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1.
Biota Neotrop. (Online, Ed. ingl.) ; 16(2): e20140117, tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-951087

ABSTRACT

Habitat loss and degradation is threatening mammals worldwide. Therefore, Protected Areas (PA) are of utmost importance to preserve biodiversity. Their effectiveness, however, depends on some management strategies such as buffer zones, which prevent/mitigate the impact of external threats and might increase the amount of available habitat for wildlife existing within reserves. Nevertheless, how intensively terrestrial mammals use buffer zones remains little studied, particularly in the Neotropical region. Aiming to analyse the use of a buffer zone (5 km wide) by medium and large-sized mammals, we modelled the occupancy probabilities of five species of conservation concern including local (interior and buffer zone) as a site covariate, simultaneously controlling for imperfect detection. Data collection was made with camera traps from April to September 2013 in a 9000 ha Cerrado PA ("interior") and in its surrounding area (39721.41 ha; "buffer zone"). This PA (Jataí Ecological Station) is immersed in a landscape where sugarcane plantations predominate in the northeastern of the state of São Paulo. We also conducted an inventory to compare the number and composition of species between interior and buffer zone. A total of 31 mammal species (26 natives) was recorded via camera traps and active search for sightings, vocalizations, tracks and signs. Occupancy estimates for Myrmecophaga tridactyla, Leopardus pardalis and Pecari tajacu were numerically higher in interior. On the other hand, Chrysocyon brachyurus had the highest occupancy in buffer zone, while the largest predator, Puma concolor, used both areas similarly. However, as the confidence intervals (95%) overlapped, the differences in occupancy probabilities between interior and buffer were weak for all these species. Additionally, regarding only the species recorded by cameras, the observed and estimated richness were similar between interior and buffer zone of the PA. Our data demonstrated that the buffer zone is indeed used by medium and large-sized mammals, including conservation-dependent ones. The lack of enforcement of current legislation regarding buffer zones is therefore a real threat for mammals, even when protection is guaranteed in the interior of protected areas.


A perda e degradação de habitat têm ameaçado os mamíferos no mundo todo. Dessa forma, a criação de Unidades de Conservação (UC) faz-se cada vez mais fundamental para sua preservação. Entretanto, estratégias de manejo são necessárias para que as UCs cumpram plenamente seus objetivos, tal como o estabelecimento de uma zona de amortecimento ao seu redor, a qual aumenta a área de habitat protegido e visa servir como barreira a impactos negativos externos. Contudo, o uso das zonas de amortecimento por mamíferos terrestres permanece pouco estudado, particularmente no Neotrópico. Com o objetivo de analisar o uso de uma zona de amortecimento (5 km de extensão) por mamíferos de médio e grande porte, nós modelamos a probabilidade de ocupação de cinco espécies de interesse conservacionista, incluindo local (interior e zona de amortecimento) como uma covariável de sítio, controlando, simultaneamente, as imperfeições na detecção. Os dados foram coletados por meio de armadilhamento fotográfico de abril a setembro de 2013 em uma UC de Cerrado de 9000 ha e em 39721,41 ha do seu entorno. A área de estudo (Estação Ecológica de Jataí) está imersa em uma paisagem de matriz canavieira no nordeste do estado de São Paulo. Nós também realizamos um inventário a fim de comparar a riqueza e a composição de espécies no interior e na zona de amortecimento. Foi registrado um total de 31 espécies (26 nativas), incluindo aquelas amostradas apenas por identificação de vestígios, de vocalizações e por observação direta. As estimativas de ocupação para Myrmecophaga tridactyla, Leopardus pardalis e Pecari tajacu foram numericamente maiores no interior, enquanto Chrysocyon brachyurus obteve a maior estimativa de ocupação na zona de amortecimento. Já o maior predador, Puma concolor, utilizou ambas as áreas de forma semelhante. Entretanto, como houve sobreposição entre os intervalos de confiança (95%), as diferenças nas probabilidades de ocupação entre interior e zona de amortecimento foram fracas para as cinco espécies analisadas. Além disso, considerando apenas as espécies registradas por armadilhamento fotográfico, a riqueza observada e a estimada foram similares no interior e na zona de amortecimento da UC. Nossos dados demonstraram que a zona de amortecimento é de fato utilizada por várias espécies de mamíferos de médio e grande porte, incluindo aquelas prioritárias para a conservação. Portanto, a falta de cumprimento da legislação vigente em relação ès zonas de amortecimento é uma ameaça real para as espécies de mamíferos, mesmo quando a proteção é garantida no interior das UCs.

