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1.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(3): 374-383, jul.-set. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1347298

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar a capacidade do Teste de Caminhada de 6 Minutos para predizer a melhora do estado funcional físico em longo prazo de pacientes sobreviventes à unidade de terapia intensiva. Métodos: Foram avaliados, de forma prospectiva, entre fevereiro de 2017 e agosto de 2018, em um ambulatório pós-unidade de terapia intensiva, 32 sobreviventes à unidade de terapia intensiva. Foram inscritos consecutivamente os pacientes com permanência na unidade de terapia intensiva acima de 72 horas (para admissões emergenciais) ou acima de 120 horas (para admissões eletivas) que compareceram ao ambulatório pós-unidade de terapia intensiva 4 meses após receberem alta da unidade de terapia intensiva. A associação entre a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos realizado na avaliação inicial e a evolução do estado funcional físico foi avaliada durante 8 meses, com utilização do Índice de Barthel. Resultados: A distância média percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos foi significantemente mais baixa nos sobreviventes à unidade de terapia intensiva do que na população geral (405m versus 557m; p < 0,001). A idade (β = -4,0; p < 0,001) e a fraqueza muscular (β = -99,7; p = 0,02) se associaram com a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos. A distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos se associou com melhora do estado funcional físico no período de 8 meses de acompanhamento desses pacientes (razão de chance para cada 10m: 1,07; IC95% 1,01 - 1,16; p = 0,03). A área sob a curva Característica de Operação do Receptor para predição da melhora funcional física pelo Teste de Caminhada de 6 Minutos foi de 0,72 (IC95% 0,53 - 0,88). Conclusão: O Teste de Caminhada de 6 Minutos, realizado 4 meses após a alta da unidade de terapia intensiva, predisse com precisão moderada a melhora do estado funcional físico de sobreviventes à unidade de terapia intensiva.


ABSTRACT Objective: To evaluate the ability of the 6-Minute Walk Test to predict long-term physical functional status improvement among intensive care unit survivors. Methods: Thirty-two intensive care unit survivors were prospectively evaluated from February 2017 to August 2018 in a post-intensive care unit outpatient clinic in Brazil. Individuals with intensive care unit stays > 72 hours (emergency admissions) or > 120 hours (elective admissions) attending the post-intensive care unit clinic four months after intensive care unit discharge were consecutively enrolled. The association between the 6-Minute Walk Test distance at baseline and physical functional status was assessed over 8 months using the Barthel Index. Results: The mean 6-Minute Walk Test distance was significantly lower in intensive care unit survivors than in the general population (405m versus 557m; p < 0.001). Age (β = -4.0; p < 0.001) and muscle weakness (β = -99.7; p = 0.02) were associated with the 6-Minute Walk Test distance. A 6-Minute Walk Test distance was associated with improvement in physical functional status over the 8-month follow-up (odds ratio for each 10m of 1.07; 95%CI 1.01 - 1.16; p = 0.03). The area under the Receiver Operating Characteristic curve for the 6-Minute Walk Test prediction of physical functional status improvement was 0.72 (95%CI 0.53 - 0.88). Conclusion: The 6-Minute Walk Test performed 4 months after intensive care unit discharge predicted long-term physical functional status among intensive care unit survivors with moderate accuracy.


Subject(s)
Humans , Survivors , Intensive Care Units , Patient Discharge , Prospective Studies , Walk Test
2.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(2): 312-319, abr.-jun. 2021. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289076

ABSTRACT

RESUMO Estudos clínicos randomizados em terapia intensiva priorizam desfechos focados em doença e não desfechos centrados no paciente. Uma mudança de paradigma considerando a avaliação de medidas após a alta hospitalar e medidas focadas na qualidade de vida e em sintomas comuns, como dor e dispneia, poderiam refletir melhor os desejos de pacientes e de seus familiares. No entanto, barreiras relacionadas à sistematização da interpretação desses desfechos, a heterogeneidade de instrumentos de medida e a maior dificuldade na execução dos estudos, até o momento, parecem dificultar essa mudança. Além disso, a participação conjunta de pacientes, familiares, pesquisadores e clínicos na definição dos desfechos dos estudos ainda não é uma realidade.


ABSTRACT Randomized clinical trials in intensive care prioritize disease-focused outcomes rather than patient-centered outcomes. A paradigm shift considering the evaluation of measures after hospital discharge and measures focused on quality of life and common symptoms, such as pain and dyspnea, could better reflect the wishes of patients and their families. However, barriers related to the systematization of the interpretation of these outcomes, the heterogeneity of measurement instruments and the greater difficulty in performing the studies, to date, seem to hinder this change. In addition, the joint participation of patients, families, researchers, and clinicians in the definition of study outcomes is not yet a reality.


Subject(s)
Humans , Quality of Life , Critical Illness , Pain , Patient Discharge , Critical Care
3.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(1): 1-11, jan.-mar. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289064

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Fornecer recomendações para nortear o manejo clínico do potencial doador em morte encefálica. Métodos: O presente documento foi formulado em dois painéis compostos por uma força tarefa integrada por 27 especialistas de diferentes áreas que responderam a questões dirigidas aos seguintes temas: ventilação mecânica, hemodinâmica, suporte endócrino-metabólico, infecção, temperatura corporal, transfusão sanguínea, e uso de checklists. Os desfechos considerados foram: parada cardíaca, número de órgãos retirados ou transplantados e função/sobrevida dos órgãos transplantados. A qualidade das evidências das recomendações foi avaliada pelo sistema Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation. Resultados: Foram geradas 19 recomendações a partir do painel de especialistas. Dessas, 7 foram classificadas como fortes, 11 fracas e uma foi considerada boa prática clínica. Conclusão: Apesar da concordância entre os membros do painel em relação à maior parte das recomendações, o grau de recomendação é fraco em sua maioria.


