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1.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(3): 374-383, jul.-set. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1347298

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar a capacidade do Teste de Caminhada de 6 Minutos para predizer a melhora do estado funcional físico em longo prazo de pacientes sobreviventes à unidade de terapia intensiva. Métodos: Foram avaliados, de forma prospectiva, entre fevereiro de 2017 e agosto de 2018, em um ambulatório pós-unidade de terapia intensiva, 32 sobreviventes à unidade de terapia intensiva. Foram inscritos consecutivamente os pacientes com permanência na unidade de terapia intensiva acima de 72 horas (para admissões emergenciais) ou acima de 120 horas (para admissões eletivas) que compareceram ao ambulatório pós-unidade de terapia intensiva 4 meses após receberem alta da unidade de terapia intensiva. A associação entre a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos realizado na avaliação inicial e a evolução do estado funcional físico foi avaliada durante 8 meses, com utilização do Índice de Barthel. Resultados: A distância média percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos foi significantemente mais baixa nos sobreviventes à unidade de terapia intensiva do que na população geral (405m versus 557m; p < 0,001). A idade (β = -4,0; p < 0,001) e a fraqueza muscular (β = -99,7; p = 0,02) se associaram com a distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos. A distância percorrida no Teste de Caminhada de 6 Minutos se associou com melhora do estado funcional físico no período de 8 meses de acompanhamento desses pacientes (razão de chance para cada 10m: 1,07; IC95% 1,01 - 1,16; p = 0,03). A área sob a curva Característica de Operação do Receptor para predição da melhora funcional física pelo Teste de Caminhada de 6 Minutos foi de 0,72 (IC95% 0,53 - 0,88). Conclusão: O Teste de Caminhada de 6 Minutos, realizado 4 meses após a alta da unidade de terapia intensiva, predisse com precisão moderada a melhora do estado funcional físico de sobreviventes à unidade de terapia intensiva.


ABSTRACT Objective: To evaluate the ability of the 6-Minute Walk Test to predict long-term physical functional status improvement among intensive care unit survivors. Methods: Thirty-two intensive care unit survivors were prospectively evaluated from February 2017 to August 2018 in a post-intensive care unit outpatient clinic in Brazil. Individuals with intensive care unit stays > 72 hours (emergency admissions) or > 120 hours (elective admissions) attending the post-intensive care unit clinic four months after intensive care unit discharge were consecutively enrolled. The association between the 6-Minute Walk Test distance at baseline and physical functional status was assessed over 8 months using the Barthel Index. Results: The mean 6-Minute Walk Test distance was significantly lower in intensive care unit survivors than in the general population (405m versus 557m; p < 0.001). Age (β = -4.0; p < 0.001) and muscle weakness (β = -99.7; p = 0.02) were associated with the 6-Minute Walk Test distance. A 6-Minute Walk Test distance was associated with improvement in physical functional status over the 8-month follow-up (odds ratio for each 10m of 1.07; 95%CI 1.01 - 1.16; p = 0.03). The area under the Receiver Operating Characteristic curve for the 6-Minute Walk Test prediction of physical functional status improvement was 0.72 (95%CI 0.53 - 0.88). Conclusion: The 6-Minute Walk Test performed 4 months after intensive care unit discharge predicted long-term physical functional status among intensive care unit survivors with moderate accuracy.


Subject(s)
Humans , Survivors , Intensive Care Units , Patient Discharge , Prospective Studies , Walk Test
2.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(2): 312-319, abr.-jun. 2021. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289076

ABSTRACT

RESUMO Estudos clínicos randomizados em terapia intensiva priorizam desfechos focados em doença e não desfechos centrados no paciente. Uma mudança de paradigma considerando a avaliação de medidas após a alta hospitalar e medidas focadas na qualidade de vida e em sintomas comuns, como dor e dispneia, poderiam refletir melhor os desejos de pacientes e de seus familiares. No entanto, barreiras relacionadas à sistematização da interpretação desses desfechos, a heterogeneidade de instrumentos de medida e a maior dificuldade na execução dos estudos, até o momento, parecem dificultar essa mudança. Além disso, a participação conjunta de pacientes, familiares, pesquisadores e clínicos na definição dos desfechos dos estudos ainda não é uma realidade.


ABSTRACT Randomized clinical trials in intensive care prioritize disease-focused outcomes rather than patient-centered outcomes. A paradigm shift considering the evaluation of measures after hospital discharge and measures focused on quality of life and common symptoms, such as pain and dyspnea, could better reflect the wishes of patients and their families. However, barriers related to the systematization of the interpretation of these outcomes, the heterogeneity of measurement instruments and the greater difficulty in performing the studies, to date, seem to hinder this change. In addition, the joint participation of patients, families, researchers, and clinicians in the definition of study outcomes is not yet a reality.


