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2.
Cad. Saúde Pública (Online) ; 35(3): e00098918, 2019. tab, graf
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: biblio-1001638

RESUMO

Resumo: A prevalência de nascimento pré-termo tem apresentado uma tendência crescente em vários países, inclusive naqueles desenvolvidos. Estudos no Brasil relatam que o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), até 2010, subestimava a prevalência de nascimentos pré-termo, quando comparada aos estudos baseados em dados primários. A partir de 2011, a idade gestacional ao nascer no SINASC tem sido calculada, quando disponível, pela data da última menstruação (DUM). O objetivo foi avaliar a acurácia da determinação da idade gestacional gerada pela DUM, comparando com a de outros estimadores, e correlacioná-la com o peso ao nascer. Estudo de base populacional com dados do SINASC disponíveis no Departamento de Informática do SUS entre 2011 e 2015. As definições de prematuridade, baixo peso e asfixia ao nascer foram aquelas determinadas na literatura. A adequação do peso ao nascer com a idade gestacional foi calculada baseando-se nas curvas de Fenton e Intergrowth-21. Compararam-se as médias de peso pela presença ou não de prematuridade. A estimação da idade gestacional foi realizada pela DUM em 58,5%, e 41,5% utilizaram outro método. Encontrou-se que a proporção de prematuridade foi de 12% no grupo DUM e 8,4% no grupo outro método, já o baixo peso ao nascer foi de 6,5% e 8,4%, respectivamente. A média de peso dos prematuros no grupo DUM foi maior. O uso da DUM como estimador da idade gestacional superestimou a proporção de peso maior ou igual a 2.500g nos prematuros, o que não parece compatível com a distribuição esperada para esta faixa. A DUM favoreceu a "correção" da prematuridade para os parâmetros comparáveis aos de estudos com dados primários, embora as distorções encontradas entre idade gestacional e peso ao nascer possam indicar que ainda existem problemas com este estimador.


Abstract: The prevalence of preterm births has shown a growing trend in many countries, including developed ones. Studies in Brazil have shown that the Information System on Live Births (SINASC, in Portuguese), until 2010, underestimated the prevalence of preterm births, when compared with studies based on primary data. Starting in 2011, gestational age at birth has been calculated in SINASC according to the last menstrual period (LMP), when available. This study sought to evaluate the accuracy of the gestational age assessment using LMP, compared with two other estimates, and correlate it with birth weight. This is a population study with data from SINASC available from Brazilian Health Informatics Department between 2011 and 2015. Definitions of preterm birth, low birth weight and birth asphyxia were taken from the literature. Adequacy of birth weigh to gestational age was calculated based on Fenton and Intergrowth-21 curves. We compared weight means according to the presence or lack of preterm birth. gestational age assessment was based on LMP in 58.5% and 41.5% used another method. We found that the preterm proportion was 12% in the LMP group and 8.4% in the other method group, while low birth weight was 6.5% and 8.4%, respectively. Mean weight of preterm infants was higher in the LMP group. Use of LMP as a gestational age estimator overestimated the proportion of weight equal to or higher than 2,500g among preterm infants, which does not seem compatible with the expected distribution for this group. LMP favored "correction" of prematurity for the parameters that are comparable to those of primary data studies, though the distortions we found between gestational age and birth weigh may indicate that there are still problems with this estimator.


Resumen: La prevalencia de nacimiento pretérmino está presentando una tendencia creciente en varios países, incluso en los desarrollados. Estudios en Brasil reflejan que el Sistema de Información sobre Nacidos Vivos (SINASC), hasta 2010, subestimaba la prevalencia de nacimientos pretérmino, cuando se compara con los estudios basados en datos primarios. A partir de 2011, la edad gestacional al nacer ha sido calculada en el SINASC, cuando se encontraba disponible, mediante la fecha de la última menstruación (DUM). El objetivo fue evaluar la precisión en la determinación de la edad gestacional generada por los DUM, comparándola con la de otros estimadores, y correlacionándola con el peso al nacer. Se trata de un estudio de base poblacional con datos del SINASC, disponibles en el Departamiento de Informática del Sistema Único de Salud entre 2011 y 2015. Las definiciones de prematuridad, bajo peso y asfixia al nacer fueron aquellas determinadas en la literatura. La adecuación del peso al nacer con la edad gestacional se calculó basándose en las curvas de Fenton e Intergrowth-21. Se compararon las medias de peso por la presencia o no de prematuridad. La estimación de la edade gestacional se realizó mediante DUM en un 58,5%, y un 41,5% utilizaron otro método. Se descubrió que la proporción de prematuridad fue de un 12% en el grupo DUM y un 8,4% en el grupo otro método, ya que el bajo peso al nacer fue un 6,5% y 8,4%, respectivamente. La media de peso de los prematuros en el grupo DUM fue mayor. El uso de la DUM, como estimador de la edad gestacional, sobreestimó la proporción de peso mayor o igual a 2.500g en los prematuros, lo que no parece compatible con la distribución esperada para esta franja. La DUM favoreció la "corrección" de la prematuridad en relación con los parámetros comparables a los de estudios con datos primarios, a pesar de que las distorsiones encontradas entre edad gestacional y peso al nacer puedan indicar que todavía existen problemas con este estimador.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Sistemas de Informação/estatística & dados numéricos , Idade Gestacional , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Nascimento Vivo/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Recém-Nascido de Baixo Peso , Recém-Nascido Prematuro , Declaração de Nascimento , Prevalência , Estudos Transversais , Ultrassonografia Pré-Natal , Triagem Neonatal/métodos , Nascimento Prematuro/diagnóstico por imagem
3.
J. pediatr. (Rio J.) ; 94(1): 15-22, Jan.-Feb. 2018. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: biblio-894101

RESUMO

Abstract Objective: To analyze economic inequality (absolute and relative) due to family income in relation to the occurrence of preterm births in Southern Brazil. Methods: Four birth cohort studies were conducted in the years 1982, 1993, 2004, and 2011. The main exposure was monthly family income and the primary outcome was preterm birth. The inequalities were calculated using the slope index of inequality and the relative index of inequality, adjusted for maternal skin color, education, age, and marital status. Results: The prevalence of preterm births increased from 5.8% to approximately 14% (p-trend < 0.001). Late preterm births comprised the highest proportion among the preterm births in all studies, although their rates decreased over the years. The analysis on the slope index of inequality demonstrated that income inequality arose in the 1993, 2004, and 2011 studies. After adjustment, only the 2004 study maintained the difference between the poorest and the richest subjects, which was 6.3 percentage points. The relative index of inequality showed that, in all studies, the poorest mothers were more likely to have preterm newborns than the richest. After adjustment for confounding factors, it was observed that the poorest mothers only had a greater chance of this outcome in 2004. Conclusion: In a final model, economic inequalities resulting from income were found in relation to preterm births only in 2004, although a higher prevalence of prematurity continued to be observed in the poorest population, in all the studies.


