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1.
Ciênc. Saúde Colet ; 22(9): 2979-2988, Set. 2017.
Article in Portuguese | LILACS-Express | ID: biblio-890441

ABSTRACT

Resumo Este artigo discute limites e possibilidades da prática de um grupo reflexivo junto a homens autores de violência contra mulheres. Apoia-se em um estudo etnográfico que incluiu observação-participante e entrevistas com os facilitadores de um grupo realizado em uma organização feminista não governamental em parceria com a justiça criminal. A partir da discussão de uma cena emblemática, argumentamos a favor de um processo de trabalho dialógico como uma alternativa que pode expandir os limites da abordagem judicial: para dialogar com o grupo de pares, os facilitadores precisam levar em consideração a posição minoritária dos pontos de vista feministas no campo das masculinidades. Só esse passo permite cooperar com os participantes para que, a partir do compartilhamento espontâneo e genuíno de experiências, reconheçam o caráter inadequado de suas expectativas em relação às mulheres. Deste modo instaura-se uma dinâmica de cuidado entre homens, favorável à mitigação das violências e complementar da promoção da equidade de gênero.


Abstract This article discusses limits and possibilities of the practice of a reflection group together with male perpetrators of violence against women. It is based on an ethnographic study, which included participant observation and interviews with the facilitators of a group held in a feminist non-governmental organization in partnership with the criminal justice system. Starting with the discussion of an emblematic scene, we argue in favor of this dialogue process as an alternative that could expand the limits of the judiciary approach. In order to enter into a dialogue with the peer group, the facilitators must consider the minority position of feminist viewpoints in the field of masculinity. This step alone makes it possible to cooperate with the participants such that, as they spontaneously and genuinely share their experiences, they come to acknowledge the inadequacy of their expectations regarding women. This way, a dynamic of care takes place between men, which is conducive to the mitigation of violence and serves as a complement to the promotion of gender equality.

2.
Cad. saúde pública ; 33(4): e00014716, 2017. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: biblio-839689

ABSTRACT

Resumo: Desenvolvemos uma revisão crítica da literatura sobre o uso recorrente do teste anti-HIV entre homens que fazem sexo com homens (HSH). Procedemos a uma revisão narrativa da literatura, em que analisamos as diversas concepções sobre testagem frequente ao longo do tempo, suas implicações para os programas de saúde e os principais marcadores sociais que influenciam a incorporação do teste anti-HIV como rotina de cuidado. Embora exista desde os anos 1990, a testagem recorrente entre HSH era frequentemente interpretada como exposição aumentada ao HIV em razão da ausência de uso do preservativo e, consequentemente, uma testagem “desnecessária”. A partir dos anos 2000, a testagem periódica passou a ser uma recomendação programática e, sua realização, interpretada como meta a ser atingida. A percepção dos indivíduos sobre o uso que faziam do teste foi raramente considerada para caracterizar este uso como rotina de cuidado. No plano social e cultural, aspectos individuais associados ao teste recente ou de rotina estiveram inscritos em contextos de normas favoráveis ao teste e de menor estigma da AIDS. Diferenças geracionais, de escolarização e relacionadas ao tipo de parceria afetivo-sexual desempenham importantes papéis para o teste. Tais diferenças realçam que a categoria epidemiológica “homens que fazem sexo com homens” abrange diversas relações, identidades e práticas que resultam em usos específicos do teste como estratégia de prevenção. Assim, o diálogo entre programas, profissionais de saúde e as pessoas mais afetadas pela epidemia é central à construção de respostas com efetivo potencial de enfrentamento à epidemia de HIV, e pautadas no respeito aos direitos humanos.


