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1.
Rev. bras. anestesiol ; 70(6): 605-612, Nov.-Dec. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1155767

ABSTRACT

Abstract Background and objectives Preoperative use of flurbiprofen axetil (FA) is extensively adopted to modulate the effects of analgesia. However, the relationship between FA and sedation agents remains unclear. In this study, we aimed to investigate the effects of different doses of FA on the median Effective Concentration (EC50) of propofol. Methods Ninety-six patients (ASA I or II, aged 18-65 years) were randomly assigned into one of four groups in a 1:1:1:1 ratio. Group A (control group) received 10 mL of Intralipid, and groups B, C and D received 0.5 mg.kg−1, 0.75 mg.kg−1 and 1 mg.kg−1 of FA, respectively, 10 minutes before induction. The depth of anesthesia was measured by the Bispectral Index (BIS). The "up-and-down" method was used to calculate the EC50 of propofol. During the equilibration period, if BIS ≤ 50 (or BIS > 50), the next patient would receive a 0.5 µg.mL−1-lower (or -higher) propofol Target-Controlled Infusion (TCI) concentration. The hemodynamic data were recorded at baseline, 10 minutes after FA administration, after induction, after intubation and 15 minutes after intubation. Results The EC50 of propofol was lower in Group C (2.32 µg.mL−1, 95% Confidence Interval [95% CI] 1.85-2.75) and D (2.39 µg.mL−1, 95% CI 1.91-2.67) than in Group A (2.96 µg.mL−1, 95% CI 2.55-3.33) (p = 0.023, p = 0.048, respectively). There were no significant differences in the EC50 between Group B (2.53 µg.mL−1, 95% CI 2.33-2.71) and Group A (p > 0.05). There were no significant differences in Heart Rate (HR) among groups A, B and C. The HR was significantly lower in Group D than in Group A after intubation (66 ± 6 vs. 80 ± 10 bpm, p < 0.01) and 15 minutes after intubation (61 ± 4 vs. 70 ± 8 bpm, p < 0.01). There were no significant differences among the four groups in Mean Arterial Pressure (MAP) at any time point. The MAP of the four groups was significantly lower after induction, after intubation, and 15 minutes after intubation than at baseline (p < 0.05). Conclusion High-dose FA (0.75 mg.kg−1 or 1 mg.kg−1) reduces the EC50 of propofol, and 1 mg.kg−1 FA reduces the HR for adequate anesthesia in unstimulated patients. Although this result should be investigated in cases of surgical stimulation, we suggest that FA pre-administration may reduce the propofol requirement when the depth of anesthesia is measured by BIS.


Resumo Justificativa e objetivos A administração pré‐operatória de Flurbiprofeno Axetil (FA) é amplamente usada para a modulação da analgesia. No entanto, a relação entre FA e fármacos sedativos permanece obscura. Neste estudo, nosso objetivo foi investigar os efeitos de diferentes doses de FA na Concentração Efetiva mediana (CE50) do propofol. Métodos Noventa e seis pacientes (ASA I ou II, com idades de 18-65 anos) foram alocados aleatoriamente em quatro grupos na proporção de 1:1:1:1. Dez minutos antes da indução, o Grupo A (grupo controle) recebeu 10 mL de Intralipid, enquanto os grupos B, C e D receberam FA na dose de 0,5 mg.kg‐1; 0,75 mg.kg‐1 e 1 mg.kg‐1, respectivamente. A profundidade da anestesia foi medida pelo Índice Bispectral (BIS). O método up‐and‐down foi usado para calcular a CE50 do propofol. Durante o período de equilíbrio, se o valor do BIS fosse ≤ 50 ou BIS > 50, o próximo paciente tinha a infusão de propofol ajustada para uma concentração alvo‐controlada 0,5 µg.mL‐1 inferior ou superior, respectivamente. Os dados hemodinâmicos foram registrados no início do estudo, 10 minutos após a administração de FA, após a indução, após a intubação e 15 minutos após a intubação. Resultados A CE50 do propofol foi menor no Grupo C (2,32 µg.mL‐1, Intervalo de Confiança de 95% [95% IC] 1,85-2,75) e D (2,39 µg.mL‐1, 95% IC 1,91-2,67) do que no Grupo A (2,96 µg.mL‐1; 95% IC 2,55-3,33) (p = 0,023, p = 0,048, respectivamente). Não houve diferenças significantes na CE50 entre o Grupo B (2,53 µg.mL‐1, 95% IC 2,33-2,71) e o Grupo A (p > 0,05). Não houve diferenças significantes na Frequência Cardíaca (FC) entre os grupos A, B e C. A FC foi significantemente menor no grupo D do que no grupo A após a intubação (66 ± 6 vs. 80 ± 10 bpm, p < 0,01) e 15 minutos após a intubação (61 ± 4 vs. 70 ± 8 bpm, p < 0,01). Não houve diferenças significantes entre os quatro grupos na Pressão Arterial Média (PAM) em qualquer momento. A PAM dos quatro grupos foi significantemente menor após a indução, após a intubação e 15 minutos após a intubação do que na linha de base (p < 0,05). Conclusão FA em altas doses (0,75 mg.kg‐1 ou 1 mg.kg‐1) reduz a CE50 do propofol, e 1 mg.kg‐1 de FA reduz a FC durante níveis adequados de anestesia em pacientes não estimulados. Embora esse resultado deva ser investigado na presença de estimulação cirúrgica, sugerimos que a pré‐administração de FA pode reduzir a necessidade de propofol durante anestesia cuja profundidade seja monitorada pelo BIS.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Young Adult , Propofol/administration & dosage , Anti-Inflammatory Agents, Non-Steroidal/administration & dosage , Flurbiprofen/analogs & derivatives , Hypnotics and Sedatives/administration & dosage , Anesthesia , Pain, Postoperative/prevention & control , Phospholipids/administration & dosage , Blood Pressure/drug effects , Soybean Oil/administration & dosage , Drug Administration Schedule , Confidence Intervals , Flurbiprofen/administration & dosage , Elective Surgical Procedures , Electroencephalography/drug effects , Emulsions/administration & dosage , Fat Emulsions, Intravenous/administration & dosage , Remifentanil/administration & dosage , Heart Rate/drug effects , Analgesics, Opioid , Middle Aged
2.
Rev. bras. anestesiol ; 70(5): 464-470, Sept.-Oct. 2020. tab, graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1143954

