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2.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(6): e00243421, 2022.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1374851

ABSTRACT

O ensaio epistemológico objetiva informar sobre contribuições das críticas pós-colonial e decolonial para a contextualização do conceito de cultura na Epidemiologia. O pensamento pós-colonial, partindo do questionamento ao imperialismo britânico, e o decolonial, de origem latino-americana, dizem da persistência da colonialidade na cultura e na ciência. Com dimensão simbólica abrangendo sentidos diversos que vão da conservação à mudança e engendram hierarquizações sociais que favorecem a opressão, cultura é conceito polissêmico com trânsito interdisciplinar desde a Antropologia. Delineiam-se no texto perspectiva e forma do olhar, enfatizando-se a opção pelo ensaio; apresenta-se o conceito de cultura; indicam-se nos pensamentos pós-colonial e decolonial relações com a cultura relevantes para a Epidemiologia; aborda-se o uso do conceito na interdisciplinaridade entre Antropologia e Epidemiologia, resgatando-se propostas próximas da reflexão sobre colonização; sintetizam-se potenciais contribuições em apreciação epistêmica sobre Epidemiologia e o conceito de cultura. Amarras colonizadoras, como o sentido de dominação da natureza, a subordinação à biomedicina ocidental, o uso de classificações e variáveis forjadas segundo hierarquizações e oposições binarizadas, a desconsideração dos saberes populares, podem ser expostas pelas críticas pós-colonial e decolonial nas bases da Saúde Coletiva, e especialmente na ordenação teórico-conceitual epidemiológica hegemônica formulada segundo padrões culturais estranhos às realidades locais. As críticas pós-colonial e decolonial podem ser reveladoras da presença de racismos científicos e culturais invisibilizados na Epidemiologia.


This epistemological essay aims to inform about contributions of postcolonial and decolonial criticisms to the contextualization of the concept of culture in Epidemiology. The postcolonial, based on the questioning of the British imperialism, and the decolonial thought, of Latin American origin, reveal the persistence of coloniality in culture and science. Culture with its symbolic dimension encompassing diverse meanings ranging from conservation to change and creating hierarchies that favor oppression is a polysemic concept with interdisciplinary motion since Anthropology studies. The text outlines the perspective and shape of the gaze, emphasizing the essay format: the concept of culture is presented; the relation between post- and decolonial thought and culture are indicated as relevant to epidemiology; the use of the concept is approached in the interdisciplinarity between Anthropology and Epidemiology, reviewing proposals close to the reflection on colonization; and the potential contributions in epistemic appreciation on Epidemiology and the concept of culture are summarized. Colonizing ties as the sense of domination of nature, subordination to Western biomedicine, the use of classifications and variables forged according to binarized hierarchization and oppositions, and the disregard of popular knowledge can be exposed by postcolonial and decolonial criticisms in the bases of Collective Health, and especially in hegemonic theoretical-conceptual epidemiological ordering formulated according to cultural patterns foreign to local realities. Postcolonial and decolonial criticisms can reveal the presence of scientific and cultural racism concealed in Epidemiology.


El ensayo epistemológico pretende informar sobre las aportaciones de las críticas poscoloniales y decoloniales para contextualizar el concepto de cultura en Epidemiología. El pensamiento poscolonial, basado en el cuestionamiento del imperialismo británico, y el pensamiento decolonial, de origen latinoamericano, plantean la persistencia de la colonialidad en la cultura y la ciencia. Con una dimensión simbólica que abarca diversos significados que van desde la conservación hasta el cambio y engendra jerarquías sociales que favorecen la opresión, la cultura es un concepto polisémico con tránsito interdisciplinario desde la Antropología. En el texto se esboza la perspectiva y el modo de mirar, enfatizando la opción por el ensayo; se presenta el concepto de cultura; se señalan las relaciones con la cultura relevantes para la Epidemiología en los pensamientos poscolonial y decolonial; se aborda el uso del concepto en la interdisciplinariedad entre Antropología y Epidemiología, recuperando propuestas cercanas a la reflexión sobre la colonización; se sintetizan los potenciales aportes a la apreciación epistémica sobre la Epidemiología y el concepto de cultura. Los lazos colonizadores -como el sentido de dominación de la naturaleza, la subordinación a la biomedicina occidental, el uso de clasificaciones y variables forjadas según jerarquías y oposiciones binarizadas, y la desconsideración de los saberes populares- pueden ser expuestos por la crítica poscolonial y decolonial en las bases de la Salud Colectiva, más específicamente en el marco teórico-conceptual epidemiológico hegemónico formulado según patrones culturales extraños a las realidades locales. Las críticas postcoloniales y decoloniales pueden revelar la presencia de un racismo científico y cultural invisible en la Epidemiología.


Subject(s)
Humans , Colonialism , Racism , Brazil
3.
Rio de Janeiro; s.n; 2022. 74 f p.
Thesis in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1392852

ABSTRACT

Nesta dissertação discuto em um diálogo de primeira pessoa com meus semelhantes a presença da colonialidade e do racismo nos espaços democráticos do SUS (Sistema Único de Saúde) Discuto o universalismo europeu presente na saúde coletiva e a existência de uma sociedade amefricana no Brasil, apresenta ações coletivas e a valorização do intelectual periférico na produção de políticas públicas e como a ABADFAL se organiza para superar o racismo ainda presente no SUS e na sociedade brasiliana. Concluo que a colonialidade e o racismo ainda estão presentes na produção intelectual, política e gestão do SUS, ainda havendo a manutenção de populações subalternizadas e que uma ação coletiva tem se apresentado como forma de superar tal estrutura.


In this dissertation, I discuss, in a first-person dialogue with my peers, the presence of coloniality and racism in the democratic spaces of the SUS (Unified Health System). collectives and the valorization of the peripheral intellectual in the production of public policies and how ABADFAL organizes itself to overcome the racism still present in the SUS and in the Brazilian society. I conclude that coloniality and racism are still present in the intellectual, political and management production of the SUS, with the maintenance of subordinate populations and that collective action has been presented as a way to overcome this structure.


