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1.
FEMINA ; 50(3): 184-192, 20220331. ilus
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1367574

ABSTRACT

Esta revisão narrativa procura discutir aspectos concernentes ao processo gestacional de mulheres negras, quais sejam: se existem diferenças de tratamento entre mulheres brancas e negras durante a gravidez e nos momentos do parto e pós-parto, como essas diferenças são influenciadas pelos aspectos fisiológicos de cada grupo étnico e como isso afeta as taxas de morbimortalidade. Para esta revisão, quatro bases de dados foram usadas (SciELO, LILACS, PubMed e MEDLINE) e 23 artigos foram lidos na íntegra, depois de selecionados por data de publicação, língua, país da pesquisa e análise dos títulos e resumos. Como principais resultados, os autores encontraram diferenças claras entre mulheres brancas e negras quanto ao acesso à saúde, sendo as negras mais propensas a usar os sistemas públicos e ter menos consultas pré-natal. Também foi observado que as mulheres negras reportaram maus-tratos mais vezes, tinham maiores chances de serem proibidas de ter um acompanhante durante o parto e recebiam menos anestesia para episiotomias. As características fisiológicas também foram apontadas várias vezes. Nesse sentido, altas taxas de anemia ferropriva e hipertensão durante a gravidez foram mais comuns entre as negras. Além disso, em se tratando de taxas de morbimortalidade, mulheres negras tinham uma chance consideravelmente maior de serem readmitidas pós-parto e maiores taxas de mortalidade, quando comparadas com mulheres brancas.(AU)


This review aims to discuss aspects related to the gestational process of black women, namely: if there is a difference in how black and white women are treated throughout pregnancy, partum and postpartum moments, how this difference is influenced by the physiological aspects of each ethnical group and how it affects their morbidity and mortality rates. For this review, four databases were used (SciELO, LILACS, PubMed and MEDLINE) and 23 articles were fully read, after being selected by publishing date, language, country of research, title and abstract analysis. The authors found as the main results clear differences between black women's and white women's access to health care, as black women are more likely to use public health care systems and have fewer prenatal appointments. It was also noticed that black women reported maltreatment more frequently, had a higher chance of being prohibited from keeping a companion during labor and suffering from less local anesthesia for episiotomy. The physiological characteristics were also pointed out several times, with high rates of iron deficiency anemia and hypertension during pregnancy being more common among black women. Moreover, when it comes to morbidity and mortality rates, black women had an extremely higher chance of being readmitted postpartum, and a higher mortality rate, when compared to white women.(AU)


Subject(s)
Female , Pregnancy , Pregnancy/ethnology , Parturition/ethnology , Pregnant Women/psychology , African Continental Ancestry Group , Postpartum Period/ethnology , Ethnic Violence , United States/ethnology , Brazil/ethnology , Databases, Bibliographic , Racism/ethnology
3.
Saúde Soc ; 31(2): e210494pt, 2022.
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: biblio-1377351

ABSTRACT

Resumo Tendo em vista a relevância do impacto da pandemia de covid-19, este ensaio estabelece como reflexão o racismo ambiental e a saúde no estado do Piauí, no sentido de contribuir para o efetivo desenvolvimento de informações que possam servir de diretrizes para ações de prevenção mais eficazes. Visamos compreender o racismo ambiental como processo relacionado às desigualdades, mas, também, na operatória da política pública de definir os grupos prioritários para a manutenção de sua saúde, além de colocar em questão quais estratégias devem ser construídas para garantir a saúde desses grupos vulneráveis. Assim, a quebra dessa realidade para que sejam alcançados benefícios deve acontecer a partir da mudança de postura do Estado e da sociedade como um todo.


Abstract In the light of the relevance of the impact of the covid-19 pandemic, the present essay establishes as a reflection environmental racism and health in the state of Piauí to contribute to the effective development of information that can serve as guidelines for more effective preventive actions, understanding environmental racism, then, a process related to inequalities, but also in the operation of public policy to define priority groups for the maintenance of their health, in addition to calling into question which strategies should be built to ensure the health of these vulnerable groups. Thus, to break this reality in order to achieve benefits, it would be from the change of attitude of the State and society as a whole.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Public Health , Vulnerable Populations , Racism , COVID-19 , Public Policy , Health Status Disparities
4.
Psicol. ciênc. prof ; 42: e235483, 2022. graf
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1360642

ABSTRACT

Resumo A presente produção versa sobre as consequências do racismo na saúde mental das mulheres negras integrantes do Movimento de Mulheres Dandara do Sisal (MMNDS), atuante no Território do Sisal, na Bahia. A intersecção de raça e gênero fomentou a organização do movimento, já que o gênero influi no racismo e a cor, no machismo; além do fato de as mulheres negras serem alvos de racismo e sexismo desde o período da escravização. A abordagem metodológica utilizada foi a descritiva-qualitativa, cujos métodos de coleta de dados foram entrevistas semiestruturadas com seis mulheres negras e observação participante de ações e atividades do movimento Dandara do Sisal. As entrevistadas relataram o racismo, a discriminação e o preconceito raciais que sofreram em suas trajetórias em diferentes espaços e instituições sociais: família, escola, universidade/faculdade, mercado de trabalho, dispositivos de saúde pública etc. Ser vítima de tais violências reflete negativamente na identidade negra, autoestima, subjetividade e saúde mental das atrizes sociais. Elas descreveram o sofrimento psíquico da exclusão social e a importância de estarem em movimento como estratégias de fortalecimento mental e enfrentamento ao racismo. Entende-se a Psicologia, enquanto ciência e profissão, como importante na luta antirracista, pois as consequências deletérias do racismo ameaçam a saúde mental e as subjetividades das mulheres e população negras.(AU)


