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1.
Acta Paul. Enferm. (Online) ; 35: eAPE0381345, 2022. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-1374041

ABSTRACT

Resumo Objetivo Avaliar a adesão de gestantes e acompanhantes à realização da massagem perineal digital durante a gestação e seu efeito na prevenção do trauma perineal no parto e na redução de morbidade associada nos 45 e 90 dias pós-parto. Métodos Estudo piloto de ensaio clínico randomizado com 153 gestantes de risco habitual, 78 mulheres no grupo de intervenção realizaram a massagem perineal digital e 75 mulheres do grupo controle receberam os cuidados habituais. Para a análise do desfecho principal (trauma perineal) e dos desfechos secundários, permaneceram em cada grupo 44 mulheres que tiveram parto vaginal. A intervenção foi realizada pela gestante ou acompanhante de sua escolha, diariamente, a partir de 34 semanas de gestação, por 5 a 10 minutos. Resultados A massagem perineal foi fator de proteção para edema nos primeiros 10 dias pós-parto (RR 0,64 IC95%0,41-0,99) e perda involuntária de gases nos 45 dias pós-parto (RR0,57 IC95%0,38-0,86). O ajuste residual ≥ 2 observado na análise das condições do períneo pós-parto mostrou uma tendência das mulheres do grupo intervenção terem períneo íntegro. As mulheres e os acompanhantes que realizaram a massagem perineal aceitaram bem a prática, recomendariam e fariam novamente em futura gestação. Conclusão A massagem perineal digital realizada diariamente, a partir de 34 semanas de gestação, foi uma prática bem aceita pelas mulheres e acompanhantes deste estudo. Apesar de não proteger a mulher de trauma perineal, esta prática reduziu o risco de edema 10 dias pós-parto e incontinência de gases 45 dias pós-parto. Registro Brasileiro de ensaio clínico: RBR-4MSYDX


Resumen Objetivo Evaluar la participación de mujeres embarazadas y acompañantes en la realización del masaje digital perineal durante el embarazo y su efecto en la prevención del trauma perineal durante el parto y en la reducción de la morbilidad asociada con los 45 y 90 días post parto. Métodos Estudio piloto de ensayo clínico aleatorizado con 153 mujeres embarazadas con riesgo normal, 78 mujeres en el grupo de intervención realizaron el masaje digital perineal y 75 mujeres del grupo control recibieron los cuidados habituales. Para el análisis del desenlace principal (trauma perineal) y de los desenlaces secundarios, permanecieron en cada grupo 44 mujeres que tuvieron parto vaginal. La intervención la realizó la mujer embarazada o el acompañante por ella elegido, diariamente, a partir de las 34 semanas de embarazo, por 5 a 10 minutos. Resultados El masaje perineal fue factor de protección para el edema en los primeros 10 días postparto (RR 0,64 IC95%0,41-0,99) y la pérdida involuntaria de gases en los 45 días post parto (RR0,57 IC95%0,38-0,86). El ajuste residual ≥ 2 observado en el análisis de las condiciones del perineo postparto mostró una tendencia en las mujeres del grupo intervención a que tengan el perineo íntegro. Las mujeres y los acompañantes que realizaron el masaje perineal recibieron bien la práctica, la recomendarían y la harían nuevamente en un futuro embarazo. Conclusión El masaje digital perineal realizado diariamente, a partir de las 34 semanas de embarazo, fue una práctica bien recibida por las mujeres y acompañantes de este estudio. Pese a que no protege a la mujer de un trauma perineal, esta práctica redujo el riesgo de edema a los 10 días post parto y la incontinencia de gases 45 días post parto.


Abstract Objective To evaluate the adherence of pregnant women and companions to the performance of digital perineal massage during pregnancy and its effect on the prevention of perineal trauma during childbirth and on the reduction of associated morbidity at 45 and 90 days postpartum. Methods A pilot study of a randomized clinical trial with 153 normal risk pregnant women; 78 women in the intervention group underwent digital perineal massage and 75 women in the control group received usual care. For the analysis of the main outcome (perineal trauma) and secondary outcomes, 44 women who had vaginal delivery remained in each group. The intervention was performed daily by the pregnant woman or the companion of her choice from 34 weeks of gestation during 5-10 minutes. Results Perineal massage was a protective factor for edema in the first 10 days postpartum (RR 0.64 95%CI 0.41-0.99) and involuntary gas loss at 45 days postpartum (RR0.57 95%CI 0.38-0.86). The residual adjustment ≥ 2 observed in the analysis of perineal conditions postpartum showed a trend of women in the intervention group having an intact perineum. The women and companions who performed perineal massage accepted the practice well, recommended it and would do it again in a future pregnancy. Conclusion The digital perineal massage performed daily from 34 weeks of gestation was a practice well accepted by women of this study and their companions. Although not protecting women from perineal trauma, this practice reduced the risk of edema at 10 days postpartum and gas incontinence at 45 days postpartum. Brazilian Clinical Trial Registry: RBR-4MSYDX


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Perineum/injuries , Prenatal Care/methods , Pelvic Floor/injuries , Lacerations/prevention & control , Pregnant Women , Massage/methods , Quality of Life , Randomized Controlled Trials as Topic , Pilot Projects , Health Education
2.
ABCS health sci ; 46: e021224, 09 fev. 2021. ilus, tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1349379

ABSTRACT

INTRODUCTION: Perineal trauma is an important complication for women after giving birth. OBJECTIVE: To evaluate the prevalence of perineal trauma and its associated factors in nulliparous. METHODS: A retrospective cohort study was carried out, through the analysis of the medical records of women with singleton pregnancy who achieved vaginal birth of a live infant, in 2017, in a maternity hospital. Data collection involved information about demographic, obstetric, and clinical data from nulliparous women, and infant birthweight. Univariate and multivariate logistic analyses were performed to verify the association of perineal trauma with the variables assessed, with significant variables remaining in the model (p<0.05), through a stepwise strategy. RESULTS: A total of 326 medical records were analyzed. The percentage of perineal trauma was 60%. In the multivariate analysis, the use of oxytocin increased the chance of perineal trauma by 730%. In addition, the adoption of squatting position and hands and knees decreased the chances of perineal trauma by 81% and 97%, respectively, in comparison with those who adopted the lithotomy position, during the second stage labor. CONCLUSION: The rate of perineal laceration was high, but the severity was low. The use of oxytocin is associated with the presence of trauma and the squatting position and hands and knees, especially, have contributed to the protection of the perineum.


INTRODUÇÃO: Laceração perineal é uma complicação importante para mulheres pós-parto. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de laceração perineal e seus fatores associados em primíparas. MÉTODOS: Foi realizado um estudo de coorte retrospectivo, através da análise dos prontuários de mulheres que pariram no ano de 2017, em uma maternidade da cidade. Durante a coleta de dados foi utilizada uma lista de checagem e um formulário para retirar informações sobre dados obstétricos, sociodemográficos e clínicos das mulheres e o peso do recém-nascido. Em seguida foram formuladas tabelas para determinação da associação entre as variáveis independentes e a presença de laceração. Logo após, foi feita a análise de regressão logística múltipla para identificar as variáveis mais fortemente associadas à laceração perineal. RESULTADOS: Um total de 326 prontuários foram analisados. O percentual de laceração perineal foi de 60%. Na análise multivariada, o uso de oxitocina aumentou a chance de laceração perineal em 730%. Além disso, a posição de cócoras e de quatro apoios diminuíram a chance de laceração perineal em 80% e 97%, respectivamente, em comparação com as mulheres que adotaram a posição de litotomia, durante o segundo período do parto. CONCLUSÃO: A taxa de laceração perineal encontrada foi alta, mas a gravidade foi baixa. O uso de ocitocina está associado com a presença de laceração perineal e a posição de cócoras e de quatro apoios contribuem para a proteção do períneo.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adolescent , Adult , Young Adult , Perineum/injuries , Puerperal Disorders , Women's Health , Parturition , Parity , Oxytocin , Episiotomy
3.
Acta Paul. Enferm. (Online) ; 34: eAPE02724, 2021. tab
Article in Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-1349810

ABSTRACT

Resumo Objetivo Descrever o uso da cola cirúrgica no reparo do trauma perineal no parto normal. Métodos Estudo série de casos realizado em três momentos (até 2 horas, 12-24 horas e 36-48 horas após o parto), em Itapecerica da Serra, SP. Foram incluídas mulheres que tiveram parto normal com trauma perineal com indicação de sutura (laceração de primeiro ou segundo graus e episiotomia). O trauma perineal foi reparado exclusivamente com cola cirúrgica Glubran-2®. Avaliou-se: intensidade da dor perineal (Escala Visual Numérica com 11 pontos), processo de cicatrização (escala REEDA de 15 pontos), satisfação com o reparo (escala Likert de 5 pontos). Os dados foram analisados de forma descritiva e inferencial comparando os três momentos. Resultados A técnica de aplicação da cola e a quantidade necessária foram definidas em uma amostra de 19 mulheres. Destas, 78,9% tiveram laceração de primeiro grau, 15,8% de segundo grau e 5,3% episiotomia. Os desfechos nos momentos 1, 2 e 3, foram respectivamente: ausência de dor (73,6%, 94,7% e 89,4%); escore ≤1 na escala REEDA (94,7%, 78,9% e 84,2%); 100% satisfeitas com o reparo em todos os momentos. Não houve diferença pelo teste de Friedman para dor e satisfação. O processo de cicatrização mostrou diferença, porém sem confirmação no pós-teste hoc. Conclusão A aplicação da cola mostrou-se viável para avaliação em uma amostra maior de mulheres, pois os resultados sugerem boa aceitação pelas mulheres e dor de baixa intensidade ou ausente, cicatrização adequada e alta satisfação com o reparo nas primeiras 48 horas após o parto.