ABSTRACT

Abstract Introduction and objectives: The incidence of Postoperative Nausea and Vomiting (PONV) after video cholecystectomy is high. Progress in pharmacological PONV prophylaxis includes a new generation of 5-HT3 antagonists. This study aims to assess the effect of the 5-HT3 antagonist in postanesthetic antiemetic management of patients submitted to laparoscopic cholecystectomy with total intravenous anesthesia. Methods: Sixty individuals who underwent video cholecystectomy were randomized into three groups of 20 individuals according to the treatment administered: 0.125 mg of palonosetron (Group 1); 4 mg of ondansetron associated with 4 mg of dexamethasone (Group 2); 4 mg of dexamethasone (Group 3). General intravenous anesthesia was performed with propofol, remifentanil and rocuronium. The group to which the participant belonged was concealed from the investigator who assessed drug effect. PONV was assessed using the Rhodes Scale at 12 and 24 hours after surgery. Rescue medication was 0.655 to 1.5 mg of droperidol. Results: Group 1 presented a lower incidence of PONV and required less rescue medication in the first postoperative hour. There was no significant difference among the three groups regarding PONV incidence in the first 12 postoperative hours. Groups 1 and 2 were superior to Group 3 regarding the control of PONV from 12 to 24 hours, and after rescue medication from 12 to 24 hours. Group 1 showed significantly superior nausea control in the first 12 postoperative hours. Conclusions: The present study showed evidence that palonosetron is superior to the drugs compared regarding a protracted antiemetic effect and less requirement of rescue drugs, mainly related to its ability to completely inhibit the uncomfortable symptom of nausea.


Resumo Justificativa e objetivo: Náuseas e Vômitos no Pós-Operatório (NVPO) têm alta incidência após videocolecistectomia. Avanços na profilaxia farmacológica de NVPO incluem a nova geração de antagonista 5-HT3. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do antagonista 5-HT3 no controle antiemético pós-anestésico em videocolecistectomia com anestesia venosa total. Método: Estudo realizado no HC-UFU (Hospital Terciário). Sessenta indivíduos submetidos a videocolecistectomia foram randomizados em três grupos de igual número, sendo administrados 0,125 mg de palonosetrona (Grupo 1); 4 mg de ondasetrona e 4 mg de dexametasona (Grupo 2); ou 4 mg de dexametasona (Grupo 3). A anestesia geral venosa foi realizada com propofol, remifentanil e rocurônio. O avaliador do efeito da droga desconhecia o grupo ao qual o indivíduo pertencia. NVPO foi avaliada aplicando a Escala de Rhodes após 12 e 24 horas do término da cirurgia. Para resgate terapêutico, foi estabelecido 0,655−1,5 mg de droperidol. Resultado: Observou-se no Grupo 1 menor incidência de NVPO e de resgate terapêutico na primeira hora de PO. Não foi observada diferença significativa entre os três grupos com relação a ocorrência de NVPO nas primeiras 12 horas de pós-operatório. Os grupos 1 e 2 foram superiores ao Grupo 3 no que se refere ao controle de NVPO de 12 a 24 horas e após o resgate de 12−24 horas. Observou-se que o controle de náuseas nas primeiras 12 horas de pós-operatório do Grupo 1 foi significantemente superior. Conclusão: O presente estudo mostrou evidências da superioridade da palonosetrona às demais drogas empregadas no que se refere ao efeito antiemético prolongado e menor necessidade de resgate, principalmente na capacidade de inibir completamente o desconfortável sintoma de náusea.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Young Adult , Cholecystectomy, Laparoscopic/methods , Anesthetics, Intravenous/administration & dosage , Postoperative Nausea and Vomiting/prevention & control , Antiemetics/administration & dosage , Dexamethasone/administration & dosage , Propofol/administration & dosage , Double-Blind Method , Ondansetron/administration & dosage , Rocuronium/administration & dosage , Remifentanil/administration & dosage , Palonosetron/administration & dosage , Middle Aged
3.
Rev. bras. anestesiol ; 70(4): 434-439, July-Aug. 2020. graf
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1137195

ABSTRACT

Abstract Background and objectives When planning the management of a predicted difficult airway, it is important to determine which strategy will be followed. Video laryngoscopy is a major option in scenarios with factors suggesting difficult airway access. It is also indicated in rescue situations, when there is tracheal intubation failure with direct laryngoscopy. The objective of the present report was to show the efficacy of using the video laryngoscope as the first device for a patient with a large tumor that occupied almost the entire anterior portion of the oral cavity. Case report An 85 year-old male patient, 162 cm, 70 kg, ASA Physical Status II, Mallampati IV classification, was scheduled for resection of an angiosarcoma located in the right maxillary sinus that invaded much of the hard palate and the upper portion of the oropharynx. He was conscious and oriented, with normal blood pressure, heart and respiratory rates and, despite the large tumor in the oral cavity, he showed no signs of respiratory failure or airway obstruction. After intravenous cannulation and monitoring, sedation was performed with 1 mg of intravenous midazolam, and a nasal cannula was placed to provide oxygen, with a flow of 2 L min−1. Then, the target-controlled infusion of remifentanil with an effect site concentration of 2 ng mL−1 was initiated, according to Minto's pharmacokinetic model. Ventilation was maintained spontaneously during airway handling. A trans-cricothyroid block was performed, with 8 mL of 1% lidocaine solution injected into the tracheal lumen. Slight bleeding did not prevent the use of an optical method for performing tracheal intubation. The entire oral cavity was sprayed with 1% lidocaine. The McGraph video laryngoscope with the difficult intubation blade was used, and an armored tube with a guide wire inside was used for tracheal intubation, performed on the first attempt with appropriate glottis visualization. Conclusion The video laryngoscope occupies a prominent position in cases in which access to the airway is difficult. In the present case it was useful. It can be used as first choice or as a rescue technique. The video laryngoscope is an appropriate alternative and should be available for facing the ever-challenging difficult airway patient.