Subject(s)
Humans , Quality of Life , Critical Illness , Pain , Patient Discharge , Critical Care
3.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(1): 1-11, jan.-mar. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289064

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Fornecer recomendações para nortear o manejo clínico do potencial doador em morte encefálica. Métodos: O presente documento foi formulado em dois painéis compostos por uma força tarefa integrada por 27 especialistas de diferentes áreas que responderam a questões dirigidas aos seguintes temas: ventilação mecânica, hemodinâmica, suporte endócrino-metabólico, infecção, temperatura corporal, transfusão sanguínea, e uso de checklists. Os desfechos considerados foram: parada cardíaca, número de órgãos retirados ou transplantados e função/sobrevida dos órgãos transplantados. A qualidade das evidências das recomendações foi avaliada pelo sistema Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation. Resultados: Foram geradas 19 recomendações a partir do painel de especialistas. Dessas, 7 foram classificadas como fortes, 11 fracas e uma foi considerada boa prática clínica. Conclusão: Apesar da concordância entre os membros do painel em relação à maior parte das recomendações, o grau de recomendação é fraco em sua maioria.


Abstract Objective: To contribute to updating the recommendations for brain-dead potential organ donor management. Methods: A group of 27 experts, including intensivists, transplant coordinators, transplant surgeons, and epidemiologists, answered questions related to the following topics were divided into mechanical ventilation, hemodynamics, endocrine-metabolic management, infection, body temperature, blood transfusion, and checklists use. The outcomes considered were cardiac arrests, number of organs removed or transplanted as well as function / survival of transplanted organs. The quality of evidence of the recommendations was assessed using the Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation system to classify the recommendations. Results: A total of 19 recommendations were drawn from the expert panel. Of these, 7 were classified as strong, 11 as weak and 1 was considered a good clinical practice. Conclusion: Despite the agreement among panel members on most recommendations, the grade of recommendation was mostly weak.


Subject(s)
Humans , Brain Death , Critical Care , Respiration, Artificial , Tissue Donors , Brain
4.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(1): 96-101, jan.-mar. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289062

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar as modificações nas características das paradas cardíacas no hospital após a implantação de um Time de Resposta Rápida. Métodos: Este foi um estudo observacional prospectivo de paradas cardíacas ocorridas no hospital entre janeiro de 2013 e dezembro de 2017. O critério de exclusão foi parada cardíaca na unidade de terapia intensiva, na emergência ou na sala cirúrgica. O Time de Resposta Rápida foi introduzido no hospital do estudo em julho de 2014. Os pacientes foram classificados em dois grupos: Pré-Time de Resposta Rápida (parada cardíaca no hospital antes da implantação do Time de Resposta Rápida) e Pós- Time de Resposta Rápida (parada cardíaca no hospital após a implantação do Time de Resposta Rápida). Os pacientes foram seguidos até a alta hospitalar ou óbito. Resultados: Ocorreram 308 paradas cardíacas (64,6 ± 15,2 anos; 60,3% homens; 13,9% com ritmo inicial chocável). Houve diminuição de 4,2 para 2,5 no índice de parada cardíaca no hospital por 1.000 admissões após o início da atuação do Time de Resposta Rápida, além de cerca de 124 chamados por 1.000 admissões. A parada antes da implantação do Time de Resposta Rápida se associou com hipóxia (29,4 versus 14,3%; p = 0,006) e alteração da frequência respiratória (14,7 versus 4,2%; p = 0,004) em comparação aos dados referentes à parada cardíaca após a implantação do Time de Resposta Rápida. Parada cardíaca por hipóxia foi mais comum antes da implantação do Time de Resposta Rápida (61,2 versus 38,1%; p < 0,001). Na análise multivariada, o retorno à circulação espontânea se associou com ritmo chocável (RC 2,97; IC95% 1,04 - 8,43) e parada cardíaca testemunhada (RC 2,52; IC95% 1,39 - 4,59) mas não com a implantação do Time de Resposta Rápida (RC 1,40; IC95% 0,70 - 2,81) ou sinais premonitórios (RC 0,71; IC95% 0,39 - 1,28). Na análise multivariada, a mortalidade hospitalar se associou com ritmo não chocável (RC 5,34; IC95% 2,28 - 12,53) e idade (RC 1,03; IC95% 1,01 - 1,05), porém não com a implantação do Time de Resposta Rápida (RC 0,89; IC95% 0,40 - 2,02). Conclusão: Apesar de a implantação de um Time de Resposta Rápida se associar com redução na incidência de parada cardíaca no hospital, ela não se associou com a redução da mortalidade das vítimas de parada cardíaca no hospital. Observou-se significante diminuição nas paradas cardíacas devidas a causas respiratórias após a implantação do Time de Resposta Rápida.