Abstract This article discusses the consequences of racism on the mental health of black women members of the Dandara of Sisal Black Women Movement (MMNDS), which acts in the territory of Sisal, Bahia. The intersection of race and gender has fostered the movement's creation due to the gender impacting racism and the race affecting the sexism; as well as the fact that black women are victim of racism and sexism since the period of slavery. The methodological approach was qualitative and descriptive, with data collection methods by semi-structured interviews with six black women activists and participant observation of the Dandara of Sisal movement actions and activities. The women reported the racism, racial discrimination and prejudice that they suffered in their lives in different spaces and social institutions: family, school, university, job market, public health mechanisms etc. Being victim of such violence reflects negatively on the black identity, self-esteem, subjectivity, and mental health of these social actresses. They described the psychic suffering of social exclusion and the importance of being in the movement as strategies for mental empowerment and fight against the racism. Psychology is understood, as science and profession, as important in the anti-racist cause, since the deleterious effects of racism threaten the mental health and the subjectivity of black women and people.(AU)


Resumen Este texto se centra en las consecuencias del racismo en la salud mental de las mujeres negras miembros del Movimiento de Mujeres Negras Dandara do Sisal (MMNDS) que actúan en el Territorio do Sisal, en Bahía (Brasil). La intersección entre raza y género ha fomentado la organización del movimiento, ya que el género influye en el racismo, y el color en el machismo, además de que las mujeres negras han sido objeto de racismo y sexismo desde el período de la esclavitud. El enfoque metodológico utilizado fue descriptivo y cualitativo, para la recolección de datos se aplicaron entrevistas semiestructuradas con seis mujeres negras y la observación participante de acciones y actividades del movimiento Dandara do Sisal. Las entrevistadas denunciaron racismo, discriminación y discriminación racial, que sufrieron en sus trayectorias en diferentes espacios e instituciones sociales: familia, escuela, universidad/colegio, mercado laboral, dispositivos de salud pública, etc. Ser víctima de este tipo de violencia refleja negativamente en la identidad negra, la autoestima, la subjetividad y la salud mental de las actrices sociales. Las militantes describieron el sufrimiento psíquico de la exclusión social y la importancia de estar en un colectivo como estrategia para el fortalecimiento mental y la lucha contra el racismo. Se entiende que la Psicología, mientras ciencia y profesión, es importante en la lucha antirracista, ya que las consecuencias nocivas del racismo amenazan la salud mental y las subjetividades de las mujeres negras y la población negra.(AU)


Subject(s)
Humans , Female , Mental Health , African Continental Ancestry Group , Racism , Psychology , Socioeconomic Factors , Violence , Women , Family , Color , Feminism , Sexism , Social Discrimination , Enslavement , Androcentrism , Empowerment
5.
Psicol. ciênc. prof ; 42: e229977, 2022.
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1356595

ABSTRACT

Resumo Neste estudo, apresentamos um relato de pesquisa acerca de uma psicologia da diferença nas relações raciais, a fim de cartografar processos de subjetivação das relações raciais na formação da(o) psicóloga(o) e sua interface com a atuação profissional. Como métodos de pesquisa, utilizamos a cartografia, a participação observante, um círculo de cultura e duas rodas de conversa para produzir narrativas, relato e escrita de si em diário cartográfico. Para discussão e análise, realizamos um exercício ético-estético-poético e político, operando com ferramentas-conceitos da esquizoanálise e da epistemologia da decolonização. Como política dessa invenção, considera-se que: a) o pesquisador devém analisador/testemunha do lugar de fala das mulheres negras que compõem a cartografia a partir de sua representatividade; b) a presença de um número reduzido de negras(os) nos cursos da área da saúde é efeito da colonização da academia; c) a implicação ético-política da(o) psicóloga(o) emerge como dispositivo de enfrentamento ao racismo institucional; e que d) um movimento estudantil menor, ao devir comum minoritário, rompe com o instituído e instaura, de modo criativo, discussões que suscitam o debate em torno da psicologia nas relações raciais e de situações-problema que emergem do dispositivo interseccionalidade.(AU)


Abstract This study presents a research report about a psychology of the difference in race relations, aiming to map the subjectivation processes of race relations in the psychologist's training and their interface with the professional performance. We used cartography, observant participation, a culture circle, and two conversation circles for narrative production, self-reporting and writing in a cartographic diary as a research method. For the discussion and analysis, we conducted an ethical-aesthetic-poetic and political exercise, operating tools-concepts of schizoanalysis and the epistemology of decolonization. As a policy of this invention: a) the researcher becomes an analyzer/witness of the place of speech of black women who make up cartography from their representativeness; b) the presence of a small number of black women in health courses is an effect of the academy colonization; c) the ethical-political implication of the psychologist emerges as a device to confront institutional racism; and d) a smaller student movement becoming the common minority breaks with the instituted, creatively instituting discussions that open the debate about psychology in race relations and problem situations that emerge from the intersectionality device.(AU)


Resumen En este estudio, presentamos un informe de investigación sobre la psicología de la diferencia en las relaciones raciales, con el objetivo de mapear los procesos de subjetivación de las relaciones raciales en la formación del/la psicólogo/a y su interfaz con la práctica profesional. Como método de investigación, utilizamos la cartografía, la participación observadora, el círculo cultural y círculos de conversación para producir narrativa, relatos y escritura de sí en un diario cartográfico. Para la discusión y análisis, realizamos un ejercicio ético-estético-poético y político, operando herramientas y conceptos del esquizoanálisis y la epistemología de la decolonización. Como política de esta invención se considera que: a) el investigador se convierte en un analizador/testigo del lugar de habla de las mujeres negras que componen la cartografía desde su representatividad; b) la presencia de un pequeño número de negras/os en cursos de salud es resultado de la colonización de la academia; c) la implicación ético-política del/la psicólogo/a surge como un dispositivo para enfrentar el racismo institucional; y que d) un movimiento estudiantil más pequeño con el devenir común de la minoría rompe con lo establecido, instituyendo creativamente discusiones sobre la psicología en las relaciones raciales y las situaciones problemáticas que surgen del dispositivo de interseccionalidad.(AU)


