Your browser doesn't support javascript.
loading
Show: 20 | 50 | 100
Results 1 - 20 de 29
Filter
3.
Arq. bras. cardiol ; 117(3): 512-517, Sept. 2021. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1339177

ABSTRACT

Resumo Fundamentos A síndrome de Heyde é a associação de estenose aórtica importante com episódio de sangramento gastrointestinal por lesões angiodisplásicas. Pouco é conhecido sobre os fatores associados a novos sangramentos e desfechos em longo prazo. Além disso, a maioria dos dados é restrita a relatos de casos e pequenas séries. Objetivo Avaliar o perfil clínico, laboratorial e ecocardiográfico de pacientes com síndrome de Heyde submetidos a intervenção valvar ou tratamento medicamentoso. Métodos Coorte prospectiva de 24 pacientes consecutivos entre 2005 e 2018. Foram avaliados dados clínicos, laboratoriais, ecocardiográficos e relacionados à intervenção valvar e a desfechos após o diagnóstico. Valor de p<0,05 foi considerado estatisticamente significante. Resultados Metade dos 24 pacientes apresentou sangramento com necessidade de transfusão sanguínea na admissão. Angiodisplasias foram encontradas mais frequentemente no cólon ascendente (62%). Intervenção valvar (cirúrgica ou transcateter) foi realizada em 70,8% dos pacientes, e 29,2% foram mantidos em tratamento clínico. Novos episódios de sangramento ocorreram em 25% dos casos, e não houve diferença entre os grupos clínico e intervenção (28,6 vs. 23,5%, p=1,00; respectivamente). A mortalidade no seguimento de 2 e 5 anos foi de 16% e 25%, sem diferença entre os grupos (log-rank p = 0,185 e 0,737, respectivamente). Conclusões Pacientes com síndrome de Heyde tiveram alta taxa de sangramento com necessidade de transfusão sanguínea na admissão, sugerindo ser uma doença grave e com risco elevado de mortalidade. Não encontramos diferenças entre os grupos submetidos ao tratamento clínico e à intervenção valvar em relação a taxas de ressangramento e mortalidade tardia.


Abstract Background Heyde's syndrome is the association of severe aortic stenosis with episodes of gastrointestinal bleeding due to angiodysplastic lesion. Little is known about the factors associated with new episodes of bleeding and long-term outcomes. Furthermore, most data are restricted to case reports and small case series. Objective To assess the clinical, laboratory and echocardiography profile of patients with Heyde's syndrome who underwent valve intervention or drug therapy. Methods Prospective cohort of 24 consecutive patients from 2005 to 2018. Clinical, laboratory and echocardiography data were assessed, as well as those related to valve intervention and outcomes after diagnosis. A P <0.05 was used to indicate statistical significance. Results Half of the 24 patients presented with bleeding requiring blood transfusion on admission. Angiodysplasias were more frequently found in the ascending colon (62%). Valve intervention (surgical or transcatheter) was performed in 70.8% of the patients, and 29.2% remained on drug therapy. News episodes of bleeding occurred in 25% of the cases, and there was no difference between clinical and intervention groups (28.6 vs 23.5%, p = 1.00; respectively). Mortality at 2-year and 5-year was 16% and 25%, with no difference between the groups (log-rank p = 0.185 and 0.737, respectively). Conclusions Patients with Heyde's syndrome had a high rate of bleeding requiring blood transfusion on admission, suggesting that it is a severe disease with high mortality risk. No difference was found between clinical and intervention group regarding the rate of rebleeding and late mortality.