ABSTRACT Objective: To evaluate changes in the characteristics of in-hospital cardiac arrest after the implementation of a Rapid Response Team. Methods: This was a prospective observational study of in-hospital cardiac arrest that occurred from January 2013 to December 2017. The exclusion criterion was in-hospital cardiac arrest in the intensive care unit, emergency room or operating room. The Rapid Response Team was implemented in July 2014 in the study hospital. Patients were classified into two groups: a Pre-Rapid Response Team (in-hospital cardiac arrest before Rapid Response Team implementation) and a Post-Rapid Response Team (in-hospital cardiac arrest after Rapid Response Team implementation). Patients were followed until hospital discharge or death. Results: We had a total of 308 cardiac arrests (64.6 ± 15.2 years, 60.3% men, 13.9% with initial shockable rhythm). There was a decrease from 4.2 to 2.5 in-hospital cardiac arrest/1000 admissions after implementation of the Rapid Response Team, and we had approximately 124 calls/1000 admissions. Pre-Rapid Response Team cardiac arrest was associated with more hypoxia (29.4 versus 14.3%; p = 0.006) and an altered respiratory rate (14.7 versus 4.2%; p = 0.004) compared with post-Rapid Response Team cardiac arrest. Cardiac arrest due to hypoxia was more common before Rapid Response Team implementation (61.2 versus 38.1%, p < 0.001). In multivariate analysis, return of spontaneous circulation was associated with shockable rhythm (OR 2.97; IC95% 1.04 - 8.43) and witnessed cardiac arrest (OR 2.52; IC95% 1.39 - 4.59) but not with Rapid Response Team implementation (OR 1.40; IC95% 0.70 - 2.81) or premonitory signs (OR 0.71; IC95% 0.39 - 1.28). In multivariate analysis, in-hospital mortality was associated with non-shockable rhythm (OR 5.34; IC95% 2.28 - 12.53) and age (OR 1.03; IC95% 1.01 - 1.05) but not with Rapid Response Team implementation (OR 0.89; IC95% 0.40 - 2.02). Conclusion: Even though Rapid Response Team implementation is associated with a reduction in in-hospital cardiac arrest, it was not associated with the mortality of in-hospital cardiac arrest victims. A significant decrease in cardiac arrests due to respiratory causes was noted after Rapid Response Team implementation.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Cardiopulmonary Resuscitation , Hospital Rapid Response Team , Heart Arrest/therapy , Heart Arrest/epidemiology , Hospital Mortality , Emergency Service, Hospital , Intensive Care Units
6.
Rev. bras. ter. intensiva ; 33(1): 31-37, jan.-mar. 2021. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1289059

ABSTRACT

RESUMO Introdução: Os efeitos provocados pela COVID-19 em longo prazo são desconhecidos. O presente estudo tem como objetivo avaliar os fatores associados com a qualidade de vida relacionada à saúde e os desfechos em longo prazo em sobreviventes à hospitalização por COVID-19 no Brasil. Métodos: Este será um estudo multicêntrico de coorte prospectivo, aninhado em cinco ensaios clínicos randomizados desenhados para avaliar os efeitos dos tratamentos específicos para COVID-19 em mais de 50 centros no Brasil. Pacientes adultos sobreviventes à hospitalização por infecção por SARS-CoV-2 comprovada ou suspeita serão seguidos por um período de 1 ano, por meio de entrevistas telefônicas estruturadas. O desfecho primário é o escore de utilidade para qualidade de vida relacionada à saúde após 1 ano, avaliado segundo o questionário EuroQol-5D3L. Os desfechos secundários incluirão mortalidade por todas as causas, eventos cardiovasculares graves, reospitalizações, retorno ao trabalho ou estudo, condição funcional física avaliada pelo instrumento Lawton-Brody Instrumental Activities of Daily Living, dispneia avaliada segundo a escala de dispneia modificada do Medical Research Council, necessidade de suporte ventilatório em longo prazo, sintomas de ansiedade e depressão avaliados segundo a Hospital Anxiety and Depression Scale, sintomas de transtorno de estresse pós-traumático avaliados pela ferramenta Impact of Event Scale-Revised e autoavaliação da condição de saúde, conforme a Escala Visual Analógica do EuroQol-5D3L. Serão utilizadas equações de estimativas generalizada para testar a associação entre cinco conjuntos de variáveis (1 - características demográficas, 2 - condição de saúde pré-morbidade, 3 - características da doença aguda, 4 - terapias específicas para COVID-19 recebidas e 5 - variáveis pós-alta atualizadas) e desfechos. Ética e disseminação: O protocolo do estudo foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa de todas as instituições participantes. Os resultados serão disseminados por meio de conferências e periódicos revisados por pares.


Abstract Introduction: The long-term effects caused by COVID-19 are unknown. The present study aims to assess factors associated with health-related quality of life and long-term outcomes among survivors of hospitalization for COVID-19 in Brazil. Methods: This is a multicenter prospective cohort study nested in five randomized clinical trials designed to assess the effects of specific COVID-19 treatments in over 50 centers in Brazil. Adult survivors of hospitalization due to proven or suspected SARS-CoV-2 infection will be followed-up for a period of 1 year by means of structured telephone interviews. The primary outcome is the 1-year utility score of health-related quality of life assessed by the EuroQol-5D3L. Secondary outcomes include all-cause mortality, major cardiovascular events, rehospitalizations, return to work or study, physical functional status assessed by the Lawton-Brody Instrumental Activities of Daily Living, dyspnea assessed by the modified Medical Research Council dyspnea scale, need for long-term ventilatory support, symptoms of anxiety and depression assessed by the Hospital Anxiety and Depression Scale, symptoms of posttraumatic stress disorder assessed by the Impact of Event Scale-Revised, and self-rated health assessed by the EuroQol-5D3L Visual Analog Scale. Generalized estimated equations will be performed to test the association between five sets of variables (1- demographic characteristics, 2- premorbid state of health, 3- characteristics of acute illness, 4- specific COVID-19 treatments received, and 5- time-updated postdischarge variables) and outcomes. Ethics and dissemination: The study protocol was approved by the Research Ethics Committee of all participant institutions. The results will be disseminated through conferences and peer-reviewed journals.


