Your browser doesn't support javascript.
loading
Show: 20 | 50 | 100
Results 1 - 20 de 22
Filter
1.
Rev. bras. anestesiol ; 70(6): 588-594, Nov.-Dec. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1155777

ABSTRACT

Abstract Background and objectives: In shoulder arthroscopy, on an outpatient basis, the patient needs a good control of the postoperative pain that can be achieved through regional blocks. Perineural dexamethasone may prolong the effect of these blocks. The aim of this study was to evaluate the effect of perineural dexamethasone on the prolongation of the sensory block in the postoperative period for arthroscopic shoulder surgery in outpatient setting. Methods: After approval by the Research Ethics Committee and informed consent, patients undergoing arthroscopic shoulder surgery under general anesthesia and ultrasound-guided interscalene brachial plexus block were randomized into Group D - blockade performed with 30 mL of 0.5% levobupivacaine with vasoconstrictor and 6 mg (1.5 mL) of dexamethasone and Group C - 30 mL of 0.5% levobupivacaine with vasoconstrictor and 1.5 mL of 0.9% saline. The duration of the sensory block was evaluated in 4 postoperative moments (0, 4, 12 and 24 hours) as well as the need for rescue analgesia, nausea and vomiting incidence, and Visual Analog Pain Scale (VAS). Results: Seventy-four patients were recruited and 71 completed the study (Group C, n = 37; Group D, n = 34). Our findings showed a prolongation of the mean time of the sensitive blockade in Group D (1440 ± 0 min vs. 1267 ± 164 min, p < 0.001). It was observed that Group C had a higher mean pain score according to VAS (2.08 ± 1.72 vs. 0.02 ± 0.17, p < 0.001) and a greater number of patients (68.4% vs. 0%, p < 0.001) required rescue analgesia in the first 24 hours. The incidence of postoperative nausea and vomiting was not statistically significant. Conclusion: Perineural dexamethasone significantly prolonged the sensory blockade promoted by levobupivacaine in interscalene brachial plexus block, reduced pain intensity and rescue analgesia needs in the postoperative period.


Resumo Justificativa e objetivos: Na artroscopia de ombro em regime ambulatorial, o paciente necessita de um bom controle da dor pós-operatória, que pode ser conseguido por meio de bloqueios regionais. A dexametasona perineural pode prolongar o efeito desses bloqueios. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da dexametasona perineural quanto ao prolongamento do bloqueio sensitivo no período pós-operatório para cirurgia artroscópica de ombro em regime ambulatorial. Métodos: Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e consentimento informado, foram incluídos no estudo pacientes submetidos a cirurgia artroscópica de ombro sob anestesia geral e bloqueio de plexo braquial interescalênico guiado por ultrassonografia. Eles foram randomizados nos Grupo D - bloqueio com 30 mL de levobupivacaína 0,5% com vasoconstritor e 6 mg (1,5 mL) de dexametasona, e Grupo C - bloqueio com 30 mL de levobupivacaína 0,5% com vasoconstritor e 1,5 mL solução salina. A duração do bloqueio sensitivo foi avaliada em quatro momentos pós-operatórios (0, 4, 12 e 24 horas), assim como a necessidade de analgesia de resgate, incidência de náuseas e vômitos e Escala Visual Analógica de Dor (EVA). Resultados: Setenta e quatro pacientes foram randomizados e 71 completaram o estudo (Grupo C, n = 37; Grupo D, n = 34). Observou-se um prolongamento do tempo médio de bloqueio sensitivo no Grupo D (1440 ± 0 min vs. 1267 ± 164 min; p< 0,001). Pacientes do Grupo C apresentaram maior média de escore de dor de acordo com a EVA (2,08 ± 1,72vs. 0,02 ± 0,17; p< 0,001) e um maior número de pacientes solicitou analgesia de resgate nas primeiras 24 horas (68,4%vs.0%; p< 0,001). A incidência de náuseas e vômitos não foi estatisticamente significante. Conclusão: A dexametasona perineural prolongou significativamente o bloqueio sensitivo da levobupivacaína no bloqueio de plexo braquial interescalênico, reduziu a intensidade de dor e a necessidade de analgesia de resgate pelo paciente no período pós-operatório.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Arthroscopy/methods , Shoulder Joint/surgery , Dexamethasone/administration & dosage , Ultrasonography, Interventional/methods , Brachial Plexus Block/methods , Anti-Inflammatory Agents/administration & dosage , Pain, Postoperative/diagnosis , Pain, Postoperative/drug therapy , Arthroscopy/adverse effects , Time Factors , Vasoconstrictor Agents/administration & dosage , Pain Measurement , Double-Blind Method , Prospective Studies , Analysis of Variance , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Saline Solution/administration & dosage , Levobupivacaine , Analgesia , Anesthetics, Local , Middle Aged
2.
Rev. bras. anestesiol ; 70(5): 471-476, Sept.-Oct. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1143969

ABSTRACT

Abstract Background: Postoperative Nausea and Vomiting (PONV) is a multifactorial surgical complication with an unclear underlying cause. Anesthetic methods, patients' characteristics and the type of surgery are considered as factors affecting PONV. This study was designed to compare the effect of inhalational and intravenous anesthesia in abdominal surgery on the incidence and severity of PONV. Methods: A single-blinded prospective randomized clinical trial on 105 patients aged 18 − 65 years was carried out. Patients were divided into two groups of Total Intravenous Anesthesia (TIVA) and inhalational anesthesia. The incidence and the severity of PONV were examined at 0, 2, 6, 12 and 24 hours after the surgery. The use of a rescue antiemetic was also evaluated. Results: 50.9% of the patients in the inhalation group and 17.3% of the patients in the intravenous group developed PONV (p < 0.001). The incidence of vomiting was reported in 11.3% of the inhalational group and 3.8% of the TIVA group (p = 0.15). 24.5% of patients in the inhalation group and 9.6% of patients in the intravenous group needed an antiemetic medication (p = 0.043). Conclusion: The incidence of postoperative nausea and vomiting and the need for administration of an antiemetic rescue drug and the severity of nausea in patients were significantly lower in the TIVA group.


Resumo Justificativa: Náusea e Vômito no Pós-Operatório (NVPO) é uma complicação multifatorial com etiologia não esclarecida. A técnica anestésica, as características dos pacientes e o tipo de cirurgia são considerados fatores que afetam a NVPO. O presente estudo foi desenhado para comparar o efeito da anestesia inalatória com anestesia intravenosa na incidência e gravidade de NVPO na cirurgia abdominal. Método: Foi realizado estudo clínico mono-cego prospectivo randomizado com 105 pacientes com idades de 18 − 65 anos. Os pacientes foram divididos em dois grupos, Anestesia Total Intravenosa (TIVA) e anestesia inalatória. A incidência e gravidade de NVPO foram avaliadas em cinco momentos: 0, 2, 6, 12 e 24 horas pós-cirurgia. O uso de antiemético de resgate também foi avaliado. Resultados: NVPO ocorreu em 50,9% dos pacientes no grupo inalatória e 17,3% dos pacientes no grupo TIVA (p< 0,001). A incidência de vômitos relatados foi 11,3% no grupo Inalatória e 3,8% no grupo TIVA (p = 0,15). Necessitaram de medicação antiemética 24,5% dos pacientes no grupo Inalatória e 9,6% dos pacientes no grupo TIVA (p = 0.043). Conclusão: A incidência de náusea e vômito no pós-operatório, a necessidade de administração de droga antiemética de resgate e a gravidade da náusea foram significantemente mais baixas no grupo TIVA.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Aged , Young Adult , Anesthetics, Intravenous/administration & dosage , Anesthetics, Inhalation/administration & dosage , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Laparotomy/methods , Severity of Illness Index , Single-Blind Method , Incidence , Anesthetics, Intravenous/adverse effects , Anesthetics, Inhalation/adverse effects , Abdomen/surgery , Middle Aged , Antiemetics/administration & dosage
3.
Rev. bras. anestesiol ; 70(5): 508-519, Sept.-Oct. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1143968

ABSTRACT

Abstract Background: Postoperative Nausea and Vomiting (PONV) is a common complication of general anesthesia. Several kinds of antiemetics, including 5-Hydroxytryptamine3 (5-HT3) receptor antagonists, and Neurokinin-1 (NK-1) receptor antagonists have been used to treat PONV. Objectives: To compare the antiemetic effect of NK-1 receptor antagonists, including fosaprepitant. Data sources: Online databases (PubMed, MEDLINE, Scopus, The Cochrane Library databases) were used. Study eligibility criteria, participants, and interventions: Randomized Controlled Trials (RCTs) performed in patients over 18 years with ASA-PS of I‒III, aimed to assess the efficacy of antiemetics including NK-1 receptor antagonists and 5-HT3 receptor antagonists, and compared the incidence of PONV were included. Study appraisal and synthesis methods: All statistical assessments were conducted by a random effect approach, and odds ratios and 95% Confidence Intervals were calculated. Results: Aprepitant 40 mg and 80 mg significantly reduced the incidence of vomiting 0‒24 hours postoperatively (Odds Ratio [OR = 0.40]; 95% Confidence Interval [95% CI 0.30‒0.54]; p < 0.001, and OR = 0.32; 95% CI 0.19‒0.56; p < 0.001). Fosaprepitant could also reduce the incidence of vomiting significantly both 0‒24 and 0‒48 hours postoperatively (OR = 0.07; 95% CI 0.02‒0.24; p < 0.001 and OR = 0.07; 95% CI 0.02‒0.23; p < 0.001). Limitations: Risk factors for PONV are not considered, RCTs using multiple antiemetics are included, RCTs for fosaprepitant is small, and some bias may be present. Conclusions and implications of key findings: Aprepitant and fosaprepitant can be effective prophylactic antiemetics for postoperative vomiting. However, more studies are required for higher-quality meta-analyses. Systematic review registration number: CRD42019120188.


