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1.
Arq. bras. cardiol ; 118(3): 634-645, mar. 2022. tab, graf
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1364356

ABSTRACT

Resumo Fundamento Embora se saiba que a fração de ejeção (FE) do ventrículo esquerdo (VE) medida por eletrocardiograma seja preservada em pacientes com acromegalia, não há informação suficiente sobre deformação longitudinal global e deformação do átrio esquerdo (SLG-VE e SAE). Objetivo O objetivo deste estudo foi avaliar as funções do ventrículo esquerdo (VE) e do átrio esquerdo (AE) por ecocardiograma strain (ES) em pacientes com acromegalia. Métodos Este estudo incluiu 50 pacientes com acromegalia na forma ativa da doença e 50 controles saudáveis com idade, sexo e área de superfície corporal similares. Além dos ecocardiogramas de rotina, medições de SLG-VE e SAE foram realizadas com o ES. Resultados Os valores dos SAE e SLG-VE foram significativamente mais baixos em pacientes com acromegalia (p<0,05 para todos). Na análise bivariada, a pressão arterial sistólica, o pró-hormônio N-terminal do peptídeo natriurético cerebral, o fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1, e detectou-se que os níveis de IMVE tinham correlação positiva com SAE e SLG-VE (p<0,05). O nível de IGF-1 tinha forte correlação com SAE e SLG-VE (p<0,001 e β=0,5 vs. p<0,001 e β=0,626, respectivamente); 48% dos pacientes com acromegalia têm SLG-VE reduzido (<20%). O índice de massa do ventrículo esquerdo (IMVE) determina independentemente a presença de SLG-VE reduzido, e cada 1g/m2 de aumento no nível de IMVE aumenta a probabilidade de redução de SLG-VE em 6%. Conclusão Embora a fração de ejeção de VE seja normal em pacientes com acromegalia, os valores de SAE e SLG-VE são significativamente mais baixos. Além do aumento em IMVE, outro achado do envolvimento cardíaco pode ser a redução de SAE e SLG-VE. Portanto, além do ecocardiograma de rotina, SAE e SLG-VE podem ser úteis para avaliar os sinais iniciais de envolvimento cardíaco antes da ocorrência de alterações cardíacas irreversíveis.


Abstract Background Although it is known that the left ventricular (LV) ejection fraction (EF) measured by echocardiography is preserved in patients with acromegaly, there is not enough information about the LV and left atrial strain (LV-GLS and LAS). Objective This study aimed to evaluate the left ventricular (LV) and left atrial (LA) functions with strain echocardiography (SE) in patients with acromegaly. Methods This study included 50 acromegaly patients with active disease and 50 healthy controls with similar age, gender, and body surface area. In addition to routine echocardiography examinations, LV-GLS and LAS measurements were performed with SE. Results LAS and LV-GLS values were significantly lower in patients with acromegaly (p<0.05 for all). In bivariate analysis, systolic blood pressure, N-terminal prohormone of brain natriuretic peptide, Insulin-like growth factor-1, LA diastolic diameter, and LVMI levels were found to be positively correlated with both LAS and LV-GLS (p <0.05). IGF-1 level was strongly correlated with LAS and LV-GLS (p<0.001 and β=0.5 vs. p<0.001 and β=0.626, respectively); 48% of patients with acromegaly have reduced LV-GLS (<20%). Left ventricular mass-index (LVMI) independently determines the presence of reduced LV-GLS and each 1g/m2increase in LVMI level increases the likelihood of reduced LV-GLS by 6%. Conclusion Although LV ejection fraction is normal in patients with acromegaly, LAS and LV-GLS values were significantly reduced. Apart from LVMI increase, another finding of cardiac involvement may be LAS and LV-GLS decrease. Therefore, in addition to routine echocardiography, LAS and LV-GLS may be useful to evaluate early signs of cardiac involvement before the occurrence of irreversible cardiac changes.


Subject(s)
Humans , Acromegaly/complications , Acromegaly/diagnostic imaging , Ventricular Dysfunction, Left/etiology , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Stroke Volume/physiology , Echocardiography , Ventricular Function, Left/physiology
6.
ABC., imagem cardiovasc ; 34(2)2021. ilus, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1283771

ABSTRACT

Fundamento: A elevação das pressões de enchimento secundária à disfunção diastólica do ventrículo esquerdo ocupa papel central na fisiopatologia da insuficiência cardíaca. Mesmo assim, as diretrizes internacionais falham em detectar a disfunção diastólica em uma parte dos casos. Objetivo: Avaliar a função de reserva do átrio esquerdo, estimada pelo strain longitudinal de pico do átrio esquerdo, nos casos de função diastólica indeterminada. Método: Estudo observacional com indivíduos em ritmo sinusal e fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada, submetidos ao ecocardiograma e divididos em três grupos conforme a análise conjunta da relação E/e´ e do volume de átrio esquerdo indexado: Grupo 1, se pressões de enchimento normais; Grupo 2, se pressões de enchimento elevadas e Grupo 3, se pressões de enchimento indeterminadas. Speckle tracking bidimensional foi empregado para medir o strain longitudinal de pico do átrio esquerdo. Análise de variância, teste t Student e curva receptor-operador (ROC) foram empregados na análise estatística. Resultado: Foram incluídos 58 pacientes, com 61 ± 14 anos, sendo 57% mulheres, com fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 62 ± 7%. Os Grupos 2 e 3 tiveram strain longitudinal de pico do átrio esquerdo menor que o Grupo 1 (20 ± 5% versus 22 ± 6% versus 30 ± 8%, respectivamente, p=0,004), mas não diferiram entre si (p=0,93). O strain longitudinal de pico do átrio esquerdo foi preditor de pressões de enchimento elevadas (p=0,026, área sob a curva=0,80), obtendo-se sensibilidade de 60% e especificidade de 80% com valor de corte ≤ 20%. Conclusão: A função de reserva do átrio esquerdo dos indivíduos com função diastólica indeterminada é similar à dos indivíduos com disfunção diastólica avançada, conferindo ao strain longitudinal de pico do átrio esquerdo o potencial de auxiliar na reclassificação da função diastólica indeterminada.(AU)


