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2.
Rev. urug. cardiol ; 36(1): e36105, abr. 2021. ilus, graf
Article in Spanish | LILACS, BNUY, UY-BNMED | ID: biblio-1248118

ABSTRACT

Desde época temprana de la cirugía cardíaca (CC), la fibrilación auricular (FA) ha sido un acompañante frecuente del posoperatorio, y no es esperable su abatimiento en el futuro cercano. La interpretación de su significado clínico se ha modificado en los últimos años, tras conocerse su tendencia recurrente y su asociación con serias complicaciones inmediatas y a largo plazo. Esto deja entrever un nuevo desafío, dejando de ser un problema menor y de consideración puntual en el perioperatorio para constituir un tema de preocupación y seguimiento en el futuro alejado, aún con incertidumbres evolutivas y de manejo. La profilaxis efectiva de esta arritmia, una respuesta lógica al problema, es dificultosa por la multiplicidad de factores de riesgo y lo intrincado de su génesis, todavía no completamente dilucidada, sumadas a la edad creciente de los pacientes intervenidos, la complejidad mayor de los procedimientos, los posibles efectos colaterales de los fármacos empleados y la inexistencia de un algoritmo predictivo confiable que permita racionalizar las medidas preventivas. Además, muchas recomendaciones de las guías de práctica clínica actuales se basan en información obtenida en estudios realizados en la FA primaria, por lo que su adopción en el escenario de la CC ha sido menor a la deseable. Todos estos aspectos son objeto de análisis en esta revisión que finaliza con pautas de manejo práctico de la arritmia en el entorno perioperatorio.


Since an early age of heart surgery, atrial fibrillation has been a frequent companion of the postoperative period, and its decline is not to be expected in the near future. The interpretation of its clinical significance has changed in recent years, after knowing its recurrent trend and its association with serious immediate and long-term complications. This fact unveils a new challenge, as it is no longer a minor problem of consideration restricted to the perioperative period and has become a topic of concern and follow-up in the distant future, still with uncertainties as to its evolution and management. The effective prophylaxis of this arrhythmia, a logical response to the problem, has been difficult by the multiplicity of risk factors and the intricate of its genesis, not yet completely elucidated, added to the increasing age of the patients involved, the greater complexity of the procedures, the possible side effects of the drugs used and the absence of a reliable predictive algorithm that could allow to rationalize preventive measures. In addition, many recommendations from current clinical practice guidelines are based on information obtained from studies in primary atrial fibrillation, so their adoption in the heart surgery scenario has been less than desirable. All these aspects are analyzed in this review, which ends with directives for the practical management of the arrhythmia in the perioperative environment.


Desde os primeiros días da cirurgia cardíaca, a fibrilação atrial (FA) tem sido uma companheira frequente para o pós-operatório, e sua reduçao não é esperada em um futuro próximo. A interpretação de sua significância clínica mudou nos últimos anos, tendo conhecido sua tendência recorrente e sua associação com sérias complicações imediatas e de longo prazo. Este fato mostra um novo desafio, pois deixou de ser um pequeno problema e uma consideração oportuna no perioperatório para constituir um tema de preocupação e acompanhamento em um futuro distante, mesmo com incertezas quanto à sua evolução e gestão. A profilaxia efetiva dessa arritmia, uma resposta lógica ao problema, tem sido cercada pela multiplicidade de fatores de risco e pela intrincação de sua gênese ainda não completamente elucidada, juntamente com a idade crescente dos pacientes envolvidos, a maior complexidade dos procedimentos, os possíveis efeitos colaterais dos medicamentos utilizados e a ausência de um algoritmo preditivo confiável para racionalizar as medidas preventivas. Além disso, muitas recomendações das guias atuais de prática clínica são baseadas em informações obtidas em estudos conduzidos em FA primária, de modo que sua adoção no cenário da cirurgia cardíaca tem sido menos do que desejável. Todos esses aspectos são analisados nesta revisão, que termina com diretrizes práticas de gestão para arritmia no ambiente perioperatório.


Subject(s)
Humans , Atrial Fibrillation/etiology , Atrial Fibrillation/therapy , Atrial Fibrillation/epidemiology , Cardiac Surgical Procedures/adverse effects , Postoperative Period , Atrial Fibrillation/complications , Incidence , Risk Factors , Case Management , Stroke/etiology
3.
Arq. bras. cardiol ; 116(1): 129-139, Jan. 2021. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1152979

ABSTRACT

Resumo A fibrilação atrial é a arritmia sustentada mais comum na prática clínica com predileção pelas faixas etárias mais avançadas. Com o envelhecimento populacional, as projeções para as próximas décadas são alarmantes. Além de sua importância epidemiológica, a fibrilação atrial é destacada por suas repercussões clínicas, incluindo fenômenos tromboembólicos, hospitalizações e maior taxa de mortalidade. Seu mecanismo fisiopatológico é complexo, envolvendo uma associação de fatores hemodinâmicos, estruturais, eletrofisiológicos e autonômicos. Desde os anos 1990, o estudo Framingham em análises multivariadas já demonstrou que, além da idade, a presença de hipertensão, diabetes, insuficiência cardíaca e doença valvar é preditor independente dessa normalidade do ritmo. Entretanto, recentemente, vários outros fatores de risco estão sendo implicados no aumento do número de casos de fibrilação atrial, tais como sedentarismo, obesidade, anormalidades do sono, tabagismo e uso excessivo de álcool. Além disso, as mudanças na qualidade de vida apontam para uma redução na recorrência de fibrilação atrial, tornando-se uma nova estratégia para o tratamento de excelência dessa arritmia cardíaca. A abordagem terapêutica envolve um amplo conhecimento do estado de saúde e hábitos do paciente, e compreende quatro pilares principais: mudança de hábitos de vida e tratamento rigoroso de fatores de risco; prevenção de eventos tromboembólicos; controle da frequência; e controle do ritmo. Pela dimensão de fatores envolvidos no cuidado ao paciente portador de fibrilação atrial, ações integradas com equipes multiprofissionais estão associadas aos melhores resultados clínicos.