Subject(s)
Humans , Adult , Quality of Life , COVID-19/complications , Patient Readmission , Telephone , Brazil , Cardiovascular Diseases/etiology , Randomized Controlled Trials as Topic , Prospective Studies , Follow-Up Studies , Cause of Death , Survivors , Sample Size , Return to Work , Patient Reported Outcome Measures , COVID-19/mortality
7.
Clin. biomed. res ; 41(1): 75-83, 2021.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1255309

ABSTRACT

A sepse é uma disfunção orgânica aguda secundária à infecção e suas taxas de mortalidade hospitalar vêm reduzindo em muitos países nos últimos anos. Esta redução da mortalidade resulta em um maior número de pacientes que recebem alta hospitalar, porém frequentemente os sobreviventes experimentam novas incapacidades (físicas, cognitivas e psicológicas) e piora das condições crônicas de saúde em longo-prazo. Além disso, sua evolução pós-alta hospitalar cursa com elevado risco de morte e frequentes reinternações nos primeiros meses pós-hospitalização, bem como elevado uso de recursos de saúde. Esta revisão tem como objetivo descrever a morbimortalidade em longo prazo dos pacientes sobreviventes de sepse, seus efeitos sobre o sistema de saúde e as possíveis ações voltadas a minimizar as sequelas desta síndrome que acomete aproximadamente 1/3 dos pacientes admitidos em unidades de tratamento intensivo. (AU)


Sepsis is an acute organ dysfunction secondary to infection and its hospital mortality rates have been decreasing in many countries in recent years. This reduction in mortality results in a greater number of patients being discharged from the hospital, but survivors often experience new disabilities (physical, cognitive and psychological) and worsening chronic long-term health conditions. In addition, the post-discharge evolution leads to a high risk of death and frequent readmissions in the first months after hospitalization, as well as a high use of health resources. This review aims to describe the long-term morbidity and mortality of survivors of sepsis, its effects on the health system and the possible actions aimed at minimizing the sequelae of this syndrome that affects approximately 1/3 of patients admitted to intensive care units. (AU)


Subject(s)
Patient Discharge , Sepsis/mortality , Intensive Care Units , Patient Readmission , Sepsis/complications
8.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 66(8): 1157-1163, Aug. 2020. graf
Article in English | SES-SP, LILACS, SES-SP | ID: biblio-1136330

ABSTRACT

SUMMARY There is a new global pandemic that emerged in China in 2019 that is threatening different populations with severe acute respiratory failure. The disease has enormous potential for transmissibility and requires drastic governmental measures, guided by social distancing and the use of protective devices (gloves, masks, and facial shields). Once the need for admission to the ICU is characterized, a set of essentially supportive therapies are adopted in order to offer multi-organic support and allow time for healing. Typically, patients who require ventilatory support have bilateral infiltrates in the chest X-ray and chest computed tomography showing ground-glass pulmonary opacities and subsegmental consolidations. Invasive ventilatory support should not be postponed in a scenario of intense ventilatory distress. The treatment is, in essence, supportive.


RESUMO Há uma nova pandemia global que surgiu na China em 2019 e está ameaçando diferentes populações com insuficiência respiratória aguda grave. A doença tem um enorme potencial de transmissibilidade e requer medidas governamentais drásticas, orientadas para o distanciamento social e pelo uso de dispositivos de proteção (luvas, máscaras e escudos faciais). Uma vez caracterizada a necessidade de admissão na UTI, um conjunto de terapias essencialmente de suporte é adotado para oferecer suporte multiorgânico e permitir tempo para a cura. Normalmente, os pacientes que necessitam de suporte ventilatório apresentam infiltrados bilaterais na radiografia de tórax e na tomografia computadorizada de tórax, mostrando opacidades pulmonares em vidro fosco e consolidações subsegmentares. O suporte ventilatório invasivo não deve ser adiado em um cenário de intenso sofrimento ventilatório. O tratamento é essencialmente de suporte orgânico.


Subject(s)
Humans , Pneumonia, Viral , Pandemics , Betacoronavirus , China , Coronavirus Infections , Intensive Care Units
9.
Rev. bras. ter. intensiva ; 32(2): 308-311, Apr.-June 2020.
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1138481

ABSTRACT

RESUMO A pandemia causada pelo novo coronavírus tem provocado mudanças significativas no processo de tomada de decisão médica diante do paciente grave. Repentinamente, aumentaram as admissões em unidades de tratamento intensivo, porém, muitos desses casos não apresentam quadros relacionados à infecção viral, mas à exacerbação de doenças preexistentes. Nesse contexto, precisamos evitar que o processo decisório intuitivo e a insegurança nos levem a exaurir a disponibilidade de leitos críticos, antes do momento em que eles sejam realmente necessários, mesmo reconhecendo a importância do método decisório rápido em situações emergências. Uma das melhores formas de atingir esse propósito talvez seja por meio da prática da metacognição e da estruturação de formas de feedback regulares aos profissionais envolvidos em processos decisórios inerentemente rápidos.


ABSTRACT The disease pandemic caused by the novel coronavirus has triggered significant changes in the medical decision-making process relating to critically ill patients. Admissions to intensive care units have suddenly increased, but many of these patients do not present with clinical manifestations related to the viral infection but rather exacerbation of preexisting diseases. In this context, we must prevent intuitive decision-making and insecurity from leading us to exhaust the available critical-care beds before they are truly necessary, while still recognizing the importance of rapid decision-making in emergency situations. One of the best ways to achieve this goal may be by practicing metacognition and establishing ways for regular feedback to be provided to professionals engaged in inherently rapid decision-making processes.