Resumen: Realizamos una revisión crítica de la literatura sobre el uso recurrente del test del VIH en hombres que practican sexo con hombres (HSH). Se realizó una revisión narrativa de la literatura analizando las diversas concepciones sobre los testes frecuentes a lo largo del tiempo, las implicaciones para los programas de salud y los principales marcadores sociales que influyen en la incorporación del test como atención de rutina. Aunque ha existido desde los años 1990, testes recurrentes entre HSH fueron frecuentemente interpretados como una mayor exposición al VIH debido a la falta de uso del condón, y por lo tanto como testes “innecesarios”. A partir de los años 2000, lo testes periódicos se han convertido en una recomendación y han sido interpretadas como una meta. La percepción de las personas sobre el uso que hicieron del test raramente fue considerada para caracterizar este uso como rutina de la atención. En el plano social y cultural, los aspectos individuales relacionados con los testes recientes o de rutina se incluyeron en contextos de normas favorables para las pruebas y disminución del estigma del SIDA. Las diferencias en la generación, la escolarización y los tipos de parejas afectivo-sexuales desempeñan un papel importante en las pruebas. Estas diferencias destacan que la categoría epidemiológica “hombres que tienen relaciones sexuales con hombres” abarca diversas relaciones, identidades y prácticas que resultan en usos específicos del test como estrategia preventiva. Por lo tanto, el diálogo entre los programas, los profesionales de la salud y las personas más afectadas por la epidemia del VIH es crucial para construir respuestas con el verdadero potencial para enfrentar la epidemia, sobre la base del respeto a los derechos humanos.


Abstract: We conducted a critical review of the literature on recurrent use of HIV testing in men who have sex with men (MSM). We performed a narrative review of the literature in which we analyzed the various conceptions on frequent testing over time, the implications for health programs, and the main social markers that influence the incorporation of HIV testing as routine care. Although it has existed since the 1990s, recurrent testing among MSM was frequently interpreted as increased exposure to HIV due to lack of condom use, and therefore as “unnecessary” testing. Beginning in the 2000s, periodic testing has become a programmatic recommendation and has been interpreted as a goal. Individuals’ perception of their use of the test has rarely been considered in order to characterize such use as routine care. On the social and cultural level, individual aspects associated with recent or routine testing were included in contexts of favorable norms for testing and less AIDS stigma. Differences in generation, schooling, and types of affective-sexual partnerships play an important part in testing. Such differences highlight that the epidemiological category “men who have sex with men” encompasses diverse relations, identities, and practices that result in specific uses of the test as a prevention strategy. Thus, dialogue between programs, health professionals, and the persons most affected by the epidemic is crucial for building responses with real potential to confront the HIV epidemic, based on respect for human rights.


Subject(s)
Humans , Male , HIV Infections/diagnosis , HIV Infections/prevention & control , Homosexuality, Male , Brazil/epidemiology , Health Knowledge, Attitudes, Practice , HIV Infections/epidemiology , Risk-Taking , Sexual Partners , Socioeconomic Factors
3.
Temas psicol. (Online) ; 21(3): 531-549, dez. 2013. ilus
Article in Portuguese | LILACS-Express | ID: lil-791933

ABSTRACT

Uma revisão crítica da literatura sobre os usos e o sentido do termo psicossocial em periódicos brasileiros inicia este texto. Discutirá, em seguida, como a concepção brasileira do "modo psicossocial" na atenção ao sofrimento mental, produzida no movimento pela reforma sanitária dos anos 1980, contribuiu para constituir um campo de estudos e práticas inovador, desenvolvido centralmente no contexto da resposta brasileira à Aids. Reconhecida internacionalmente, mas pouco conhecida na intimidade, a perspectiva baseada nos direitos humanos e de análise no quadro da vulnerabilidade (social, programática e individual) produziu uma vertente da psicologia social construcionista na saúde que se define como psicossocial e não sociopsicológica. As técnicas e processos de trabalho derivados desta abordagem da vulnerabilidade e dos direitos humanos (V&DH) se distinguem pela valorização da mediação programática e, portanto, da ação pela proteção ou para mitigação da violação de direitos. Distinguem-se, ainda, pela abordagem necessariamente psicossocial das práticas nos diversos níveis e territórios de atenção e prevenção. Inspirada pela hermenêutica e pelo construcionismo social, essa vertente da psicologia social construcionista priorizará a compreensão da "intersubjetividade em cena" implicada em cenários socioculturais - nos encontros programáticos em serviços focalizará cenas cotidianas e da trajetória da pessoa. A noção de pessoa, tomada como sujeito de discursos e de direitos, contrasta com a noção de individuo biológico-comportamental da psicologia da saúde que permaneceu nos paradigmas para pensar o processo saúde-doença. Este artigo oferecerá, portanto, referências para uma reflexão crítica sobre o contexto histórico e acadêmico da produção no campo da Aids incluída neste suplemento.