Abstract Atrial fibrillation is the most common sustained arrhythmia in clinical practice, with a preference for older age groups. Considering population ageing, the projections for the next decades are alarming. In addition to its epidemiological importance, atrial fibrillation is evidenced by its clinical repercussions, including thromboembolic phenomena, hospitalizations, and a higher mortality rate. Its pathophysiological mechanism is complex and involves an association of hemodynamic, structural, electrophysiological, and autonomic factors. Since the 1990s, the Framingham study of multivariate analyses has demonstrated that hypertension, diabetes, heart failure, and valvular disease are independent predictors of this rhythm abnormality along with age. However, various other risk factors have been recently implicated in an increase of atrial fibrillation cases, such as sedentary behavior, obesity, sleep disorders, tobacco use, and excessive alcohol use. Moreover, changes in quality of life indicate a reduction in atrial fibrillation recurrence, thus representing a new strategy for excellence in the treatment of this cardiac arrhythmia. Therapeutic management involves a broad knowledge of the patient's health state and habits, comprehending 4 main pillars: lifestyle changes and rigorous treatment of risk factors; prevention of thromboembolic events; rate control; and rhythm control. Due to the dimension of factors involved in the care of patients with atrial fibrillation, integrated actions performed by interprofessional teams are associated with the best clinical results.


Subject(s)
Humans , Aged , Atrial Fibrillation/drug therapy , Atrial Fibrillation/therapy , Thromboembolism , Heart Failure/drug therapy , Quality of Life , Risk Factors , Anti-Arrhythmia Agents/therapeutic use
4.
Rev. chil. cardiol ; 39(2): 154-158, ago. 2020. graf
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1138528

ABSTRACT

Abstract Atrial fibrillation (AF) is an increasing health care problem associated with thromboembolic risk about 5% per year, with high mortality and morbidity when associated to stroke. Oral anticoagulants (OAC) are the treatment of choice for preventing ischemic stroke in patients with nonvalvular atrial fibrillation (NVAF). However, these drugs are associated with an increased risk of serious complications such an intracranial hemorrhage (ICH). In this context percutaneous closure of the left atrial appendage (LAA) is an effective therapeutic alternative to OACs, with an increasing success rate. Novel devices might allow or facilitate the procedure in some anatomically and technically complicated cases. Two patients with a complex morphology of the LAA, in which the LAmbre (Lifetech Scientific [Shenzhen] Co. Ltd.) device was implanted with good technical and clinical results are presented.


Subject(s)
Humans , Female , Aged, 80 and over , Atrial Fibrillation/therapy , Cardiac Catheterization/instrumentation , Atrial Appendage/diagnostic imaging , Septal Occluder Device , Atrial Fibrillation/diagnostic imaging , Angiography , Echocardiography , Cardiac Catheterization/methods , Stroke/prevention & control
5.
Arch. cardiol. Méx ; 90(1): 69-76, Jan.-Mar. 2020. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1131008

ABSTRACT

Abstract Atrial fibrillation (AF) is a frequent arrhythmia; its prevalence is near 2% in the general population; in Mexico, more than one-half million people are affected. AF needs to be considered as a public health problem. Because AF is an independent risk factor associated with mortality, due to embolic events, heart failure, or sudden death; early diagnosis is of utmost importance. In unstable patients with a recent onset of AF, electrical cardioversion should be practiced. In stable patients, once thromboembolic measures have been taken, it is necessary to assess whether it is reasonable to administer an antiarrhythmic drug to restore sinus rhythm or performed electrical cardioversion. For recidivating cases of paroxysmal and persistent presentation, the most effective strategy is performed pulmonary vein isolation with either radiofrequency or cryoballoon energy. Permanent AF is that in which recovery of sinus rhythm is not possible, the distinguishing feature of this phase is the uncontrollable variability of the ventricular frequency and could be treated pharmacologically with atrioventricular (AV) nodal blockers or with a VVIR pacemaker plus AV nodal ablation. The presence of AF has long been associated with the development of cerebral and systemic (pulmonary, limb, coronary, renal, and visceral) embolism. The prevention of embolisms in “valvular” AF should perform with Vitamin K antagonists (VKA). For patients with AF not associated with mitral stenosis or a mechanical valve prosthesis, a choice can be made between anticoagulant drugs, VKA, or direct oral anticoagulants. Antiplatelet agents have the weakest effect in preventing embolism.


Resumen La fibrilación auricular (FA) es una arritmia frecuente; su prevalencia es cercana al 2% en la población general, en México se ven afectados más de medio millón de personas por eso debe considerarse como un problema de salud pública. Debido a que la FA es un factor de riesgo independiente asociado a mortalidad, por eventos embólicos, insuficiencia cardíaca o muerte súbita, la identificación y diagnóstico temprano es de suma importancia. En el inicio reciente de FA en pacientes inestables, se debe practicar la cardioversión eléctrica. En pacientes estables, una vez que se han tomado medidas tromboembólicas, es necesario evaluar si es razonable administrar un medicamento antiarrítmico para restaurar el ritmo sinusal o realizar una cardioversión eléctrica. Para los casos que recidivan, ya sea paroxística o persistente, la estrategia más efectiva es realizar el aislamiento de la venas pulmonares con radiofrecuencia o crioablación con balón. La FA permanente es aquella en la que no es posible la recuperación del ritmo sinusal, la característica distintiva de esta fase de la FA es la variabilidad incontrolable de la frecuencia ventricular. Puede tratarse farmacológicamente con bloqueadores nodales AV o con un marcapasos VVIR mas ablación del nodo AV. La presencia de FA se ha asociado durante mucho tiempo con el desarrollo de embolia cerebral y sistémica (pulmonar, de extremidades, coronaria, renal y visceral). La prevención de embolias en la FA “valvular” debe realizarse con antagonistas de la vitamina K (AVK). Para los pacientes con FA no asociados con estenosis mitral o una prótesis valvular mecánica, se puede elegir entre medicamentos anticoagulantes, AVK o anticoagulantes orales directos (DOAC). Los agentes antiplaquetarios tienen el efecto más débil para prevenir la embolia.