Abstract Objective: To contribute to updating the recommendations for brain-dead potential organ donor management. Methods: A group of 27 experts, including intensivists, transplant coordinators, transplant surgeons, and epidemiologists, answered questions related to the following topics were divided into mechanical ventilation, hemodynamics, endocrine-metabolic management, infection, body temperature, blood transfusion, and checklists use. The outcomes considered were cardiac arrests, number of organs removed or transplanted as well as function / survival of transplanted organs. The quality of evidence of the recommendations was assessed using the Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation system to classify the recommendations. Results: A total of 19 recommendations were drawn from the expert panel. Of these, 7 were classified as strong, 11 as weak and 1 was considered a good clinical practice. Conclusion: Despite the agreement among panel members on most recommendations, the grade of recommendation was mostly weak.


Subject(s)
Humans , Brain Death , Critical Care , Respiration, Artificial , Tissue Donors , Brain
4.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(1): 31-37, jan.-mar. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289059

ABSTRACT

RESUMO Introdução: Os efeitos provocados pela COVID-19 em longo prazo são desconhecidos. O presente estudo tem como objetivo avaliar os fatores associados com a qualidade de vida relacionada à saúde e os desfechos em longo prazo em sobreviventes à hospitalização por COVID-19 no Brasil. Métodos: Este será um estudo multicêntrico de coorte prospectivo, aninhado em cinco ensaios clínicos randomizados desenhados para avaliar os efeitos dos tratamentos específicos para COVID-19 em mais de 50 centros no Brasil. Pacientes adultos sobreviventes à hospitalização por infecção por SARS-CoV-2 comprovada ou suspeita serão seguidos por um período de 1 ano, por meio de entrevistas telefônicas estruturadas. O desfecho primário é o escore de utilidade para qualidade de vida relacionada à saúde após 1 ano, avaliado segundo o questionário EuroQol-5D3L. Os desfechos secundários incluirão mortalidade por todas as causas, eventos cardiovasculares graves, reospitalizações, retorno ao trabalho ou estudo, condição funcional física avaliada pelo instrumento Lawton-Brody Instrumental Activities of Daily Living, dispneia avaliada segundo a escala de dispneia modificada do Medical Research Council, necessidade de suporte ventilatório em longo prazo, sintomas de ansiedade e depressão avaliados segundo a Hospital Anxiety and Depression Scale, sintomas de transtorno de estresse pós-traumático avaliados pela ferramenta Impact of Event Scale-Revised e autoavaliação da condição de saúde, conforme a Escala Visual Analógica do EuroQol-5D3L. Serão utilizadas equações de estimativas generalizada para testar a associação entre cinco conjuntos de variáveis (1 - características demográficas, 2 - condição de saúde pré-morbidade, 3 - características da doença aguda, 4 - terapias específicas para COVID-19 recebidas e 5 - variáveis pós-alta atualizadas) e desfechos. Ética e disseminação: O protocolo do estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa de todas as instituições participantes. Os resultados serão disseminados por meio de conferências e periódicos revisados por pares.


Abstract Introduction: The long-term effects caused by COVID-19 are unknown. The present study aims to assess factors associated with health-related quality of life and long-term outcomes among survivors of hospitalization for COVID-19 in Brazil. Methods: This is a multicenter prospective cohort study nested in five randomized clinical trials designed to assess the effects of specific COVID-19 treatments in over 50 centers in Brazil. Adult survivors of hospitalization due to proven or suspected SARS-CoV-2 infection will be followed-up for a period of 1 year by means of structured telephone interviews. The primary outcome is the 1-year utility score of health-related quality of life assessed by the EuroQol-5D3L. Secondary outcomes include all-cause mortality, major cardiovascular events, rehospitalizations, return to work or study, physical functional status assessed by the Lawton-Brody Instrumental Activities of Daily Living, dyspnea assessed by the modified Medical Research Council dyspnea scale, need for long-term ventilatory support, symptoms of anxiety and depression assessed by the Hospital Anxiety and Depression Scale, symptoms of posttraumatic stress disorder assessed by the Impact of Event Scale-Revised, and self-rated health assessed by the EuroQol-5D3L Visual Analog Scale. Generalized estimated equations will be performed to test the association between five sets of variables (1- demographic characteristics, 2- premorbid state of health, 3- characteristics of acute illness, 4- specific COVID-19 treatments received, and 5- time-updated postdischarge variables) and outcomes. Ethics and dissemination: The study protocol was approved by the Research Ethics Committee of all participant institutions. The results will be disseminated through conferences and peer-reviewed journals.


Subject(s)
Humans , Adult , Quality of Life , COVID-19/complications , Patient Readmission , Telephone , Brazil , Cardiovascular Diseases/etiology , Randomized Controlled Trials as Topic , Prospective Studies , Follow-Up Studies , Cause of Death , Survivors , Sample Size , Return to Work , Patient Reported Outcome Measures , COVID-19/mortality
5.
Clin. biomed. res ; 41(1): 75-83, 2021.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1255309

ABSTRACT

A sepse é uma disfunção orgânica aguda secundária à infecção e suas taxas de mortalidade hospitalar vêm reduzindo em muitos países nos últimos anos. Esta redução da mortalidade resulta em um maior número de pacientes que recebem alta hospitalar, porém frequentemente os sobreviventes experimentam novas incapacidades (físicas, cognitivas e psicológicas) e piora das condições crônicas de saúde em longo-prazo. Além disso, sua evolução pós-alta hospitalar cursa com elevado risco de morte e frequentes reinternações nos primeiros meses pós-hospitalização, bem como elevado uso de recursos de saúde. Esta revisão tem como objetivo descrever a morbimortalidade em longo prazo dos pacientes sobreviventes de sepse, seus efeitos sobre o sistema de saúde e as possíveis ações voltadas a minimizar as sequelas desta síndrome que acomete aproximadamente 1/3 dos pacientes admitidos em unidades de tratamento intensivo. (AU)


Sepsis is an acute organ dysfunction secondary to infection and its hospital mortality rates have been decreasing in many countries in recent years. This reduction in mortality results in a greater number of patients being discharged from the hospital, but survivors often experience new disabilities (physical, cognitive and psychological) and worsening chronic long-term health conditions. In addition, the post-discharge evolution leads to a high risk of death and frequent readmissions in the first months after hospitalization, as well as a high use of health resources. This review aims to describe the long-term morbidity and mortality of survivors of sepsis, its effects on the health system and the possible actions aimed at minimizing the sequelae of this syndrome that affects approximately 1/3 of patients admitted to intensive care units. (AU)