Subject(s)
Humans , Pneumonia, Viral/epidemiology , Coronavirus Infections/epidemiology , Clinical Decision-Making/methods , Metacognition , Betacoronavirus , Disease Progression , Emergencies , Feedback , Pandemics , Heuristics , SARS-CoV-2 , COVID-19 , Intensive Care Units
10.
Rev. bras. cineantropom. desempenho hum ; 22: e67015, 2020. tab, graf
Article in English | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1137243

ABSTRACT

Abstract The study analyzed the physical conditioning and the time of recovery of the maximum heart rate of 12 international referees being used the test of 20 meters with beep to evaluate the cardiorespiratory conditioning, with the frequency to control the recovery time of the maximum cardiac post test. The majority of the referees obtained a recovery of heart rate greater than 50% in 3 minutes, were those that reached the levels of good to excellent in the table of maximum Vo2. Even with some factors influencing their physical performance most of the referees were able to complete the aerobic test and obtained a good recovery of the heart rate, the others that failed to reach the test goal had the HR recovery in 3 minutes much lower than expected, thus highlighting the association of the maximum VO2 level between good and excellent with the recovery of the heart frequency.


Resumo O estudo analisou o condicionamento físico e o tempo de recuperação da frequência cardíaca máxima de 12 árbitros internacionais utilizando-se o teste de 20 metros com beep para avaliar o condicionamento cardiorrespiratório, com a frequência para controlar o tempo de recuperação do pós-teste cardíaco máximo. A maioria dos árbitros obteve uma recuperação de frequência cardíaca superior a 50% em 3 minutos, foram aqueles que atingiram os níveis de bom a excelente na tabela de VO2 máximo. Mesmo com alguns fatores influenciando seu desempenho físico, a maioria dos árbitros conseguiu completar o teste aeróbico e obteve uma boa recuperação da frequência cardíaca, os outros que não conseguiram atingir a meta de teste tiveram a recuperação da FC em 3 minutos muito abaixo do esperado, Destacando, assim, a associação do VO2 máximo entre bom e excelente com a recuperação da frequência cardíaca.

11.
Rev. bras. ter. intensiva ; 31(4): 555-560, out.-dez. 2019.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1058037

ABSTRACT

RESUMO Os pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo requerem estratégias ventilatórias que demonstraram ser importantes na redução da mortalidade em curto prazo, como ventilação protetora e ventilação em posição prona. No entanto, os pacientes que sobrevivem têm permanência prolongada, tanto na unidade de terapia intensiva como no hospital, e experimentam redução na satisfação global com a vida (independência, aceitação e perspectiva positiva), na saúde mental (ansiedade, depressão e sintomas de transtorno de estresse pós-traumático), na saúde física (estado físico, atividades da vida diária, fadiga e fraqueza muscular), na saúde social e na capacidade de realização de suas atividades sociais (amigos ou relações familiares, hobbies e atividades sociais).


ABSTRACT Patients with acute respiratory distress syndrome require ventilation strategies that have been shown to be important for reducing short-term mortality, such as protective ventilation and prone position ventilation. However, patients who survive have a prolonged stay in both the intensive care unit and the hospital, and they experience a reduction in overall satisfaction with life (independence, acceptance and positive outlook) as well as decreased mental health (including anxiety, depression and posttraumatic stress disorder symptoms), physical health (impaired physical state and activities of daily living; fatigue and muscle weakness), social health and the ability to participate in social activities (including relationships with friends and family, hobbies and social gatherings).


Subject(s)
Humans , Quality of Life , Respiratory Distress Syndrome/therapy , Intensive Care Units , Personal Satisfaction , Respiration, Artificial/methods , Respiratory Distress Syndrome/mortality , Respiratory Distress Syndrome/psychology , Activities of Daily Living , Mental Health , Survivors/psychology
13.
Rev. bras. ter. intensiva ; 31(4): 497-503, out.-dez. 2019. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1058039

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar se os achados eletromiográficos podem prever a mortalidade na unidade de terapia intensiva em pacientes sépticos sob ventilação mecânica e sedação profunda. Métodos: Conduziu-se estudo prospectivo de coorte, que inscreveu, de forma consecutiva, pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo moderada a grave (pressão parcial de oxigênio/fração inspirada de oxigênio < 200) com idade ≥ 18 anos, dependentes de ventilação mecânica por 7 ou mais dias, e mantidos sob sedação profunda (escala de agitação e sedação de Richmond ≤ -4). Realizaram-se estudos eletromiográficos dos membros inferiores em todos os pacientes entre o sétimo e o décimo dia de ventilação mecânica. Registraram-se os potenciais de ação dos nervos sensitivos nos nervos mediano e sural, bem como os potenciais de ação compostos para os nervos mediano (músculo abdutor curto do polegar) e fibular comum (músculo extensor curto dos dedos). Resultados: Foram inscritos 17 pacientes durante os 7 meses de duração do estudo. Nove pacientes (53%) tinham sinais eletromiográficos de miopatia ou polineuropatia da doença crítica. O risco de óbito durante o tempo de permanência na unidade de terapia intensiva foi mais elevado nos pacientes com sinais eletromiográficos de miopatia ou polineuropatia da doença crítica, em comparação com aqueles sem esses diagnósticos (77,7% versus 12,5%; log-rank p = 0,02). Conclusão: A presença de sinais eletromiográficos de miopatia ou polineuropatia da doença crítica, entre o sétimo e décimo dias de ventilação mecânica, pode se associar com mortalidade na unidade de terapia intensiva em pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo moderada a grave mantidos sob sedação profunda, nos quais não é possível proceder à avaliação clínica da força muscular.