Resumo Histórico: Náusea e Vômito no Pós-Operatório (NVPO) é um evento adverso frequente da anestesia geral. Várias classes de antieméticos, incluindo antagonistas do receptor 5-Hidroxitriptamina3 (5-HT3) e antagonistas do receptor da Neurocinina-1 (NK-1), têm sido utilizados para tratar a NVPO. Objetivo: Comparar o efeito antiemético dos antagonistas do receptor NK-1, incluindo o fosaprepitanto. Fontes de dados: Foram utilizadas bases de dados on-line (PubMed, MEDLINE, Scopus, The Cochrane Library). Critérios de elegibilidade do estudo, participantes e intervenções: Foram incluídos Estudos Clínicos Randomizados (ECR) realizados em pacientes acima de 18 anos classificação ASA I a III, com o objetivo de avaliar a eficácia de antieméticos que incluíssem antagonistas do receptor NK-1 e antagonistas do receptor 5-HT3, e que comparassem a incidência de NVPO. Métodos de avaliação e síntese do estudo: Todas as avaliações estatísticas foram realizadas por abordagem de efeito aleatório e foram calculadas razões de chances e Intervalos de Confiança de 95%. Resultados: As doses de 40 mg e 80 mg de aprepitanto reduziram significantemente a incidência de vômito no período de 0 a 24 horas pós-operatórias (razão de chances [OR = 0,40]; Intervalo de Confiança de 95% [95% IC] 0,30-0,54; p < 0,001 e OR = 0,32; 95% IC 0,19-0,56; p < 0,001). O fosaprepitanto pode também reduzir significantemente a incidência de vômito tanto de 0-24 horas como no período de 0-48 horas pós-operatórias (OR = 0,07; 95% IC 0,02-0,24; p < 0,001 e OR = 0,07; 95% IC 0,02-0,23; p < 0,001). Limitações: Os fatores de risco para NVPO não foram analisados, ECRs usando múltiplos antieméticos foram incluídos, ECRs para fosaprepitanto tinham amostras pequenas, podendo haver algum viés. Conclusões e implicações dos principais achados: Aprepitanto e fosaprepitanto podem ser drogas antieméticas profiláticas efetivas para vômito no pós-operatório. No entanto, são necessários mais estudos para elaboração de meta-análises de melhor qualidade. Número de registro da revisão sistemática: CRD42019120188.


Subject(s)
Humans , Postoperative Nausea and Vomiting/prevention & control , Neurokinin-1 Receptor Antagonists/administration & dosage , Antiemetics/administration & dosage , Randomized Controlled Trials as Topic , Morpholines/administration & dosage , Morpholines/pharmacology , Incidence , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Serotonin 5-HT3 Receptor Antagonists/administration & dosage , Serotonin 5-HT3 Receptor Antagonists/pharmacology , Neurokinin-1 Receptor Antagonists/pharmacology , Anesthesia, General/adverse effects , Anesthesia, General/methods , Antiemetics/pharmacology
4.
Rev. bras. anestesiol ; 70(5): 457-463, Sept.-Oct. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1143967

ABSTRACT

Abstract Background: Postoperative Nausea and Vomiting (PONV) risk factors have not been defined for obstetric patients. In this study, our objective was to identify potential risk factors for PONV after cesarean sections performed under spinal anesthesia. Methods: One cohort of patients submitted to cesarean under spinal anesthesia was used to investigate potential risk factors for PONV. The best numerical risk factors were dichotomized using chi-squared method. A conditional independence (incremental association method) casual network was used to select the best predictors for PONV. Results: Two hundred and fifty of 260 patients remained in the study. Odds ratio for PONV of younger maternal age (< 25 years: 2.9 [1.49−5.96]), lower spinal bupivacaine dose (< 13 mg, inf [2.4-inf]), lower spinal morphine dose (< 80 mg, 0.03 [0−0.97]), history of motion sickness (2.5 [1.27−5.25]), significant nausea during the first trimester (0.3 [0.16−0.64]), intraoperative nausea and vomiting (8.2 [3.67−20.47]), and lower gestational age (< 38 weeks, 2.0 [1.01−4.08]) were statistically significant. The causal network selected absence of significant nausea during the first gestational trimester, intraoperative nausea, and gestational age < 38 weeks as the main direct risk factors for PONV. Conclusions: Intraoperative nausea and maternal age < 25 years were the main risk factors for PONV after cesareans under spinal anesthesia. Absence of self-reported nausea during the first trimester was a protective factor for post-cesarean nausea and vomiting.


Resumo Introdução: Os fatores de risco para náusea e vômitos pós-operatórios (NVPO) ainda não foram definidos para pacientes de obstetrícia. Neste estudo, nosso objetivo foi identificar potenciais fatores de risco para NVPO após parto cesariano realizado sob raquianestesia. Método: Uma coorte de pacientes submetidas a cesariana sob raquianestesia foi usada para investigar potenciais fatores de risco para NVPO. Os melhores fatores de risco numéricos foram dicotomizados por meio do método qui-quadrado. Uma rede casual de independência condicional (método de associação adicional) foi usada para selecionar os melhores preditores de NVPO. Resultados: Das 260 pacientes iniciais, 250 completaram o estudo. A razão de chances para NVPO foi estatisticamente significante para menor idade materna (< 25 anos: 2,9 [1,49−5,96]), dose mais baixa de bupivacaina raquidiana (< 13 mg, inf [2,4-inf]), dose mais baixa de morfina raquidiana (< 80 mg, 0,03 [0−0,97]), histórico de enjoo de movimento (2,5 [1,27−5,25]), náuseas importantes durante o primeiro trimestre (0,3 [0,16−0,64]), náusea e vômitos intraoperatórios (8,2 [3,67−20,47]) e menor idade gestacional (< 38 semanas, 2,0 [1,01−4,08]). A rede causal selecionou ausência de náuseas significativas durante o primeiro trimestre gestacional, náusea intraoperatória e idade gestacional < 38 semanas como os principais fatores de risco diretos para NVPO. Conclusões: Náusea intraoperatória e idade materna < 25 anos foram os principais fatores de risco para NVPO após cesariana sob raquianestesia. A ausência de náusea autorreferida durante o primeiro trimestre foi um fator protetor para náusea e vômitos após cesariana.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Adult , Young Adult , Cesarean Section/methods , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Anesthesia, Spinal/methods , Prognosis , Bupivacaine/administration & dosage , Cesarean Section/adverse effects , Prospective Studies , Risk Factors , Cohort Studies , Maternal Age , Postoperative Nausea and Vomiting/etiology , Anesthesia, Spinal/adverse effects , Anesthetics, Local/administration & dosage , Morphine/administration & dosage
5.
Rev. bras. anestesiol ; 70(5): 520-526, Sept.-Oct. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1143964

ABSTRACT

Abstract Background and objectives: Postoperative nausea and vomiting (PONV) is a common and undesirable complication observed after laparoscopic cholecystectomy (LC). We investigated the effects of auriculoacupuncture (AA) on the prevention of postoperative nausea and vomiting in the immediate postoperative period of uncomplicated laparoscopic cholecystectomy. Methods: Sixty-eight patients were randomly divided into two groups, auriculoacupuncture (n = 35) and control (n = 33), and then they were evaluated prospectively. The needle was placed before anaesthesia induction and remained for 20 minutes. Nausea intensity was evaluated using an analogic visual scale and PONV events were registered immediately after anaesthesia care unit admission and in the second, fourth and sixth hours after the surgery. Results: The auriculoacupuncture group had a significantly smaller incidence of nausea and vomiting than the control group throughout the whole postoperative period (16/35 vs. 27/33, p= 0.03 and 4/35 vs. 15/33, p= 0.005, respectively); the AA group had fewer nausea events 2 h (p= 0.03) and 6 h (p= 0.001) after surgery and fewer vomiting events 2 h (p= 0.01) and 6 h (p= 0.02) after surgery. Conclusions: Auriculoacupuncture can partially prevent postoperative nausea and vomiting when compared to metoclopramide alone after uncomplicated laparoscopic cholecystectomy. Auriculoacupuncture can be recommended as an adjuvant therapy for postoperative nausea and vomiting prevention in selected patients.


