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1.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(4): PT155821, 2022. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1374811

ABSTRACT

O objetivo do estudo foi descrever o conhecimento e práticas de risco à infecção pelo HIV na amostra total de cada município, entre homens de 15 a 24 anos que vivem sem companheiro(a), e homens que fizeram sexo com homems (HSH) pelo menos uma vez na vida em três cidades brasileiras. Foi realizado estudo de corte transversal de base domiciliar com amostragem por conglomerados em três estágios (setores censitários, domicílios, indivíduos), com estratificação por sexo, faixa etária (15-24; 25-34; 35-44; 45-59) e vive com companheiro(a) na seleção do indivíduo. Estimaram-se proporções e intervalos de 95% de confiança (IC95%) de indicadores de conhecimento, testagem do HIV, comportamento sexual e autoavaliação do risco. Foram analisados 5.764 indivíduos em Campo Grande, 3.745 em Curitiba e 3.900 em Florianópolis. Baixo nível de conhecimento foi encontrado para os métodos de prevenção, sobretudo para profilaxia pré-exposição (PrEP). Práticas de sexo desprotegido foram frequentes nos três municípios. As proporções de teste de HIV na vida foram 57,2% (IC95%: 55,1-59,2) em Curitiba, 64,3% (IC95%: 62,7-66,0) em Campo Grande, e 65,9% (IC95%: 64,0-67,7) em Florianópolis. Entre homens de 15-24 anos, proporções de uso de drogas estimulantes e práticas sexuais desprotegidas foram mais altas que nos demais grupos etários. Entre os HSH, as proporções de teste de HIV na vida foram superiores a 80%. Mais de 30% foram parceiros receptivos no sexo anal sem uso de preservativo, e menos de 5% avaliam seu risco como alto. É preciso adotar estratégias de comunicação mais eficazes sobre a prevenção da infecção do HIV, incluindo a ampliação de conhecimentos que poderiam motivar práticas sexuais mais seguras.


El objetivo fue describir el conocimiento y prácticas de riesgo para la infección por el HIV en la muestra total de cada municipio, entre hombres de 15 a 24 años que viven sin compañero(a), y hombres que practicaron sexo con hombres (HSH) por lo menos una vez en la vida en tres ciudades brasileñas. Se trata de un estudio de corte transversal con base domiciliaria, con una muestra por conglomerados en tres fases (sectores censales, domicilios, individuos), con estratificación por sexo, franja de edad (15-24; 25-34; 35-44; 45-59) y vive con compañero(a) en la selección del individuo. Se estimaron las proporciones e intervalos de 95% de confianza (IC95%) de indicadores de conocimiento, testeo del VIH, comportamiento sexual y autoevaluación del riesgo. Se analizaron a 5.764 individuos en Campo Grande, 3.745 en Curitiba y 3.900 en Florianópolis. Se encontró un bajo nivel de conocimiento respecto a los métodos de prevención, sobre todo para PrEP. Fueron frecuentes las prácticas de sexo desprotegido en los tres municipios. Las proporciones de tests de VIH en la vida fueron 57,2% (IC95%: 55,1-59,2) en Curitiba, 64,3% (IC95%: 62,7-66,0) en Campo Grande, y 65,9% (IC95%: 64,0-67,7) en Florianópolis. Entre hombres de 15-24 años, las proporciones de uso de drogas estimulantes y prácticas sexuales desprotegidas fueron más altas que en los demás grupos de edad. Entre los HSH, las proporciones de test de VIH en la vida fueron superiores a 80%. Más de un 30% fueron parejas receptivas en el sexo anal, sin uso de preservativo, y menos de un 5% evalúan su riesgo como alto. Es necesario adoptar estrategias de comunicación más eficaces sobre la prevención de la infección contra el VIH, incluyendo la ampliación de conocimientos que podrían motivar prácticas sexuales más seguras.


The study aimed to describe knowledge and risk practices related to HIV infection in three Brazilian cities in the general population, men 15 to 24 years of age living without a partner, and men that reported sex with other men (MSM) at least once in life. This was a cross-sectional household-based study with three-stage cluster sampling (census tracts, households, individuals) stratified by sex, age group (15-24; 25-34; 35-44; 45-59), and conjugal status in the individual selection. We estimated the proportions and 95% confidence intervals (95%CI) of indicators of knowledge, HIV testing, sexual behavior, and self-rated risk. We analyzed 5,764 individuals in Campo Grande, 3,745 in Curitiba, and 3,900 in Florianópolis. Low levels of knowledge were found for preventive methods, especially PrEP. Unprotected sex practices were frequent in the three municipalities. Lifetime HIV test rates were 57.2% (95%CI: 55.1-59.2) in Curitiba, 64.3% (95%CI: 62.7-66.0) in Campo Grande, and 65.9% (95%CI: 64.0-67.7) in Florianópolis. Among men 15-24 years of age, the proportions of stimulant drug use and unprotected sexual practices were higher than in the other age groups. Lifetime HIV test rates exceeded 80% in MSM. More than 30% of MSM were receptive partners in anal sex without condoms, and fewer than 5% assessed their risk as high. More effective communication strategies are needed on prevention of HIV infection, including increased knowledge that could motivate safer sexual practices.

2.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(5): e00216821, 2022. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1374836

ABSTRACT

O artigo tem o objetivo de analisar o efeito da pandemia na carga de cuidado da pessoa idosa com dependência funcional, segundo a presença de cuidador contratado e condições socioeconômicas no ano de 2020. Utilizou-se a ConVid - Pesquisa de Comportamentos de 2020 como fonte de dados. Calculou-se a distribuição percentual e a prevalência da população que mora com idoso com dependência funcional durante a pandemia da COVID-19, segundo sexo, raça/cor da pele e renda. Estimou-se o teste de qui-quadrado de Pearson e a razão da prevalência de aumento do trabalho doméstico, ajustando-se modelos de regressão de Poisson com a variância robusta. Utilizou-se o intervalo de 95% de confiança (IC95%). Entre adultos que moravam com idoso, 8,1% (IC95%: 7,1-9,4) tinham pelo menos um idoso com dependência funcional. Durante a pandemia, 11,7% (IC95%: 8,5-16,0) deixaram de ter cuidador, o que se explica pelo distanciamento social para redução de risco de contágio e/ou pela diminuição da capacidade aquisitiva das famílias. Aqueles que perderam cuidador remunerado durante a pandemia tiveram maior probabilidade de aumento da carga do cuidado, independentemente da condição socioeconômica. Verificou-se a distribuição desigual do trabalho de cuidar na população, que se intensificou com a chegada da pandemia da COVID-19. A piora da carga de cuidado de idoso com dependência funcional foi mais acentuada entre os grupos mais privilegiados, como brancos e de maior renda. Uma hipótese é a de que os grupos mais vulneráveis já tivessem uma alta carga de cuidado antes da pandemia. A crise no cuidado se agrava diante do desmonte da atenção básica, redução do suporte social às famílias brasileiras no contexto de pandemia e aumento do desemprego, diminuindo a capacidade de contratação de cuidador.