ABSTRACT Objective: To evaluate whether electromyographical findings could predict intensive care unit mortality among mechanically ventilated septic patients under profound sedation. Methods: A prospective cohort study that consecutively enrolled moderate-severe acute respiratory distress syndrome (partial pressure of oxygen/fraction of inspired oxygen < 200) patients who were ≥ 18 years of age, dependent on mechanical ventilation for ≥ 7 days, and under profound sedation (Richmond Agitation Sedation Scale ≤ -4) was conducted. Electromyographic studies of the limbs were performed in all patients between the 7th and the 10th day of mechanical ventilation. Sensory nerve action potentials were recorded from the median and sural nerves. The compound muscle action potentials were recorded from the median (abductor pollicis brevis muscle) and common peroneal (extensor digitorum brevis muscle) nerves. Results: Seventeen patients were enrolled during the seven months of the study. Nine patients (53%) had electromyographic signs of critical illness myopathy or neuropathy. The risk of death during the intensive care unit stay was increased in patients with electromyographical signs of critical illness myopathy or neuropathy in comparison to those without these diagnostics (77.7% versus 12.5%, log-rank p = 0.02). Conclusion: Electromyographical signs of critical illness myopathy or neuropathy between the 7th and the 10th day of mechanical ventilation may be associated with intensive care unit mortality among moderate-severe acute respiratory distress syndrome patients under profound sedation, in whom clinical strength assessment is not possible.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Respiration, Artificial/statistics & numerical data , Respiratory Distress Syndrome/mortality , Electromyography , Respiratory Distress Syndrome/therapy , Time Factors , Risk , Prospective Studies , Cohort Studies , Hospital Mortality , Critical Illness/mortality , Critical Care/methods , Deep Sedation , Intensive Care Units , Middle Aged
15.
Rev. bras. ter. intensiva ; 31(3): 386-392, jul.-set. 2019.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1042578

ABSTRACT

RESUMO A melhoria da qualidade da ressuscitação cardiopulmonar vem reduzindo a mortalidade dos indivíduos atendidos em parada cardiorrespiratória. Porém, os sobreviventes apresentam risco elevado de dano cerebral grave em caso de retorno à circulação espontânea. Dados sugerem que paradas cardiorrespiratórias, que ocorram em pacientes criticamente doentes com ritmos cardíacos não chocáveis, apresentem somente 6% de chance de retorno à circulação espontânea e, destes, somente um terço consiga recuperar sua autonomia. Optaríamos, assim, pela realização de um procedimento em que a chance de sobrevida é mínima, e os sobreviventes apresentam risco de aproximadamente 70% de morte hospitalar ou dano cerebral grave e definitivo? Valeria a pena discutir se este paciente é ou não ressuscitável, em caso de parada cardiorrespiratória? Esta discussão traria algum benefício ao paciente e a seus familiares? As discussões avançadas de não ressuscitação se baseiam no princípio ético do respeito pela autonomia do paciente, pois o desejo dos familiares e dos médicos, muitas vezes, não se correlaciona adequadamente aos dos pacientes. Não somente pela ótica da autonomia, as discussões avançadas podem ajudar a equipe médica e assistencial a anteciparem problemas futuros, fazendo-os planejar melhor o cuidado dos enfermos. Ou seja, nossa opinião é a de que discussões sobre ressuscitação ou não dos pacientes criticamente doentes devam ser realizadas em todos os casos internados na unidade de terapia intensiva logo nas primeiras 24 a 48 horas de internação.


Abstract The improvement in cardiopulmonary resuscitation quality has reduced the mortality of individuals treated for cardiac arrest. However, survivors have a high risk of severe brain damage in cases of return of spontaneous circulation. Data suggest that cases of cardiac arrest in critically ill patients with non-shockable rhythms have only a 6% chance of returning of spontaneous circulation, and of these, only one-third recover their autonomy. Should we, therefore, opt for a procedure in which the chance of survival is minimal and the risk of hospital death or severe and definitive brain damage is approximately 70%? Is it worth discussing patient resuscitation in cases of cardiac arrest? Would this discussion bring any benefit to the patients and their family members? Advanced discussions on do-not-resuscitate are based on the ethical principle of respect for patient autonomy, as the wishes of family members and physicians often do not match those of patients. In addition to the issue of autonomy, advanced discussions can help the medical and care team anticipate future problems and, thus, better plan patient care. Our opinion is that discussions regarding the resuscitation of critically ill patients should be performed for all patients within the first 24 to 48 hours after admission to the intensive care unit.