Resumo Justificativa e objetivos: Náuseas e vômitos são complicações comuns e indesejáveis no pós-operatório de colecistectomia laparoscópica (CL). Nós investigamos os efeitos da auriculoacupuntura (AA) para a prevenção de náuseas e vômitos no período pós-operatório (NVPO) imediato da CL não complicada. Métodos: 68 pacientes foram aleatoriamente divididos em dois grupos, auriculoacupuntura (n = 35) e controle (n = 33), e foram avaliados prospectivamente. A agulha foi aplicada antes da indução anestésica e permaneceu no lugar por 20 minutos. A intensidade da náusea foi avaliada mediante escala visual analógica e episódios de NVPO foram registrados imediatamente após a admissão na unidade de recuperação anestésica e duas, quatro e seis horas após a cirurgia. Resultados: O grupo AA apresentou significativamente menos episódios de NVPO do que o grupo controle durante todo o período pós-operatório (16/35 vs. 27/33, p = 0,03 e 4/35 vs. 15/33, p = 0,005, respectivamente). O grupo auriculoacupuntura apresentou episódios de náuseas menos intensos às 2 horas (p = 0,03) e 6 horas (p = 0,001) após a cirurgia e menos episódios de vômitos 2 horas (p = 0,01) e 6 horas (p = 0,02) após a cirurgia. Conclusão: A auriculoacupuntura aliviou náuseas e vômitos no pós-operatório em número significante de pacientes, mas não foi capaz de prevenir náuseas e vômitos no pós-operatório em todos os pacientes. Ela pode ser recomendada como terapia adjuvante para prevenção de náuseas e vômitos no pós-operatório no pós-operatório de colecistectomia laparoscópica em pacientes selecionados.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Acupuncture Therapy/methods , Cholecystectomy, Laparoscopic/adverse effects , Postoperative Nausea and Vomiting/prevention & control , Antiemetics/administration & dosage , Time Factors , Double-Blind Method , Incidence , Prospective Studies , Cholecystectomy, Laparoscopic/methods , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Metoclopramide/administration & dosage
6.
Rev. bras. anestesiol ; 70(5): 477-483, Sept.-Oct. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1143958

ABSTRACT

Abstract Background: Postoperative nausea and vomiting is the second most common complaint in the postoperative period after pain. The incidence of postoperative nausea and vomiting was 60-80% in middle ear surgeries in the absence of antiemetic prophylaxis. Because of this high incidence of postoperative nausea and vomiting, we aimed to assess the effect of palonosetron-dexamethasone and ondansetron-dexamethasone combination for the prevention of postoperative nausea and vomiting in patients of middle ear surgery. Methods: Sixty-four patients, scheduled for middle ear surgery, were randomized into two groups to receive the palonosetron-dexamethasone and ondansetron-dexamethasone combination intravenously before induction of anesthesia. Anesthesia technique was standardized in all patients. Postoperatively, the incidences and severity of nausea and vomiting, the requirement of rescue antiemetic, side effects and patient satisfaction score were recorded. Results: Demographics were similar in the study groups. The incidence difference of nausea was statistically significant between groups O and P at a time interval of 2-6 hours only (p = 0.026). The incidence and severity of vomiting were not statistically significant between groups O and P during the whole study period. The overall incidence of postoperative nausea and vomiting (0-24 hours postoperatively) was 37.5% in group O and 9.4% in group P (p = 0.016). Absolute risk reduction with palonosetron-dexamethasone was 28%, the relative risk reduction was 75%, and the number-needed-to-treat was 4. The patient's satisfaction score was higher in group P than group O (p = 0.016). The frequency of rescue medication was more common in group O than in group P patients (p = 0.026). Conclusion: The combination of palonosetron-dexamethasone is superior to ondansetron-dexamethasone for the prevention of postoperative nausea and vomiting after middle ear surgeries.


Resumo Justificativa: Náusea e vômito no pós-operatório é a segunda queixa pós-operatória mais frequente após a dor. Sem profilaxia antiemética, a incidência de náusea e vômito no pós-operatório foi de 60−80% após cirurgia do ouvido médio. Dada a alta incidência relatada de náusea e vômito no pós-operatório, nosso objetivo foi avaliar o efeito da combinação de palonosetrona-dexametasona e ondansetrona-dexametasona na prevenção de náusea e vômito no pós-operatório em pacientes submetidos a cirurgia do ouvido médio. Método: Sessenta e quatro pacientes programados para cirurgia de ouvido médio foram aleatoriamente divididos em dois grupos. Um recebeu a combinação de palonosetrona-dexametasona (grupo P) e o outro ondansetrona-dexametasona (grupo O) por via intravenosa antes da indução anestésica. A técnica anestésica foi padronizada em todos os pacientes. No pós-operatório, foram registradas incidência e gravidade das náuseas e vômitos, necessidade de antiemético de resgate, efeitos colaterais e índice de satisfação dos pacientes. Resultados: As características demográficas foram semelhantes nos grupos estudados. A diferença na incidência de náusea foi estatisticamente significante entre os grupos O e P apenas no intervalo de tempo entre 2 e 6 horas (p = 0,026). A incidência e gravidade de vômito não foram estatisticamente significantes entre os grupos O e P durante todo o período do estudo. A incidência geral de náusea e vômito no pós-operatório (0−24 horas de pós-operatório) foi de 37,5% no grupo O e de 9,4% no grupo P (p = 0,016). A combinação palonosetrona-dexametasona associou-se com redução do risco absoluto de 28%, redução do risco relativo de 75%, e o número necessário para tratar foi 4. O escore de satisfação do paciente foi maior no grupo P (p = 0,016). A frequência da medicação de resgate foi mais comum no grupo O (p = 0,026). Conclusão: A combinação de palonosetrona-dexametasona é superior à ondansetrona-dexametasona na prevenção da náusea e vômito no pós-operatório após cirurgia de ouvido médio.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Young Adult , Dexamethasone/administration & dosage , Ondansetron/administration & dosage , Postoperative Nausea and Vomiting/prevention & control , Palonosetron/administration & dosage , Double-Blind Method , Incidence , Prospective Studies , Patient Satisfaction , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Drug Therapy, Combination , Ear, Middle/surgery , Middle Aged , Antiemetics/administration & dosage
7.
Rev Bras Ginecol Obstet ; 42(8): 468-475, 2020. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1137866

ABSTRACT

Abstract Objective To investigate the effects of preoperative fasting abbreviation with a carbohydrate and protein-enriched solution, on postoperative nausea and vomiting (PONV) incidence in gynecological surgery patients, a population naturally at risk for such unpleasant episodes. Methods The present prospective double-blind randomized study was performed at The Hospital Municipal e Maternidade Dr. Odelmo Leão Carneiro (HMMOLC, in the Portuguese acronym), in Uberlândia, state of Minas Gerais, Brazil, in partnership with the Gynecology Department of the Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), approved by the Human Research EthicsCommittee ofUNIFESP and theboard ofHMMOLC, and included in the Brazil Platform and in the Brazilian Clinical Trial Registry. After signing the consent form, 80 women, who were submitted to gynecological surgery in the period from January to June 2016,were randomized into 2 groups: control group (n= 42) and juice group (n= 38). They received, respectively, 200mL of inert solution or liquid enriched with carbohydrate and protein 4 hours presurgery. The incidence, frequency and intensity of PONV were studied using the Visual Analogue Scale (VAS), with statistical analysis performed by the software IBM SPSS Statistics for Windows, Version 20.0 (IBM Corp, Armonk, NY, USA). Results The incidence of nausea and vomiting was lower than in the literature, to this population, with 18.9% (14/74) for the control group and 10.8% (8/74) for the juice group, respectively, with no statistically significant difference between the groups. Conclusion The incidence of nausea and vomiting was lower than in the literature, but it cannot be said that this is due to the abbreviation of fasting. It can provide greater comfort, with the possibility of PONV prevention in patients at risk for these episodes.