Background: Elevation of left ventricular filling pressures secondary to diastolic dysfunction plays a central role in the pathophysiology of heart failure. However, international guidelines still fail to diagnose diastolic dysfunction in some cases. Objective: To evaluate left atrial reservoir function in indeterminate diastolic function Method: Observational study with individuals in sinus rhythm and preserved left ventricular ejection fraction, submitted to echocardiogram and divided into three groups according to the combined analysis of E/e´ ratio and indexed left atrium volume: Group 1, if normal left ventricular filling pressures; Group 2, if increased left ventricular filling pressures and Group 3, if indeterminate left ventricular filling pressures. Twodimensional speckle tracking was used to measure peak left atrial strain (LAS). Analysis of variance, Student's t test and receiver-operator curve (ROC) were used in the statistical analysis. Results: We included 58 patients who had 61 ± 14 years old, 57% of whom were women, and had average left ventricular ejection fraction 62 ± 7%. Groups 2 and 3 had lower LAS than Group 1 (20 ± 5% versus 22 ± 6% versus 30 ± 8%, respectively, p = 0.004), but did not differ between them (p = 0.93). LAS was a good predictor of elevated left ventricular filling pressures (p = 0.026; area under the curve = 0.80), obtaining sensitivity of 60% and specificity of 80% with a cut-off value ≤ 20%. Conclusion: The findings suggest that the left atrial reservoir function of individuals with indeterminate diastolic function is similar to that of individuals with advanced diastolic dysfunction, rendering LAS the potential to support the reclassification of indeterminate diastolic function.(AU)


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Middle Aged , Aged , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Heart Atria/diagnostic imaging , Heart Failure/physiopathology , Echocardiography, Doppler , Comorbidity , Observational Study
8.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 66(12): 1750-1756, Dec. 2020. graf
Article in English | SES-SP, LILACS, SES-SP | ID: biblio-1143664

ABSTRACT

SUMMARY Cardiovascular diseases are important causes of morbidity and mortality in the course of chronic kidney disease (CKD). Diastolic dysfunction (DD) may progress with the clinical manifestation of heart failure, known as heart failure with preserved ejection fraction, a condition that precedes systolic dysfunction. The early identification of DD by echocardiography at the point-of-care before the appearance of symptoms and signs of pulmonary congestion and the implementation of appropriate treatment can improve the prognosis of CKD. This review article briefly addresses DD in kidney disease and presents a practical approach to the echocardiographic diagnosis of DD at the point of care.


SUMÁRIO As doenças cardiovasculares são causa importante de morbidade e mortalidade no curso da doença renal crônica (DRC). A disfunção diastólica (DD) pode evoluir com insuficiência cardíaca manifesta clinicamente, denominada insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, e precede a disfunção sistólica. A identificação precoce da DD pela ecocardiografia "point of care", antes do aparecimento dos sintomas e sinais de congestão pulmonar, e a implementação de tratamento adequado podem melhorar o prognóstico da DRC. Este artigo de revisão aborda brevemente a DD na doença renal e apresenta uma abordagem prática para o diagnóstico ecocardiográfico da DD à beira do leito


Subject(s)
Humans , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Heart Failure/therapy , Heart Failure/diagnostic imaging , Stroke Volume , Point-of-Care Systems , Diastole , Nephrologists
9.
Arch. cardiol. Méx ; 90(4): 406-414, Oct.-Dec. 2020. tab, graf
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1152814

ABSTRACT

Resumen Introducción y objetivos: La insuficiencia valvular mitral provoca el vaciado simultáneo hacia la aorta y la aurícula izquierda durante la sístole ventricular, lo que produce una disminución del volumen hacia la circulación sistémica. En este estudio se busca obtener un dato preciso del porcentaje de volumen expulsado en sentido anterógrado en pacientes con insuficiencia mitral. Métodos: Se aplica una fórmula ecocardiográfica de “corrección” de la fracción de expulsión del ventrículo izquierdo (FEVI) en 114 pacientes con insuficiencia mitral, con base en la medición de la fracción regurgitante. Resultados: La corrección de la FEVI demostró que el 44.7% de los casos (n = 51) debe reclasificarse en cuanto a la calidad de su función sistólica ventricular izquierda. De 79 sujetos con FEVI normal (≥ 50%) sólo se mantuvieron 32 en la misma categoría; en el grupo con FEVI moderadamente reducida (intervalo intermedio, 40-49.9%) se pasó de 6 a 23 casos y, en aquéllos con FEVI reducida (< 40%), el grupo aumentó de 29 a 59; el subgrupo de pacientes con FEVI < 30% se incrementó de 21 a 41 sujetos. Conclusiones: Puesto que en la mayoría de las guías de tratamiento la FEVI se usa para estratificar riesgos e indicaciones terapéuticas, los autores creen que la ponderación de la insuficiencia mitral puede incrementar la precisión del tratamiento y la posibilidad de incluir a pacientes que no están considerados en esos tratamientos en el momento actual.