A critical review of the literature on the uses and meanings of the expression psychosocial in Brazilian journals opens this text. It will discuss how the Brazilian notion of "psychosocial mode" to organize mental health care, framed within the health reform movements in the 1980s, contributed to the formation of a field of studies and innovative practices, developed mostly in the context of the Brazilian response to AIDS. Its human rights perspective is unknown in its details as well as its constructionist approach to health psychology defined as psychosocial rather than socio-psychological, distinguished also by a psychosocial approach at the various levels and territories of prevention and care practices. The techniques and work processes derived from a unique Brazilian vulnerability and human rights approach (V&HR) value the programmatic mediation of the inextricably linked social and individual vulnerability and, therefore, actions for mitigation of rights violations. Strongly inspired by hermeneutics and the social sciences constructivism, this approach to constructionist social psychology prioritize the comprehension of "inter-subjectivity in scene", understood as intrinsically related to socio-cultural scenarios - approached in programmatic encounters at health services through personal trajectory and everyday life scenes. The notion of person, taken as a subject of discourses and holder of rights, contrasts with the notion of a biological-behavioral individual of the health psychology tradition that remained active in other paradigms of health-disease processes. This article will provide references for a critical reflection on the historical and scholarly production in the field of AIDS included in this supplement.


Este texto inicia con una revisión crítica de la literatura sobre los usos y el sentido del término psicosocial en periódicos brasileros. Discutirá cómo la concepción brasilera del "modo psicosocial" en la atención al sufrimiento mental, producida desde el movimiento por la reforma sanitaria, contribuyó para constituir un campo de estudios y prácticas innovador, desarrollado en el contexto de la respuesta brasilera al Sida. La perspectiva vulnerabilidad y derechos humanos (V&DH), poco conocida en la intimidad, basada en los derechos humanos y en la análisis de la vulnerabilidad (social, programática e individual) produjo una vertiente de la psicología social construccionista en la salud que se define como psicosocial y no socio psicológica. Se distingue por abordajes psicosociales de las prácticas en diversos niveles y territorios de atención y prevención. Las técnicas y procesos de trabajo de este abordaje de la vulnerabilidad, destacan la mediación programática y, efectivamente, de la mitigación de la violación de derechos. Inspirada por la hermenéutica y por el construccionismo social, esta vertiente de la psicología social construccionista priorizará la comprensión de la "intersubjetividad en escena" implicada en escenarios socioculturales - en los encuentros programáticos en servicios focalizará escenas cotidianas y de la trayectoria de la persona. La noción de persona, concebida como sujeto de discursos y de derechos, contrasta con la noción de individuo biológico-comportamental de la psicología de la salud que permaneció en otros paradigmas sobre procesos salud-enfermedad. Este artículo ofrecerá referencias para una reflexión crítica sobre el contexto histórico y académico de la producción incluida en este suplemento.

4.
Temas psicol. (Online) ; 21(3): 651-673, dez. 2013. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | ID: lil-791935

