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1.
Rev. panam. salud pública ; 45: e36, 2021. graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1252020

ABSTRACT

ABSTRACT Objectives. To analyze changes in racial/ethnic disparities for unintentional injury mortality from 1999-2016. Methods. Mortality data are from the National Center for Health Statistics (NCHS) for all unintentional injuries, analyzed separately by injury cause (motor vehicle accidents [MVA], poisonings, other unintentional) for white,black, and Hispanic populations within four age groups: 15-19, 20-34, 35-54, 55-74 for males and for females. Results. Rates across race/ethnic groups varied by gender, age and cause of injury. Unintentional injury mortality showed a recent increase for both males and females, which was more marked among males and for poisoning in all race/ethnic groups of both genders. Whites showed highest rates of poisoning mortality and the steepest increase for both genders, except for black males aged 55-74. MVA mortality also showed an increase for all race/ethnic groups, with a sharper rise among blacks, while Hispanics had lower rates than either whites or blacks. Rates for other unintentional injury mortality were similar across groups except for white women over 55, for whom rates were elevated. Conclusions. Data suggest while mortality from unintentional injury related to MVA and poisoning is on the rise for both genders and in most age groups, blacks compared to whites and Hispanics may be suffering a disproportionate burden of mortality related to MVAs and to poisonings among those over 55, which may be related to substance use.


RESUMEN Objetivos. Analizar cambios en las disparidades por raza y grupo étnico en materia de mortalidad por traumatismos no intencionales de 1999 al 2016. Métodos. Los datos de mortalidad de todos los traumatismos no intencionales provienen del Centro Nacional de Estadísticas Sanitarias y se han analizado por separado por causa de traumatismo (colisiones automovilísticas, intoxicaciones y otras causas no intencionales) y por población blanca, negra e hispana, tanto en hombres como en mujeres, en cuatro grupos etarios: de 15 a 19, de 20 a 34, de 35 a 54 y de 55 a 74. Resultados. Las tasas en todos los grupos raciales y étnicos variaron según el sexo, la edad y la causa del traumatismo. La mortalidad por traumatismo no intencional mostró un aumento reciente tanto en hombres como en mujeres, que fue más marcado en el caso de los hombres, y por intoxicación en todos los grupos raciales y étnicos de ambos sexos. La población blanca mostró las tasas más elevadas de mortalidad por intoxicación y el incremento más acentuado en ambos sexos, con excepción de los hombres negros entre 55 y 74 años de edad. La mortalidad por colisión automovilística también registró un aumento en todos los grupos raciales y étnicos, con un incremento mayor en la población negra, mientras que la población hispana mostró tasas inferiores que la blanca o la negra. Las tasas de mortalidad por otros traumatismos no intencionales fueron similares en todos grupos salvo en el caso de las mujeres blancas de más de 55 años, cuyas tasas mostraron un incremento. Conclusiones. Los datos indican que, si bien la mortalidad por traumatismo no intencional relacionada con colisiones automovilísticas e intoxicación está en alza en ambos sexos y en la mayoría de los grupos etarios, la población negra en comparación con la blanca y la hispana puede estar presentando una carga desproporcionada de mortalidad relacionada con colisiones automovilísticas e intoxicación en personas mayores de 55, que podrían estar relacionado con el consumo de sustancias psicoactivas.


RESUMO Objetivos. Analisar as mudanças nas disparidades étnico-raciais da mortalidade por lesões acidentais no período 1999-2016. Métodos. Os dados de mortalidade foram obtidos do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS) dos Estados Unidos para todos os tipos de lesões acidentais e analisados em separado por causa de lesão (acidentes de trânsito de veículos a motor, envenenamento/intoxicação e outros tipos de acidentes) em grupos populacionais de brancos, negros e hispânicos de ambos os sexos divididos em quatro faixas etárias: 15-19, 20-34, 35-54 e 55-74 anos. Resultados. As taxas de mortalidade nos grupos étnico-raciais variaram segundo sexo, idade e causa de lesão. Houve um aumento recente na mortalidade por lesões acidentais nos sexos masculino e feminino, sendo mais acentuado no sexo masculino e por envenenamento/intoxicação em todos os grupos étnicos-raciais de ambos os sexos. A população branca apresentou as maiores taxas de mortalidade por envenenamento/intoxicação e o aumento mais acentuado na mortalidade em ambos os sexos, exceto por homens negros de 55-74 anos. Ocorreu também um aumento da mortalidade por acidentes de trânsito de veículos a motor em todos os grupos étnico-raciais, sendo mais acentuado em negros, e a mortalidade na população hispânica foi menor que em brancos ou negros. As taxas de mortalidade por outros tipos de acidentes foram semelhantes em todos os grupos, exceto em mulheres brancas acima de 55 anos que apresentaram taxas elevadas. Conclusões. Os dados analisados indicam que, apesar de a mortalidade por lesões acidentais por acidentes de trânsito de veículos a motor e envenenamento/intoxicação estar aumentando em ambos os sexos e na maioria das faixas etárias, em comparação a brancos e hispânicos, os negros possivelmente sofrem um ônus desproporcional de mortalidade por acidentes de trânsito e envenenamento/intoxicação no grupo acima de 55 anos que pode estar associada ao uso de substâncias químicas.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Middle Aged , Aged , Accidents/mortality , Mortality/ethnology , Racial Groups/statistics & numerical data , Ethnic Inequality , United States/epidemiology , Accidents/classification , Ethnicity/statistics & numerical data , Sex Factors , Age Factors , Health Status Disparities
2.
Ciênc. Saúde Colet ; 25(9): 3431-3436, Mar. 2020. tab
Article in Portuguese | LILACS, ColecionaSUS, SES-SP | ID: biblio-1133153

ABSTRACT

Resumo O objetivo deste estudo é refletir os impactos da COVID 19, considerando marcadores de gênero, raça e classe. Trata-se de um estudo exploratório, com ênfase na análise de publicações selecionados, a partir de procura sistematizada em sites oficiais, bem como na plataforma PubCovid-19 que apresenta os artigos publicados sobre COVID-19, os quais estão indexados nas Pubmed e EMBASE. O trabalho foi pautado nos referidos documentos e construído com reflexões dos autores a partir das perspectivas dos marcadores sociais relacionados à gênero, raça e classe, os quais contribuem para o prognóstico da doença. A reflexão realizada com base na literatura analisada revelou que os marcadores de gênero, classe e raça se apresentam enquanto condição vulnerabilizadora à exposição da COVID-19 nos mais diversos cenários mundiais. Esse contexto descortina a necessidade histórica da implantação de estratégias de melhoria de vida dessa população não só durante a pandemia, como também após sua passagem. Para tanto, necessário se faz a adoção de políticas socioeconômicas de maior impacto na vida dessas pessoas e com maior abrangência, ampliando o acesso a melhores condições de saúde, educação, moradia e renda.