Resumen Objetivo Describir el uso de pegamento quirúrgico para reparar traumas perineales en partos vaginales. Métodos Estudio serie de casos realizado en tres momentos (hasta 2 horas, de 12 a 24 horas y de 36 a 48 horas después de parto), en Itapecerica da Serra, estado de São Paulo. Se incluyeron mujeres que tuvieron parto vaginal con trauma perineal e indicación de sutura (desgarro de primer o segundo grado y episiotomía). El trauma perineal fue reparado exclusivamente con pegamento quirúrgico Glubran-2®. Se evaluó la intensidad del dolor perineal (Escala Visual Numérica de 11 puntos), el proceso de cicatrización (Escala REEDA de 15 puntos) y la satisfacción respecto a la reparación (Escala Likert de 5 puntos). Los datos fueron analizados de forma descriptiva e inferencial, comparando los tres momentos. Resultados La técnica de aplicación del pegamento y la cantidad necesaria fueron definidas en una muestra de 19 mujeres. De ellas, el 78,9 % tuvieron un desgarro de primer grado, el 15,8 % de segundo grado y el 5,3 % episiotomía. Los resultados de los momentos 1, 2 y 3 fueron, respectivamente: ausencia de dolor (73,6 %, 94,7 % y 89,4 %); puntuación ≤1 en la escala REEDA (94,7 %, 78,9 % y 84,2 %); 100 % satisfechas con la reparación en todos los momentos. No se observó diferencia de dolor y satisfacción con la prueba de Friedman. El proceso de cicatrización mostró diferencia, pero sin confirmación en la prueba post hoc. Conclusión La aplicación del pegamento demostró ser viable para un análisis con una muestra mayor de mujeres, ya que los resultados sugieren buena aceptación por parte de las mujeres, dolor de baja intensidad o ausente, cicatrización adecuada y alta satisfacción respecto a la reparación en las primeras 48 horas después del parto.


Abstract Objective To describe the use of surgical glue to repair perineal trauma during normal delivery. Methods This is a case series study, which was carried out in three moments (up to 2 hours, 12-24 hours and 36-48 hours after delivery) in Itapecerica da Serra, SP. Women who had a normal delivery with perineal trauma with a suture (first or second degree laceration and episiotomy) were included. Perineal trauma was repaired exclusively with Glubran-2® surgical glue. Perineal pain intensity (11-point Visual Numeric Scale), healing process (15-point REEDA scale), satisfaction with repair (5-point Likert scale) were assessed. Data were analyzed in a descriptive and inferential way comparing the three moments. Results The technique of applying the glue and the required amount were defined in a sample of 19 women. Of these, 78.9% had first-degree lacerations, 15.8%, second-degree lacerations and 5.3%, episiotomy. The outcomes at moments 1, 2 and 3 were absence of pain (73.6%, 94.7% and 89.4%), score ≤1 on the REEDA scale (94.7%, 78.9% and 84, two%); 100% were satisfied with the repair at all times. There was no difference by the Friedman test for pain and satisfaction. The healing process showed a difference, but without confirmation in the hoc post-test. Conclusion The glue application proved to be viable for assessment in a larger sample of women, as the results suggest good acceptance by women and low or no pain, adequate healing and high satisfaction with the repair in the first 48 hours after delivery.


Subject(s)
Humans , Female , Perineum/injuries , Tissue Adhesives , Lacerations/therapy , Postpartum Period , Obstetric Nursing
4.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 43(8): 588-594, 2021. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1351767

ABSTRACT

Abstract Objective In around 85% of vaginal births, the parturients undergo perineal lacerations and/or episiotomy. The present study aimed to determine the incidence of lacerations and episiotomies among parturients in 2018 in a habitual-risk public maternity hospital in southern Brazil, and to determine the risk and protective factors for such events. Methodology A retrospective cross-sectional study. Data were obtained from medical records and analyzed using the Stata software. Univariate and multivariate logistic regressions were performed. Values of p<0.05 were considered significant. Results In 2018, there were 525 vaginal births, 27.8% of which were attended by obstetricians, 70.7% by obstetric nurses, and 1.5% evolved without assistance. Overall, 55.2% of the parturients had some degree of laceration. The professional who attended the birth was a significant variable: a greater number of first- and second-degree lacerations, as well as more severe cases, occurred in births attended by nurses (odds ratio [OR]: 2,95; 95% confidence interval [95%CI]: 1,74 to 5,03). Positions at birth that did not enable perineal protection techniques (expulsive period with the "hands-off" method), when analyzed in isolation, determined the risk; however, in the final regression model, this relationship was not confirmed. Although reported in the literature, there were no associations between the occurrence of laceration and age, skin color, or birth weight. In 24% of the births, episiotomy was performed, and doctors performed 63.5% of them. Conclusion Births attended by nurses resulted in an increased risk of perineal lacerations, of varying degrees. In turn, those assisted by physicians had a higher occurrence of episiotomy.


Resumo Objetivo Aproximadamente 85% dos partos vaginais cursam ou com lacerações perineais e/ou com episiotomia. Este estudo objetivou determinar a incidência de lacerações e episiotomias das parturientes de 2018 de uma maternidade pública de risco habitual, no sul do Brasil, bem como determinar os fatores de risco e proteção para tais eventos. Métodos Estudo transversal retrospectivo, no qual os dados foram obtidos dos prontuários e analisados no programa Stata. Realizaram-se regressões logísticas uni e multivariada. Foram considerados como significantes valores de p<0,05. Resultados Em 2018, aconteceram 525 partos vaginais, sendo 27,8% assistidos por médicos obstetras, 70,7%, por enfermeiros obstetras, e 1,5% evoluíram sem assistência. Ao todo, 55,2% das parturientes apresentaram algum grau de laceração. O profissional que assistiu ao parto foi uma variável que demonstrou significância: um maior número de lacerações de primeiro e segundo graus, bem como casos de maior gravidade, ocorreram em partos assistidos por enfermeiros (razão de probabilidades [RP]: 2,95; intervalo de confiança de 95% [IC 95%]: 1,74 a 5,03). Posições ao nascimento que não permitiam técnicas de proteção perineal (período expulsivo na técnica "sem mãos" [hands off, em inglês]), quando analisadas isoladamente, determinaram o risco; contudo, no modelo final de regressão, essa relação não se confirmou. Apesar de relatada na literatura, não houve associação entre a ocorrência de laceração e a idade, a cor da pele, ou o peso de nascimento. Em 24% dos partos, uma episiotomia foi realizada, tendo os médicos executado 63,5% delas. Conclusão Partos assistidos por enfermeiros resultaram em um maior risco de lacerações perineais, de variados graus. Por sua vez, os assistidos por médicos apresentaram maior ocorrência de episiotomia.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Infant, Newborn , Lacerations/etiology , Lacerations/epidemiology , Perineum/injuries , Cross-Sectional Studies , Retrospective Studies , Risk Factors , Delivery, Obstetric , Episiotomy
5.
Acta Paul. Enferm. (Online) ; 34: eAPE002205, 2021. tab
Article in Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-1349803