Subject(s)
Humans , Resuscitation Orders , Heart Arrest/therapy , Intensive Care Units , Physician-Patient Relations , Professional-Family Relations , Truth Disclosure , Personal Autonomy , Heart Arrest/psychology
17.
Rev. bras. ter. intensiva ; 30(4): 405-413, out.-dez. 2018. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-977985

ABSTRACT

RESUMO Objetivo: Avaliar a prevalência de incapacidades físicas, cognitivas e psiquiátricas, fatores associados e sua relação com qualidade de vida em pacientes sobreviventes de internação em unidades de terapia intensiva brasileiras. Métodos: Um estudo de coorte prospectivo multicêntrico está sendo conduzido em dez unidades de terapia intensiva adulto clínico-cirúrgicas representativas das cinco regiões geopolíticas do Brasil. Pacientes com idade ≥ 18 anos que receberam alta das unidades de terapia intensiva participantes e permaneceram internados na unidade de terapia intensiva por 72 horas ou mais, nos casos de internação clínica ou cirúrgica de urgência, e por 120 horas ou mais, nos casos de internação cirúrgica eletiva, serão incluídos de forma consecutiva. Estes pacientes serão seguidos por 1 ano, por meio de entrevistas telefônicas estruturadas 3, 6 e 12 meses pós-alta da unidade de terapia intensiva. Dependência funcional, disfunção cognitiva, sintomas de ansiedade e depressão, sintomas de estresse pós-traumático, qualidade de vida relacionada à saúde, re-hospitalizações e mortalidade em longo prazo serão avaliados como desfechos. Discussão: O presente estudo tem o potencial de contribuir para o conhecimento a respeito da prevalência e dos fatores associados à síndrome pós-cuidados intensivos na população de pacientes adultos sobreviventes de internação em unidades de terapia intensiva brasileiras. Ademais, a associação entre síndrome pós-cuidados intensivos e qualidade de vida relacionada à saúde poderá ser estabelecida.


ABSTRACT Objective: To establish the prevalence of physical, cognitive and psychiatric disabilities, associated factors and their relationship with the qualities of life of intensive care survivors in Brazil. Methods: A prospective multicenter cohort study is currently being conducted at 10 adult medical-surgical intensive care units representative of the 5 Brazilian geopolitical regions. Patients aged ≥ 18 years who are discharged from the participating intensive care units and stay 72 hours or more in the intensive care unit for medical or emergency surgery admissions or 120 hours or more for elective surgery admissions are consecutively included. Patients are followed up for a period of one year by means of structured telephone interviews conducted at 3, 6 and 12 months after discharge from the intensive care unit. The outcomes are functional dependence, cognitive dysfunction, anxiety and depression symptoms, posttraumatic stress symptoms, health-related quality of life, rehospitalization and long-term mortality. Discussion: The present study has the potential to contribute to current knowledge of the prevalence and factors associated with postintensive care syndrome among adult intensive care survivors in Brazil. In addition, an association might be established between postintensive care syndrome and health-related quality of life.


Subject(s)
Humans , Quality of Life , Survivors/psychology , Intensive Care Units , Anxiety/epidemiology , Patient Discharge , Time Factors , Brazil , Prevalence , Prospective Studies , Cohort Studies , Follow-Up Studies , Critical Care , Depression/epidemiology , Cognitive Dysfunction/epidemiology
18.
Rev. bras. ter. intensiva ; 30(1): 98-111, jan.-mar. 2018. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-899561

ABSTRACT

RESUMO O acompanhamento dos pacientes que recebem alta das unidades de terapia intensiva segue fluxos distintos nas diferentes partes do mundo. Os ambulatórios ou clínicas pós-unidades de terapia intensiva representam uma das formas de realização deste acompanhamento, já com mais de 20 anos de experiência em alguns países do mundo. Estudos qualitativos que acompanharam pacientes nestes ambulatórios sugerem resultados mais animadores do que os estudos quantitativos, demonstrando melhora em desfechos intermediários, como satisfação do paciente e dos familiares. Resultados mais importantes, como mortalidade e melhora da qualidade de vida de pacientes e familiares, ainda não foram demonstrados. Além disto, quais pacientes devem ser indicados para estes ambulatórios? Por quanto tempo eles devem ser acompanhados? Podemos esperar melhora de desfechos clínicos nestes pacientes acompanhados? Os ambulatórios são custo-efetivos? Estas são somente algumas das dúvidas que esta forma de seguimento dos sobreviventes das unidades de terapia intensiva nos oferece. Este artigo visa revisar todos os aspectos referentes à organização e à realização dos ambulatórios pós-alta da unidade de terapia intensiva, bem como um apanhado dos estudos que avaliaram desfechos clínicos relacionados a esta prática.


ABSTRACT The follow-up of patients who are discharged from intensive care units follows distinct flows in different parts of the world. Outpatient clinics or post-intensive care clinics represent one of the forms of follow-up, with more than 20 years of experience in some countries. Qualitative studies that followed up patients in these outpatient clinics suggest more encouraging results than quantitative studies, demonstrating improvements in intermediate outcomes, such as patient and family satisfaction. More important results, such as mortality and improvement in the quality of life of patients and their families, have not yet been demonstrated. In addition, which patients should be indicated for these outpatient clinics? How long should they be followed up? Can we expect an improvement of clinical outcomes in these followed-up patients? Are outpatient clinics cost-effective? These are only some of the questions that arise from this form of follow-up of the survivors of intensive care units. This article aims to review all aspects relating to the organization and performance of post-intensive care outpatient clinics and to provide an overview of studies that evaluated clinical outcomes related to this practice.