Subject(s)
Humans , Aortic Valve Stenosis/surgery , Aortic Valve Stenosis/diagnostic imaging , Angiodysplasia/complications , Angiodysplasia/therapy , Prospective Studies , Follow-Up Studies , Gastrointestinal Hemorrhage/etiology , Gastrointestinal Hemorrhage/therapy
4.
Int. j. cardiovasc. sci. (Impr.) ; 33(6): 637-647, Nov.-Dec. 2020. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1143106

ABSTRACT

Abstract Background There has been an increase in the number of cases of Takotsubo syndrome (TTS) and of scientific publications on the theme over the last years. However, little is known about the status of this disease in Brazilian hospitals. Objective To assess mortality and major adverse cardiovascular events (MACE) during hospitalization and follow-up of TTS patients seen in a tertiary hospital in Brazil. Methods This was a retrospective, observational study on 48 patients. Clinical data, signs and symptoms, complementary tests, MACE and all-cause mortality were assessed on admission and during follow-up. Kaplan-Meier curves were used for analysis of all-cause mortality and risk for MACE at median follow-up. The 95% confidence interval was also calculated for a significance level of 5%. Results Mean age of patients was 71 years (SD±13 years), and most patients were women (n=41; 85.4%). During hospitalization, four patients (8.3%) died and five (10.4%) developed MACE. At median follow-up of 354.5 days (IQR of 81.5-896.5 days), the risk of all-cause mortality and MACE was 11.1% (95% CI= 1.8-20.3%) and 12.7% (95% CI= 3.3-22.3%), respectively. Conclusion TTS was associated with high morbidity and mortality rates in a tertiary hospital in Brazil, which were comparable to those observed in acute coronary syndrome. Therefore, the severity of TTS should not be underestimated, and new therapeutic strategies are required. Int J Cardiovasc Sci. 2020; [online].ahead print, PP.0-0

5.
Arq. bras. cardiol ; 115(4): 720-775, out. 2020. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS, SES-SP, SESSP-IDPCPROD, SES-SP | ID: biblio-1131346
9.
Arq. bras. cardiol ; 106(3): 236-246, Mar. 2016. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-777103

ABSTRACT

Abstract Dual antiplatelet therapy is a well-established treatment in patients with non-ST elevation acute coronary syndrome (NSTE-ACS), with class I of recommendation (level of evidence A) in current national and international guidelines. Nonetheless, these guidelines are not precise or consensual regarding the best time to start the second antiplatelet agent. The evidences are conflicting, and after more than a decade using clopidogrel in this scenario, benefits from the routine pretreatment, i.e. without knowing the coronary anatomy, with dual antiplatelet therapy remain uncertain. The recommendation for the upfront treatment with clopidogrel in NSTE-ACS is based on the reduction of non-fatal events in studies that used the conservative strategy with eventual invasive stratification, after many days of the acute event. This approach is different from the current management of these patients, considering the established benefits from the early invasive strategy, especially in moderate to high-risk patients. The only randomized study to date that specifically tested the pretreatment in NSTE-ACS in the context of early invasive strategy, used prasugrel, and it did not show any benefit in reducing ischemic events with pretreatment. On the contrary, its administration increased the risk of bleeding events. This study has brought the pretreatment again into discussion, and led to changes in recent guidelines of the American and European cardiology societies. In this paper, the authors review the main evidence of the pretreatment with dual antiplatelet therapy in NSTE-ACS.


Resumo A indicação de dupla terapia antiplaquetária para o tratamento da síndrome coronariana aguda sem elevação do ST está bem estabelecida e é recomendação classe I (Nível de Evidência A) nas atuais diretrizes nacionais e internacionais. No entanto, essas mesmas diretrizes não são muito claras e consensuais quanto ao melhor momento para utilização do segundo antiplaquetário. As evidências sobre este tema são conflitantes e, após mais de uma década do uso do clopidogrel neste cenário, ainda há discussão se o pré-tratamento com dupla terapia antiplaquetária teria benefício de maneira rotineira, ou seja, quando aplicada sem conhecer a anatomia coronária. A recomendação de tratamentoupfront com clopidogrel na síndrome coronariana aguda sem elevação do ST se baseia em redução de eventos não fatais identificados em estudos que utilizavam estratégia conservadora, com eventual estratificação invasiva tardia, vários dias após o evento agudo. Essa abordagem é bastante diferente da que é feita atualmente, tendo em vista os benefícios já demonstrados da estratégia invasiva precoce nos pacientes de risco intermediário/alto. O único ensaio clínico randomizado que testou a hipótese do pré-tratamento na síndrome coronariana aguda sem elevação do ST sob a atual estratégia invasiva precoce utilizou o antiplaquetário prasugrel e mostrou que não houve benefício em redução de eventos isquêmicos, tendo, por outro lado, aumentado o risco de eventos hemorrágicos. Este estudo trouxe novamente o pré-tratamento à discussão e modificou recomendações nas atuais diretrizes das sociedades americana e europeia de cardiologia. Neste artigo, os autores apresentam uma revisão sobre as principais evidências do pré-tratamento com dupla terapia antiplaquetária na síndrome coronariana aguda sem elevação do ST.