Subject(s)
Humans , Female , Psychology , Social Desirability , Speech , Geographic Mapping , Racism , Health of Ethnic Minorities , Professional Practice , Race Relations , Teaching , World Health Organization , Health , Policy , 59896 , Movement
6.
Rev. Bras. Cancerol. (Online) ; 68(1)jan./fev./mar. 2022.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1371163

ABSTRACT

A relação entre raça (e etnicidade) e adoecimento no Brasil é bastante sólida e evidente. A cor da pele de um indivíduo influencia significativamente na sua vida, no seu adoecimento e morte. Como exemplo atual sobre o tema, cabe mencionar a relação entre a mortalidade da doença pelo coronavírus 2019 (do inglês, coronavirus disease 2019 - covid-19) e a raça, cuja população de pretos tem uma taxa de mortalidade mais alta do que os brancos


Subject(s)
Humans , Male , Female , Tobacco , Tobacco Use Disorder , Tobacco Use Disorder/ethnology , Ethnic Groups , Racism , Tobacco Use , Brazil
7.
Psicol. soc. (Online) ; 34: e246174, 2022.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1365280

ABSTRACT

Resumo Este estudo teve como objetivo compreender as vivências de racismo e homofobia narradas por um jovem negro, gay e filho de família inter-racial, e as repercussões em sua constituição psíquica. Estudo qualitativo, transversal e exploratório, tendo como delineamento metodológico o estudo de caso. Foi utilizada entrevista em profundidade, cujos conteúdos foram submetidos à análise temática indutiva e interpretados à luz do referencial teórico dos estudos de raça e subjetividade, sob um olhar interseccional. Os resultados obtidos permitiram identificar efeitos emocionais dos atravessamentos entre racismo estrutural e homofobia, cujas repercussões psíquicas levaram a processos de embranquecimento, negação da identidade racial, comprometimento da autoestima e objetificação do corpo do homem negro homossexual. Refletiu-se, por fim, sobre a necessidade da formação de profissionais de psicologia em questões étnico-raciais, para adequado manejo de tais demandas e não reprodução de violência discriminatória.


Resumen Este estudio tuvo como objetivo comprender las experiencias de racismo y homofobia narradas por un joven gay negro e hijo de una familia interracial, y las repercusiones en su constitución psíquica. Estudio cualitativo, transversal y exploratorio, con un diseño metodológico de estudio de caso. Se utilizó una entrevista en profundidad, cuyos contenidos fueron sometidos a análisis temático inductivo e interpretados a la luz del marco teórico de los estudios de raza y subjetividad, bajo una perspectiva interseccional. Los resultados obtenidos permitieron identificar efectos emocionales de cruces entre racismo estructural y homofobia, cuyas repercusiones psíquicas llevaron a procesos de blanqueamiento, negación de la identidad racial, autoestima comprometida y objetivación del cuerpo del hombre negro homosexual. Finalmente, reflexionó sobre la necesidad de formar profesionales en Psicología en temas étnico-raciales, a fin de atender adecuadamente tales demandas y no reproducir la violencia discriminatoria.


Abstract This study aimed to understand the experiences of racism and homophobia narrated by a young black gay man and son of an interracial family, and the repercussions on his psychic constitution. This is a qualitative, cross-sectional, exploratory study, with the case study as a methodological design. An in-depth interview was used, whose contents were subjected to inductive thematic analysis and interpreted in the light of the theoretical framework of race and subjectivity studies, under an intersectional perspective. The results obtained allowed to identify emotional effects of crossings between structural racism and homophobia, whose psychic repercussions led to whitening processes, denial of racial identity, compromised self-esteem and objectification of the black homosexual male body. Finally, it reflected on the need to train psychology professionals in ethnic-racial issues, in order to properly handle such demands and not reproducing discriminatory violence.


Subject(s)
Race Relations , Homosexuality , Family Relations , Racism/psychology , Psychological Distress , Narration
8.
Psicol. soc. (Online) ; 34: e256057, 2022.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1365279

ABSTRACT

Resumo A partir de reflexões que analisam o racismo como elemento estruturante do Brasil e de algumas teorias criminológicas, buscamos neste artigo analisar de que forma as questões raciais operam no sistema de justiça criminal. Seguimos os rastros de duas decisões jurídicas que, ao sinalizarem que um réu branco "não possui o estereótipo padrão de bandido" (Tribunal de Justiça de São Paulo [TJSP], 2016) e que um réu negro é "seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça" (Tribunal de Justiça do Paraná [TJPR], 2020), apontaram explicitamente o componente racial como critério de diferenciação. A análise desse mecanismo revela um continuum de práticas e equipamentos, como em abordagens policiais e audiências de custódias, que fixam o sujeito negro no lugar de suspeição e perigo.


Resumen A partir de reflexiones que analizan el racismo como elemento estructurante en Brasil y de algunas teorías criminológicas, buscamos en este artículo analizar cómo operan las cuestiones raciales en el sistema de justicia penal. Seguimos el rastro de dos decisiones judiciales que, al señalar que un acusado blanco "no tiene el estereotipo estándar de un criminal" (Tribunal de Justiça de São Paulo [TJSP], 2016) y que un acusado negro es "seguramente miembro del grupo criminal, en razón de su raza" (Tribunal de Justiça do Paraná [TJPR], 2020), señalaron explícitamente el componente racial como criterio de diferenciación. El análisis de este mecanismo revela un continuo de prácticas y equipamientos, como en los acercamientos policiales y audiencias de custodia, que fijan al sujeto negro en el lugar de la sospecha y el peligro.