Abstract This study aims to reflect the impact of COVID 19, considering gender, race, and class markers. This is an exploratory study, with an emphasis on the analysis of selected publications, based on a systematized search on official websites, and on the PubCovid-19 platform that includes papers published on COVID-19, which are indexed in PubMed and EMBASE. This work was based on these documents and built with reflections from the authors from the perspectives of social markers related to gender, race, and class, which contribute to the prognosis of the disease. The reflection carried out from the analyzed literature revealed that the markers of gender, class, and race emerge as a vulnerable condition to the exposure of COVID-19 in the most diverse world scenarios. This context reveals the historical need to implement strategies to improve the lives of this population, not only during the pandemic but also after their passing. Therefore, it is necessary to adopt socioeconomic policies with a more significant impact on the lives of these people and with greater coverage, expanding access to better health, education, housing, and income.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Pneumonia, Viral/epidemiology , Coronavirus Infections/epidemiology , Racial Groups/statistics & numerical data , Prognosis , Social Class , Socioeconomic Factors , Sex Factors , Coronavirus Infections , Pandemics
3.
Ciênc. Saúde Colet ; 24(9): 3315-3324, set. 2019. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1019656

ABSTRACT

Resumo Estudo epidemiológico que objetivou analisar os óbitos infantis em menores de um ano e seus critérios de evitabilidade por cor ou raça, em Mato Grosso do Sul, de 2005 a 2013, a partir dos Sistemas de Informações sobre Mortalidade e sobre Nascidos Vivos. Elaborou-se o coeficiente de mortalidade infantil anual e a descrição dos óbitos por componentes e por grupo de causas evitáveis, mal definidas e não evitáveis para os três triênios. Observou-se declínio do coeficiente de mortalidade infantil para todas as categorias de cor ou raça, com predomínio para as crianças pardas e pretas. O componente Neonatal precoce apresentou maior percentual de óbitos para todas as categorias, com exceção da indígena que registrou predomínio no componente Pós-neonatal. Os óbitos ocorreram, majoritariamente, por causas evitáveis e não foram homogêneos entre as categorias de cor ou raça. Os óbitos por causas mal definidas predominaram entre as crianças indígenas e pardas. A investigação dos óbitos apontou diferenças nos componentes de mortalidade e nas causas evitáveis segundo recorte étnico racial, o que poderá contribuir para o direcionamento de políticas públicas que qualifiquem a rede assistencial materno-infantil, sobretudo para as minorias étnicas.


Abstract The epidemiological study aimed to investigate the mortality of children under one year and the classification of preventability by skin color or ethnicity in Mato Grosso do Sul state in the period 2005-2013 retrieved from the Mortality and Live Births Information Systems. The annual child mortality coefficient and the description of deaths by components and by group of preventable, ill-defined and non-preventable causes for the three triennia were elaborated. The child mortality coefficient declined for all skin color or ethnicity categories, with a predominance of brown and black children. The early neonatal component had higher mortality rates for all categories, except for the indigenous population, which recorded predominance of the post-neonatal component. Deaths were mainly due to preventable causes, and they were not homogeneous among skin color or ethnicity categories. Deaths from ill-defined causes predominated among indigenous and brown children. The investigation of deaths pointed to differences in the components of mortality and preventable causes according to racial and ethnic contour, which could contribute to the direction of public policies that qualify the mother and child care network, especially for ethnic minorities.


Subject(s)
Humans , Infant, Newborn , Infant , Public Policy , Ethnicity/statistics & numerical data , Infant Mortality , Racial Groups/statistics & numerical data , Brazil/epidemiology
4.
Ciênc. Saúde Colet ; 24(8): 3047-3056, ago. 2019. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1011889

ABSTRACT

Resumo O objetivo do estudo foi associar a fragilidade com perfil sociodemográfico e cognição de idosos residentes em contexto de alta vulnerabilidade social cadastrados em um Centro de Referência de Assistência Social em um município do interior paulista. Estudo transversal e quantitativo realizado com 48 idosos. Para a coleta de dados utilizou-se entrevista sociodemográfica, Escala de Fragilidade de Edmonton e Montreal Cognitive Assessment. Para a análise dos dados foi empregado teste de Jonckheere-Terpstra, correlação de Spearman e regressão logística (α = 5,0%). Dos 48 entrevistados, 33,4% não eram frágeis, 20,8% se mostraram aparentemente vulneráveis e 45,8% estavam frágeis em algum nível. As mulheres (OR = 4,64) e os de raça não branca (OR = 3,99) tiveram maior chance de apresentar fragilidade. Os domínios com maior influência na determinação da fragilidade foram: cognição, independência e desempenho funcional, estado geral da saúde e humor, embora sexo (p = 0,0373) e raça (p = 0,0284) tenham apresentado associação significativa. Destaca-se que considerar o perfil de fragilidade dos idosos subsidia o desenvolvimento de estratégias específicas de cuidado para este segmento populacional em área vulnerável prevenindo futuras complicações.


Abstract This study aimed to associate frailty with sociodemographic profile and cognition of elderly people living in highly socially vulnerable contexts registered at a Social Assistance Referral Centers in a city of inland São Paulo. This is a cross-sectional and quantitative study with 48 elderly. Data was collected with a sociodemographic interview, the Edmonton Frail Scale and the Montreal Cognitive Assessment, and was analyzed with the Jonckheere-Terpstra test, Spearman's correlation and logistic regression (α = 5.0%). This study was approved under Opinion Nº 72182. Of the 48 elderly interviewed, 33.4% were non-frail, 20.8% were apparently vulnerable and 45.8% were frail at some level (mild, moderate or severe). Women (OR = 4.64) and nonwhites (OR = 3.99) were more likely of being frail. The realms with the greatest influence in the determination of frailty were cognition, independence and functional performance, general health and mood, although gender (p = 0.0373) and ethnicity (p = 0.0284) had a significant association. Worth highlighting is that considering the frailty profile of the elderly warrants the development of specific care strategies for this segment of the population in a vulnerable area, preventing futures complications.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Aged, 80 and over , Frail Elderly/statistics & numerical data , Cognition/physiology , Vulnerable Populations/statistics & numerical data , Frailty/epidemiology , Geriatric Assessment , Sex Factors , Cross-Sectional Studies , Interviews as Topic , Risk Factors , Racial Groups/statistics & numerical data , Middle Aged
5.
Rev. bras. epidemiol ; 22: e190036, 2019. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1003490

ABSTRACT

RESUMO: Introdução: A densidade racial ainda não foi explorada nos estudos sobre desigualdades raciais no Brasil. Este estudo identifica categorias de densidade racial para as cidades brasileiras e descreve a situação de vida e saúde nessas categorias nos anos dos Censos Demográficos de 2000 e 2010. Método: Estudo ecológico em que a informação de cor/raça nos dois últimos censos foi usada para calcular a densidade racial (proporçãode pessoas do mesmo grupo racial) nas cidades brasileiras em cada ano. Criaram-se quatro categorias de densidade racial (parda; mistos, mas com maioria negra; branca; e mistos, mas com maioria branca).Paraquais foram descritos indicadores socioeconômicos, demográficos e de saúde. Resultados: As categorias de densidade racial captaram desigualdades importantes ao longo dos censos e apontaram a permanência de piores condições de vida e saúde nas cidades formadas por pardos e mistos, mas com maioria negra, e melhores onde predominaram brancos. As cidades predominadas por pardos e mistos, mas com maioria negra, em relação às demais, apresentam, nos dois censos, estrutura etária mais jovem, piores índices de desenvolvimento humano, maior vulnerabilidade social, concentração de renda, mortalidade infantil e prematura (< 65 anos) e menor esperança de vida de seus moradores. Discussão: Semelhantemente a outros países, a densidade racial espelhou desigualdades na situação de vida e saúde no Brasil, bem como defasagem temporal entre suas cidades. Conclusão: As categorias de densidade racial podem contribuir para os estudos sobre a epidemiologia social e sobre as relações raciais no país.