Abstract Introduction and objectives: Mitral valve regurgitation causes simultaneous emptying to the aorta and left atrium during ventricular systole, generating a decrease in volume supply to the systemic circulation. In this study we seek to obtain an accurate data on the percentage of volume expelled in the anterograde direction in patients with mitral regurgitation. Methods: An echocardiographic formula for “correction” of the left ventricular ejection fraction (LVEF) was applied in 114 patients with mitral regurgitation, based on the measurement of the regurgitant fraction. Results: Correction of the LVEF showed that 44.7% of cases (n = 51) should be reclassified in terms of the quality of their left ventricular systolic function. Of 79 subjects with normal LVEF (≥ 50%) only 32 remained in the same category; in the group with moderately reduced LVEF (medium range, 40-49.9%) it went from 6 to 23 cases and, in those with reduced LVEF (< 40%), the group increased from 29 to 59; the subgroup of patients with LVEF < 30% increased from 21 to 41 subjects. Conclusions: Given that in most treatment guidelines LVEF is used to stratify risks and therapeutic indications, the authors believe that the weighting of mitral regurgitation can increase the accuracy of treatment, and the possibility of including patients who, at this current moment, are not considered for these therapies.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adolescent , Adult , Middle Aged , Young Adult , Stroke Volume/physiology , Echocardiography , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Mitral Valve Insufficiency/physiopathology , Ventricular Function, Left/physiology , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Mitral Valve Insufficiency/diagnostic imaging
10.
ABC., imagem cardiovasc ; 33(4): eabc101, 20200000.
Article in Portuguese | LILACS | ID: biblio-1146298

ABSTRACT

Fundamento: O acidente vascular encefálico (AVE) é prevalente no mundo. Reconhecimento precoce da doença cardiovascular subclínica pode predizer um primeiro episódio de AVE isquêmico; o speckle tracking associado à ecocardiografia (STE) permite detecção precoce da disfunção miocárdica subclínica. Objetivo: Provar a associação entre deformação miocárdica avaliada pelo STE e primeiro episódio de AVE em indivíduos saudáveis. Método: Incluímos participantes entre 40-80 anos com primeiro episódio de AVE isquêmico sem cardiopatia conhecida, pareados por sexo, idade e hipertensão com grupo controle saudável na proporção 1:2. STE avaliou strain longitudinal (SL) do ventrículo esquerdo (VE), e ecocardiografia tradicional foi realizada. Análises univariada e multivariada avaliaram as relações do AVE com fatores de risco cardiovasculares e parâmetros derivados da ecocardiografia. Resultado: 29 casos e 62 controles foram incluídos. Média etária foi 60 ± 12 anos; 54% eram homens. Tabagismo foi mais prevalente em casos do que em controles (34% vs. 9%; p=0.001). Nenhum outro fator de risco evidenciou diferença estatística. Casos tiveram menor deformação miocárdica comparados aos controles (SL -16.7 ± 3.4% vs. -19.2 ± 2.8%; p < 0.001). Não houve diferença em relação aos parâmetros ecocardiográficos tradicionais. Após ajuste para tabagismo e hiperlipidemia, SL manteve-se independentemente associado com AVE (OR=1.3; 95% CI, 1.1 ­ 1.6; p=0.005). A área abaixo à curva ROC para AVE aumentou significativamente após adicionar SL ao tabagismo (0.65 para 0.78, respectivamente; p=0.009). Conclusão: SL tem independente associação com o primeiro episódio de AVE isquêmico em adultos de média idade com corações geralmente normais. SL pode ser potencial marcador de risco nesta população


Background: Stroke is prevalent worldwide, and early recognition of subclinical cardiovascular (CV) disease could predict a first ischemic stroke (IS) episode. Speckle-tracking echocardiography (STE) allows the detection of early subclinical myocardial dysfunction. Aim: To examine the association between myocardial deformation, evaluated by STE, and first episode of IS in a sample of otherwise healthy patients. Methods: We included individuals between 40­80 years old, with a first incidence of IS, with no known CV disease, matched to healthy controls by sex, age, and hypertension at a 1:2 ratio. STE was used to assess LV global longitudinal strain (GLS), and traditional echocardiography was performed. Univariate and multivariable analyses were performed to assess the relationship among stroke, CV risk factors, and echocardiographyderived parameters. Results: A total of 29 cases and 62 controls were included. The mean age of the patients was 60 ± 12 y/o, and 54% were males. Smoking was more prevalent in cases compared to controls (34% vs. 9%; p = 0.001), and there were no significant differences in the other examined risk factors. Cases had less myocardial deformation compared to controls (GLS: -16.7% ± 3.4% vs. -19.2 ± 2.8%; p < 0.001), and there was no


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Cardiovascular Diseases/diagnostic imaging , Hypoxia, Brain/diagnostic imaging , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Stroke/diagnostic imaging , Risk Factors , Longitudinal Studies
12.
Arch. cardiol. Méx ; 90(3): 328-335, Jul.-Sep. 2020. graf
Article in Spanish | LILACS | ID: biblio-1131051

ABSTRACT

Resumen La estimulación apical permanente del ventrículo derecho (VD) puede producir asincronía del ventrículo izquierdo (VI) desde los puntos de vista eléctrico y mecánico. Este fenómeno es efecto de una alteración de la activación normal del VI que lleva al deterioro de la función sistólica y la aparición de insuficiencia cardíaca y sus efectos deletéreos relacionados. Para el estudio de la asincronía eléctrica del VI se ha propuesto en fecha reciente el nuevo sistema electrocardiográfico no invasivo Synchromax, que puede cuantificar el grado de asincronía eléctrica que causa una subsecuente asincronía mecánica. Esta última se ha estudiado casi siempre mediante la ecocardiografía transtorácica bidimensional (ETT2D) a través del Doppler tisular y la deformación miocárdica y ahora con la ecocardiografía tridimensional transtorácica en tiempo real (E3DTR). La relación entre estos fenómenos ha sido motivo de estudio a fin de identificar a los pacientes que se benefician de la transición a un tratamiento de resincronización cardíaca. Conclusiones: La estimulación artificial permanente del VD produce asincronía eléctrica del VI que puede cuantificarse mediante el nuevo sistema electrocardiográfico Synchromax y desencadenar asincronía mecánica estudiada mediante la ecocardiografía transtorácica para reconocer a los pacientes que pueden beneficiarse de un tratamiento de resincronización cardíaca.