Resumo Justificativa e objetivos No planejamento da abordagem a uma via aérea difícil prevista, é importante determinar qual será a estratégia a ser seguida. A videolaringoscopia é uma ótima opção em situações em que existam fatores indicadores de dificuldade de acesso à via aérea. Também é indicada em situações de resgate, quando houve insucesso na tentativa de intubação com a laringoscopia direta. O objetivo deste relato é mostrar a eficácia da utilização do videolaringoscópio como primeiro dispositivo diante de paciente com grande tumor que ocupava quase a totalidade da porção anterior da cavidade oral. Relato do caso Paciente com 85 anos, sexo masculino, 162 cm, 70 kg, estado físico ASA II, classificação de Mallampati IV, foi escalado para a ressecção de um angiossarcoma localizado no seio maxilar direito que invadia grande parte do palato duro e da porção superior da orofaringe. Apresentava-se lúcido, consciente e orientado, com valores de pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória normais e, apesar do grande tumor na cavidade oral, não apresentava qualquer sinal de insuficiência respiratória ou de obstrução das vias aéreas. Após venóclise, foi feita monitorização e sedação com 1 mg de midazolam, por via venosa, e colocado cateter nasal para administração de oxigênio, com fluxo de 2 L.min-1. Em seguida, foi iniciada a infusão alvo-controlada de remifentanil com concentração efeito de 2 ng.mL-1 segundo o modelo farmacocinético de Minto. A ventilação foi mantida em espontânea durante a manipulação da via aérea. Foi realizado bloqueio transcricotireóideo, sendo injetados 8 mL de solução de lidocaína a 1% na luz traqueal. Um pequeno sangramento não impediu que um método óptico fosse utilizado para realizar a intubação traqueal. Toda a cavidade oral recebeu o spray de lidocaína tópica a 1%. Foi utilizado o videolaringoscópio McGraph com a lâmina de intubação difícil, e um tubo aramado com fio guia no seu interior, foi utilizado para a intubação traqueal, que foi realizada na primeira tentativa, com boa visualização da glote. Conclusão O videolaringoscópio ocupa uma posição de destaque nos casos em que o acesso à via aérea é difícil. No presente caso, a sua utilização foi útil. Ele pode ser utilizado como primeira opção ou como técnica de resgate. Nas condições sempre preocupantes diante de um paciente com via aérea difícil, o videolaringoscópio deve estar disponível, constituindo-se uma boa opção.


Subject(s)
Humans , Male , Aged, 80 and over , Mouth Neoplasms/surgery , Intubation, Intratracheal/methods , Laryngoscopy/methods , Hemangiosarcoma/surgery , Video Recording , Laryngoscopes , Remifentanil/administration & dosage , Anesthetics, Local/administration & dosage , Laryngoscopy/instrumentation , Lidocaine/administration & dosage
4.
Rev. bras. anestesiol ; 70(3): 262-270, May-June 2020. tab
Article in English, Portuguese | LILACS | ID: biblio-1137186

ABSTRACT

Abstract Background and objectives: Sedation for endoscopic procedures aims to provide high quality sedation, lower risks, short recovery time, superior recovery quality and absence of side effects, seeking high patient level of satisfaction. The goal of the study was to assess administration of remifentanil combined with propofol regarding the effects of the drug association during sedation and recovery for patients submitted to upper gastrointestinal diagnostic endoscopy. Method: One hundred and five patients were assessed, randomly divided into three groups of 35 patients. The Control Group was sedated with propofol alone. Study Group 1 was sedated with a fixed dose of 0.2 µg.kg−1 remifentanil combined with propofol. Study Group 2 was sedated with 0.3 µg.kg−1 remifentanil combined with propofol. We assessed the quality of sedation, hemodynamic parameters, incidence of significant hypoxemia, time for spontaneous eye opening, post-anesthetic recovery time, quality of post-anesthetic recovery, presence of side effects and patient satisfaction. Results: Study Group 1 showed better quality of sedation. The groups in which remifentanil was administered combined with propofol showed shorter eye-opening time and shorter post-anesthetic recovery time compared to the control group. The three groups presented hemodynamic changes at some of the moments assessed. The incidence of significant hypoxemia, the quality of post-anesthetic recovery, the incidence of side effects and patient satisfaction were similar in the three groups. Conclusions: The combination of propofol with remifentanil at a dose of 0.2 µg.kg−1 was effective in improving the quality of sedation, and at doses of 0.2 µg.kg−1 and 0.3 µg.kg−1 reduced the time to spontaneous eye opening and post-anesthetic recovery in comparison to sedation with propofol administered alone.


Resumo Justificativa e objetivos: A sedação para procedimentos endoscópicos pretende fornecer boa qualidade de sono, menores riscos, tempo de recuperação mais curto, qualidade de recuperação superior e ausência de efeitos colaterais, buscando um elevado nível de satisfação dos pacientes. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da associação do remifentanil ao propofol e seus efeitos durante a sedação e a recuperação em exames de endoscopia digestiva alta diagnóstica. Método: Foram avaliados 105, divididos aleatoriamente em três grupos de 35 pacientes. O Grupo Controle foi sedado apenas com o uso de propofol, o Grupo de Estudo 1 foi sedado com uso de remifentanil em dose fixa de 0,2 µg.Kg-1 associado ao propofol. E o Grupo de Estudo 2 foi sedado com o uso de remifentanil em dose fixa de 0,3 µg.Kg-1 associado ao propofol. Foram avaliadas a qualidade da sedação, comportamento hemodinâmico, incidência de hipoxemia significativa, tempo para abertura ocular espontânea, tempo de recuperação pós-anestésica, qualidade da recuperação pós-anestésica, presença de efeitos colaterais e satisfação do paciente. Resultado: O Grupo de Estudo 1 apresentou melhor qualidade de sedação. Os grupos em que se associou o remifentanil apresentaram tempo para abertura ocular e tempo de recuperação anestésica mais curtos em relação ao grupo controle. Os três grupos apresentaram alterações hemodinâmicas em algum dos momentos avaliados. A incidência de hipoxemia significativa, a qualidade da recuperação pós-anestésica, a incidência de efeitos colaterais e a satisfação dos pacientes foram similares nos três grupos. Conclusão: Conclui-se que a associação do remifentanil na dose de 0,2 µg.kg-1 mostrou-se efetivo na melhora da qualidade da sedação, e nas doses 0,2 µg.kg-1 e de 0,3 µg.kg-1 reduziu o tempo de abertura ocular espontânea e o tempo de recuperação pós-anestésica dos pacientes em relação a sedação apenas com propofol.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Young Adult , Propofol/administration & dosage , Endoscopy, Digestive System , Deep Sedation , Remifentanil/administration & dosage , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Hypnotics and Sedatives/administration & dosage , Anesthesia Recovery Period , Double-Blind Method , Drug Combinations , Middle Aged
5.
Braz. j. med. biol. res ; 53(1): e8645, Jan. 2020. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1055484