2.
Biota neotrop. (Online, Ed. port.) ; 13(2): 51-62, Apr-Jun/2013. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-682384

ABSTRACT

The distribution of species and population attributes are critical data for biodiversity conservation. As a tool for obtaining such data, camera traps have become increasingly common throughout the world. However, there are disagreements on how camera-trap records should be used due to imperfect species detectability and limitations regarding the use of capture rates as surrogates for abundance. We evaluated variations in the capture rates and community structures of mammals in camera-trap surveys using four different sampling designs. The camera traps were installed on internal roads (in the first and fourth years of the study), at 100-200 m from roads (internal edges; second year) and at 500 m from the nearest internal road (forest interior; third year). The mammal communities sampled in the internal edges and forest interior were similar to each other but differed significantly from those sampled on the roads. Furthermore, for most species, the number of records and the capture success varied widely among the four sampling designs. A further experiment showed that camera traps placed on the same tree trunk but facing in opposing directions also recorded few species in common. Our results demonstrated that presence or non-detection and capture rates vary among the different sampling designs. These differences resulted mostly from the habitat use and behavioral attributes of species in association with differences in sampling surveys, which resulted in differential detectability. We also recorded variations in the distribution of records per sampling point and at the same spot, evidencing the stochasticity associated with the camera-trap location and orientation. These findings reinforce that for species whose specimens cannot be individually identified, the capture rates should be best used as inputs for presence and detection analyses and for behavior inferences (regarding the preferential use of habitats and activity patterns, for example). Comparisons between capture rates or among relative abundance indices, even for the same species, should be made cautiously.


A distribuição das espécies e os atributos das populações são dados críticos para a conservação da biodiversidade. Enquanto ferramenta para obtenção de tais dados, as armadilhas fotográficas tem se tornado cada vez mais comuns em estudos em todo o mundo. No entanto, há divergências sobre como os registros fotográficos devem ser utilizados devido a problemas de detectabilidade e limitações relacionadas ao uso das taxas de captura como substitutos de abundância. No presente estudo foram avaliadas variações na taxa de captura e na estrutura da comunidade de mamíferos registrada por meio de armadilhas fotográficas utilizando-se quatro diferentes desenhos amostrais. As armadilhas foram instaladas em estradas internas (primeiro e quarto anos), a 100-200 m de distância das estradas (bordas internas; segundo ano) e a 500 m da estrada mais próxima (interior da mata; terceiro ano). As comunidades de mamíferos amostradas em bordas internas e interior da floresta foram semelhantes entre si, mas diferiram significativamente daquelas amostradas em estradas. Além disso, para a maioria das espécies, o número de registros e o sucesso de captura variaram muito entre os quatro desenhos amostrais. A partir de um experimento desenvolvido paralelamente às amostragens, foi observado ainda que armadilhas fotográficas colocadas em um mesmo tronco de árvore, mas voltadas para direções opostas, registraram poucas espécies em comum. Nossos resultados demonstram que presença ou não detecção e taxas de captura variam entre diferentes desenhos de amostragem. Essas diferenças são atribuídas principalmente ao uso do habitat e atributos comportamentais das espécies, em associação com diferenças no desenho amostral, resultando em diferenças na detectabilidade. Foram também registradas variações na distribuição de registros entre pontos de amostragem e para o mesmo local, evidenciando a estocasticidade associada à localização e orientação das armadilhas. Esses dados reforçam que, para espécies cujos espécimes não podem ser individualmente identificados, os registros fotográficos são mais bem utilizados como insumo para análises de presença e detecção, assim como para obtenção de informações relacionadas a comportamento (uso preferencial de habitats e padrão de atividade, por exemplo). Comparações entre taxas de captura ou índices de abundância relativa, mesmo para a mesma espécie, devem ser realizadas com cautela.

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