Subject(s)
Humans , Atrial Fibrillation/therapy , Thromboembolism/prevention & control , Anticoagulants/administration & dosage , Atrial Fibrillation/complications , Atrial Fibrillation/epidemiology , Thromboembolism/etiology , Electric Countershock/methods , Risk Factors , Cryosurgery/methods , Fibrinolytic Agents/administration & dosage , Radiofrequency Ablation/methods , Mexico/epidemiology , Anti-Arrhythmia Agents/administration & dosage
6.
Arch. cardiol. Méx ; 89(4): 348-359, Oct.-Dec. 2019. tab
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1149093

ABSTRACT

Resumen La fibrilación auricular es la arritmia más frecuente en el periodo posquirúrgico de la cirugía cardíaca. Se relaciona con insuficiencia cardíaca, insuficiencia renal, embolismo sistémico y más días de estancia y mortalidad. La fibrilación auricular en el periodo posquirúrgico de la cirugía cardíaca (FAPCC) suele aparecer en las primeras 48 horas. Los principales mecanismos que producen la aparición y el mantenimiento de la FAPCC son el aumento del tono simpático y la respuesta inflamatoria. Los factores de riesgo adjuntos son la edad avanzada, enfermedad pulmonar obstructiva crónica, enfermedad renal crónica, cirugía valvular, fracción de expulsión del ventrículo izquierdo menor de 40% e interrupción de fármacos bloqueadores β. Existen instrumentos que han demostrado predecir la aparición de FAPCC. El tratamiento profiláctico con bloqueadores β y amiodarona se relaciona con disminución de la aparición de FAPCC. Dada su naturaleza transitoria, se sugiere que el tratamiento inicial de FAPCC sea el control de la frecuencia cardíaca y sólo en caso de que el tratamiento no consiga el retorno al ritmo sinusal está indicada la cardioversión eléctrica. Se desconoce cuál debe ser el seguimiento a largo plazo y sólo se conocen en escasa medida las complicaciones más allá de este periodo. La FAPCC no es una arritmia benigna ni aislada en los pacientes sometidos a operación cardíaca, por lo que la identificación de los factores de riesgo, su prevención y el seguimiento en el ámbito ambulatorio deben formar parte de las unidades dedicadas a la atención y los cuidados de estos pacientes.


Abstract Atrial fibrillation is the most frequent arrhythmia in the postoperative period of cardiac surgery. It is associated with heart failure, renal insufficiency, systemic embolism and increase in days of in-hospital and mortality. Atrial fibrillation in the postoperative period of cardiac surgery (FAPCC) usually appears in the first 48 h after surgery. The main mechanisms involved in the appearance and maintenance of FAPCC are the increase in sympathetic tone and the inflammatory response. The associated risk factors are advanced age, chronic obstructive pulmonary disease, chronic kidney disease, valve surgery, fraction of ejection of the left ventricle less 40% and the withdrawal of beta-blocker drugs. There are instruments that have been shown to predict the appearance of FAPCC. Prophylactic treatment with beta-blockers and amiodarone, is associated with a decrease in the appearance of FAPCC. Given its transient nature, it is suggested that the initial treatment of FAPCC be the heart rate control and only if the treatment does not achieve a return to sinus rhythm, the use of electrical cardioversion is suggested. It is unknown what should be the long-term follow-up and complications beyond this period are little known. FAPCC is not a benign or isolated arrhythmia in patients undergoing cardiac surgery, so the identification of risk factors, their prevention, and follow-up in the outpatient setting, should be part of the units dedicated to the care and care of these patients.


Subject(s)
Humans , Postoperative Complications/epidemiology , Atrial Fibrillation/etiology , Cardiac Surgical Procedures/methods , Atrial Fibrillation/therapy , Atrial Fibrillation/epidemiology , Electric Countershock/methods , Risk Factors , Cardiac Surgical Procedures/adverse effects
7.
Arq. bras. cardiol ; 113(5): 948-957, Nov. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1055042

ABSTRACT

Abstract Backgrund: New-onset atrial fibrillation complicating acute myocardial infarction represents an important challenge, with prognostic significance. Objective: To study the incidence, impact on therapy and mortality, and to identify predictors of development of new-onset atrial fibrillation during hospital stay for ST-segment elevation myocardial infarction. Methods: We studied all patients with ST-elevation myocardial infarction included consecutively, between 2010 and 2017, in a Portuguese national registry and compared two groups: 1 - no atrial fibrillation and 2 - new-onset atrial fibrillation. We adjusted a logistic regression model data analysis to assess the impact of new-onset atrial fibrillation on in-hospital mortality and to identify independent predictors of its development. A p value < 0.05 was considered significant. Results: We studied 6325 patients, and new-onset atrial fibrillation was found in 365 (5.8%). Reperfusion was successfully accomplished in both groups with no difference regarding type of reperfusion. In group 2, therapy with beta-blockers and angiotensin-conversion enzyme (ACE) inhibitors/angiotensin receptor blockers (ARBs) was less frequent, 20.6% received anticoagulation at discharge and 16.1% were on triple therapy. New-onset atrial fibrillation was associated with more in-hospital complications and mortality. However, it was not found as an independent predictor of in-hospital mortality. We identified age, prior stroke, inferior myocardial infarction and complete atrioventricular block as independent predictors of new-onset atrial fibrillation. Conclusion: New-onset atrial fibrillation remains a frequent complication of myocardial infarction and is associated with higher rate of complications and in-hospital mortality. Age, prior stroke, inferior myocardial infarction and complete atrioventricular block were independent predictors of new onset atrial fibrillation. Only 36.7% of the patients received anticoagulation at discharge.