The article aims to analyze the pandemic's effect on the burden of care for elderly persons with functional dependency according to the presence of hired caregivers and socioeconomic conditions in the year 2020. Data were obtained from the ConVid - Behavior Survey of 2020. We calculated the percentage distribution and prevalence of the population living with elderly persons with functional dependency during the COVID-19 pandemic according to sex, race/color, and income. We estimated the Pearson chi-square test and prevalence ratio for the increase in household work, fitting Poisson regression models with robust variance and using 95% confidence intervals (95%CI). Among adults living with elderly individuals, 8.1% (95%CI: 7.1-9.4) had at least one elderly person with functional dependency. During the pandemic, 11.7% (95%CI: 8.5-16.0) stopped hiring third-party caregivers, which can be explained by social distancing to reduce risk of transmission and/or by the decline in families' purchasing power. Those who lost hired caregivers during the pandemic were more likely to experience an increase in the burden of care, regardless of their socioeconomic status. There was an unequal distribution of caregiving work in the population, intensified by the arrival of the COVID-19 pandemic. The heavier load of care for elderly persons with functional dependency was sharper in more socioeconomically privileged groups such as whites and those with higher income. One hypothesis is that more vulnerable groups already bore a high burden of care before the pandemic. The crisis in care has been aggravated by the dismantling of primary healthcare in Brazil, a reduction in social support for Brazilian families during the pandemic, and rising unemployment, decreasing families' capacity to hire caregivers.


El artículo tiene como objetivo analizar el efecto de la pandemia en la carga de cuidado de la persona anciana con dependencia funcional, según la presencia del cuidador contratado y condiciones socioeconómicas, durante el año 2020. Se utilizó la ConVid - Encuesta de Comportamientos de 2020 como fuente de datos. Se calculó la distribución porcentual y la prevalencia de la población que vive con anciano con dependencia funcional durante la pandemia de COVID-19, según sexo, raza/color de piel y renta. Se estimó el test de chi-cuadrado de Pearson y la razón de la prevalencia de aumento del trabajo doméstico, ajustándose a modelos de regresión de Poisson con variancia robusta. Se utilizó el intervalo de 95% de confianza (IC95%). Entre adultos que vivían con ancianos, un 8,1% (IC95%: 7,1-9,4) tenían por lo menos un anciano con dependencia funcional. Durante la pandemia, un 11,7% (IC95%: 8,5-16,0) dejaron de tener cuidador, lo que se explica por el distanciamiento social para la reducción del riesgo de contagio y/o por la disminución de la capacidad adquisitiva de las familias. Aquellos que perdieron un cuidador remunerado durante la pandemia tuvieron una mayor probabilidad de aumento de la carga del cuidado, independientemente de la condición socioeconómica. Se verificó la distribución desigual del trabajo de cuidar en la población, que se intensificó con la llegada de la pandemia de COVID-19. El empeoramiento de la carga de cuidado de anciano con dependencia funcional fue más acentuada entre los grupos más privilegiados, como blancos y de mayor renta. Una hipótesis es la de que los grupos más vulnerables ya tuvieran una alta carga de cuidado antes de la pandemia. La crisis en el cuidado se agrava ante el desmantelamiento de la Atención Básica, reducción del apoyo social a las familias brasileñas en el contexto de pandemia y aumento del desempleo, disminuyendo la capacidad de contratación de cuidadores.

4.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(supl.1): e00124421, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1374870

ABSTRACT

The growth in longevity in Brazil has drawn attention to more useful population health measures to complement mortality. In this paper, we investigate socio-spatial differences in life expectancy and healthy life expectancy based on information from the Brazilian National Health Survey (PNS), 2013 and 2019. A three-stage cluster sampling with stratification of the primary sampling units and random selection in all stages was used in both PNS editions. Healthy life expectancy was estimated by Sullivan's method by sex, age, and Federated Units (UF). Severe limitations to at least one noncommunicable chronic disease (NCD) or poor self-rated health were used to define the unhealthy state. Inequality indicators and a Principal Component analysis were used to investigate socio-spatial inequalities. From 2013 to 2019, both life expectancy and healthy life expectancy increased. The analysis by UF show larger disparities in healthy life expectancy than in life expectancy, with healthy life expectancy at age 60 varying from 13.6 to 19.9 years, in 2013, and from 14.9 to 20.1, in 2019. Healthy life expectancy in the wealthiest quintile was 20% longer than for those living in the poorest quintile. Wide socio-spatial disparities were found with the worst indicators in the UF located in the North and Northeast regions, whether considering poverty concentration or health care utilization. The socio-spatial inequalities demonstrated the excess burden of poor health experienced by older adults living in the less developed UF. The development of strategies at subnational levels is essential not only to provide equal access to health care but also to reduce risk exposures and support prevention policies for adoption of health behaviors.


O aumento da longevidade no Brasil tem chamado atenção para a necessidade de medidas mais úteis de saúde populacional, para complementar o índice de mortalidade. Os autores investigam diferenças socioespaciais na expectativa de vida e na esperança de vida saudável, com base em dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), edições de 2013 e 2019. Em ambas as edições da PNS, foi utilizada amostragem de clusters em três estágios, com estratificação das unidades amostrais primárias e seleção randômica em todos os estágios. A esperança de vida saudável foi estimada pelo método de Sullivan, de acordo com o sexo, idade e Unidade da Federação (UF). Limitações graves em função de pelo menos uma doença crônica não transmissível (DCNT) ou autoavaliação de saúde ruim foram utilizadas para definir o estado não saudável. Foram usados indicadores de desigualdade e análises de componentes principais para investigar as desigualdades socioespaciais. Entre 2013 e 2019, houve aumento na expectativa de vida e na esperança de vida saudável. A análise por UF mostrou disparidades maiores na esperança de vida saudável comparada com a expectativa de vida, onde a esperança de vida saudável aos 60 anos variava de 13,6 a 19,9 anos em 2013, e de 14,9 a 20,1 em 2019. A esperança de vida saudável no quintil mais rico foi 20% maior, comparado com o quintil mais pobre. Foram identificadas disparidades socioespaciais grandes, com os piores indicadores nas UFs localizadas nas regiões Norte e Nordeste, tanto de acordo com a concentração de pobreza ou pela utilização de serviços de saúde. As desigualdades socioespaciais demonstraram o excesso de carga de vida não saudável vivenciada por idosos vivendo nas UFs brasileiras menos desenvolvidas. O desenvolvimento de estratégias nos níveis subnacionais é essencial, não apenas para prover acesso igualitário aos cuidados de saúde, como também, para reduzir a exposição aos riscos e para apoiar políticas de prevenção, voltadas para a adoção de comportamentos de saúde.