Abstract Based on reflections that analyze racism as a structuring element in Brazil and on some criminological theories, we seek to analyze how racial issues operate in the criminal justice system. We followed the trail of two legal decisions that, by signaling that a white defendant "does not have the standard stereotype of a criminal" (Tribunal de Justiça de São Paulo [TJSP], 2016) and that a black defendant is "surely a member of the criminal group, because of his race" (Tribunal de Justiça do Paraná [TJPR], 2020) they explicitly pointed to the racial component as a criterion of differentiation. The analysis of this mechanism reveals a continuum of practices and equipment, as in police approaches and custody hearings, which fix the black subject in the place of suspicion and danger.


Subject(s)
Police , Criminal Law/history , Judicial Decisions , Justice Administration System , Racism , Race Relations
11.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 38(1): e00341920, 2022. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1355978

ABSTRACT

Resumo: Pretos e pardos apresentam grandes desvantagens de saúde, possuem menores chances de ascensão na hierarquia social no curso de vida e menores níveis socioeconômicos do que brancos como resultado do racismo estrutural. Entretanto, pouco se sabe sobre o papel mediador da mobilidade intergeracional na associação entre racismo e saúde. O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre racismo e a autoavaliação de saúde, e verificar em que medida a mobilidade social intergeracional media essa associação. Estudo transversal realizado com dados de 14.386 participantes da linha de base (2008-2010) do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Escolaridade materna, escolaridade do participante, classe sócio-ocupacional do chefe de família e classe sócio-ocupacional do participante compuseram os indicadores de mobilidade social intergeracional (educacional e sócio-ocupacional). Modelos de regressão logística foram utilizados. A prevalência de autoavaliação de saúde ruim foi de 15%, 24% e 28% entre brancos, pardos e pretos, respectivamente. Após ajustes por idade, sexo e centro de investigação foram encontradas maiores chances de autoavaliação de saúde ruim entre pretos (OR = 2,15; IC95%: 1,92-2,41) e pardos (OR = 1,82; IC95%: 1,64-2,01) quando comparados aos brancos. A mobilidade educacional e sócio-ocupacional intergeracional mediaram, respectivamente, 66% e 53% da associação entre a raça/cor e autoavaliação de saúde ruim em pretos, e 61% e 51% em pardos, respectivamente. Resultados confirmam a iniquidade racial na autoavaliação de saúde e apontam que a mobilidade social intergeracional desfavorável é um importante mecanismo para explicar essa iniquidade.


Resumen: Negros y mulatos presentan grandes desventajas de salud, poseen menores oportunidades de ascensión en la jerarquía social en el trascurso de su vida, y menores niveles socioeconómicos que los blancos, como resultado del racismo estructural. No obstante, poco se sabe sobre el papel mediador de la movilidad intergeneracional en la asociación entre racismo y salud. El objetivo de este estudio fue investigar la asociación entre racismo y autoevaluación de salud, así como verificar en qué medida la movilidad social intergeneracional interfiere en esa asociación. Se trata de un estudio transversal, realizado con datos de 14.386 participantes de la base de referencia (2008-2010) del Estudio Longitudinal de Salud de Adultos (ELSA-Brasil). La escolaridad materna, del participante, clase socio-ocupacional del jefe de familia y clase socio-ocupacional del participante compusieron los indicadores de movilidad social intergeneracional (educacional y socio-ocupacional). Se utilizaron modelos de regresión logística. La prevalencia de autoevaluación de mala salud fue de 15%, 24% y 28% entre blancos, mulatos/mestizos y negros, respectivamente. Tras los ajustes por edad, sexo y centro de investigación, se encontraron mayores oportunidades de autoevaluación de mala salud entre negros (OR = 2,15; IC95%: 1,92-2,41) y mulatos/mestizos (OR = 1,82; IC95%: 1,64-2,01), cuando se compara con los blancos. La movilidad educacional y socio-ocupacional intergeneracional mediaron, respectivamente, 66% y 53% de la asociación entre raza/color y autoevaluación de mala salud en negros, y 61% y 51% en mulatos/mestizos, respectivamente. Los resultados confirman la inequidad racial en la autoevaluación de salud y apuntan que la movilidad social intergeneracional desfavorable es un importante mecanismo para explicar esa inequidad.


Abstract: Blacks and Browns have major health disadvantages, are less likely to rise in the social hierarchy throughout the course of life, and pertain to lower socioeconomic levels than Whites as a result of structural racism. However, little is known about the mediating role of intergenerational mobility in the association between race/skin color and health. The aim of the present study was to investigate the association between racism and self-rated health and to verify to what extent intergenerational social mobility mediates this association. This was a cross-sectional study conducted with data from 14,386 participants from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) baseline (2008-2010). Maternal education, education of the participant, socio-occupational class of the head of household, and socio-occupational class of the participant were used in the indicators of intergenerational social mobility (educational and socio-occupational). Logistic regression models were used. The prevalence of poor self-rated health was 15%, 24%, and 28% among Whites, Browns, and Blacks, respectively. After adjustments for age, sex, and research center, greater chances of poor self-rated health were found among Blacks (OR = 2.15; 95%CI: 1.92-2.41) and Browns (OR = 1.82; 95%CI: 1.64-2.01) when compared to Whites. Intergenerational educational and socio-occupational mobility mediated, respectively, 66% and 53% of the association between race/color and poor self-rated health in Blacks, and 61% and 51% in Browns, respectively. Results confirm racial iniquity in self-rated health and point out that unfavorable intergenerational social mobility is an important mechanism to explain this iniquity.