Resumo Objetivo: Analisar a iniquidade econômica (absoluta e relativa) decorrente da renda familiar na ocorrência de prematuros no Sul do Brasil. Métodos: Foram feitos quatro estudos do tipo coorte de nascimentos em 1982, 1993, 2004 e 2011. A exposição principal foi a renda familiar mensal e o desfecho foi nascer prematuro. Foram calculadas as iniquidades através do slope index of inequality e o relative index of inequality, ajustados por cor da pele, escolaridade, idade e estado civil maternos. Resultados: Houve aumento da prevalência de prematuros de 5,8 para 14% (p de tendência < 0,001). O prematuro tardio foi a maior proporção encontrada dentre os que nasceram prematuros em todos os estudos, embora com taxas reduzidas ao longo dos anos. A análise do slope index of inequality demonstrou iniquidade decorrente de renda nos estudos de 1993, 2004 e 2011. Após ajuste, apenas o estudo de 2004 manteve a diferença entre os mais pobres e os mais ricos, que foi de 6,3 pontos percentuais. Através do relative index of inequality, observou-se que, em todos os estudos, as mães mais pobres tiveram maior chance de ter prematuros, em comparação com as mais ricas. O ajuste para fatores de confusão demonstrou a manutenção dos mais pobres com maior chance do desfecho apenas em 2004. Conclusão: No modelo final, iniquidades econômicas decorrentes da renda foram encontradas no nascimento de prematuros apenas em 2004, apesar da manutenção de maior ocorrência da prematuridade na população mais pobre, em todos os estudos.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Fatores Socioeconômicos , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Prevalência , Fatores de Risco , Estudos de Coortes , Renda
5.
São Paulo; s.n; 2017. 43 p.
Tese em Português | LILACS (Américas) | ID: biblio-877259

RESUMO

Introdução - A prematuridade, definida como nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, ainda tem suas vias causais pouco explicadas. Objetivo - Analisar a prevalência de prematuridade e dos fatores do período pré-natal a ela relacionados, por meio de análise secundária dos dados da Região Sudeste, da pesquisa Nascer no Brasil. Métodos - A regressão binária de Poisson foi empregada na seleção das variáveis e as que apresentaram valor de p<0,20 foram incluídas a seguir no modelo de regressão logística hierarquizado, divididas em blocos de acordo com a proximidade temporal em relação ao desfecho, utilizando critérios clínicos e as interações atualmente já mais bem estabelecidas entre as variáveis. A análise estatística do modelo foi feita com regressão linear múltipla de Poisson, com ajuste robusto da variância. As variáveis com valor de p<0,20 foram incluídas no nível seguinte, como fator de ajuste. A medida de efeito foi o Risco Relativo (RR), calculadas com intervalos de confiança (IC) de 95 por cento e, ao final da análise, as variáveis que apresentaram valores de p<0,05 dentro de cada nível foram consideradas fatores de risco para a prematuridade. Resultados - As variáveis estatisticamente significativas foram: no nível intermediário I (bloco 2.1), a idade materna entre 12 e 19 anos (RR: 1,23; IC: 1,05 - 1,46); no nível intermediário II (bloco 2.2), a decisão pelo parto cesáreo (RR: 1,47; IC: 1,20 - 1,80); no nível proximal (bloco 3), a idade materna maior que 35 anos (RR: 1,28; IC: 1,06 - 1,54), a não decisão da via de parto (RR: 1,34; IC: 1,11 - 1,61), realizar menos de 5 consultas de PN (RR: 2,57; IC: 2,20 - 3,01), realizar 12 ou mais consultas de PN (RR: 0,74; IC: 0,55 - 0,99), cor da pele preta ou parda (RR: 0,83; IC: 0,73 - 0,95), nenhuma gestação anterior (RR: 1,43; IC: 1,17 - 1,74), baixo peso ao nascer anterior (RR: 1,35; IC: 1,01 - 1,82), prematuro anterior (RR: 2,01; IC: 1,51 - 2,68), condições clínicas prévias maternas (RR: 1,31; IC: 1,05 - 1,63), condições obstétricas na gestação atual (RR: 1,58; IC: 1,18 - 2,12), condições clínicas diagnosticadas na admissão para o parto (RR: 1,81; IC: 1,50 - 2,18) e internação durante a gestação atual (RR: 2,07; IC: 1,78 - 2,41) Conclusões - Identificados como fator de proteção contra a prematuridade: a mãe apresentar cor da pele preta ou parda e realizar mais de 12 consultas de pré-natal. Condições de maior risco para prematuridade: mãe primípara, extremos de idade materna, decisão da via de parto cesáreo ou a não participação materna na mesma, realizar menos de cinco consultas no PN, antecedentes de baixo peso ao nascer e prematuridade, ter alguma complicação clínica diagnosticada na gestação atual ou na admissão para o parto, alguma complicação obstétrica diagnosticada, hipertensão arterial ou alguma internação durante a gestação. O nascimento prematuro ainda é a maior causa de mortes em RNs no mundo, com aumento progressivo da incidência nos últimos anos, por isso a pesquisa básica visando inovar sobre o tema é tão importante


Introduction: Prematurity is defined as a birth occurring before 37 complete weeks of gestation and its causal pathways are not entirely understood. Objectives: To analyse the prevalence of prematurity and risk factors related to it in a secondary analysis of data from the Brazils Southeast region in Birth in Brazil survey. Method: Binary Poisson regression was used to select the variables and those with p12 prenatal appointments (RR: 0,74; IC: 0,55 - 0,99), maternal black/ brown skin colour (RR: 0,83; IC: 0,73 - 0,95), no previous pregnancies (RR: 1,43; IC: 1,17 - 1,74), previous low birthweight new-born (RR: 1,35; IC: 1,01 - 1,82), previous preterm birth (RR: 2,01; IC: 1,51 - 2,68), previous clinical complications (RR: 1,31; IC: 1,05 - 1,63), obstetric complications in the current pregnancy ((RR: 1,58; IC: 1,18 - 2,12), clinical complications diagnosed at the hospital admission (RR: 1,81; IC: 1,50 - 2,18) and admission at the hospital in the current pregnancy (RR: 2,07; IC: 1,78 - 2,41). Conclusions: Variables identified as protection factors against prematurity were: maternal black or brown skin colour and >12 antenatal appointments. Variables identified as risk factors were: primiparity, maternal age 35, decision for caesarean as the mode of birth, non-participation of the mother in the decision of the mode of birth, <5 prenatal appointments, previous low birth weight new-born, previous preterm birth, having one or more clinical complication in the current pregnancy or at the admission for delivery, having one or more obstetric complications diagnosed during pregnancy, hypertension or a hospital admission at the hospital during the current pregnancy. Preterm birth is still the main cause of child death in the world, with increasing rate in the past years, which justificates the importance of basic and innovative research in this area of knowledge