Abstract Permanent apical pacing of right ventricle (RV) can produce dyssynchrony of the left ventricle (LV) from an electrical and mechanical point of view. This phenomenon is caused by an alteration in the normal activation of LV leading to a deterioration of systolic function and the appearance of heart failure and its associated deleterious effects. For the study of the electrical asynchrony of the LV, a new noninvasive electrocardiographic system Synchromax has recently been proposed, being able to quantify the degree of electrical asynchrony that leads to a subsequent mechanical dyssynchrony. The latter has been traditionally studied by two-dimensional transthoracic echocardiography (2DTTE) through tissue Doppler and myocardial deformation and lately by real-time 3-dimensional echocardiography (RT3DE). The relationship between these phenomena has been the subject of study to predict those patients who benefit from an “upgrade” to cardiac resynchronization therapy. Conclusions: Permanent apical pacing of the RV produces electrical dyssynchrony of the LV that can be quantified using a new electrocardiographic system Synchromax and trigger mechanical asynchrony studied through transthoracic echocardiography allowing to predict those patients who benefit from cardiac resynchronization therapy.


Subject(s)
Humans , Cardiac Pacing, Artificial/adverse effects , Ventricular Dysfunction, Left/etiology , Echocardiography , Cardiac Pacing, Artificial/methods , Echocardiography, Doppler , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Echocardiography, Three-Dimensional , Cardiac Resynchronization Therapy/methods
13.
Arq. bras. cardiol ; 114(2): 284-292, Feb. 2020. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1088875

ABSTRACT

Abstract Background: Diastolic dysfunction, commonly evaluated by echocardiography, is an important early finding in many cardiomyopathies. Cardiac magnetic resonance (CMR) often requires specialized sequences that extends the test time. Recently, feature-tracking imaging has been made available, but still requires expensive software and lacks clinical validation. Objective: To assess diastolic function in patients with aortic valve disease (AVD) and compare it with normal controls by evaluating left ventricular (LV) longitudinal displacement by CMR. Methods: We compared 26 AVD patients with 19 normal controls. Diastolic function was evaluated as LV longitudinal displacement in 4-chamber view cine-CMR images using steady state free precession (SSFP) sequence during the entire cardiac cycle with temporal resolution < 50 ms. The resulting plot of atrioventricular junction (AVJ) position versus time generated variables of AVJ motion. Significance level of p < 0.05 was used. Results: Maximum longitudinal displacement (0.12 vs. 0.17 cm), maximum velocity during early diastole (MVED, 0.6 vs. 1.4s-1), slope of the best-fit line of displacement in diastasis (VDS, 0.22 vs. 0.03s-1), and VDS/MVED ratio (0.35 vs. 0.02) were significantly reduced in AVD patients compared with controls, respectively. Aortic regurgitation showed significantly worse longitudinal LV shortening compared with aortic stenosis. Higher LV mass indicated worse diastolic dysfunction. Conclusions: A simple linear measurement detected significant differences on LV diastolic function between AVD patients and controls. LV mass was the only independent predictor of diastolic dysfunction in these patients. This method can help in the evaluation of diastolic dysfunction, improving cardiomyopathy detection by CMR, without prolonging exam time or depending on expensive software.


Resumo Fundamentos: A disfunção diastólica, comumente avaliada por ecocardiografia, é um importante achado precoce na maioria das cardiomiopatias. A ressonância magnética cardíaca (RMC) frequentemente requer sequências específicas que prolongam o tempo de exame. Recentemente, métodos de imagens com monitoramento de dados (feature-tracking) foram desenvolvidos, mas ainda requerem softwares caros e carecem de validação clínica. Objetivos: Avaliar a função diastólica em pacientes com doença valvar aórtica (DVA) e compará-la a controles normais pela medida do deslocamento longitudinal do ventrículo esquerdo (VE) por RMC. Métodos: Nós comparamos 26 pacientes com DVA com 19 controles normais. A função diastólica foi avaliada como uma medida do deslocamento longitudinal do VE nas imagens de cine-RMC no plano quatro câmaras usando a sequência steady state free precession (SSFP) durante todo o ciclo cardíaco com resolução temporal < 50 ms. O gráfico resultante da posição da junção atrioventricular versus tempo gerou variáveis de movimento da junção atrioventricular. Utilizamos nível de significância de p < 0,005. Resultados: Deslocamento longitudinal máximo (0,12 vs. 0,17 cm), velocidade máxima em início de diástole (0,6 vs. 1,4s-1), velocidade máxima na diástase (0,22 vs. 0,03s-1) e a razão entre a velocidade máxima na diástase e a velocidade máxima em diástole inicial (0,35 vs. 0,02) foram significativamente menores nos pacientes com DVA em comparação aos controles normais, respectivamente. Pacientes com insuficiência aórtica apresentaram medidas de encurtamento longitudinal do VE significativamente piores em comparação aqueles com estenose aórtica. O aumento da massa ventricular esquerda indicou pior disfunção diastólica. Conclusões: Esta simples medida linear detectou diferenças significativas na função diastólica do VE entre pacientes com DVA e controles normais. A massa ventricular esquerda foi o único preditor independente de disfunção diastólica nesses pacientes. Este método pode auxiliar na avaliação da disfunção diastólica, melhorando a detecção de cardiomiopatias por RMC sem prolongar o tempo de exame ou depender de caros softwares.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Aortic Valve Insufficiency/physiopathology , Aortic Valve Stenosis/physiopathology , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Diastole/physiology , Aortic Valve Insufficiency/diagnostic imaging , Aortic Valve Stenosis/diagnostic imaging , Reference Values , Atrioventricular Node/physiopathology , Atrioventricular Node/diagnostic imaging , Time Factors , Bundle of His/physiopathology , Bundle of His/diagnostic imaging , Case-Control Studies , Linear Models , Retrospective Studies , Ventricular Function, Left/physiology , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Statistics, Nonparametric , Magnetic Resonance Imaging, Cine/methods
14.
Rev. Soc. Bras. Med. Trop ; 53: e20190457, 2020. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1092227