Subject(s)
Patient Discharge , Sepsis/mortality , Intensive Care Units , Patient Readmission , Sepsis/complications
6.
Rev. bras. ter. intensiva ; 32(3): 337-347, jul.-set. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1138506

ABSTRACT

RESUMO Introdução: Os marcadores pró-inflamatórios desempenham papel importante na severidade de pacientes com COVID-19. Assim, terapêuticas anti-inflamatórias são agentes interessantes para potencialmente combater a cascata inflamatória descontrolada em tais pacientes. Delineamos um ensaio para testar tocilizumabe em comparação com o tratamento padrão, tendo como objetivo melhorar os desfechos por meio da inibição da interleucina 6, um importante mediador inflamatório na COVID-19. Métodos e análises: Este será um estudo aberto multicêntrico, randomizado e controlado, que comparará os desfechos de pacientes tratados com tocilizumabe mais tratamento padrão com o tratamento padrão isoladamente em pacientes com COVID-19 moderada a grave. Como critérios de inclusão, serão exigidos dois dos quatro critérios a seguir: dosagens de dímero D acima de 1.000ng/mL, proteína C-reativa acima de 5mg/dL, ferritina acima de 300mg/dL e desidrogenase lática acima do limite superior do normal. O objetivo primário será comparar a condição clínica no dia 15, conforme avaliação por meio de escala ordinal de 7 pontos aplicada nos estudos de COVID-19 em todo o mundo. O desfecho primário será avaliado por regressão logística ordinal assumindo razões de propensão proporcionais ajustadas pelas variáveis de estratificação (idade e sexo). Ética e disseminação: O TOCIBRAS foi aprovado pelos comitês de ética locais e central (nacional) do Brasil em conformidade com as atuais diretrizes e orientações nacionais e internacionais. Cada centro participante obteve aprovação do estudo por parte de seu comitê de ética em pesquisa, antes de iniciar as inscrições no protocolo. Os dados derivados deste ensaio serão publicados independentemente de seus resultados. Se tiver sua efetividade comprovada, esta estratégia terapêutica poderá aliviar as consequências da resposta inflamatória na COVID-19 e melhorar os resultados clínicos.


ABSTRACT Introduction: Pro-inflammatory markers play a significant role in the disease severity of patients with COVID-19. Thus, anti-inflammatory therapies are attractive agents for potentially combating the uncontrolled inflammatory cascade in these patients. We designed a trial testing tocilizumab versus standard of care intending to improve the outcomes by inhibiting interleukin-6, an important inflammatory mediator in COVID-19. Methods and analysis: This open-label multicentre randomized controlled trial will compare clinical outcomes of tocilizumab plus standard of care versus standard of care alone in patients with moderate to severe COVID-19. Two of the following four criteria are required for protocol enrolment: D-dimer > 1,000ng/mL; C reactive protein > 5mg/dL, ferritin > 300mg/dL, and lactate dehydrogenase > upper limit of normal. The primary objective will be to compare the clinical status on day 15, as measured by a 7-point ordinal scale applied in COVID-19 trials worldwide. The primary endpoint will be assessed by an ordinal logistic regression assuming proportional odds ratios adjusted for stratification variables (age and sex). Ethics and dissemination: The TOCIBRAS protocol was approved by local and central (national) ethical committees in Brazil following current national and international guidelines/directives. Each participating center had the study protocol approved by their institutional review boards before initiating protocol enrolment. The data derived from this trial will be published regardless of the results. If proven active, this strategy could alleviate the consequences of the inflammatory response in COVID-19 patients and improve their clinical outcomes.


Subject(s)
Humans , Pneumonia, Viral/drug therapy , Coronavirus Infections/drug therapy , Antibodies, Monoclonal, Humanized/therapeutic use , Anti-Inflammatory Agents/therapeutic use , Pneumonia, Viral/physiopathology , Severity of Illness Index , Brazil , Interleukin-6/antagonists & inhibitors , Pandemics , Antibodies, Monoclonal, Humanized/pharmacology , COVID-19 , Anti-Inflammatory Agents/pharmacology
7.
Rev. bras. ter. intensiva ; 32(3): 354-362, jul.-set. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1138502

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: A infecção causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) disseminou-se por todo o mundo e foi categorizada como pandemia. As manifestações mais comuns da infecção pelo SARS-CoV-2 (doença pelo coronavírus 2019 - COVID-19) se referem a uma pneumonia viral com graus variáveis de comprometimento respiratório e até 40% dos pacientes hospitalizados, que podem desenvolver uma síndrome do desconforto respiratório agudo. Diferentes ensaios clínicos avaliaram o papel dos corticosteroides na síndrome do desconforto respiratório agudo não relacionada com COVID-19, obtendo resultados conflitantes. Delineamos o presente estudo para avaliar a eficácia da administração endovenosa precoce de dexametasona no número de dias vivo e sem ventilação mecânica nos 28 dias após a randomização, em pacientes adultos com quadro moderado ou grave de síndrome do desconforto respiratório agudo causada por COVID-19 provável ou confirmada. Métodos: Este é um ensaio pragmático, prospectivo, randomizado, estratificado, multicêntrico, aberto e controlado que incluirá 350 pacientes com quadro inicial (menos de 48 horas antes da randomização) de síndrome do desconforto respiratório agudo moderada ou grave, definida segundo os critérios de Berlim, causada por COVID-19. Os pacientes elegíveis serão alocados de forma aleatória para tratamento padrão mais dexametasona (Grupo Intervenção) ou tratamento padrão sem dexametasona (Grupo Controle). Os pacientes no Grupo Intervenção receberão dexametasona 20mg por via endovenosa uma vez ao dia, por 5 dias, e, a seguir, dexametasona por via endovenosa 10mg ao dia por mais 5 dias, ou até receber alta da unidade de terapia intensiva, o que ocorrer antes. O desfecho primário será o número de dias livres de ventilação mecânica nos 28 dias após a randomização, definido como o número de dias vivo e livres de ventilação mecânica invasiva. Os desfechos secundários serão a taxa de mortalidade por todas as causas no dia 28, a condição clínica no dia 15 avaliada com utilização de uma escala ordinal de seis níveis, a duração da ventilação mecânica desde a randomização até o dia 28, a avaliação com o Sequential Organ Failure Assessment Score após 48 horas, 72 horas e 7 dias, e o número de dias fora da unidade de terapia intensiva nos 28 dias após a randomização.