Assuntos
Perinatologia , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Cuidado Pré-Natal , Brasil , Estudos de Coortes , Análise Multivariada , Fatores de Risco
6.
Rev. RENE ; 17(6): 733-740, nov.-dez. 2016. tab
Artigo em Inglês, Português | LILACS (Américas) | ID: biblio-835688

RESUMO

Identificar o perfil epidemiológico de mães de recém-nascidos internados em uma unidade neonatal pública. Métodos: estudo descritivo e transversal, realizado com 57 mães e 58 bebês que ficaram internados na unidade neonatal. Resultados: observou-se que a maioria das mulheres tinha condições sociodemográficas desfavoráveis, apresentou intercorrências na gestação e, apesar da maior parte ter realizado o número preconizado de consultas de pré-natal, o internamento do recém-nascido em Unidade especializada leva ao questionamento da qualidade dessa assistência. Conclusão: identificou-se perfil de risco para admissão de recém-nascidos em Unidade especializada, pois a maioria das mulheres tinha condições sociodemográficas desfavoráveis e apresentou intercorrências na gestação.


Objective: to identify the epidemiological profile newborns´ mothers hospitalized in a public neonatal unit. Methods: this is a descriptive and cross-sectional study of 57 mothers and 58 infants who were admitted to the neonatal unit. Results: it was observed that most of the women had unfavorable sociodemographic conditions, had intercurrences during pregnancy and although most of them had performed the recommended number of prenatal consultations, the hospitalization of the newborn in a specialized unit leads to questioning the quality of this care. Conclusion: a risk profile for admission of newborns in a specialized unit was identified, since most of the women had unfavorable sociodemographic conditions and presented intercurrences during pregnancy.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Lactente , Perfil de Saúde , Unidades de Terapia Intensiva Neonatal , Saúde Materno-Infantil , Relações Mãe-Filho , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Fatores Socioeconômicos , Comportamento Materno/fisiologia , Epidemiologia Descritiva , Inquéritos e Questionários
7.
Rev. Esc. Enferm. USP ; 50(3): 382-389, June 2016. tab
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: lil-792781

RESUMO

ABSTRACT OBJECTIVE To identify maternal and neonatal factors associated with prematurity in the municipality of Porto Alegre. METHOD This was a population-based case-control study. The cases were newborns under 37 weeks of gestation and the controls were newborns over 37 weeks. The data came from the records of 19,457 births in the city of Porto Alegre in the year 2012 from the Information System on Live Births of the Municipal Health Department. The analysis was carried outand adjusted by a Logistic Regression according to a hierarchical model. The variables studied were allocated into three hierarchy levels: sociodemographic variables; reproductive history; and gestational and birth factors. RESULTS There were 767 cases allocated and 1,534 controls in a design of a case for two controls (1:2) by simple randomization. In the final model, a statistically significant association was found for prematurity for the following variables: mother's age under 19 years old (OR=1.32; CI 95%: 1.02-1.71) or over 34 years old (OR=1.39; CI 95%: 1.12-1.72); inadequate maternal schooling for age (OR=2.11; CI 95%: 1.22-3.65); multiple pregnancies (OR=1.14; CI 95%: 1.01-1.29); C-section (OR=1.15; CI 95%: 1.03-1.29); birth weights under 2,500g (OR=4.04; CI 95%: 3.64-4.49); Apgar score at five minutes between zero and three (OR=1.47; CI 95%: 1.12-1.91); and inadequate prenatal care (OR=1.18; CI 95%: 1.02-1.36). CONCLUSION The present study showed the most immediate consequence of prematurity for newborns by evidencing its association with worse Apgar scores and low birth weight. The following factors were also shown as possible more distal determinants of prematurity: mother's age; inadequate maternal education; multiple gestation; inadequate prenatal care; and C-section.


RESUMEN OBJETIVO Identificar factores maternos y neonatales asociados con la prematuridad en el municipio de Porto Alegre. MÉTODO Estudio del tipo caso control de base poblacional. Los casos fueron recién nacidos con menos de 37 semanas de gestación, y los controles fueron los recién nacidos con 37 semanas o más. Los datos provinieron de los registros de 19.457 nacimientos del municipio de Porto Alegre, en el año de 2012, en el Sistema de Informaciones acerca de Nacidos Vivos de la Secretaría Municipal de Salud. Se llevó a cabo el análisis ajustado mediante Regresión Logística según modelo jerárquico. Las variables estudiadas fueron ubicadas en tres niveles de jerarquía: variables sociodemográficas; historia reproductiva; factores gestacionales y de nacimiento. RESULTADOS Fueron ubicados 767 casos y 1.534 controles, en un diseño de un caso para dos controles (1:2), mediante aleatorización simple. En el modelo final, fue encontrada asociación estadísticamente significativa para prematuridad para las siguientes variables: edad materna menor que 19 años (OR=1,32; IC 95%: 1,02 - 1,71) y mayor que 34 años (OR=1,39; IC 95%: 1,12 - 1,72); escolaridad materna inadecuada para la edad (OR=2,11; IC 95%: 1,22 - 3,65); embarazo múltiple (OR=1,14; IC 95%: 1,01 - 1,29); cesárea (OR=1,15; IC 95%: 1,03 - 1,29); peso al nacer menor que 2.500g (OR=4,04; IC 95%: 3,64 - 4,49); Índice de Apgar en el 5° minuto de cero a tres (OR=1,47; IC 95%: 1,12 - 1,91) y pre natal inadecuado (OR=1,18; IC 95%: 1,02 - 1,36). CONCLUSIÓN El presente estudio evidenció las consecuencias más inmediatas de la prematuridad para los recién nacidos al revelar su asociación con peores puntajes de Apgar y bajo peso al nacimiento. Mostró como posibles determinantes más distales de prematuridad: edad materna, educación materna inadecuada, gestación múltiple, pre natal inadecuado y realización de cesárea.