El crecimiento de la longevidad en Brasil ha atraído la atención sobre medidas de salud más útiles para la población, con el fin de complementar la mortalidad. En este trabajo, investigamos diferencias socioespaciales en la esperanza de vida y esperanza de vida saludable, basadas en la información de la Encuesta Nacional de Salud (PNS), de 2013 y 2019. Se utilizó en ambas ediciones de la PNS un muestreo por conglomerados en 3 etapas con estratificación de las unidades de muestreo primarias y una selección aleatoria en todas las etapas. La esperanza de vida saludable se estimó por el método de Sullivan por sexo, edad, y Unidades Federadas (UF). Se usaron limitaciones graves para al menos una enfermedad crónica no transmisible (ECNT) o mala salud autoevaluada para definir un estado de mala salud. Los indicadores de Desigualdad y el análisis de Componente Principal se usaron para investigar desigualdades socioespaciales. De 2013 a 2019, hubo un incremento tanto en la esperanza de vida, como en la esperanza de vida saludable. El análisis por UF mostró disparidades mayores en la esperanza de vida saludable que en la esperanza de vida, con una esperanza de vida saludable a la edad de 60 años, variando desde los 13.6 a los 19.9 años, en 2013, y desde los 14.9 a los 20.1, en 2019. La esperanza de una vida saludable en el quintil más rico fue un 20% más larga que aquellos que vivían en el quintil más pobre. Se encontraron grandes disparidades socioespaciales con los peores indicadores en las UF localizadas en las regiones Norte y Nordeste, teniendo en consideración concentración de la pobreza o utilización de los servicios de salud. Las desigualdades socioespaciales demostraron la carga excesiva de la mala salud vivida por los ancianos que vivían en UF menos desarrolladas. El desarrollo de estrategias a niveles subnacionales es esencial no solo para proporcionar un acceso igualitario a la salud, pero también para reducir el riesgo de exposición y apoyar las políticas de prevención para la adopción de comportamiento de salud.

5.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(supl.1): e00164321, 2022. tab
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1384289

ABSTRACT

Our objective is to describe the differences in the sampling plans of the two editions of the Brazilian National Health Survey (PNS 2013 and 2019) and to evaluate how the changes affected the coefficient of variation (CV) and the design effect (Deff) of some estimated indicators. Variables from different parts of the questionnaire were analyzed to cover proportions with different magnitudes. The prevalence of obesity was included in the analysis since anthropometry measurement in the 2019 survey was performed in a subsample. The value of the point estimate, CV, and the Deff were calculated for each indicator, considering the stratification of the primary sampling units, the weighting of the sampling units, and the clustering effect. The CV and the Deff were lower in the 2019 estimates for most indicators. Concerning the questionnaire indicators of all household members, the Deffs were high and reached values greater than 18 for having a health insurance plan. Regarding the indicators of the individual questionnaire, for the prevalence of obesity, the Deff ranged from 2.7 to 4.2, in 2013, and from 2.7 to 10.2, in 2019. The prevalence of hypertension and diabetes per Federative Unit had a higher CV and lower Deff. Expanding the sample size to meet the diverse health objectives and the high Deff are significant challenges for developing probabilistic household-based national survey. New probabilistic sampling strategies should be considered to reduce costs and clustering effects.


Nosso objetivo é descrever as diferenças nos desenhos amostrais das duas edições da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013 e 2019) e avaliar como suas mudanças afetaram o coeficiente de variação (CV) e o efeito do desenho (Deff) de alguns dos indicadores avaliados. Variáveis de diferentes partes do questionário foram analisadas para avaliar proporções com diferentes magnitudes. A prevalência de obesidade foi incluída na análise uma vez que a medição de antropometria na pesquisa de 2019 foi realizada em uma subamostra. Os valores do estimador pontual, CV e Deff foram calculados para cada indicador considerando a estratificação das unidades amostrais primárias, a ponderação das unidades amostrais, e o efeito do agrupamento. Para a maioria dos indicadores, CV e Deff foram menores nas estimativas de 2019. Em relação aos indicadores para todos os membros familiares, Deffs foram elevados e atingiram valores superiores a 18 para a posse de um plano de saúde. Quanto aos indicadores no questionário individual, Deff variou de 2,7 a 4,2 em 2013 e de 2,7 a 10,2 em 2019 para a prevalência de obesidade. A prevalência de hipertensão arterial e diabetes por Unidade Federativa apresentou CV maior e Deff menor. A expansão do tamanho da amostra para atender aos diversos objetivos de saúde e Deff altos são desafios expressivos para o desenvolvimento de uma pesquisa nacional domiciliar probabilística. Novas estratégias de amostragem probabilística devem ser consideradas para reduzir custos e efeitos do agrupamento.


Nuestro objetivo es describir las diferencias en los diseños muestrales de las dos ediciones de la Encuesta Nacional de Salud (PNS 2013 y 2019) y evaluar cómo sus cambios afectaron el coeficiente de variación (CV) y el efecto de diseño (Deff) de algunos de los indicadores evaluados. Se analizaron variables de diferentes partes del cuestionario para evaluar proporciones con diferentes magnitudes. La prevalencia de obesidad se incluyó en el análisis, ya que la medición de la antropometría en la encuesta de 2019 se realizó en una submuestra. Los valores del estimador puntual, CV y Deff se calcularon para cada indicador considerando la estratificación de las unidades de muestreo primarias, la ponderación de las unidades de muestreo y el efecto de agrupamiento. Para la mayoría de los indicadores, CV y Deff fueron más bajos en las estimaciones de 2019. En cuanto a los indicadores para todos los miembros de la familia, los Deff fueron altos y alcanzaron valores superiores a 18 por tener un plan de salud. En cuanto a los indicadores del cuestionario individual, Deff osciló entre 2,7 y 4,2 en 2013, y entre 2,7 y 10,2 en 2019 para la prevalencia de obesidad. La prevalencia de hipertensión arterial y diabetes por Unidad Federativa tuvo mayor CV y menor Deff. Un mayor tamaño de la muestra para cumplir con los diversos objetivos de salud y un alto valor de Deff son desafíos importantes para el desarrollo de una encuesta nacional domiciliar probabilística. Se deben considerar nuevas estrategias de muestreo probabilístico para reducir los costos y efectos de agrupamiento.

6.
Epidemiol. serv. saúde ; 31(spe): e2021386, 2022. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1384902

ABSTRACT

Resumo Objetivo: Avaliar a associação do autorrelato de problemas no sono com a presença de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e multimorbidades, e se essas associações diferem por sexo. Métodos: Estudo transversal realizado com dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Razões de prevalências entre morbidades, número de DCNTs e autorrelato de problemas no sono foram estimadas por regressão de Poisson com variância robusta, por sexo. Resultados: Foram analisados 85.531 brasileiros com idade ≥ 18 anos. Os problemas no sono autorrelados associaram-se a todas as morbidades e multimorbidades. A prevalência dos problemas no sono foi maior nos que declararam uma ou duas (RP = 2,37; IC95% 2,22;2,54) e três ou mais DCNTs (RP = 4,73; IC95% 4,37;5,11). As razões de prevalências da associação com diabetes, doenças pulmonares, mentais, renais e multimorbidades foram mais elevadas entre o sexo masculino. Conclusão: As DCNTs impactaram significativamente a qualidade do sono em ambos os sexos, com associação mais forte para o sexo masculino.


