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1.
São Paulo; s.n; 2022. 59 p.
Thesis in Portuguese | LILACS, Inca | ID: biblio-1367281

ABSTRACT

Introdução: O carcinoma endometrial (CE) foi classificado pelo sistema de Bokhman em tipos I e II com base em observações clínicas e epidemiológicas. O tipo I corresponde aos tumores de baixo grau e o tipo II aos tumores de alto grau. Adicionalmente, estudos recentes propuseram que a classificação também fosse baseada em aspectos histológicos e moleculares com base nos dados do TCGA (The Cancer Genome Atlas). Foram identificados quatro grupos moleculares distintos de CE: (1) com mutações no POLE (fenótipo "ultramutado"), (2) "alto número de cópias" (mutações em TP53), (3) !baixo número de cópias" (em que os tumores não apresentam nenhuma das alterações descritas nos outros tipos) e (4) tumores com predomínio de instabilidade de microssatélites. A imunohistoquímica (IHC) para proteínas do gene de reparo é usada para identificar a deficiência de genes de reparo do DNA (Mismatch Repair ­ MMR) associada à instabilidade de microssatélites(MSI). A coloração nuclear positiva representa a expressão retida de proteínas MMR, enquanto a perda completa representa deficiência de MMR. O padrão de expressão heterogênea (HEP), ou seja, concomitância em um mesmo espécime de áreas positivas e totalmente negativas tem sido observada em CE. No presente momento, as principais diretrizes determinam que a presença de HEP seja interpretada como expressão retida de proteínas MMR. Não há, porém, consenso quanto à classificação e interpretação de HEP, nem conhecimento do impacto da classificação de HEP como subtipo molecular diferente em relação às características clínicas e prognósticas. Objetivos: realizar a classificação molecular dos casos de CE com HEP das proteínas relacionadas aos genes de reparo do DNA e comparação do perfil molecular entre áreas positivas e negativas no estudo imunohistoquímico. Materiais e Métodos: De janeiro/2007 a dezembro/2017 foram identificados 356 casos de CE, 16 deles com HEP. A classificação molecular foi feita com base no protocolo PROMISE para CE. Cada área (expressão retida ou perdida) foi macrodissecada e o status molecular foi avaliado separadamente quanto ao status MSI (Idylla), metilação do promotor MLH1 (NGS - ponto de corte para positividade ≥ 15%), status POLE (NGS) e status p53 (IHC). Variáveis clínicas e patológicas também foram avaliadas e correlacionadas com cada caso. Resultados: A histologia endometrioide foi predominante (15 casos), bem como ausência de invasão linfovascular (11 casos), ausência de padrão MELF (10 casos), graus FIGO 1 e 2 (13 casos), invasão miometrial < 50% (13 casos) e estadiamento T1 (13 casos). Todos os pacientes estavam vivos e sem evidência de doença no último acompanhamento, exceto por um caso, cujo status de sobrevida era desconhecido. Dois casos que seriam descritos como apresentando expressão retida de proteínas relacionadas a genes de reparo do DNA por IHC apresentaram-se na análise molecular com instabilidade de microssatélites(MSI-H). Nos casos de HEP, a proteína MSH6 foi a maisfrequentemente envolvida (9 casos, 7 isolados). A proteína MLH1 apresentou-se alterada em 6 casos, sendo a única proteína associada a co-alterações (com MSH6 e PMS2). Seis casos apresentaram-se metilados por MLH1, padrão encontrado tanto em áreas com perda quanto em áreas com retenção das proteínas relacionadas a MMR por IHC e dois casos apresentaram metilação em apenas uma das áreas. Em relação ao status de POLE, 6 casos apresentaram mutação, 2 com mutações tanto em áreas com perda quanto em áreas com retenção de expressão, 3 apenas na área com perda e 1 apenas na área com retenção. Dois casos apresentam padrão aberrante de p53 (MSH6 alterados) em ambas as áreas. Conclusão: em pacientes portadoras CE e com tumores apresentando HEP a correlação entre a IHC e os achados moleculares é heterogênea e o diagnóstico entre casos com retenção ou das proteínas relacionadas a MMR não é factível apenas com realização de IHC. A análise molecular deve ser realizada em todos os casos de CE com HEP para determinar adequadamente as característicasintrínsecas de cada tumor. Devido à raridade desse achado, esta proposta é financeiramente viável e tem o potencial de mudar a prática clínica em um subconjunto de pacientes, permitindo tratamentos inovadores. HEP deve ser relatado como um padrão distinto e não considerado como uma expressão sinônimo de expressão retida de proteínas MMR em CE.