ABSTRACT

Abstract INTRODUCTION: Chagas disease is one of the most common diseases in Latin America and heart involvement is the main cause of death. This study aimed to determine differences in tissue Doppler imaging (TDI) parameters in the assessment left and right ventricular function in patients with the indeterminate form of Chagas disease compared to those in healthy controls. METHODS: We compared 194 patients with the indeterminate form of Chagas disease to 72 age-matched healthy individuals. We considered p-values <0.05 to be statistically significant. RESULTS: TDI analysis of the right ventricular (RV) showed lengthened isovolumic relaxation time (IRT) and higher RV index of myocardial performance (RIMP) and left ventricle (LV) index of myocardial performance (LIMP) in the Chagas group than in the control group, indicating RV and LV systolic and diastolic myocardial damage. TDI analysis of the myocardial velocities of the interventricular septum and the lateral wall of the LV also showed a systolic and diastolic myocardial damage. CONCLUSIONS: The study results demonstrated early LV systolic and diastolic myocardial damage in the RV and LV in patients with the indeterminate form of Chagas disease by TDI. These early findings of RV and LV dysfunction may help identify patients who will progress to heart failure during the disease course. TDI should be included in initial patient evaluations because it allows adequate follow-up and treatment.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Chagas Disease/physiopathology , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Heart/physiopathology , Echocardiography , Echocardiography, Doppler , Case-Control Studies , Observer Variation , Chagas Disease/diagnostic imaging , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Early Diagnosis , Heart/diagnostic imaging , Middle Aged
15.
Arq. bras. cardiol ; 113(6): 1084-1089, Dec. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1055075

ABSTRACT

Abstract Background: Obstructive sleep apnea (OSA) is a chronic progressive disorder with high mortality and morbidity rate, associated with cardiovascular diseases (CVD), especially heart failure (HF). The pathophysiological changes related to OSA can directly affect the diastolic function of the left ventricle. Objectives: To assess the association of the risk of OSA, evaluated by the Berlin Questionnaire (BQ), and echocardiographic (ECHO) parameters related to diastolic dysfunction in individuals without HF assisted in primary care. Methods: A cross-sectional study that included 354 individuals (51% women) aged 45 years or older. All individuals selected were submitted to an evaluation that included the following procedures: consultation, filling out the BQ, clinical examination, laboratory examination and transthoracic Doppler echocardiography (TDE). Continuous data are presented as medians and interquartile intervals, and categoric variables in absolute and relative frequencies. The variables associated with risk of OSA and at the 0.05 level integrated the gamma regression models with a log link function. A value of p < 0.05 was considered an indicator of statistical significance. Exclusion criteria were presence of HF, to fill out the BQ and patients with hypertension and obesity not classified as high risk for OSA by other criteria. All individuals were evaluated on a single day with the following procedures: medical appointment, BQ, laboratory tests and ECHO. Results: Of the 354 individuals assessed, 63% were classified as having high risk for OSA. The patients with high risk for OSA present significantly abnormal diastolic function parameters. High risk for OSA confirmed positive and statistically significant association, after adjustments, with indicators of diastolic function, such as indexed left atrium volume LAV-i (p = 0.02); E'/A' (p < 0.01), A (p = 0.02), E/A (p < 0.01). Conclusion: Our data show that patients at high risk for OSA present worsened diastolic function parameters measured by TDE.


Resumo Fundamento: A apneia obstrutiva do sono (AOS) é um transtorno crônico, progressivo, com alta morbimortalidade e associado às doenças cardiovasculares (DCV), entre elas a insuficiência cardíaca (IC). As alterações fisiopatológicas relacionadas com a AOS podem impactar diretamente a função diastólica do ventrículo esquerdo. Objetivo: Estimar a associação entre risco de AOS, avaliada pelo Questionário de Berlim (QB), e parâmetros do ecocardiograma, relacionados com a função diastólica, em indivíduos sem IC na atenção primária. Métodos: Estudo transversal que incluiu 354 indivíduos (51% mulheres) com idade igual ou superior a 45 anos. Todos os indivíduos selecionados foram submetidos a uma avaliação que constou dos seguintes procedimentos: consulta, preenchimento do QB e exame clínico, realização de exames laboratoriais e ecocardiograma Doppler transtorácico (EDT). Os dados contínuos são apresentados em medianas e intervalos interquartílicos e os categóricos em frequências absolutas e relativas. As variáveis que apresentaram associação ao risco de AOS em nível de 0,05 integraram os modelos de regressão gama com função de ligação log link. Análise bruta: Um valor de p < 0,05 foi considerado como indicador de significância estatística. Resultados: Dos 354 indivíduos analisados, 63% foram classificados como tendo alto risco para AOS. Os pacientes com alto risco para AOS apresentam alterações significativas dos parâmetros que avaliam a função diastólica. Alto risco para AOS confirmou sua associação positiva e estatisticamente significativa, após ajuste, a indicadores de disfunção diastólica - VAE-i (p = 0,02); E'/A' (p < 0,01); A (p = 0,02); E/A (p < 0,01). Conclusão: Nossos dados mostram que pacientes com alto risco de AOS apresentam piora dos parâmetros de função diastólica medidos pelo EDT.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , Ventricular Dysfunction, Left/etiology , Sleep Apnea, Obstructive/complications , Echocardiography, Doppler , Cross-Sectional Studies , Surveys and Questionnaires , Risk Factors , Polysomnography , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Diastole/physiology , Hypertension/complications
16.
Arq. bras. cardiol ; 113(4): 677-684, Oct. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1038580