Resumo Fundamento: A fibrilação auricular de novo no contexto de infarto agudo do miocárdio representa um importante desafio com potencial impacto prognóstico. Objetivo: Determinar a incidência, impacto na terapêutica e mortalidade, e identificar possíveis preditores do aparecimento de fibrilação auricular de novo durante o internamento por infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST. Métodos: Estudamos todos os pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST inseridos consecutivamente de 2010 a 2017 num registro nacional português e comparamos dois grupos: 1 - sem fibrilação auricular; 2- com fibrilação auricular de novo. Efetuamos análise com modelo de regressão logística para avaliar o impacto de fibrilação auricular de novo na mortalidade intra-hospitalar e identificar preditores independentes para o seu aparecimento. Para teste de hipóteses, considerou-se significativo p < 0,05. Resultados: Estudamos 6325 pacientes, dos quais 365 (5.8%) apresentaram fibrilação auricular de novo. Não houve diferença no número de pacientes reperfundidos nem na estratégia de reperfusão. No grupo 2, terapêutica com betabloqueadores e IECA/ARA foi menos frequente, 20.6% tiveram alta sob anticoagulação oral e 16.1% sob terapêutica tripla. A fibrilação auricular de novo associou-se a maior incidência de complicações e mortalidade intra-hospitalar, mas não foi preditor independente de mortalidade intra-hospitalar. Identificamos idade, acidente vascular cerebral prévio, infarto inferior e bloqueio auriculoventricular completo como preditores independentes de fibrilação auricular de novo. Conclusões: A fibrilação auricular de novo continua sendo uma complicação frequente do infarto agudo do miocárdio, estando associada a aumento das complicações e mortalidade intra-hospitalar. Apenas 36.7% desses pacientes teve alta sob anticoagulação.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Atrial Fibrillation/complications , Stents/statistics & numerical data , ST Elevation Myocardial Infarction/complications , Portugal/epidemiology , Recurrence , Atrial Fibrillation/mortality , Atrial Fibrillation/therapy , Cardiovascular Agents/therapeutic use , Myocardial Reperfusion/mortality , Incidence , Predictive Value of Tests , Retrospective Studies , Age Factors , Hospital Mortality , Coronary Angiography , Thrombectomy/mortality , Stroke/complications , ST Elevation Myocardial Infarction/mortality , ST Elevation Myocardial Infarction/therapy , Heart Failure/complications , Hospitalization/statistics & numerical data , Length of Stay
8.
Arq. bras. cardiol ; 113(4): 712-721, Oct. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1038571

ABSTRACT

Abstract Background: Left atrial appendage (LAA) occlusion is an alternative therapy for atrial fibrillation patients who have high embolic risk and contraindications to anticoagulant therapy. Objective: To evaluate the feasibility, safety, and mid-term outcomes of percutaneous LAA occlusion, including device-related thrombosis. Methods: Sixty consecutive patients who had undergone percutaneous LAA occlusion with AMPLATZER™ Amulet™ device from September 2015 to March 2018 were enrolled. Patients were followed for 21 ± 15 months (median - 20 months, interquartile range - 9 to 27 months). The postprocedural assessment was done at the 1(st), 6(th), and 12(th) month. Patients were clinically evaluated, and transesophageal echocardiography was performed at each visit. We evaluated the condition of normality of variables using the Kolmogorov-Smirnov test. P-values < 0.05 were statistically significant. Results: The most common indication for the procedure was major bleeding with anticoagulants (n: 53, 88.3%). The procedure was completed successfully in 59 (98.3%) patients. Periprocedural mortality was observed in one patient. Postprocedural antiplatelet treatment was planned as dual or single antiplatelet therapy or low-dose anticoagulant therapy in 52 (88.1%), 2 (3.4%), and 5 (8.5%) patients, respectively. We found no clinically significant cerebrovascular events, device-related thrombus, or embolization in any patient during the follow-up. Two (3.4 %) patients presented significant peri-device leak (>3 mm) at the 1st month evaluation, which disappeared at the 12th month follow-up. Conclusion: We concluded that LAA occlusion using the Amulet™ LAA occluder can be performed with high procedural success and acceptable outcomes.


Resumo Fundamento: A oclusão do apêndice atrial esquerdo (AAE) é uma terapia alternativa para pacientes com fibrilação atrial que tenham alto risco embólico e contraindicações à terapia anticoagulante. Objetivo: Avaliar a viabilidade, segurança e resultados de médio prazo da oclusão percutânea do AAE, incluindo a trombose relacionada à prótese. Métodos: Sessenta pacientes consecutivos que foram submetidos à oclusão percutânea do AAE com a prótese AMPLATZER™ Amulet™ de setembro de 2015 a março de 2018 foram incluídos no estudo. Os pacientes foram acompanhados por 21 ± 15 meses (mediana - 20 meses, intervalo interquartílico - 9 a 27 meses). A avaliação pós-procedimento foi feita no 1º, 6º e 12º mês. Os pacientes foram examinados clinicamente e um ecocardiograma transesofágico foi realizado a cada visita. A condição de normalidade das variáveis foi avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. Os valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados: A indicação mais comum para o procedimento foi sangramento significativo com anticoagulantes (n: 53, 88,3%). O procedimento foi concluído com sucesso em 59 (98,3%) pacientes. Mortalidade peri-procedimento ocorreu em um paciente. A tratamento antiplaquetário pós-procedimento foi planejado como terapia antiplaquetária única ou dupla ou terapia anticoagulante de dose baixa em 52 (88,1%), 2 (3,4%) e 5 (8,5%) pacientes, respectivamente. Não foram encontrados eventos cerebrovasculares clinicamente significativos, trombo relacionado à prótese ou embolização nos pacientes durante o seguimento. Dois (3,4%) pacientes apresentaram vazamento peri-prótese significativo (>3 mm) na avaliação do 1º mês, que desapareceu no 12º mês de seguimento. Conclusão: Concluiu-se que a oclusão do AAE com o oclusor de AAE Amulet™ pode ser realizada com grande sucesso e resultados aceitáveis.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Atrial Fibrillation/therapy , Cardiac Catheterization/methods , Atrial Appendage/surgery , Septal Occluder Device , Thromboembolism/prevention & control , Platelet Aggregation Inhibitors/therapeutic use , Echocardiography , Tomography, X-Ray Computed , Retrospective Studies , Risk Factors , Follow-Up Studies , Treatment Outcome , Echocardiography, Transesophageal , Risk Assessment , Atrial Appendage/diagnostic imaging , Stroke/prevention & control , Hemorrhage/chemically induced , Anticoagulants/adverse effects
9.
Arq. bras. cardiol ; 112(4): 441-450, Apr. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1001289