ABSTRACT: Introduction: Racial density has not yet been explored in studies of racial inequalities in Brazil. Thisstudy identified categories of racial density in Brazilian cities and described the living and health context in these categories in 2000 and 2010, when demographic censuses were conducted. Method: Ecological study which used skin color or race information from the last two censuses to calculate racial density (the ratio of people aggregated to the same racial group) of the Brazilian cities each year. Four categories of racial density (Brown; Mixed-race, predominantly black; White/Caucasian; and Mixed-race, predominantly white). Socioeconomic, demographic and health indicators were described to each category. Results: The categories of racial density captured important inequalities throughout the census and also indicated the continuance of worse living and health conditions in the cities composed by Browns and mixed-race people, predominantly Black; better conditions were indicated in cities where White/Caucasians are predominant. The cities, composed mainly of Browns and mixed-race people, predominantly Black, presented younger age structure, worse human development indexes, greater social vulnerability, income concentration, infant and premature mortality (<65 years) and lower life expectancy in both censuses, as compared to other cities. Discussion: Similarly to other countries, the racial density reflected inequalities in the Brazilian living and health context as well as a time lag among the cities. Conclusion: The categories of racial density may contribute to social epidemiology and race relations studies in Brazil.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Infant, Newborn , Child, Preschool , Child , Adolescent , Adult , Aged , Young Adult , Health Status , Population Density , Racial Groups/statistics & numerical data , Race Factors/statistics & numerical data , Socioeconomic Factors , Time Factors , Brazil/epidemiology , Residence Characteristics , Life Expectancy/ethnology , Cities/ethnology , Sex Distribution , Age Distribution , Spatio-Temporal Analysis , Middle Aged
6.
Rev. bras. enferm ; 72(supl.3): 154-161, 2019. tab
Article in English | LILACS, BDENF | ID: biblio-1057696

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: to evaluate the quality of life of primary care nurses in the climacteric. Method: A cross-sectional descriptive-analytic study, performed with 98 female nurses, aged 40-65 years, using the WHOQOL-Bref questionnaire. Results: the worst level of quality of life was observed for professionals aged 50-59 years, non-white, specialists, divorced or widowed, with children, a lower income, with another employment relationship, a weekly workload of more than 40 hours, who consumed alcoholic beverages weekly, with chronic disease, in continuous use of medications, sedentary, who did not menstruate and did not receive hormonal treatment, and who went through menopause between the ages of 43-47 years. Conclusion: Although the variables "physical activity" and "age" have a statistically significant association with quality of life, other variables seem to interfere in these professionals' lives, indicating the need for a more critical and deep reflection on these relations.


RESUMEN Objetivo: evaluar la calidad de vida de enfermeras en el climaterio que actúan en la atención primaria. Método: estudio descriptivo y de análisis, de cohorte transversal, realizado con 98 enfermeras, de entre 40 y 65 años de edad, en que se utilizó el cuestionario WHOQOL-Bref. Resultados: presentaron un peor nivel de calidad de vida las profesionales: de entre 50 y 59 años de edad, no blancas, con especialización, divorciadas o viudas, con hijos, con menor renta familiar, que tenían otro vínculo de empleo, con carga laboral semanal superior a 40 horas, que consumían alcohol semanalmente, portadoras de enfermedad crónica, en el uso continuo de medicamentos, sedentarias, que no menstruaban y no estaban bajo tratamiento hormonal, y cuya menopausia empezó entre 43 y 47 años de edad. Conclusión: a pesar de la variable "realización de actividad física" y de la variable "edad" haber presentado una asociación estadísticamente significativa con la calidad de vida, otras variables parecen afectar la calidad de vida de esas profesionales, lo que demanda una reflexión crítica y más profundizada sobre esas relaciones.


RESUMO Objetivo: avaliar a qualidade de vida de enfermeiras no climatério atuantes na atenção primária. Método: estudo descritivo-analítico, de corte transversal, realizado com 98 enfermeiras, com idade entre 40 e 65 anos, utilizando-se o questionário WHOQOL-Bref. Resultados: apresentaram pior nível de qualidade de vida as profissionais com idade entre 50 e 59 anos, não brancas, especialistas, divorciadas ou viúvas, com filhos, com menor renda, possuidoras de outro vínculo empregatício, carga horária de trabalho semanal acima de 40 horas, que ingeriam bebida alcoólica semanalmente, portadoras de doença crônica, em uso contínuo de medicamentos, sedentárias, que não menstruavam e não faziam tratamento hormonal, e que apresentaram a menopausa entre 43 e 47 anos. Conclusão: apesar das variáveis "realização de atividade física" e "idade" terem uma associação estatisticamente significante com a qualidade de vida, outras variáveis parecem interferir na dessas profissionais, indicando a necessidade de uma reflexão crítica e mais aprofundada sobre essas relações.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Quality of Life/psychology , Primary Care Nursing/standards , Nurses/psychology , Primary Nursing/methods , Climacteric/psychology , Menopause/psychology , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Age Factors , Workload/standards , Workload/psychology , Racial Groups/statistics & numerical data , Primary Care Nursing/psychology , Middle Aged
7.
Rev. bras. enferm ; 71(6): 2990-2997, Nov.-Dec. 2018. tab
Article in English | LILACS, BDENF | ID: biblio-977601

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: To analyze overweight and associated factors in young adult student girls children in a capital city of Northeast Brazil. Method: An analytical, quantitative study was conducted with 546 young adults from 26 schools in a capital city of the Brazilian Northeast. After obtaining the data by the application of a specific questionnaire, the hierarchical logistic regression was used to identify the confounding variables and predictors of overweight. Results: The frequency of cases of overweight in this group was 36.6%. In the bivariate analysis, Overweight presented a statistically significant association with ethnicity, marital status, weight in childhood and overweight in adolescence, overweight in the family and exposure to alcohol, number of children, and age of menarche. In the final regression model, overweight remained associated with weight in childhood and age of menarche. Conclusion: Characteristics related to nutritional status in earlier life stages and gynecological issues were associated with Overweight during the young adult stage of the woman.


RESUMEN Objetivo: Analizar el Exceso Ponderal (EP) y los factores asociados en mujeres adultas jóvenes escolares de una capital del Nordeste brasileño. Método: Estudio analítico, cuantitativo, realizado con 546 adultos jóvenes de 26 escuelas de una capital del Nordeste brasileño. Después de obtener los datos por la aplicación de cuestionario específico, se utilizó la regresión logística jerarquizada para identificación de las variables confundidoras y predictoras del EP. Resultados: La frecuencia de casos de EP en ese grupo fue del 36,6%. En el análisis bivariado, el EP presentó asociación estadísticamente significativa con raza, situación conyugal, peso en la infancia y peso elevado en la adolescencia, EP en la familia y exposición al alcohol, número de hijos, y edad de la menarca. En el modelo final de la regresión, el EP permaneció asociado con peso en la infancia y edad de la menarca. Conclusión: Las características relacionadas con el estado nutricional en fases anteriores de la vida y las cuestiones ginecológicas estuvieron asociadas al EP durante la fase adulta joven de la mujer.


RESUMO Objetivo: Analisar o Excesso Ponderal (EP) e os fatores associados em mulheres adultas jovens escolares de uma capital do Nordeste brasileiro. Método: Estudo analítico, quantitativo, realizado com 546 adultas jovens de 26 escolas de uma capital do Nordeste brasileiro. Após obtenção dos dados pela aplicação de questionário específico, utilizou-se a regressão logística hierarquizada para identificação das variáveis confundidoras e preditoras do EP. Resultados: A frequência de casos de EP nesse grupo foi de 36,6%. Na análise bivariada, o EP apresentou associação estatisticamente significativa com raça, situação conjugal, peso na infância e peso elevado na adolescência, EP na família e exposição ao álcool, número de filhos, e idade da menarca. No modelo final da regressão, o EP permaneceu associado com peso na infância e idade da menarca. Conclusão: Características relacionadas ao estado nutricional em fases anteriores da vida e questões ginecológicas estiveram associadas ao EP durante a fase adulta jovem da mulher.