Subject(s)
Unified Health System , Colonialism , Community Participation , Racism , Public Policy , Brazil
4.
Psicol. ciênc. prof ; 42(spe): e264143, 2022.
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1386988

ABSTRACT

Pode a clínica psicológica escutar as subjetividades periféricas? A partir dessa problematização, o presente estudo teórico se propõe a pensar a relação entre clínicas psicológicas e subjetividades periféricas, aquelas vidas que estão afastadas dos diversos centros: políticos, sociais, econômicos, étnico-raciais, de gênero e sexualidades etc. Marcadas por relações de exclusão, opressões e precarizações, as subjetividades periféricas são vistas como produtos de processos de colonização que se atualizam em estratégias mais sofisticadas, investindo além do corpo biológico e alcançando os processos de subjetivação em suas múltiplas faces. Ao mesmo tempo, também são vistas como sujeitas, cujos processos de dessubjetivação dessa produção de território existencial terrificante expressam linhas de resistência crítica e inventiva que contornam um espaço fora do centro não como lugar de sujeição, mas de politização do corpo e afirmação da vida. O estudo aponta para a irrupção da fixidez teórico-metodológica e aposta na invenção de uma clínica que pensa a partir de onde os pés pisam, e da experimentação dos contextos e das vidas que se propõe cuidar, produzindo uma dupla tarefa de descolonização: da psicologia clínica ainda carregada de discursos e práticas colonizantes e das subjetividades que são produtoras e produtos de processos de opressão e exclusão.(AU)


Can psychological clinic listen to peripheral subjectivities? From this problematic, this theoretical study reflects on the relationship between psychological clinics and peripheral subjectivities-lives that are removed from the various centers: political, social, economic, racial-ethnic, gender and sexualities, etc. Marked by exclusion, oppression, and precariousness, peripheral subjectivities are seen as products of colonization processes that are reiterated by more sophisticated strategies, going beyond the biological body and reaching the subjectivation processes in its multiple facets. Simultaneously, they are seen as subjects, whose desubjectivation processes of this terrifying existential territory production express critical and inventive resistances that outline a peri-space not as a place of subjection, but of politicization of the body and affirmation of life. The study argues in favor of dismantling theoretical-methodological fixity and inventing a clinic rooted on experimentation of the contexts and lives it proposes to care for, engendering a double decolonization: of clinical psychology still laden with colonizing discourses and practices and of subjectivities that produce and are products of oppression and exclusion.(AU)


¿Puede la clínica psicológica escuchar las subjetividades periféricas? Desde esta problematización, este estudio se propone pensar la relación entre clínicas psicológicas y subjetividades periféricas, aquellas vidas que están apartadas de todos los centros: políticos, sociales, económicos, étnico-raciales, de género y sexualidades, etc. Marcadas por relaciones de exclusión, opresiones, precarizaciones, estas subjetividades periféricas son producto de los procesos de colonización que se actualizan en estrategias más sofisticadas que, más allá del cuerpo biológico, invisten en los procesos de subjetivación y sus múltiplos rostros. Al mismo tiempo, son agentes cuyos procesos de subjetivación de esta producción de territorio existencial petrificante exprimen líneas de resistencia crítica e inventiva que contornan el margen del centro no como espacio de sujeción, sino como espacio de politización del cuerpo y afirmación de la vida. El estudio realizado apunta a la necesidad de ruptura con los aportes teórico-metodológicos rígidos y apuesta en la invención de una clínica que piensa desde su fundamentación, y de la experimentación de los contextos y vidas que buscan cuidar, lo que produce una doble tarea de descolonización: de la psicología clínica aún marcada por las prácticas de colonialidad y de las subjetividades que son productoras y producto de los procesos de opresión y exclusión.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Poverty Areas , Colonialism , Clinical Laboratory Techniques , Ownership , Psychology , Public Policy , Social Isolation , Social Problems , Socioeconomic Factors , Cultural Diversity , Sexuality , Social Investment Projects , Ethics , Racism , Ethnocentrism , Social Oppression , Social Privilege , Respect , Information Avoidance , Systemic Racism
5.
Psicol. ciênc. prof ; 42(spe): e263863, 2022.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1386975

ABSTRACT

Este trabalho busca realizar reflexões sobre a psicologia, em seu percurso histórico junto às comunidades e povos tradicionais. Nesse encontro, procura examinar quais impasses, necessidades e giros são necessários para o pensar e fazer de outra psicologia, uma que se encontre com outras epistemologias e ontologias enraizadas e ancestralmente vividas na América Latina. Para isso, é imperioso compreender os alicerces de fixação modernos e coloniais em que a psicologia se forjou, enquanto uma ciência racionalista, supostamente abstrata e universal, que expressa em sua prática o exercício das colonialidades do saber e do ser, na colonização da subjetividade. O encontro com os povos tradicionais exige da psicologia uma revisitação a seus fundamentos e um giro de(s)colonial ao encontro das reexistências e resistências dessas comunidades, em seus mais de 522 anos de lutas. Ao se deparar com a realidade de conhecimentos, desafios históricos e perspectivas dos povos tradicionais, é possível afirmar que a psicologia se vê diante da necessidade de redefinir seus marcos epistêmicos e políticos.(AU)


This study reflects on psychology in its historical journey with traditional communities and peoples. In this encounter, it seeks to examine what obstacles, needs, and turns are necessary for thinking and doing another psychology, one that meets other ancestral epistemologies and ontologies rooted in Latin America. Such approach requires us to understand the foundations of modern and colonial fixation upon which psychology was forged, as a rationalist, (supposedly) abstract and universal science that expresses in its practice the exercise of the colonialities of knowledge and being, by colonizing subjectivity. From its encounter with traditional peoples, psychology is called upon to revisit its foundations and do a decolonial turn to meet the re-existences and resistances of traditional peoples, in their more than 522 years of struggle. When confronted with the reality of knowledge, historical challenges and perspectives of traditional peoples, psychology is faced with the need to redefine its epistemic and political frameworks.(AU)