ABSTRACT

Resumo Objetivo Determinar a relação entre vulvovaginite pré-natal e laceração perineal relacionada ao parto. Método Estudo transversal analítico com 100 puérperas ≥18 anos de idade que deram à luz por parto normal a um bebê único, vivo, a termo, em apresentação cefálica, em um centro de parto liderado por enfermeiras obstetras. Os dados foram coletados a partir da ficha de pré-natal e nascimento e por entrevista estruturada dos participantes. A distribuição das variáveis contínuas e categóricas de acordo com a ruptura perineal foi comparada com o teste t de Student, qui-quadrado e teste exato de Fisher. Para as variáveis significativamente associadas à ruptura perineal, foi estimado o Odds Ratio com modelos de regressão logística. Modelos de regressão múltipla foram ajustados para avaliar o efeito independente das variáveis. A significância estatística foi considerada com p<0,05. Resultado A média de idade das participantes foi de 23,1 anos, 16% dos trabalhos de parto foram induzidos com misoprostol, em 54% dos trabalhos de parto houve infusão de ocitocina sintética, 83% dos partos foram em posição de litotomia, 98% de manobra hands-on, 75% de laceração perineal, 54% de vulvovaginite pré-natal, média de peso ao nascer, circunferência cefálica e torácica dos recém-nascidos: 3,102g, 33,3cm e 32,2cm, respectivamente. Vulvovaginite pré-natal (p=0,005), peso ao nascer do recém-nascido (p=0,006) e perímetro cefálico (0,027) tiveram associação com a ruptura perineal. A análise múltipla mostrou que mulheres com vulvovaginite pré-natal tiveram uma chance de 4,6 (IC 95%: 1,712-14,125; p=0,004) de sustentar laceração perineal em comparação com aquelas sem vulvovaginite, independentemente do peso do recém-nascido (OR:1,182, IC 95%: 1,002-1,415; p=0,056) e do perímetro cefálico(OR: 1,160, IC 95%: 0,721-1892; p=0,544). Não houve associação entre o tratamento de vulvovaginite pré-natal e laceração perineal (p>0,999) ou vulvovaginite pré-natal e gravidade da laceração perineal (OR:1,061, IC 95%: 0,383-3,069; p=0,911). Conclusão Este estudo demonstrou associação entre laceração perineal no parto e vulvovaginite pré-natal. É necessário prevenir e tratar a vulvovaginite pré-natal e oferecer cuidados perineais adequados durante o parto às mulheres que tiveram vulvovaginite na gestação.


Resumen Objetivo Determinar la relación entre vulvovaginitis prenatal y desgarro perineal relacionado con el parto. Método Estudio transversal analítico con 100 puérperas de ≥18 años de edad que dieron a luz por parto vaginal a un bebé único, vivo, a término, en presentación cefálica, en un centro de parto liderado por enfermeras obstetras. Los datos se recopilaron a partir de la ficha de atención prenatal y nacimiento y mediante encuesta estructurada de las participantes. La distribución de las variables continuas y categóricas de acuerdo con la ruptura perineal fue comparada con el test-T de Student, la prueba χ2 de Pearson y la prueba exacta de Fisher. Para las variables significativamente asociadas a la ruptura perineal, se estimó el Odds Ratio con modelos de regresión logística. Se adaptaron los modelos de regresión múltiple para evaluar el efecto independiente de las variables. La significación estadística fue considerada con p<0,05. Resultado El promedio de edad de las participantes fue de 23,1 años, el 16 % de los trabajos de parto fueron inducidos con misoprostol, en el 54 % de los trabajos de parto hubo infusión de oxitocina sintética, el 83 % de los partos fueron en posición de litotomía, el 98 % de maniobra hands-on, el 75 % de desgarro perineal, el 54 % de vulvovaginitis prenatal, el promedio de peso al nacer de 3,102 g, de circunferencia cefálica de 33,3 cm y de circunferencia torácica de 32,2 cm de los recién nacidos. La vulvovaginitis prenatal (p=0,005), el peso al nacer del recién nacido (p=0,006) y el perímetro cefálico (0,027) tuvieron relación con la ruptura perineal. El análisis múltiple demostró que mujeres con vulvovaginitis prenatal tuvieron una probabilidad de 4,6 (IC 95 %: 1,712-14,125; p=0,004) de tener desgarro perineal en comparación con aquellas sin vulvovaginitis, independientemente del peso del recién nacido (OR:1,182, IC 95 %: 1,002-1,415; p=0,056) y del perímetro cefálico (OR:1,160, IC 95 %: 0,721-1892; p=0,544). No se observó relación entre el tratamiento de vulvovaginitis prenatal y desgarro perineal (p>0,999) o entre la vulvovaginitis prenatal y la gravedad del desgarro perineal (OR:1,061, IC 95 %: 0,383-3,069; p=0,911). Conclusión Este estudio demostró que existe relación entre desgarro perineal en el parto y vulvovaginitis prenatal. Es necesario prevenir y tratar la vulvovaginitis prenatal y ofrecer cuidados perineales adecuados durante el parto a las mujeres que tuvieron vulvovaginitis en el embarazo.


Abstract Objective To determine the relationship between antenatal vulvovaginitis and birth-related perineal tear. Methods An analytical cross-sectional study with 100 postpartum women, ≥18 years of age, who gave birth vaginally to a single, live, full-term baby in cephalic presentation at a midwife-led birth center. Data were collected from the antenatal and birth record and by structured interview of participants. Distribution of continuous and categorical variables according to perineal tear were compared by using the Student's T-test, Chi-square and Fisher Exact tests. For variables significantly associated with perineal tear, the Odds Ratio with logistic regression models was estimated. Multiple regression models were adjusted to evaluate the independent effect of variables. Statistical significance was considered at a level p<0.05. Results mean of participants' age 23.1 years, 16% labor induced with misoprostol, 54% synthetic oxytocin infusion in labor, 83% lithotomy birth position, 98% "hands on" maneuver, 75% perineal tear, 54% antenatal vulvovaginitis, mean of newborn birth weight, head and thoracic circumference: 3.102g, 33.3cm and 32.2cm, respectively. Antenatal vulvovaginitis (p=0.005) and newborn birth weight (p=0.006) and head circumference (0,027) were associated with perineal tear. The multiple analysis showed that women who had antenatal vulvovaginitis had a 4.6 (IC 95%:1.712-14.125; p=0.004) chance of sustaining perineal tear compared to those without vulvovaginitis, regardless of newborn birth weight (OR:1.182 IC 95%:1.002-1.415; p=0,056) and head circumference (OR:1.160 IC 95%: 0.721-1892; p=0.544). There was no association between treating antenatal vulvovaginitis and perineal tear (p>0,999) or antenatal vulvovaginitis and perineal tear severity (OR: 1.061 IC 95%: 0.383-3.069; p=0.911). Conclusion This study demonstrates an associated risk between antenatal vulvovaginitis perineal injury. It is necessary to prevent and treat antenatal vulvovaginitis, and offer proper perineal care to women who have had antenatal vulvovaginitis during childbirth.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adolescent , Adult , Perineum/injuries , Prenatal Care , Vulvovaginitis , Lacerations , Natural Childbirth , Cross-Sectional Studies
6.
Rev. chil. obstet. ginecol. (En línea) ; 85(3): 201-207, jun. 2020.
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1126154

ABSTRACT

RESUMEN El parto vaginal se asocia con un riesgo más alto de daño perineal, incontinencia urinaria y fecal comparado con el parto cesárea. Dicho riesgo aumenta con el parto instrumental (ej. fórceps) y disminuye cuando la posición al momento del parto reduce la compresión sobre el sacro o si el parto ocurre bajo el agua. En otros factores que aumentan el riesgo de incontinencia se incluyen: la gran multiparidad, la duración del trabajo de parto, el peso fetal y tamaño de su cabeza, la edad muy joven al momento del primer parto, la inducción del trabajo de parto, la obesidad, la diabetes, la constipación, el tabaquismo y la historia de incontinencia urinaria o fecal. Factores sociales que se asocian a incontinencia incluyen la falta de educación, malas condiciones de hábitat, trabajo manual intenso, la falta de actividad física y el divorcio.


ABSTRACT Vaginal delivery is associated with a higher risk of perineal injury, and urinary and fecal incontinence as compared with caesarean delivery; The risk is higher in case of operative vaginal delivery and lower if the position at delivery takes the weight off the sacrum or is carried out under water immersion; A number of other factors increase the risk of incontinence, including higher parity, duration of labour, fetal weight or size of fetal head, younger age at first delivery, induction of labour, obesity, diabetes, constipation, smoking and history of urinary or fecal incontinence. Social factors such as lack of education, poor living environment, intense manual labour, the absence of physical exercise and divorce, are also associated with incontinence.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Perineum/injuries , Urinary Incontinence/etiology , Cesarean Section/adverse effects , Delivery, Obstetric/adverse effects , Fecal Incontinence/etiology
7.
Rev. argent. coloproctología ; 31(1): 28-30, mar. 2020. ilus
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1102177

ABSTRACT

Introducción: El término ''síndrome antifosfolipídico'' (SAF) describe la asociación de los anticuerpos antifosfolipídicos (AAF) con un cuadro clínico de hipercoagulabilidad caracterizado por trombosis a repetición y abortos recurrentes. Objetivo: Presentar un caso de celulitis severa de periné en paciente con SAF y tratamiento con hidroxicloroquina. Caso clínico: Paciente de 39 años con embarazo de término con SAF tratado con hidroxicloroquina y anticoagulación que desarrolló una infección severa de partes blandas del periné que fue tratado con interrupción del embarazo, drenaje agresivo del periné y tratamiento antibiótico extenso con buena evolución. Conclusión: La asociación del tratamiento con hidroxicloroquina, embarazo y una complicación séptica es incierta. El tratamiento con inmunosupresión no es estándar y podría haber favorecido el mal pronóstico del cuadro clínico. (AU)