Abstract Objective: The infection caused by the severe acute respiratory syndrome coronavirus 2 (SARS-CoV-2) spreads worldwide and is considered a pandemic. The most common manifestation of SARS-CoV-2 infection (coronavirus disease 2019 - COVID-19) is viral pneumonia with varying degrees of respiratory compromise and up to 40% of hospitalized patients might develop acute respiratory distress syndrome. Several clinical trials evaluated the role of corticosteroids in non-COVID-19 acute respiratory distress syndrome with conflicting results. We designed a trial to evaluate the effectiveness of early intravenous dexamethasone administration on the number of days alive and free of mechanical ventilation within 28 days after randomization in adult patients with moderate or severe acute respiratory distress syndrome due to confirmed or probable COVID-19. Methods: This is a pragmatic, prospective, randomized, stratified, multicenter, open-label, controlled trial including 350 patients with early-onset (less than 48 hours before randomization) moderate or severe acute respiratory distress syndrome, defined by the Berlin criteria, due to COVID-19. Eligible patients will be randomly allocated to either standard treatment plus dexamethasone (Intervention Group) or standard treatment without dexamethasone (Control Group). Patients in the intervention group will receive dexamethasone 20mg intravenous once daily for 5 days, followed by dexamethasone 10mg IV once daily for additional 5 days or until intensive care unit discharge, whichever occurs first. The primary outcome is ventilator-free days within 28 days after randomization, defined as days alive and free from invasive mechanical ventilation. Secondary outcomes are all-cause mortality rates at day 28, evaluation of the clinical status at day 15 assessed with a 6-level ordinal scale, mechanical ventilation duration from randomization to day 28, Sequential Organ Failure Assessment Score evaluation at 48 hours, 72 hours and 7 days and intensive care unit -free days within 28.


Subject(s)
Humans , Adult , Pneumonia, Viral/drug therapy , Respiratory Distress Syndrome, Newborn/drug therapy , Dexamethasone/administration & dosage , Coronavirus Infections/drug therapy , Glucocorticoids/administration & dosage , Pneumonia, Viral/physiopathology , Respiration, Artificial , Respiratory Distress Syndrome, Newborn/virology , Time Factors , Prospective Studies , Coronavirus Infections/physiopathology , Pandemics , Organ Dysfunction Scores , COVID-19 , Intensive Care Units
8.
Rev. bras. ter. intensiva ; 32(2): 166-196, Apr.-June 2020. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1138490

ABSTRACT

RESUMO Introdução: Há diversas terapias sendo utilizadas, consideradas ou propostas para o tratamento da COVID-19, muitas carecendo de apropriada avaliação de efetividade e segurança. O propósito deste documento é fornecer recomendações baseadas nas evidências científicas disponíveis e em sua interpretação transparente, para subsidiar decisões sobre o tratamento farmacológico da COVID-19 no Brasil. Métodos: Um grupo de 27 especialistas e metodologistas integraram a força-tarefa formada pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), pela Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Foram realizadas revisões sistemáticas rápidas, atualizadas até 28 de abril de 2020. A qualidade das evidências e a elaboração das recomendações seguiram o sistema GRADE. As recomendações foram elaboradas nos dias 5, 8 e 13 de maio de 2020. Resultados: Foram geradas 11 recomendações, embasadas em evidência de nível baixo ou muito baixo. Não há indicação para uso de rotina de hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, corticosteroides ou tocilizumabe no tratamento da COVID-19. Heparina deve ser utilizada em doses profiláticas no paciente hospitalizado, mas não deve ser realizada anticoagulação na ausência de indicação clínica específica. Antibacterianos e oseltamivir devem ser considerados somente nos pacientes em suspeita de coinfecção bacteriana ou por influenza, respectivamente. Conclusão: Até o momento, não há intervenções farmacológicas com efetividade e segurança comprovada que justifiquem seu uso de rotina no tratamento da COVID-19, devendo os pacientes serem tratados preferencialmente no contexto de pesquisa clínica. As recomendações serão revisadas continuamente, de forma a capturar a geração de novas evidências.


ABSTRACT Introduction: Different therapies are currently used, considered, or proposed for the treatment of COVID-19; for many of those therapies, no appropriate assessment of effectiveness and safety was performed. This document aims to provide scientifically available evidence-based information in a transparent interpretation, to subsidize decisions related to the pharmacological therapy of COVID-19 in Brazil. Methods: A group of 27 experts and methodologists integrated a task-force formed by professionals from the Brazilian Association of Intensive Care Medicine (Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB), the Brazilian Society of Infectious Diseases (Sociedad Brasileira de Infectologia - SBI) and the Brazilian Society of Pulmonology and Tisiology (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia - SBPT). Rapid systematic reviews, updated on April 28, 2020, were conducted. The assessment of the quality of evidence and the development of recommendations followed the GRADE system. The recommendations were written on May 5, 8, and 13, 2020. Results: Eleven recommendations were issued based on low or very-low level evidence. We do not recommend the routine use of hydroxychloroquine, chloroquine, azithromycin, lopinavir/ritonavir, corticosteroids, or tocilizumab for the treatment of COVID-19. Prophylactic heparin should be used in hospitalized patients, however, no anticoagulation should be provided for patients without a specific clinical indication. Antibiotics and oseltamivir should only be considered for patients with suspected bacterial or influenza coinfection, respectively. Conclusion: So far no pharmacological intervention was proven effective and safe to warrant its use in the routine treatment of COVID-19 patients; therefore such patients should ideally be treated in the context of clinical trials. The recommendations herein provided will be revised continuously aiming to capture newly generated evidence.