Resumen Objetivo: Evaluar la asociación de problemas de sueño con la presencia de enfermedades crónicas no transmisibles (ECNTs) y multimorbilidades, y si estas asociaciones difieren por sexo. Métodos: Estudio transversal con datos de la encuesta epidemiológica Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Se estimaron las razones de prevalencia entre morbilidades, número de ECNTs y problemas de sueño por regresión de Poisson con variación robusta, por sexo. Resultados: Se analizaron 85.531 brasileños ≥ 18 años. El autoinforme de problemas de sueño se asoció con todas las morbilidades estudiadas y con multimorbilidades. La prevalencia de problemas de sueño fue mayor en aquellos que informaron uno o dos (PR = 2,37; IC95% 2,22;2,54) y tres o más ECNTs (RP = 4,73; IC95%4,37;5,11). Las razones de prevalencia de la asociación de diabetes con enfermedades pulmonares, mentales, renales y multimorbilidades han sido más fuertes en el sexo masculino. Conclusión: Las ECNTs tienen un impacto significativo en la calidad del sueño con fuerte asociación en ambos sexos, masculino y feminino.


Abstract Objective: To evaluate the association between self-reported sleep problems and the presence of non-communicable diseases (NCDs) and multimorbidity, and whether these associations differ by sex. Methods: This is a cross sectional study performed with data from the Brazilian National Health Survey, 2019. Prevalence ratios between morbidities, the number of NCDs, and the self-report of sleep problems were estimated by Poisson regression with robust variance, according to sex. Results: This study analysed data from 85,531 Brazilians age ≥ 18 years. The self-reported sleep problems were associated with all the herein studied morbidities and multimorbidities. The prevalence of sleep problems was higher in those who stated one or two (PR = 2.37; 95%CI 2.22;2.54) and three or more NCDs (PR = 4.73; 95%CI 4.37;5.11). Prevalence ratios of the association with diabetes, lung disease, mental disease, renal disease and multimorbidities were higher among males. Conclusion: NCDs significantly impacted sleep quality, with a particularly stronger association in both, males and females.

7.
Epidemiol. serv. saúde ; 31(spe1): e2021385, 2022. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1384908

ABSTRACT

Resumo Objetivo: Estimar a prevalência de doença renal crônica (DRC) na população adulta brasileira e descrever suas características, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 e 2019. Métodos: Estudo transversal descritivo, com adultos participantes da PNS, a partir de autorrelato de diagnóstico médico de DRC. As prevalências de DRC e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%) foram estimados para o Brasil. Resultados: Em 2013, foram analisados 60.202 indivíduos, e, em 2019, 85.854. A prevalência de diagnóstico autorreferido de DRC nas duas edições da PNS foi de 1,4% e crescente com o aumento da faixa etária. Em 2019, a prevalência foi de 3,3% (IC95% 2,9;3,7) nos hipertensos, 4,1% (IC95% 3,4;5,0) entre diabéticos e 3,3% (IC95% 2,8;3,9) nos que referiram hipercolesterolemia. Conclusão: A prevalência de DRC no Brasil manteve-se estável no período, mas reforça-se a necessidade de ampliação do diagnóstico e do fortalecimento da atenção primária no Sistema Único de Saúde (SUS).


Resumen Objetivo: Estimar la prevalencia de enfermedad renal crónica (ERC) en la población adulta brasileña y describir sus características, según la Encuesta Nacional de Salud (PNS) del año 2013 y 2019. Métodos: Estudio descriptivo transversal, con adultos participantes en la PNS, basado en el diagnóstico médico autodeclarado de ERC. Se estimaron las prevalencias de ERC e intervalos de confianza del 95% (IC95%) para Brasil. Resultados: En 2013 se analizaron 60.202 individuos y en 2019, 85.854. La prevalencia del diagnóstico autodeclarado de ERC en ambas ediciones fue del 1,4% y aumentó con la edad. En 2019, la prevalencia fue del 3,3% (IC95% 2,9;3,7) en los hipertensos, del 4,1% (IC95% 3,4;5,0) en los diabéticos y del 3,3% (IC95% 2,8;3,9) en los que declararon hipercolesterolemia. Conclusión: La prevalencia de la ERC en Brasil se mantuvo estable, pero refuerza la necesidad de ampliar el diagnóstico y fortalecer el Sistema Único de Salud brasileño (SUS).


Abstract Objective: To estimate the prevalence of chronic kidney disease (CKD) in the adult Brazilian population and to describe its characteristics, according to the National Health Survey (PNS) 2013-2019. Methods: Descriptive cross-sectional study, with adults participating in the PNS, based on self-reported medical diagnosis of CKD. Prevalence of CKD and their respective 95% confidence intervals (95%CI) were estimated for Brazil. Results: In 2013, 60,202 individuals were analyzed, and in 2019, 85,854. The prevalence of self-reported diagnosis of CKD in both editions was 1.4% and increased with increasing age. In 2019, the prevalence of self-reported CKD was 3.3% (95%CI 2.9;3.7) in hypertensive individuals, 4.1% (95%CI 3.4;5.0) among diabetics, and 3.3% (95%CI 2.8;3.9) in those reporting hypercholesterolemia. Conclusion: The prevalence of CKD in Brazil remained stable in the period but reinforces the need for expansion of diagnosis and strengthening of primary care in the Brazilian National Health System (SUS).

9.
Rev. Soc. Bras. Med. Trop ; 55(supl.1): e0231, 2022. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1356798

ABSTRACT

Abstract INTRODUCTION HIV incidence estimates are essential to monitor the progress of prevention and control interventions. METHODS Data collected by Brazilian surveillance systems were used to derive HIV incidence estimates by age group (15-24; 25+) and sex from 1986 to 2018. This study used a back-calculation method based on the first CD4 count among treatment-naïve cases. Incidence estimates for the population aged 15 years or over were compared to Global Burden of Disease Study (GBD) estimates from 2000 to 2018. RESULTS Among young men (15-24 years), HIV incidence increased from 6,400 (95% CI: 4,900-8,400), in 2000, to 12,800 (95% CI: 10,800-15,900), in 2015, reaching incidence rates higher than 70/100,000 inhabitants and an annual growth rate of 3.7%. Among young women, HIV incidence decreased from 5,000 (95% CI: 4,200-6,100) to 3,200 (95% CI: 3,000-3,700). Men aged ≥25 years and both female groups showed significant annual decreases in incidence rates from 2000 to 2018. In 2018, the estimated number of new infections was 48,500 (95% CI: 45300-57500), 34,800 (95% CI: 32800-41500) men, 13,600 (95% CI: 12,500-16,000) women. Improvements in the time from infection to diagnosis and in the proportion of cases receiving antiretroviral therapy immediately after diagnosis were found for all groups. Comparison with GBD estimates shows similar rates for men with overlapping confidence intervals. Among women, differences are higher mainly in more recent years. CONCLUSIONS The results indicate that efforts to control the HIV epidemic are having an impact. However, there is an urgent need to address the vulnerability of young men.