Resumo Objetivo Investigar os efeitos da abreviação do jejum pré-operatório, por meio de solução enriquecida comcarboidrato e proteína, na incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório (NVPO) em cirurgias ginecológicas, população naturalmente de risco para esses episódios desagradáveis. Métodos O presente estudo prospectivo randomizado duplo-cego foi realizado no Hospital e Maternidade Municipal Dr. Odelmo Leão Carneiro (HMMOLC), em Uberlândia, estado de Minas Gerais, Brasil, emparceria como Departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP, pela diretoria do HMMOLC, registrado na Plataforma Brasil e na plataforma de Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos. Após assinatura do termo de consentimento, foram randomizadas 80 mulheres que se submeteram à cirurgia ginecológica, de janeiro a julho de 2016, em 2 grupos: grupo controle (n = 42) e grupo suco (n = 38) que receberam, respectivamente, 200 ml de solução inerte ou 200ml de líquido contendo carboidrato e proteína, 4 horas pré-cirurgia. Foram estudadas incidência, frequência e intensidade de NVPO por meio da Escala Visual Analógica (EVA), com análise estatística realizada pelo programa IBM SPSS Statistics for Windows, Versão 20.0 (IBM Corp, Armonk, NY, EUA). Resultados A incidência de náuseas e vômitos foi mais baixa que a esperada na literatura para essa população, com 18,9% (14/74) para o grupo controle e 10,8% (8/74) para o grupo suco, respectivamente, sem diferença estatisticamente significante entre os grupos. Conclusão A incidência de náuseas e vômitos foi mais baixa do que na literatura; entretanto, não se pode afirmar que foi devido à abreviação de jejum. Essa medida pode trazer maior conforto com a possibilidade de prevenção de NVPO em pacientes de risco para esses eventos.


Subject(s)
Humans , Female , Adult , Gynecologic Surgical Procedures/adverse effects , Preoperative Care/methods , Fasting , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Double-Blind Method , Prospective Studies
8.
Rev. bras. anestesiol ; 69(4): 342-349, July-Aug. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1042006

ABSTRACT

Abstract Background and objectives Predicting postoperative nausea and vomiting risk is the cornerstone for deciding prophylaxis. Apfel's score does not define how long a person must be abstinent from smoking to be considered a non-smoker, and the use of intraoperative spinal opioids as a risk factor for predicting postoperative nausea and vomiting is also not addressed. The aim of this study was to quantify predicting postoperative nausea and vomiting risk by an ordinal smoking status and the use of intraoperative opioids (systemic or neuraxial), and to develop a new predictive model. Methods Patients scheduled for cancer surgery were prospectively evaluated for predicting postoperative nausea and vomiting in the first 24 h after surgery. Results Of 2014 initially included patients, 185 participants were excluded. Smoking status classification was associated with predicting postoperative nausea and vomiting incidence rates of 14.1%, 18.1%, 24.7%, 29.4% and 33.9% for smokers, patients who stopped smoking up to 1 month prior to surgery, one to 6 months prior, more than 6 months prior or patients who never smoked, respectively, which was significant in the multiple comparisons analysis (adjusted p = 0.015). The multiple comparisons-adjusted hypothesis tests for association with predicting postoperative nausea and vomiting for sex, age, previous predicting postoperative nausea and vomiting, chemotherapy-induced nausea, and ordinal smoking status had p-values of <0.001. The type of surgery (p = 0.04), total fentanyl consumption (p = 0.04), both intraoperative and postoperative, were significant predictors. A new model was developed and showed higher discriminative power than Apfel's score (AUC 67.9% vs. 63.7%, p < 0.001). Conclusion Smoking status showed a significant and linear impact on predicting postoperative nausea and vomiting incidence, and we developed a new model that uses unambiguous smoking and opioid predictors.


Resumo Justificativa e objetivos A previsão do risco de náusea e vômito no pós-operatório é a base para a decisão da profilaxia. O escore de Apfel não define por quanto tempo uma pessoa deve se abster de fumar para ser considerada não fumante, e o uso de opioide espinhal intraoperatório como fator de risco para náusea e vômito também não é abordado. Nosso objetivo foi quantificar o risco de náusea e vômito no pós-operatório por um estado tabagístico ordinal e o uso de opioides intraoperatórios (sistêmicos ou neuraxiais) e desenvolver um novo modelo preditivo. Métodos Pacientes agendados para cirurgia oncológica foram prospectivamente avaliados para náusea e vômito nas primeiras 24 horas após a cirurgia. Resultados De 2.014 pacientes inicialmente incluídos, 185 foram excluídos. A classificação de tabagismo foi associada a taxas de incidência de náusea e vômito no pós-operatório de 14,1%, 18,1%, 24,7%, 29,4% e 33,9% para fumantes, pacientes que pararam de fumar até um mês antes da cirurgia, de um a seis meses antes da cirurgia, mais de seis meses antes da cirurgia ou pacientes que nunca fumaram, respectivamente, o que foi significativo na análise de comparações múltiplas (p = 0,015 ajustado). Os testes de hipóteses foram ajustadas para múltiplas comparações para associação com náusea e vômito no pós-operatório para sexo, idade, náusea e vômito no pós-operatório anterior, náusea induzida por quimioterapia e estado tabagístico ordinal apresentaram valores de p < 0,001. Tipo de cirurgia (p = 0,04), consumo total de fentanil (p = 0,04) e períodos intraoperatório e pós-operatório foram preditivos significativos. Um novo modelo foi desenvolvido e apresentou um poder discriminativo maior do que o escore de Apfel (AUC 67,9% vs. 63,7%, p < 0,001). Conclusão O estado tabagístico mostrou um impacto significativo e linear sobre a incidência de náusea e vômito no pós-operatório e desenvolveu-se um novo modelo que usa preditores não ambíguos de tabagismo e opioides.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Models, Theoretical , Neoplasms/surgery , Smoking/epidemiology , Fentanyl/administration & dosage , Risk Factors , Middle Aged
9.
Rev. bras. cir. cardiovasc ; 33(4): 371-375, July-Aug. 2018. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-958423

ABSTRACT

Abstract Objective: The aim of this study was to evaluate the incidence of postoperative nausea and vomiting (PONV) after fast-track cardiac anesthesia (FTCA) in the first 24-48 hours in the cardiac intensive care unit (CICU) after open-heart surgery, risk factors for PONV and its influence on CICU length of stay. Methods: A prospective observational study from January 1, 2013 to the end of December 2015 was performed in the CICU of a university hospital in the north of Jordan and Queen Alia Heart Institute, Amman, Jordan. Three hundred consecutive patients undergoing fast-track cardiac anesthesia in elective cardiac surgery were enrolled in the study. Nausea and vomiting were assessed after tracheal extubation, which was performed within 6-10 hours after surgery and during the first 24-48 hours in the CICU. Metoclopramide 10 mg intravenously was used as the initial antiemetic drug, but ondansetron 4 mg intravenously was also used as second line of management. Results: Nausea was reported in 46 (15.3%) patients, and vomiting in 31 (10.3%). Among females, 38 (33.9%) patients developed nausea and 20 (17.9%) developed vomiting. Among males, 8 (4.3%) patients developed nausea and 11 (5.9%) developed vomiting. Conclusion: PONV are relatively low after FTCA and the prophylactic administration of antiemetic drug before anesthesia or after extubation is not necessary.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Young Adult , Postoperative Nausea and Vomiting/etiology , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Anesthesia, Cardiac Procedures/adverse effects , Cardiac Surgical Procedures , Time Factors , Incidence , Prospective Studies , Risk Factors , Sex Distribution , Postoperative Nausea and Vomiting/drug therapy , Intensive Care Units/statistics & numerical data , Jordan/epidemiology , Length of Stay , Antiemetics/therapeutic use
10.
Rev. bras. anestesiol ; 66(6): 642-650, Nov.-Dec. 2016. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-829713

ABSTRACT

Abstract Background and objectives: For patients undergoing regional anesthesia for orthopedic surgery, a common situation in our work environment, the quality of recovery may be influenced in different ways, which justifies studies to identify possible predictive factors of dissatisfaction. The aim of this study was to assess the opinion of patients on recovery from anesthesia for lower limb orthopedic surgeries. We also identified potential predictive factors for poor quality of recovery. Methods: We evaluated patients undergoing lower limb orthopedic surgeries and able to participate in the study. Data related to surgery, anesthesia, possible complications in the post-anesthetic care unit (PACU) and in the ward were recorded. In the morning after surgery, patients were evaluated by a medical student who applied the QoR-40 questionnaire. The resulted score—between 40 and 200—was used to determine the quality of recovery and identify the potential predictors. Results: We evaluated 172 patients. The questionnaire average score was 192 points. The chance to have lower scores in the QoR-40 was two times higher among males. Patients who remained under sedation, classified as greater than or equal to 4 on the scale proposed by Ramsay, had a 3.5 times higher risk of having lower scores in the QoR-40 compared to those who remained with level 1 or 2 of sedation. Regarding pain, at every increase of one unit in the numerical scale (0-10), there was a 19% increase in risk for QoR-40 ≤ 195. Similarly, the risk for a score below the median was 2.3 times higher among those presenting with nausea and/or vomiting in the ward. Conclusion: Male, nausea, vomiting, pain while in the ward, and deeper levels of sedation are possible predictive factors for lower scores according to the adopted instrument.