ABSTRACT

Abstract Background: Hypertrophic cardiomyopathy (HCM) is the most common heart disease of genetic origin in the world population, with a prevalence of at least 1/500. The association with systemic arterial hypertension (SAH) is not uncommon, as it affects approximately 25% of the world population. Most studies aim at the differential diagnosis between these diseases, but little is known about the magnitude of this association. Objective: To compare left ventricular global longitudinal strain (GLS) in HCM patients with and without associated SAH. Methods: Retrospective cross-sectional study that included 45 patients with HCM and preserved ejection fraction, with diagnosis confirmed by magnetic resonance imaging, including 14 hypertensive patients. Transthoracic echocardiography was performed, with emphasis on left ventricular myocardial strain analysis using GLS. In this study, p < 0.05 was considered statistically significant. Results: Left ventricular strain was significantly lower in hypertensive individuals compared to normotensive individuals (-10.29 ± 2.46 vs. -12.35% ± 3.55%, p = 0.0303), indicating greater impairment of ventricular function in that group. Mean age was also significantly higher in hypertensive patients (56.1 ± 13.9 vs. 40.2 ± 12.7 years, p = 0.0001). Diastolic dysfunction was better characterized in hypertensive patients (p = 0.0242). Conclusion: Myocardial strain was significantly lower in the group of patients with HCM and SAH, suggesting greater impairment of ventricular function. This finding may be related to a worse prognosis with early evolution to heart failure. Prospective studies are required to confirm this hypothesis.


Resumo Fundamentos: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a doença cardíaca de origem genética mais frequente na população mundial, com prevalência de, pelo menos, 1/500. A associação com hipertensão arterial sistêmica (HAS) não é incomum, uma vez que esta acomete aproximadamente 25% da população mundial. A maioria dos estudos objetiva o diagnóstico diferencial entre essas doenças, mas pouco se sabe sobre a magnitude dessa associação. Objetivo: Comparar o strain longitudinal global (SLG) do ventrículo esquerdo em pacientes portadores de CMH com e sem HAS associada. Métodos: Estudo transversal retrospectivo que incluiu 45 pacientes portadores de CMH e fração de ejeção preservada, com diagnóstico confirmado por ressonância magnética, sendo 14 hipertensos. Realizada avaliação ecocardiográfica transtorácica com ênfase na análise da deformação miocárdica do ventrículo esquerdo por meio do SLG. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Resultados: A deformação do ventrículo esquerdo foi significativamente menor nos hipertensos quando comparada aos normotensos (-10,29 ± 2,46 vs. -12,35% ± 3,55%, p = 0,0303), indicando maior comprometimento da função ventricular naquele grupo. A média de idade também foi significativamente maior nos hipertensos (56,1 ± 13,9 vs. 40,2 ± 12,7 anos, p = 0,0001). A disfunção diastólica foi melhor caracterizada nos pacientes hipertensos (p = 0,0242). Conclusão: A deformação miocárdica foi significativamente menor no grupo de pacientes com CMH e HAS, sugerindo maior comprometimento da função ventricular. Esse achado pode estar relacionado a um pior prognóstico com evolução precoce para insuficiência cardíaca. Estudos prospectivos são necessários para confirmar essa hipótese.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Cardiomyopathy, Hypertrophic/physiopathology , Ventricular Function, Left/physiology , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Hypertension/physiopathology , Prognosis , Reference Values , Stroke Volume/physiology , Cardiomyopathy, Hypertrophic/diagnostic imaging , Echocardiography , Cross-Sectional Studies , Retrospective Studies , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Statistics, Nonparametric
17.
Arq. bras. cardiol ; 113(4): 737-745, Oct. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1038572

ABSTRACT

Abstract Background: Most cardiovascular abnormalities in patients infected with the human immunodeficiency virus (HIV) have been associated with myocardial damage directly caused by the virus. Some cases, however, may be associated with adverse effects from antiretroviral therapy (ART). New ventricular function assessment techniques are capable of detecting early changes in the cardiac function of HIV-infected patients using or not using ART. The usefulness of these techniques has been little employed in these patients. Objectives: To investigate the potential influence of antiretroviral therapy (ART) on the occurrence of subclinical left ventricular systolic dysfunction evaluated by myocardial strain rate analysis using two-dimensional speckle tracking echocardiography (2-D Echo) in treated HIV patients compared to untreated patients and healthy individuals. Methods: Sixty-eight HIV-infected patients with no cardiovascular symptoms, normal left ventricular (LV) ejection fraction (> 0.55 on 2-D Echo) were divided into three groups: 11 patients not using antiretroviral therapy (NT), 24 using protease inhibitor (PI) and 33 using non-nucleoside reverse transcriptase inhibitor (NNRTI). We also studied 30 normal non-HIV infected individuals (Ctrl). Demographic, clinical, biochemical and anthropometric data were collected. Preliminary transthoracic echocardiography included study of myocardial strain using two-dimensional speckle tracking. We studied strain and strain rate in the seventeen left ventricular (LV) myocardial segments in the longitudinal, circumferential and radial axes. Statistical analysis of the data was done with IBM SPSS - version 20 for Windows. Upon analysis of the data, namely the normality of independent variables in the different groups and the homogeneity of the variances between the groups, Kruskal-Wallis' non-parametric test was done, followed by Dunn's multiple comparison tests to test the significance of the differences between the values measured in the study groups. A significance level of 5% was adopted for decision-making on statistical tests. Results: The mean age of HIV patients was 40 ± 8.65 years and the mean age of controls was 50 ± 11.6 years (p < 0.001). Median LV global longitudinal strain (GLS) of NT patients (-17.70%), PI patients (-18.27%) and NNRTIs (-18.47%) were significantly lower than that of the Ctrl group (-20.77%; p = 0.001). There was no significant difference in mean SLG between treated patients (PI, NNRTI) and untreated (NT) patients. No significant differences were observed in mean circumferential and radial strain, nor on circumferential and radial strain rates between the NT, PI, NNRTI and Ctrl groups. Conclusion: The data suggest that HIV patients present, on myocardial strain measured by speckle tracking, signs of early LV systolic dysfunction that seem to be unrelated to the presence of ART. The prognostic significance of this condition in these patients deserves further studies.