Este trabajo busca reflexionar sobre la psicología en su recorrido histórico con las comunidades y pueblos tradicionales. En ese encuentro, pretende analizar qué impases, necesidades y giros son necesarios para pensar y hacer otra psicología, que se encuentre con otras epistemologías y ontologías arraigadas y ancestralmente vividas en América Latina. Para ello, es necesario comprender los fundamentos modernos y coloniales sobre los cuales se forjó la psicología como ciencia racionalista, supuestamente abstracta y universal, y que expresa en su práctica el ejercicio de las colonialidades del saber y del ser en la colonización de la subjetividad. El encuentro con los pueblos tradicionales requiere de la psicología una revisión de sus fundamentos y un giro de(s)colonial para encontrar las reexistencias y resistencias de estos pueblos en sus más de 522 años de lucha. Frente a la realidad de los saberes, desafíos históricos y perspectivas de los pueblos tradicionales, es posible afirmar que la psicología se encuentra ante la necesidad de redefinir sus marcos epistémicos y políticos.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , History, 21st Century , Psychology , Science , Career Choice , Thinking , Violence , Work , Colonialism , Western World , Cultural Characteristics , Capitalism , Democracy , Vulnerable Populations , Racism , Indigenous Peoples , Quilombola Communities , Human Rights , Latin America
6.
Psicol. ciênc. prof ; 42(spe): e262850, 2022.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1386982

ABSTRACT

Este texto discute a atuação da Psicologia nas Políticas Públicas em nosso país, apontando para a necessidade de desmonte da ainda dominante subjetividade universal e centrada no indivíduo, bem como a possibilidade de resistência entendida como invenção. Para tal, discorre acerca de algumas instituições que devem ser enfrentadas: a colonialidade do poder, a branquitude e a interseccionalidade em diálogo com as ideias de Deleuze e Guattari. O funcionamento macropolítico dessa tríade busca a reprodução de situações de hierarquia, desqualificação e exclusão, mantidas na micropolítica do cotidiano por meio de microfascismos que miniaturizam a necessidade de igualar e julgar. Além dos microfascismos, temos a perspectiva de uma micropolítica ativa que se faz por transversalidade e pelo agenciamento com a diferença. Ao sustentar a imanência dessa macropolítica em micropolíticas, insistimos na indissociabilidade da interioridade/exterioridade e indivíduo/social, para um futuro da Psicologia que sustente a complexidade e a invenção da nossa profissão. Concluímos que é preciso operar para a resistência e invenção convocando o coletivo para fazer uma psicologia brasileira à altura do nosso tempo.(AU)


This paper discusses the role played by Psychology in Brazilian public policies, pointing to the need to dismantle the still dominant universal and individual-centered subjectivity, as well as the possibility of resistance understood as invention. For this purpose, it scrutinizes some institutions that must be confronted: the coloniality of power, whiteness and intersectionality, dialoguing with authors such as Gilles Deleuze and Félix Guattari. The macro-political functioning of this triad seeks to reproduce situations of hierarchy, disqualification, and exclusion, upheld in everyday life micropolitics by micro-fascisms that miniaturize the need to equalize and judge. Beyond these micro-fascisms, we observe an active micropolitics established by transversality and by agencying difference. By upholding the immanence of this macro-politics in micropolitics, we insist on the inseparability of interiority/exteriority and individual/social, for a future Psychology that asserts the complexity and invention of our profession. In conclusion, we must strive for resistance and invention by calling on the collective to make a Brazilian psychology that matches our time.(AU)


Este trabajo discute el papel de la Psicología en las Políticas Públicas en Brasil, señalando la necesidad de desmontar la subjetividad universal e individualista aún dominante, así como la posibilidad de resistencia entendida como invención. Para ello, se plantean algunas instituciones a las que hay que enfrentarse: la colonialidad del poder, la blancura y la interseccionalidad en diálogo con Gilles Deleuze y Félix Guattari. El funcionamiento macropolítico de esta tríada busca reproducir situaciones de jerarquía, descalificación y exclusión, mantenidas en la micropolítica de la vida cotidiana a través de microfascismos, que miniaturizan la necesidad de igualar y juzgar. Más allá de los microfascismos tenemos la posibilidad de una micropolítica activa que se hace a través de la transversalidad y de la agencia con la diferencia. Al sostener la inmanencia de esta macropolítica con la micropolítica, insistimos en la inseparabilidad de la interioridad/exterioridad y de lo individual/social hacia un futuro de la Psicología que sostenga la complejidad y la invención de nuestra profesión. Concluimos que es necesario operar para la resistencia y la invención convocando al colectivo para hacer una psicología brasileña a la altura de nuestro tiempo.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Politics , Psychology , Public Policy , Colonialism , Poverty , Role , Social Support , Socioeconomic Factors , Work , Democracy , Geographic Information Systems , Racial Groups , Ego , Intersectional Framework , Social Vulnerability , Government , Individuation
7.
Psicol. ciênc. prof ; 42(spe): e262989, 2022.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1386979

ABSTRACT

As origens da Psicologia brasileira se relacionam ao projeto de modernização do país, com que ela contribuiu por meio de uma concepção universal de sujeito e de processos de classificação e categorização, pouco atentos às necessidades da realidade social. No processo de redemocratização do país, condições históricas possibilitaram uma ruptura com essa perspectiva, operada pelo Projeto do Compromisso Social. Este texto apresenta uma reflexão sobre o caminho de construção dessa ruptura e de um projeto ético-político comprometido com a realidade brasileira. Analisa o percurso impulsionado na virada do século XX para o século XXI por meio da atuação de entidades da profissão, notadamente os Conselhos de Psicologia, em articulação com importantes mudanças na atuação das psicólogas. Tal percurso permitiu uma revisão crítica da Psicologia, sendo apresentado em cinco eixos: produção de sujeitos democráticos e defesa da democracia; construção de resistência à alienação e combate ao pensamento colonizado; perspectiva de serviços profissionais comprometidos com a garantia de direitos; aprimoramento da qualidade da prática profissional das psicólogas; e expansão das fronteiras da psicologia. Em cada um, são apresentadas ações, estratégias e projetos que levaram à ampliação e ao reconhecimento social da Psicologia, organizada, democrática, ousada e acessivelmente à maioria da população. Ao mesmo tempo, apresenta desafios para a continuidade desse projeto na realidade atual, apostando que, com 60 anos de regulamentação, a Psicologia é capaz de enfrentar novas questões que se colocam no país por meio da atuação das profissionais que levam adiante o projeto de compromisso social.(AU)