Subject(s)
Humans , Pneumonia, Viral/drug therapy , Coronavirus Infections/drug therapy , Pandemics , COVID-19
9.
Rev. bras. ter. intensiva ; 32(2): 308-311, Apr.-June 2020.
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1138481

ABSTRACT

RESUMO A pandemia causada pelo novo coronavírus tem provocado mudanças significativas no processo de tomada de decisão médica diante do paciente grave. Repentinamente, aumentaram as admissões em unidades de tratamento intensivo, porém, muitos desses casos não apresentam quadros relacionados à infecção viral, mas à exacerbação de doenças preexistentes. Nesse contexto, precisamos evitar que o processo decisório intuitivo e a insegurança nos levem a exaurir a disponibilidade de leitos críticos, antes do momento em que eles sejam realmente necessários, mesmo reconhecendo a importância do método decisório rápido em situações emergências. Uma das melhores formas de atingir esse propósito talvez seja por meio da prática da metacognição e da estruturação de formas de feedback regulares aos profissionais envolvidos em processos decisórios inerentemente rápidos.


ABSTRACT The disease pandemic caused by the novel coronavirus has triggered significant changes in the medical decision-making process relating to critically ill patients. Admissions to intensive care units have suddenly increased, but many of these patients do not present with clinical manifestations related to the viral infection but rather exacerbation of preexisting diseases. In this context, we must prevent intuitive decision-making and insecurity from leading us to exhaust the available critical-care beds before they are truly necessary, while still recognizing the importance of rapid decision-making in emergency situations. One of the best ways to achieve this goal may be by practicing metacognition and establishing ways for regular feedback to be provided to professionals engaged in inherently rapid decision-making processes.


Subject(s)
Humans , Pneumonia, Viral/epidemiology , Coronavirus Infections/epidemiology , Clinical Decision-Making/methods , Metacognition , Betacoronavirus , Disease Progression , Emergencies , Feedback , Pandemics , Heuristics , SARS-CoV-2 , COVID-19 , Intensive Care Units
11.
Rev. bras. ter. intensiva ; 31(4): 497-503, out.-dez. 2019. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1058039

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar se os achados eletromiográficos podem prever a mortalidade na unidade de terapia intensiva em pacientes sépticos sob ventilação mecânica e sedação profunda. Métodos: Conduziu-se estudo prospectivo de coorte, que inscreveu, de forma consecutiva, pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo moderada a grave (pressão parcial de oxigênio/fração inspirada de oxigênio < 200) com idade ≥ 18 anos, dependentes de ventilação mecânica por 7 ou mais dias, e mantidos sob sedação profunda (escala de agitação e sedação de Richmond ≤ -4). Realizaram-se estudos eletromiográficos dos membros inferiores em todos os pacientes entre o sétimo e o décimo dia de ventilação mecânica. Registraram-se os potenciais de ação dos nervos sensitivos nos nervos mediano e sural, bem como os potenciais de ação compostos para os nervos mediano (músculo abdutor curto do polegar) e fibular comum (músculo extensor curto dos dedos). Resultados: Foram inscritos 17 pacientes durante os 7 meses de duração do estudo. Nove pacientes (53%) tinham sinais eletromiográficos de miopatia ou polineuropatia da doença crítica. O risco de óbito durante o tempo de permanência na unidade de terapia intensiva foi mais elevado nos pacientes com sinais eletromiográficos de miopatia ou polineuropatia da doença crítica, em comparação com aqueles sem esses diagnósticos (77,7% versus 12,5%; log-rank p = 0,02). Conclusão: A presença de sinais eletromiográficos de miopatia ou polineuropatia da doença crítica, entre o sétimo e décimo dias de ventilação mecânica, pode se associar com mortalidade na unidade de terapia intensiva em pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo moderada a grave mantidos sob sedação profunda, nos quais não é possível proceder à avaliação clínica da força muscular.


ABSTRACT Objective: To evaluate whether electromyographical findings could predict intensive care unit mortality among mechanically ventilated septic patients under profound sedation. Methods: A prospective cohort study that consecutively enrolled moderate-severe acute respiratory distress syndrome (partial pressure of oxygen/fraction of inspired oxygen < 200) patients who were ≥ 18 years of age, dependent on mechanical ventilation for ≥ 7 days, and under profound sedation (Richmond Agitation Sedation Scale ≤ -4) was conducted. Electromyographic studies of the limbs were performed in all patients between the 7th and the 10th day of mechanical ventilation. Sensory nerve action potentials were recorded from the median and sural nerves. The compound muscle action potentials were recorded from the median (abductor pollicis brevis muscle) and common peroneal (extensor digitorum brevis muscle) nerves. Results: Seventeen patients were enrolled during the seven months of the study. Nine patients (53%) had electromyographic signs of critical illness myopathy or neuropathy. The risk of death during the intensive care unit stay was increased in patients with electromyographical signs of critical illness myopathy or neuropathy in comparison to those without these diagnostics (77.7% versus 12.5%, log-rank p = 0.02). Conclusion: Electromyographical signs of critical illness myopathy or neuropathy between the 7th and the 10th day of mechanical ventilation may be associated with intensive care unit mortality among moderate-severe acute respiratory distress syndrome patients under profound sedation, in whom clinical strength assessment is not possible.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Respiration, Artificial/statistics & numerical data , Respiratory Distress Syndrome/mortality , Electromyography , Respiratory Distress Syndrome/therapy , Time Factors , Risk , Prospective Studies , Cohort Studies , Hospital Mortality , Critical Illness/mortality , Critical Care/methods , Deep Sedation , Intensive Care Units , Middle Aged
12.
Rev. bras. ter. intensiva ; 31(4): 555-560, out.-dez. 2019.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1058037

ABSTRACT

RESUMO Os pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo requerem estratégias ventilatórias que demonstraram ser importantes na redução da mortalidade em curto prazo, como ventilação protetora e ventilação em posição prona. No entanto, os pacientes que sobrevivem têm permanência prolongada, tanto na unidade de terapia intensiva como no hospital, e experimentam redução na satisfação global com a vida (independência, aceitação e perspectiva positiva), na saúde mental (ansiedade, depressão e sintomas de transtorno de estresse pós-traumático), na saúde física (estado físico, atividades da vida diária, fadiga e fraqueza muscular), na saúde social e na capacidade de realização de suas atividades sociais (amigos ou relações familiares, hobbies e atividades sociais).