Objetive: To present a case of severe perineal cellulitis in a pregnant patient with Antiphospholipid syndrome treated wiht hidroxicloroquine. Case report: A 39 years old female pregnant patient with AFS treated with hidroxicloroquine and heparin developed severe perineal infection with systemic impairment. Final treatment included aggressive perineal drainage in multiple sessions, pregnancy delivered and systemic treatment with wide spectrum antibiotics and general measures. Discusion and Conclusion: Treatment with hidroxicloroquine, pregnancy and septic complication is infrequent. This approach is not standard and it could favored worst prognostic of the general syndrome. (AU)


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Pregnancy Complications, Infectious , Cellulitis/surgery , Cellulitis/drug therapy , Antiphospholipid Syndrome/drug therapy , Fournier Gangrene/surgery , Fournier Gangrene/drug therapy , Perineum/surgery , Perineum/injuries , Clindamycin/therapeutic use , Vancomycin/therapeutic use , Meropenem/therapeutic use , Hydroxychloroquine/adverse effects , Hydroxychloroquine/therapeutic use , Anti-Bacterial Agents/therapeutic use
8.
Rev. Esc. Enferm. USP ; 54: e03588, 2020. tab
Article in English, Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-1125564

ABSTRACT

Abstract OBJECTIVE To compare the intensity of pain, the healing process and women's satisfaction with the repair of perineal trauma during vaginal delivery using surgical glue or suture. METHOD Cross-sectional study aligned with a clinical trial conducted at a maternity in Itapecerica da Serra, São Paulo. The sample consisted of women who were evaluated between 10 and 20 days after delivery. The outcomes were analyzed according to the distribution of women in the experimental group (EG: perineal repair with Glubran-2® surgical glue; n=55) and in the control group (CG: perineal repair with Vicryl® suture thread; n=55). RESULTS 110 puerperal women were evaluated. There was no difference between EG and CG regarding sociodemographic and clinical-obstetric characteristics. The intensity of perineal pain, assessed by the visual numeric scale was lower among women in the EG compared to the CG (p<0.001). According to the REEDA scale, there was no significant difference in perineal healing (p=0.267) between EG and CG. The satisfaction of women with perineal repair, assessed using a five-point scale, was higher with the use of surgical glue (p=0.035). CONCLUSION Surgical glue showed advantages in relation to perineal pain and greater satisfaction for women compared to the use of suture. The healing process was similar for both types of repair.


Resumen OBJETIVO Comparar la intensidad del dolor, el proceso de cicatrización y la satisfacción de la mujer con la reparación del trauma perineal durante el parto normal utilizando pegamento quirúrgico o hilo de sutura. MÉTODO Estudio transversal anidado a un ensayo clínico realizado en el hospital-maternidad de Itapecerica da Serra, São Paulo. La muestra consistió en mujeres que fueron evaluadas entre 10 y 20 días después del parto. Los resultados se analizaron según la distribución de las mujeres en el grupo experimental (GE: reparación perineal con pegamento quirúrgico Glubran-2®; n=55) y en el grupo control (GC: reparación perineal con hilo Vicryl®; n=55). RESULTADOS Se evaluaron 110 mujeres en el postparto. No hubo diferencia entre GE y CG en cuanto a las características sociodemográficas y clínico-obstétricas. La intensidad del dolor perineal, evaluada mediante la escala numérica visual, fue menor entre las mujeres del GE en comparación con aquellas del GC (p<0,001). Según la escala REEDA, no hubo diferencias significativas en la cicatrización perineal (p=0,267) entre el GE y GC. La satisfacción de las mujeres con la reparación perineal, evaluada mediante una escala de cinco puntos, fue mayor con el uso de pegamento quirúrgico (p=0,035). CONCLUSIÓN El pegamento quirúrgico mostró ventajas con relación al dolor perineal y mayor satisfacción de las mujeres, en comparación con el hilo de sutura. El proceso de cicatrización fue similar para ambos tipos de reparación.


Resumo OBJETIVO Comparar a intensidade da dor, o processo de cicatrização e a satisfação da mulher com o reparo do trauma perineal no parto normal por meio de cola cirúrgica ou fio de sutura. MÉTODO Estudo transversal alinhado a um ensaio clínico realizado na maternidade de Itapecerica da Serra, São Paulo. A amostra foi constituída por mulheres que foram avaliadas entre 10 a 20 dias após o parto. Os desfechos foram analisados segundo a distribuição das mulheres no grupo experimental (GE: reparo perineal com cola cirúrgica Glubran-2®; n=55) e no grupo controle (GC: reparo perineal com fio Vicryl®; n=55). RESULTADOS Foram avaliadas 110 puérperas. Não houve diferença entre GE e GC quanto às características sociodemográficas e clínico-obstétricas. A intensidade da dor perineal, avaliada pela escala visual numérica, foi menor entre as mulheres do GE em comparação ao GC (p<0,001). Segundo a escala REEDA, não houve diferença significativa na cicatrização perineal (p=0,267) entre GE e GC. A satisfação das mulheres com o reparo perineal, avaliada por escala de cinco pontos, foi maior com o uso da cola cirúrgica (p=0,035). CONCLUSÃO A cola cirúrgica mostrou vantagens em relação à dor perineal e maior satisfação das mulheres comparada com o uso do fio de sutura. O processo de cicatrização foi similar nos dois tipos de reparo.


Subject(s)
Humans , Female , Perineum/injuries , Wound Healing , Natural Childbirth , Pain , Polyglactin 910 , Adhesives/therapeutic use , Cross-Sectional Studies , Obstetric Nursing
9.
Rev. Bras. Saúde Mater. Infant. (Online) ; 19(4): 777-786, Sept.-Dec. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1057118

ABSTRACT

Abstract Objectives: to describe the perineal outcomes of women who had delivered in water and out of water. Methods: a cross-sectional and quantitative study developed in a public hospital in Setúbal, Portugal. The population was of women who participated in the "Water Birth Project" in the period from 2011 to 2014, which gave birth in water and out of water. 104 women were selected according to established inclusion criteria. The groups were compared according to the following variables: demographics, obstetric information, delivery care and perineal outcomes. The data were analyzed in the Stata(r) software, with descriptive and bivariate statistics (chi-square and Fisher's test). Results: the medical records of 73 women who gave birth in water and 31 women who gave birth out of water were studied. Water deliveries were significantly associated with fewer perineal lacerations, lower rates of episiotomy, and shorter delivery time. Conclusions: the results of the study suggest that childbirth in water has a protective effect against severe third or fourth degree perineal tears, during fetal expulsion in water.


Resumo Objetivos: descrever os resultados perineais de mulheres que tiveram parto na água e fora da água. Métodos: estudo transversal e quantitativo desenvolvido em um hospital público de Setúbal, Portugal. A população foi de mulheres que participaram do "Projeto Parto na Água", no período de 2011 a 2014, que deram à luz na água e fora da água. Foram selecionadas para o estudo 104 mulheres de acordo com os critérios de inclusão estabelecidos. Os grupos foram comparados de acordo com as seguintes variáveis: demografia, informação obstétrica, assistência ao parto e resultados perineais. Os dados foram analisados no software Stata(r), com estatísitica descritiva e bivariada (qui-quadrado e teste de Fisher). Resultados: foram estudados os prontuários de 73 mulheres que deram à luz na água e 31 mulheres que deram à luz fora da água. Os partos na água foram significativamente associados a menos lacerações perineais, menores taxas de episiotomia e menor tempo de parto. Conclusão: os resultados do estudo sugerem que o parto na água tem um efeito protetor contra lacerações perineais severas de terceiro ou de quarto grau durante a expulsão fetal na água.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Perineum/surgery , Perineum/injuries , Postpartum Period , Episiotomy/methods , Natural Childbirth , Portugal , Cross-Sectional Studies , Midwifery
10.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 41(10): 581-587, Oct. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1042321

ABSTRACT

Abstract Objective To evaluate the association between the upright and supine maternal positions for birth and the incidence of obstetric anal sphincter injuries (OASIs). Methods Retrospective cohort study analyzed the data of 1,728 pregnant women who vaginally delivered live single cephalic newborns with a birth weight of 2,500 g. Multiple regression analyses were used to investigate the effect of the supine and upright positions on the incidence of OASIs after adjusting for risk factors and obstetric interventions. Results In total, 239 (13.8%) births occurred in upright positions, and 1,489 (86.2%) in supine positions. Grade-III lacerations occurred in 43 (2.5%) patients, and grade-IV lacerations occurred in 3 (0.2%) women. Supine positions had a significant protective effect against severe lacerations, odds ratio [95% confidence interval]: 0,47 [0.22- 0.99], adjusted for the use of forceps 4.80 [2.15-10.70], nulliparity 2.86 [1.44-5.69], and birth weight 3.30 [1.56-7.00]. Anesthesia (p<0.070), oxytocin augmentation (p<0.228), shoulder dystocia (p<0.670), and episiotomy (p<0.559) were not associated with the incidence of severe lacerations. Conclusion Upright birth positions were not associated with a lower rate of perineal tears. The interpretation of the findings regarding these positions raised doubts about perineal protection that are still unanswered.