Psychology in Brazil is born alongside the country's modernization project, to which the science contributed by establishing a universal conceptualization of the individual and classification and categorization processes, hardly attentive to social reality. The historical conditions set forth by the country's re-democratization allowed a breaking from this perspective, operated by the Social Commitment Project. This paper reflects on the paths that led to this transformation and the ensuing ethical-political project committed to Brazil's reality. It analyzes the trajectory started in the turn of 20th to the 21st century, led by professional entities, namely the Psychology Councils, along with important changes in the psychologist's work. Such trajectory allowed for a critical review of Psychology in five axes: 1) production of democratic individuals and the defense of democracy; 2) construction of resistance against alienation and the fight against a colonized thought; 3) perspectives of professional services committed to ensuring rights; 4) enhanced quality of the psychologist's professional practice; 5) the broadening of the scope of psychology. For each axis, the text presents actions, strategies, and projects that led to the organized and democratic growth and social acknowledgment of Psychology, becoming accessible to most of the population. But it also points out the challenges for this project's current continuity, believing that with 60 years of regulation, Psychology is capable of facing new issues arising in the country by means of professionals who carry on the social commitment project.(AU)


Los orígenes de la Psicología brasileña están relacionados con el proyecto de modernización del país al que contribuyó a través de una concepción universal del sujeto y de procesos de clasificación y categorización poco atentos a las necesidades de la realidad social. En el proceso de redemocratización del país, las condiciones históricas permitieron romper con esta perspectiva, operada por el Proyecto de Compromiso Social. Este texto presenta una reflexión sobre el camino de construcción de esa ruptura y de un proyecto ético-político comprometido con la realidad brasileña. Se analiza la ruta promovida en la transición del siglo XX al siglo XXI, por medio de la acción de entidades de la profesión, en particular los Consejos de Psicología, en articulación con cambios importantes en la actuación de las psicólogas. Este camino permitió una revisión crítica de la Psicología y se presenta en cinco ejes: producción de sujetos democráticos y defensa de la democracia; construcción de resistencia a la alienación y combate al pensamiento colonizado; perspectiva de servicios profesionales comprometidos con la garantía de derechos; mejora de la calidad de la práctica profesional de las psicólogas; y ampliación de las fronteras de la psicología. El texto plantea desafíos para la continuidad de este proyecto en la realidad actual, apostando que con 60 años de regulación la Psicología esté en condiciones de hacer frente a las nuevas cuestiones que se presentan en el país gracias al trabajo de las profesionales que llevan adelante el proyecto de compromiso social.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , History, 20th Century , History, 21st Century , Psychology , Thinking , Democracy , Social Participation , Socioeconomic Rights , Politics , Poverty , Professional Practice , Psychological Tests , Social Control, Formal , Social Values , Socioeconomic Factors , Time , Work , Brazil , Hunger , Classification , Guidelines as Topic , Colonialism , Cultural Diversity , Worldview , Multidimensional Scaling Analysis , Human Rights , Interpersonal Relations , Latin America
8.
Ciênc. Saúde Colet. (Impr.) ; 26(11): 5629-5638, nov. 2021.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1350451

ABSTRACT

Resumo O ensaio epistemológico relaciona criticamente a epidemiologia com a pandemia de COVID-19 enquanto evento social. Explora-se a reflexão filosófica em que Agamben define contemporâneo como quem é capaz de se afastar e enxergar o lado escuro do seu tempo. À luz da crítica decolonial, questionam-se a ideia de "transição epidemiológica", com sua transcendência na teoria dos "determinantes sociais de saúde", e a disposição binarista das varáveis epidemiológicas, como suportes da estruturação quantitativa e biomédica da epidemiologia dos fatores de risco. A pretensão científica de domínio da natureza e o engendramento de um tempo histórico linear e evolutivo, que inicia com a modernidade ocidental, contextualizam os epistemicídios dos saberes populares e a colonização do saber epidemiológico. Historiciza-se a constituição do pensamento crítico decolonial e pontua-se seu potencial para a revelação do caráter estrutural da colonização do saber epidemiológico. Considera-se o futuro pós-pandemia e relacionam-se as ideias de bifurcação, originada de Ilya Prigogine e elaborada por Boaventura de Sousa Santos, e inédito viável, de Paulo Freire com a concepção do tempo como criação e a expectativa de transformação social.


Abstract This paper makes a critical assessment of epidemiology with the COVID-19 pandemic as a social event. It examines the philosophical reflection in which Agamben defines as contemporary those able to stand back to see the dark side of their own era. In the light of decolonial criticism, the concept of "epidemiological transition," with its theory of transcendence of "social determinants of health" and binarism of epidemiological variables as supports of the biomedical and quantitative structuring of the epidemiology of risk factors is queried. The scientific ambition to dominate nature and the engendering of a linear and evolutionary historical time, beginning in western modernity, contextualizes the epistemicides of popular wisdom and the coloniality of epidemiological knowledge. The theoretical constitution of decolonial thought is historically analyzed, highlighting its greater critical potential to reveal the structural colonization of epidemiological knowledge. The post-pandemic future is considered and Prigogine's idea of bifurcation - as elaborated by Sousa Santos - and Paulo Freire's untested feasibility are related with the concept of time as the creation and expectation of social transformation.


Subject(s)
Humans , Pandemics/prevention & control , COVID-19 , Social Conditions , Colonialism , SARS-CoV-2
9.
Estud. pesqui. psicol. (Impr.) ; 21(3): 1144-1159, set.-dez. 2021.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1359122

ABSTRACT

Frantz Fanon, médico e psiquiatra antilhano, foi um pensador de grande destaque para as análises do colonialismo, contribuindo ativamente com a psicanálise, psicologia, filosofia, sociologia e ciências políticas. Seus trabalhos são importantes para compreender como as dinâmicas do colonialismo foram e são fatores determinantes para as sociedades, tanto colonizadas quanto colonizadoras, bem como para a constituição subjetiva dos indivíduos. Este trabalho busca depreender como as produções teóricas de Frantz Fanon podem colaborar para com a psicologia clínica em contexto brasileiro. Assim, o presente trabalho se estrutura a partir dos estudos fanonianos sobre a relação entre racismo, colonialismo e capitalismo, que fundamentam o pensamento do teórico. Considerando que a psicologia no Brasil invisibiliza os estudos sobre colonialidade e raça e contribui ativamente com o racismo, este trabalho tem como objetivo traçar apontamentos para a construção de um projeto clínico psicológico decolonial, a partir do diálogo entre a obra de Frantz Fanon e teóricos contemporâneos, sobretudo brasileiros. (AU)