ABSTRACT

Data about the feasibility and safety of thoracoscopic surgery under non-intubated anesthesia and regional block are limited. In this prospective study, 57 consecutive patients scheduled for thoracoscopic surgery were enrolled. Patients were sedated with dexmedetomidine and anesthetized with propofol and remifentanil. Ropivacaine was used for intercostal nerve and paravertebral block. Lidocaine was used for vagal block. The primary outcomes were mean arterial pressure (MAP), heart rate (HR), oxygen saturation, and end-tidal carbon dioxide partial pressure (ETCO2) at T0 (pre-anesthesia), T1 (immediately after laryngeal mask/nasopharyngeal airway placement), T2 (immediately after skin incision), T3 (10 min after opening the chest), T4 (end of surgery), and T5 (immediately after laryngeal mask/nasopharyngeal airway removal). One patient required conversion to intubation, 15 developed intraoperative hypotension, and two had hypoxemia. MAP at T0 and T5 was higher than at T1-T4; MAP at T3 was lower (P<0.05 vs other time points). HR at T0 and T5 was higher (P<0.05 vs other time points). ETCO2 at T2 and T3 was higher (P<0.05 vs other time points). Arterial pH, PCO2, and lactic acid at T1 differed from values at T0 and T2 (P<0.05). The Quality of Recovery-15 (QoR-15) score at 24 h was lower (P<0.05). One patient experienced dysphoria during recovery. Thoracoscopic surgery with regional block under direct thoracoscopic vision is a feasible and safe alternative to conventional surgery under general anesthesia, intubation, and one-lung ventilation.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Middle Aged , Young Adult , Thoracoscopy/methods , Laryngeal Masks , Anesthesia, General/methods , Nerve Block/methods , Blood Pressure/drug effects , Blood Pressure/physiology , Propofol/administration & dosage , Feasibility Studies , Prospective Studies , Dexmedetomidine/administration & dosage , Remifentanil/administration & dosage , Heart Rate/drug effects , Heart Rate/physiology
6.
Rev. bras. anestesiol ; 69(6): 537-545, nov.-Dec. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1057471

ABSTRACT

Abstract Background and objective: Remifentanil is used to attenuate maternal hemodynamic response to intubation and surgical stress during Induction-Delivery period of cesarean section. The goal was to compare the effects of two remifentanil dosing regimens on oxidative stress level, in correlation with its hemodynamic and neonatal effects. Methods: Fifty-one patients, 17 per group, enrolled for elective cesarean section were randomly divided by computer-generated codes into three parallel groups: (A) patients received a 1 µg.kg-1 remifentanil bolus immediately before induction, followed by 0.15 µg.kg-1.min-1 infusion, that was stopped after skin incision; (B) patients received a 1 µg.kg-1 remifentanil bolus immediately before induction; (C) (control), patients did not receive remifentanil until delivery. Maternal venous blood samples were taken at basal time, at extraction and 30 minutes after the end of operation for spectrophotometrical determination of malondialdehyde and advanced oxidation protein products concentration. The same was conducted for umbilical venous sample. Results: Systolic blood pressure and heart rate remained significantly lower in group A compared to B and C during entire Induction-Delivery period (p < 0.001, p = 0.02 after intubation; p = 0.006, p = 0.03 after skin incision; p = 0.029, p = 0.04 after extraction; respectively). Malondialdehyde concentration was lower at time of extraction in maternal blood in group A compared to B and C (p = 0.026). All neonatal Apgar scores were ≥ 8 and umbilical acid-base values within normal range. Conclusions: The remifentanil dosing regimen applied in group A significantly attenuated lipid peroxidation and maternal hemodynamic response during entire I-D period, without compromising neonatal outcome.


Resumo Justificativa e objetivo: O remifentanil é usado para atenuar a resposta hemodinâmica materna à intubação e ao estresse cirúrgico durante o intervalo indução-parto cesariana. O objetivo foi comparar os efeitos de dois regimes posológicos de remifentanil sobre o nível de estresse oxidativo, em correlação com seus efeitos na hemodinâmica materna e no neonato. Métodos: Mediante códigos gerados por computador, 51 pacientes (17 por grupo) programadas para cesariana eletiva foram randomicamente divididas em três grupos paralelos (A, B e C). No Grupo A, as pacientes receberam remifentanil em bolus de 1 µg.kg-1 imediatamente antes da indução, seguido por infusão de 0,15 µg.kg-1.min-1 que foi interrompida após a incisão da pele; no Grupo B, as pacientes receberam remifentanil em bolus de 1 µg.kg-1 imediatamente antes da indução; no Grupo C (controle), as pacientes não receberam remifentanil até o parto. Amostras de sangue venoso materno foram colhidas no momento basal, na extração do feto e 30 minutos após o término da operação para determinar espectrofotometricamente as concentrações do malondialdeído e dos produtos proteicos de oxidação avançada. O mesmo foi feito para a coleta das amostras de sangue venoso umbilical. Resultados: A pressão arterial sistólica e a frequência cardíaca permaneceram significativamente menores no Grupo A, comparado aos grupos B e C, durante todo o intervalo indução-parto (p < 0,001, p = 0,02 após a intubação; p = 0,006, p = 0,03 após a incisão da pele; p = 0,029, p = 0,04 após a extração do feto, respectivamente). No momento da extração do feto, a concentração do malondialdeído foi menor no sangue materno do Grupo A, comparado aos grupos B e C (p = 0,026). Todos os escores de Apgar neonatais foram ≥ 8 e os valores da avaliação ácido-base do cordão umbilical estavam dentro da faixa normal. Conclusões: O regime posológico de remifentanil aplicado ao Grupo A atenuou de modo significativo a peroxidação lipídica e a resposta hemodinâmica materna durante todo o intervalo indução-parto, sem comprometer o desfecho neonatal.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Pregnancy , Infant, Newborn , Cesarean Section/methods , Oxidative Stress/drug effects , Remifentanil/administration & dosage , Apgar Score , Blood Pressure/drug effects , Drug Administration Schedule , Pregnancy Outcome , Prospective Studies , Remifentanil/pharmacology , Heart Rate/drug effects , Hemodynamics/drug effects
7.
Rev. bras. anestesiol ; 69(4): 327-334, July-Aug. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1042000

ABSTRACT

Abstract Background Postoperative pain represents an important concern when remifentanil is used for total intravenous anesthesia because of its ultrashort half-life. Longer acting opioids, such as sufentanil, have been used during induction of remifentanil-based total intravenous anesthesia as a means to overcome this shortcoming. However, the effectiveness and safety of such strategy still lacks evidence from randomized clinical trials. Hence, we aimed to assess the postoperative analgesic efficacy and safety of a single dose of sufentanil administered during the induction of remifentanil-based total intravenous anesthesia. Methods Forty patients, scheduled for elective open abdominal surgery, were randomized to receive remifentanil-based total intravenous anesthesia with or without a single dose of sufentanil upon induction. We assessed the postoperative morphine consumption administered through a patient-controlled analgesia pump. Self-reported pain scores and the occurrence of nausea, vomiting, pruritus, agitation, somnolence and respiratory depression were also assessed up to 2 days after surgery. Results The mean difference between the sufentanil and control groups regarding morphine consumption in the post-anesthetic care unit and at 12, 24 and 48 h after surgery were -7.2 mg (95%CI: -12.5 to -2.1, p < 0.001), -3.9 mg (95%CI: -11.9 to 4.7, p = 0.26), -0.6 mg (95%CI: (-12.7 to 12.7, p = 0.80), and -1.8 mg (95%CI: (-11.6 to 15.6, p = 0.94), respectively. Neither self-reported pain nor the incidence of adverse events were significantly different between groups at any time point. Conclusion Our findings suggest that the administration of sufentanil during induction of remifentanil-based total intravenous anesthesia is associated with decreased early postoperative opioid consumption.