RESUMO OBJETIVO Identificar fatores maternos e neonatais associados à prematuridade no município de Porto Alegre. MÉTODO Estudo do tipo caso-controle de base populacional. Os casos foram recém-nascidos com menos de 37 semanas de gestação, e os controles foram os recém-nascidos com 37 semanas ou mais. Os dados provieram dos registros de 19.457 nascimentos do município de Porto Alegre, no ano de 2012, no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos da Secretaria Municipal da Saúde. Foi realizada análise ajustada mediante Regressão Logística segundo modelo hierárquico. As variáveis estudadas foram alocadas em três níveis de hierarquia: variáveis sociodemográficas; história reprodutiva; fatores gestacionais e de nascimento. RESULTADOS Foram alocados 767 casos e 1.534 controles, em um desenho de um caso para dois controles (1:2), mediante randomização simples. No modelo final, foi encontrada associação estatisticamente significante para prematuridade para as seguintes variáveis: idade materna menor que 19 anos (OR=1,32; IC 95%: 1,02 - 1,71) e maior que 34 anos (OR=1,39; IC 95%: 1,12 - 1,72); escolaridade materna inadequada para a idade (OR=2,11; IC 95%: 1,22 - 3,65); gravidez múltipla (OR=1,14; IC 95%: 1,01 - 1,29); cesariana (OR=1,15; IC 95%: 1,03 - 1,29); peso ao nascer menor a 2.500g (OR=4,04; IC 95%: 3,64 - 4,49); Índice de Apgar no 5° minuto de zero a três (OR=1,47; IC 95%: 1,12 - 1,91) e pré-natal inadequado (OR=1,18; IC 95%: 1,02 - 1,36). CONCLUSÃO O presente estudo evidenciou as consequências mais imediatas da prematuridade para os recém-nascidos ao revelar sua associação com piores escores de Apgar e baixo peso ao nascimento. Mostrou como possíveis determinantes mais distais de prematuridade: idade materna, educação materna inadequada, gestação múltipla, pré-natal inadequado e realização de cesariana.


Assuntos
Humanos , Feminino , Recém-Nascido , Adulto , Adulto Jovem , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Estudos de Casos e Controles , Gravidez , Fatores de Risco
8.
Ciênc. saúde coletiva ; 21(6): 1965-1974, Jun. 2016. tab
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: lil-783937

RESUMO

Resumo Os principais determinantes do risco de morrer no período neonatal são o baixo peso ao nascer e a prematuridade. O estudo teve como objetivo analisar a adequação do pré-natal e fatores de risco associados à prematuridade e ao baixo peso ao nascerem uma capital do nordeste brasileiro. Trata-se de um estudo caso-controle. Foi construído um modelo de adequação do pré-natal composto por quatro indicadores. Utilizou-se estatística descritiva para análise univariada; testes de Wald, de tendência linear, t de Student e qui-quadrado para a análise bivariada e regressão logística múltipla para análise multivariada com p<0,05. A análise multivariada mostrou que baixa escolaridade, não realizar atividade remunerada, parto cesáreo, oligodrâmnio, descolamento prematuro da placenta e pré-eclâmpsia são fatores independentes associados com a prematuridade e/ou baixo peso ao nascer. Para adequação do pré-natal, a variável Indicador III permaneceu significativa, mostrando que as mães que apresentaram inadequação da atenção pré-natal tiveram chance aumentada para a ocorrência do desfecho, evidenciando a necessidade de adequação de políticas públicas de saúde de atenção às gestantes no município estudado.


Abstract The main determinants of the risk of mortality in the neonatal period are low birth weight and premature birth. The study sought to analyze the adequacy of prenatal care and risk factors associated with premature birth and low birth weight in a northeastern Brazilian capital. This is a case-control study. A model for adequacy of prenatal conditions composed of four indicators was created. Descriptive statistics for univariate analysis were used; as well as Wald linear trend tests, Student’s t and chi-square test for bivariate analysis and multiple logistic regression for multivariate analysis with p <0.05. Multivariate analysis showed that poor education, not performing gainful activity, caesarean section, oligohydramnios, placental abruption and pre-eclampsia are independent factors associated with premature birth and/or low birth weight. For adequacy of prenatal care, variable indicator III remained significant, showing that mothers who had inadequate prenatal care had an increased chance for the occurrence of the outcome, highlighting the need for adequate public health policies of care for pregnant women in the municipality under scrutiny.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Adulto , Adulto Jovem , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Cuidado Pré-Natal , Brasil , Estudos de Casos e Controles , Recém-Nascido de Baixo Peso , Fatores de Risco
9.
Ciênc. saúde coletiva ; 21(1): 233-241, Jan. 2016. tab
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: lil-770662

RESUMO

Resumo Objetivou-se analisar a frequência de nascimentos pré-termo, identificar fatores de risco e a evolução destes em uma década (2001-20052010) em município paulista. Estudo de série temporal realizado com dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos. Utilizou-se a regressão logística univariada e múltipla para identificar fatores associados ao nascimento pré-termo e a regressão linear para avaliar a tendência temporal destes no período. Para evitar subestimação, às frequências de nascimento pré-termo obtidas aplicou-se fator de correção. Houve discreto aumento da taxa de nascimento pré-termo: 12,5%, 12,0% e 13,2%. Após ajuste para confundidores, associaram-se com maior chance desse desfecho e aumentaram na década: idade materna igual ou superior a 35 anos e parto cesárea; diminuíram no período: nascimento em hospital de alto risco e menos de sete consultas pré-natais, permanecendo estável a gemelaridade. Comparando ao parto vaginal, nascer de cesariana dobrou a chance de nascimento pré-termo. Dentre os cinco fatores associados à prematuridade, três (parto cesárea, nascimento em hospital de alto risco e menos de sete consultas de pré-natais) são modificáveis por ações no âmbito dos serviços de saúde.