Resumo Justificativa e objetivos: Para os pacientes submetidos à anestesia regional para cirurgias ortopédicas, situação comum em nosso meio, a qualidade da recuperação pode ser influenciada de diversas formas, o que justifica a determinação de possíveis fatores preditivos de insatisfação. O objetivo do estudo foi avaliar a opinião dos pacientes sobre a recuperação da anestesia para cirurgias ortopédicas em membros inferiores. Também foram identificados possíveis fatores preditivos para baixa qualidade da recuperação. Métodos: Foram avaliados os pacientes submetidos à cirurgia ortopédica nos membros inferiores e aptos a participar do estudo. Os dados relacionados à cirurgia, à anestesia, às possíveis complicações na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) e na enfermaria foram registrados. Na manhã seguinte à cirurgia, os pacientes foram avaliados por um estudante de medicina que aplicou o questionário QoR-40. A pontuação obtida, entre 40 a 200, foi usada para determinar a qualidade da recuperação e identificar os possíveis fatores preditivos. Resultados: Foram avaliados 172 pacientes. O escore médio do questionário foi de 192 pontos. A chance de ocorrência de valores menores de QoR-40 foi 2 vezes maior entre os pacientes do sexo masculino. Pacientes que permaneceram sob sedação classificada como maior ou igual a 4 segundo a escala proposta por Ramsay apresentaram risco 3,5 vezes maior de apresentar menor pontuação no QoR-40 quando comparados com aqueles que permaneceram com nível de sedação 1 ou 2. Em relação à dor, a cada incremento de uma unidade na escala numérica (0 a 10), houve um aumento de 19% no risco para QoR-40 ≤ 195. Da mesma forma, o risco para pontuação abaixo da mediana foi 2,3 vezes maior entre aqueles que apresentaram náuseas e/ou vômitos na enfermaria. Conclusão: O sexo masculino, a náusea, o vômito, a dor durante a permanência na enfermaria e níveis mais profundos de sedação são possíveis fatores preditivos para menor pontuação segundo o instrumento adotado.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Anesthesia Recovery Period , Orthopedic Procedures , Lower Extremity/surgery , Anesthesia , Postoperative Complications/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Postoperative Nausea and Vomiting/complications , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Critical Care , Deep Sedation
11.
Rev. bras. anestesiol ; 66(1): 12-18, Jan.-Feb. 2016. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-773477

ABSTRACT

BACKGROUND: We investigated the effects of a novel method of anesthesia combining propofol and volatile anesthesia on the incidence of postoperative nausea and vomiting in patients undergoing laparoscopic gynecological surgery. METHODS: Patients were randomly divided into three groups: those maintained with sevoflurane (Group S, n = 42), propofol (Group P, n = 42), or combined propofol and sevoflurane (Group PS, n = 42). We assessed complete response (no postoperative nausea and vomiting and no rescue antiemetic use), incidence of nausea and vomiting, nausea severity score, vomiting frequency, rescue antiemetic use, and postoperative pain at 2 and 24 h after surgery. RESULTS: The number of patients who exhibited a complete response was greater in Groups P and PS than in Group S at 0-2 h (74%, 76% and 43%, respectively, p = 0.001) and 0-24 h (71%, 76% and 38%, respectively, p < 0.0005). The incidence of nausea at 0-2 h (Group S = 57%, Group P = 26% and Group PS = 21%, p = 0.001) and 0-24 h (Group S = 62%, Group P = 29% and Group PS = 21%, p < 0.0005) was also significantly different among groups. However, there were no significant differences among groups in the incidence or frequency of vomiting or rescue antiemetic use at 0-24 h. CONCLUSION: Combined propofol and volatile anesthesia during laparoscopic gynecological surgery effectively decreases the incidence of postoperative nausea. We term this novel method of anesthesia "combined intravenous-volatile anesthesia (CIVA)".


JUSTIFICATIVA: Investigamos os efeitos de um novo método de anestesia, que combina propofol e anestesia volátil, sobre a incidência de náusea e vômito no período pós-operatório de pacientes submetidas à laparoscopia ginecológica. MÉTODOS: As pacientes foram randomicamente divididas em três grupos: manutenção com sevoflurano (Grupo S, n = 42), com propofol (Grupo P, n = 42) ou com a combinação de propofol e sevoflurano (Grupo PS, n = 42). Avaliamos as respostas completas (sem náusea e vômito no pós-operatório e sem uso de antiemético de resgate), incidência de náusea e vômito, escore de gravidade da náusea, frequência de vômitos, uso de antiemético de resgate e dor no pós-operatório em duas e 24 horas após a cirurgia. RESULTADOS: O número de doentes que apresentou uma resposta completa foi maior nos grupos P e PS do que no Grupo S em 0-duas horas (74%, 76% e 43%m respectivamente, p = 0,001) e 0-24 horas (71%, 76% e 38%, respectivamente, p < 0,0005). A incidência de náusea em 0-duas horas (Grupo S = 57%, Grupo P = 26% e Grupo PS = 21%, p = 0,001) e 0-24 horas (Grupo S = 62%; Grupo P = 29% e grupo PS = 21%, p < 0,0005) também foi significativamente diferente entre os grupos. Porém, não houve diferença significativa entre os grupos em relação à incidência ou frequência de vômitos ou uso de antiemético de resgate em 0-24 horas. CONCLUSÃO: A combinação de propofol e anestesia volátil durante a laparoscopia ginecológica efetivamente diminui a incidência de náusea no pós-operatório.


Subject(s)
Humans , Male , Adult , Young Adult , Propofol/administration & dosage , Laparoscopy/methods , Anesthetics, Combined/administration & dosage , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Methyl Ethers/administration & dosage , Pain, Postoperative/epidemiology , Gynecologic Surgical Procedures/methods , Time Factors , Incidence , Anesthetics, Intravenous/administration & dosage , Anesthetics, Inhalation/administration & dosage , Postoperative Nausea and Vomiting/drug therapy , Sevoflurane , Middle Aged , Antiemetics/therapeutic use
12.
Rev. bras. anestesiol ; 61(6): 698-701, nov.-dez. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-605949

ABSTRACT

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A dor é fator agravante da morbimortalidade pós-operatória, principalmente nas intervenções de grande porte. Métodos para combatê-la eficazmente esbarram em custo elevado e por isso não são acessíveis em todos os serviços. A opção seria a utilização de um opioide com meia-vida longa como a metadona. O objetivo deste trabalho foi comparar a demanda de analgesia pós-operatória em pacientes que receberam, na indução de anestesia, metadona ou morfina, ou ainda placebo, além da prevalência de náuseas e vômitos no pós-operatório. MÉTODO: 55 pacientes programados para cirurgia cardíaca foram divididos em três grupos que receberam, na indução da anestesia, 20 mg de metadona, ou 20 mg de morfina, ou ainda placebo. Ao término, eram encaminhados à UTI, onde foram avaliados os seguintes fatores: duração da anestesia, tempo até a extubação, tempo até a necessidade do primeiro analgésico, número de doses necessárias em 24 horas, avaliação da analgesia pelo paciente e prevalência de náuseas/vômitos. RESULTADOS: Não houve diferença na duração da anestesia e no prazo até a extubação. A primeira dose de analgésico naqueles que receberam metadona foi administrada mais tarde que nos outros dois grupos. A necessidade de analgésicos no grupo metadona foi menor, a qualidade da analgesia foi melhor e a prevalência de náuseas e vômitos, também menor. CONCLUSÕES: A metadona na indução da anestesia mostrou-se eficiente para a analgesia em cirurgias de grande porte. Houve menor incidência de náuseas e vômitos, tratando-se, portanto, de uma opção de baixo custo, disponível em nosso meio e que deve ser estimulada.


BACKGROUND AND OBJECTIVES: Pain is an aggravating factor in postoperative morbidity and mortality especially in large size surgeries. Methods to effectively fend pain collide with elevated costs and for this reason they are not accessible in every service. The option would be the use of an opioid with long half-life, such as methadone. The objective of the present study was to compare the requirements of postoperative analgesia in patients who received methadone, morphine, or placebo during anesthetic induction, besides the prevalence of postoperative nausea and vomiting. METHODS: Fifty-five patients scheduled for cardiac surgery were divided into three groups and they received during anesthetic induction 20 mg of methadone, 20 mg of morphine, or placebo. At the end of surgery, patients were transferred to the ICU where the following parameters were evaluated: duration of anesthesia, time until extubation, time until the need of the first analgesic, number of doses required in 24 hours, assessment of analgesia by the patient, and prevalence of nausea/vomiting. RESULTS: Differences in the duration of anesthesia and time until extubation were not observed. The first dose of analgesic in patients who received methadone was administered later than in patients in the other two groups. The need of analgesics in the methadone group was lower, quality of analgesia was better, and prevalence of nausea and vomiting was also lower. CONCLUSIONS: Methadone during anesthetic induction was effective for analgesia in large size surgeries. Lower incidence of nausea and vomiting was observed in the methadone group and therefore it is a low cost option available among us that should be stimulated.


JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El dolor es un factor agravante de la morbimortalidad postoperatoria, principalmente en las intervenciones de gran porte. Los métodos para hacerle frente eficazmente se topan con los costes elevados y por eso no son accesibles a todos los servicios. La opción sería la utilización de un opioide con vida media larga como la metadona. El objetivo de este trabajo, fue comparar la demanda de la analgesia postoperatoria en pacientes que recibieron en la inducción de anestesia, metadona o morfina, o incluso placebo, además de la prevalencia de náuseas y vómitos en el postoperatorio. MÉTODO: Cincuenta y cinco pacientes programados para la cirugía cardíaca fueron divididos en tres grupos que recibieron en la inducción de la anestesia, 20 mg de metadona, o 20 mg de morfina, o incluso placebo. Al finalizar, fueron derivados a la UCI, donde se evaluaron los siguientes factores: duración de la anestesia, tiempo hasta la desentubación, tiempo hasta la necesidad del primer analgésico, número de dosis necesarias en 24 horas, evaluación de la analgesia por el paciente y prevalencia de náuseas/vómitos. RESULTADOS: No hubo ninguna diferencia en la duración de la anestesia y en el plazo hasta la desentubación. La primera dosis de analgésico en aquellas que recibieron metadona fue administrada más tarde que en los otros dos grupos. La necesidad de analgésicos en el grupo metadona fue menor, la calidad de la analgesia fue mejor y la prevalencia de náuseas y vómitos, también fue menor. CONCLUSIONES: La metadona en la inducción de la anestesia fue eficiente para la analgesia en las cirugías de gran porte. Hubo un menor aparecimiento de náuseas y vómitos, tratándose, por tanto, de una opción de bajo coste, disponible en nuestro medio y que debe ser estimulada.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Aged , Aged, 80 and over , Female , Humans , Male , Middle Aged , Young Adult , Anesthesia , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Cardiac Surgical Procedures , Methadone/administration & dosage , Morphine/administration & dosage , Pain, Postoperative/prevention & control , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Double-Blind Method , Prevalence
13.
Rev. bras. anestesiol ; 60(5): 522-527, set.-out. 2010. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-560681

ABSTRACT

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A herniorrafia inguinal é uma das cirurgias mais realizadas no homem. O bloqueio do neuroeixo é a técnica anestésica comumente utilizada e, na maioria das vezes, o paciente se encontra em condições para alta domiciliar algumas horas após o procedimento, desde que apresente analgesia satisfatória e ausência de náuseas e vômitos. O tramadol é um fármaco analgésico que pode ser utilizado para a analgesia pós-operatória, porém apresenta, como importantes efeitos colaterais, a presença de náuseas e vômitos, cuja incidência pode variar de 0 por cento a 50 por cento associada ao seu uso. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de náuseas e vômitos e a qualidade da analgesia pósoperatória do tramadol pela via subcutânea e endovenosa em pacientes submetidos à herniorrafia inguinal. METÓDO: Estudo prospectivo com 30 pacientes submetidos à herniorrafia inguinal. Foram divididos em dois grupos: Grupo C (n = 15) recebeu Tramadol 1,5 mg.kg-1 subcutâneo e Grupo V (n = 15) recebeu Tramadol 1,5 mg.kg-1 endovenoso. Para todos os pacientes, fez-se anestesia peridural contínua com levobupivacaína a 0,5 por cento. Foram registrados os dados antropométricos, qualidade de analgesia e ocorrência de náuseas e vômitos nas primeiras 8 horas do pós-operatório. RESULTADOS: Não houve diferença estatística entre os grupos com relação aos dados antropométricos, qualidade da analgesia e ocorrência de náuseas e vômitos. CONCLUSÕES: Conclui-se, neste estudo, que não existe diferença estatisticamente significante quanto à incidência de náuseas e vômitos e à qualidade da analgesia quando se utiliza o tramadol por via venosa e subcutânea.


BACKGROUND AND OBJECTIVES: Inguinal herniorrhaphy is one of the most common surgeries in men. Neuroaxis block is the anesthetic technique used more often and in the majority of the cases the patient is ready to be discharged from the hospital a few hours after the procedure, as long as satisfactory analgesia is present and nausea and vomiting are absent. Tramadol is an analgesic drug that can be used in postoperative analgesia, but it has important side effects, such as nausea and vomiting whose incidence can range from 0 percent to 50 percent. The objective of the present study was to compare the incidence of nausea and vomiting and the quality of postoperative analgesia of subcutaneous and intravenous tramadol in patients undergoing inguinal herniorrhaphy. METHODS: This is a prospective study with 30 patients undergoing inguinal herniorrhaphy. Patients were divided into two groups: Group C (n = 15) received 1.5 mg.kg-1 of subcutaneous Tramadol, and Group V (n = 15) received 1.5 mg.kg-1 of intravenous Tramadol. All patients underwent continuous epidural anesthesia with 0.5 percent levobupivacaine. Anthropometric data, quality of analgesia, and the development of postoperative nausea and vomiting in the first eight hours were recorded. RESULTS: Statistically significant differences were not observed between both groups for anthropometric data, quality of analgesia, and the development of nausea and vomiting. CONCLUSIONS: The present study demonstrates the absence of statistically significant differences regarding the incidence of nausea and vomiting and quality of analgesia when using intravenous and subcutaneous Tramadol.


JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: La herniorrafía inguinal es una de las cirugías más realizadas en el hombre. El bloqueo del neuro eje es la técnica anestésica más utilizada y en la mayoría de los casos, el paciente está en condiciones de recibir el alta algunas horas después del procedimiento, siempre que presente analgesia satisfactoria y la ausencia de náuseas y vómitos. El tramadol es un fármaco analgésico que puede ser utilizado para la analgesia postoperatoria, pero que presenta, como importantes efectos colaterales, náuseas y vómitos, y su incidencia puede variar de 0 por ciento a 50 por ciento, dependiendo del uso. El objetivo de este estudio fue comparar la incidencia de náuseas y vómitos y la calidad de la analgesia postoperatoria del tramadol por la vía subcutánea y endovenosa en pacientes sometidos a la herniorrafía inguinal. MÉTODOS: Estudio prospectivo con 30 pacientes sometidos a la herniorrafía inguinal. Se dividieron en dos grupos: Grupo C (n = 15) que recibió Tramadol 1,5 mg.kg-1 subcutáneo y el Grupo V (n = 15) que recibió Tramadol 1,5 mg.kg-1 endovenoso. A todos los pacientes se les practicó la anestesia epidural continua con levobupivacaína a 0,5 por ciento. Fueron registrados los datos antropométricos, la calidad de la analgesia y la incidencia de náuseas y vómitos en el postoperatorio (en las primeras ocho horas). RESULTADOS: No hubo diferencia estadística entre los grupos con relación a los datos antropométricos, calidad de la analgesia e incidencia de náuseas y vómitos. CONCLUSIONES: En este estudio llegamos a la conclusión de que no existe diferencia estadísticamente significante cuanto a la incidencia de náuseas y vómitos y a la calidad de la analgesia cuando se utiliza el tramadol por vía venosa y subcutánea.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Humans , Male , Middle Aged , Young Adult , Analgesia , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Hernia, Inguinal/surgery , Pain, Postoperative/prevention & control , Tramadol/administration & dosage , Analgesics, Opioid/adverse effects , Incidence , Injections, Intravenous , Injections, Subcutaneous , Prospective Studies , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Tramadol/adverse effects , Young Adult
14.
Rev. Col. Bras. Cir ; 37(4): 256-259, jul.-ago. 2010.
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-564245

ABSTRACT

OBJETIVO: Avaliar a frequencia do vômito após cirurgia abdominal de urgência em hospital público de referência no Estado de Alagoas. MÉTODOS: Após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas, os dados foram colhidos no prontuário médico 24 horas após a cirurgia abdominal de urgência. O teste de Fisher e o qui-quadrado com correção de Yates foram usados para comparar proporções. O intervalo de 95 por cento de confiança foi calculado quando possível. RESULTADOS: Foram 100 pacientes, 85 por cento homens (85/100, IC 95 por cento 0,78-0,92). A frequencia do vômito foi 25 por cento sem diferença estatística entre cirurgia abdominal após trauma e abdome agudo inflamatório (P=0,46). Não houve diferença estatística entre as técnicas anestésicas (P=0,99). CONCLUSÃO: A frequencia do vômito no pós-operatório de cirurgia abdominal de urgência em hospital de referência no estado de Alagoas foi de 25 por cento.