10.
Ciênc. Saúde Colet ; 26(9): 4365-4365, set. 2021.
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1339593
11.
Ciênc. Saúde Colet ; 26(7): 2833-2842, jul. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1278780

ABSTRACT

Resumo Este estudo investiga a associação entre diagnóstico autorreferido de Doença Crônica Não Transmissível (DCNT) e adesão ao distanciamento social e utilização dos serviços de saúde durante a pandemia de COVID-19. Estudo transversal com adultos brasileiros que participaram da ConVid Pesquisa de Comportamentos, realizada de 24 de abril a 24 de maio de 2020, via web (n = 45.161). Considerou as DCNT: diabetes, hipertensão, doença respiratória, doença do coração e câncer. Avaliou a utilização de serviços de saúde e a adesão ao distanciamento social. Estimou as prevalências e razões de prevalências ajustadas (RPa). 33,9% (IC95%: 32,5-35,3) referiu uma ou mais DCNT. Indivíduos com DCNT tiveram maior adesão ao distanciamento social intenso (RPa:1,07; IC95%:1,03-1,11), procuraram mais o serviço de saúde (RPa:1,24; IC95%:1,11-1,38) e tiveram mais dificuldades para marcar consulta (RPa:1,52; IC95%:1,35-1,71), conseguir atendimento de saúde (RPa:1,50; IC95%:1,22-1,84) e medicamentos (RPa:2,17; IC95%:1,77-2,67), realizar exames (RPa:1,78; IC95%:1,50-2,10) e intervenções programadas (RPa:1,65; IC95%:1,16-2,34). A presença de DCNT associou-se à maior adesão ao distanciamento social, procura por atendimento de saúde e dificuldade na utilização dos serviços de saúde.


Abstract The present study investigates the association between the self-reported diagnosis of noncommunicable disease (NCD) and the adherence to social distancing and the use of health services during the COVID-19 pandemic. This was a cross-sectional study with Brazilian adults who participated in the ConVid- Behavior Survey, conducted online between April 24 and May 24, 2020(n = 45.161). This studyconsidered the following NCDs: diabetes, hypertension, respiratory disease, heart disease, and cancer, and evaluated the use of health services and the adherence to social distancing, as well as estimated the prevalences and adjusted prevalence ratio (aPR); 33,9% (95% CI: 32,5-35,3) referred to one or more NCD. Individuals with NCDsshowed a greater adherence to intense social distancing (aPR: 1,07;95% CI: 1,03-1,11), sought out health services more often (aPR:1,24; 95% CI:1,11-1,38), and found greater difficultyin scheduling doctor's appointments (aPR:1.52; 95% CI 1,35-1,71), receiving healthcare treatment (APR:1,50;95% CI:1,22-1,84) and medication (APR:2,17;95% CI:1,77-2,67), and performing examinations (APR:1,78;95% CI:1,50-2,10) and scheduled interventions (APR:1,65;95% CI:1,16-2,34). The presence of NCDs was associated with social distancing, seeking out health care, and difficulty in using health services.


Subject(s)
Humans , Adult , Noncommunicable Diseases/epidemiology , COVID-19 , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Pandemics , Physical Distancing , SARS-CoV-2 , Health Services
12.
Ciênc. Saúde Colet ; 26(supl.1): 2529-2541, jun. 2021. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1278834

ABSTRACT

Resumo Este artigo objetivou descrever a cobertura de plano de saúde no Brasil. Foram analisados dados das edições de 2013 e 2019 da Pesquisa Nacional de Saúde. A cobertura de plano de saúde médico ou odontológico foi analisada segundo características sociodemográficas, econômicas, de trabalho, situação censitária e Unidade da Federação. A cobertura de plano de saúde médico ou odontológico foi 27,9% (IC95%: 27,1-28,8) para 2013 e 28,5% (IC95%: 27,8-29,2) para 2019. Os resultados mostram que a cobertura continua concentrada nos grandes centros urbanos, nas regiões Sudeste e Sul, entre aqueles com melhor nível socioeconômico e aqueles que possuem algum vínculo de trabalho formal. Em 2019, dentre os trabalhadores formalizados, somente 30,7% relatou que o pagamento da mensalidade é feito diretamente a operadora, sendo 72,7% dentre os trabalhadores informais. Cerca de 92% dos planos de saúde médico cobrem internação e dentre as mulheres com plano de saúde, quase 20% delas não possuem cobertura para o parto. Apenas 11,7% das mulheres com idade entre 15 e 44 anos possuem cobertura para o parto através do plano de saúde. Os resultados mostram que a cobertura por plano de saúde mantém-se bastante desigual, reforçando a importância do Sistema Único de Saúde para a população brasileira.


Abstract This paper aimed to describe health insurance coverage in Brazil. Data from the 2013 and 2019 editions of the National Health Survey (PNS) were analyzed. The medical or dental health insurance coverage was analyzed according to demographic and socioeconomic characteristics, work status, urban/rural area, and Federation Unit. Coverage of medical or dental health insurance was 27.9% (95% CI: 27.1-28.8) for 2013 and 28.5% (95% CI: 27.8-29.2) for 2019. The results show coverage is still concentrated in large urban centers, in the Southeast and South, among those with better socioeconomic status and some formal employment. In 2019, only 30.7% of formal workers reported the monthly payment is made directly to the providers, while 72.7% of informal workers reported this information. About 92% of medical health insurance covers hospitalization, and almost 20% of women with health insurance are not covered for labor. Only 11.7% of women aged between 15 and 44 are covered for childbirth by health insurance. The results show the health insurance coverage is still quite unequal, reinforcing the Unified Health System (SUS) importance for the Brazilian population.


Subject(s)
Humans , Female , Adolescent , Adult , Young Adult , Rural Population , Insurance, Health , Socioeconomic Factors , Brazil , Health Surveys , Insurance Coverage
13.
Ciênc. Saúde Colet ; 26(supl.1): 2515-2528, jun. 2021. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1278839

ABSTRACT

Resumo Este estudo teve o objetivo de comparar os padrões de utilização de serviços de saúde, a partir das informações das edições da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 2013 e 2019. Os dois desfechos "Procura de atendimento relacionado à saúde nas últimas duas semanas" e "Consulta médica nos últimos doze meses" foram analisados segundo fatores socioeconômicos, geográficos, e condições de saúde. Foram usados modelos multivariados de regressão de Poisson para investigar os fatores associados à procura de atendimento de acordo com o motivo (problema de saúde ou prevenção). Entre 2013 e 2019, a prevalência de doenças crônicas aumentou de 15,0% a 22,5%. A proporção de busca de atendimento cresceu de 15,3 a 18,6%, e de uso de médico, de 71,2% a 76,2%, com amplitudes de variação de 61,4-75,8% e 68,0-80,6% entre as regiões Norte e Sudeste. Para atendimento por problema de saúde, não houve associação significativa com rendimento per capita, após o controle das demais covariáveis. Conclui-se que apesar da expansão da cobertura de utilização de serviços de saúde, as persistentes desigualdades regionais indicam necessidades de saúde não atendidas entre os residentes das regiões menos desenvolvidas. Modelos de atenção focados na prevenção e promoção da saúde são necessários.


Abstract This study aimed to investigate changes in the health service use pattern based on information from the 2013 and 2019 National Health Surveys (PNS). The two outcomes, "Seeking health-related care in the past two weeks" and "Medical visit in the last twelve months", were analyzed according to socioeconomic, geographic and health conditions characteristics. Multivariate Poisson regression models were used to investigate the factors associated with seeking care due to a health problem or prevention. The prevalence of chronic diseases increased from 15.0% to 22.5% between 2013 and 2019. The proportion of seeking care increased from 15.3 to 18.6%, and medical visits from 71.2% to 76.2%, ranging from 61.4 to 75.8% and 68.0 to 80.6% between the North and Southeast regions. There was no significant association of seeking care due to a health problem with per capita income, after controlling for the other covariates. We conclude by saying that, despite the expanded coverage of health service use, the persistent regional inequalities indicate unmet health needs among residents of the less developed regions. Health care models focused on prevention and health promotion are required.