Subject(s)
Humans , Ambulatory Care Facilities/organization & administration , Intensive Care Units , Patient Discharge , Quality of Life , Outcome Assessment, Health Care , Survivors , Aftercare/organization & administration , Critical Care
19.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 64(1): 47-53, Jan. 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-896420

ABSTRACT

Summary Objective: To evaluate the impact of the need for mechanical ventilation (MV) and its duration throughout ICU stay on the quality of life (QoL) and physical functional status (PFS) after the immediate ICU discharge. Method: This was a cross-sectional study including all subjects consecutively discharged from the ICU during 1-year period. During the first week after ICU discharge, QoL was assessed through WHOQoL-Bref questionnaire and PFS through the Karnofsky Performance Status and modified-Barthel index, and retrospectively compared with the pre-admission status (variation [Δ] of indexes). Results: During the study, 160 subjects met the inclusion criteria. Subjects receiving MV presented PFS impairment (Δ Karnofsky Performance Status [-19.7 ± 20.0 vs. -14.9 ± 18.2; p=0.04] and Δ modified-Barthel index [-17.4 ± 12.8 vs. -13.2 ± 12.9; p=0.05]) compared with those who did not receive MV. Duration of MV was a good predictor of PFS (Δ Karnofsky Performance Status [-14.6-1.12 * total days of MV; p=0.01] and Δ modified-Barthel index [-14.2-0.74 * total days of MV; p=0.01]). QoL, assessed by WHOQoL-Bref, showed no difference between groups (14.0 ± 1.8 vs. 14.5 ± 1.9; p=0.14), and the duration of MV did not influence QoL (WHOQoL-Bref scale [14.2-0.05* total days of MV; p=0.43]). Conclusion: Need for MV and duration of MV decrease patient PFS after ICU discharge.


Resumo Objetivo: Avaliar o impacto da necessidade de ventilação mecânica (VM) e sua duração na qualidade de vida (QV) e no estado funcional físico (EFF) dos pacientes após a alta imediata da UTI. Método: Estudo transversal incluindo todos os pacientes que, consecutivamente, tiveram alta da UTI durante um período de um ano. Durante a primeira semana após a alta da UTI, a QV foi avaliada através do questionário WHOQoL-Bref e o EFF através do índice de Karnofsky e do índice de Barthel modificado, comparados retrospectivamente com o estado pré-admissão (variação [Δ] dos índices). Resultados: Durante o estudo, 160 indivíduos preencheram os critérios de inclusão. Os indivíduos submetidos a VM apresentaram maior prejuízo no EFF (Δ Karnofsky [-19,7 ± 20,0 vs. -14,9 ± 18,2; p=0,04] e Δ Barthel modificado [-17,4 ± 12,8 vs. -13,2 ± 12,9; p=0,05]) quando comparados aos pacientes sem VM. A duração da VM foi um bom preditor de redução do EFF (Δ Karnofsky [-14,6-1,12 * dias totais de VM; p=0,01] e Δ Barthel modificado [-14,2-0,74 * dias totais de VM; p=0,01]). A QV, avaliada pelo WHOQoL-Bref, não mostrou diferença entre os grupos (14,0 ± 1,8 vs. 14,5 ± 1,9; p=0,14) e a duração da VM não influenciou a QV (WHOQoL-Bref [14,2-0,05 * dias totais de VM; p=0,43]). Conclusão: A necessidade e a duração do VM reduzem a performance física dos pacientes após a alta da UTI.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Quality of Life , Respiration, Artificial/adverse effects , Recovery of Function , Patient Discharge , Respiration, Artificial/psychology , Time Factors , Activities of Daily Living , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Retrospective Studies , Karnofsky Performance Status , Intensive Care Units
20.
Clinics ; 73: e256, 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-952810

ABSTRACT

OBJECTIVES: The aim of this study was to evaluate systemic inflammatory factors and their relation to success or failure in a spontaneous ventilation test. METHODS: This cross-sectional study included a sample of 54 adult patients. Demographic data and clinical parameters were collected, and blood samples were collected in the first minute of the spontaneous ventilation test to evaluate interleukin (IL)-1β, IL-6, IL-8, and IL-10, tumour necrosis factor alpha (TNFα) and C-reactive protein. RESULTS: Patients who experienced extubation failure presented a lower rapid shallow breathing index than those who passed, and these patients also showed a significant increase in C-reactive protein 48 hours after extubation. We observed, moreover, that each unit increase in inflammatory factors led to a higher risk of spontaneous ventilation test failure, with a risk of 2.27 (1.001 - 4.60, p=0.049) for TNFα, 2.23 (1.06 - 6.54, p=0.037) for IL-6, 2.66 (1.06 - 6.70, p=0.037) for IL-8 and 2.08 (1.01 - 4.31, p=0.04) for IL-10, and the rapid shallow breathing index was correlated with IL-1 (r=-0.51, p=0.04). CONCLUSIONS: C-reactive protein is increased in patients who fail the spontaneous ventilation test, and increased ILs are associated with a greater prevalence of failure in this process; the rapid shallow breathing index may not be effective in patients who present systemic inflammation.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Ventilator Weaning , Inflammation/blood , Respiratory Function Tests , Stress, Physiological/physiology , C-Reactive Protein/analysis , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies , Interleukins/blood , Tumor Necrosis Factor-alpha/blood
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