Introduction: Endometrial adenocarcinoma is classified by the Bokhman system in type I and II based on clinical and epidemiological observations, whereas the type I represents low grade tumors and type II high grade tumors. Additionally, a classification based on histological aspects and molecular profile has been proposed. The TCGA (The Cancer Genome Atlas) identified four molecular groups of endometrial adenocarcinomas: (1) mutations in POLE ("ultramutated" phenotype), (2) "high copy number" (mutations in TP53), (3) "low number of copies " (in which the tumors do not exhibit any of the changes described in the other types) and (4) tumors with predominance of microsatellite instability. In a small number of patients, heterogeneous staining is observed in the evaluation protein expression for mismatch repair genes. Objectives: to evaluate and perform the molecular classifications of cases of endometrial carcinoma with heterogeneous staining by IHC of proteins related to mismatch repair genes and comparison of the molecular profile of positive and negative areas in the IHC study. Cases and Methods: From January/2007 to December/2017 354 cases with EC were identified, 16 of those with HEP. Molecular classification was made based on the PROMISE protocol for EC. Each area (retained and lost expression) was macrodissected and molecular status was evaluated separately regarding MSI status (Idylla), MLH1 promoter methylation (NGS - cutoff for positivity ≥ 15%), POLE status (NGS) and p53 status (IHC). Clinical and pathologic variables were also evaluated and correlated with each case. Results: Endometrioid histology was predominant (15 cases), as absent lymphovascular invasion (11 cases), absence of MELF pattern (10 cases), FIGO Grade 1 and 2 (13 cases), and T1 stage (13 cases). All patients were alive and disease-free at the last follow-up. Two cases that would be described as retained by IHC presented in the molecular analysis as MSI-H. In HEP cases MSH6 was more frequent (9 cases, 7 isolated). MLH1 was altered in 6 cases, and wasthe only protein associated with co-alterations (with MSH6 and PMS2). Six cases were MLH1 methylated, found both in lost and retained areas. As POLE status, there were 6 mutated cases, 2 of those with mutations both in lost and retained areas, and 3 the lost area. Two cases had p53 aberrant pattern (MSH6 altered), that was seen both in the retained and in the lost areas. Conclusion: Correlation between IHC and molecular findings is heterogeneous, and determination between retained or lost expression of MMR proteins by IHC when HEP occurs, however feasible, does not represent the actual molecular alterations. Thus, molecular analysis should be performed every case to adequately determine the intrinsic features of each tumor. Due to the rarity of this finding, this is financially viable and has the potential to change clinical practice in a subset of patients. HEP should be reported as a distinct pattern, and not considered as a synonym expression of retained expression of MMR proteins in EC.


Subject(s)
Humans , Female , Adenocarcinoma/genetics , Gene Expression/genetics , Endometrial Neoplasms/genetics , DNA Repair/genetics , Immunohistochemistry , Retrospective Studies
2.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 42(10): 642-648, Oct. 2020. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1144161

ABSTRACT

Abstract Objective To evaluate the agreement between the histopathological diagnoses of preoperative endometrial samples and surgical specimens and correlate the agreement between the diagnoses with the impact on surgical management and the survival of patients with endometrial adenocarcinomas. Methods Sixty-two patients treated for endometrial cancer at a university hospital from 2002 to 2011 were retrospectively evaluated. The histopathological findings of preoperative endometrial samples and of surgical specimens were analyzed. The patients were subjected to hysterectomy as well as adjuvant treatment, if necessary, and clinical follow-up, according to the institutional protocol. Lesions were classified as endometrioid tumor (type 1) grades 1, 2, or 3 or non-endometrioid carcinoma (type 2). Results The agreement between the histopathological diagnoses based on preoperative endometrial samples and surgical specimens was fair (Kappa: 0.40; p < 0.001). However, the agreement was very significant for tumor type and grade, in which a higher concordance occurred at a higher grade. The percentage of patients with lymph nodes affected was 19.2%;. Although most patients presenting with disease remission or cure were in the early stages (90.5%;), there were no significant differences between those patients who had a misdiagnosis (11/16; 68.8%;) and those who had a correct diagnosis (25/33; 75.8%;) based on preoperative endometrial sampling (p = 0.605). Conclusion Our findings corroborate the literature and confirm the under staging of preoperative endometrial samples based on histopathological assessment, especially for lower grade endometrial tumors. We suggest that the preoperative diagnosis should be complemented with other methods to better plan the surgical management strategy.