Subject(s)
Humans , Female , Young Adult , Students/psychology , Overweight/psychology , Schools/organization & administration , Schools/statistics & numerical data , Time Factors , Brazil , Menarche/psychology , Body Mass Index , Chi-Square Distribution , Odds Ratio , Racial Groups/psychology , Racial Groups/statistics & numerical data , Overweight/complications
8.
Rev. bras. enferm ; 71(supl.1): 625-630, 2018. tab
Article in English | LILACS, BDENF | ID: biblio-898456

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: To analyze the social support of people with HIV/AIDS from the perspective of the Social Determinants of Health Model. Method: This was a cross-sectional study conducted in 2015 in an infectious disease outpatient clinic. The sample was made up of 116 people with HIV/AIDS. The data was collected through interviews, using a sociodemographic form and a social support scale. The data was analyzed using descriptive statistics, and Student's t-tests and Mann-Whitney tests were performed to determine the association between social support and the social determinants of health. Results: Total social support was satisfactory, emotional support was influenced by smoking (p=0.0432) and instrumental support, by the number of people in the household (p=0.0003). The main source of instrumental and emotional support was relatives living outside the household, corresponding to 66.7% and 56.1%, respectively. Conclusion: It was found that smokers havelower emotional support and people living alone received less instrumental support.


RESUMEN Objetivo: Analizar el soporte social de personas con VIH/SIDA en la perspectiva del Modelo de la Determinación Social de la Salud. Método: Estudio transversal realizado en 2015 en un servicio de Infectología. Muestra integrada por 116 personas con VIH/SIDA. Datos recolectados mediante entrevista, utilizándose formulario sociodemográfico y escala de soporte social. Los datos se analizaron por estadística descriptiva. Se realizaron los tests T de Student y Mann-Whitney para verificar la asociación entre el soporte social y los determinantes sociales de salud. Resultados: El soporte social total fue satisfactorio, el soporte emocional resultó influido por consumo de tabaco (p=0,0432), y el instrumental, por cantidad de personas en el domicilio (p=0,0003). La principal fuente de apoyo del soporte instrumental y emocional fueron los familiares externos al ámbito doméstico, representando 66,7% y 56,1%, respectivamente. Conclusión: Se evidenció que los fumadores presentan menor soporte emocional, y aquellos que viven solos reciben menor soporte instrumental.


RESUMO Objetivo: analisar o suporte social de pessoas com HIV/Aids, na perspectiva do Modelo da Determinação Social da Saúde. Método: estudo transversal, realizado em 2015, em um ambulatório de infectologia. A amostra constituiu-se de 116 pessoas com HIV/Aids. A coleta de dados ocorreu mediante entrevista, utilizando-se o formulário sociodemográfico e a escala de suporte social. Os dados foram analisados por estatística descritiva, e realizaram-se os Testes T de Student e Mann-Whitney para verificar a associação entre o suporte social e os determinantes sociais de saúde. Resultados: o suporte social total foi satisfatório, o suporte emocional foi influenciado pelo uso de tabaco (p=0,0432) e o instrumental, pelo número de pessoas no domicílio (p=0,0003). A principal fonte de apoio do suporte instrumental e emocional foram os familiares externos ao ambiente doméstico representando 66,7% e 56,1%, respectivamente. Conclusão: evidenciou-se que fumantes apresentam menor suporte emocional e que pessoas que residem sozinhas recebem menor suporte instrumental.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Social Support , Social Determinants of Health/trends , Brazil , Smoking , Chi-Square Distribution , HIV Infections/complications , HIV Infections/psychology , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Statistics, Nonparametric , Racial Groups/statistics & numerical data , Ambulatory Care Facilities/organization & administration , Ambulatory Care Facilities/trends
9.
Ciênc. Saúde Colet ; 22(12): 4021-4030, Dez. 2017. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-890233

ABSTRACT

Resumo Transtornos mentais contribuem para uma grande carga de incapacidade. Esta revisão sistemática tem como objetivo resumir a literatura sobre raça/cor da pele e transtornos mentais no Brasil. PubMed e Lilacs foram pesquisados com o uso de descritores sobre transtornos mentais (depressão, ansiedade, etc.) e raça/cor da pele. Estudos sobre grupos não populacionais, que não analisaram raça/cor da pele, ou em que o transtorno mental não foi o objeto de estudo não foram incluídos. Depois da avaliação de qualidade, 14 estudos foram selecionados para inclusão. A tendência foi uma prevalência maior de transtornos mentais nas pessoas não brancas. Das seis análises multivariadas que acharam resultados estatisticamente significantes, cinco mostraram uma maior prevalência ou chance de transtornos mentais nas pessoas não brancas em comparação com pessoas brancas (medida de associação entre 1,18 e 1,85). Essa revisão contribuiu para identificar a tendência na literatura em relação à associação entre raça/cor da pele e transtornos mentais, mas há importantes dificuldades com relação à comparabilidade dos estudos, principalmente, em função das diferenças em relação aos transtornos mentais estudados, as formas de categorizar raça/cor da pele e nos instrumentos utilizados nos estudos analisados.


Abstract Mental health disorders contribute a significant burden to society. This systematic literature review aims to summarize the current state of the literature on race/skin color and mental health disorders in Brazil. Methods: PubMed and Lilacs were searched using descriptors for mental health disorders (depression, anxiety, Common Mental Disorders, psychiatric morbidity, etc.) and race to find studies conducted in Brazil. Studies of non-population groups, that did not analyze race/skin color, or for which the mental disorder was not the object of study were excluded. After evaluation of quality, 14 articles were selected for inclusion. There was an overall higher prevalence of mental health disorders in non-Whites. Of the six multivariate analyses that found statistically significant results, five indicated a greater prevalence or odds of mental health disorder in non-Whites compared to Whites (measure of association between 1.18-1.85). This review identified the trend in the literature regarding the association between race and mental health disorders. However, important difficulties complicate the comparability of the studies, principally in function of the differences in the mental health disorders studied, the method of categorizing race/skin color, and the screening tools used in the studies analyzed.


Subject(s)
Humans , Research Design/statistics & numerical data , Racial Groups/statistics & numerical data , Mental Disorders/epidemiology , Brazil/epidemiology , Prevalence , Multivariate Analysis , Whites/statistics & numerical data , Mental Disorders/diagnosis
10.
Ciênc. Saúde Colet ; 22(12): 4061-4072, Dez. 2017. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-890229

ABSTRACT

Abstract The aim of this study to estimate the prevalence of sedentary behavior based on screen time (≥ 2-hour day) and to identify the association with sociodemographic factors among adolescents in a city in southern Brazil. This is an epidemiological survey of school-based cross-sectional study with students aged 14-19 years in the city of São José/SC - Brazil. Self-administered questionnaire was used, containing information sociodemographic, level of physical activity and about screen time. Descriptive statistics were performed, and odds ratios were estimated using binary logistic regression and 95% confidence level. The prevalence of excess screen time was 86.37% followed by computer use (55.24%), TV use (51.56%) and Videogame use (15.35%). Boys had higher prevalence of excessive video game use. Those of skin color different from white and mothers who studied less than eight years were more likely to watch too much TV, and those of low economic level were more likely of having excessive screen time. Girls of skin color different from white were more likely to watch too much TV, and those aged 14-16 years were more likely to have videogame use time and total time screen above recommended.