Resumo Objetivo Avaliar a associação entre as posições maternas verticais e supinas ao nascimento e a taxa de incidência de lesões obstétricas do esfíncter anal (LOEAs). Métodos Estudo coorte retrospectivo que analisou os dados de 1.728 gestantes que tiveram parto vaginal cefálico simples com peso ao nascer de 2.500 g. Análises de regressão múltipla foram usadas para investigar o efeito de posições supinas ou verticais sobre a taxa de incidência de LOEAs após o ajuste para fatores de risco e intervenções obstétricas. Resultados No total, 239 (13,8%) nascimentos ocorreram nas posições verticais, e 1,489 (86,2%), nas posições supinas. Lacerações graves de grau III ocorreram em 43 (2,5%) pacientes, e de grau IV, em 3 (0,2%) mulheres. As posições supinas tiveram um efeito protetor significativo contra lacerações graves, razão de probabilidades [Intervalo de Confiança de 95%]: 0,47 [0.22-0.99], ajustado para o uso de Fórceps 4.80 [2.15-10.70], nuliparidade 2.86 [1.44-5.69], e peso ao nascer 3.30 [1.56-7.00]. Anestesia (p<0.070), aumento de ocitocina (p<0.228), distocia de ombro (p<0.670), e episiotomia (p<0.559) não estiveram associados à incidência de laceração grave. Conclusão As posições de parto verticais não estiveram associadas a uma menor taxa de ruptura perineal. A interpretação dos achados referentes a essas posições levantou dúvidas sobre a proteção perineal que ainda aguardam respostas.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Perineum/injuries , Lacerations/prevention & control , Lacerations/epidemiology , Delivery, Obstetric/adverse effects , Delivery, Obstetric/methods , Delivery, Obstetric/statistics & numerical data , Posture/physiology , Retrospective Studies , Risk Factors , Episiotomy/statistics & numerical data
11.
Esc. Anna Nery Rev. Enferm ; 23(4): e20190112, 2019. tab
Article in English | LILACS, BDENF | ID: biblio-1012108

ABSTRACT

Abstract Objectives: To characterize the practices used by nurse-midwives in a Natural Birth Center (NBC) and to verify the maternal and neonatal outcomes. Method: This was a cross-sectional, documentary, retrospective study with a quantitative approach in which the medical records of 300 parturients who gave birth in a state hospital in the city of São Paulo were analyzed. The categories of the World Health Organization (WHO) composed the criteria adopted for the analysis of the obstetric practices. Fisher's exact test or the likelihood ratio and Student t-test were used. Results: The nurse-midwives mostly used category A practices of the WHO. There were no statistically significant associations between practices and perineal outcomes. There was a statistically significant association between the weight of the newborn and the number of neonatal complications, as well as between the delivery position of the primiparous women and clavicle fractures of the newborns. Conclusion and Implications for the practice: Evidence-based practices were followed by the nurse-midwives in the NBC analyzed. The maternal and neonatal outcomes were adequate. There is a need to improve care in the second stage of the delivery in order to avoid behaviors that reflect in neonatal complications. The study makes it possible to reflect on the importance of the continuous evaluation of the care provided.


Resumen Objetivos: Caracterizar las prácticas utilizadas por las enfermeras obstetras en un Centro de Parto Normal (CPN) y verificar los resultados maternos y neonatales. Método: Estudio transversal, documental, retrospectivo, con abordaje cuantitativo, en el cual fueron analizados prontuarios de 300 parturientas que dieron a luz en hospital público de la ciudad de São Paulo. Los criterios adoptados para el análisis de las prácticas obstétricas fueron las categorías de la Organización Mundial de la Salud (OMS). Fueron utilizadas las pruebas, exacto de Fisher o razón de verosimilitud (Likelihood Ratio) y t-Student. Resultados: Las enfermeras obstetras utilizaron mayoritariamente las prácticas de la categoría A de la OMS. No hubo diferencia estadísticamente significativa en las asociaciones entre las prácticas y los resultados perineales. Se observó una diferencia estadísticamente significativa entre el peso del recién nacido y el número de intercurrencias neonatales, así como entre las posiciones de parto de las primíparas con la fractura de clavícula de los recién nacidos. Conclusión e Implicaciones para la práctica: Las prácticas basadas en evidencias son seguidas por las enfermeras obstetras en el CPN analizado. Los resultados maternos y neonatales se mostraron adecuados. Es necesario mejorar la asistencia en el segundo período del parto para evitar conductas que reflejen en las interacciones neonatales. El estudio posibilita la reflexión sobre la importancia de la evaluación continuada de la asistencia prestada.


Resumo Objetivos: Caracterizar as práticas utilizadas pelas enfermeiras obstetras em um Centro de Parto Normal (CPN) e verificar os desfechos maternos e neonatais. Método: Estudo transversal, documental, retrospectivo, com abordagem quantitativa. Analisaram-se prontuários de 300 parturientes que deram à luz em hospital estadual da cidade de São Paulo. Os critérios adotados para a análise das práticas obstétricas foram as categorias da Organização Mundial da Saúde (OMS). Utilizaram-se os testes exatos de Fisher ou razão de verossimilhança (Likelihood Ratio) e t-Student. Resultados: As enfermeiras obstetras utilizaram majoritariamente as práticas da categoria A da OMS. Não houve diferença estatisticamente significativa nas associações entre as práticas e os desfechos perineais. Houve diferença estatisticamente significativa entre o peso do recém-nascido e o número de intercorrências neonatais e entre as posições de parto das primíparas com a fratura de clavícula dos recém-nascidos. Conclusão e Implicações para a prática: As práticas baseadas em evidências são seguidas pelas enfermeiras obstetras no CPN analisado. Os desfechos maternos e neonatais mostraram-se adequados. Há necessidade de melhorar a assistência no segundo período do parto, evitando condutas que reflitam em intercorrências neonatais. O estudo possibilita a reflexão sobre a importância da avaliação continuada da assistência prestada.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adolescent , Adult , Midwifery/statistics & numerical data , Natural Childbirth/nursing , Nurse Midwives , Obstetric Nursing/statistics & numerical data , Perineum/injuries , Breast Feeding , Oxytocin/therapeutic use , Cardiotocography , Medical Records , Cross-Sectional Studies , Retrospective Studies , Walking , Clavicle/injuries , Episiotomy , Evidence-Based Nursing/statistics & numerical data , Amniotomy , Natural Childbirth/statistics & numerical data
12.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 40(7): 379-383, July 2018. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-959016

ABSTRACT

Abstract Objective Perineal trauma is a negative outcome during labor, and until now it is unclear if the maternal position during the second stage of labormay influence the risk of acquiring severe perineal trauma. We have aimed to determine the prevalence of perineal trauma and its risk factors in a low-risk maternity with a high incidence of upright position during the second stage of labor. Methods A retrospective cohort study of 264 singleton pregnancies during labor was performed at a low-risk pregnancymaternity during a 6-month period. Perineal trauma was classified according to the Royal College of Obstetricians and Gynecologists (RCOG), and perineal integrity was divided into three categories: no tears; first/ second-degree tears + episiotomy; and third and fourth-degree tears. A multinomial analysis was performed to search for associated factors of perineal trauma. Results From a total of 264 women, there were 2 cases (0.75%) of severe perineal trauma, which occurred in nulliparous women younger than 25 years old. Approximately 46% (121) of the women had no tears, and 7.95% (21) performed mediolateral episiotomies. Perineal trauma was not associated with maternal position (p = 0.285), health professional (obstetricians or midwives; p = 0.231), newborns with 4 kilos or more (p = 0.672), and labor analgesia (p = 0.319). The multinomial analysis showed that white and nulliparous presented, respectively, 3.90 and 2.90 times more risk of presenting perineal tears. Conclusion The incidence of severe perineal trauma was low. The prevalence of upright position during the second stage of labor was 42%. White and nulliparous women were more prone to develop perineal tears.