ABSTRACT

Com base na noção de Cuidado, na perspectiva construcionista e no quadro da vulnerabilidade e dos direitos humanos, foi construída uma intervenção psicossocial individual voltada para a melhoria da adesão ao tratamento antirretroviral. A intervenção foi testada em uma pesquisa realizada em serviço de referência em DST/Aids de São Paulo, conduzida por três profissionais de saúde, previamente capacitadas. Com o objetivo de compreender a factibilidade da intervenção, as três profissionais foram entrevistadas, individualmente e em grupo. Foram descritos e discutidos os conteúdos abordados pelas profissionais, em relação aos seguintes temas: atividades de capacitação e supervisão; condução da intervenção; repercussões para a prática profissional e para o tratamento dos usuários; e implantação futura da intervenção. As entrevistadas relataram que a intervenção estimulou a reflexão sobre suas práticas de cuidado em HIV/Aids, levando-as à maior valorização da singularidade dos usuários e ao aprofundamento da conversa em torno de aspectos da vida cotidiana relacionados ao tratamento. Consideraram que a relação dialógica e horizontal estabelecida na intervenção promoveu maior participação dos usuá-rios na escolha de caminhos para seu autocuidado. Descreveram que as principais dificuldades foram relacionadas à criação de vínculo com alguns usuários e destacaram a importância de as estratégias de intervenção fazerem sentido para a pessoa em tratamento, de acordo com seu momento e contexto de vida. Disseram acreditar na viabilidade da implantação futura da intervenção em outros serviços e apontaram para a necessidade de envolver os gestores e as diferentes categorias profissionais nesse processo.


An individual psychosocial intervention geared to improve adherence to antiretroviral therapy. It was designed based on the concept of Care, on the constructionist perspective and on the vulnerability and human rights framework. This intervention was tested as part of a research project and was conducted by three previously trained health professionals in an STD/AIDS reference health facility in Sao Paulo. These three professionals were interviewed, both individually and as a group in order to assess the intervention's feasibility. We described and discussed the contents addressed by them regarding the following themes: training and supervision activities; intervention conducting; impact on professional practice and user care; and future intervention implementation. The interviewees reported that this intervention caused them to reflect on their previous practices regarding HIV healthcare. This promoted a better appreciation of the singularity of each user and also more substantial conversations about aspects of the users' daily life concerning their treatment. They considered that the dialogical and horizontal relationship established during the intervention increased users' participation regarding choices concerning paths to self-care. They reported that one of the main difficulties encountered was related to bonding with some users and highlighted the importance of the fact that the intervention strategies made sense to the people under treatment according to their life circumstances and context. They said they believed in the feasibility of future intervention implementation in other health facilities and also pointed the need to involve managers and different professionals during this process.


Basado en la noción de Cuidado, en la perspectiva construccionista y en el cuadro de la vulnerabilidad y de los derechos humanos, fue construida una intervención psicosocial individual direccionada para la mejoría de la adhesión al tratamiento antirretroviral. La intervención fue testada en una investigación realizada en servicio de referencia en ITS/SIDA en São Paulo, conducida por tres profesionales de salud, previamente capacitadas. Con el objetivo de comprender la factibilidad de la intervención, las tres profesionales fueron entrevistadas, individualmente y en grupo. Fueron descritos y discutidos los contenidos abordados por las profesionales, en relación a los siguientes temas: actividades de capacitación y supervisión; conducción de la intervención; repercusión para la práctica profesional y para el tratamiento de los usuarios; e implantación futura de la intervención. Las entrevistadas relataron que la intervención estimuló la reflexión acerca de sus prácticas de cuidado en VIH/Sida, las llevando a mayor valoración de la singularidad de los usuarios y la profundización del diálogo acerca de aspectos de la vida cotidiana relacionados al tratamiento. Consideraron que la relación dialógica y horizontal establecida en la intervención promovió mayor participación de los usuarios en la elección de caminos para su autocuidado. Describieron que las principales dificultades fueron relacionadas a la creación de vínculo con algunos usuarios y destacaron la importancia de las estrategias de intervención hacer sentido para la persona en tratamiento, de acuerdo con su momento y contexto de vida. Dijeron creer en la viabilidad de la implantación futura de la intervención en otros servicios y apuntaron para la necesidad de involucraren los gestores y las diferentes categorías profesionales en ese proceso.