Frantz Fanon, an Antillean doctor and psychiatrist, was a prominent thinker for the analyzes of colonialism, actively contributing to psychoanalysis, psychology, philosophy, sociology and political sciences. His works are important to understand how the dynamics of colonialism were and are determining factors for societies, both colonized and colonizing, as well as for the subjective constitution of individuals. This article seeks to understand how Frantz Fanon's theoretical productions can collaborate with a clinical psychology in the Brazilian context. Thus, the present work is structured based on Fanonian studies on the relationship between racism, colonialism and capitalism, which underlie the theorist's thinking. Considering that psychology in Brazil makes studies on coloniality and race invisible, and actively contributes to racism, this work aims to outline notes for the construction of a decolonial psychological clinical project, based on the dialogue between the work of Frantz Fanon and contemporary theorists, especially Brazilians. (AU)


Frantz Fanon, médico y psiquiatra antillano, fue un pensador de gran destaqué a los análisis del colonialismo, contribuyendo activamente al psicoanálisis, la psicología, la filosofía, la sociología y las ciencias políticas. Sus obras son importantes para comprender cómo las dinámicas del colonialismo fueron y son factores determinantes para las sociedades, tanto colonizadas como colonizadoras, así como para la constitución subjetiva de los individuos. Este trabajo busca comprender cómo las producciones teóricas de Frantz Fanon pueden colaborar con la psicología clínica en un contexto brasileño. Así, el presente trabajo se basa en los estudios fanonianos sobre la relación entre racismo, colonialismo y capitalismo, que subyacen al pensamiento del teórico. Considerando que la psicología en Brasil invisibiliza los estudios sobre colonialidad y raza y contribuye activamente al racismo, este trabajo tiene como objetivo esbozar notas para la construcción de un proyecto clínico psicológico decolonial, desde el diálogo entre el trabajo de Frantz Fanon y teóricos contemporáneos, especialmente brasileños. (AU)


Subject(s)
Psychiatry , Psychology , Colonialism , Capitalism , Racial Groups , Racism
10.
Rev. medica electron ; 43(5): 1456-1468, 2021.
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1352125

ABSTRACT

RESUMEN Se realizó una investigación sobre la universidad médica en Cuba, incluyendo la enseñanza de la Medicina y la Estomatología, con el objetivo de explicar su evolución histórica durante la etapa colonial. Se enfatizó en las principales figuras que ejercieron en este período, las primeras publicaciones médicas, y las instituciones y centros asistenciales que regían la práctica de la medicina. Se concluye que la universidad médica en Cuba se fundó sobre una base escolástica y tradicionalista. A partir de 1842, la enseñanza de la Medicina se desarrolló con la creación de nuevos planes de estudios, el incremento de profesionales capacitados, la publicación de revistas científicas de alto prestigio, y la aparición de centros docentes de gran calidad (AU).


ABSTRACT A research was carried out on the medical university in Cuba, including the teaching of Medicine and Dentistry, with the aim of explaining its historical evolution during the colonial period. The authors emphasized the main figures who worked during this period, the first medical publications, and the institutions and healthcare centers that implemented the practice of medicine. It is concluded that the medical university in Cuba was founded on a scholastic and traditionalist basis. From 1842, the teaching of Medicine developed with the creation of new curricula, the increase of trained professionals, the publication of high-quality scientific journals, and the emergence of high-quality teaching centers (AU).


Subject(s)
Humans , Male , Female , Schools, Medical/history , Colonialism/history , Universities/history , Cuba , General Practice/history
11.
Rev. Psicol., Divers. Saúde ; 10(3): 496-506, 20210903.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1349276

ABSTRACT

INTRODUÇÃO: O Xamanismo está presente na humanidade desde o período Paleolítico, muitos recursos do campo psicológico dialogam implícita ou explicitamente com esta tradição: a hipnose, o efeito placebo, a interpretação dos sonhos, técnicas meditativas de visualização, relaxamento e dramatização, a catarse e o manejo de sentido e simbolismo nas doenças e eventos da vida são exemplos. OBJETIVO: Reconhecer a presença do xamanismo e seus saberes afins à psicologia, visibilizando suas contribuições na atualidade. MÉTODO: Trata-se de um estudo teórico com base uma revisão bibliográfica narrativa. RESULTADOS: Procuramos reconhecer o xamanismo da psicologia partindo de uma crítica descolonial da história da psicologia e do xamanismo. Em seguida, destacamos algumas traduções epistemológicas que ajudam no reconhecimento do xamanismo na atualidade: a ideia de especialidade biológica; a noção de tecnologias do sagrado; bem como a incorporação da meditação e dos psicodélicos como inovação "psi". CONCLUSÃO: Apresentamos três importantes considerações: a validade do xamanismo pela ciência não deve ser baliza de seu mérito; a psicologia deve construir uma reflexividade ética para não atuar como colonizadora do xamanismo e, por fim, reconhecer o xamanismo da psicologia permite reconhecer o próprio campo no qual é agente.


INTRODUCTION: Shamanism has been present in humanity since the Paleolithic period. Many resources in the psychological field come from this tradition: hypnosis, the placebo effect, the interpretation of dreams, meditative techniques of visualization, relaxation and dramatization, catharsis, and the management of meaning and symbolism in diseases and life events are examples. OBJECTIVE: Recognize the presence of shamanism and its knowledge related to psychology, making its contributions and contributions visible today. METHOD: This is a theoretical study based on a narrative bibliographic review. RESULTS: We tried to recognize the shamanism of psychology based on a decolonial critique of the history of psychology and shamanism. Then, we highlight some epistemological translations that do not recognize shamanism today: the idea of biological specialty, a notion of technologies of the sacred, as well as the incorporation of meditation and psychedelics as a "psi" innovation. CONCLUSION: We present three important considerations: the validity of shamanism by science should not be a mark of merit; psychology must build ethical reflexivity in order not to act as a colonizer of shamanism; and, finally, recognizing the shamanism of psychology allows us to recognize the very field in which it is an agent.