Subject(s)
Humans , Acute Coronary Syndrome/drug therapy , Platelet Aggregation Inhibitors/therapeutic use , Premedication/methods , Clinical Trials as Topic , Meta-Analysis as Topic , Practice Guidelines as Topic , Time Factors , Ticlopidine/analogs & derivatives , Ticlopidine/therapeutic use
10.
Rev. bras. cardiol. invasiva ; 21(4): 311-318, out.-dez. 2013. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-703681

ABSTRACT

INTRODUÇÃO: Há poucos dados na literatura que avaliam a obstrução coronária após implante transcateter de válvula aórtica (TAVI, do inglês transcatheter aortic valve implantation) para o tratamento de disfunção de bioprótese aórtica (valve-in-valve - ViV). O presente estudo avaliou, por meio de revisão sistemática da literatura, as características clínicas, o manejo e os desfechos clínicos de pacientes com obstrução coronária após TAVI-ViV. MÉTODOS: Estudos publicados entre 2002 e 2013 avaliando a obstrução coronária como complicação de TAVI-ViV foram identificados por meio de busca eletrônica sistemática. Foram avaliados dados basais sobre as características clínicas e do procedimento, manejo da complicação e desfechos clínicos. RESULTADOS: Foram identificadas, no total, quatro publicações descrevendo sete pacientes. A maioria dos pacientes era do sexo feminino (71%), sendo a média de idade de 82 ± 5 anos, com STS-PROM de 9,4 ± 2,6%. As médias da altura do tronco da artéria coronária esquerda (TCE) e o diâmetro médio da raiz aórtica foram de 8,8 ± 1,5 mm e 28,0 ± 5,0 mm, respectivamente. A maioria dos pacientes apresentava biopróteses com suporte e folhetos montados externamente, ou eram próteses sem suporte (stentless) e o TCE foi envolvido em todos os casos. A intervenção coronária percutânea (ICP) foi tentada em todos os pacientes, tendo sucesso em quatro deles (57%). A mortalidade intra-hospitalar foi 42,9% (três casos), todos após ICP sem sucesso. CONCLUSÕES: A obstrução coronária após TAVI-ViV ocorreu mais frequentemente em mulheres com bioprótese com suporte e folheto montado externamente ou com bioprótese sem suporte. O TCE foi envolvido em todos os casos e a ICP foi realizada com sucesso em 60% deles. Esforços contínuos poderão auxiliar na detecção dos fatores associados a essa complicação, no intuito de se implementarem medidas apropriadas para sua prevenção.