Resumo Justificativa A dor pós-operatória é uma grande preocupação quando o remifentanil é usado para anestesia intravenosa total devido à sua meia-vida ultracurta. Os opioides de ação mais longa, como o sufentanil, têm sido usados durante a indução de anestesia intravenosa total à base de remifentanil como um meio de superar essa deficiência. Porém, a eficácia e segurança de tal estratégia ainda precisam de evidências advindas de ensaios clínicos randômicos. Portanto, objetivamos avaliar a eficácia analgésica e a segurança pós-operatória de uma dose única de sufentanil administrada durante a indução de anestesia intravenosa total à base de remifentanil. Métodos Quarenta pacientes eletivamente agendados para cirurgia abdominal aberta foram randomizados para receber anestesia intravenosa total à base de remifentanil, com ou sem uma dose única de sufentanil, após a indução da anestesia. Avaliamos o consumo de morfina no pós-operatório, administrado através de uma bomba de analgesia controlada pelo paciente. Os escores de dor autorrelatados e a ocorrência de náusea, vômito, prurido, agitação, sonolência e depressão respiratória também foram avaliados até dois dias após a cirurgia. Resultados A diferença média entre os grupos sufentanil e controle em relação ao consumo de morfina em sala de recuperação pós-anestesia e após 12, 24 e 48 horas da cirurgia foi de -7,2 mg (IC 95%: -12,5 a -2,1, p < 0,001), -3,9 mg (IC 95%: -11,9 a 4,7, p = 0,26), -0,6 mg (IC 95%: (-12,7 a 12,7, p = 0,80) e -1,8 mg (IC 95%: -11,6 para 15,6, p = 0,94), respectivamente. Não houve diferença significativa tanto nos escores de dor autorrelatados, quanto na incidência de eventos adversos entre os grupos. Conclusão Nossos achados sugerem que a administração de sufentanil durante a indução de anestesia intravenosa total à base de remifentanil está associada à redução do consumo de opioides no pós-operatório imediato.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Pain, Postoperative/prevention & control , Sufentanil/administration & dosage , Remifentanil/administration & dosage , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Anesthesia, Intravenous/methods , Time Factors , Double-Blind Method , Analgesia, Patient-Controlled/statistics & numerical data , Sufentanil/adverse effects , Remifentanil/adverse effects , Middle Aged , Morphine/administration & dosage
8.
Rev. bras. anestesiol ; 69(4): 396-402, July-Aug. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1041998

ABSTRACT

Abstract Background and objectives Patient self-rating based scales such as Numerical Rating Scale, Visual Analog Scale that is used for postoperative pain assessment may be problematic in geriatric or critically ill patients with communication problems. A method capable of the assessment of pain in objective manner has been searched for years. Analgesia nociception index, which is based on electrocardiographic data reflecting parasympathetic activity, has been proposed for this. In this study we aimed to investigate the effectiveness of analgesia nociception index as a tool for acute postoperative pain assessment. Our hypothesis was that analgesia nociception index may have good correlation with Numerical Rating Scale values. Methods A total of 120 patients of American Society of Anesthesiologists (ASA) physical status I and II undergoing any surgical procedure under halogenated-based anesthesia with fentanyl or remifentanil were enrolled for the study. At the 15th minute of arrival to the Postoperative Care Unit the patients' pain was rated on a 0-10 point Numerical Rating Scale. The patients' heart rate, blood pressure, and analgesia nociception index scores were simultaneously measured at that time. The correlation between analgesia nociception index, heart rate, blood pressure and Numerical Rating Scale was examined. Results The study was completed with 107 patients, of which 46 were males (43%). Mean (SD) analgesia nociception index values were significantly higher in patients with initial Numerical Rating Scale ≤3, compared with Numerical Rating Scale >3 (69.1 [13.4] vs. 58.1 [12.9] respectively, p < 0.001). A significant negative linear relationship (r 2 = -0.312, p = 0.001) was observed between analgesia nociception index and Numerical Rating Scale. Conclusion Analgesia nociception index measurements at postoperative period after volatile agent and opioid-based anesthesia correlate well with subjective Numerical Rating Scale scores.


Resumo Justificativa e objetivo As escalas baseadas na autoavaliação de pacientes, como a Escala Visual Numérica e a Escala Visual Analógica, que são usadas para avaliar a dor pós-operatória podem ser problemáticas em pacientes geriátricos ou em estado crítico com problemas de comunicação. Portanto, um método capaz de avaliar a dor de maneira objetiva vem sendo pesquisado há anos. O índice de analgesia/nocicepção, baseado em dados eletrocardiográficos que refletem a atividade parassimpática, tem sido proposto para tal avaliação. Neste estudo, objetivamos investigar a eficácia do índice de analgesia/nocicepção como uma ferramenta para a avaliação da dor pós-operatória aguda. Nossa hipótese foi que o índice de analgesia/nocicepção pode ter boa correlação com os valores da Escala de Classificação Numérica. Métodos Um total de 120 pacientes com estado físico ASA I e II, submetidos a qualquer procedimento cirúrgico com o uso de anestésicos halogenados associados a fentanil ou remifentanil, foi incluído no estudo. No 15º minuto após a chegada à sala de recuperação pós-anestesia, a dor dos pacientes foi avaliada em uma escala numérica de 0-10 pontos. Os escores de frequência cardíaca, pressão arterial e o índice de analgesia/nocicepção dos pacientes foram medidos simultaneamente naquele momento. A correlação entre o índice de analgesia/nocicepção, frequência cardíaca, pressão arterial e a Escala Visual Numérica foi avaliada. Resultados O estudo foi concluído com 107 pacientes, dos quais 46 eram do sexo masculino (43%). Os valores da média (DP) do índice de analgesia/nocicepção foram significativamente maiores nos pacientes com valor inicial na Escala Visual Numérica ≤ 3, em comparação com valor na mesma escala > 3 (69,1 [13,4] vs. 58,1 [12,9], respectivamente, p < 0,001). Uma relação linear negativa significativa (r2 = -0,312, p = 0,001) foi observada entre o índice de analgesia/nocicepção e a Escala Visual Numérica. Conclusão As mensurações do índice de analgesia/nocicepção no pós-operatório após anestesia com agentes halogenados e opioides mostraram boa correlação com os escores subjetivos da Escala Visual Numérica.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Young Adult , Pain Measurement/methods , Acute Pain/diagnosis , Nociception/drug effects , Analgesia/methods , Pain, Postoperative/diagnosis , Pain, Postoperative/prevention & control , Fentanyl/administration & dosage , Prospective Studies , Acute Pain/prevention & control , Remifentanil/administration & dosage , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Middle Aged
9.
Rev. bras. anestesiol ; 69(4): 377-382, July-Aug. 2019. graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1041994