ABSTRACT

Abstract Background: Recent studies suggest that left atrial (LA) late gadolinium enhancement (LGE) can quantify the underlying tissue remodeling that harbors atrial fibrillation (AF). However, quantification of LA-LGE requires labor-intensive magnetic resonance imaging acquisition and postprocessing at experienced centers. LA intra-atrial dyssynchrony assessment is an emerging imaging technique that predicts AF recurrence after catheter ablation. We hypothesized that 1) LA intra-atrial dyssynchrony is associated with LA-LGE in patients with AF and 2) LA intra-atrial dyssynchrony is greater in patients with persistent AF than in those with paroxysmal AF. Method: We conducted a cross-sectional study comparing LA intra-atrial dyssynchrony and LA-LGE in 146 patients with a history of AF (60.0 ± 10.0 years, 30.1% nonparoxysmal AF) who underwent pre-AF ablation cardiac magnetic resonance (CMR) in sinus rhythm. Using tissue-tracking CMR, we measured the LA longitudinal strain in two- and four-chamber views. We defined intra-atrial dyssynchrony as the standard deviation (SD) of the time to peak longitudinal strain (SD-TPS, in %) and the SD of the time to the peak pre-atrial contraction strain corrected by the cycle length (SD-TPSpreA, in %). We used the image intensity ratio (IIR) to quantify LA-LGE. Results: Intra-atrial dyssynchrony analysis took 5 ± 9 minutes per case. Multivariable analysis showed that LA intra-atrial dyssynchrony was independently associated with LA-LGE. In addition, LA intra-atrial dyssynchrony was significantly greater in patients with persistent AF than those with paroxysmal AF. In contrast, there was no significant difference in LA-LGE between patients with persistent and paroxysmal AF. LA intra-atrial dyssynchrony showed excellent reproducibility and its analysis was less time-consuming (5 ± 9 minutes) than the LA-LGE (60 ± 20 minutes). Conclusion: LA Intra-atrial dyssynchrony is a quick and reproducible index that is independently associated with LA-LGE to reflect the underlying tissue remodeling.


Resumo Fundamento: Estudos recentes sugerem que o realce tardio com gadolínio (RTG) no átrio esquerdo (AE) pode quantificar a remodelação tecidual subjacente que abriga a fibrilação atrial (FA). No entanto, a quantificação do RTG-AE requer um trabalho intenso de aquisição por ressonância magnética e pós-processamento em centros experientes. A avaliação da dessincronia intra-atrial no AE é uma técnica de imagem emergente que prediz a recorrência da FA após ablação por cateter. Nós levantamos as hipóteses de que 1) a dessincronia intra-atrial está associada ao RTG-AE em pacientes com FA e 2) a dessincronia intra-atrial é maior em pacientes com FA persistente do que naqueles com FA paroxística. Método: Realizamos um estudo transversal comparando a dessincronia intra-atrial no AE e o RTG-AE em 146 pacientes com história de FA (60,0 ± 10,0 anos, 30,1% com FA não paroxística) submetidos à ressonância magnética cardíaca (RMC) durante ritmo sinusal antes da ablação da FA. Com utilização de RMC com tissue tracking, medimos o strain longitudinal do AE em cortes de duas e quatro câmaras. Definimos a dessincronia intra-atrial como o desvio padrão (DP) do tempo até o pico do strain longitudinal (DP-TPS, em %) e o DP do tempo até o pico do strain antes da contração atrial corrigido pela duração do ciclo (DP-TPSpreA, em %). Utilizamos a razão da intensidade da imagem (RIM) para quantificar o RTG-AE. Resultados: A análise da dessincronia intra-atrial levou 9 ± 5 minutos por caso. A análise multivariada mostrou que a dessincronia intra-atrial no AE esteve independentemente associada ao RTG-AE. Além disso, a dessincronia intra-atrial no AE foi significativamente maior em pacientes com FA persistente do que naqueles com FA paroxística. Por outro lado, não houve diferença significativa no RTG-AE entre pacientes com FA persistente e paroxística. A dessincronia intra-atrial no AE mostrou excelente reprodutibilidade e sua análise foi menos demorada (5 ± 9 minutos) do que o RTG-AE (60 ± 20 minutos). Conclusão: A dessincronia intra-atrial no AE é um índice rápido, reprodutível e independentemente associado ao RTG-AE para indicar remodelação tecidual subjacente. (Arq Bras Cardiol. 2019; 112(4):441-450)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Aged , Atrial Fibrillation/physiopathology , Atrial Fibrillation/diagnostic imaging , Magnetic Resonance Imaging/methods , Atrial Remodeling/physiology , Atrial Fibrillation/therapy , Stroke Volume/physiology , Time Factors , Echocardiography/methods , Linear Models , Observer Variation , Cross-Sectional Studies , Reproducibility of Results , Catheter Ablation/methods , Electrocardiography/methods , Heart Atria/physiopathology , Heart Atria/diagnostic imaging
10.
Rev. bras. anestesiol ; 69(1): 82-86, Jan.-Feb. 2019. graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-977417

ABSTRACT

Abstract Background and objective: Atrial fibrillation is the most common cardiac arrhythmia, which may occur during the perioperative period and lead to hemodynamic instability due to loss of atrial systolic function. During atrial fibrillation management, electrical cardioversion is one of the therapeutic options in the presence of hemodynamic instability; however, it exposes the patient to thromboembolic event risks. Transesophageal echocardiography is a diagnostic tool for thrombi in the left atrium and left atrial appendage with high sensitivity and specificity, allowing early and safe cardioversion. The present case describes the use of transesophageal echocardiography to exclude the presence of thrombi in the left atrium and left atrial appendage in a patient undergoing non-cardiac surgery with atrial fibrillation of unknown duration and hemodynamic instability. Case report: Male patient, 74 years old, hypertensive, with scheduled abdominal surgery, who upon cardiac monitoring in the operating room showed atrial fibrillation undiagnosed in preoperative electrocardiogram, but hemodynamic stable. During surgery, the patient showed hemodynamic instability requiring norepinephrine at increasing doses, with no response to heart rate control. After the end of the surgery, transesophageal echocardiography was performed with a thorough evaluation of the left atrium and left atrial appendage and pulsed Doppler analysis of the left atrial appendage with mean velocity of 45 cm.s-1. Thrombus in the left atrium and left atrial appendage and other cardiac causes for hemodynamic instability were excluded. Therefore, electrical cardioversion was performed safely. After returning to sinus rhythm, the patient showed improvement in blood pressure levels, with noradrenaline discontinuation, extubation in the operating room, and admission to the intensive care unit. Conclusion: In addition to a tool for non-invasive hemodynamic monitoring, perioperative transesophageal echocardiography may be valuable in clinical decision making. In this report, transesophageal echocardiography allowed the performance of early and safely cardioversion, with reversal of hemodynamic instability, and without thromboembolic sequelae.