Abstract This study sought to analyze the frequency of preterm births and identify the respective risk factors and their evolution over a decade (2001-2005-2010) in a city in São Paulo state. It is a time-series study using data from the Live Birth Information System. Univariate and multiple logistic regression were used to identify factors associated with preterm births, and linear regression was used to evaluate the time-series tendency of such factors in the period. To avoid underestimation, a correction factor was applied to the preterm frequencies obtained. A discrete increase in preterm birth was observed: 12.5%, 12% and 13.2%. After adjusting for confounding factors, maternal age equal to or higher than 35 years and cesarean sections were associated with higher chances for preterm births and increased over the decade. The number of births in high-risk hospitals and of women with fewer than seven prenatal consultations decreased during the period, while multiple pregnancies remained stable. Compared to vaginal births, cesarean sections doubled the chance of preterm birth. Among the five factors associated with preterm birth, three (cesarean sections, births in high-risk hospitals and fewer than seven prenatal consultations) can be modified by actions taken by health care services.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Adulto , Cesárea/estatística & dados numéricos , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Nascimento Vivo , Modelos Logísticos , Fatores de Risco
10.
Cad. saúde pública ; 32(11): e00086915, 2016. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: biblio-828388

RESUMO

This study focused on the association between physical activity in the second trimester of pregnancy and adverse perinatal outcomes: low birth weight (LBW), preterm birth (PTB), and intrauterine growth restriction (IUGR). The study used a sample from the BRISA cohort, São Luís, Maranhão State, Brazil, which included women with singleton pregnancy, gestational age from 22 to 25 weeks confirmed by obstetric ultrasound performed at < 20 weeks, and re-interviewed in the first 24 hours postpartum (n = 1,380). Level of physical activity was measured by the International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), short version, categorized as high, moderate, and low. A directed acyclic graph (DAG) was used to identify minimum adjustment to control confounding. High physical activity was not associated with LBW (RR = 0.94; 95%CI: 0.54-1.63), PTB (RR = 0.86; 95%CI: 0.48-1.54), or IUGR (RR = 0.80; 95%CI: 0.55-1.15). The results support the hypothesis that physical activity during pregnancy does not result in adverse perinatal outcomes.


Investigou-se a associação entre atividade física durante o segundo trimestre gestacional e os desfechos perinatais adversos: baixo peso ao nascer (BPN), nascimento pré-termo (NPT) e restrição de crescimento intrauterino (RCIU). Foi utilizada amostra da coorte BRISA, São Luís, Maranhão, Brasil, que incluiu mulheres com gravidez única, idade gestacional de 22 a 25 semanas confirmada por ultrassonografia obstétrica realizada com < 20 semanas, reentrevistadas nas primeiras 24 horas após o parto (n = 1.380). O nível de atividade física foi medido pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), versão curta, e categorizado em alto, moderado e baixo. Gráfico acíclico direcionado (DAG) foi utilizado para identificar ajuste mínimo para o controle de confundimento. Nível alto de atividade física não foi associado ao BPN (RR = 0.94; IC95%: 0,54-1,63), NPT (RR = 0,86; IC95%: 0,48-1,54) ou RCIU (RR = 0,80; IC95%: 0,55-1,15). Os resultados fortalecem a hipótese de que a prática de atividade física na gestação não parece resultar em desfechos adversos ao nascimento.


Se investigó la asociación entre actividad física durante el segundo trimestre gestacional y los desenlaces perinatales adversos: bajo peso al nacer (BPN), nacimiento pretérmino (NPT) y restricción de crecimiento intrauterino (RCIU). Se utilizó una muestra de la cohorte BRISA, São Luís, Maranhão, Brasil, que incluyó mujeres con un embarazo único, edad gestacional de 22 a 25 semanas, confirmada por ultrasonografía obstétrica realizada con < 20 semanas, reentrevistadas en las primeras 24 horas tras el parto (n = 1.380). El nivel de actividad física fue medido por el Cuestionario Internacional de Actividad Física (IPAQ), versión corta, y categorizado en alto, moderado y bajo. El gráfo acíclico dirigido (DAG) se utilizó para identificar un ajuste mínimo para el control de confusores. Un nivel alto de actividad física no se asoció al BPN (RR = 0,94; IC95%: 0,54-1,63), NPT (RR = 0,86; IC95%: 0,48-1,54) o RCIU (RR = 0,80; IC95%: 0,55-1,15). Los resultados fortalecen la hipótesis de que la práctica de actividad física en la gestación no parece resultar en desenlaces adversos al nacimiento.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Adulto , Adulto Jovem , Exercício Físico , Retardo do Crescimento Fetal/epidemiologia , Recém-Nascido de Baixo Peso , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Retardo do Crescimento Fetal/etiologia , Idade Gestacional , Recém-Nascido , Resultado da Gravidez , Nascimento Prematuro/etiologia , Fatores de Risco , Fatores Socioeconômicos
11.
Cad. saúde pública ; 32(7): e00107014, 2016. tab
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: lil-788089

RESUMO

Resumo: Objetivou-se verificar o impacto do monitoramento telefônico na prevalência da prematuridade e identificar os fatores de risco associados ao parto prematuro através de estudo transversal, de universo de gestantes monitoradas nos anos de 2010, 2011 e 2012 (n = 2.739). Utilizou-se estimação de modelos de regressão logística múltipla hierarquizada, considerando permanência no modelo p ≤ 0,05. A prevalência de prematuridade foi de 8,34% nas gestantes monitoradas e de 10,18% nas não monitoradas (p = 0,0058), sendo inversamente proporcional ao número de monitoramentos (p < 0,0001). As variáveis associadas foram: idade materna menor que 19 anos, antecedentes de dois ou mais filhos mortos, gestação múltipla, diabetes e hipertensão arterial, menor número de monitoramentos telefônicos, atividades laborais em pé e/ou carga de peso, fumo, número de consultas pré-natal, sem ultrassonografia, diabetes gestacional, gravidez múltipla e anomalia fetal. Com custos baixos, a estratégia demonstrou ser efetiva na redução da ocorrência do parto prematuro.


Abstract: This study aims to assess the impact of a telephone monitoring service on prevalence of prematurity and to analyze associated risk factors using data on 2,739 pregnant women. Estimation was based on hierarchical multiple logistic regression, with p ≤ 0.05 for variables to remain in the model. Prevalence of preterm birth was 8.34% in monitored pregnant women and 10.18% in unmonitored women (p = 0.0058). Prevalence of preterm birth was inversely proportional to the number of monitoring calls (p < 0.0001). Variables associated with prematurity were maternal age < 19 years, history of death of two or more children, multiple pregnancy, diabetes, hypertension, fewer monitoring calls, extended standing or lifting heavy weights at work, smoking, fewer prenatal visits, no ultrasound examination, gestational diabetes, multiple pregnancy, and fetal abnormality. This low-cost strategy proved effective for reducing the preterm birth rate.