ABSTRACT Patients with acute respiratory distress syndrome require ventilation strategies that have been shown to be important for reducing short-term mortality, such as protective ventilation and prone position ventilation. However, patients who survive have a prolonged stay in both the intensive care unit and the hospital, and they experience a reduction in overall satisfaction with life (independence, acceptance and positive outlook) as well as decreased mental health (including anxiety, depression and posttraumatic stress disorder symptoms), physical health (impaired physical state and activities of daily living; fatigue and muscle weakness), social health and the ability to participate in social activities (including relationships with friends and family, hobbies and social gatherings).


Subject(s)
Humans , Quality of Life , Respiratory Distress Syndrome/therapy , Intensive Care Units , Personal Satisfaction , Respiration, Artificial/methods , Respiratory Distress Syndrome/mortality , Respiratory Distress Syndrome/psychology , Activities of Daily Living , Mental Health , Survivors/psychology
15.
Rev. bras. ter. intensiva ; 30(4): 405-413, out.-dez. 2018. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-977985

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar a prevalência de incapacidades físicas, cognitivas e psiquiátricas, fatores associados e sua relação com qualidade de vida em pacientes sobreviventes de internação em unidades de terapia intensiva brasileiras. Métodos: Um estudo de coorte prospectivo multicêntrico está sendo conduzido em dez unidades de terapia intensiva adulto clínico-cirúrgicas representativas das cinco regiões geopolíticas do Brasil. Pacientes com idade ≥ 18 anos que receberam alta das unidades de terapia intensiva participantes e permaneceram internados na unidade de terapia intensiva por 72 horas ou mais, nos casos de internação clínica ou cirúrgica de urgência, e por 120 horas ou mais, nos casos de internação cirúrgica eletiva, serão incluídos de forma consecutiva. Estes pacientes serão seguidos por 1 ano, por meio de entrevistas telefônicas estruturadas 3, 6 e 12 meses pós-alta da unidade de terapia intensiva. Dependência funcional, disfunção cognitiva, sintomas de ansiedade e depressão, sintomas de estresse pós-traumático, qualidade de vida relacionada à saúde, re-hospitalizações e mortalidade em longo prazo serão avaliados como desfechos. Discussão: O presente estudo tem o potencial de contribuir para o conhecimento a respeito da prevalência e dos fatores associados à síndrome pós-cuidados intensivos na população de pacientes adultos sobreviventes de internação em unidades de terapia intensiva brasileiras. Ademais, a associação entre síndrome pós-cuidados intensivos e qualidade de vida relacionada à saúde poderá ser estabelecida.


ABSTRACT Objective: To establish the prevalence of physical, cognitive and psychiatric disabilities, associated factors and their relationship with the qualities of life of intensive care survivors in Brazil. Methods: A prospective multicenter cohort study is currently being conducted at 10 adult medical-surgical intensive care units representative of the 5 Brazilian geopolitical regions. Patients aged ≥ 18 years who are discharged from the participating intensive care units and stay 72 hours or more in the intensive care unit for medical or emergency surgery admissions or 120 hours or more for elective surgery admissions are consecutively included. Patients are followed up for a period of one year by means of structured telephone interviews conducted at 3, 6 and 12 months after discharge from the intensive care unit. The outcomes are functional dependence, cognitive dysfunction, anxiety and depression symptoms, posttraumatic stress symptoms, health-related quality of life, rehospitalization and long-term mortality. Discussion: The present study has the potential to contribute to current knowledge of the prevalence and factors associated with postintensive care syndrome among adult intensive care survivors in Brazil. In addition, an association might be established between postintensive care syndrome and health-related quality of life.


Subject(s)
Humans , Quality of Life , Survivors/psychology , Intensive Care Units , Anxiety/epidemiology , Patient Discharge , Time Factors , Brazil , Prevalence , Prospective Studies , Cohort Studies , Follow-Up Studies , Critical Care , Depression/epidemiology , Cognitive Dysfunction/epidemiology
16.
Rev. bras. ter. intensiva ; 30(1): 98-111, jan.-mar. 2018. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-899561

ABSTRACT

RESUMO O acompanhamento dos pacientes que recebem alta das unidades de terapia intensiva segue fluxos distintos nas diferentes partes do mundo. Os ambulatórios ou clínicas pós-unidades de terapia intensiva representam uma das formas de realização deste acompanhamento, já com mais de 20 anos de experiência em alguns países do mundo. Estudos qualitativos que acompanharam pacientes nestes ambulatórios sugerem resultados mais animadores do que os estudos quantitativos, demonstrando melhora em desfechos intermediários, como satisfação do paciente e dos familiares. Resultados mais importantes, como mortalidade e melhora da qualidade de vida de pacientes e familiares, ainda não foram demonstrados. Além disto, quais pacientes devem ser indicados para estes ambulatórios? Por quanto tempo eles devem ser acompanhados? Podemos esperar melhora de desfechos clínicos nestes pacientes acompanhados? Os ambulatórios são custo-efetivos? Estas são somente algumas das dúvidas que esta forma de seguimento dos sobreviventes das unidades de terapia intensiva nos oferece. Este artigo visa revisar todos os aspectos referentes à organização e à realização dos ambulatórios pós-alta da unidade de terapia intensiva, bem como um apanhado dos estudos que avaliaram desfechos clínicos relacionados a esta prática.


ABSTRACT The follow-up of patients who are discharged from intensive care units follows distinct flows in different parts of the world. Outpatient clinics or post-intensive care clinics represent one of the forms of follow-up, with more than 20 years of experience in some countries. Qualitative studies that followed up patients in these outpatient clinics suggest more encouraging results than quantitative studies, demonstrating improvements in intermediate outcomes, such as patient and family satisfaction. More important results, such as mortality and improvement in the quality of life of patients and their families, have not yet been demonstrated. In addition, which patients should be indicated for these outpatient clinics? How long should they be followed up? Can we expect an improvement of clinical outcomes in these followed-up patients? Are outpatient clinics cost-effective? These are only some of the questions that arise from this form of follow-up of the survivors of intensive care units. This article aims to review all aspects relating to the organization and performance of post-intensive care outpatient clinics and to provide an overview of studies that evaluated clinical outcomes related to this practice.