Resumo O objetivo deste estudo foi estimar a prevalência de comportamentos sedentários baseado em tempo de tela (≥ 2 horas por dia) e identificar a associação com fatores sociodemográficos em adolescentes, de uma cidade do Sul do Brasil. Esta é uma pesquisa epidemiológica de base escolar com delineamento transversal, em estudantes de 14 a 19 anos na cidade de São José/SC, Brasil. Foi utilizado questionário autoaplicado, com informações sociodemográficas, atividade física e tempo de uso de tela. Foi realizada estatística descritiva, e as razões de chances estimadas por regressão logística binária. A prevalência de uso excessivo de tela foi de 86,37% seguido de uso de computador (PC) (55,24%), televisão (TV) (51,56%) e videogame (VG) (15,35%). Os meninos tiveram maior prevalência de uso excessivo de VG. Aqueles de cor de pele diferente de branca e que mães estudaram menos de oito anos tiveram mais chances de assistirem TV em excesso, e aqueles, de baixo nível econômico tiveram mais chances de terem tempo total de tela excessivo. Meninas de cor de pele diferente de branca tiveram mais de assistirem TV em excesso, e aquelas com 14 a 16 anos tiveram mais chances de estarem com tempo de uso de VG e tempo total de tela acima do recomendado.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Young Adult , Television/statistics & numerical data , Exercise , Video Games/statistics & numerical data , Sedentary Behavior , Schools , Socioeconomic Factors , Students/statistics & numerical data , Time Factors , Brazil/epidemiology , Sex Factors , Prevalence , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Adolescent Behavior , Racial Groups/statistics & numerical data
11.
Rev. saúde pública ; 51: 35, 2017. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-845880

ABSTRACT

ABSTRACT OBJECTIVE To analyze the quality of records for live births and infant deaths and to estimate the infant mortality rate for skin color or race, in order to explore possible racial inequalities in health. METHODS Descriptive study that analyzed the quality of records of the Live Births Information System and Mortality Information System in Rondônia, Brazilian Amazonian, between 2006-2009. The infant mortality rates were estimated for skin color or race with the direct method and corrected by: (1) proportional distribution of deaths with missing data related to skin color or race; and (2) application of correction factors. We also calculated proportional mortality by causes and age groups. RESULTS The capture of live births and deaths improved in relation to 2006-2007, which required lower correction factors to estimate infant mortality rate. The risk of death of indigenous infant (31.3/1,000 live births) was higher than that noted for the other skin color or race groups, exceeding by 60% the infant mortality rate in Rondônia (19.9/1,000 live births). Black children had the highest neonatal infant mortality rate, while the indigenous had the highest post-neonatal infant mortality rate. Among the indigenous deaths, 15.2% were due to ill-defined causes, while the other groups did not exceed 5.4%. The proportional infant mortality due to infectious and parasitic diseases was higher among indigenous children (12.1%), while among black children it occurred due to external causes (8.7%). CONCLUSIONS Expressive inequalities in infant mortality were noted between skin color or race categories, more unfavorable for indigenous infants. Correction factors proposed in the literature lack to consider differences in underreporting of deaths for skin color or race. The specific correction among the color or race categories would likely result in exacerbation of the observed inequalities.


RESUMO OBJETIVO Analisar a qualidade dos registros de nascidos vivos e de óbitos infantis e estimar a taxa de mortalidade infantil segundo cor ou raça, a fim de explorar iniquidades étnico-raciais em saúde. MÉTODOS Estudo descritivo que analisou a qualidade dos registros do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos e do Sistema de Informações sobre Mortalidade em Rondônia, Amazônia brasileira, entre 2006-2009. As taxas de mortalidade infantil foram estimadas nas categorias de cor ou raça, pelo método direto, e corrigidas por: (1) distribuição proporcional dos óbitos com cor ou raça ignorada; e (2) aplicação de fatores de correção. Efetuou-se também o cálculo da mortalidade proporcional por causas e grupos etários. RESULTADOS Entre 2008-2009, a captação de nascimentos e óbitos melhorou em relação aos anos de 2006-2007, requerendo fatores de correção menores para estimar a taxa de mortalidade infantil. O risco de morte de crianças indígenas (31,3/1.000 nascidos vivos) foi maior que o registrado nos demais grupos de cor ou raça, excedendo em 60% a mortalidade infantil média no estado (19,9/1.000 nascidos vivos). As crianças pretas apresentaram as maiores taxas de mortalidade infantil neonatal, enquanto as indígenas apresentaram as maiores taxas de mortalidade infantil pós-neonatal. Observou-se que 15,2% dos óbitos indígenas foram por causas mal definidas, enquanto nos demais grupos não ultrapassaram 5,4%. A mortalidade infantil proporcional por doenças infecciosas e parasitárias foi maior entre indígenas, ao passo que entre crianças pretas, sobressaíram as causas externas (8,7%). CONCLUSÕES Observaram-se expressivas iniquidades na mortalidade infantil entre as categorias de cor ou raça, com situação mais desfavorável às crianças indígenas. Os fatores de correção propostos na literatura não consideram diferenças na subenumeração de óbitos entre as categorias de cor ou raça. A correção específica entre as categorias de cor ou raça provavelmente resultaria em exacerbação das iniquidades observadas.


Subject(s)
Humans , Infant , Cause of Death , Racial Groups/statistics & numerical data , Health Information Systems/standards , Infant Mortality/ethnology , Brazil/ethnology , Data Accuracy , Death Certificates
12.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 33(7): e00046516, 2017. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-889710

ABSTRACT

O objetivo deste estudo é investigar as informações sobre mortalidade infantil no Brasil, de acordo com a cor ou raça com foco nos indígenas, baseando-se nos dados do Censo Demográfico de 2010 e daqueles oriundos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Em ambas as fontes, as taxas de mortalidade infantil (TMI) de indígenas foram as mais elevadas dentre os diversos segmentos populacionais. Apesar dos dados censitários indicarem desigualdades de cor ou raça, as TMI para indígenas e pretos foram inferiores às derivadas do SIM/SINASC. Particularidades metodológicas quanto à coleta dos dados em ambas as fontes devem ser consideradas. A redução da TMI no Brasil nas últimas décadas é em larga medida atribuída à prioridade da saúde infantil na agenda política. Os achados deste trabalho são indicativos de que o impacto das políticas públicas não alcançou os indígenas em mesma escala que o restante da população. Novas fontes de dados relativos à ocorrência de óbitos nos domicílios, de abrangência nacional, como é o caso do Censo de 2010, podem contribuir para uma melhor compreensão das desigualdades segundo cor ou raça no Brasil.


The aim of this study was to investigate infant mortality data according to color or race in Brazil with a focus on indigenous individuals, based on data from the 2010 Population Census and the Brazilian Mortality Information System (SIM) and Brazilian Information System on Live Births (SINASC). In both sources, the infant mortality rate (IMR) for indigenous individuals was the highest of all the various population segments. Although the census data indicate inequalities by color or race, the infant mortality rates for indigenous and black individuals were lower than those based on data from SIM/SINASC. Methodological specificities in the data collection in the two sources should be considered. The reduction in IMR in Brazil in recent decades is largely attributed to the priority of infant health on the policy agenda. The study's findings indicate that the impact of public policies failed to reach indigenous peoples on the same scale as in the rest of the population. New sources of nationwide data on deaths in households, as in the case of the 2010 Census, can contribute to a better understanding of inequalities by color or race in Brazil.


El objetivo de este estudio es investigar la información sobre mortalidad infantil en Brasil, de acuerdo con el color de piel o raza, enfocándose en los indígenas, basándose en los datos del Censo Demográfico de 2010 y de aquellos oriundos del Sistema de Información sorbe Mortalidad (SIM) y del Sistema de Información sobre Nacidos Vivos (SINASC). En ambas fuentes, las tasas de mortalidad infantil (TMI) de indígenas fueron las más elevadas entre los diversos segmentos poblacionales. A pesar de los dados que indicaron desigualdades de color o raza, las TMI para indígenas y negros fueron inferiores a las derivadas del SIM/SINASC. Particularidades metodológicas, referentes a la recogida de datos en ambas fuentes, deben ser consideradas. A la prioridad de la salud infantil en la agenda política se le atribuye en gran medida la reducción de la TMI en Brasil en las últimas décadas. Los hallazgos de este trabajo son indicativos de que el impacto de las políticas públicas no alcanzó a los indígenas en la misma proporción que al resto de la población. Nuevas fuentes de datos relativos a la ocurrencia de óbitos en los domicilios, de alcance nacional, como es el caso del Censo de 2010, pueden contribuir a una mejor comprensión de las desigualdades según color de piel o raza en Brasil.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Infant , Infant Mortality/ethnology , Censuses , Racial Groups/statistics & numerical data , Health Information Systems/statistics & numerical data , Socioeconomic Factors , Brazil , Infant Mortality/trends , Surveys and Questionnaires , Age Factors , Age Distribution , Live Birth
13.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 33(supl.1): e00082816, 2017. graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-839725