Resumo Objetivo O trauma perineal é um desfecho negativo durante o parto, e é incerto, até omomento, se a posiçãomaternal durante o período expulsivo pode influenciar o risco de evoluir com trauma perineal severo. Nós objetivamos determinar a prevalência de trauma perineal e seus fatores de risco em uma maternidade de baixo risco com alta prevalência de posição vertical durante o período expulsivo. Métodos Um estudo de coorte retrospectivo de 264 gestações únicas durante o trabalho de parto foi realizado durante 6 meses consecutivos. O trauma perineal foi classificado de acordo com o Royal College of Obstetricianns and Gynecologists (RCOG). A integridade perineal foi dividida em três categorias: períneo íntegro; trauma perineal leve (primeiro e segundo graus + episiotomia); e trauma perineal severo (terceiro e quarto graus). Uma análise multinomial foi realizada para buscar variáveis associadas ao trauma perineal. Resultados De um total de 264 mulheres, houve 2 casos (0,75%)de trauma perineal severo m nulíparas com menos de 25 anos. Aproximadamente 46% (121) das mulheres não tiveram trauma perineal e 7,95% (21) realizaram episiotomias mediolaterais. Não houve correlação do trauma perineal com a posição de parto (p = 0,285), tipo de profissional que realizou o parto (p = 0,231), recém-nascidos com 4.000 gramas ou mais (p = 0,672), e presença de analgesia de parto (p = 0,319). Uma análise multinomial evidenciou que mulheres brancas e nulíparas apresentaram, respectivamente, um risco 3,90 e 2,90 vezes maior de apresentar trauma perineal. Conclusão A incidência de trauma perineal severo foi baixa. A prevalência de parto vertical durante o período expulsivo foi de 42%. Mulheres brancas e nulíparas foram mais suscetíveis a apresentar trauma perineal.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adolescent , Adult , Young Adult , Perineum/injuries , Labor Stage, Second , Lacerations/etiology , Patient Positioning/methods , Patient Positioning/statistics & numerical data , Obstetric Labor Complications/etiology , Prevalence , Retrospective Studies , Risk Factors , Cohort Studies , Risk Assessment , Lacerations/epidemiology , Obstetric Labor Complications/epidemiology
13.
Rev. baiana enferm ; 32: e23812, 2018. tab
Article in Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-977319

ABSTRACT

Objetivo analisar a associação entre a região do trauma perineal e os problemas locais, as atividades habituais e as necessidades fisiológicas dificultadas em puérperas no pós-parto vaginal imediato. Método estudo transversal, realizado em uma maternidade pública de Feira de Santana, Bahia, Brasil, de maio de 2013 a dezembro de 2015, com aplicação de formulários, coleta em prontuário e exame vulvoperineal de 684 puérperas. Resultados houve maior prevalência de dor (RP=3,4; p=0,000) edema (RP=2,5; p=0,028), dificuldade para dormir (RP=2,0; p-valor=0,013), deambular (RP=1,6; p=0,033) e sentar (RP=2,4; p=0,001) entre puérperas com trauma no períneo posterior. Relatos de ardor (RP=0,5; p=0,01) e dificuldade na micção (RP=0,5; p=0,002) apresentaram maior probabilidade de ocorrer entre mulheres com trauma na região anterior. Conclusão os traumas no períneo posterior causam mais dor, edema e dificuldade para dormir, sentar e deambular, ao passo que os traumas na região anterior provocam maior relato de ardor e dificuldade na micção.


Objetivo analizar la asociación entre región del trauma perineal y problemas locales, actividades usuales y necesidades fisiológicas dificultadas en puérperas durante el posparto vaginal inmediato. Método estudio transversal realizado en maternidad pública de Feira de Santana, Bahia, Brasil, de mayo de 2013 a diciembre de 2015, aplicándose formularios, recolección desde historias clínicas y examen vulvoperineal en 684 puérperas. Resultados hubo mayor prevalencia de dolor (RP=3,4; p=0,000) edema (RP=2,5; p=0,028), dificultad para dormir (RP=2,0; p=0,013), deambular (RP=1,6; p=0,033) y sentarse (RP=2,4; p=0,001) entre puérperas con trauma del perineo posterior. Reportes de ardor (RP=0,5; p=0,01) y dificultad en la micción (RP=0,5; p=0,002) tienen mayor posibilidad de ocurrencia entre mujeres con trauma en la región anterior. Conclusión los traumas del perineo posterior provocan mayor dolor, edema y dificultad para dormir, sentarse y deambular, mientras que los traumas en la región anterior provocan más reportes de ardor y dificultad en la micción.


Objective to analyze the association between region of perineal trauma, local problems, and impaired habitual activities, and physiological needs in postpartum women in the immediate vaginal postpartum. Methods cross-sectional study, carried out in a public maternity in Feira de Santana, state of Bahia, Brazil, from May 2013 to December 2015, by applying forms, collecting information in medical records, and conducting a vulvoperineal exam in 684 postpartum women. Results there was a higher prevalence of pain (PR=3.4; p=0.000), edema (PR=2.5; p=0.028), and difficulty to sleep (PR=2.0; p=0.013), walk (PR=1.6; p=0.033), and sit (PR=2.4; p=0.001) among postpartum women with a trauma in the posterior perineum. Reports of burning sensations (PR=0.5; p=0.01) and difficulty to urinate (PR=0.5; p=0.002) were more likely to occur in women with a trauma in the anterior region. Conclusion traumas in the posterior perineum cause more pain, edema, and difficulty to sleep, walk and sit, whereas traumas in the anterior region are more related to reports of burning sensations and difficulty to urinate.


Subject(s)
Humans , Female , Perineum/injuries , Postpartum Period , Episiotomy , Obstetric Nursing , Pain , Sleep , Urination , Wounds and Injuries , Prevalence , Cross-Sectional Studies , Parturition , Nursing Care
14.
Autops. Case Rep ; 7(3): 38-43, July.-Sept. 2017. ilus, tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-905320

ABSTRACT

Langerhans cell histiocytosis (LCH) is a rare disease characterized by a proliferation of cells that show immunophenotypic and ultrastructural similarities with antigen-presenting Langerhans cells of mucosal sites and skin. LCH in adults is rare, and there are still many undiagnosed/misdiagnosed patients. We describe LCH involvement of the perianal region of a 33-year-old male with a previous history of diabetes insipidus. The differential diagnosis and all the reported cases of LCH of the perianal skin involvement since its description in 1984 till 2016 are discussed. LCH should be considered in the differential diagnosis of perianal ulceration, especially in young patients where topical drug treatment has failed. The history of previous central diabetes insipidus of unknown etiology demands imaging studies in order to rule out central involvement of the disease.


Subject(s)
Humans , Male , Adult , Histiocytosis, Langerhans-Cell/diagnosis , Perineum/injuries , Diabetes Insipidus, Neurogenic/complications , Diagnosis, Differential , Fissure in Ano/diagnosis , Rare Diseases/diagnosis , Skin Diseases/diagnosis
15.
J. coloproctol. (Rio J., Impr.) ; 37(3): 242-246, July-Sept. 2017. graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-893986

ABSTRACT

Abstract Langerhans' cell histiocytosis is a rare disease characterized by proliferation of Langerhans cells in the body. It affects mainly males, predominantly in childhood. Ulcerated plaques are one of the cutaneous forms of presentation. Diagnostic confirmation is done through immunohistochemistry. As therapeutic options, topical corticosteroids and chemotherapy are good choices. The case is reported of a male patient, aged 14, with perianal ulceration. He consulted a coloproctologist, who performed a biopsy of the region and started local triamcinolone applications. Immunohistochemistry diagnosed Langerhans' cells histiocytosis. Further investigation revealed diabetes insipidus, osteolytic lesions in the skull and lower limbs, enlarged liver, and encephalic alterations. Chemotherapy was started with Vinblastine, with significant improvement of the lesions.


Resumo A histiocitose de células de Langerhans é uma doença rara caracterizada pela proliferação de células de Langerhans no corpo. A doença afeta principalmente os homens, predominantemente na infância. Placas ulceradas são uma das formas cutâneas de apresentação. A confirmação diagnóstica é feita através de análise imuno-histoquímica. Como opções terapêuticas, corticosteroides tópicos e quimioterapia são boas escolhas. O caso aqui relatado é de um paciente do sexo masculino, com idade de 14 anos, com ulceração perianal. Ele consultou um coloproctologista, que realizou uma biópsia da região e iniciou o tratamento com aplicações locais de triancinolona. A análise imunohistoquímica diagnosticou histiocitose de células de Langerhans. Outros exames revelaram diabetes insipidus, lesões osteolíticas no crânio e nos membros inferiores, aumento do fígado e alterações encefálicas. A quimioterapia foi iniciada com vimblastina, com melhora significativa das lesões.


Subject(s)
Humans , Male , Adolescent , Perineum/injuries , Skin Diseases/diagnosis , Histiocytosis, Langerhans-Cell/diagnosis , Skin Diseases/pathology , Immunohistochemistry/methods , Antigens, CD1/analysis
16.
J. coloproctol. (Rio J., Impr.) ; 37(3): 232-237, July-Sept. 2017. graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-893984

ABSTRACT

Abstract Introduction The ideal method of treating the complex anal fistula is to eradicate the sepsis and preserve the anal sphincter; since there is no definite consensus on the surgical method of treating it. Recent studies show that fistulectomy and immediate sphincteroplasy are a safe and appropriate way to treat the fistula-in-ano. The aim of this study was to evaluate the long term outcomes of fistulectmy and sphincteroplasty in the treatment of complex perianal fistula. Methods In this prospective study, we have analyzed the data of 80 patients who underwent fistulectomy and sphincteroplasty from May 2013 to May 2016. Preoperative information included physical examination, preoperative fecal incontinence evaluation and taking a complete history about underlying diseases and past related surgeries were collected. Results Of all 80 patients with complex fistula, 57.5% (46 patients) were male. 70-Patients were presented with high transsphincteric fistula (87.5%) and anterior fistula was diagnosed in 10 of them (12.5%). 9 patients (11.3%) suffered from hypertension and 43 patients (53.75%) had recurrent fistula after previous surgeries. During the follow-up period, the overall success rate was 98.8% (98.8%) and fistulectomy and sphincteroplasty failed in only one patient (failure rate: 1.3%). preoperative and post-operative scoring showed mild fecal incontinence in 8 patients (10%). We have found no significant relation between the age, gender, hypertension, previous surgery and post-operative recurrence. Conclusion Fistulectomy and sphincteroplasty is a safe surgical procedure in the treatment of anterior anal fistula in females and high transsphincteric fistulas.