Subject(s)
Humans , Adult , Social Mobility , Racism , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Longitudinal Studies
12.
Trab. Educ. Saúde (Online) ; 20: e00332163, 2022. graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1357487

ABSTRACT

Resumo Este artigo tem como objetivo analisar um subproduto inesperado encontrado na pesquisa de dissertação de mestrado intitulada A cor da violência obstétrica. Chamou a atenção dentre os dados levantados nas entrevistas que 86% das mulheres brancas puderam ter acompanhante de livre escolha em algum momento da internação para o parto. Entre as negras entrevistadas, somente 33% obtiveram autorização para exercer este mesmo direito garantido pela lei nº 11.108 de 2005. A justificativa utilizada pelos serviços de saúde para as mulheres que tiveram o direito a acompanhante negado foi a implementação de protocolos de controle e prevenção em relação à pandemia de Covid-19. Nas maternidades em que estas gestantes se internaram para o parto, não houve proibição irrestrita da presença de acompanhante durante a hospitalização. As instituições analisavam caso a caso. Esta avaliação subjetiva, sem critérios definidos, apresentou um viés racial na seletividade. Essas violações dos direitos das parturientes podem ser caracterizadas como racismo obstétrico.


Abstract This article aims to analyze an unexpected by-product found in the master's dissertation research entitled The color of obstetric violence. Among the data collected in the interviews, it was noteworthy that 86% of white women could have a companion of their own choice at some point during hospitalization for childbirth. Among the black women interviewed, only 33% were authorized to exercise this same right guaranteed by Law No. 11,108 of 2005. The justification used by the health services for women who were denied the right to a companion was the implementation of control and prevention protocols in regarding the COVID-19 pandemic. In maternity hospitals where these pregnant women were hospitalized for childbirth, there was no unrestricted prohibition on the presence of a companion during hospitalization. Institutions analyzed case by case. This subjective evaluation, without defined criteria, showed a racial bias in selectivity. These violations of the rights of parturient women can be characterized as obstetric racism.


Resumen Este artículo tiene como objetivo analizar un subproduto inesperado que se encontró en la investigación de una tesis de maestría titulada El color de la violencia obstétrica. Llamó la atención entre los datos recogidos en las entrevistas que el 86% de las mujeres blancas pudieron tener un acompañante de su elección en algún momento del internamiento para el parto. Entre las mujeres negras entrevistadas, solamente el 33% obtuvieron autorización para ejercer este mismo derecho garantizado por la Ley 11.108 de 2005. La justificativa utilizada por los servicios de salud para las mujeres que tuvieron negado el derecho a un acompañante fue la implementación de protocolos de control y prevención relacionados a la pandemia del Covid-19. En las maternidades donde estas gestantes se internaron para el parto, no hubo una prohibición irrestricta de la presencia de un acompañante durante la hospitalización. Las instituciones analizavan caso por caso. Esta evaluación subjetiva, sin criterios definidos, presentó un sesgo racial en la selectividad. Estas violaciones de los derechos de las parturientas se pueden caracterizar como racismo obstétrico.


Subject(s)
Humans , Racism , COVID-19 , Women's Health Services , Pregnant Women , Hospitalization
13.
Psicol. soc. (Online) ; 34: e237658, 2022.
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1365282

ABSTRACT

Resumo A partir da análise do preenchimento do quesito raça/cor do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), realizado por entrevistadoras sociais em um Centro de Referência de Assistência Social, este artigo objetiva discutir o tensionamento racial presente no campo da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Assumindo uma política investigativa pautada nos estudos da Ciência, Tecnologia e Sociedade e da Teoria Ator-Rede, utilizamos o registro de diários de campo como ferramenta à produção de dados sobre o referido preenchimento. Nesse percurso, assinalamos que o racismo brasileiro e as ambiguidades ligadas ao quesito raça/cor se atualizam no preenchimento do CadÚnico, implicando diferentes performances à produção da autodeclaração racial. Frente a isso, a compreensão das questões raciais nos processos socioterritoriais e subjetivos, que atravessam os serviços da PNAS, é fundamental ao desenvolvimento de práticas ao exercício da cidadania que não corroborem com manutenção da desigualdade racial brasileira.


Resumen A partir del análisis del llenado de la pregunta raza/color del Registro Único de Programas Sociales del Gobierno Federal (CadÚnico), realizado por entrevistadores sociales en un Centro de Referencia de Asistencia Social, este artículo tiene como objetivo discutir la tensión racial presente en la Política Nacional de Asistencia Social (PNAS). Asumiendo una política de investigación basada en los estudios de Ciencia, Tecnología y Sociedad y la Teoría Actor-Red, utilizamos el registro de diarios de campo como herramienta para la producción de datos sobre dicho relleno. De esta manera, señalamos que el racismo brasileño y las ambigüedades relacionadas con la raza/color se actualizan en el llenado del CadÚnico, lo que implica diferentes actuaciones en la producción de la autodeclaración racial. Así, la comprensión de las cuestiones raciales en los procesos socio-territoriales y subjetivos que atraviesan los servicios del PNAS es fundamental para el desarrollo de prácticas para el ejercicio de la ciudadanía que no corroboren el mantenimiento de la desigualdad racial en Brasil.


Abstract Based on the analysis of the filling out of the race/color question of the Federal Government Registry for the Social Programs (CadÚnico), carried out by social interviewers at a Social Assistance Reference Center, this article aims to discuss the racial tension present in the field of National Social Assistance Policy (PNAS). Assuming an investigative policy based on the studies of Science, Technology and Society and the Actor-Network Theory, we used field diaries registers as a tool for the production of data on the aforementioned filling. We point out that Brazilian racism and the ambiguities related to race/color are updated in filling out the CadÚnico, implying different performances in the production of racial self-declaration. In this view, the understanding of racial issues in the socio-territorial and subjective processes that cross the PNAS services is fundamental to the development of practices for the exercise of citizenship that do not corroborate the maintenance of Brazilian racial inequality.