BACKGROUND: Very few data exist on coronary obstruction following transcatheter aortic valve implantation (TAVI) for degenerative bioprosthetic valves (valve-in-valve - ViV). The present study evaluated, through a systematic review of the literature, the clinical characteristics, management and clinical outcomes of patients with coronary obstruction after ViV-TAVI. METHODS: Studies published between 2002 and 2013 evaluating coronary obstruction as a complication of ViV-TAVI were identified using a systematic electronic search. Data on the clinical and procedural characteristics, management of the complication, and clinical outcomes were analyzed. RESULTS: A total of four publications describing seven patients were identified. Most patients (71%) were women, with mean age of 82 ± 5 years, and STS-PROM score of 9.4 ± 2.6%. Mean left coronary artery (LCA) ostium height and aortic root width were 8.8 ± 1.5 mm and 28.0 ± 5.0 mm, respectively. Most patients had stented bioprosthetic valves with externally mounted leaflets or stentless aortic bioprosthesis, and the LCA was involved in all patients. Percutaneous coronary intervention (PCI) was attempted in all patients and was successful in four (57%). In-hospital mortality was 42.9% (three cases), all of them after failed PCI. CONCLUSIONS: Coronary obstruction following ViV-TAVI occurred more frequently in women with stented bioprosthetic valves with externally mounted leaflets or with stentless bioprosthesis. The LCA was involved in all cases and PCI was successful in 60% of them. Continued efforts may help identify the factors associated with this complication so that appropriate prevention measures may be implemented.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Aged, 80 and over , Heart Valve Prosthesis Implantation/adverse effects , Heart Valve Prosthesis Implantation/methods , Coronary Occlusion/physiopathology , Aortic Valve/physiopathology , Echocardiography , Percutaneous Coronary Intervention/adverse effects , Risk Factors , Stents
12.
Rev. bras. cardiol. invasiva ; 21(3): 240-245, 2013. graf, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-690655

ABSTRACT

INTRODUÇÃO: A evolução tardia de pacientes submetidos à intervenção coronária percutânea em enxertos de veia safena (ICP-Saf) é pouco discutida na literatura, havendo, inclusive, controvérsias sobre a influência da localização da estenose (em posição aorto-ostial ou no corpo do enxerto). MÉTODOS: Registro unicêntrico, que incluiu pacientes submetidos à ICP-Saf, entre os anos de 2006 e 2011. A lesão aorto-ostial foi definida como aquela localizada nos primeiros 8 mm do enxerto; as lesões de corpo foram as localizadas nas porções remanescentes. Foram excluídas as intervenções que abordaram somente a anastomose distal ou o leito coronário nativo. Foram avaliadas as taxas de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM), óbito, infarto agudo do miocárdio (IAM) ou revascularização do vaso-alvo (RVA) entre os grupos. RESULTADOS: Foram avaliados 195 pacientes, sendo 69 no Grupo Óstio e 126 no Grupo Corpo. A média de idade da população total foi de 69,6 ± 10,2 anos, 41% dela era diabética, e 65,1% apresentaram síndromes coronárias agudas, sendo a maioria tratada com stents convencionais (82,5%). Não houve diferença entre os grupos na maioria das características estudadas. No seguimento tardio, a taxa de RVA (50,8% vs. 22%; P = 0,03) foi maior no Grupo Óstio. As taxas de ECAM (67,7% vs. 63,3%; P = 0,33), morte (31,7% vs. 35,6%; P = 0,95) e IAM (55% vs. 42%; P = 0,64) foram semelhantes entre os grupos. CONCLUSÕES: Essa população compôs um subgrupo de risco elevado, com alta mortalidade tardia, independentemente da localização da lesão no enxerto. Em pacientes tratados predominantemente com stents não farmacológicos, lesões aorto-ostiais apresentaram maior taxa de reintervenção em relação às lesões de corpo.


BACKGROUND: Little is known about the late clinical outcomes of patients undergoing saphenous vein graft percutaneous coronary intervention (SVG-PCI), and there are controversies regarding the role of lesion location (aorto-ostial or graft body). METHODS: Single-center registry including patients undergoing SVG-PCI between 2006 and 2011. Aorto-ostial lesion was defined as a lesion within the first 8 mm of the graft; graft body lesion was defined as a lesion located in the remaining portions of the graft. Interventions approaching only the distal anastomosis or the native coronary bed were excluded. We evaluated the rates of major adverse cardiac events (MACE), death, myocardial infarction (MI), and target vessel revascularization (TVR) between the groups. RESULTS: One hundred and ninety-five patients were evaluated, 69 in the Aorto-Ostial Group and 126 in the Graft Body Group. Mean age was 69.6 ± 10.2 years, 41% were diabetic, 65.1% had acute coronary syndromes and most of them were treated with bare metal stents (82.5%). There was no statistical difference between groups for most of the characteristics evaluated. In the late follow-up, the TVR rate (50.8% vs. 22%; P = 0.03) was greater in the Aorto-Ostial Group. The MACE rate (67.7% vs. 63.3%; P = 0.33), death (31.7% vs. 35.6%; P = 0.95) and MI (55% vs. 42%; P = 0.64) were similar between the two groups. CONCLUSIONS: This population included a high-risk subgroup, with high late mortality rates, regardless of the location of the lesion in the graft. In patients treated predominantly by bare-metal stents, aorto-ostial lesions had a higher reintervention rate when compared to graft body lesions.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Coronary Artery Disease/complications , Myocardial Infarction/complications , Percutaneous Coronary Intervention , Saphenous Vein/surgery , Drug-Eluting Stents , Risk Factors , Stents
13.
Rev. bras. cardiol. invasiva ; 21(3): 276-280, 2013. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-690661