ABSTRACT

O monitoramento de desigualdades raciais, seja num plano socioeconômico ou em termos de desfechos de saúde, pressupõe que a declaração da raça apresente estabilidade. Caso contrário, a dinâmica dessas desigualdades poderia resultar da reclassificação racial, e não de processos vinculados a iniquidades socioeconômicas e de saúde. Este estudo propõe uma tipologia da incerteza racial classificatória (contextual - temporal, geográfica, procedimental - e amostral) e discute, com base na literatura e dados secundários nacionalmente representativos, a magnitude da variabilidade racial segundo essas cinco dimensões. Os resultados demonstram que, pelo menos, duas dessas incertezas - geográfica e procedimental - são substanciais, mas têm pouca influência sobre o hiato racial de renda. Abordam-se os impactos desses resultados sobre a existência e a extensão das iniquidades raciais em saúde e conclui-se que a estrutura das desigualdades entre brancos e negros é consistente, ainda que a cor da pele seja volátil.


El monitoreo de desigualdades raciales, sea en un plano socioeconómico o en términos de desenlaces de salud, presupone que la declaración de raza presenta estabilidad. En caso contrario, la dinámica de estas desigualdades podría resultar de una reclasificación racial, y no de procesos vinculados a inequidades socioeconómicas y de la salud. Este estudio propone una tipología de la incertidumbre racial clasificatoria (contextual -temporal, geográfica, procedimental- y muestral) y discute, a partir de la literatura y de datos secundarios nacionalmente representativos, la magnitud de la variabilidad racial, según estas cinco dimensiones. Los resultados demuestran que, por lo menos, dos de esas incertezas -geográfica y procedimental- son sustanciales, pero tienen poca influencia sobre el hiato racial de renta. Se abordan los impactos de esos resultados sobre la existencia y la extensión de las inequidades raciales en salud y se concluye que la estructura de las desigualdades entre blancos y negros es consistente, aunque el color de la piel sea volátil.


Monitoring racial inequalities, whether socioeconomic or health-related, assumes stability in racial classification. Otherwise, the dynamics of these inequalities could result from racial reclassification rather than from processes related to socioeconomic and health inequalities per se. The study proposes a typology of uncertainty in racial classification (contextual - temporal, geographic, procedural - and sampling) and draws on the literature and nationally representative secondary data to discuss the magnitude of racial variability in Brazil according to these five dimensions. The results show that at least two of these uncertainties - geographic and procedural - are substantial, but have little influence on the racial gap in income. We address the impacts of these results on the existence and extent of racial inequalities in health and conclude that the structure of inequalities between whites and blacks is consistent, although skin color classification is volatile.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Self Concept , Socioeconomic Factors , Skin Pigmentation , Racial Groups/classification , Blacks/classification , Prejudice , Race Relations , Brazil/ethnology , Residence Characteristics , Uncertainty , Racial Groups/statistics & numerical data , Blacks/statistics & numerical data , Whites/statistics & numerical data
15.
Cad. saúde pública ; 29(8): 1572-1582, Ago. 2013. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-684644

ABSTRACT

Revisões recentes da literatura indicam que o número de estudos sobre disparidades étnicoraciais no Brasil é escasso. A análise multinível torna-se necessária já que o conceito de raça/cor é socialmente construído e pode variar segundo local de residência. Foram analisados 2.697 indivíduos residentes em 145 municípios brasileiros, segundo raça (branca, preta e parda). Foram ajustados modelos multinível utilizando inferência bayesiana pelo método Monte Carlo via Cadeias de Markov. Após a inclusão de variáveis demográficas, socioeconômicas e de acesso a serviços de saúde, indivíduos de raça preta e parda tiveram maior razão de chances de avaliarem sua saúde como negativa (RC = 1,71; IC95%: 1,24; 2,37 e RC = 1,37; IC95%: 1,10; 1,71, respectivamente). Características do local de residência não alteraram significativamente a relação entre raça/cor e saúde autoavaliada. Após a recategorização da variável dependente, as características étnico-raciais perderam significância estatística. O presente estudo indica que as disparidades raciais em saúde podem ser mais complexas do que o esperado.


Recent literature reviews have shown that studies analyzing racial/ethnic disparities in Brazil are still scarce. Multilevel approaches are necessary, since race is a socially constructed concept and can vary by area of residence. The analysis included 2,697 individuals from 145 Brazilian municipalities (counties), classified by race (white, black, or mixed). Multilevel models were fitted using Bayesian inference with Markov Chain Monte Carlo methods. After including demographic, socioeconomic, and health access variables, black and mixed-race individuals showed higher odds of negative self-rated health (OR = 1.71; 95%CI: 1.24; 2.37 and OR = 1.37; 95%CI: 1.10; 1.71, respectively). Characteristics of the area of residence did not significantly affect the association between race and self-rated health. Racial/ethnic disparities lost their statistical significance after re-categorization of the dependent variable. The results indicate that racial/ ethnic disparities in health in Brazil may be deeper and more complex than expected.


Las revisiones bibliográficas recientes muestran que los estudios que analizan las disparidades etno-raciales en Brasil siguen siendo escasos. Es necesario un enfoque multinivel, debido a que el concepto de raza es una construcción social, y es susceptible de variar según la zona de residencia. El presente análisis incluyó a 2.697 personas de 145 municipios brasileños, separados por raza (blanco, negro y mestizos). Se ajustaron modelos multinivel, usando la inferencia bayesiana con métodos Markov Chain Monte Carlo. Después de incluir las variables demográficas, socioeconómicas y de acceso a la salud como controles, las personas identificadas como negros y mestizos tuvieron un odds ratio más elevado al juzgar su salud en términos negativos (OR = 1,71; IC95%: 1,24; 2,37 y OR = 1,37; 95%CI: 1,10; 1,71, respectivamente). Después de la recategorización de la variable dependiente, las disparidades etno-raciales perdieron significación estadística. Los resultados indican que las disparidades etno-raciales en salud en Brasil pueden ser más complejas y profundas de lo esperado.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Male , Middle Aged , Racial Groups/statistics & numerical data , Health Status Disparities , Health Services Accessibility/statistics & numerical data , Self Report , Brazil , Multilevel Analysis , Socioeconomic Factors
16.
J. appl. oral sci ; 21(2): 150-156, Mar-Apr/2013. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-674369

ABSTRACT

Objective: The long face pattern is a facial deformity with increased anterior total facial height due to vertical excess of the lower facial third. Individuals with long face may present different degrees of severity in vertical excess, as well as malocclusions that are difficult to manage. The categorization of vertical excess is useful to determine the treatment prognosis. This survey assessed the distribution of ethnically different individuals with vertical excess according to three levels of severity and determined the prevalence of long face pattern. Material and Methods: The survey was comprised of 5,020 individuals of Brazilian ethnicity (2,480 females and 2,540 males) enrolled in middle schools in Bauru-SP, Brazil. The criterion for inclusion of individuals with vertically impaired facial relationships was based on lip incompetence, evaluated under natural light, in standing natural head position with the lips at rest. Once identified, the individuals were classified into three subtypes according to the severity: mild, moderate, and severe. Then the pooled sample was distributed according to ethnical background as White (Caucasoid), Black (African descent), Brown (mixed descent), Yellow (Asian descent) and Brazilian Indian (Brazilian native descent). The Chi-square (χ 2 ) test was used (p<0.05) to compare the frequency ratios of individuals with vertically impaired facial relationships in the total sample and among different ethnicities, according to the three levels of severity. Results: The severe subtype was rare, except in Black individuals (7.32%), who also presented the highest relative frequency (45.53%) of moderate subtype, followed by Brown individuals (43.40%). In the mild subtype, Yellow (68.08%) and White individuals (62.21%) showed similar and higher relative frequency values. Conclusions: Black individuals had greater prevalence of long face pattern, followed by Brown, White and Yellow individuals. The prevalence of long face pattern was 14.06% in which 13.39% and 0.68% belonged to moderate and severe subtypes, respectively.