Subject(s)
Shamanism , Psychology , Colonialism
12.
Porto Alegre; Rede Unida; 20210702. 260 p.
Monography in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1347996

ABSTRACT

O terceiro volume de nossa Série Pensamento Negro Descolonial, "Redes Intelectuais: epistemologias e metodologias negras, descoloniais e antirracistas", intensifica um princípio suleador às atividades do Núcleo de Estudos e Pesquisas E'léékò, assim como a ideia contemporânea de pensamento amefricano, em sua circulação: a ideia de rede ou, particularmente, a ideia de redes intelectuais. Dentro do que temos buscado em nossas construções de redes intelectuais amefricanas, publicações como a presente Série oferecem condições para compreender um pouco da potência dessas redes intelectuais produzidas entre Brasil e Améfrica Ladina, entre nosotros y nuestros Otros, considerando o que tem sido proposto como novos problemas modelares em nossa comunidade científica: Com que parcerias trabalhamos? Com quem aprendemos e construímos? Quem citamos e compartilhamos? Como intensificamos, melhoramos nossos modos de compartilhar conhecimentos amefricanos? E, ­ pergunta rediviva, em nosso ofício ­ para que(m) servem? Cada capítulo deste volume, em perspectiva transdisciplinar, trata a esta pergunta, necessária, desde um lugar de enunciação onde somos sujeitas/os cognoscentes e onde percebemos a quens investigamos, com quens aprendemos, desde quens observamos o mundo e, nos mostramos agentes sobre ele; desde um lugar de enunciação no qual as/os concebemos, igualmente, como sujeitas/os cognoscentes. Nosso volume, ora em anunciação, diz respeito, o tempo todo, em cada capítulo, a um fazer-ciência desde sujeitas/os amefricanas/os, em uma construção contra-hegemônica sobre os modos de produzir conhecimento.


Subject(s)
Humans , Blacks , Study Characteristics , Racism , Race Factors , Behavior and Behavior Mechanisms , Colonialism
13.
Porto Alegre; Rede Unida; 20210702. 260 p.
Monography in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1348436

ABSTRACT

O terceiro volume de nossa Série Pensamento Negro Descolonial, "Redes Intelectuais: epistemologias e metodologias negras, descoloniais e antirracistas", intensifica um princípio suleador às atividades do Núcleo de Estudos e Pesquisas E'léékò, assim como a ideia contemporânea de pensamento amefricano, em sua circulação: a ideia de rede ou, particularmente, a ideia de redes intelectuais. Dentro do que temos buscado em nossas construções de redes intelectuais amefricanas, publicações como a presente Série oferecem condições para compreender um pouco da potência dessas redes intelectuais produzidas entre Brasil e Améfrica Ladina, entre nosotros y nuestros Otros, considerando o que tem sido proposto como novos problemas modelares em nossa comunidade científica: Com que parcerias trabalhamos? Com quem aprendemos e construímos? Quem citamos e compartilhamos? Como intensificamos, melhoramos nossos modos de compartilhar conhecimentos amefricanos? E, ­ pergunta rediviva, em nosso ofício ­ para que(m) servem? Cada capítulo deste volume, em perspectiva transdisciplinar, trata a esta pergunta, necessária, desde um lugar de enunciação onde somos sujeitas/os cognoscentes e onde percebemos a quens investigamos, com quens aprendemos, desde quens observamos o mundo e, nos mostramos agentes sobre ele; desde um lugar de enunciação no qual as/os concebemos, igualmente, como sujeitas/os cognoscentes. Nosso volume, ora em anunciação, diz respeito, o tempo todo, em cada capítulo, a um fazer-ciência desde sujeitas/os amefricanas/os, em uma construção contra-hegemônica sobre os modos de produzir conhecimento.


Subject(s)
Behavior and Behavior Mechanisms , Colonialism , Study Characteristics , Race Factors , Blacks , Racism
14.
Hist. ciênc. saúde-Manguinhos ; 28(1): 15-37, mar. 2021. graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1154322

ABSTRACT

Resumo O artigo pretende contribuir com a história das ciências, a história indígena e a história da América portuguesa. Parte-se dos pressupostos metodológicos de Dominique Pestre e da historiografia sobre a América portuguesa para interrogar a existência de uma rede de aldeamentos indígenas, a atuação de funcionários com saberes naturalistas, o envio de espécies botânicas para análise em Portugal e, por fim, a fundação de um horto botânico na capitania de Guayases (Goiás) entre 1772 e 1806. Apresenta-se a contribuição indígena na construção dos conhecimentos da história natural e discutem-se as influências de concepções da Ilustração na reforma do sistema colonial português na capitania a partir de documentação administrativa portuguesa, cartas e do estudo da aplicação de leis e instruções.


Abstract The article intends to contribute to the history of science, indigenous history and the history of Portuguese America. We begin with the methodological assumptions of Dominique Pestre and the historiography on Portuguese America to investigate a network of indigenous settlements, the work of civil servants with naturalist knowledge, the shipment of botanical species for analysis in Portugal and, finally, the foundation of a botanical garden in the captaincy of Guayases (Goiás) from 1772 to 1806. We describe the indigenous contribution to the construction of natural history knowledge, and discuss the influence of Enlightenment concepts on the reform of the Portuguese colonial system in the captaincy based on Portuguese administrative documentation, letters and study of the application of laws and instructions.


Subject(s)
History, 18th Century , History, 19th Century , Botany/history , Colonialism/history , Natural History/history , Indigenous Peoples/history , Portugal , Brazil , Gardens/history
15.
Psicol. ciênc. prof ; 41: e221362, 2021.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1340428

ABSTRACT

Resumo Apesar do incremento de estudos e discussões sobre os povos indígenas no Brasil, a relação da Psicologia, enquanto ciência e profissão, com a temática ainda é pouco abordada nos cursos de graduação e pós-graduação e nas produções acadêmicas. Com o propósito de realizar um balanço sobre a aproximação da produção do conhecimento em Psicologia com a temática indígena, este ensaio buscará apresentar as principais categorias teóricas e analíticas que possam contribuir com o diálogo entre esses dois campos. O método tomou como base a revisão integrativa, em que primeiramente destacamos as principais contribuições teóricas e analíticas acerca da produção acadêmica brasileira sobre os povos indígenas para, em seguida, situarmos a produção científica da Psicologia sobre o tema no Brasil. Ao final, sinalizamos para a importância de se construir um recorte crítico capaz de fortalecer a Psicologia nos estudos sobre os povos indígenas. Também destacamos os estudos pós-coloniais e decoloniais críticos ao eurocentrismo enquanto organizador e regulador da visão de mundo, da história e da concepção de ser humano.(AU)