Subject(s)
Humans , Ambulatory Care Facilities/organization & administration , Intensive Care Units , Patient Discharge , Quality of Life , Outcome Assessment, Health Care , Survivors , Aftercare/organization & administration , Critical Care
17.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 64(1): 47-53, Jan. 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-896420

ABSTRACT

Summary Objective: To evaluate the impact of the need for mechanical ventilation (MV) and its duration throughout ICU stay on the quality of life (QoL) and physical functional status (PFS) after the immediate ICU discharge. Method: This was a cross-sectional study including all subjects consecutively discharged from the ICU during 1-year period. During the first week after ICU discharge, QoL was assessed through WHOQoL-Bref questionnaire and PFS through the Karnofsky Performance Status and modified-Barthel index, and retrospectively compared with the pre-admission status (variation [Δ] of indexes). Results: During the study, 160 subjects met the inclusion criteria. Subjects receiving MV presented PFS impairment (Δ Karnofsky Performance Status [-19.7 ± 20.0 vs. -14.9 ± 18.2; p=0.04] and Δ modified-Barthel index [-17.4 ± 12.8 vs. -13.2 ± 12.9; p=0.05]) compared with those who did not receive MV. Duration of MV was a good predictor of PFS (Δ Karnofsky Performance Status [-14.6-1.12 * total days of MV; p=0.01] and Δ modified-Barthel index [-14.2-0.74 * total days of MV; p=0.01]). QoL, assessed by WHOQoL-Bref, showed no difference between groups (14.0 ± 1.8 vs. 14.5 ± 1.9; p=0.14), and the duration of MV did not influence QoL (WHOQoL-Bref scale [14.2-0.05* total days of MV; p=0.43]). Conclusion: Need for MV and duration of MV decrease patient PFS after ICU discharge.


Resumo Objetivo: Avaliar o impacto da necessidade de ventilação mecânica (VM) e sua duração na qualidade de vida (QV) e no estado funcional físico (EFF) dos pacientes após a alta imediata da UTI. Método: Estudo transversal incluindo todos os pacientes que, consecutivamente, tiveram alta da UTI durante um período de um ano. Durante a primeira semana após a alta da UTI, a QV foi avaliada através do questionário WHOQoL-Bref e o EFF através do índice de Karnofsky e do índice de Barthel modificado, comparados retrospectivamente com o estado pré-admissão (variação [Δ] dos índices). Resultados: Durante o estudo, 160 indivíduos preencheram os critérios de inclusão. Os indivíduos submetidos a VM apresentaram maior prejuízo no EFF (Δ Karnofsky [-19,7 ± 20,0 vs. -14,9 ± 18,2; p=0,04] e Δ Barthel modificado [-17,4 ± 12,8 vs. -13,2 ± 12,9; p=0,05]) quando comparados aos pacientes sem VM. A duração da VM foi um bom preditor de redução do EFF (Δ Karnofsky [-14,6-1,12 * dias totais de VM; p=0,01] e Δ Barthel modificado [-14,2-0,74 * dias totais de VM; p=0,01]). A QV, avaliada pelo WHOQoL-Bref, não mostrou diferença entre os grupos (14,0 ± 1,8 vs. 14,5 ± 1,9; p=0,14) e a duração da VM não influenciou a QV (WHOQoL-Bref [14,2-0,05 * dias totais de VM; p=0,43]). Conclusão: A necessidade e a duração do VM reduzem a performance física dos pacientes após a alta da UTI.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Quality of Life , Respiration, Artificial/adverse effects , Recovery of Function , Patient Discharge , Respiration, Artificial/psychology , Time Factors , Activities of Daily Living , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Retrospective Studies , Karnofsky Performance Status , Intensive Care Units
18.
Braz. j. infect. dis ; 21(6): 665-669, Nov.-Dec. 2017. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1039206

ABSTRACT

ABSTRACT We compared the discriminatory capacity of the sequential organ failure assessment (SOFA) versus the systemic inflammatory response syndrome (SIRS) score for predicting ICU mortality, need for and length of mechanical ventilation, ICU stay, and hospitalization in patients with suspected infection admitted to a mixed Brazilian ICU. We performed a retrospective analysis of a longitudinal ICU database from a tertiary hospital in Southern Brazil. Patients were categorized according to whether they met the criteria for sepsis according to SOFA (variation ≥2 points over the baseline clinical condition) and SIRS (SIRS score ≥2 points). From January 2008 to December 2014, 1487 patients were admitted to the ICU due to suspected infection. SOFA ≥2 identified more septic patients than SIRS ≥2 (79.0% [n = 1175] vs. 68.5% [n = 1020], p < 0.001). There was no difference between the two scores in predicting ICU mortality (area under the receiver operating characteristic curve (AUROC) = 0.64 vs. 0.64, p = 0.99). SOFA ≥2 was marginally better than SIRS ≥2 in predicting need for mechanical ventilation (AUROC = 0.64 vs. 0.62, p = 0.001), ICU stay > 7 days (AUROC = 0.65 vs. 0.63, p = 0.004), and length of hospitalization >10 days (AUROC = 0.61 vs. 0.59, p < 0.001). There was no difference between the two scores in predicting mechanical ventilation >7 days.