ABSTRACT

Abstract Background and objectives According to the manufacturer, the Bispectral Index (BIS) has a processing time delay of 5-10 s. Studies addressing this have suggested longer delays. We evaluated the time delay in the Bispectral Index response. Methods Based on clinical data from 45 patients, using the difference between the predicted and the real BIS, calculated during a fixed 3 minutes period after the moment the Bispectral Index dropped below 80 during the induction of general anesthesia with propofol and remifentanil. Results The difference between the predicted and the real BIS was in average 30.09 ± 18.73 s. Conclusion Our results may be another indication that the delay in BIS processing may be much longer than stated by the manufacture, a fact with clinical implications.


Resumo Justificativa e objetivos De acordo com o fabricante, o índice bispectral (BIS) tem um tempo de processamento de cinco a dez segundos. Estudos que avaliaram esse tempo de processamento sugeriram atrasos mais longos. Nós avaliamos o tempo de atraso na resposta do BIS. Métodos Com base em dados clínicos de 45 pacientes, calculamos a diferença entre o tempo de atraso previsto e real do índice bispectral durante um período fixo de três minutos após o momento em que o BIS caiu abaixo de 80 durante a indução da anestesia geral com propofol e remifentanil. Resultados A diferença entre o BIS previsto e real foi em média 30,09 ± 18,73 segundos. Conclusão Nossos resultados sugerem que o atraso no processamento do índice bispectral pode ser muito maior do que o declarado pelo fabricante, um fato com implicações clínicas.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Aged , Young Adult , Propofol/administration & dosage , Consciousness Monitors , Remifentanil/administration & dosage , Anesthesia, General/methods , Time Factors , Monitoring, Intraoperative/methods , Anesthetics, Intravenous/administration & dosage , Middle Aged
10.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 65(2): 262-269, Feb. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-990342

ABSTRACT

SUMMARY INTRODUCTION: Opioids interact with both innate and adaptive immune systems and have direct effects on opioid receptors located on immune cells. Research on this topic has provided evidence of the opioid influence on the immune response associated with surgical stress. The immunological effects of opioids are currently being investigated, particularly whether they influence the outcome of surgery or the underlying disease regarding important aspects like infection or cancer progression. This review addresses background research related to the influence of the opioid receptor on the immune system, the immunosuppressive effect associated with major opioids during the perioperative period, and their clinical relevance. The objective of the study was to review the effects of opioids on the immune system. Methods: A search strategy was conducted in PubMed, Embase, and the Cochrane databases using the terms "immunosuppression," "immune system," "surgical procedures," "analgesics," "opioids" and "perioperative care." Results: The immunosuppressive effect of opioids was identified over 30 years ago. They include signaling and acting directly through immune cells, including B and T lymphocytes, NK cells, monocytes, and macrophages, as well as activating the downstream pathways of the hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axis leading to the production of immunosuppressive glucocorticoids in the peripheral and sympathetic nervous system.


RESUMO INTRODUÇÃO: Os opioides interagem com ambos os sistemas imunes, inato e adaptativo, através de efeitos diretos sobre os receptores dos opioides localizados nas células imunes. As pesquisas neste assunto têm fornecido evidência da influência dos opioides sobre a resposta imune associada ao estresse cirúrgico. Os efeitos imunológicos dos opioides estão sendo pesquisados na atualidade, principalmente se eles determinam o resultado da cirurgia ou doença consequente devido a fatos importantes como infecção ou progressão do câncer. Essa revisão tem como alvo ver antecedentes em pesquisa relativa à influência dos receptores dos opioides no sistema imunológico, o efeito imunossupressor associado com opioides maiores durante o período peri-operatório e sua importância clínica. O objectivo da pesquisa foi revisar os efeitos dos opioides no sistema imunológico. MÉTODOS: Uma estrategia de procura foi dirigida na mídia PubMed, e no cadastro de Embase e The Cochrane, usando os termos "imunosuppressão", "sistema imunológico", "procedimentos cirúrgicos", "analgésicos", "opioides" e "cuidado peri-operatório". RESULTADOS: O efeito imunosuppressor dos opioides foi identificado há mais de 30 anos. Os efeitos imunosupressores incluem sinalização e ação diretamente através das células imunes, mesmo com os linfócitos B e T, células NK, monócitos e macrófagos, também como ativando as vias de corrente do eixo hipotálamo- hipófise- adrenal (HPA) levando à produção de glucocorticoides imunossupresores no sistema nervoso periférico e simpático.


Subject(s)
Humans , Analgesics, Opioid/pharmacology , Immune System/drug effects , Tramadol/administration & dosage , Tramadol/pharmacology , Fentanyl/administration & dosage , Fentanyl/pharmacology , Adaptive Immunity/drug effects , Perioperative Period , Remifentanil/administration & dosage , Remifentanil/pharmacology , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Morphine/administration & dosage , Morphine/pharmacology
11.
Rev. bras. anestesiol ; 68(6): 597-604, Nov.-Dec. 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-977404