Abstract Despite the increase in studies and discussions about indigenous peoples in Brazil, the relationship between psychology, as a science and profession, and the subject is still little addressed in undergraduate/postgraduate courses and academic productions. Aiming to assess the approximation of the production of knowledge in Psychology with the indigenous theme, this essay will present the main theoretical and analytical categories that can contribute to the dialogue between these two fields. To this end, this study comprises an integrative review that both highlights the main theoretical and analytical contributions of the Brazilian literature on indigenous peoples and situates the Brazilian scientific production in Psychology on the theme. This research signals the importance of building a critical cutout capable of strengthening Psychology in studies addressing indigenous peoples, stressing post-colonial and decolonial studies criticizing the role of Eurocentrism as an organizer and regulator of worldview, history, and the conception of the human being.(AU)


Resumen A pesar del aumento de los estudios y debates sobre los pueblos indígenas en Brasil, la relación entre la psicología, como ciencia y profesión, y el tema sigue siendo poco abordado en los cursos de grado y posgrado y en las producciones académicas. Con el propósito de hacer un balance sobre la aproximación de la producción de conocimiento en Psicología con el tema indígena, este ensayo se propone presentar las principales categorías teóricas y analíticas que pueden contribuir al diálogo entre estos dos campos. El método se basó en una revisión integradora en la que, en primer lugar, destacamos las principales contribuciones teóricas y analíticas acerca de la producción académica brasileña sobre los pueblos indígenas y, a continuación, situamos la producción científica de la Psicología en Brasil sobre el tema. Al final, señalamos la importancia de construir un recorte crítico capaz de fortalecer la psicología en los estudios sobre los pueblos indígenas. En esta ocasión, destacamos los estudios críticos postcoloniales y decoloniales del eurocentrismo mientras organizador y regulador de la visión del mundo, la historia y la concepción del ser humano.(AU)


Subject(s)
Humans , Psychology , Indians, South American/psychology , Colonialism/history , Indigenous Peoples/history , Brazil
16.
Sex., salud soc. (Rio J.) ; (37): e21304, 2021.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1357444

ABSTRACT

Resumo Betweeners (palavra criada pelos autores): utilizamos essa possibilidade da língua inglesa (de tradução difícil) no decorrer desta versão em português para explicar as condições de pessoas que habitam o espaço entre mundos, entre fronteiras, concretas e socioculturais. Como escrever nossa história entrelaçada com a história de tantos humanos oprimidos, de tantas singularidades e universalidades compartilhadas? Buscamos uma autoetnografia que seja performativa e transgressora diante de desigualdades brutais, injustiças óbvias e justificativas esfarrapadas dadas por aqueles com mais privilégios e poder "para nomear o mundo". Nós procuramos por uma forma de ser e escrever que critica, sem desculpas, as estruturas de poder que moldam e conservam tais sistemas de opressão. Buscamos em nossa autoetnografia um modelo alternativo de escrita que exponha as quebras e as fendas de nossa existência nos tempos neocoloniais. Vemos a autoetnografia de betweeners como uma maneira de ser e de nos escrever na história de resistência contra opressão, injustiça e exclusão, uma que parta de nossa comunalidade humana e de identidades que compartilhamos. Escrevemos aqui uma articulação entre autoetnografia de betweeners e representações essencialistas em constante busca por justiça social.


Abstract How to write our history interlaced with the history of so many oppressed humans from so many singularities and shared universalities? We search for an autoethnography that is performative and transgressive in face of brutal inequalities, obvious injustice, and lame justifications by those with more privilege and power "to name the world." We search for a form of being and writing that goes, without apologies, after the structures of power that shape and maintain such systems of oppression. We search in our autoethnography an alternative model of writing that exposes the breaks and cracks of our existence in neo-colonial times. We see betweener autoethnography as a way of being and writing ourselves into the history of resistance against oppression, injustice, and exclusion, one that starts from our common humanity in betweener identities. We write, here, a joint betweener autoethnography against essentialist representations in name of justice.


Resumen Betweeners (palabra creada por los autores): utilizamos esta posibilidad del idioma inglés (difícil de traducir) a lo largo de esta versión portuguesa para explicar las condiciones de las personas que habitan el espacio entre mundos, entre fronteras, concreto y sociocultural. ¿Cómo escribir nuestra historia entrelazada con la historia de tantos humanos oprimidos, tantas singularidades y universalidades compartidas? Buscamos una autoetnografía performativa y transgresora frente a las desigualdades brutales, injusticias evidentes y justificativas poco convincentes de los que tienen más privilegios y poder para "nombrar el mundo". Buscamos una forma de ser y de escribir que critique sin disculpas las estructuras de poder que dan forma y mantienen tales sistemas de opresión. Buscamos en nuestra autoetnografía un modelo de escritura alternativo que exponga las hendiduras y fisuras de nuestra existencia en la época neocolonial. Vemos la autoetnografía de los Betweeners como una forma de ser y de se escribir en la historia de la resistencia contra la opresión, la injusticia y la exclusión, que parte de nuestra comunidad humana y de identidades compartidas. Aquí escribimos una articulación entre la autoetnografía de los Betweeners y las representaciones esencialistas en constante búsqueda de la justicia social.


Subject(s)
Social Justice , Colonialism , Social Inclusion , Teaching , Personal Narrative , Anthropology, Cultural
17.
Pesqui. prát. psicossociais ; 15(3): 1-15, set.-dez. 2020.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1135586

ABSTRACT

Este artigo apresenta as reflexões resultantes do estudo etnográfico acerca das expressões do colonialismo e das resistências presentes na história, na historiografia e nas narrativas das mulheres do povoado de Vitoriano Veloso, Minas Gerais, realizada entre 2010 e 2017, e se constitui parte da tese de doutorado. No âmbito da psicossociologia, adota o diálogo epistemológico para desenvolver a análise das temporalidades na longa duração, as teorizações dos paradigmas Pós-Coloniais, Feministas, Subalternos e Decoloniais para refletir criticamente acerca desses movimentos de projeção de tempo longínquo e seus impulsos breves, bem como a metodologia de recorte antropológico que privilegia o testemunho e as experiências de subalternidade.