Resumo Justificativa e objetivos: A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum, pode ocorrer durante todo período perioperatório e gerar instabilidade hemodinâmica devido à perda da função sistólica atrial. No manejo da fibrilação atrial, a cardioversão elétrica é uma das opções terapêuticas quando há instabilidade hemodinâmica, entretanto expõe o paciente a risco de eventos tromboembólicos. A ecocardiografia transesofágica é uma ferramenta que diagnostica trombos no átrio esquerdo e apêndice atrial esquerdo com alta sensibilidade e especificidade e permite a cardioversão precoce e segura. O presente caso descreve o uso da ecocardiografia transesofágica para excluir a presença de trombos no átrio esquerdo e apêndice atrial esquerdo em um paciente submetido à cirurgia não cardíaca com fibrilação atrial de duração desconhecida e instabilidade hemodinâmica. Relato de caso: Paciente, masculino, 74 anos, hipertenso, com cirurgia abdominal programada, que à monitoração cardíaca em sala operatória apresentava ritmo de fibrilação atrial não documentada em eletrocardiograma pré-operatório, porém estável hemodinamicamente. Durante a cirurgia, apresentou instabilidade hemodinâmica com necessidade de noradrenalina em doses crescentes, sem resposta ao controle de frequência cardíaca. Após o término da cirurgia, a ecocardiografia transesofágica foi feita com uma avaliação minuciosa do átrio esquerdo e apêndice atrial esquerdo e análise Doppler pulsado do apêndice atrial esquerdo com velocidade média de 45 cm.s-1. Foram excluídos trombo em átrio esquerdo e apêndice atrial esquerdo e outras causas cardíacas para instabilidade hemodinâmica. Dessa forma, foi feita cardioversão elétrica com segurança. Após retorno ao ritmo sinusal, o paciente apresentou melhoria dos níveis pressóricos com retirada da noradrenalina, extubação em sala operatória e transferência para unidade de terapia intensiva. Conclusão: Além de ferramenta para monitoração hemodinâmica pouco invasiva, a ecocardiografia transesofágica no perioperatório pode ser valiosa na tomada de decisões clínicas. Nesse relato, a ecocardiografia transesofágica permitiu que a cardioversão fosse feita precocemente e com segurança, revertendo o quadro de instabilidade hemodinâmica sem sequelas tromboembólicas.


Subject(s)
Humans , Male , Aged , Atrial Fibrillation/physiopathology , Surgical Procedures, Operative , Thrombosis/diagnostic imaging , Echocardiography, Transesophageal , Clinical Decision-Making , Heart Diseases/diagnostic imaging , Hemodynamics , Intraoperative Complications/physiopathology , Atrial Fibrillation/complications , Atrial Fibrillation/therapy , Thrombosis/etiology , Electric Countershock , Intraoperative Care/methods , Intraoperative Complications/therapy
12.
Medisan ; 22(7)jul.-ago. 2018. tab, graf
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-955052

ABSTRACT

Se realizó un estudio descriptivo de 32 pacientes con fibrilación auricular expuestos a cardioversión eléctrica en el Servicio de Cardiología del Hospital General Docente Dr Juan Bruno Zayas Alfonso de Santiago de Cuba, desde Junio del 2013 hasta igual periodo del 2016, a fin de relacionar las variables clínicas y ecocardiográficas con el éxito del proceder. Se halló que en la mayoría de los afectados el choque eléctrico fue exitoso; por tanto, el método empleado resultó seguro y eficaz para tratar la enfermedad y las variables antes citadas se relacionaron con el éxito o fracaso de dicha modalidad terapéutica.


A descriptive study of 32 patients with atrial fibrillation exposed to electric cardioversion in the Cardiology Service of Dr Juan Bruno Zayas Alfonso Teaching General Hospital in Santiago de Cuba was carried out from June, 2013 to the same period of 2016, in order to relate the clinical and echocardiographic variables with success in the procedure. It was found that in most of the affected cases the electric shock was successful; therefore, the used method was safe and effective to treat the disease and the above mentioned variables were related with the success or failure of this therapeutic modality.


Subject(s)
Humans , Male , Adult , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Atrial Fibrillation/therapy , Electric Countershock , Secondary Care , Epidemiology, Descriptive
13.
Rev. chil. cardiol ; 37(2): 110-114, ago. 2018. ilus
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-959348

ABSTRACT

Resumen: Se presenta el caso de un hombre de 79 años con miocardiopatía dilatada severa, disfunción ventricular izquierda, fibrilación auricular permanente y portador de un resincronizador ventricular. Al efectuar un recambio del resincronizador se implantó un electrodo adicional para estimulación multisitio del ventrículo izquierdo. Ello condujo a significativa mejoría clínica y de la fracción de eyección del ventrículo izquierdo.


Abstract: A 79-year-old man with dilated cardiomyopathy and atrial fibrillation undergoing resynchronization therapy had and additional electrode implanted in the left ventricle. Multi-site stimulation led to an improved functional class and left ventricular ejection fraction.


Subject(s)
Humans , Male , Aged , Atrial Fibrillation/therapy , Cardiac Resynchronization Therapy/methods , Heart Failure/therapy , Atrial Fibrillation/diagnosis , Radiography, Thoracic , Electrocardiography , Electrodes, Implanted , Heart Failure/diagnosis
14.
Rev. Soc. Cardiol. Estado de Säo Paulo ; 28(3): 296-301, jul.-ago. 2018. ilus, tab, graf
Article in English, Portuguese | SES-SP, LILACS, SES-SP | ID: biblio-916542