Resumo Fundamento: A maior parte das alterações cardiovasculares dos pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) tem sido associada ao dano miocárdico causado diretamente pelo vírus. Alguns casos, porém, podem estar associados a efeitos adversos da terapia antirretroviral (TARV). Novas técnicas de avaliação da função ventricular são capazes de detectar modificações precoces na função cardíaca do paciente infectado pelo HIV em uso ou não de TARV. A utilidade dessas técnicas tem sido pouco empregada nesses pacientes. Objetivos: Investigar possível influência da terapia antirretroviral (TARV) na ocorrência de disfunção sistólica ventricular esquerda subclínica avaliada pela análise da taxa de deformação miocárdica (strain) por meio do speckle tracking ao ecocardiograma bidimensional (E2D) em pacientes portadores do HIV tratados, comparados com pacientes não tratados e indivíduos saudáveis. Métodos: Sessenta e oito pacientes infectados pelo HIV assintomáticos do ponto de vista cardiovascular, com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (VE) normal (>0,55 pelo E2D) foram divididos em três grupos: 11 pacientes sem tratamento antirretroviral (ST), 24 em uso de inibidor de protease (IP) e 33 em uso de inibidor de transcriptase reversa não nucleosídeo (ITRNN). Foram estudados também 30 indivíduos normais não infectados pelo HIV (Ctrl). Foram coletados dados demográficos, clínicos, bioquímicos e antropométricos. A ecocardiografia transtorácica foi realizada incluindo no estudo inicial o estudo da deformação miocárdica pela técnica bidimensional (speckle tracking). Estudamos o strain e a sua taxa de deformação (strain rate) nos dezessete segmentos miocárdicos do ventrículo esquerdo (VE) nos eixos longitudinal, circunferencial e radial. A análise estatística dos dados foi feita com o programa IBM SPSS - versão 20 para Windows. Depois de analisados os dados, nomeadamente a normalidade das variáveis independentes nos diferentes grupos e a homogeneidade das variâncias entre os grupos, decidiu-se utilizar o teste não paramétrico de Kruskal-Wallis seguido dos testes de comparações múltiplas pelo procedimento de Dunn, para testar a significância das diferenças entre os valores medidos nos grupos em estudo. Foi considerado o nível de significância de 5% para a tomada de decisão nos testes estatísticos realizados. Resultados: A média das idades dos pacientes com HIV foi de 40 ± 8,65 anos e a idade média dos controles foi de 50 ± 11,6 anos (p < 0,001). Os valores medianos do strain longitudinal global do VE (SLG) dos pacientes ST (-17.70%), dos pacientes IP (-18.27%) e ITRNN (-18.47%) foram significativamente menores do que o grupo Ctrl (-20,77%; p = 0,001). Não houve diferença significante nos valores médios do SLGentre os pacientes tratados (IP, ITRNN) e não tratados (ST). Não foram observadas diferenças significantes nos valores médios do strain circunferencial e radial, nem nas taxas de deformação circunferencial e radial entre os grupos ST, IP, ITRNN e Ctrl. Conclusão: Os dados sugerem que pacientes com HIV apresentam, à análise da deformação miocárdica ao speckle tracking, sinais de disfunção sistólica incipiente do VE que parece não ter relação com a presença de TARV. O significado prognóstico dessa alteração nesses pacientes merece estudos futuros.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Pregnancy , Adult , Middle Aged , Aged , Aged, 80 and over , HIV Infections/physiopathology , HIV Infections/drug therapy , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Antiretroviral Therapy, Highly Active/methods , Reference Values , Stroke Volume/physiology , Echocardiography/methods , Case-Control Studies , Cross-Sectional Studies , Reproducibility of Results , Statistics, Nonparametric
18.
Arq. bras. cardiol ; 113(2): 207-215, Aug. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1019395

ABSTRACT

Abstract Background: Myocardial performance index (MPI), demonstrates both systolic and diastolic functions of the left ventricle. Presystolic wave (PSW) is frequently detected on Doppler examination of the left ventricular outflow tract and possible mechanism of PSW is impaired LV compliance and left ventricular stiffness. Objective: To investigate the relationship between PSW and MPI in type 2 diabetic patients. Method: A total of 129 type 2 diabetic patients were included in this study. Patients were divided into two groups according to the presence of PSW on Doppler echocardiography. There were 90 patients (38 male, mean age 57.77 ± 10.91 years) in the PSW-positive group and 39 patients (13 male; mean age: 55.31 ± 11.29 years) in the PSW-negative group. The p values of < 0.05 were considered statistically significant. Results: MPI was higher in PSW- positive group (0.63 ± 0.17vs 0.52 ± 0.13, p < 0.001). In addition, subclinical left ventricle dysfunction (LVD) was higher in the PSW- positive group (p = 0.029). Univariate analysis showed that the presence of PSW associated with abnormal MPI (p = 0.031). Pearson correlation analysis showed that PSW velocity correlated with MPI (r: 0.286, p = 0.006). Conclusion: Presence of the PSW on Doppler examination was associated with subclinical LV dysfunction in patients with DM type 2. This easy-to-perform echocardiographic parameter may be related to subclinical LVD among patients with type 2 DM.