OBJECTIVE: The objective of this study was to evaluate the frequency of the vomiting after urgency abdominal surgery in the Alagoas reference public hospital. METHODS: After approved in the Ethic and Search Committee of the Alagoas Federal University, the information was got in the medical records 24 hours after urgency abdominal surgery. Fisher test and chi-square with Yates correction were used do compare proportions assuming a 5 percent significance level. Was calculated 95 percent confidance interval to proportions when was possible. RESULTS: Were 100 patients, 85 percent men (85/100, CI 95 percent 0,78-0,92). The vomiting frequency was 25 percent without statistical difference between abdominal surgery after trauma and inflammatory acute abdome (P=0,46). There was not statistical difference between anesthetic techniques (P=0,99). CONCLUSION: The general vomiting prevalence after the urgency abdominal surgery in the Alagoas reference public hospital was 25 percent.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Male , Middle Aged , Young Adult , Abdomen/surgery , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Emergency Treatment , Hospitals, Public , Young Adult
15.
Rev. bras. anestesiol ; 59(5): 558-569, set.-out. 2009. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: lil-526397

ABSTRACT

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: Oxigênio suplementar pode reduzir a incidência de náuseas e vômitos pós-operatórios em pacientes submetidos à anestesia geral. O objetivo deste estudo foi testar a eficácia do oxigênio suplementar durante a cesariana eletiva sob anestesia subaracnoidea em diminuir a incidência de náuseas e vômitos perioperatórios. MÉTODO: Após indução de anestesia subaracnoidea padronizada, noventa e quatro parturientes submetidas ao parto operatório foram distribuídas de forma aleatória para receberem, através de cateter nasal tipo óculos, 4 L.min-1 de oxigênio (Grupo O) ou ar comprimido (Grupo S) até o final do procedimento. As pacientes foram inquiridas acerca da ocorrência de náuseas e vômitos durante a operação e nas primeiras seis e 24 horas de pós-parto. RESULTADOS: Os dois grupos mostraram-se comparáveis quanto às variáveis demográficas, perioperatórias e quanto aos dados do recém-nascido. No Grupo O, a incidência de náusea durante a operação nas primeiras 6 horas de pós-operatório e entre 6 e 24 horas de pós-operatório foi de 35 por cento, 20 por cento e 13 por cento, respectivamente, enquanto no Grupo S foi de 35 por cento, 30 por cento e 19 por cento, respectivamente. A incidência de vômito no Grupo O foi de 9 por cento, 11 por cento e 6 por cento nos períodos correspondentes e no Grupo S 21 por cento, 7 por cento e 7 por cento, respectivamente. Essas diferenças não foram significativas. CONCLUSÕES: Na população estudada, a oxigenoterapia suplementar desde a indução da anestesia até o término da operação não reduziu a incidência de náuseas ou vômitos intraoperatórios e pós-operatórios em mulheres submetidas ao parto cesariano sob anestesia subaracnoidea.


BACKGROUND AND OBJECTIVES: Supplemental oxygen can reduce the incidence of postoperative nausea and vomiting in patients under general anesthesia. The objective of the present study was to determine the efficacy of supplemental oxygen to reduce the incidence of perioperative nausea and vomiting in elective cesareans under subarachnoid block. METHODS: After induction of standardized subarachnoid block, 94 parturients undergoing surgical delivery were randomly divided to receive 4 L.min-1 of oxygen (Group O) or medical air (Group S) under nasal cannula throughout the procedure. Patients were questioned on the development of nausea and vomiting during the surgery and in the first six and 24 hours after the procedure. RESULTS: Demographic and perioperative parameters, as well as the data on the newborn, were comparable in both groups. In Group O, the incidence of nausea during the surgery, in the first 6 hours afterwards, and between 6 and 24 hours was 35 percent, 30 percent, and 19 percent, respectively, while in Group S, it was 35 percent, 30 percent, and 19 percent, respectively. In Group O, the incidence of vomiting was 9 percent, 11 percent and 6 percent in the corresponding periods, and in Group S, 21 percent, 7 percent and 7 percent, respectively. Those differences were not statistically significant. CONCLUSIONS: The administration of supplemental oxygen from anesthetic induction until the end of the surgery did not reduce the incidence of intra- and postoperative nausea or vomiting in women undergoing cesarean section under subarachnoid block.


JUSTIFICATIVA Y OBJETIVOS: El oxígeno suplementario puede reducir la incidencia de náuseas y vómitos postoperatorios en pacientes sometidos a la anestesia general. El objetivo de este estudio, fue comprobar la eficacia del oxígeno suplementario durante la cesárea electiva bajo anestesia subaracnoidea, para reducir la incidencia de náuseas y vómitos perioperatorios. MÉTODO: Después de la inducción de anestesia subaracnoidea estandarizada, noventa y cuatro parturientas sometidas al parto en quirófano, se distribuyeron de forma aleatoria para recibir, a través de catéter nasal tipo gafas, 4 L.min-1 de oxígeno (Grupo O), o aire comprimido (Grupo S), hasta el final del procedimiento. Se les preguntó sobre el aparecimiento de náuseas y vómitos durante la operación y en las primeras 6 y 24 horas del posparto. RESULTADOS: Los dos grupos fueron comparables en cuanto a las variables demográficas, perioperatorias y en cuanto a los datos del recién nacido. En el Grupo O, la incidencia de náuseas durante la operación en las primeras 6 horas del postoperatorio y entre las 6 y 24 horas del postoperatorio, fue de un 35 por ciento, 20 por ciento y 13 por ciento, respectivamente, mientras que en el Grupo S, fue de un 35 por ciento, 30 por ciento y 19 por ciento, respectivamente. La incidencia de vómitos en el Grupo O fue de un 9 por ciento, 11 por ciento y 6 por ciento en los períodos correspondientes, y en el Grupo S, 21 por ciento, 7 por ciento y 7 por ciento, respectivamente. Esas diferencias no fueron significativas. CONCLUSIONES: En la población estudiada, la oxigenoterapia suplementaria desde la inducción de la anestesia hasta el término de la operación, no redujo la incidencia de náuseas o vómitos intraoperatorios y postoperatorios en mujeres sometidas al parto por cesárea bajo anestesia subaracnoidea.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Pregnancy , Anesthesia, Obstetrical , Cesarean Section , Oxygen/therapeutic use , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Postoperative Nausea and Vomiting/prevention & control , Anesthesia, Obstetrical/methods , Incidence , Subarachnoid Space
16.
West Indian med. j ; 58(2): 130-137, Mar. 2009. tab
Article in English | LILACS | ID: lil-672456

ABSTRACT

Postoperative nausea and vomiting (PONV) is a distressing and potentially dangerous complication of general anaesthesia with volatile agents. The internationally reported average risk is 20 to 30%. It has been suggested that Jamaicans have a generally low risk of PONV and this is plausible since ethnic-based differences in response to emetogenic stimuli have been identified. It has also been suggested that laparoscopy, by stretching and irritation of the peritoneum during gas insufflation, may be a risk factor for PONV but it has become increasingly difficult to test this hypothesis as fewer comparable open abdominal operations are being performed. This retrospective cohort study of PONV after laparoscopic versus open cholecystectomy was designed to answer these two questions. Data were collected on 356 cases performed at two major hospitals in Jamaica. The risk of PONV after laparoscopic and open cholecystectomy was 28.7% and 28.6% respectively.As these are at the upper end of the internationally reported average range, the impression that PONV risk is generally low in Jamaicans is not supported. The finding that 81.4% of cases of PONV occurred only after discharge from the recovery room may explain the misconception. There was no significant difference between the risk of PONV after laparoscopic versus open cholecystectomy and the effect of laparoscopy remained insignificant after risk-adjustment in a generalized linear regression model. Laparoscopy is not a major risk factor for PONV in this study.


La náusea y vómito postoperatorio (NVPO) es una complicación alarmante y potencialmente peligrosa de la anestesia general con agentes volátiles. El riesgo promedio reportado intencionalmente es de 20 a 30%. Se ha sugerido que los jamaicanos poseen un bajo riesgo de NVPO, y esto es plausible ya que se han identificado diferencias de base étnica en respuesta a los estímulos emetogénicos. También se ha sugerido que la laparoscopia, al extender e irritar el peritoneo durante la insuflación del gas, puede ser un factor de riesgo para la NVPO. Sin embargo, resulta que se ha hecho cada vez más difícil probar esta hipótesis, ya que el número de operaciones abdominales abiertas comparables que se están realizando es menor. Este estudio retrospectivo de cohorte a propósito de la NVPO luego de una colecistectomía laparoscópica en comparación con una abierta, fue diseñado para responder estas dos preguntas. Se recopilaron datos sobre los 356 casos operados en dos hospitales principales de Jamaica. El riesgo de NVPO después de la colecistectomía laparoscópica y la abierta, fue 28.7% y 28.6% respectivamente. Como que estas cifras se hallan en el extremo superior del rango promedio reportado internacionalmente, la impresión de que el riesgo de NVPO es generalmente bajo en los jamaicanos carece de fundamento. El hallazgo de que el 81.4% de los casos de NVPO ocurrieron solamente luego que el paciente fuera dado de alta de la sala de recuperación, puede explicar esta concepción errónea. No hubo diferencia significativa entre el riesgo de NVPO después de la colecistectomía laparoscópica frente a la abierta, y el efecto de la laparoscopia permaneció insignificante tras el ajuste de riesgo en un modelo de regresión lineal generalizado. La laparoscopia no constituye un factor de riesgo principal de NVPO en este estudio.