ABSTRACT

INTRODUÇÃO: O diagnóstico da cardiomiopatia isquêmica é frequentemente difícil. A angiografia coronária (AC) é limitada, por ser invasiva e de avaliação exclusivamente anatômica. A ressonância nuclear magnética cardíaca (RNM) com realce tardio pelo gadolínio (RTG) pode mensurar padrões de fibrose miocárdica ocasionados pela isquemia. Porém, o RTG pode não detectar isquemia que não resultou em fibrose. Assim, uma avaliação clínica meticulosa pelo cardiologista parece ser a maneira mais eficaz para definir o diagnóstico. O objetivo deste estudo foi avaliar a AC e o RTG como métodos complementares para o diagnóstico de cardiomiopatia isquêmica em pacientes com insuficiência cardíaca sistólica sem etiologia definida. MÉTODOS: Pacientes com insuficiência cardíaca sistólica, fração de ejeção do ventrículo esquerdo < 45% e etiologia indefinida após avaliação não invasiva inicial foram submetidos à AC e à RNM com RTG para definição etiológica. A análise dos casos por dois cardiologistas foi o padrão-ouro para o diagnóstico de cardiomiopatia isquêmica. RESULTADOS: Foram incluídos 24 pacientes. A sensibilidade para detecção de cardiomiopatia isquêmica foi de 0,45 para AC vs. 0,81 do RTG. A especificidade da AC foi de 1,0 vs. 0,84 do RTG. O valor preditivo positivo foi de 1,0 vs. 0,81, e o valor preditivo negativo foi 0,68 vs. 0,84 para AC e do RTG, respectivamente. A acurácia do RTG foi superior a da AC (0,83 vs. 0,75). CONCLUSÕES: O RTG foi mais sensível do que a AC na avaliação etiológica da disfunção ventricular, enquanto a AC foi mais específica. A definição de cardiomiopatia isquêmica utilizando cada um dos métodos em separado apresentou limitações.


BACKGROUND: The diagnosis of ischemic cardiomyopathy is frequently difficult. Coronary angiography (CA) is limited because it is invasive and the evaluation is exclusively anatomic. Cardiac magnetic resonance imaging (MRI) with late gadolinium enhancement (LGE) measures patterns of myocardial fibrosis caused by ischemia. However, LGE does not detect ischemia that does not result in fibrosis. Thus, a thorough clinical evaluation by a cardiologist seems to be the most effective option for diagnosis. The aim of this study was to evaluate CA and LGE as complementary methods for the diagnosis of ischemic cardiomyopathy in patients with systolic heart failure of unknown etiology. METHODS: Patients with systolic heart failure, left ventricle ejection fraction < 45% and unknown etiology after initial non-invasive evaluation were submitted to CA and MRI with LGE to define the etiology of the disease. Patient evaluation by two cardiologists was the gold standard for the diagnosis of ischemic cardiomyopathy. RESULTS: Twenty-four patients were included. The sensitivity to detect ischemic cardiomyopathy was 0.45 for CA vs. 0.81 for LGE. The specificity was 1.0 for CA vs. 0.84 for LGE. The positive predictive value was 1.0 vs. 0.81 and the negative predictive value was 0.68 vs. 0.84 for CA and LGE, respectively. LGE accuracy was superior to CA accuracy (0.83 vs. 0.75). CONCLUSIONS: LGE was more sensitive than CA to evaluate the etiology of ventricular dysfunction, whereas CA was more specific. The diagnosis of ischemic cardiomyopathy using each one of the methods separately presented limitations.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Coronary Angiography/methods , Gadolinium , Magnetic Resonance Imaging/methods , Heart Failure, Systolic/etiology , Myocardial Ischemia/etiology , Cross-Sectional Studies , Diagnosis , Risk Factors , Ventricular Dysfunction
16.
Rev. bras. cardiol. invasiva ; 19(4): 392-399, dez. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-618783