ABSTRACT

O sistema cardiovascular é responsável pelo fluxo circulatório adequado, o qual depende do volume sistólico e frequência cardíaca (FC). Quando insuficientes, causa hipofluxo cerebral e incapacidade de realizar atividades. A bradicardia é causada por: a) disfunção sinusal, manifestada por FC inapropriadas, pausas ou síndrome de taqui-bradicardia, síncopes, tonturas e intolerância aos esforços, sem risco à vida; b) distúrbio da condução atrioventricular (bloqueios atrioventriculares - BAV): de primeiro, segundo (Mobitz I, Mobitz II e avançado) e terceiro grau (Total) . O BAV de primeiro grau e do tipo Mobitz I tem bom prognóstico. O BAV Mobitz II, avançado e total, mesmo oligossintomático ou transitório, sem causas removíveis, tem maior morbimortalidade; c) distúrbios neuromediados e a síncope reflexa são desencadeados por posição ortostática ou exposição à estresse emocional e a síndrome do seio carotídeo associada à estimulação da carótida. A FC baixa pode estar associada a um maior risco, sendo que os sinais e sintomas indicam gravidade. Na urgência, deve-se tratar as causas subjacentes assegurar o bom funcionamento das vias aéreas administrar O2 monitorar ritmo, FC, pressão arterial, e, também, o acesso venoso. É importante analisar o ritmo, exame físico e histórico, além de pesquisar e tratar os fatores contribuintes. Caso haja sinais de baixa perfusão, deve-se administrar atropina. A estimulação por marcapasso transcutâneo é indicada, caso a atropina seja ineficaz. Além disso, deve-se considerar a adrenalina ou dopamina e estimulação transvenosa


The cardiovascular system is responsible for adequate circulatory flow, which depends on systolic volume and heart rate (HR). When insufficient, it causes cerebral hypoflow and inability to perform activities. Bradycardia is caused by: a) sinus dysfunction, manifested by inappropriate HR, pauses or tachycardia-bradycardia syndrome, syncope, dizziness and intolerance to exertion, without risk to life; b) atrioventricular conduction disorder (atrioventricular (AV) blocks): first, second (Mobitz type I, Mobitz type II and advanced) and third degree (complete). First-degree and Mobitz type I AV block both have good prognosis. Mobitz type II, advanced and complete AV block, even oligosymptomatic or transient, without removable causes, have higher morbidity and mortality; c) neuromediated disorders and reflex syncope are triggered by orthostatic position or exposure to emotional stress and carotid sinus syndrome, associated with carotid stimulation. Low HR may be associated with increased risk, and signs and symptoms indicate severity. In emergency conditions the underlying causes should be treated to ensure good functioning of the airways; administer O2; monitor cardiac rhythm, HR, blood pressure, and venous access. It is important to analyze rhythm, and conduct a physical examination and clinical history, and to check for and treat contributing factors. If there are signs of low perfusion, atropine should be administered. Simulation by transcutaneous pacemaker is indicated if atropine is ineffective. Epinephrine or dopamine and transvenous stimulation should also be considered


Subject(s)
Humans , Male , Female , Perfusion/methods , Arrhythmias, Cardiac/therapy , Bradycardia/therapy , Emergencies , Intensive Care Units , Pacemaker, Artificial , Atrial Fibrillation/complications , Atrial Fibrillation/therapy , Atropine/administration & dosage , Tachycardia, Sinus , Dopamine/therapeutic use , Risk Factors , Age Factors , Syncope, Vasovagal/complications , Electrocardiography/methods , Atrioventricular Block/complications , Atrioventricular Block/therapy , Heart Rate , Hypertension/complications
16.
Arq. bras. cardiol ; 111(1): 29-36, July 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-950186

ABSTRACT

Abstract Background: Heart conditions impose physical, social, financial and health-related quality of life limitations on individuals in Brazil. Objectives: This study assessed the economic burden of four main heart conditions in Brazil: hypertension, heart failure, myocardial infarction, and atrial fibrillation. In addition, the cost-effectiveness of telemedicine and structured telephone support for the management of heart failure was assessed. Methods: A standard cost of illness framework was used to assess the costs associated with the four conditions in 2015. The analysis assessed the prevalence of the four conditions and, in the case of myocardial infarction, also its incidence. It further assessed the conditions' associated expenditures on healthcare treatment, productivity losses from reduced employment, costs of providing formal and informal care, and lost wellbeing. The analysis was informed by a targeted literature review, data scan and modelling. All inputs and methods were validated by consulting 15 clinicians and other stakeholders in Brazil. The cost-effectiveness analysis was based on a meta-analysis and economic evaluation of post-discharge programs in patients with heart failure, assessed from the perspective of the Brazilian Unified Healthcare System (Sistema Unico de Saude). Results: Myocardial infarction imposes the greatest financial cost (22.4 billion reais/6.9 billion USD), followed by heart failure (22.1 billion reais/6.8 billion USD), hypertension (8 billion reais/2.5 billion USD) and, finally, atrial fibrillation (3.9 billion reais/1.2 billion USD). Telemedicine and structured telephone support are cost-effective interventions for achieving improvements in the management of heart failure. Conclusions: Heart conditions impose substantial loss of wellbeing and financial costs in Brazil and should be a public health priority.


Resumo Fundamento: As doenças cardíacas impõem limitações à qualidade de vida nos aspectos físicos, sociais, financeiros e de saúde no Brasil. Objetivos: Este estudo avaliou o custo de quatro importantes doenças cardíacas no Brasil: hipertensão, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio e fibrilação atrial. Além disso, avaliou a relação de custo-efetividade de telemedicina e suporte telefônico estruturado para o manejo de insuficiência cardíaca. Métodos: Um custo padrão da estrutura de enfermidade foi usado para avaliar os custos associados às quatro condições em 2015. Analisou-se a prevalência das quatro doenças e, em caso de infarto do miocárdio, também sua incidência. Avaliaram-se ainda as despesas associadas ao tratamento, a perda de produtividade a partir da redução do emprego, os custos do fornecimento de assistência formal e informal e o bem-estar perdido referentes às condições. A análise teve por base uma revisão de literatura-alvo, varredura de dados e modelagem. Todos os inputs e métodos foram validados por 15 clínicos consultores e outras partes interessadas no Brasil. A análise de custo-efetividade baseou-se em uma meta-análise e uma avaliação econômica de programas após a alta de pacientes com insuficiência cardíaca, considerados a partir da perspectiva do Sistema Único de Saúde do Brasil. Resultados: Infarto do miocárdio acarretou o mais alto custo financeiro (R$ 22,4 bilhões/6,9 bilhões de dólares), seguido de insuficiência cardíaca (R$ 22,1 bilhões/6,8 bilhões de dólares), hipertensão (R$ 8 bilhões/2,5 bilhões de dólares) e, finalmente, fibrilação atrial (R$ 3,9 bilhões/1,2 bilhão de dólares). Telemedicina e suporte telefônico estruturado são intervenções custo-efetivas para o aprimoramento do manejo da insuficiência cardíaca. Conclusões: As doenças cardíacas determinam substanciais custos financeiros e perda de bem-estar no Brasil e deveriam ser uma prioridade de saúde pública.


