fator de risco para doenças cardiovasculares e mortalidade. É um importante problema de saúde pública, estando frequentemente associada ao Diabetes Mellitus (DM) e à Síndrome Metabólica (SM), condições também altamente prevalentes que compartilham com a HAS algumas características: elevado risco cardiovascular; aumento progressivo de prevalência com a idade; relação direta com hábitos de vida inadequados; além de um número cada vez maior de indivíduos afetados. Quando presentes no mesmo indivíduo, estas enfermidades aumentam ainda mais o risco de morbidade e mortalidade cardiovascular (CV). São essenciais medidas preventivas, reconhecimento precoce destas enfermidades e abordagem terapêutica adequada. Esse artigo revisa os conceitos e os principais aspectos da Fisiopatologia, do risco CV e da abordagem terapêutica da HAS, do DM e da SM, com base em estudos clínicos e nas principais diretrizes dessas áreas.


Despite recent discoveries in prevention and treatment of hypertension, it remains the most frequent chronic disease and the main risk factor for cardiovascular morbidity and mortality. It constitutes an important public health problem and is often associated with diabetes mellitus and metabolic syndrome. These conditions share important features with hypertension: progressive prevalence with age, direct association with inadequate life habits, and an increasing number of affected persons in population. When coexisting in the same person, these disorders greatly increase the risk of cardiovascular morbidity and mortality. Preventive measures, early recognition and adequate therapeutic approaches are very important. This article reviews the concepts and the main aspects of the pathophysiology of cardiovascular risk and therapeutic management of hypertension, diabetes and metabolic syndrome from clinical studies and the main guidelines in these areas.


Subject(s)
Chronic Disease , Diabetes Mellitus , Hypertension , Metabolic Syndrome
17.
Rev. bras. hipertens ; 16(1): 29-33, jan.-mar. 2009.
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-523747

ABSTRACT

A hipertensão sistólica isolada (HSI) é uma condição frequente e está relacionada ao aumento na morbi-mortalidade, notadamente, por acidentes vasculares encefálicos (AVEs). A prevalência tanto da HSI como do AVE aumenta progressivamente com a idade. A redução monitorada da pressão arterial sistólica (PAS) mostrou-se benéfica e deve ser realizada de forma gradual, objetivando níveis pressóricos normais (PAS < 140 mmHg). Apesar de toda a evolução no tratamento medicamentoso, as medidas não farmacológicas de mudança no estilo de vida devem ser enfatizadas para todos os pacientes, visto que são conclusivamente eficazes. A maioria dos portadores de HSI necessita de tratamento com dois ou mais agentes anti-hipertensivos de diferentes classes. Dessa forma, a terapia combinada vem sendo recomendada e adotada com maior frequência e, atualmente, está indicada já como tratamento inicial, principalmente para os hipertensos em estágio 2 ou 3 ou para os que têm metas mais rígidas de controle (como os diabéticos), além daqueles cujas metas não foram alcançadas com monoterapias. Em idosos, deve-se manter vigilância maior quanto à queda da PA diastólica secundária ao tratamento da HSI, visto que valores menores que 65 mmHg podem estar associados a maior risco cardiovascular.


The isolated systolic hypertension (ISH) is a common condition and is related to higher stroke morbidity and mortality. Prevalence of both ISH and stroke increase progressively with age. The controlled reduction of BP was shown to be beneficial and should be done gradually, aiming, always, normal blood pressure (systolic BP < 140mmHg). Despite the great evolution of the pharmacologic treatment, healthy life stile with non-pharmacological treatment should be recommended for all patients. The majority of ISH patients will need two or more antihypertensive agents of different classes. Combined therapy, currently, is indicated as initial treatment for stage 2 and 3 hypertensive patients, for those with high cardiovascular risk (e.g. diabetics) or when monotherapy was not effective. In the elderly, surveillance should be maintained on the largest drop in diastolic BP secondary to treatment of ISH, as values lower than 65 mmHg can be associated to higher cardiovascular risk.


Subject(s)
Humans , Arterial Pressure , Stroke/therapy , Hypertension/therapy
19.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 18(2): 141-148, abr.-jun. 2008. graf, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-497442

ABSTRACT

A hipertensão em idosos esá claramente associada a aumento do risco de eventos cardiovasculares, com consequente piora de qualidade de vida e diminuição da sobrevida. O enrijecimento arterial tem papel central no aumento da prevalência da hipertensão, que ocorre com a idade. A elevação da pressão sistólica predomina nessa faixa etária, sendo mais importante que a diastólica na determinação do risco cardiovascular. Cuidados importantes devem ser observados para o diagnóstico preciso da hipertensão em idosos, assim como de seu risco global, cardiovascular ou não. Inúmeros estudos demostraram os benefícios do tratamento da hipertensão na população dessa faixa etária. Tanto tratamento medicamentoso como mudanças no estilo de vida devem ser empregados, sempre considerando o indivíduo, com suas co-morbidades e expectativas. As modificações de estilo de vida podem ter ótima adesão, desde que bem orientadas...


Subject(s)
Humans , Aged , Hypertension/complications , Quality of Life/psychology
20.
Rev. bras. hipertens ; 14(1): 37-41, jan.-mar. 2007. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-454291

ABSTRACT

A hipertensão arterial é uma das afecções mais prevalentes na população idosa, com reconhecido papel como importante fator de risco na morbidade e na mortalidade cardiovasculares. Diversos ensaios clínicos têm demonstrado o inequívoco benefício do controle pressórico na redução de desfechos cardiovasculares ( maiores, como acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio e surgimento de insuficiência cardíaca. Nessa faixa etária, no entanto, atingir as metas pressóricas recomendadas pelas diretrizes nacionais e ( estrangeiras geralmente requer a associação de dois ou mais fármacos, sendo o controle da pressão arterial o objetivo primário do tratamento. Na ausência de indicações preferenciais, os diuréticos tiazídicos (isoladamente ou é em associação) representam a terapia de escolha pela" eficácia comprovada em ensaios clínicos, sinergismo f observado em quase todas as classes e com notável c relação custo-benefício. É importante salientar que a freqüente presença de comorbidades, o uso simultâneo de outras medicações e a condição socioeconômica devem individualizar a abordagem do paciente idoso.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Antihypertensive Agents/therapeutic use , Hypertension/therapy
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