Subject(s)
Humans , Health Services , Health Services Accessibility , Socioeconomic Factors , Brazil/epidemiology , Health Services Needs and Demand , Income
14.
Ciênc. Saúde Colet ; 26(4): 1207-1219, abr. 2021. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1285919

ABSTRACT

Resumo O objetivo deste artigo é comparar as prevalências autorreferidas e medidas por exames laboratoriais, assim como a ocorrência de valores de falsos positivos e negativos, para diabetes, doença renal crônica e hipercolesterolemia. Foram utilizadas informações da entrevista e exames laboratoriais da Pesquisa Nacional de Saúde (2013, 2014-2015). Foram calculadas a sensibilidade e a especificidade, segundo sexo, idade, escolaridade, ter plano de saúde e tempo desde a última consulta médica. Por meio de regressão logística, foram analisados fatores associados à ocorrência de falsos positivos e falsos negativos. A sensibilidade foi mais elevada para o diabetes e entre os idosos e os que tiveram consulta médica mais recentemente. A especificidade foi alta para todas as doenças, com melhor desempenho entre os jovens, os com alta escolaridade e os que consultaram há mais de um ano. As chances de falsos positivos e falsos negativos diminuíram com a escolaridade e aumentaram com a idade. A sensibilidade baixa indica que as prevalências podem ser mais elevadas que as medidas autoreferidas apontam.


Abstract This paper aims to compare the self-reported prevalence measured by laboratory tests and the false positive and negative values for diabetes, chronic kidney disease, and hypercholesterolemia. We used information from the interview and laboratory tests of the National Health Survey (2013, 2014-2015). Sensitivity and specificity were calculated by gender, age, schooling, having health insurance, and time since the last medical visit. We used logistic regression to analyze associated factors with false positives and negatives. Sensitivity was higher for diabetes and among older adults and those who had a medical visit more recently. Specificity was high for all diseases, with better performance among younger people, those with high schooling, and a visit more than one year ago. The likelihood of false positives and negatives decreased with schooling and increased with age. Low sensitivity suggests that prevalence might be higher than indicated by self-reported measures.


Subject(s)
Humans , Aged , Diabetes Mellitus/diagnosis , Diabetes Mellitus/epidemiology , Renal Insufficiency, Chronic/diagnosis , Renal Insufficiency, Chronic/epidemiology , Hypercholesterolemia/diagnosis , Hypercholesterolemia/epidemiology , Self Report , Laboratories
15.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 37(10): e00188120, 2021. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1339530

ABSTRACT

Ter uma fonte habitual de cuidado pode melhorar o acesso a serviços de saúde e ações de prevenção. Assim, o objetivo foi estimar a proporção e fatores associados à fonte habitual de cuidado entre mulheres trabalhadoras do sexo. É um inquérito sociocomportamental com 4.328 mulheres trabalhadoras do sexo, ≥ 18 anos, realizado em 12 cidades brasileiras. Essas mulheres foram recrutadas pelo método respondent-driven sampling (RDS). Foi realizada uma análise descritiva do perfil das mulheres trabalhadoras do sexo que possuíam fonte habitual de cuidado e investigada sua associação aos indicadores de acesso à prevenção do HIV e à saúde reprodutiva. Utilizou-se como medidas de efeito o odds ratio (OR) ajustado em um modelo de regressão logística. Os dados foram ponderados pelo estimador RDS-II. Referiram ter fonte habitual de cuidado, 71,5% das mulheres trabalhadoras do sexo e, destas, 54,3% indicaram a atenção primária à saúde (APS) como a principal fonte habitual de cuidado. Entre as mulheres trabalhadoras do sexo com idades de 18-24 anos, observou-se associação entre a fonte habitual de cuidado e a realização de exame de preventivo ginecológico (OR = 2,27; IC95%: 1,66-3,12), realização de sete ou mais consultas de pré-natal (OR = 2,56; IC95%: 1,30-5,03) e utilização de método contraceptivo (OR = 1.64; IC95%: 1.09-2.46). Entre as mulheres trabalhadoras do sexo com idade ≥ 25 anos, verificou-se associação entre a fonte habitual de cuidado e a participação em palestras sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST) (OR = 1,45; 1,12-1,89), conhecimento prévio de profilaxia pós-exposição (OR = 1,32; IC95%: 1,02-1,71) e realização de exame de preventivo ginecológico (OR = 1,92; IC95%: 1,54-2,40). Os resultados deste estudo mostraram que as mulheres trabalhadoras do sexo têm a APS como principal fonte habitual de cuidado. Além disso, a fonte habitual de cuidado pode impactar nos cuidados e ações em relação à saúde reprodutiva e à prevenção de HIV e IST nessa população.


Contar con una fuente habitual de cuidado puede mejorar el acceso a servicios de salud, así como las acciones de prevención. El objetivo fue estimar la proporción de fuente habitual de cuidado, y analizar factores asociados entre mujeres trabajadoras del sexo de 12 ciudades brasileñas. Se trata de una encuesta sociocomportamental con 4.328 mujeres trabajadoras del sexo, edad ≥ 18 años en 12 ciudades brasileñas. Las mujeres trabajadoras del sexo se reclutaron mediante el método respondent-driven sampling (RDS). Se realizó un análisis descriptivo del perfil de las mujeres trabajadoras del sexo que poseían fuente habitual de cuidado. Y se analiza la asociación entre fuente habitual de cuidado e indicadores de acceso a la prevención del VIH, así como a la salud reproductiva, a través del odds ratio (OR) ajustado en modelos de regresión logística. Los dados fueron ponderados mediante el estimador RDS-II. Un 71,5% de las mujeres trabajadoras del sexo informaron tener fuente habitual de cuidado, de estas un 54,31% indicaron la atención primaria en salud. Entre las mujeres trabajadoras del sexo con ≥ 25 años se observó una asociación entre fuente habitual de cuidado y participación en ponencias sobre infecciones sexualmente trasmisibles (IST) (OR = 1,45; IC95%: 1,12-1,89), uso de método anticonceptivo (OR = 1.64; IC95%: 1.09-2.46), conocimiento previo de la profilaxia pos-exposición (OR = 1,32; IC95%: 1,02-1,71), haber realizado un examen preventivo ginecológico (OR = 1,92; IC95%: 1,54-2,40) y haber tenido 7 o más consultas prenatales (OR = 2,56; IC95%: 1,30-5,03). Los resultados de este estudio muestran que las trabajadoras sexuales tienen la APS como su principal fuente habitual de atención. Además, la fuente habitual de atención puede impactar la atención y las acciones en relación con la salud reproductiva y la prevención del VIH y las ITS en esta población.