Resumen: Este estudio tuvo como objetivo evaluar el impacto de monitoreo telefónico en la prevalencia de los partos prematuros y de los factores de riesgo asociados con el parto prematuro a través de un estudio transversal con datos de 2.739 mujeres embarazadas en Piracicaba, São Paulo, Brasil. Se utilizó la estimación de modelos de regresión logística múltiple jerárquica, considerando permanecer en el modelo de p ≤ 0,05. La prevalencia de parto prematuro era 8,34% en las mujeres embarazadas monitoreadas y 10,18% en sin control (p = 0,00058), siendo inversamente proporcional al número de monitoreo (p < 0,0001). Las variables asociadas fueron: edad materna de 19 años, una historia de dos o más niños muertos, embarazo múltiple, diabetes e hipertensión, menos monitoreo telefónico, actividades industriales a pie y/o con peso/carga, tabaquismo, menos visitas prenatales, sin ultrasonido, diabetes gestacional, embarazo múltiple y anormalidad fetal. Con menores costes, la estrategia resultó una medida eficaz para reducir la incidencia de parto prematuro.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Criança , Adolescente , Adulto , Adulto Jovem , Trabalho de Parto Prematuro/epidemiologia , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Cuidado Pré-Natal/métodos , Telemedicina/instrumentação , Brasil/epidemiologia , Estudos Transversais , Recém-Nascido , Modelos Logísticos , Idade Materna , Trabalho de Parto Prematuro/etiologia , Trabalho de Parto Prematuro/prevenção & controle , Paridade , Nascimento Prematuro/prevenção & controle , Prevalência , Fatores de Risco , Fatores Socioeconômicos
12.
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: lil-774575

RESUMO

The aim of this study was to evaluate the effects of dengue virus infection during pregnancy and its correlation with low birth weight, prematurity, and asphyxia. A non-concurrent cohort study reveals the association of dengue during pregnancy with prematurity and low birth weight, when birth occurred during the maternal-fetal viremia period (p = 0.016 and p < 0.0001, respectively).


Assuntos
Feminino , Humanos , Gravidez , Dengue/complicações , Dengue/transmissão , Doenças Fetais/etiologia , Transmissão Vertical de Doença Infecciosa , Complicações Infecciosas na Gravidez/etiologia , Nascimento Prematuro/etiologia , Brasil/epidemiologia , Estudos de Coortes , Vírus da Dengue , Doenças Fetais/epidemiologia , Recém-Nascido de Baixo Peso , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Fatores de Risco
13.
Rev. latinoam. enferm. (Online) ; 24: e2750, 2016. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: biblio-960924

RESUMO

Abstract Objective: to determine the risk factors for premature birth. Methods: retrospective case-control study of 600 pregnant women assisted in a hospital, with 298 pregnant women in the case group (who gave birth prematurely <37 weeks) and 302 pregnant women who gave birth to a full-term newborn in the control group. Stata software version 12.2 was used. The Chi-square test was used in bivariate analysis and logistic regression was used in multivariate analysis, from which Odds Ratios (OR) and Confidence Intervals (CI) of 95% were derived. Results: risk factors associated with premature birth were current twin pregnancy (adjusted OR= 2.4; p= 0.02), inadequate prenatal care (< 6 controls) (adjusted OR= 3.2; p <0.001), absent prenatal care (adjusted OR= 3.0; p <0.001), history of premature birth (adjusted OR= 3.7; p <0.001) and preeclampsia (adjusted OR= 1.9; p= 0.005). Conclusion: history of premature birth, preeclampsia, not receiving prenatal care and receiving inadequate prenatal care were risk factors for premature birth.


Resumo Objetivo: determinar os fatores de risco para parto prematuro. Métodos: estudo caso-controle retrospectivo com 600 gestantes atendidas em um hospital, sendo 298 gestantes no grupo de casos (que tiveram um recém-nascido de parto prematuro<37 semanas) e 302 gestantes que tiveram um recém-nascido sem parto prematuro como grupo controle. Foi utilizado o programa estatístico Stata versão 12.2. Na análise bivariada foi utilizado o teste Qui-quadrado (X2) e para a análise das variáveis múltiplas foi utilizada a regressão logística, de onde derivaram as Odds Ratio (OR) e os Intervalo de Confiança (IC) de 95%. Resultados: os fatores de risco associados com o parto prematuro foram gravidez atual gemelar (OR ajustada= 2,4; p= 0,02), controle pré-natal inadequado (< 6 controles) (OR ajustada= 3,2; p <0,001), controle pré-natal ausente (OR ajustada= 3,0; p <0,001), antecedente de parto prematuro (OR ajustada= 3,7; p <0,001) e pré-eclâmpsia (OR ajustada= 1,9; p= 0,005). Conclusão: antecedente de parto prematuro, pré-eclâmpsia, não ter qualquer controle pré-natal e ter controle pré-natal inadequado foram os fatores de risco para o nascimento prematuro.


Resumen Objetivo: determinar los factores de riesgo de parto pretérmino. Métodos: estudio caso-control retrospectivo en 600 gestantes atendidas en un hospital, con 298 gestantes en el grupo de los casos (que tuvieron un recién nacido con parto pretérmino<37 semanas) y en los controles 302 gestantes que tuvieron un recién nacido sin parto pretérmino. Se aplicó el programa estadístico Stata versión 12.2. En el análisis bivariado, se utilizó la prueba chi2 y para el análisis de variables múltiples, se utilizó la regresión logística, de donde se derivaron los Odds Ratio (OR) e Intervalos de Confianza (IC) al 95%. Resultados: los factores de riesgo relacionados con el parto pretérmino fueron el embarazo gemelar actual (OR ajustado= 2,4; p= 0,02), control prenatal insuficiente (< 6 controles) (OR ajustado= 3,2; p <0,001), control prenatal nulo (OR ajustado= 3,0; p <0,001), antecedente de parto pretérmino (OR ajustado= 3,7; p <0,001) y preeclampsia (OR ajustado= 1,9; p= 0,005). Conclusión: el antecedente de parto pretérmino, la preeclampsia, el no tener ningún control prenatal y haber tenido un control prenatal insuficiente fueron factores de riesgo para el nacimiento pretérmino.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Adulto , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Estudos de Casos e Controles , Estudos Retrospectivos , Fatores de Risco , Medição de Risco , Hospitais
14.
Rev. bras. saúde matern. infant ; 15(3): 309-316, jul.-set. 2015. tab, ilus
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: lil-761661

RESUMO

Estimar a prevalência de prematuridade e os fatores associados, após a alteração do campo idade gestacional na Declaração de Nascidos Vivos, no Estado de Santa Catarina, Brasil, em 2012.Métodos:estudo seccional com base nos dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC). Razões de Prevalência (RP) de prematuridade, brutas e ajustadas, por Regressão de Cox Robusta para o ano de 2012, foram calculadas e os resultados comparados aqueles reportados para 2005.Resultados:as taxas de prematuridade aumentaram de 6,1 por cento, em 2005, para 10,6 por cento em 2012. Ao se comparar os dois anos, maiores diferenças foram encontradas entre as mulheres com menor número de consultas pré-natal, menor nível de escolaridade e de cor não branca. Após o ajuste pelos fatores de confusão, as taxas de prematuridade se mostraram associadas à menor frequência de consultas de pré-natal (RP=2,64; IC95 por cento: 2,58-3,28), menor escolaridade (RP= 1,65; IC95 por cento: 1,11-2,45), idade materna <20 anos (RP= 1,24; IC95 por cento: 1,17-1,31) e maior que 39 anos (RP= 1,32; IC95 por cento: 1,17-1,49) e de cor não branca (RP=1,14; IC95 por cento: 1,07-1,21.)Conclusões:mudanças no campo idade gesta-cional, agora preenchido como semanas completas de gestação, resultaram em medidas mais confiáveis das taxas de prematuridade no Brasil...