5.
Temas psicol. (Online) ; 21(3): 883-902, dez. 2013.
Article in Portuguese | LILACS-Express | ID: lil-791941

ABSTRACT

O enfrentamento do adoecimento e a interação com diferentes religiosidades são desafios para a prática profissional, especialmente quando a sexualidade está envolvida. Que lições o enfrentamento religioso da Aids poderia oferecer? Baseado em pesquisa documental, estudos de caso, oficinas e entrevistas, este artigo discute o enfrentamento da Aids nas primeiras décadas de epidemia em São Paulo na perspectiva de religiosos. Lideranças de várias tradições religiosas co-construíram a resposta social à epidemia, incluindo a prevenção centrada no uso do preservativo. Noções de solidariedade, direitos humanos e ecumenismo expressavam a mobilização democrática pós-ditadura paralela à emergência da doença. "Católico-humanistas" no governo compartilhavam essa perspectiva com seus pares da hierarquia católica, estimulando um enfrentamento religioso de estilo "colaborativo". Doentes com Aids, inclusive padres e seminaristas, foram acolhidos com apoio da Arquidiocese, enquanto acirrado debate interno opunha pastoralistas e adeptos da teologia da libertação aos canonistas (vaticanistas) que, desde então, disseminaram um discurso de enfrentamento de "estilo delegante" e moralista, especialmente no campo da prevenção. Religiosos em qualquer posição (fiéis, clérigos, autoridades) produzem e reproduzem discursos implicados em estilos de enfrentamento religiosos disponíveis em seus contextos socioculturais e políticos; seus simbolismos permanecem no enfrentamento pessoal - com efeitos cognitivo-emocionais e comportamentais. O enfrentamento religioso não pode ser reduzido ao comportamento individual e à relação pessoal com o dogma, o sagrado e o transcendental. Uma compreensão mais ampla das suas dimensões psicossociais e político-institucionais, assim como a interação do discurso técnico com a religiosidade viva, enriquecerão a pesquisa e a prática profissional na promoção da saúde.


Religious coping with illness and the interactions among diverse forms of religiosity have posed challenges for the practice of health professionals, especially when sexuality is involved. What lessons can coping with AIDS offer? Based on archival research, case studies, workshops, and interviews, this article discusses the response to AIDS through the perspective of religious leaders who lived through its first decades in São Paulo, Brazil. Notions of solidarity, human rights, and ecumenicalism were articulated in the construction of the social response to the epidemic, including prevention efforts centered on condom use. These ideas expressed the historical period when mobilization for democracy post-dictatorship paralleled the AIDS crisis emergence. As in other religious traditions, "humanist-Catholics" in the government shared this perspective with their peers in the higher rungs of the Church, producing a "collaborative" religious coping style. In the Catholic responses, people with AIDS, including priests and seminarians, were cared for with the support from the Archdiocese, while the strained internal debate created opposition among "pastoralists" and followers of Liberation Theology and "canonists", especially in the field of prevention in which the Vatican delivered a discourse of a moral and "delegating" style of coping. Religious followers in whatever position - followers, clergy, authorities - produce and reproduce discourses on religious coping available in their socio-cultural and political contexts; its symbolisms remain implicated in personal coping - with cognitive, emotional and behavioral effects. Religious coping cannot be reduced to individual behavior and its relationship with dogma, the sacred and the transcendental. A broader comprehension of its psychosocial and institutional-political dimensions, as well as the interaction with the lived religiosity will enhance the research and the professional practice.


Afrontamiento con la enfermedad y las interacciones entre diversas formas de religiosidad son desafíos para la práctica de los profesionales de la salud, sobre todo cuando se trata de la sexualidad. ¿Qué lecciones ofrece el afrontamiento con el SIDA? Basado en estudio documental, estudios de casos, talleres y entrevistas, este artículo discute la respuesta al SIDA a través de la perspectiva de los líderes religiosos que vivieron sus primeras décadas en São Paulo, Brasil. Las nociones de solidaridad, los derechos humanos y ecumenismo se articularon en la construcción de la respuesta social a la epidemia, incluyendo los esfuerzos de prevención centradas en el uso del condón. Estas ideas expresan el período histórico en el que la movilización de la democracia post-dictadura apareció paralelamente a la crisis del SIDA. Tal como en otras instituciones religiosas, "católico-humanistas", dentro y fuera del gobierno y de la jerarquía de la Iglesia, han producido un "estilo colaborativo" de afrontamiento religioso. En el campo católico, personas enfermas de SIDA, inclusive padres y seminaristas, fueron amparados con apoyo de la Arquidiócesis, mientras un intenso debate interno oponía a "pastorialistas" y adeptos a la teología de la liberación, a los "canonistas" y seguidores del Vaticano, especialmente en la prevención campo donde los "vaticanistas" diseminaban un discurso de afrontamiento moralista de estilo "delegante". Religiosos en cualquier posición - fieles, clérigos, autoridades - producen o reproducen discursos con estilos de afrontamiento religioso a la enfermedad disponibles en sus contextos socio-culturales e políticos; sus simbolismos permanecen implicados en el enfrentamiento personal - con repercusiones cognitivas, emocionales y de comportamiento. Estudios y prácticas profesionales en el campo del afrontamiento religioso se enriquecerían al considerar dimensiones que no pueden reducirse al comportamiento individual y a la relación con el dogma, lo sagrado y lo transcendental. Una comprensión más amplia de las dimensiones psicosociales, institucionales, y políticas, también la interacción con la religiosidad viva, enriquecerá la investigación y la práctica profesional.