Subject(s)
Humans , Health Care Costs/statistics & numerical data , Heart Diseases/economics , Atrial Fibrillation/economics , Atrial Fibrillation/therapy , Telephone , Brazil , Telemedicine/economics , Heart Diseases/therapy , Heart Failure/economics , Heart Failure/therapy , Hypertension/economics , Hypertension/therapy , Myocardial Infarction/economics
18.
Rev. bras. cir. cardiovasc ; 32(6): 530-535, Nov.-Dec. 2017. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-897960

ABSTRACT

Abstract Objective: To investigate the relationship between brain natriuretic peptide and recurrence of atrial fibrillation after successful electrical cardioversion. Methods: Medline and Embase databases were used to identify publications evaluating BNP/N-Terminal (NT)-proBNP levels in association with atrial fibrillation recurrence after successful electrical cardioversion. Nineteen studies that fulfilled the specified criteria of our analysis were found. Results: Baseline BNP/NT-proBNP levels of the atrial fibrillation recurrence group were significantly higher than those of the sinus rhythm maintaining group (SMD -0.70, CI [-0.82, -0.58]). Conclusion: Our analysis suggests that low BNP/NT-proBNP levels are associated with sinus rhythm maintenance, and baseline BNP/NT-proBNP concentrations may be a predictor of atrial fibrillation recurrence after successful electrical cardioversion.


Subject(s)
Humans , Atrial Fibrillation/etiology , Electric Countershock , Natriuretic Peptide, Brain/blood , Peptide Fragments , Recurrence , Atrial Fibrillation/therapy
19.
RELAMPA, Rev. Lat.-Am. Marcapasso Arritm ; 30(4): f:145-l:149, out.-dez. 2017. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-879920

ABSTRACT

Introdução: Com o aumento da expectativa de vida da população e a consequente maior incidência de arritmias, que podem necessitar de cardioversão elétrica e crescente desenvolvimento e indicação de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis, torna-se necessária a reavaliação do comportamento desses dispositivos após a aplicação de terapia elétrica, especialmente naqueles pacientes dependentes de estimulação. Este trabalho teve como objetivo avaliar a variação do limiar de captura ventricular após choque terapêutico para tratamento de taquiarritmias supraventriculares, em condições de prá- tica clínica diária. Método: Entre julho de 2009 e maio de 2015, foram avaliados pacientes portadores de dispositivos cardíacos eletrônicos implantáveis, na cidade de Araras (SP, Brasil), que necessitaram de cardioversão elétrica, sendo determinados os limiares de captura ventricular antes e imediatamente após a terapia. A avaliação teve como objetivo analisar a variação desse parâmetro, que reflete item de segurança do dispositivo. Resultados: Foram incluídos 12 pacientes tratados em 13 episódios de taquiarritmias supraventriculares (fibrilação e taquicardia atriais), com média de idade de 71,6 anos, predominantemente do sexo masculino, com tempo variável de implante do dispositivo, não sendo encontrada variação significativa do limiar de captura ventricular antes e após a cardioversão elétrica. Conclusão: Não há variação significativa do limiar de captura ventricular após cardioversão elétrica em pacientes com taquiarritmias supraventriculares


Background: With the increase in the population's life expectancy, a greater incidence of cardiac arrhythmias is observed. These arrhythmias may require treatment with electric cardioversion. Furthermore, with the increase in the development and indications for cardiac implantable electronic devices, the behavior of these devices after electric therapy must be reevaluated, especially in patients who depended on cardiac stimulation. This study aimed to evaluate the ventricular captured threshold variance after therapeutic countershock for the treatment of supraventricular tachyarrhythmias in daily practice conditions. Method: From July 2009 to May 2015, patients with cardiac implantable electronic devices requiring electric cardioversion were evaluated, in Araras (SP, Brazil). Captured threshold variance before and immediately after therapy was determined. The evaluation aimed at analyzing the variance of this parameter, which reflects a safety feature of the device. Results: 12 patients were included, presenting with 13 episodes of supraventricular tachyarrhythmias (atrial tachycardia and fibrillation). Mean age was 71.6 years, with a prevalence of males and variable device implant times. No significant ventricular captured threshold variation was found before and after electric cardioversion. Conclusion: There is no significant variation of ventricular captured threshold variance after electric cardioversion in patients with supraventricular tachyarrhythmias


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Electric Countershock/methods , Pacemaker, Artificial , Tachycardia, Supraventricular/therapy , Atenolol , Atrial Fibrillation/therapy , Bisoprolol , Electrodes , Heart , Heart Atria , Sinoatrial Node
20.
RELAMPA, Rev. Lat.-Am. Marcapasso Arritm ; 30(4): f:154-l:156, out.-dez. 2017. ilus
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-879939

ABSTRACT

A fibrilação atrial é a arritmia mais comumente diagnosticada nos dias atuais. Estima-se que sua prevalência seja de 0,5-1% na população geral. O número de indicações de ablação para tentativa de manutenção do ritmo sinusal tem crescido a cada ano. Não obstante a também crescente experiência dos centros especializados, as complicações inerentes ao procedimento ainda continuam altas, quando comparadas às da ablação convencional. Constatamos a ocorrência de desorganização elétrica atrial consequente a taquicardia por reentrada nodal em quatro pacientes encaminhados inicialmente para ablação de fibrilação atrial


Atrial fibrillation is the most common arrhythmia diagnosed today. It is estimated that its prevalence is around 0.5% to 1% in the general population. The number of indications for ablation procedure, as an attempt to maintain sinus rhythm, grows every year. Nevertheless, the growing experience of specialized centers, the inherent procedurecomplications are still high when compared to conventional ablation. We have noticed the occurrence of atrial electrical disorganization resulting from AV nodal reentry tachycardia in four patients initially referred for atrial fibrillation ablation


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Atrial Fibrillation/therapy , Catheter Ablation/methods , Tachycardia, Atrioventricular Nodal Reentry/therapy , Arrhythmias, Cardiac/therapy , Atrioventricular Node , Catheters , Echocardiography/methods , Electrophysiology/methods , Risk Factors
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