Resumo Introdução o método ideal para tratar a fístula anal complexa consiste em erradicar a sepse e preservar o esfíncter anal, uma vez que não existe consenso definitivo com relação ao método cirúrgico para tratamento desse problema. Estudos recentes demonstram que a fistulectomia, seguida imediatamente pela esfincteroplastia, é procedimento seguro e apropriado no tratamento da fístula perianal. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados em longo prazo da fistulectomia e da esfincteroplastia no tratamento da fístula perianal complexa. Métodos Neste estudo prospectivo analisamos os dados de 80 pacientes tratados por fistulectomia e esfíncteroplastia no período de maio de 2013 até maio de 2016. Foram coletadas as seguintes informações pré-operatórias: exame físico, avaliação pré-operatória de incontinência fecal e história completa sobre doenças subjacentes e cirurgias prévias afins. Resultados De todos os 80 pacientes com fístula complexa, 57,5% (46 pacientes) pertenciam ao gênero masculino. Setenta pacientes se apresentaram com fístula trans-esfinctérica alta (87,5%); em 10 desses pacientes (12,5%), foi diagnosticada fístula anterior. Nove pacientes (11,3%) sofriam de hipertensão (HT), tendo sido observada recorrência de fístula após cirurgias prévias em 43 pacientes (53,75%). Durante o período de seguimento, o percentual de sucesso global foi de 98,8%, e em apenas um paciente os procedimentos de fistulectomia e esfincteroplastia não obtiveram sucesso (percentual de falha: 1,3%). Os escores pré-operatórios e pós-operatórios revelaram incontinência fecal leve em 8 pacientes (10%). Não observamos nenhuma relação significativa entre idade, gênero, HT, cirurgia prévia e recorrência pós-operatória. Conclusão Fistulectomia e esfincteroplastia constituem procedimento cirúrgico seguro no tratamento de fístulas anais anteriores em mulheres e de fístulas trans-esfinctéricas altas.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Middle Aged , Aged , Perineum/injuries , Sphincterotomy, Transduodenal/methods , Rectal Fistula/complications , Treatment Outcome , Rectal Fistula/diagnosis
17.
J. coloproctol. (Rio J., Impr.) ; 37(1): 18-24, Jan.-Mar. 2017. tab, graf, ilus
Article in English | LILACS | ID: biblio-841304

ABSTRACT

ABSTRACT Background: Traumatic cloacal defect (TCD) is the condition that occurs in 0.3% of women who have experienced the third/fourth-degree perineal laceration during traumatic Natural Vaginal Delivery (NVD). This condition has many undesirable effects in their lives. Surgery is the best way to repair this deformity and will improve the quality of life in these patients. Design: In this study, we prospectively studied 19 patients who were referred to the hospital with symptoms of TCD within years 2011 and 2015 with the mean of 2.6-yrs follow-up. They all underwent sphincteroplasty and perineoplasty with skin advancement flap. Results: Of all 19 patients, incontinence to solid faeces in 16 patients (84%), incontinence to liquid stool in 15 patients (78%) and incontinence to flatus in 4 patients (21%) were completely resolved. The FI score was decreased from the mean of 12.7 to 2.6. Sexual function was significantly improved in all of them and dyspareunia was completely disappeared in 9 patients (50%). The quality of life score was increased from the mean of 45 to 95. Post-operation complications were occurred in 3 of patients (wound infection in 2-cases and recto-vaginal fistula in another). Conclusion: Our findings show that sphincteroplasty and perineoplasty with skin advancement flap is an effective surgical technique to repair the perineal body due to its benefits and few complications. In this study, there was significant improvement in quality of life of almost all patients after this reconstructive surgery. Consulting with a colorectal surgeon is recommended for these cases.


RESUMO Experiência: Defeito cloacal traumático (RCT) é a condição que ocorre em 0,3% das mulheres que sofreram laceração perineal de terceiro/quarto grau durante um parto vaginal natural (PNV) traumático. Essa condição causa muitos efeitos indesejáveis em suas vidas. A cirurgia é a melhor forma de reparar essa deformidade, e melhorará a qualidade de vida nessas pacientes. Modelo: Nesse estudo, estudamos prospectivamente 19 pacientes que foram encaminhadas ao hospital com sintomas de RCT entre 2011 e 2015, com uma media de 2,6 anos de seguimento. Todas foram submetidas a uma esfincteroplastia e perineoplastia, com retalho cutâneo de avanço. Resultados: Da totalidade de 19 pacientes, a incontinência para fezes sólidas em 16 pacientes (84%), a incontinência para fezes líquidas em 15 pacientes (78%) e a incontinência para flatos em quatro pacientes (21%) foram completamente resolvidas. Ocorreu redução no escore FI, de uma media de 12,7 para 2,6. A função sexual melhorou significativamente em todas as pacientes, e a dispareunia desapareceu completamente em nove pacientes (50%). O escore para qualidade de vida melhorou, da media de 45 para 95. Ocorreram complicações pós-operatórias em três pacientes (infecção da ferida em dois casos e fistula retovaginal no caso restante). Conclusão: Nossos achados demonstram que a esfincteroplastia e a perineoplastia com retalho cutâneo de avanço é técnica cirúrgica efetiva para o reparo do corpo perineal, graças a seus benefícios e às poucas complicações. Nesse estudo, foi observada melhora siga na qualidade de vida de praticamente todas as pacientes em seguida a essa cirurgia reconstrutiva. Para tais casos, é recomendável uma consulta com um cirurgião colorretal.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Middle Aged , Aged , Perineum/injuries , Quality of Life , Surgical Flaps , Reconstructive Surgical Procedures/methods , Sphincterotomy , Treatment Outcome , Delivery, Obstetric/adverse effects , Obstetric Labor Complications/surgery
18.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 38(6): 301-307, June 2016. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-789042

ABSTRACT

Abstract Introduction Episiotomy is a controversial procedure, especially because the discussion that surrounds it has gone beyond the field of scientific debate, being adopted as an indicator of the "humanization of childbirth". The scientific literature indicates that episiotomy should not be performed routinely, but selectively. Objectives To review the literature in order to assess whether the implementation of selective episiotomy protects against severe perineal lacerations, the indications for the procedure, and the best technique to perform it. Methods A literature search was performed in PubMed using the terms episiotomy or perineal lacerations, and the filter clinical trial. The articles concerning the risk of severe perineal lacerations with or without episiotomy, perineal protection, or episiotomy techniques were selected. Results A total of 141 articles were identified, and 24 of them were included in the review. Out of the 13 studies that evaluated the risk of severe lacerations with and without episiotomy, 5 demonstrated a protective role of selective episiotomy, and 4 showed no significant differences between the groups. Three small studies confirmed the finding that episiotomy should be performed selectively and not routinely, and one study showed that midline episiotomy increased the risk of severe lacerations. The most cited indications were primiparity, fetal weight greater than 4 kg, prolonged second stage, operative delivery, and shoulder dystocia. As for the surgical technique, episiotomies performed with wider angles (> 40°) and earlier in the second stage (before "crowning ") appeared to be more protective. Conclusions Selective episiotomy decreases the risk of severe lacerations when compared with the non-performance or the performance of routine episiotomy. The use of a proper surgical technique is fundamental to obtain better results, especially in relation to the angle of incision, the distance from the vaginal introitus, and the correct timing for performing the procedure. Not performing the episiotomy when indicated or not applying the correct technique may increase the risk of severe perineal lacerations.