This article presents the reflections resulting from the ethnographic study about the expressions of colonialism and the resistances present in the history, historiography and narratives of the women of the village of Vitoriano Veloso, Minas Gerais, between 2010 and 2017, and constitute part of the thesis doctoral degree. In the context of psychosociology, it adopts the epistemological dialogue to develop the analysis of the temporalities in the long duration, the theories of the Postcolonial, Feminist, Subaltern and Decolonial paradigms to reflect critically on these movements of projection of distant time and its brief impulses, as well as the methodology of anthropological cut that privileges the testimony and the experiences of subalternity.


Este artículo presenta las reflexiones resultantes del estudio etnográfico acerca de las expresiones del colonialismo y de las resistencias presentes en la historia, en la historiografía y en las narrativas de las mujeres del pueblo de Vitoriano Veloso, Minas Gerais, realizada entre 2010 y 2017, y se constituye parte de la tesis de doctorado. En el ámbito de la psicosociología, adopta el diálogo epistemológico para desarrollar el análisis de las temporalidades en la larga duración, las teorías de los paradigmas Poscolonial, Feminista, Subalterno y Decolonial para reflexionar críticamente sobre estos movimientos de proyección del tiempo distante y sus breves impulsos, así como la metodología de corte antropológico que privilegia el testimonio y las experiencias de subalternidad.


Subject(s)
Feminism , Psychology , Women , Colonialism , Methodology as a Subject
18.
Porto Alegre; Rede Unida; 20201222. 213 p.
Monography in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1348438

ABSTRACT

Esse primeiro volume da Série Pensamento Negro Descolonial apresenta produções autorais com narrativas de intelectuais, em sua maioria pesquisadoras/es negra/os, tendo como centralidade a insurgência de epistemologia e metodologias negras no campo das ciências humanas e da saúde. O volume ora apresentado, assim como o conjunto da Série Pensamento Negro Descolonial, busca reunir diferentes perspectivas teóricas e políticas em torno de um eixo, o antirracismo, cujos deslocamentos, desdobramentos e agenciamentos epistêmicos têm o intuito de estimular reflexões sobre nossos usos e interpretações de matrizes do pensamento negro, assim como sobre a necessidade de formação de novas redes intelectuais na produção do conhecimento. Assinalamos o caráter político de tal escolha (o antirracismo como nossa constante), assim como uma premissa a congregar, em distintos níveis, o conjunto de textos deste primeiro volume: o lugar de epistemologias e metodologias negras em nossas produções e difusões de conhecimento.


Subject(s)
Behavior and Behavior Mechanisms , Colonialism , Blacks , Study Characteristics , Racism , Race Factors
19.
Hist. ciênc. saúde-Manguinhos ; 27(4): 1055-1075, Oct.-Dec. 2020.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1142991

ABSTRACT

Resumo O artigo analisa as narrativas de viagem ao interior de Mato Grosso e Goiás publicadas em 1935 e 1936 pelo explorador paulista Hermano Ribeiro da Silva, que obtiveram considerável sucesso editorial e impacto no meio letrado brasileiro. Concentramo-nos em suas ideias sobre a relação entre o ambiente do Brasil Central e o homem sertanejo, sobre as potencialidades de exploração econômica da região e sobre o papel do Estado na condução de iniciativas capazes de promover sua incorporação efetiva à nacionalidade. Buscamos também compreender a fundamentação de seu discurso em conceitos e esquemas científicos genéricos dotados de poder retórico e argumentativo.


Abstract The article analyzes the travel narratives to the hinterlands of the states of Mato Grosso and Goiás published in 1935 and 1936 by the São Paulo-based explorer Hermano Ribeiro da Silva, which proved a great publishing success and had a considerable impact on lettered society in Brazil. The analysis focuses on his ideas about the relationship between the environment in Central Brazil and the man who inhabited it, the potential economic exploitation of the region, and the role of the State in orchestrating initiatives capable of promoting its effective incorporation into the nationhood. It also seeks to understand how he grounded his discourse on generic scientific concepts and schemas endowed with rhetorical and argumentative power.


Subject(s)
Humans , History, 20th Century , Travel/history , Indians, South American/history , Environment , Portugal/ethnology , Selection, Genetic , Brazil , Ecosystem , Colonialism/history , Federal Government/history , Whites/history , Famous Persons , Indigenous Peoples/history , Acclimatization
20.
Hist. ciênc. saúde-Manguinhos ; 27(4): 1125-1147, Oct.-Dec. 2020. graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1142987

ABSTRACT

Resumo No início do século XX, alguns médicos portugueses foram à África estudar a chamada doença do sono. Entre eles estava Ayres Kopke, membro da primeira missão médica à África Ocidental Portuguesa. De regresso a Lisboa, o professor da Escola de Medicina Tropical continuou suas pesquisas, inclusive por meio da observação de doentes trazidos para a metrópole. Desde 1903, as repartições de saúde nas colônias estavam incumbidas de enviar doentes com determinadas patologias exóticas para o Hospital Colonial de Lisboa. Com base em documentos desse hospital, incluindo fotografias dos doentes, então chamados de hipnóticos, o artigo aborda a importância das experiências com humanos na metrópole para o avanço da medicina tropical durante o colonialismo.


Abstract At the start of the twentieth century, some Portuguese physicians traveled to Africa to study sleeping sickness (African trypanosomiasis). One was Ayres Kopke, a member of the first medical mission to Portuguese West Africa and professor at the School of Tropical Medicine. After returning to Lisbon, Kopke continued his research, which included observation of patients brought to the metropolis. Starting in 1903, health departments in the colonies were responsible for sending patients with certain exotic diseases to the Colonial Hospital of Lisbon. Based on documents from this hospital including photographs of patients (who at that time were called "hypnotics"), this article discusses the importance of human experiments in Lisbon for advances in tropical medicine during the colonial period.


Subject(s)
Humans , Male , Female , History, 20th Century , Tropical Medicine/history , Trypanosomiasis, African/history , Colonialism/history , Medical Missions/history , Portugal , Africa, Western , Hospitals/history , Human Experimentation/history
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