The fact of having a usual source of care can improve access to health services and preventive activities. The article aimed to estimate the proportion of factors associated with usual source of care among female sex workers. This was a socio-behavioral survey with 4,328 female sex workers, ≥ 18 years, in 12 Brazilian cities. Female sex workers were recruited by the respondent-driven sampling method (RDS). A descriptive profile was performed of the female sex workers who had usual source of care and the association was analyzed between usual source of care and indicators of access to HIV prevention and reproductive health. As effect measure, the study used adjusted odds ratio (OR) in a logistic regression model. The data were weighted by the RDS-II estimator. 71.5% of the female sex workers reported having a usual source of care, and of these, 54.3% cited primary healthcare (PHC) as their main usual source of care. Among female sex workers 18-24 years of age, there was an association between usual source of care and having a Pap smear test (OR = 2.27; 95%CI: 1.66-3.12), seven or more prenatal visits (OR = 2.56; 95%CI: 1.30-5.03), and the use of a contraceptive method (OR = 1.64; 95%CI: 1.09-2.46). Among female sex workers ≥ 25 years, there was an association between usual source of care and attending talks on sexually transmitted infections (STIs) (OR = 1.45; 95%CI: 1.12-1.89), prior knowledge of post-exposure prophylaxis (OR = 1.32; 95%CI: 1.02-1.71), and history of Pap smear test (OR = 1.92; 95%CI: 1.54-2.40). The study's results showed that female sex workers have PHC as their main usual source of care. usual source of care can also positively impact care and activities in reproductive health and prevention of HIV and STIs in this population group.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Sexually Transmitted Diseases/prevention & control , Sexually Transmitted Diseases/epidemiology , HIV Infections/prevention & control , Reproductive Health Services , Sex Workers , Sexual Behavior , Brazil/epidemiology , Patient Acceptance of Health Care
16.
Rev. bras. epidemiol ; 24(supl.2): e210005, 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1351754

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: This study sought to evaluate information about the characteristics of households and coverage of the Family Health Strategy (FHS), produced in the National Health Survey, and to describe the changes occurred between 2013 and 2019. Methods: Information on households and FHS coverage from the two editions of the National Health Survey (2013 and 2019) was used. Differences between proportions found were assessed, relating to the availability of basic supply and sanitation services, as well as the adequacy of materials used in the building of households, distribution of households' adequacy, and coverage by the FHS according to regions and census situation. The complex sampling design was considered in the analysis, so the t-test for independent samples was used to assess the statistical significance of differences between the proportions found in 2013 and 2019. Results: Upward trends were observed in the percentage of households with adequate finishing, as well as of households with piped water in at least one room, and with adequate basic sanitation (sewage and garbage). The FHS coverage also increased in the period. Regional differences prevail according to urban or rural situation of households. Conclusion: Despite the increases observed both in the adequacy of households, in the availability of basic services and water/sanitation supply and in access to primary health care, many challenges still persist when it comes to ensuring that such services reach the most vulnerable places.


RESUMO: Objetivo: este estudo buscou avaliar as informações referentes às características dos domicílios e de cobertura da Estratégia Saúde da Família produzidas na Pesquisa Nacional de Saúde e descrever as mudanças ocorridas no período entre 2013 e 2019. Métodos: utilizaram-se as informações sobre domicílios e sobre cobertura da Estratégia Saúde da Família das duas edições da Pesquisa Nacional de Saúde (2013 e 2019). Avaliaram-se as diferenças entre as proporções encontradas nas duas edições relacionadas à disponibilidade de serviços básicos de abastecimento e saneamento, bem como à adequação dos materiais utilizados na construção do domicílio e à distribuição da adequação dos domicílios e da cobertura da Estratégia Saúde da Família segundo regiões e situação censitária. Para a análise, foi considerado o desenho complexo de amostragem e utilizado o teste-t para amostras independentes para avaliar a significância estatística da diferença entre as proporções encontradas em 2013 e 2019. Resultados: foram observados aumentos no percentual de domicílios com acabamento adequado, bem como no percentual de domicílios com água canalizada em pelo menos um cômodo e com saneamento básico (esgoto e lixo) adequado. A cobertura da Estratégia Saúde da Família também mostrou aumento no período. Prevalecem as diferenças regionais e segundo a situação urbana ou rural dos domicílios. Conclusão: apesar dos incrementos observados tanto na adequação dos domicílios quanto na disponibilidade de serviços básicos e abastecimento de água e saneamento, e no acesso à assistência primária de saúde, muitos desafios persistem, principalmente para garantir que esses serviços cheguem aos locais mais vulneráveis.


Subject(s)
Humans , Family Health , Socioeconomic Factors , Health Surveys
17.
Rev. bras. epidemiol ; 24(supl.2): e210009, 2021. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1351752

ABSTRACT

ABSTRACT: Objective: To investigate the variation of anthropometric indicators from 2013 to 2019 and the factors associated with obesity in Brazil, using information from the National Health Survey. Methods: Cross-sectional study with cluster sampling and simple random sampling in the three stages. Measurements of weight and height among participants in 2013 (n=59,592) and in 2019 (n=6,672) were used. Differences in obesity prevalence were tested by Student's t test for independent samples. To identify the sociodemographic factors and health problems associated with obesity, we used Poisson regression models with robust variance and crude and age-adjusted prevalence ratios to test the associations. Results: From 2013 to 2019, prevalence of obesity increased significantly, from 20.8 to 25.9%. Among men, the greatest increases were found in the 40-59 age group (9.1%) and in the median income category (8.3%). Among women, the greatest rises were found among those with low education (8.7%) and non-white ones (6.0%). For both males and females, factors associated with obesity were age, to live with a partner, level of instruction directly associated among men, and inversely associated among women. In 2019, for males, the crude and adjusted prevalence ratios were significant for high cholesterol, high blood pressure and at least one chronic non-communicable disease and, for females, for poor self-rated health, high blood pressure, diabetes, and at least one chronic non-communicable. Conclusion: It is necessary to implement intersectoral policies to promote changes in eating habits and encourage the practice of physical activity, taking into account economic, social, cultural, and environmental aspects.


RESUMO: Objetivo: Investigar as variações de indicadores antropométricos entre 2013 e 2019 e os fatores associados à obesidade no Brasil, utilizando as informações da Pesquisa Nacional de Saúde. Métodos: Estudo transversal com amostra por conglomerados e seleção aleatória simples nos três estágios. Foram usadas as medidas aferidas de peso e altura em 2013 (n=59.592) e em 2019 (n=6.672). As diferenças nas prevalências de obesidade entre 2013 e 2019 foram testadas pelo teste t de Student para amostras independentes. Para identificar os fatores sociodemográficos e os problemas de saúde associados à obesidade, utilizaram-se modelos de regressão de Poisson com variância robusta e razões de prevalência brutas e ajustadas por faixa etária para testar as associações. Resultados: De 2013 a 2019, a prevalência de obesidade aumentou significativamente, de 20,8 para 25,9%. Entre os homens, os maiores aumentos ocorreram no grupo etário 40-59 anos (9,1%) e na faixa de renda mediana (8,3%), e, entre as mulheres, as de baixa escolaridade (8,7%) e não brancas (6,0%). Para ambos os sexos, os fatores associados à obesidade foram idade, viver com companheiro e escolaridade, diretamente entre homens e inversamente entre mulheres. Em 2019, para o sexo masculino, as razões de prevalência brutas e ajustadas foram significativas para colesterol alto, hipertensão arterial e alguma doença crônica não transmissível, e, para o feminino, para autoavaliação de saúde não boa, hipertensão arterial, diabetes, alguma doença crônica não transmissível. Conclusões: É preciso implementar políticas intersetoriais para promover mudanças nos hábitos de alimentação e incentivar a prática de atividade física, levando em consideração os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Obesity/epidemiology , Brazil/epidemiology , Prevalence , Cross-Sectional Studies , Risk Factors
18.
Rev. bras. epidemiol ; 24(supl.2): e210002, 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1351750