To estimate the prevalence of premature birth and associated factors, after alteration of the gestational age section of Live Birth Declarations in the Brazilian State of Santa Catarina, in 2012.Methods:a cross-sectional study was carried out based on data from the Live Births Information System (SINASC). Prevalence rates for premature birth, raw and adjusted by Cox’s robust regression were calculated for the year 2012 and the results compared with those reported for 2005.Results:the prevalence of premature birth rose from 6.1 percent, in 2005, to 10.6 percent in 2012. Comparison of the two years found greater differences among non-Caucasian women and those with fewer prenatal consultations and a lower level of schooling. After adjustment for confounding factors, the prevalence of premature birth was found to be associated with a lower frequency of prenatal consultations (PR=2.64; CI95 percent: 2.58-3.28), lower levels of schooling (PR= 1.65; CI95 percent: 1.11-2.45), maternal age <20 years (PR= 1.24; CI95 percent: 1.17-1.31) and > 39 years (PR= 1.32; CI95 percent: 1.17-1.49) and non-Caucasian (PR=1.14; CI95 percent: 1.07-1.21.)Conclusions:changes in the gestational age section, now recorded as full weeks of gestation, have resulted in more reliable measurement of the preva-lence of premature birth in Brazil...


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Declaração de Nascimento/legislação & jurisprudência , Sistemas de Informação em Saúde , Recém-Nascido Prematuro , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Fatores de Risco , Brasil , Estudos Transversais , Razão de Prevalências
15.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 37(8): 353-358, ago. 2015. tab
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: lil-756557

RESUMO

OBJETIVO:

Investigar a associação entre fatores de risco genéticos, comportamentais, biológicos e médicos e a ocorrência da prematuridade.

MÉTODOS:

Realizou-se estudo retrospectivo do tipo caso-controle. A técnica de reação em cadeia da polimerase em tempo real foi utilizada para analisar a influência dos polimorfismos rs12473815 do gene codificante para o receptor do hormônio folículo estimulante (FSHR) e rs1942836 do gene codificante para o receptor da progesterona (PGR). A avaliação dos outros fatores de risco se deu por meio da aplicação de questionários validados ou especificamente desenvolvidos e análise de dados em prontuário eletrônico. Foram incluídas 157 gestantes (45 casos com gestação <37 semanas e 112 controles com gestação >37 e ≤42 semanas).

RESULTADOS:

Os genótipos CT do polimorfismo rs12473815 e TC e CC do polimorfismo rs1942836 mostraram-se associados a uma maior chance de desenvolver parto prematuro. Observou-se associação entre o nascimento prematuro e a ingestão alcoólica quando o consumo ocorreu em duas ou mais ocasiões mensais. O baixo índice de massa corporal pré-gestacional se mostrou preditor do nascimento prematuro espontâneo, enquanto o elevado índice de massa corporal reduziu a sua probabilidade.

CONCLUSÕES:

Os resultados encontrados sugerem que a ingestão alcoólica excessiva, o baixo índice de massa corporal pré-gestacional e os alelos de risco dos polimorfismos rs12473815 e rs1942836 dos genes FSHRe PGR, respectivamente, influenciam a ocorrência de nascimento prematuro.

.

PURPOSE:

To investigate the association between genetic, behavioral, biological and medical risk factors and the occurrence of preterm birth.

METHODS:

A retrospective case-control study was conducted. The real-time polymerase chain reaction was used to analyze the influence of the rs12473815 polymorphism of the follicle stimulating hormone receptor gene (FSHR) and the rs1942836 polymorphism of the progesterone receptor gene (PGR). Other proposed risk factors were assessed using validated or specifically developed questionnaires and analysis of electronically recorded medical data. A total of 157 patients were included (45 cases who went into labor before 37 weeks of pregnancy and 112 controls who went into labor after 37 and before 42 weeks of pregnancy).

RESULTS:

The genotypes CT of rs12473815 and CT and CC of rs1942836 were associated with a higher chance of premature delivery. There was an association between preterm birth and alcohol intake when consumption occurred 2 or more times per month. Low pre-pregnancy body mass index was a predictor of spontaneous preterm birth, while high body mass index reduced this likelihood.

CONCLUSIONS:

The results suggest that excessive alcohol intake, a low level of pre-pregnancy body mass and the risk alleles of rs12473815 and rs1942836 polymorphisms of the FSHR and PGR genes, respectively, influence the occurrence of preterm birth.

.


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Adulto Jovem , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Estudos de Casos e Controles , Suscetibilidade a Doenças , Comportamento Materno , Nascimento Prematuro/etiologia , Nascimento Prematuro/genética , Estudos Retrospectivos , Fatores de Risco , Fatores Socioeconômicos
16.
Rev. Inst. Med. Trop. Säo Paulo ; 57(2): 111-120, Mar-Apr/2015. tab, graf
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: lil-744728