ABSTRACT

Introdução: O balão intra-aórtico (BIA) é utilizado há décadas como dispositivo de assistência circulatória, sendo recomendado na maioria das diretrizes, apesar da fraca evidência em relação à redução da mortalidade. O objetivo deste estudo foi avaliar o uso do BIA como ferramenta adjunta na intervenção coronária percutânea (ICP). Métodos: Registro unicêntrico que analisou a evolução hospitalar de 134 pacientes consecutivos que utilizaram BIA durante ICP de alto risco ou na vigência de choque cardiogênico. Resultados: A média de idade foi de 64,7 ± 12,5 anos e 67,9 eram do sexo masculino. A população apresentou características de alto risco, com 33,5 de diabéticos, 73,1 tratados na vigência de infarto do miocárdio, 68,6 com padrão triarterial, e fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 38,6 ± 16,1. Fluxo TIMI 2/3 foi obtido em 86,4 dos casos, sendo tratada 1,6 ± 0,6 lesão/paciente. Ocorreram 18 (13,4) reinfartos, dos quais 9 (6,7) por trombose do stent, sendo 2 (1,4) pacientes encaminhados para cirurgia de revascularização miocárdica e 16 (11,9), para nova ICP. A mortalidade hospitalar foi de 61,2 e a taxa de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM) foi de 67,2. Por análise multivariada, foram preditores de mortalidade: idade > 65 anos, ICP prévia, necessidade de diálise e padrão triarterial. Os preditores de sobrevida foram: função ventricular normal, fluxo TIMI 2/3 ao final do procedimento e permanência do BIA > 72 horas. Conclusões: Os pacientes que utilizaram BIA durante ICP apresentaram perfil clínico de risco muito alto, que se refletiu em elevada taxa de óbito. Fatores clínicos, angiográficos e do procedimento podem identificar variáveis que interferem independentemente na mortalidade.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Angioplasty/methods , Angioplasty , Intra-Aortic Balloon Pumping/methods , Intra-Aortic Balloon Pumping , Shock, Cardiogenic/complications , Cardiovascular Diseases/complications , Cardiovascular Diseases/mortality , Myocardial Infarction/complications , Myocardial Infarction/mortality , Risk Factors
17.
Rev. bras. cardiol. invasiva ; 19(4): 442-444, dez. 2011. ilus
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-618789

ABSTRACT

A anomalia cardíaca tipo óstio único de artéria coronária é uma entidade congênita rara, de causa desconhecida. Clinicamente apresenta-se desde a forma assintomática até casos de morte súbita, podendo associar-se a doença arterial coronária aterosclerótica. Apresentamos o caso de uma paciente de 68 anos de idade, com quadro de angina estável desde 2007, que, após três anos de seguimento, em decorrência de piora da angina, foi submetida a cinecoronariografia eletiva. A cateterização seletiva da coronária direita demonstrou anomalia tipo óstio único de artéria coronária, lesão significativa na artéria circunflexa e artéria descendente anterior ocluída no terço médio. A angiotomografia das coronárias demonstrou trajeto benigno da coronária anômala e a paciente evoluiu favoravelmente com o tratamento clínico.