ABSTRACT

ABSTRACT Objective Compare the demand and use of health services between 2013 and 2019, and analyze the associated sociodemographic and health variables in 2019. Methods: Cross-sectional study with data from the National Health Survey (PNS) 2013 and 2019. The prevalence and 95% confidence intervals (95% CI) for the demand and use of health services were estimated. In 2019, the differences in the indicators were analyzed according to sociodemographic variables and the crude and adjusted by sex and age prevalence ratios (RP) were estimated. Results: There was an increase of 22% in the demand for health care in the last two weeks, going from 15.3% (95%CI 15.0-15.7) in 2013 to 18.6% (95%CI 18.3-19.0) in 2019. There was a reduction in use in the last two weeks, from 97% (95%CI 96.6-97.4) in 2013 to 86.1% (95%CI 85.4-86.8) in 2019, which was observed for most Federation Units. In 2019, the demand for care was greater among women, the elderly, those with high schooling, individuals with health insurance and poor self-rated health. They obtained greater access to health services in the fifteen days prior to the survey: men, children or adolescents up to 17 years of age, people with health insurance and poor health self-assessment. Conclusion: The demand for health services has grown and reduced access in the last 15 days between 2013 and 2019. These differences may have been exacerbated by the austerity measures implemented in the country.


RESUMO: Objetivo: Comparar a procura e a utilização dos serviços de saúde entre 2013 e 2019, e analisar as variáveis sociodemográficas e de saúde associadas em 2019. Métodos: Estudo transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013 e 2019. Foram estimados a prevalência e os intervalos de confiança de 95% (IC95%) referentes à procura e à utilização dos serviços de saúde. Em 2019, analisaram-se as diferenças dos indicadores segundo variáveis sociodemográficas e foram estimadas as razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas por sexo e idade. Resultados: Ocorreu aumento de 22% na procura por atendimento de saúde nas duas últimas semanas anteriores à pesquisa, passando de 15,3% (IC95% 15,0-15,7) em 2013 para 18,6% (IC95% 18,3-19,0) em 2019. Houve redução da utilização, nas duas últimas semanas anteriores à pesquisa, de 97% (IC95% 96,6-97,4) em 2013 para 86,1% (IC95% 85,4-86,8) em 2019, o que foi observado para a maioria das Unidades da Federação. Em 2019, a procura de atendimento foi maior entre mulheres, idosos, pessoas com elevada escolaridade, indivíduos que apresentam plano de saúde e com autoavaliação ruim da saúde. Obtiveram maior acesso aos serviços de saúde nos 15 dias anteriores à pesquisa: homens, crianças ou adolescentes até 17 anos, pessoas com plano de saúde e com autoavaliação ruim da saúde. Conclusão: Cresceu a demanda por serviços de saúde e reduziu o acesso entre 2013 e 2019. Essas diferenças podem ter sido agravadas pelas medidas de austeridade implantadas no país.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Adolescent , Aged , Health Services Accessibility , Socioeconomic Factors , Brazil , Cross-Sectional Studies , Health Surveys
19.
Rev. bras. epidemiol ; 24(supl.2): e210017, 2021. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1351747

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: To estimate prevalence of healthy behaviors among individuals aged 30 years or more, diagnosed with arterial hypertension and diabetes mellitus, using information from the National Health Survey, 2019. Methods: Cross-sectional study with cluster sampling and simple random sampling in three stages. Individuals were aggregated according the following conditions: having arterial hypertension; arterial hypertension only; diabetes mellitus; diabetes mellitus only; arterial hypertension and diabetes mellitus only; without chronic non-communicable diseases. Poisson regression models and crude and adjusted prevalence ratios for sex, age group, and schooling were used. The proportion of recommendations received by patients with arterial hypertension and diabetes mellitus was estimated by type of care (public/private). Results: A total of 69,285 individuals aged 30 years or more was analyzed. Compared to individuals without non-communicable diseases, prevalence of consumption of fruits and vegetables ≥5 days a week was significantly higher among individuals with arterial hypertension (39.9% - 95%CI 38.8-41.0) and those with diabetes mellitus (42.8% - 95%CI 40.7-44.9). However, estimates of not having consumed ultra-processed food were low, 19.7% (95%CI 18.9-20.6) and 21.9% (95%CI 20,3-23.5), respectively. Prevalence of not smoking reached values close to 90% and significant prevalence ratios, whereas the practice of physical activity had levels below 30% and non-significant prevalence ratios. The proportion of healthy eating recommendations reached 90%, but it was close to 70% for not smoking. Conclusions: It is necessary to encourage the practice of healthy lifestyles and provide information about the benefits of physical activity and the harmful effects of unhealthy eating for well-being and aging with quality.


RESUMO: Objetivo: Estimar as prevalências dos comportamentos saudáveis entre os indivíduos de 30 anos ou mais com diagnóstico de hipertensão arterial e diabetes mellitus utilizando as informações da Pesquisa Nacional de Saúde, 2019. Métodos: Estudo corte-transversal com amostragem por conglomerados e amostra aleatória simples nos três estágios. Os indivíduos foram agregados segundo as seguintes condições: ter hipertensão arterial; ter apenas hipertensão arterial; ter diabetes mellitus; ter apenas diabetes mellitus; ter apenas hipertensão arterial e diabetes mellitus; não ter doença crônica não transmissível. Foram utilizados modelos de regressão de Poisson e razões de prevalências brutas e ajustadas por sexo, grupo de idade e grau de escolaridade. As proporções de recomendações recebidas entre os hipertensos e diabéticos foram estimadas por tipo de atendimento (público/privado). Resultados: Foram analisados 69.285 indivíduos com 30 anos ou mais. Comparados aos indivíduos sem doença crônica não transmissível, as prevalências de consumo de frutas e hortaliças ≥5 dias na semana foram significativamente maiores entre os hipertensos, 39,9% (intervalo de confiança — IC95% 38,8-41,0) e diabéticos, 42,8% (IC95% 40,7-44,9). Contudo, as de não ter consumido alimento ultraprocessado foram baixas, 19,7% (IC95% 18,9-20,6) e 21,9% (IC95% 20,3-23,5), respectivamente. As prevalências de não fumar alcançaram valores próximos a 90% e razões de prevalência significativas, enquanto a prática de atividade física teve níveis inferiores a 30% e razões de prevalências não significativas. As proporções de recomendações recebidas para alimentação saudável alcançaram 90%, mas foram próximas a 70% para não fumar. Conclusões: É preciso estimular a prática dos estilos de vida saudáveis e prover informações sobre os benefícios da atividade física e os efeitos nocivos da alimentação não saudável para o bem-estar e o envelhecimento com qualidade.


Subject(s)
Humans , Diabetes Mellitus/therapy , Diabetes Mellitus/epidemiology , Hypertension/epidemiology , Brazil/epidemiology , Prevalence , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Delivery of Health Care , Healthy Lifestyle
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