Resumo Objetivo Avaliar a concordância entre os diagnósticos histopatológicos de amostras endometriais pré-operatórias e cirúrgicas de pacientes com adenocarcinomas endometriais e avaliar o impacto da concordância entre os diagnósticos no planejamento cirúrgico e sobrevida das pacientes. Métodos Dados de 62 pacientes com câncer de endométrio operadas entre 2002 a 2011 em um hospital universitário foram avaliadas retrospectivamente. As pacientes foram submetidas à histerectomia e tratamento adjuvante, se necessário, e acompanhadas clinicamente de acordo com o protocolo institucional. Foram avaliados os resultados das análises histopatológicas das amostras endometriais pré-operatórias e cirúrgicas. As lesões foram classificadas como tumor endometrioide (tipo 1) graus 1, 2 ou 3 ou carcinoma não endometrioide (tipo 2). Resultados De modo geral, houve uma concordância baixa entre os diagnósticos histopatológicos das amostras endometriais pré-operatórias e cirúrgicas (Kappa: 0,40; p < 0,001). Entretanto, uma alta concordância entre os diagnósticos foi observada nos tumores de graus mais elevados. Comprometimento de linfonodos ocorreu em 19,2%; das pacientes e a maioria das que apresentaram remissão ou cura foram diagnosticadas nos estágios iniciais da doença (90,5%;). Não houve diferença significativa na taxa de remissão ou cura entre as pacientes que tiveram concordância (25/33; 75,8%;) ou divergência (11/16; 68,8%;) entre os resultados histopatológicos pré-operatórios e cirúrgicos (p = 0,605). Conclusão Nossos achados corroboram a literatura e confirmam o sub-estadiamento de amostras endometriais pré-operatórias com base na avaliação histopatológica, especialmente para tumores endometriais de baixo grau. Outros métodos complementares são necessários para um diagnóstico pré-operatório mais preciso a fim de melhorar o planejamento cirúrgico.


Subject(s)
Humans , Female , Adolescent , Adult , Adenocarcinoma/pathology , Endometrial Neoplasms/pathology , Pathology, Surgical , Brazil/epidemiology , Survival Analysis , Cross-Sectional Studies , Predictive Value of Tests , Retrospective Studies , Cohort Studies , Endometrial Neoplasms/mortality , Preoperative Period , Neoplasm Grading , Hysterectomy , Middle Aged , Neoplasm Staging
3.
Esc. Anna Nery Rev. Enferm ; 20(4): e20160089, 2016. tab
Article in Portuguese | LILACS, BDENF | ID: lil-792869

ABSTRACT

Objetivo: Avaliar qualidade de vida e grau de toxicidade aguda por radiação em pacientes portadoras de câncer do colo uterino, mama e endométrio, em radioterapia. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo, prospectivo, longitudinal, desenvolvido entre 2012-2013, utilizando-se o Critério de Escore para Morbidade Aguda por Radiação e o instrumento desenvolvido pela European Organization for Researchand Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire. Resultados: Foram acompanhadas 16 pacientes, e a qualidade de vida delas foi considerada boa. As pacientes com câncer de mama apresentaram radiodermatite, e aquelas com câncer do colo uterino e endométrio apresentaram toxicidades agudas por radiação nos sistemas gastrintestinal e geniturinário, além de radiodermatite. Conclusões: Tratamento quimioterápico concomitantemente, renda e idade influenciaram a qualidade de vida das pacientes. A ausência de diferença estatística entre as medidas dos escores obtidos na primeira e na última semana pode indicar que o tratamento radioterápico não modificou a qualidade de vida das mulheres.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Breast Neoplasms/mortality , Neoplasms , Radiotherapy/adverse effects , Uterine Cervical Neoplasms , Uterine Cervical Neoplasms/mortality , Women's Health
4.
In. Lopes, Ademar; Chammas, Roger; Iyeyasu, Hirofumi. Oncologia para a graduação. São Paulo, Lemar, 3; 2013. p.254-258. (Oncologia para a graduação).
Monography in Portuguese | LILACS | ID: lil-692006
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