ABSTRACT

Abstract Background and objectives: Pediatric patients frequently require deep sedation or general anesthesia for colonoscopy. This study was designed to compare the sedative efficacy of remifentanil-ketamine combination with propofol-ketamine combination in children undergoing colonoscopy. Methods: Seventy patients, between 2 and 16 years of age, scheduled for diagnostic colonoscopy were randomly allocated into two groups. Remifentanil-ketamine group received intravenous ketamine 2 mg.kg−1 and remifentanil 0.25 µg.kg−1 combination, followed by 0.1 µg.kg−1.min−1 remifentanil infusion. Propofol-ketamine group received intravenous propofol 1 and 2 mg.kg−1 ketamine combination, followed by 1 mg.kg−1.h−1 propofol infusion. In the case of children discomfort (cry, movement, and cough), remifentanil 0.1 µg.kg−1 in the remifentanil-ketamine group or propofol 0.5 mg.kg−1 in the propofol-ketamine group were administered to improve children discomfort. Despite the therapy given above, if children still experience discomfort, 1 mg.kg−1 of ketamine was administered as a rescue drug, regardless of the group. Ramsay sedation score, hemodynamic variables, drug requirements, gastroenterologists' satisfaction, colonoscopy duration, recovery time, and side effects were recorded throughout the procedure and the recovery period. Results: The percentage of patients with a Ramsay sedation score of 4 or higher during the procedure was 73.5 and 37.1% in remifentanil-ketamine and propofol-ketamine groups, respectively (p = 0.02). Systolic and diastolic blood pressure variables were significantly higher only after induction in the remifentanil-ketamine group than in the propofol-ketamine group (p = 0.015). Conclusion: Coadministration of ketamine with either remifentanil or propofol effectively and safely provides sedation and analgesia in children undergoing colonoscopy. Sedation scores were significantly better in remifentanil-ketamine group than in propofol-ketamine group.


Resumo Justificativa e objetivos: Os pacientes pediátricos com frequência precisam de sedação profunda ou anestesia geral para colonoscopia. Este estudo foi desenhado para comparar a eficácia sedativa da combinação de remifentanil-cetamina e de propofol-cetamina em crianças submetidas à colonoscopia. Métodos: Setenta pacientes, entre 2-16 anos, programados para colonoscopia diagnóstica foram alocados randomicamente em dois grupos. O grupo remifentanil-cetamina recebeu a combinação de 2 mg.kg−1 de cetamina por via intravenosa e 0,25 µg.kg−1 de remifentanil; seguido de infusão de remifentanil (0,1 µg.kg−1.min−1). O grupo propofol-cetamina recebeu a combinação de 1 mg.kg−1 de propofol e 2 mg.kg−1 de cetamina; seguido de infusão de propofol (1 mg.kg−1.h−1). Em caso de desconforto das crianças (choro, movimento e tosse), remifentanil (0,1 µg.kg−1) seria administrado ao grupo remifentanil-cetamina ou propofol (0,5 mg.kg−1) ao grupo propofol-cetamina. A despeito da terapia acima citada, caso as crianças ainda sentissem desconforto, cetamina (1 mg.kg−1) seria administrada como fármaco de resgate, independentemente do grupo. Escore de sedação de Ramsay, variáveis hemodinâmicas, necessidade de medicamentos, satisfação dos gastroenterologistas, duração da colonoscopia, tempo de recuperação e efeitos colaterais foram registrados durante o procedimento e o período de recuperação. Resultados: O percentual de pacientes com escore 4 ou mais na escala de sedação de Ramsay durante o procedimento foi de 73,5% e 37,1% nos grupos remifentanil-cetamina e propofol-cetamina, respectivamente, (p = 0,02). As variáveis, pressão arterial sistólica e diastólica, foram significativamente maiores no grupo remifentanil-cetamina do que no grupo propofol-cetamina, mas somente após a indução (p = 0,015). Conclusão: A coadministração de cetamina com remifentanil ou propofol fornece sedação e analgesia de forma eficaz e segura em crianças submetidas à colonoscopia. Os escores de sedação foram significativamente melhores no grupo remifentanil-cetamina do que no grupo propofol-cetamina.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Propofol/administration & dosage , Colonoscopy , Deep Sedation/methods , Remifentanil/administration & dosage , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Hypnotics and Sedatives/administration & dosage , Ketamine/administration & dosage , Anesthetics, Dissociative/administration & dosage , Double-Blind Method , Prospective Studies , Drug Combinations
12.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 64(8): 736-742, Aug. 2018. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-976843

ABSTRACT

SUMMARY INTRODUCTION Healthcare associated infections (HAI) are the most frequent complication of hospitalized patients. The aim of this study was to describe the clinical and epidemiological characteristics of critically ill post-surgical patients with a diagnosis of healthcare associated infections, after a pattern of sedoanalgesia of at least 4 days. METHODS All patients over 18 years of age with a unit admission of more than 4 days were consecutively selected. The study population was the one affected by surgical pathology where sedation was based as analgesic the opioid remifentanil for at least 96 hours in continuous perfusion. Patients who died during admission to the unit and those with combined analgesia (peripheral or neuroaxial blocks) were excluded. Data analysis was performed using the statistical package Stata version 7.0. RESULTS The patients admitted to the Post-Surgical Critical Care Unit (PCU) during study were 1789 and the population eligible was comprised of 102 patients. 56.86% of patients suffered IACS. The most frequent IACS was pneumonia associated with mechanical ventilation (30.96 per 1000 days of mechanical ventilation), Pseudomonas aeruginosa being the most frequently isolated germ. The germs with the greatest involvement in multiple drug resistance (MDROs) were enterobacteria, mainly Klebsiella pneumoniae resistant to extended-spectrum beta-lactamases (ESBL). CONCLUSIONS Pneumonia associated with mechanical ventilation is the most prevalent HAI and Pseudomonas aeruginosa is the main etiological agent. The groups of antibiotics most frequently used were cephalosporin and aminoglycosides. It is necessary to implement the prevention strategies of the different HAI, since most of them are avoidable.