Resumo Introdução A episiotomia é um procedimento controverso, devido, em parte, à discussão sobre sua realização ter ultrapassado o campo do debate cientifico, sendo adotada como indicador associado com a "humanização do parto." A literatura mostra que a episiotomia não deve ser realizada rotineiramente, mas de forma seletiva. Questões relativas à sua indicação, técnica de realização e associação com lacerações perineais graves são objeto de amplo debate e pesquisa. Objetivos Revisar a literatura para avaliar se a realização da episiotomia seletiva protege contra lacerações perineais graves, quais são suas indicações, e qual a melhor técnica para realizar este procedimento. Método Foi realizada busca no PubMed com os termos episiotomy ou perineal lacerations utilizando o filtro clinical trial. Foram selecionados os artigos que tratavam do risco de lacerações perineais graves com e sem episiotomia, ou de técnicas de proteção perineal ou de episiotomia. Resultados Foram identificados 141 artigos, dos quais 24 foram incluídos na revisão. Dos 13 estudos que avaliaram o risco de lacerações graves com e sem episiotomia, 5 demonstraram o papel protetor da episiotomia seletiva, e 4 não mostraram diferenças significativas entre os grupos. Três pequenos estudos confirmaram o achado de que a episiotomia deve ser realizada seletiva e não rotineiramente, e um estudo mostrou que a episiotomia mediana aumenta o risco de lacerações graves. Quanto às indicações, as mais citadas foram a primiparidade, peso fetal maior do que 4kg, período expulsivo prolongado, parto operatório e distocia de ombro. Quanto à técnica, episiotomias realizadas com ângulos mais abertos (> 40°) e mais precocemente no período expulsivo (antes do "coroamento") parecem ser mais protetoras. Conclusões Episiotomias seletivas reduzem o risco de lacerações graves comparativamente à não realização de episiotomia ou à realização de episiotomia rotineira. Para esse resultado, é fundamental a utilização de técnica operatória correta, principalmente em relação ao ângulo de inclinação e distância da fúrcula vaginal, além do momento de sua realização. Deixar de realizar a episiotomia, com a técnica correta e quando bem indicada, pode aumentar o risco de lacerações perineais graves.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Episiotomy/methods , Lacerations/prevention & control , Perineum/injuries , Injury Severity Score
19.
Säo Paulo med. j ; 134(2): 97-102, Mar.-Apr. 2016. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-782937

ABSTRACT

CONTEXT AND OBJECTIVE: Several risk factors are involved in perineal lacerations during vaginal delivery. However, little is known about the influence of perineal distensibility as a protective factor. The aim here was to determine a cutoff value for pelvic floor distensibility measured using the Epi-no balloon, which could be used as a predictive factor for perineal integrity in vaginal delivery. DESIGN AND SETTING: Prospective observational single cohort study conducted in a maternity hospital. METHODS: A convenience sample of 227 consecutive at-term parturients was used. All women had a single fetus in the vertex presentation, with up to 9.0 cm of dilation. The maximum dilation of the Epi-no balloon was measured using a tape measure after it had been inflated inside the vagina up to the parturients' maximum tolerance. The receiver operating characteristic (ROC) curve was used to obtain the Epi-no circumference measurement with best sensitivity and specificity. RESULTS: Among the 161 patients who were included in the study, 50.9% underwent episiotomy, 21.8% presented lacerations and 27.3% retained an intact perineum. Age > 25.9 years; number of pregnancies > 3.4; number of deliveries > 2.2 and circumference measured by Epi-no > 21.4 cm were all directly correlated with an intact perineum. Circumference measurements using the Epi-no balloon that were greater than 20.8 cm showed sensitivity and specificity of 70.5% and 66.7% (area under curve = 0.713), respectively, as a predictive factor for an intact perineum in vaginal delivery. CONCLUSION: Circumferences greater than 20.8 cm achieved using the Epi-no balloon are a predictive factor for perineal integrity in parturients.


CONTEXTO E OBJETIVO: Diversos fatores de risco estão envolvidos nas lacerações do períneo durante o parto vaginal, contudo, pouco se sabe sobre a influência da extensibilidade perineal como um fator protetor. O objetivo foi avaliar o ponto de corte da extensibilidade do assoalho pélvico medido pelo balão Epi-no, o qual poderia ser usado como fator preditor de integridade perineal no parto vaginal. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo prospectivo observacional de coorte única conduzido em maternidade. MÉTODOS: Uma amostra de conveniência de 277 parturientes consecutivas no termo foi utilizada. Todas as mulheres tinham feto único com apresentação cefálica fletida, com até 9,0 cm de dilatação. A máxima dilatação do balão Epi-no foi medida com fita métrica após a sua insuflação dentro da vagina até a tolerância máxima da parturiente. Uma curva característica de operação do receptor (ROC) foi utilizada para obter a medida da circunferência com a melhor sensibilidade e especificidade. RESULTADOS: Dentre as 161 pacientes que foram incluídas no estudo, 50,9% sofreram episiotomia, 21,8% lacerações e 27,3% tiveram o períneo intacto. Idade > 25,9 anos; número de gestações > 3,4; número de partos > 2,2; e medida do perímetro do Epi-no > 21,4 cm foram todos diretamente correlacionados com períneo intacto. Os valores do perímetro com o balão Epi-no que estavam acima de 20,8 cm mostraram sensibilidade e especificidade de 70,5% e 66,7% (área sob a curva = 0,713), respectivamente, como fator preditor de períneo intacto no parto vaginal. CONCLUSÃO: Circunferência medida pelo balão Epi-no maior que 20,8 cm é fator preditor de integridade perineal em parturientes.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Perineum/injuries , Pelvic Floor/physiology , Delivery, Obstetric , Muscle Strength/physiology , Obstetric Labor Complications , Perineum/innervation , Prospective Studies , ROC Curve , Gravidity , Episiotomy
20.
Rev. gaúch. enferm ; 37(spe): e68304, 2016. tab
Article in Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-845185

ABSTRACT

RESUMO Objetivos Implementar práticas assistenciais para prevenção e reparo do trauma perineal no parto normal. Métodos Estudo quase-experimental, realizado no Hospital da Mulher Mãe-Luzia, Macapá, AP. Realizaram-se 74 entrevistas com enfermeiros e médicos e 70 com puérperas, e analisaram-se dados de prontuários (n=555). O desenvolvimento da pesquisa se deu em três fases: pré-auditoria e auditoria de base (fase 1); intervenção educativa e implementação de boas práticas assistenciais (fase 2); auditoria pós-implementação (fase 3); a análise foi pela comparação das fases 1 e 3. Resultados Após a intervenção educativa, menos profissionais incentivavam puxos dirigidos, realizavam episiotomia e suturavam lacerações de primeiro grau; mais mulheres informaram que o parto foi em posição litotômica; mais registros nos prontuários indicaram o uso de Vicryl® na sutura da mucosa e pele. Conclusões A intervenção educativa melhorou os cuidados e os desfechos perineais, porém há lacunas na implementação das evidências e inadequações no manejo do cuidado perineal.


RESUMEN Objetivo Implementar prácticas asistenciales para la prevención y reparación del trauma perineal en el parto. Método Estudio casi experimental, conducido en el Hospital da Mulher Mãe-Luzia, Macapá, AP. Se realizaron 74 entrevistas con médicos y enfermeras y 70 con puérperas y se analizaron los datos de registros médicos (n=555). La investigación se desarrolló en tres fases: preauditoría y auditoría de base (fase 1); intervención educativa e implementación de buenas prácticas asistenciales (fase 2); auditoría posimplementación (fase 3); el análisis fue comparando las fases 1 y 3. Resultados Después de la intervención educativa, menos profesionales incentivaban pujo dirigido, realizaban episiotomía y suturaban desgarros de primer grado; más mujeres tuvieron el parto en posición litotomía; más registros indicaban uso de Vicryl® para suturar la mucosa y piel. Conclusión La intervención educativa ha mejorado el cuidado y los resultados perineales, pero hay lagunas en la implementación de evidencias y deficiencias en el cuidado perineal.


ABSTRACT Objective To implement care practices for perineal trauma prevention and repairing in normal birth. Method Quasi-experimental study conducted at Hospital da Mulher Mãe-Luzia, in Macapá, AP, Brazil. Seventy-four (74) nurses and obstetricians and 70 post-partum women were interviewed and the records of 555 patients were analyzed. The study was conducted in three stages: pre-audit and baseline audit (phase 1); educational intervention and implementation of best practices (phase 2); post-implementation audit (phase 3). Data was analyzed by comparison of the results of phases 1 and 3. Results Following the educational intervention, a lower number of health professionals encouraged directed pushing, performed episiotomies and repaired first-degree lacerations; more women reported lithotomy position; more patient records indicated the use of Vicryl™ to suture the perineal mucosa and skin. Conclusion The educational intervention improved birth care and perineal outcomes. Nevertheless, gaps were identified in the implementation of evidence, as well as inappropriate perineal care management


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Perineum/injuries , Delivery, Obstetric/adverse effects , Obstetric Nursing/education , Obstetrics/education , Polyglactin 910 , Sutures , Practice Patterns, Physicians'/statistics & numerical data , Suture Techniques , Patient Satisfaction , Practice Guidelines as Topic , Evidence-Based Medicine , Lacerations/etiology , Lacerations/prevention & control , Lacerations/therapy , Delivery, Obstetric/instrumentation , Delivery, Obstetric/methods , Postpartum Period/psychology , Episiotomy/adverse effects , Patient Positioning , Practice Patterns, Nurses'/statistics & numerical data , Medical Audit
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