Resumo Fundamento: O índice de performance miocárdica (IPM) avalia as funções sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo. A onda pressistólica (OPS) é geralmente detectada no exame Doppler da via de saída do ventrículo esquerdo e seus possíveis mecanismos são complacência prejudicada e rigidez do ventrículo esquerdo. Objetivo: Investigar a relação entre OPS e IPM em pacientes com diabetes tipo 2. Método: 129 pacientes com diabetes tipo 2 foram incluídos no estudo. Os sujeitos foram alocados em dois grupos, com base na presença de OPS no exame ecocardiográfico com Doppler. Foram incluídos 90 pacientes (38 homens, idade média 57,77 ± 10,91 anos) no grupo OPS-positiva e 39 pacientes (13 homens; idade média 55,31 ± 11,29 anos) no grupo OPS-negativa. Valor de p < 0,05 foi considerado para significância estatística. Resultados: O IPM foi mais alto no grupo OPS-positiva (0,63 ± 0,17 vs 0,52 ± 0,13, p < 0,001). Além disso, a disfunção ventricular esquerda subclínica (DVE) foi maior no grupo OPS-positiva (p = 0,029). Análise univariada mostrou associação de OPS com IPM anormal (p = 0,031), assim como o coeficiente de correlação de Pearson mostrou correlação entre velocidade de OPS e IPM (r: 0,286, p = 0,006). Conclusão: Presença de OPS na ecocardiografia com Doppler foi associada à DVE subclínica em pacientes com diabetes tipo 2. Esse exame ecocardiográfico de fácil execução pode ser relacionado à DVE subclínica entre pacientes com diabetes tipo 2.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Adult , Middle Aged , Aged , Echocardiography, Doppler/methods , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Diabetes Mellitus, Type 2/physiopathology , Reference Values , Stroke Volume/physiology , Body Mass Index , Cross-Sectional Studies , Risk Factors , Ventricular Function, Left/physiology , Statistics, Nonparametric , Heart/physiopathology , Heart/diagnostic imaging
19.
J. pediatr. (Rio J.) ; 95(4): 475-481, July-Aug. 2019. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: biblio-1040340

ABSTRACT

Abstract Objective: Mucopolysaccharidosis is a rare genetic disease characterized by the intralysosomal deposition of glycosaminoglycans. Cardiovascular impairment is a common feature. Cardiac signs and symptoms are underestimated due to the disease involvement in other organs. Enzyme replacement therapy can be used in mucopolysaccharidosis I, II, IV, and VI. Thus, the knowledge about the use of new echocardiography tools is relevant to improve the care of this population. This study aimed to describe left ventricular function assessment by conventional echocardiography and left ventricular global longitudinal strain analysis and compare the alterations in patients receiving enzyme replacement therapy and who had different ages at the start of therapy. Method: Outpatient-based descriptive study. The patients were submitted to conventional echocardiography and left ventricular global longitudinal strain measurement. Results: Sixteen patients were evaluated; median age of 14.2 years (SD = 5.2 years). Left ventricular hypertrophy was found in nine patients (56.2%). All patients had preserved left ventricular systolic function (Simpson and Teichholz). Nine (56.2%) patients showed alterations in left ventricular global longitudinal strain. The study showed a positive association between left ventricular hypertrophy and alteration in the left ventricular global longitudinal strain, and late start of enzyme replacement therapy and alteration in the left ventricular global longitudinal strain. Conclusion: Echocardiographic alterations in patients with mucopolysaccharidosis were frequently observed, especially alterations in the left ventricular geometry and subclinical dysfunction. Patients who had a late enzyme replacement therapy start showed an association with worse left ventricular global longitudinal strain values, reinforcing the need for early diagnosis and treatment. The use of new echocardiographic tools may improve the follow-up of these patients.


Resumo Objetivo: A mucopolissacaridose é uma doença genética rara, caracterizada por depósito intralisossômico de glicosaminoglicanos. O comprometimento cardiovascular é frequente. Sinais e sintomas cardíacos são subestimados pelo envolvimento da doença em outros órgãos. A terapia de reposição enzimática pode ser usada em mucopolissacaridose I, II, IV e VI. Assim, o conhecimento da aplicação de novas ferramentas de ecocardiografia é relevante para melhorar a assistência dessa população. Este estudo visou descrever a função do ventrículo esquerdo pelo ecocardiograma convencional e pela análise do strain global longitudinal do ventrículo esquerdo e comparar as alterações em pacientes que fazem uso da terapia de reposição enzimática e que tiveram idades distintas de início da terapia. Método: Estudo descritivo de base ambulatorial. Os pacientes foram submetidos à ecocardiografia convencional e medida do strain global longitudinal do ventrículo esquerdo. Resultados: Foram avaliados 16 pacientes; mediana de 14,2 anos (desvio: 5,2 anos). Hipertrofia do ventrículo esquerdo foi encontrada em nove pacientes (56,2%). Todos os pacientes tiveram função sistólica do ventrículo esquerdo preservada (Simpson e Teichholz). Nove (56,2%) pacientes apresentaram alteração no strain global longitudinal do ventrículo esquerdo. O estudo mostrou associação positiva entre hipertrofia do ventrículo esquerdo e alteração no strain global longitudinal do ventrículo esquerdo e início tardio da terapia de reposição enzimática e alteração no strain global longitudinal do ventrículo esquerdo. Conclusão: Alterações ecocardiográficas em pacientes com mucopolissacaridose foram frequentes, especialmente alterações na geometria e disfunção subclínica do ventrículo esquerdo. Pacientes que iniciaram tardiamente a terapia de reposição enzimática apresentaram associação com piores valores de strain global longitudinal do ventrículo esquerdo, o que reforça a necessidade do diagnóstico e tratamento precoces. O uso de novas ferramentas de ecocardiografia pode melhorar o acompanhamento desses pacientes.


Subject(s)
Humans , Male , Female , Child , Adolescent , Mucopolysaccharidoses/complications , Ventricular Dysfunction, Left/etiology , Ventricular Dysfunction, Left/diagnostic imaging , Myocardium/pathology , Echocardiography/methods , Cross-Sectional Studies , Mucopolysaccharidoses/drug therapy , Ventricular Dysfunction, Left/physiopathology , Ventricular Dysfunction, Left/drug therapy , Enzyme Replacement Therapy
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