RESUMO INTRODUCCIÓN Las infecciones asociadas a cuidados de salud (IACS) constituyen la complicación más frecuente de los pacientes hospitalizados. El objetivo de este estudio es describir las características clínicas y epidemiológicas de los pacientes críticos postquirúrgicos con diagnóstico de infección asociada a cuidados de salud, tras una pauta de sedoanalegia de al menos 4 días. MÉTODOS Se seleccionaron de manera consecutiva todos los pacientes mayores de 18 años con un ingreso en la Unidad de Reanimación Postquirúrgica (URP) superior a 4 días. La población de estudio fue aquella afectada por patología quirúrgica de cualquier origen donde la sedación se basó en cualquier hipnótico y como analgésico el opioide remifentanilo durante al menos 96 horas en perfusión continua. Se excluyeron los pacientes que fallecieron durante su ingreso en la unidad y aquellos pacientes con analgesia combinada (bloqueos periféricos o neuroaxiales). El análisis de los datos se realizó con paquete estadístico Stata versión 7.0. RESULTADOS El número de pacientes que ingresaron en la URP durante el periodo de estudio fueron de 1789. Tras aplicar los criterios de inclusión y exclusión, la población elegible quedó constituida por 102 pacientes. Un 56,86% de pacientes padecieron IACS. La IACS más frecuente fue la neumonía asociada a ventilación mecánica (30,96 por 1000 días de ventilación mecánica) siendo Pseudomona aeruginosa el germen más frecuentemente aislado. Los gérmenes con mayor implicación en las multirresistencias (MDROs) fueron las enterobacterias, principalmente Klebsiella pneumoniae resistente a betalactamasas de espectro extendido (BLEE). CONCLUSIONES La neumonía asociada a ventilación mecánica es la IACS más prevalente y Pseudomona aeruginosa es el principal agente etiológico. Los grupos de antibióticos más frecuentemente empleados fueron cefalosporinas y aminoglucósidos. Es necesario implementar las estrategias de prevención de las distintas IACS, ya que la mayoría de ellas son evitables.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Aged , Postoperative Complications/epidemiology , Cross Infection/epidemiology , Remifentanil/administration & dosage , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Postoperative Complications/microbiology , Pseudomonas aeruginosa/isolation & purification , Spain/epidemiology , Time Factors , Midazolam/administration & dosage , Propofol/administration & dosage , Cross Infection/microbiology , Prospective Studies , Risk Factors , Critical Illness , APACHE , Pneumonia, Ventilator-Associated/microbiology , Pneumonia, Ventilator-Associated/epidemiology , Deep Sedation/adverse effects , Deep Sedation/methods , Hospitalization/statistics & numerical data , Hypnotics and Sedatives/administration & dosage , Anesthesia, Local/adverse effects , Anesthesia, Local/methods , Klebsiella pneumoniae/isolation & purification , Middle Aged
13.
Rev. bras. anestesiol ; 67(5): 500-507, Sept-Oct. 2017. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-897769

ABSTRACT

Abstract Background and objectives There is a strong demand for fast and predictable anesthesia recovery with few side effects. Choice of the hypnotic agent could impact on that. This study investigated the differences between recoveries after remifentanil-propofol and remifentanil-desflurane anesthesias guided by bispectral index (BIS®). Methods Forty patients were randomly assigned into 2 groups according to the anesthesia technique applied: remifentanil-propofol (REM-PRO) and remifentanil-desflurane (REM-DES). After the discontinuation of the anesthetics, the times to extubation, to obey commands and to recover the airway protection reflex were recorted. In the post-anesthetic recovery room (PACU) it was recorded the occurrence of nausea and vomiting (PONV), scores of Ramsay sedation scale and of numeric pain scale (NPS), morphine dose and length of stay in the unit. Results Data from 38 patients were analyzed: 18 from REM-PRO and 20 from REM-DES group. Anesthesia times were similar (REM-PRO = 193 min, SD 79.9 vs. 175.7 min, SD 87.9 REM-DES; p = 0.5). REM-DES had shorter times than REM-PRO group: time to follow command (8.5 min; SD 3.0 vs. 5.6 min; SD 2.5; p = 0.0) and extubation time (6.2 min; 3.1-8.5 vs. 9.5 min; 4.9-14.4; p = 0.0). Times to recover airway protective reflex were similar: 16 patients from REM-PRO (88.9%) restored the airway protective reflex 2 min after extubation vs. 17 from REM-DES (89.5%); and 2 patients from REM-PRO (11.1%) vs. 2 from REM-DES (10.5%) 6 min after extubation, p = 1. Ramsay sedation score, NPS, PONV incidents, morphine dose and PACU stay of length PACU were also similar. Conclusion Remifentanil-desflurane-based anesthesia has a faster extubation time and to follow command than remifentanil-propofol-based anesthesia when both guided by BIS®.


Resumo Justificativa e objetivos Há uma forte demanda por recuperação pós-anestésica rápida e previsível com poucos efeitos adversos. A escolha do agente hipnótico pode influenciar isso. Este estudo investigou as diferenças da recuperação no pós-operatório entre as técnicas anestésicas com remifentanil-propofol e com remifentanil-desflurano ambas com monitoração guiada pelo índice bispectral (BIS ®). Métodos Foram randomicamente distribuídos 40 pacientes em dois grupos de acordo com a técnica anestésica aplicada: remifentanil-propofol (REM-PRO) e remifentanil-desflurano (REM-DES). Após a descontinuação dos anestésicos foram registrados os tempos para extubação, obedecer a comandos e recuperar o reflexo de proteção das vias aéreas. Na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) foi registrado a ocorrência de náuseas e vômitos (NVPO), os escores na escala de sedação de Ramsay e na escala numérica de dor (END), a dose de morfina utilizada e o tempo de permanência nesta unidade. Resultados Os dados de 38 pacientes foram analisados: 18 do grupo REM-PRO e 20 do grupo REM-DES. Os tempos de anestesia foram semelhantes (REM-PRO = 193 minutos, DP 79,9 vs. 175,7 minutos, DP 87,9 REM-DES; p = 0,5). O grupo REM-DES apresentou tempos mais curtos do que o grupo REM-PRO: tempo para obedecer a comandos (8,5 minutos; DP 3,0 vs. 5,6 minutos; DP 2,5; p = 0,0) e tempo de extubação (6,2 minutos; 3,1-8,5 vs. 9,5 minutos; 4,9-14,4; p = 0,0). Os tempos para recuperação do reflexo de proteção das vias aéreas foram semelhantes: 16 pacientes do grupo REM-PRO (88,9%) recuperaram o reflexo de proteção das vias aéreas dois minutos após a extubação vs. 17 do grupo REM-DES (89,5%) e dois pacientes do grupo REM-PRO (11,1%) vs. dois do REM-DES (10,5%) seis minutos após a extubação, p = 1. Os escores de Ramsay, NPS, a incidência de NVPO, a dose de morfina e o tempo de permanência na SRPA também foram semelhantes. Conclusão A anestesia com remifentanil-desflurano tem um perfil de recuperação da anestesia pós-anestésica mais rápido do que o da anestesia com remifentanil-propofol quando ambas guiadas pelo BIS®.


Subject(s)
Humans , Female , Anesthesia Recovery Period , Propofol/administration & dosage , Monitoring, Intraoperative/methods , Anesthetics, Intravenous/administration & dosage , Anesthetics, Inhalation/administration & dosage , Anesthetics, Combined/administration & dosage , Remifentanil/administration & dosage , Desflurane/administration & dosage , Analgesics, Opioid/administration & dosage , Double-Blind Method , Prospective Studies , Recovery of Function , Consciousness Monitors , Middle Aged
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