Subject(s)
Adolescent , Child , Female , Humans , Male , Racial Groups/statistics & numerical data , Facial Bones/abnormalities , Vertical Dimension , Brazil/epidemiology , Brazil/ethnology , Chi-Square Distribution , Ethnicity/ethnology , Ethnicity/statistics & numerical data , Face/abnormalities , Malocclusion/ethnology , Malocclusion/pathology , Prevalence , Severity of Illness Index , Syndrome
17.
Clinics ; 67(9): 1013-1018, Sept. 2012. ilus, tab
Article in English | LILACS | ID: lil-649378

ABSTRACT

OBJECTIVE: Celiac disease is a permanent enteropathy caused by the ingestion of gluten, which leads to an immunemediated inflammation of the small intestine mucosa. The prevalence of celiac disease varies among different nations and ethnic backgrounds, and its diversity is determined by genetic and environmental factors. São Paulo city is one of the largest cities in the world, with a vast population and an important history of internal migratory flow from other Brazilian regions, as well as immigration from other, primarily European, countries, resulting in significant miscegenation. The aim of the present study was to estimate the prevalence of adults with undiagnosed celiac disease among blood donors of São Paulo by collecting information on the ancestry of the population studied. METHODS: The prevalence of celiac disease was assessed by screening for positive IgA transglutaminase and IgA endomysium antibodies in 4,000 donors (volunteers) in the Fundação Pró-Sangue Blood Center of São Paulo, São Paulo, Brazil. The antibody-positive subjects were asked to undergo a small bowel biopsy. RESULTS: Of the 4,000 subjects, twenty-four had positive tests, although both antibody tests were not always concordant. For example, ten subjects were positive for IgA tissue transglutaminase only. In twenty-one positive patients, duodenal biopsies were performed, and the diagnosis of celiac disease was confirmed in fourteen patients (Marsh criteria modified by Oberhuber). In this group, 67% claimed to have European ancestry, mainly from Italy, Portugal and Spain. CONCLUSION: The prevalence of celiac disease is at least 1:286 among supposedly healthy blood bank volunteers in São Paulo, Brazil.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Aged , Female , Humans , Male , Middle Aged , Young Adult , Blood Donors/statistics & numerical data , Celiac Disease/epidemiology , Blood Banks , Brazil/epidemiology , Celiac Disease/ethnology , Cities/epidemiology , Racial Groups/statistics & numerical data , Epidemiologic Methods , Immunoglobulin A/blood , Transglutaminases/blood
18.
Rev. saúde pública ; 45(6): 1019-1026, dez. 2011.
Article in Spanish | LILACS | ID: lil-606858

ABSTRACT

OBJETIVO: Analizar la asociación entre el área geográfica de procedencia en el uso de las citologías y la mamografía. MÉTODOS: Los datos analizados proceden Encuesta Nacional de Salud de España-2006 dirigida a población mayor de 16 años. La Encuesta incluye 13.422 mujeres. Las variables dependientes fueron realización de una mamografía y de una citología vaginal, ambos en los últimos 12 meses. La medida de asociación fue el odds ratio con intervalo de confianza al 95 por ciento calculado por regresión logística. RESULTADOS: Tomando como referencia la población española, la probabilidad de realizarse una mamografías entre las mujeres procedentes de África fue 0,36 (IC95 por ciento 0,21;0,62) veces menor; Europa del Este 0,40 (IC95 por ciento 0,22;0,74) veces menor; Europa Occidental, EEUU y Canadá, 0,60 (IC95 por ciento 0,43; 0,84) veces menor y América Central / Sur 0,64 (IC95 por ciento 0,52;0,81) veces menor. En relación a la prevención de cáncer de cervix, probabilidad de realizarse una citología entre las mujeres Europa del Este fue 0,38 (IC95 por ciento 0,28;0,50) veces menor que la población española, África 0,47 (IC95 por ciento:0,33;0,67) veces menor y Europa Occidental, EEUU y Canadá 0,61 (IC95 por ciento 0,46;0,81) veces menor. Dichas asociaciones fueron independientes de la edad, indicadores socioeconómicos, estado de salud y cobertura sanitaria. CONCLUSIONES: Las mujeres inmigrantes hacen menor uso de los programas de cribado que las mujeres autóctonas. Este dato podría reflejar dificultades de acceso a los programas preventivos.


OBJECTIVE: To assess the association between geographic origin and the use of screening cervical smears and mammograms. METHODS: Data was obtained from the 2006 Spanish National Health Survey that included 13,422 females over 16 years of age. The dependent variable was use of screening mammograms and cervical smears in the past 12 months. The measure of association (odds ratio and its related 95 percent confidence interval) was estimated using logistic regression. RESULTS: African women were 0.36 (95 percent CI 0.21,0.62), Eastern European 0.40 (95 percentCI 0.22;0.74), Western European, American and Canadian 0.60 (95 percentCI 0.43,0.84), and Central and South American 0.64 times (95 percentCI 0.52, 0.81) less likely to undergo a mammogram compared with the general population of Spain. In regard to cervical cancer screening, Eastern European women were 0.38 (95 percentCI 0.28,0.50), African 0.47 (95 percentCI 0.33,0.67) and Western European, American and Canadian 0.61 times (95 percentCI 0.46, 0.81) less likely to undergo cervical smears. These associations were independent of age, socioeconomic condition, health status and health insurance coverage. CONCLUSIONS: Immigrant women use less screening programs than native Spanish women. This finding may suggest difficult access to prevention programs.


Subject(s)
Adult , Aged , Female , Humans , Young Adult , Breast Neoplasms/diagnosis , Demography , Mammography , Mass Screening , Uterine Cervical Neoplasms/diagnosis , Vaginal Smears , Age Distribution , Breast Neoplasms/prevention & control , Racial Groups/statistics & numerical data , Early Detection of Cancer , Emigration and Immigration/statistics & numerical data , Health Services Accessibility , National Health Programs/statistics & numerical data , Socioeconomic Factors , Spain , Uterine Cervical Neoplasms/prevention & control
19.
Rev. panam. salud pública ; 29(1): 17-26, ene. 2011. graf, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-576227

ABSTRACT

OBJETIVO: Descrever a evolução da mortalidade por homicídios no Município de São Paulo segundo tipo de arma, sexo, raça ou cor, idade e áreas de exclusão/inclusão social entre 1996 e 2008. MÉTODOS: Estudo ecológico de série temporal. Os dados sobre óbitos ocorridos no Município foram coletados da base de dados do Programa de Aprimoramento das Informações sobre Mortalidade, seguindo a Classificação Internacional de Doenças, Décima Revisão (CID-10). Foram calculadas as taxas de mortalidade por homicídio (TMH) para a população total, por sexo, raça ou cor, faixa etária, tipo de arma e área de exclusão/inclusão social. As TMH foram padronizadas por idade pelo método direto. Foram calculados os percentuais de variação no período estudado. Para as áreas de exclusão/inclusão social foram calculados os riscos relativos de morte por homicídio. RESULTADOS: As TMH apresentaram queda de 73,7 por cento entre 2001 e 2008. Foi observada redução da TMH em todos os grupos analisados, mais pronunciada em homens (-74,5 por cento), jovens de 15 a 24 anos (-78,0 por cento) e moradores de áreas de exclusão social extrema (-79,3 por cento). A redução ocorreu, sobretudo, nos homicídios cometidos com armas de fogo (-74,1 por cento). O risco relativo de morte por homicídio nas áreas de exclusão extrema (tendo como referência áreas com algum grau de exclusão social) foi de 2,77 em 1996, 3,9 em 2001 e 2,13 em 2008. Nas áreas de alta exclusão social, o risco relativo foi de 2,07 em 1996 e 1,96 em 2008. CONCLUSÕES: Para compreender a redução dos homicídios no Município, é importante considerar macrodeterminantes que atingem todo o Município e todos os subgrupos populacionais e microdeterminantes que atuam localmente, influenciando de forma diferenciada os homicídios com armas de fogo e os homicídios na população jovem, no sexo masculino e em residentes em áreas de alta exclusão social.