Subject(s)
Social Work , Color , Social Participation , Racism , Social Programs , Research , Registries
14.
Rev. Esc. Enferm. USP ; 56: e20210363, 2022.
Article in English, Portuguese | LILACS, BDENF | ID: biblio-1365411

ABSTRACT

ABSTRACT Objective: To recognize the actions related to race/color developed in the care process of the black child and adolescent population of a Psychosocial Care Center for children and adolescents in Brazil. Method: This is a study with a qualitative approach focusing on the three-dimensional racism framework. Data were collected through active medical records and interviews with reference professionals. The results were categorized and thematized through content analysis and the following themes were found: typology of child violence, identification of racism, the school, access to black culture and representativeness. This study obtained ethical approval. Results: The race/color question in the face of violation of fundamental rights of black children/adolescents contributes to the understanding of racism as a social determinant of mental health. Actions to empower the black population include the insertion of the race-color question as an analytical and procedural category in the Singular Therapeutic Projects, as an integral practice of multiprofessional teams work process. Conclusion: It is necessary to invest persistently in the identification and qualification of actions and systematic discussions to face the psychosocial effects of racism.


RESUMEN Objetivo: Reconocer las acciones relacionadas a la cuestión raza/color desarrolladas en el proceso de cuidado de la población infantojuvenil negra de un Centro de Atención Psicosocial infantojuvenil en Brasil (CAPSij). Método: Investigación de abordaje cualitativo con enfoque en el referencial del racismo tridimensional. Los datos fueron recolectados a través de los historiales activos y entrevistas con profesionales de referencia. Los resultados fueron categorizados y tematizados por medio de análisis de contenido y se hallaron los siguientes temas: tipología de la violencia infantil, identificación del racismo, la escuela, acceso a la cultura negra y representatividad. Este estudio obtuvo aprobación ética. Resultados: La cuestión raza/color frente a la violación de derechos fundamentales del niño/adolescente negro contribuye para la comprensión del racismo como determinante social de salud mental. Las acciones de empoderamiento de la población negra abarcan la inserción de la cuestión raza/color como categoría analítica y procesual en los Proyectos Terapéuticos Singulares, como práctica integrante del proceso de trabajo de los equipos multiprofesionales. Conclusión: Es necesario invertir persistentemente en la identificación y en la cualificación de acciones y debates sistemáticos para enfrentar los efectos psicosociales del racismo.


RESUMO Objetivo: Reconhecer as ações relacionadas ao quesito raça/cor desenvolvidas no processo de cuidado da população infantojuvenil negra de um Centro de Atenção Psicossocial infantojuvenil no Brasil. Método: Pesquisa de abordagem qualitativa com enfoque no referencial do racismo tridimensional. Os dados foram coletados por meio dos prontuários ativos e entrevistas com profissionais de referência. Os resultados foram categorizados e tematizados por meio de análise de conteúdo e encontraram-se os seguintes temas: tipologia da violência infantil, identificação do racismo, a escola, acesso à cultura negra e representatividade. Este estudo obteve aprovação ética. Resultados: O quesito raça/cor frente à violação de direitos fundamentais da criança/adolescente negro contribui para a compreensão do racismo enquanto determinante social de saúde mental. As ações de empoderamento da população negra perpassam pela inserção do quesito raça-cor como categoria analítica e processual nos Projetos Terapêuticos Singulares, como prática integrante do processo de trabalho das equipes multiprofissionais. Conclusão: É preciso investir persistentemente na identificação e na qualificação de ações e discussões sistemáticas para enfrentar os efeitos psicossociais do racismo.


Subject(s)
Community Mental Health Centers , Racism , Child , Adolescent , Intersectoral Collaboration
15.
Licere (Online) ; 24(2): 147-172, 20210630. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1281359

ABSTRACT

A discussão sobre o racismo no Brasil é um tema relevante e atual, sendo enfrentado cotidianamente pelos afro-brasileiros. No cenário futebolístico não é diferente e este artigo ocupa-se a fazer uma revisão sistemática qualitativa das produções sobre o negro no futebol brasileiro, publicadas em periódicos científicos com escopo na Educação Física que, no Qualis/Capes do quadriênio 2013-2016, foram classificadas pela área 21 no extrato B2 ou superior. Divididos em cinco temáticas, encontrou-se resultados específicos: os jogos, Preto X Branco buscaram reforçar a integração racial; a imprensa negra atuava no combate ao racismo; a culpa do jogador negro, Barbosa, na derrota de 1950 não se deveu às análises esportivas à época; a cultura negra como atributo fundamental no estilo brasileiro de jogar; por fim, a discriminação racial no meio é uma prática recorrente e as autoridades pouco têm feito para combatê-lo.


Racism in Brazil is a relevant and current discussion, being faced daily by the Afro-Brazilians. As it also happens in the football scenario, this article engages a systematic qualitative review of the scientific productions concerning black people in Brazilian soccer published in academic journals focused on Physical Education, classified in area 21, stratum B2 or higher in Qualis/Capes four-year period 2013-2016. Five subjects compose the specific results found: first, the Black X White games sought to reinforce racial integration; second, the black press acted to fight racism; third, Barbosa's fault, a black player, in 1950's defeat was not due to sports analyses at the time. Fourth, black culture is a fundamental attribute to the Brazilian play style, and lastly, racial discrimination in this environment is an iterant practice, and authorities have done little to fight it.


Subject(s)
Soccer , Sports , Racism
16.
Licere (Online) ; 24(4): 238-261, dez.2021.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1354036

ABSTRACT

O objetivo deste artigo é problematizar as denúncias de discriminação racial que ocorreram no futebol profissional entre os anos de 2014 e 2020. Tomaremos como base as sete edições anuais do Relatório da Discriminação Racial no Futebol. Neste período, foram acompanhados 265 casos de incidentes raciais no futebol brasileiro que serão avaliados a seguir em quatro tópicos: quem foi acusado; quem sofreu; qual foi a acusação e qual o desfecho do caso. Os dados apontam que os estádios são os locais em que predominantemente ocorrem os episódios de racismo, os torcedores são os principais ofensores, os jogadores as principais vítimas das injúrias, em que predomina a inclinação das pessoas negras ao mundo animal. Tais denúncias não têm maiores desdobramentos, nem penalidades quer na esfera esportiva, ou civil.