6.
Temas psicol. (Online) ; 21(3): 1067-1087, dez. 2013. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | ID: lil-791948

ABSTRACT

Este artigo analisou nove estudos sobre intervenções psicoeducativas para mitigar processos de estigma e discriminação relacionados ao HIV/Aids no Brasil. As intervenções ocorreram a partir de 1996, estando a maioria em andamento em 2002, seis anos após a disponibilização da terapia antirretroviral. Somente uma intervenção teve como objetivo instituir uma política anti-discriminatória com base no HIV no ambiente de trabalho, sendo as outras referentes a projetos de prevenção ao HIV com populações de caminhoneiros, moradores de favela, homens que fazem sexo com homens, de assistência a pessoas com HIV no trabalho e pesquisas sobre gênero e saúde sexual e reprodutiva de pessoas vivendo com HIV. As intervenções se diversificaram quanto à combinação dos tipos de estratégias empregadas, tais como ênfase na informação sobre infecção por HIV, desenvolvimento de habilidades para prática de sexo seguro e aconselhamento para situações de efetiva ou potencial discriminação. Nas ações de prevenção ao HIV, o enfrentamento dos estigmas associados à promiscuidade e pobreza foi interpretado como uma ação que repercutiu no aumento da prática de sexo seguro. No contexto das pesquisas, o manejo do estigma foi possível pelo compartilhamento de experiências reais ou potenciais de discriminação no trabalho ou na vida afetivo-sexual. Análises de intervenções de mitigação do estigma da Aids no Brasil são escassas e estão localizadas em nível comunitário de projetos de prevenção ao HIV ou em contextos de pesquisas conduzidas nos serviços especializados em DST/Aids. A análise de experiências anti-estigma de serviços de saúde ou de ONG tem recebido pouca refl exão acadêmica.


We analyzed nine studies on psychosocial interventions to reduce HIV/AIDS-related stigma and discrimination in Brazil. Interventions began in 1996, being the majority in progress in 2002, six years after antiretroviral therapy was made available in Brazil. Only one intervention was specifically aimed at establishing a work policy of anti-discrimination based on HIV. Other publications referred to HIV prevention programs with truck drivers and community living in a shantytown, men who have sex with men, healthcare for people living with HIV at workplace, as well as research on sexual and reproductive health of people living with HIV. Interventions differed according to strategies, such as focus on provision of information on HIV infection, development of safer sex skills, and counseling in circumstances of actual or potential discrimination based on serostatus. As for HIV prevention projects, dealing with stigma related to 'promiscuity' and poverty was interpreted as promoting increase on safer sex practices. In the research context, the management of stigma was based on sharing lived or potential experiences of discrimination at work or in affective-sexual life. Analyses of AIDS stigma reduction interventions in Brazil are scarce and frequently part of HIV prevention programs at community-level or research carried out at STD clinics. The analysis of stigma reduction experiences in health services and NGOs has received little academic reflection.