OBJECTIVE: To describe homicide mortality in the municipality of São Paulo according to type of weapon, sex, race or skin color, age, and areas of socioeconomic inequalities, between 1996 and 2008. METHOD: For this ecological time-series study, data about deaths in the municipality of São Paulo were collected from the municipal program for improvement of mortality information, using International Classification of Diseases, 10th revision (ICD-10) codes. Homicide mortality rates (HMR) were calculated for the overall population and specifically for each sex, race or skin color, age range, type of weapon, and occurrence in social deprivation/affluence areas. HMR were adjusted for age using the direct method. The percentage age of variation in HMR was calculated for the study period. For areas of socioeconomic inequalities, the relative risk of death from homicide was calculated. RESULTS: HMR fell 73.7 percent between 2001 and 2008. A reduction in HMR was observed in all groups, especially males (-74.5 percent), young men between 15 and 24 years of age (-78.0 percent), and residents in areas of extreme socioeconomic deprivation (-79.3 percent). The reduction occurred mostly in firearm homicide rates (-74.1 percent). The relative risk of death from homicide in areas of extreme socioeconomic deprivation, as compared to areas with some degree of socioeconomic deprivation, was 2.77 in 1996, 3.9 in 2001, and 2.13 in 2008. In areas of high socioeconomic deprivation, the relative risk was 2.07 in 1996 and 1.96 in 2008. CONCLUSIONS: To understand the reduction in homicide rates in the municipality of São Paulo, it is important to take into consideration macrodeterminants that affect the entire municipality and all population subgroups, as well as micro/local determinants that have special impact on homicides committed with firearms and on subgroups such as the young, males, and residents of areas of high socioeconomic deprivation.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Male , Young Adult , Homicide/trends , Urban Population/statistics & numerical data , Brazil , Cultural Deprivation , Racial Groups/statistics & numerical data , Ethnicity/statistics & numerical data , Firearms/statistics & numerical data , Homicide/statistics & numerical data , Poverty Areas , Psychosocial Deprivation , Retrospective Studies , Risk , Socioeconomic Factors , Weapons/statistics & numerical data
20.
Rev. saúde pública ; 43(3): 405-412, maio-jun. 2009. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-513007

ABSTRACT

OBJETIVO: As mortes por causas externas representam um dos mais importantes desafios para a saúde pública, sendo a segunda causa de óbito no Brasil. O objetivo do estudo foi analisar os diferenciais de mortalidade por causas externas segundo raça/cor da pele. MÉTODOS:Estudo descritivo realizado em Salvador (BA), com 9.626 registros de óbitos por causas externas entre 1998 e 2003. Dados foram obtidos do Instituto Médico Legal e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O indicador "anos potenciais de vida perdidos" foi utilizado para identificar diferenciais entre grupos etários, de raça/cor da pele e sexo. RESULTADOS: As mortes por causas externas determinaram perda de 339.220 anos potenciais de vida, dos quais 210.000 foram devidos aos homicídios. Indivíduos negros morreram em idades mais precoces e perderam 12,2 vezes mais anos potenciais de vida devido a mortes por homicídio que indivíduos brancos. Embora a população negra (pardos e pretos) fosse três vezes maior que a população branca, o número de anos perdidos daquela foi 30 vezes superior. A população de pretos era 11,4% menor que a população branca, mas apresentou anos perdidos quase três vezes mais. Mesmo após a padronização por idade, mantiveram-se as diferenças observadas no indicador de anos potenciais perdidos/100.000 hab e nas razões entre estratos segundo raça/cor. CONCLUSÕES: Os resultados mostram diferenciais na mortalidade por causas externas segundo raça/cor da pele em Salvador. Os negros tiveram maior perda de anos potenciais de vida, maior número médio de anos não vividos e morreram, em média, em idades mais precoces por homicídios, acidentes de trânsito e demais causas externas.


OBJECTIVE: Deaths by external causes represent one of the most important challenges for public health and are the second cause of death in Brazil. The aim of this study was to analyze differentials in mortality by external causes according to race/skin color. METHODS: A descriptive study was carried out in Salvador, Northeastern Brazil, using 9,626 cases of deaths by external causes between 1998 and 2003. Data were obtained from the Forensic Medicine Institute and from Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Brazilian Institute of Geography and Statistics). The indicator "potential years of life lost" was utilized to identify the existence of differences among age groups, sex groups and race/skin color groups. RESULTS:Deaths by external causes provoked the loss of 339,220 potential years of life, of which 210,000 were due to homicides. Nonwhite individuals died at earlier ages and lost 12.2 times as much potential years of life due to deaths by homicidies than white individuals. Although the nonwhite (black and mixed) population was three times larger than the white population, its number of potential years of life lost was 30 times higher. The population of blacks was 11.4% smaller than the white population, but its loss of potential years of life was almost three times higher. Even after the adjustment for age, the differences observed in the indicator potential years of life lost/100,000 inhabitants and in the ratios between strata according to race/skin color were maintained. CONCLUSIONS: The results showed differentials in mortality by external causes according to race/skin color in Salvador. The nonwhite population had greater loss of potential years of life, higher average number of years not lived and, on average, they died at an earlier age due to homicides, traffic accidents an all other external causes.


OBJETIVO: Las muertes por causas externas representan uno de los más importantes desafíos para la salud pública, siendo la segunda causa de óbito en Brasil. El objetivo del estudio fue analizar los diferenciales de mortalidad por causas externas según raza/color de la piel. MÉTODOS: Se realizó estudio descriptivo en Salvador, BA, con 9.626 registros de óbitos por causas externas entre 1998 y 2003. Los datos se obtuvieron del Instituto Médico Legal e Instituto Brasilero de Geografía y Estadística. El indicador "años potenciales de vida perdidos" fue utilizado para identificar diferenciales entre grupos erarios, de raza/color de la piel y sexo. RESULTADOS: Las muertes por causas externas determinaron pérdida de 339.220 años potenciales de vida, de los cuales 210.000 fueron debidos a los homicidios. Individuos negros murieron en edades más precoces y perdieron 12,2 veces más años potenciales de vida debido a homicidios que individuos blancos. A pesar de que la población negra (pardos y negros) era tres veces mayor que la población blanca, el número de años perdidos de la primera fue 30 veces superior. La población de negros era 11,4% menor que la población blanca, pero presentó años perdidos casi tres veces mayor. Aún después de la estandarización por edad, se mantuvo las diferencias observadas en el indicador de años potenciales perdidos/100.000 hab y en las razones entre estratos según raza/color. CONCLUSIONES: Los resultados muestran diferenciales en la mortalidad por causas externas según raza/color de la piel en Salvador. Los negros tuvieron mayor pérdida de años potenciales de vida, mayor número promedio de años no vividos y murieron, en promedio, en edades más precoces por homicidios, accidentes de tránsito y demás causas externas.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Male , Racial Groups/statistics & numerical data , Life Expectancy , Wounds and Injuries/mortality , Accidents, Traffic/mortality , Brazil/epidemiology , Brazil/ethnology , Cause of Death , Racial Groups/ethnology , Homicide/ethnology , Homicide/statistics & numerical data , Life Tables , Wounds and Injuries/ethnology
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