The purpose of this article is to discuss the allegations of racial discrimination that occurred in professional football from 2014 to 2020. We will build on the seven annual editions of the Racial Discrimination in Football Report. During this period, 265 cases of racial incidents in Brazilian football were monitored, which will be evaluated below in four topics: who was accused; who suffered; what was the charge and what is the outcome of the case. The data show that the stadiums are the places where episodes of racism predominantly occur, the fans are the main offenders, the players are the main victims of injuries in which the inclination of black people to the animal world predominates. Such denunciations have no further consequences, nor penalties either in the sports or civil sphere.


Subject(s)
Soccer , Sports/trends , Racism , Football
17.
Licere (Online) ; 24(4): 742-762, dez.2021.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1363263

ABSTRACT

O presente artigo trata-se de um ensaio que busca articular negritude, identidade e dança como elementos constituintes e propulsores de práticas emancipadoras no âmbito da educação social e do lazer. O intuito foi explicitar a potencialidade que o ensino de danças de matriz afrodiaspórica têm ao serem abordadas em projetos educacionais socioculturais como mecanismo de empoderamento, valorização e identidade cultural junto a comunidades periféricas, em situação de vulnerabilidade social e cujos membros, em sua maioria, são negros. O ensino de dança em projetos socioculturais cresceu de forma vertiginosa nos últimos vinte anos no Brasil. Há uma evidente carência de dados para uma análise desse fato, o que dificulta a percepção da ampliação, da diversificação e do fortalecimento dessas alternativas de espaço para ensino/aprendizagem de danças que possibilitam tecnologias de resistência, sobrevivência e transformação na luta antirracista.


This article is an essay that seeks to articulate blackness, identity and dance as constituent elements and drivers of emancipatory practices in the context of social education and leisure. The aim was to clarify the potential that the teaching of aphrodiasporic dances have when addressed in sociocultural educational projects as a mechanism for empowerment, appreciation and cultural identity with peripheral communities, in a situation of social vulnerability and whose members, in their majority, are black people. The teaching of dance in sociocultural projects has grown dramatically over the last twenty years in Brazil. There is an evident lack of data for an analysis of this fact, which makes it difficult to perceive the expansion, diversification and strengthening of these alternative spaces for teaching/learning dances that enable technologies of resistance, survival and transformation in the anti-racist struggle.


Subject(s)
Humans , Physical Education and Training , Social Values , Cultural Factors , Dancing/education , African Continental Ancestry Group/ethnology , Racism/prevention & control , Empowerment
18.
J. psicanal ; 54(101): 73-88, jul.-dez. 2021. ilus
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1350992

ABSTRACT

Este artigo propõe reflexões sobre o sofrimento psíquico no contexto universitário, destacando a problemática do racismo com base em uma vinheta clínica. Como referencial teórico diante de tal tarefa utilizaremos as contribuições das teorias psicanalíticas de grupo, particularmente o pensamento do psicanalista francês René Kaës. O acesso ao ensino superior para algumas camadas sociais não se dá sem a existência de diversas barreiras que afetam as condições de pertencimento efetivo à universidade, tais barreiras incluem questões relativas a classe, raça e gênero. A partir da experiência apresentada, propomos uma problematização que posiciona o racismo brasileiro no campo do pacto denegativo. A invisibilização do debate em relação à questão da cor da pele juntamente com a suposta democracia racial no Brasil se constituem em mecanismos que sustentam o racismo institucional no país.Dessa forma, entendemos que a luta contra o racismo demanda o rompimento do pacto de silêncio e do imobilismo que o sustenta.


This article proposes reflections on psychic suffering in the university context, highlighting the problem of racism. Our theoretical framework is based on the contributions of Group Psychoanalytic Theories, particularly the thinking of René Kaës. For some social layers, the university access does not take place without the existence of several barriers that affect the conditions of effective belonging. Such barriers include issues relating to class, race and gender. By presenting a clinical experience, we aim to problematize racism within the denegative pact. The invisibility of the debate regarding the issue of skin color along with our supposed racial democracy: those are the mechanisms that support institutional racism in Brazil. Thus, the fight against racism demands the breaking of the pact of silence and the immobility that sustains it.


Este artículo propone reflexiones sobre el sufrimiento psíquico en el contexto universitario, destacando el problema del racismo desde una viñeta clínica. Como referencia teórica a esta tarea utilizaremos las contribuciones de las Teorías Psicoanalíticas de Grupo, en particular el pensamiento del psicoanalista francés René Kaës. El acceso a la educación superior para algunos estratos sociales no se da sin la existencia de varias barreras que afectan las condiciones de pertenencia efectiva a la universidad; esas barreras incluyen cuestiones de clase, raza y género. A partir de la experiencia presentada, proponemos una problematización que coloca el racismo brasileño en el campo del pacto denegativo. La invisibilidad del debate sobre el tema del color de la piel frente a la supuesta democracia racial en Brasil son mecanismos que sustentan el racismo institucional en el país. De esta manera, entendemos que la lucha contra el racismo exige la ruptura del pacto de silencio y la inmovilidad que lo sustenta.


Cet article propose des réflexions sur la souffrance psychique en contexte universitaire, mettant en lumière le problème du racisme à partir d'une vignette clinique. Comme cadre théorique à cette tâche, nous utiliserons les apports des théories psychanalytiques de groupe, en particulier la pensée du psychanalyste français René Kaës. L'accès à l'enseignement supérieur pour certaines classes sociales ne se fait pas sans l'existence de plusieurs obstacles qui affectent les conditions d'appartenance effective à l'université; ces obstacles comprennent des questions de classe, de race et de sexe. Sur la base de l'expérience présentée, nous proposons une problématisation qui place le racisme brésilien dans le champ du pacte denégatif. L'invisibilité du débat sur la question de la couleur de la peau face à la prétendue démocratie raciale au Brésil constitue un mécanisme qui entretiennent le racisme institutionnel dans le pays. Ainsi, nous comprenons que la lutte contre le racisme exige la rupture du pacte du silence et de l'immobilité qui le soutient.