Subject(s)
Humans , Female , Aged , Coronary Vessel Anomalies/complications , Coronary Vessel Anomalies/diagnosis , Coronary Artery Disease/complications , Sinus of Valsalva/surgery , Death, Sudden , Risk Factors
18.
Rev. bras. cardiol. invasiva ; 19(1): 47-52, mar. 2011.
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-591718

ABSTRACT

Introdução: Há alguns anos estudos demonstraram que stents de cromo-cobalto, com hastes mais finas, reduziram de forma expressiva a reestenose coronária, comparativamente aos stents convencionais de aço inoxidável disponíveis na época. Desde então, stents com hastes < 100 µm e diferentes ligas metálicas estão disponíveis para uso clínico. O objetivo deste estudo foi avaliar a existência de diferenças nos resultados clínicos de pacientes submetidos a intervenção coronária percutânea (ICP) com stents de hastes finas e diferentes ligas metálicas. Métodos: Registro unicêntrico, em que foram comparados os resultados de pacientes submetidos a ICP com stent de aço inoxidável (n = 135) vs. stent de cromo-cobalto (n = 181). O desfecho primário foi a ocorrência de eventos cardíacos adversos maiores (ECAM), definidos pela ocorrência de óbito, infarto agudo do miocárdio (IAM) ou revascularização do vaso-alvo (RVA) no seguimento tardio. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 64 ± 11 anos, com 32,6% de diabéticos e 65,5% com síndrome coronária aguda à admissão, sem diferenças na maioria das características clínicas e angiográficas avaliadas entre os grupos. Na comparação das características do procedimento, a estratégia de implante direto do stent foi mais frequente no grupo cromo-cobalto (30,3% vs. 40,2%; P = 0,04). Ao final de mediana de 500 dias de seguimento, não houve diferenças significativas entre os grupos para a ocorrência de ECAM (15,5% vs. 16,5%; P = 0,6), óbito (4,6% vs. 6,8%; P = 0,29), IAM (2,7% vs. 4,1%; P = 0,41) ou RVA (10,4% vs. 10,1%; P = 0,97). Conclusões: Nessa população do mundo real os stents de cromo-cobalto apresentaram eficácia e segurança semelhantes às dos stents de aço inoxidável, porém com menor necessidade de instrumentação coronária.


Background: Years ago studies demonstrated that the use of cobalt-chromium stents with thinner struts significantly reduced coronary restenosis when compared to conventional stainless steel stents available at the time. Since then, stents with struts < 100 μm and different metal alloys are available for clinicaluse. The objective of this study was to assess differences in the clinical outcomes of patients undergoing percutaneous coronary intervention (PCI) with thin strut stents and differentmetal alloys. Methods: Single center registry comparing the results of patients undergoing PCI with stainless steel stents (n = 135) vs. cobalt-chromium bare metal stents (n = 181).The primary endpoint was the occurrence of major adverse cardiac events (MACE), defined by death, acute myocardial infarction (AMI) or target vessel revascularization (TVR) in thelate follow-up. Results: Mean patient age was 64 ± 11 years, 32.6% were diabetic and 65.5% had acute coronary syndrome at admission, with no differences for most of the clinical andangiographic characteristics assessed between groups. The use of direct stenting was more frequent in the cobalt-chromium group (30.3% vs. 40.2%; P = 0.04). After a median of500 days of follow up, there was no statistically significant difference between groups for the occurrence of MACE (15.5% vs. 16.5%; P = 0.6), death (4.6% vs. 6.8%; P = 0.29),AMI (2.7% vs. 4.1%; P = 0.41) or TVR (10.4% vs. 10.1%; P = 0.97). Conclusions: In this real world population, cobaltchromiumstents had similar efficacy and safety when compared to stainless steel stents, but with less coronary instrumentation.


Subject(s)
Humans , Male , Coronary Restenosis , Coronary Artery Disease/diagnosis , Stents , Aspirin/administration & dosage
20.
In. Spina, Guilherme S. TEC: título de especialista em cardiologia: guia de estudo. São Paulo, nVersos, 2011. p.111-129.
Monography in Portuguese | LILACS | ID: lil-594753
SELECTION OF CITATIONS
SEARCH DETAIL