Subject(s)
Adult , Aged , Aged, 80 and over , Female , Humans , Male , Middle Aged , Young Adult , Cholecystectomy, Laparoscopic/adverse effects , Cholecystectomy/adverse effects , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Jamaica/epidemiology , Risk Factors
17.
Rev. argent. anestesiol ; 65(2): 107-116, abr.-jun. 2007. tab
Article in Spanish | LILACS | ID: lil-466142

ABSTRACT

Introducción y objetivos: La incidencia de náuseas y vómitos posoperatorios (NVPO) se estima en un 30 por ciento. La profilaxis de NVPO ha sido objetivo de múltiples estudios, tanto para intentar disminuir este problema como para comparar el índice costo-beneficio de la terapia utilizada. En este estudio se compara, evaluando los índices costo/beneficio, la eficacia de cinco fármacos antieméticos utilizados para apendicectomía de urgencia con la de un grupo control. Pacientes y método: Estudio clínico prospectivo controlado, doble ciego, de 150 pacientes ASA I-II con IMC<30, sometidos a apendicectomía. Los pacientes fueron divididos en seis grupos; Grupo 1 (n= 25): 5 ml de solución salina; Grupo 2 (n= 25): droperidol, 0,625 mg; Grupo 3 (n= 25): metoclopramida, 20 mg; Grupo 4 (n= 25): tropisetrón, 5 mg; Grupo 5 (n= 25): granisetrón,1 mg; Grupo 6 (n= 25): dexametasona, 4 mg. El monitoreo se realizó con ECG, NIBP, SATO2, EtCO2, analizador de gases anestésicos y ENP. Se evaluaron: la presencia de NVPO, las complicaciones y el grado de satisfacción en las primeras 48 horas. Resultados: La incidencia de NVPO en el grupo del droperidol fue de un 4,0 por ciento, mientras que en los grupos de granisetrón, tropisetrón y metoclopramida fue de 12,0 por ciento (p < 0.05). En el grupo de la dexametasona y en el de control se observó una incidencia de NVPO de 24,0 y 28,0 por ciento respectivamente. Conclusiones: En la profilaxis para NVPO en apendicectomía de urgencia, el uso de dosis bajas de doperidol es más efectivo que el empleo de otros fármacos, siendo excelente su índice costo-beneficio.


Subject(s)
Humans , Adult , Middle Aged , Appendectomy , Antiemetics/therapeutic use , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Postoperative Nausea and Vomiting/prevention & control , Anesthesia, General/adverse effects , Anesthesia, General/methods , Cost-Benefit Analysis , Dexamethasone/therapeutic use , Droperidol/therapeutic use , Emergencies , Granisetron , Indoles/therapeutic use , Postoperative Complications
18.
Middle East Journal of Anesthesiology. 2007; 19 (1): 15-35
in English | IMEMR | ID: emr-84494

ABSTRACT

Postoperative nausea and vomiting continue to be problematic areas in anesthesia as evidenced by frequent reports of therapies in the literature. No single therapy has been proven curative for all cases, in part because of the several emetic centers, all of which may be blocked by different classes of drugs and the diverse risk factors which act alone or in combination to cause vomiting. Identification of the patient most at risk allows for cost effective prophylactic management. An appropriate anesthetic technique can be planned that, relying on evidence based medicine, will decrease if not prevent the incidence of this most troubling complication


Subject(s)
Humans , Male , Female , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Risk Factors , Preoperative Care , Preanesthetic Medication , Postoperative Nausea and Vomiting/drug therapy , Disease Management
19.
Middle East Journal of Anesthesiology. 2007; 19 (3): 553-562
in English | IMEMR | ID: emr-84520

ABSTRACT

Laparoscopic techniques, have rapidly increased in popularity because of its various benefits. They are widely used in daycase surgical operations and are extensively published. However, postoperative nausea vomiting [PONV] is a commonly observed phenomenon after laparoscopic procedures. Its occurrence may increase depending on the anesthetic techniques used. Despite the fact that the use of propofol and the new low solubility inhalation anesthetics, lead to faster induction and recovery, their effects on PONV is not sufficiently known. Therefore, the aim of this study is to compare the effects of various anesthetic drugs on recovery characteristics and PONV. Following informed consent, 300 ASA I-III patients scheduled for laparoscopic cholecystectomy were investigated. Anesthesia was induced by 1.5 micro gkg[-1] fentanyl, 0.03 mgkg[-1] midazolam, 1.5 mg kg[-1] propofol and 0.01 mgkg[-1] vecuronium for all patients. Anesthesia was maintained with desflurane in group D [n = 100], sevoflurane in group S [n = 100] and propofol infusion in group P [n = 100], beside 50% N[2]O/O[2] ventilation. All patients were given 4 mg ondansetron and 8 mg dexamethazone iv for preventing PONV, ten minutes before the end of surgery. At the end of the operation, times for extubation, eye opening, orientation, sitting and walking, and the need of ondansetrone in post anesthetic care unit, were recorded. Also, PONV was observed and recorded as early period [first 4 hours] and late period [4-24 hours]. Extubation and eye opening times were meaningfully lower in group D. However, no significant differences were observed in orientation, sitting and walking times and PONV among the three groups. All patients who had PONV were women. A correlation was found between PONV and body weight. Even though there were no statistically significant differences among the groups regarding PONV, the number of patients who had PONV in group P was lower. Early recovery time was shortest in group D, while delayed recovery time had no differences. It may be said that these anesthetic drugs have no statistically significant difference for PONV and delayed recovery


Subject(s)
Humans , Male , Female , Anesthesia, General , Anesthetics, Inhalation , Anti-Inflammatory Agents, Non-Steroidal , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Isoflurane/analogs & derivatives , Methyl Ethers , Ondansetron , Body Weight , Propofol
20.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 52(4): 203-207, jul.-ago. 2006. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-434386

ABSTRACT

OBJETIVOS: Analisar a ocorrência de efeitos adversos no período de 24 horas da evolução pós-anestésica e pós-cirúrgica em mulheres submetidas a intervenções cirúrgicas ginecológicas e mamárias de pequeno porte e identificar os principais fatores associados. MÉTODOS: Trata-se de estudo tipo corte transversal que incluiu 159 mulheres submetidas a intervenções cirúrgicas ginecológicas e mamárias consideradas de pequeno porte. As mulheres foram internadas no dia anterior à intervenção cirúrgica e permaneceram no hospital por pelo menos 24 horas após o término do procedimento. As técnicas anestésicas realizadas foram bloqueio intercostal, bloqueio espinhal e anestesia geral. RESULTADOS: Os eventos adversos mais freqüentes foram vômitos, náuseas e dor, e ocorreram em 40,3 por cento das mulheres. Destes, 60 por cento foram observados nas primeiras quatro horas e 80 por cento em até seis horas, após a intervenção cirúrgica. As mulheres submetidas ao bloqueio intercostal apresentaram alta mais precoce da recuperação anestésica; o bloqueio espinhal esteve associado mais freqüentemente à dor no período pós-operatório, porém houve menor incidência de náuseas e vômitos em relação à anestesia geral e bloqueio intercostal. Antecedente de tabagismo contribuiu para ocorrência de dor. CONCLUSÃO: O período de seis horas de observação mostrou-se adequado para a avaliação da maioria das complicações e efeitos adversos que ocorrem após intervenções cirúrgicas, ginecológicas e mamárias, de pequeno porte.


Subject(s)
Humans , Female , Adolescent , Adult , Middle Aged , Aged, 80 and over , Anesthesia/adverse effects , Gynecologic Surgical Procedures , Mastectomy , Pain, Postoperative/epidemiology , Postoperative Nausea and Vomiting/epidemiology , Brazil/epidemiology , Comorbidity , Cross-Sectional Studies , Pain, Postoperative/etiology , Postoperative Nausea and Vomiting/etiology , Statistics, Nonparametric , Time Factors
SELECTION OF CITATIONS
SEARCH DETAIL