Subject(s)
Universities , Universities , Racism
19.
J. psicanal ; 54(101): 271-280, jul.-dez. 2021. ilus
Article in Portuguese | LILACS, INDEXPSI | ID: biblio-1351005

ABSTRACT

O artigo objetiva suscitar reflexões críticas sobre o racismo estrutural e institucional no contexto das instituições psicanalíticas, uma vez que verificamos a ausência quase absoluta da população negra nestes ambientes, apesar do número expressivo de afrodescendentes no território brasileiro. Pretende igualmente interrogar como essas instituições têm se mobilizado a respeito desse tema e do debate, cada vez mais necessários, considerando a urgência dessa discussão e de ações que garantam o acesso deste grupo social população negra à formação psicanalítica. O texto visa sobretudo estimular os psicanalistas a repararem a desigualdade que vem se perpetuando, ao longo do processo histórico dessas instituições, ocasionado pelo apagamento e silenciamento sobre o tema.


The article aims to raise critical reflections on structural and institutional racism in the context of psychoanalytic institutions, since we verified the almost absolute absence of the black population in these environments, despite the expressive number of Afro-descendants in the Brazilian territory. It also intends to question how these institutions have mobilized about this theme and the debate, which are increasingly necessary, considering the urgency of this discussion and actions that guarantee the access of this social group of black population to psychoanalytic training. The text aims above all to encourage psychoanalysts to repair the inequality that has been perpetuated throughout the historical process of these institutions, caused by the erasure and silence on the subject.


El artículo tiene como objetivo plantear reflexiones críticas sobre el racismo estructural e institucional en el contexto de las instituciones psicoanalíticas, ya que constatamos la ausencia casi absoluta de la población negra en estos entornos, a pesar del expresivo número de afrodescendientes en el territorio brasileño. También se pretende cuestionar cómo estas instituciones se han movilizado sobre este tema y el debate, que son cada vez más necesarios, considerando la urgencia de esta discusión y acciones que garanticen el acceso de este grupo social de población negra a la formación psicoanalítica. El texto pretende sobre todo animar a los psicoanalistas a reparar la desigualdad que se ha perpetuado a lo largo del proceso histórico de estas instituciones, provocada por el borrado y silencio sobre el tema.


L'article vise à soulever des réflexions critiques sur le racisme structurel et institutionnel dans le contexte des institutions psychanalytiques, puisque nous avons vérifié l'absence presque absolue de la population noire dans ces environnements, malgré le nombre expressif d'afro-descendants sur le territoire brésilien. Il entend également interroger comment ces institutions se sont mobilisées autour de cette thématique et du débat, de plus en plus nécessaires, compte tenu de l'urgence de cette réflexion et des actions qui garantissent l'accès de ce groupe social de population noire à la formation psychanalytique. Le texte vise avant tout à inciter les psychanalystes à réparer l'inégalité qui s'est perpétuée tout au long du processus historique de ces institutions, causée par l'effacement et le silence sur le sujet.


Subject(s)
Psychoanalysis , Organizations , Racism , Respect
20.
Ciênc. Saúde Colet ; 26(12): 6017-6026, Dez. 2021.
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1350506

ABSTRACT

Resumo Diante da emergência em saúde pública de importância internacional provocada pela COVID-19, trabalhadores da pesca artesanal, em diálogo com lideranças e acadêmicos brasileiros criaram, em março de 2020, um Observatório sobre os impactos dessa pandemia em comunidades pesqueiras. O objetivo deste artigo é analisar a experiência de vigilância popular da saúde de pescadores e pescadoras através de boletins diários produzidos no Observatório. Trata-se de um processo de monitoramento que possibilitou ampliar o reconhecimento da diversidade de modos de vida das populações vulneráveis que entrelaça saúde, ambiente e trabalho. O estudo utilizou metodologia qualitativa, horizontal e emancipatória e buscou aproximações à prática da ecologia dos saberes, tendo como resultados: construção compartilhada de informações e conhecimentos com base em experiências sociais heterogêneas; prática da ouvidoria coletiva com a valorização de saberes construídos nas lutas sociais; avaliação conjunta de iniquidades em saúde pública, conflitos territoriais e racismo ambiental, estrutural e institucional; orientação das lideranças sociais e captação de recursos através de editais públicos. Revela-se, assim, dinamicidade e horizontalidade de aprendizados com base na solidariedade e emancipação social a partir do interconhecimento.


Abstract Considering the public health emergency of international importance caused by COVID-19, artisanal fishing workers, engaging in a dialogue with Brazilian leaders and scholars, created an Observatory on the impacts of this pandemic on fishing communities in March 2020. The purpose of this article is to analyze the experience of popular surveillance of fishermen and fisherwomen's health through daily reports produced at the Observatory. It is a monitoring process that allowed broadening the recognition of the diversity of vulnerable populations' ways of life that intertwine health, environment and work. The study used a qualitative, horizontal and emancipatory methodology and sought approaches to the practice of the ecology of knowledges, with the following results: shared construction of information and knowledges based on heterogeneous social experiences; practice of collective ombudsman with the appreciation of knowledges built in social struggles); joint assessment of public health inequities, territorial conflicts, and environmental, structural, and institutional racism; guidance of social leaders and fundraising through public notices. Thus, the dynamics and horizontality of learning based on solidarity and social emancipation from inter-knowledge are revealed.


Subject(s)
Humans , Health , COVID-19/epidemiology , Brazil/epidemiology , Knowledge , Racism , SARS-CoV-2
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