Subject(s)
Humans , Hospital Mortality , Systemic Inflammatory Response Syndrome/mortality , Organ Dysfunction Scores , Intensive Care Units/statistics & numerical data , Respiration, Artificial/statistics & numerical data , Predictive Value of Tests , Retrospective Studies , Cohort Studies , Data Accuracy , Length of Stay
19.
Trends psychiatry psychother. (Impr.) ; 39(2): 116-123, Apr.-June 2017. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-904576

ABSTRACT

Abstract Introduction This study investigated the association between resilience and posttraumatic stress disorder (PTSD) among Brazilian victims of urban violence. It also compared defense mechanisms, parental bonding, and childhood trauma between those who developed PTSD and those who did not. Methods This cross-sectional case-control study included 66 adult subjects exposed to recent urban violence in southern Brazil - 33 with PTSD and 33 healthy controls matched by sex and age - who were administered the Resilience Scale, Defense Style Questionnaire, Parental Bonding Instrument, and Childhood Trauma Questionnaire. The statistical tests used were the McNemar test for categorical variables, the Wilcoxon signed-rank test for continuous asymmetric variables, and the paired Student t-test for continuous symmetric variables. Results The PTSD group showed lower total Resilience Scale scores compared with controls (128.4±20.7 vs. 145.8±13.1, respectively; p = 0.01), along with a lower ability to solve situations and lower personal values that give meaning to life (p = 0.019). They also had lower rates of mature defense mechanisms (p < 0.001) and higher rates of emotional (p = 0.001) and physical (p = 0.003) abuse during childhood. Conclusion Lower levels of resilience, especially the ability to solve situations and having personal values that give meaning to life, immature defense mechanisms, and emotional and physical abuse in childhood are associated with PTSD in adult Brazilian victims of urban violence.


Resumo Introdução Este estudo investigou a associação entre resiliência e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) entre vítimas brasileiras de violência urbana. Comparou os mecanismos de defesa, vínculos parentais e trauma infantil entre vítimas que desenvolveram TEPT e vítimas que não desenvolveram o transtorno. Métodos Estudo de caso-controle transversal que incluiu 66 sujeitos adultos expostos à violência urbana no sul do Brasil. Foram avaliados 33 pacientes com TEPT e 33 controles saudáveis pareados por sexo e idade, que responderam a Escala de Resiliência, Questionário do Estilo Defensivo, Instrumento de Ligação Parental e Questionário sobre Traumas Infantis. Os testes estatísticos utilizados foram o teste de McNemar para variáveis categóricas, teste Wilcoxon para variáveis assimétricas contínuas e teste tde Student pareado para variáveis simétricas contínuas. Resultados O grupo que desenvolveu TEPT apresentou escores totais da Escala de Resiliência mais baixos em relação aos controles (128,4±20,7 versus145,8±13,1, respectivamente; p = 0,01), juntamente com uma menor capacidade em resolver situações e menores índices de valores pessoais que dão sentido à vida (p = 0,019). Também apresentaram taxas mais baixas de uso de mecanismos de defesas maduros (p < 0,001) e maiores taxas de abuso emocional (p = 0,001) e físico (p = 0,003) durante a infância. Conclusão Níveis mais baixos de resiliência, especialmente a capacidade de resolver situações e ter valores pessoais que dão sentido à vida, mecanismos imaturos de defesa e abuso físico e emocional na infância estão associados ao TEPT em adultos vítimas de violência urbana no Brasil.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Stress Disorders, Post-Traumatic/etiology , Violence , Crime Victims/psychology , Resilience, Psychological , Parent-Child Relations , Brazil , Case-Control Studies , Cross-Sectional Studies , Adult Survivors of Child Abuse/psychology , Neuropsychological Tests , Object Attachment
20.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 63(5): 441-446, May 2017. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-896343

ABSTRACT

Summary Objective: To identify factors that can determine the choice of intermittent subcutaneous regular insulin dose in critically ill patients with hyperglycemia. Method: Cross-sectional study in a general adult ICU with 26 beds, data collected between September and October 2014. The variables analyzed were: sex, age, previous diagnosis of diabetes mellitus, use of corticosteroids, use of lactulose, sepsis, fasting, enteral nutrition, use of dextrose 5% in water, NPH insulin prescription and blood glucose level. Patients with one or more episodes of hyperglycemia (blood glucose greater than 180 mg/dL) were included as a convenience sample, not consecutively. Those with continuous insulin prescription were excluded from analysis. Results: We included 64 records of hyperglycemia observed in 22 patients who had at least one episode of hyperglycemia. The median administered subcutaneous regular human insulin was 6 IU and among the factors evaluated only blood glucose levels were associated with the choice of insulin dose administered. Conclusion: Clinical characteristics such as diet, medications and diagnosis of diabetes mellitus are clearly ignored in the decision-making regarding insulin dose to be administered for glucose control in critically ill patients with hyperglycemia.


Resumo Objetivo: Identificar os fatores associados à escolha da dose de insulina regular subcutânea intermitente em pacientes críticos com hiperglicemia. Método: Estudo transversal em uma UTI geral adulta com 26 leitos. Pacientes com um ou mais episódios de hiperglicemia (glicemia capilar superior a 180 mg/dL) foram incluídos por conveniência, de forma não consecutiva. Aqueles com prescrição de insulina contínua foram excluídos da análise. As variáveis analisadas foram: sexo, idade, diagnóstico prévio de diabetes melito, uso de corticosteroide, uso de lactulose, presença de sepse, jejum, dieta enteral, uso de soro glicosado contínuo, prescrição de insulina NPH e valor da glicemia capilar. Resultados: Foram incluídos 64 registros de hiperglicemia verificados em 22 pacientes que apresentaram pelo menos um episódio de hiperglicemia. O valor mediano administrado de insulina regular humana subcutânea foi de 6,0 UI e, entre os fatores analisados, o único associado à dose de insulina administrada visando à normalização dos níveis glicêmicos foi o valor da glicemia capilar. Conclusão: Evidencia-se a inobservância de características clínicas dos pacientes, como dieta, uso de medicamentos e diagnóstico prévio de diabetes melito, para a tomada de decisão quanto à dose de insulina a ser administrada visando ao controle glicêmico em pacientes críticos com hiperglicemia.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Critical Illness/therapy , Hyperglycemia/prevention & control , Hyperglycemia/drug therapy , Hypoglycemic Agents/administration & dosage , Insulin/administration & dosage , Reference Values , Blood Glucose/analysis , Blood Glucose/drug effects , Cross-Sectional Studies , Regression Analysis , Risk Factors , Diabetes Mellitus , Diabetes Mellitus/prevention & control , Diabetes Mellitus/drug therapy , Clinical Decision-Making , Injections, Subcutaneous , Intensive Care Units
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