En este artículo se revisó nueve estudios de intervenciones psicoeducativas para mitigar el estigma y la discriminación relacionados con el VIH/SIDA en Brasil. Las intervenciones se produjo desde 1996, con la mayor parte ocurre en 2002, seis años después de la administración de la terapia antirretroviral. Sólo una intervención dirigida a establecer una lucha contra la discriminación basada en el VIH en el lugar de trabajo y otros proyectos relacionados con la prevención del VIH con poblaciones de camioneros, pobladores, hombres que tienen sexo con hombres, la asistencia a las personas con el VIH y el trabajo de investigación sobre género y salud sexual y reproductiva de las personas que viven con el VIH. Las intervenciones se han diversificado como la combinación de los tipos de estrategias de empleo, tales como el énfasis en la información sobre la infección por el VIH, el desarrollo de habilidades para la consejería sobre sexo seguro y las situaciones de discriminación real o potencial. En las acciones de prevención del VIH, se enfrentan al estigma asociado con la promiscuidad y la pobreza se interpretó como una acción que afectó al incremento de la práctica de sexo seguro. En el contexto de la investigación, la gestión del estigma fue posible mediante el intercambio de experiencias reales o potenciales de discriminación en el trabajo o la vida afectivo-sexual. Analiza las intervenciones para mitigar el estigma del SIDA en Brasil son escasas y se encuentran en los proyectos a nivel comunitario para prevenir el VIH o en contextos de investigación llevada a cabo en establecimientos especializados de ETS/SIDA. El análisis de las experiencias de lucha contra el estigma de los servicios de salud o de las ONG ha recibido poca reflexión académica.

7.
Interface comun. saúde educ ; 16(43): 1039-1054, out.-dez. 2012. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS (Americas) | ID: lil-663948

ABSTRACT

Este artigo analisa criticamente como é abordada a dimensão psicossocial na promoção de práticas alimentares saudáveis. Realizou-se busca no Lilacs e no modo multipurpose do Medline, de 2000 a 2011, utilizando os termos intervenção, promoção da saúde, psicossocial e todos aqueles correlatos à nutrição. Observou-se que nesta última década as abordagens sociocognitivas e modelos de crença racional ainda predominam nesse campo, prevalecendo trabalhos de intervenção focados no indivíduo e pouco críticos ao contexto social mais amplo que produz práticas alimentares. Conclui-se que para a promoção de práticas alimentares saudáveis no contexto de assistência integral, o debate sobre o que chamamos de psicossocial deve ser ampliado para incorporar as contribuições recentes das abordagens em saúde com base nos direitos humanos, atentas à multidimensionalidade do processo saúde-doença-cuidado.


This paper critically examines how the psychosocial dimension is dealt with in promoting healthy dietary practices. A search was carried out in Lilacs and in Medline's multipurpose mode, from 2000 to 2011, using the terms intervention, health promotion and psychosocial, and all terms relating to nutrition. It was observed that during this last decade, sociocognitive approaches and models of rational belief still predominated in this field. Intervention studies focusing on the individual prevailed, with less attention paid to the broader social context that produces dietary practices. It can be concluded that for healthy dietary practices to be promoted within the context of comprehensive healthcare, the debate about what can be called psychosocial needs to be broadened to incorporate the recent contributions from healthcare approaches based on human rights, with awareness of the multidimensionality of the health-disease-care process.


Este artículo analiza críticamente como la dimensión psico-social es abordada en la promoción de prácticas alimentarias saludables. Se realizó una búsqueda en LILACS y en el modo multi-propósito de la Medline, de 2000 a 2011, utilizando los términos intervención, promoción de la salud, psico-social, y todos los términos correlatos a nutrición. Se observó que en esta última década los enfoques socio-cognitivos y modelos de creencia racional predominan en este campo, prevaleciendo trabajos de intervención focalizados en el individuo y poco críticos en relación al contexto social que produce prácticas alimentarias. Se concluyó que para la promoción de prácticas alimentarias saludables en el contexto de la atención integral, el debate sobre lo psico-social debe ser ampliado para incorporar las contribuciones recientes de los enfoques en salud basados en los derechos humanos, atentos a la multi-dimensión del proceso salud-cuidado.


Subject(s)
Humans , Feeding Behavior , Food and Nutrition Education , Human Rights , Health Promotion/methods
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