RESUMO

Introduction: Maternal HIV infection and related co-morbidities may have two outstanding consequences to fetal health: mother-to-child transmission (MTCT) and adverse perinatal outcomes. After Brazilian success in reducing MTCT, the attention must now be diverted to the potentially increased risk for preterm birth (PTB) and intrauterine fetal growth restriction (IUGR). Objective: To determine the prevalence of PTB and IUGR in low income, antiretroviral users, publicly assisted, HIV-infected women and to verify its relation to the HIV infection stage. Patients and Methods: Out of 250 deliveries from HIV-infected mothers that delivered at a tertiary public university hospital in the city of Vitória, state of Espírito Santo, Southeastern Brazil, from November 2001 to May 2012, 74 single pregnancies were selected for study, with ultrasound validated gestational age (GA) and data on birth dimensions: fetal weight (FW), birth length (BL), head and abdominal circumferences (HC, AC). The data were extracted from clinical and pathological records, and the outcomes summarized as proportions of preterm birth (PTB, < 37 weeks), low birth weight (LBW, < 2500g) and small (SGA), adequate (AGA) and large (LGA) for GA, defined as having a value below, between or beyond the ±1.28 z/GA score, the usual clinical cut-off to demarcate the 10th and 90th percentiles. Results: PTB was observed in 17.5%, LBW in 20.2% and SGA FW, BL, HC and AC in 16.2%, 19.1%, 13.8%, and 17.4% respectively. The proportions in HIV-only and AIDS cases were: PTB: 5.9 versus 27.5%, LBW: 14.7% versus 25.0%, SGA BW: 17.6% versus 15.0%, BL: 6.0% versus 30.0%, HC: 9.0% versus 17.9%, and AC: 13.3% versus 21.2%; only SGA BL attained a significant difference. Out of 15 cases of LBW, eight (53.3%) were preterm only, four (26.7%) were SGA only, and three (20.0%) were both PTB and SGA cases. A concomitant presence of, at least, two SGA dimensions in the same fetus was frequent. Conclusions: ...


Introdução: A infecção materna pelo HIV e comorbidades associadas podem ter duas consequências para a saúde fetal, a transmissão vertical e o desfecho perinatal adverso. Após o sucesso em reduzir a transmissão vertical, deve-se dar atenção ao risco potencial de nascimento pretermo (PRT) e de restrição de crescimento fetal (RCF). Objetivo: Determinar a prevalência de PRT e RCF em gestantes de baixa renda, infectadas pelo HIV, usuárias de terapia antirretroviral atendidas em hospital público terciário e verificar sua relação com o estágio da infecção viral. Casuística e métodos: Dentre os 250 partos de gestantes infectadas pelo HIV, ocorridos em um hospital universitário na cidade de Vitória, estado do Espírito Santo, Sudeste do Brasil, entre novembro de 2001 e maio de 2012, foram selecionadas 74 gestações não-gemelares, com idade gestacional confirmada por ultrassonografia e as dimensões neonatais: peso ao nascer (PN), comprimento (CN) e perímetros cefálico (PC) e abdominal (PA). Os dados foram extraídos dos prontuários clínicos e laboratoriais e o desfecho sumarizado como nascimento pretermo (PRT < 37 semanas), baixo peso ao nascer (BPN < 2500g) e como pequeno (PIG), adequado (AIG) e grande (GIG) para a IG, definido como tendo um menor valor, entre e maior que ± 1.28 z/IG escore, o critério clínico usual para demarcar os percentis 10 e 90. Resultados: PRT foi observado em 17,5%, BPN em 20,2% e PN, CN, PC e PA PIG em 16,2%, 19,1%, 13,8% e 17,4%, respectivamente. As respectivas proporções observadas nos casos de HIV e AIDS foram: PRT: 5,9 versus 27,5%, BPN: 14,7% versus 25,0%, PFN PIG: 17,6% versus 15,0%, CN: 6,0% versus 30,0%, PC: 9,0% versus 17,9% e PA: 13,3% versus 21,2%; somente a diferença de CN PIG foi estatisticamente significativa. Dentre 15 neonatos com BPN, oito (53,3%) eram somente PRT, quatro (26,7%) PIG somente e três (20,0%) PRT e PIG. Concomitância no mesmo caso de pelo menos duas dimensões PIG foi observada frequentemente. ...


Assuntos
Adulto , Feminino , Humanos , Recém-Nascido , Gravidez , Retardo do Crescimento Fetal/etiologia , Infecções por HIV/complicações , Complicações Infecciosas na Gravidez/epidemiologia , Nascimento Prematuro/etiologia , Brasil/epidemiologia , Retardo do Crescimento Fetal/epidemiologia , Infecções por HIV/epidemiologia , Recém-Nascido de Baixo Peso , Prevalência , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Fatores de Risco , Fatores Socioeconômicos
17.
Buenos Aires; Fundación Garrahan; 2015. 188 p. ilus.
Monografia em Espanhol | LILACS (Américas) | ID: biblio-882569

RESUMO

A 27 años del nacimiento del Hospital Garrahan, sentimos la necesidad de ponernos en contacto con todos los pediatras para compartir con ellos las estrategias de atención del niño y su familia utilizadas en nuestra institución, destacar la importancia del trabajo interdisciplinario y colaboración permanente. En este volumen desarrollamos el tema del niño que fue prematuro, ya que estos pacientes presentan al pediatra desafíos específicos y novedosos. Si bien la prematurez es la principal causa de mortalidad infantil, la sobrevida de los prematuros ha aumentado significativamente en los últimos años, y por lo tanto estos niños acceden al cuidado pediátrico con creciente frecuencia y vulnerabilidad. Algunos de ellos pueden sufrir secuelas de distinto grado y en diferentes aspectos de su desarrollo, crecimiento o función respiratoria. Dado que el rol del pediatra es fundamental en el diagnóstico, la prevención y el tratamiento de posibles secuelas, el reconocimiento de sus necesidades especiales y cuidado centrado en la familia, el profesional encontrará aquí aspectos epidemiológicos, de identificación y prevención de riesgos, comunicación con la familia, oportunidades de interconsultas y abordaje de la discapacidad mediante el análisis de casos clínicos.


Assuntos
Humanos , Recém-Nascido , Lactente , Pré-Escolar , Criança , Argentina , Displasia Broncopulmonar , Seguimentos , Nutrição do Lactente , Recém-Nascido Prematuro , Recém-Nascido de muito Baixo Peso , Transtornos do Neurodesenvolvimento , Equipe de Assistência ao Paciente , Alta do Paciente , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Doenças Respiratórias
18.
SQUMJ-Sultan Qaboos University Medical Journal. 2015; 15 (2): 161-167
em Inglês | IMEMR (Mediterrâneo Oriental) | ID: emr-171456

RESUMO

This review article provides an overview of the levels, trends and some possible explanations for the increasing rate of low birth weight [LBW] infants in Oman. LBW data from national health surveys in Oman, and published reports from Oman's Ministry of Health and the World Health Organization were collected and assessed between January and August 2014. Oman's LBW rate has been increasing since the 1980s. It was approximately 4% in 1980 and had nearly doubled [8.1%] by 2000. Since then, it has shown a slow but steady rise, reaching 10% in recent times. High rates of consanguinity, premature births, number of increased pregnancies at an older maternal age and changing lifestyles are some important factors related to the increasing rate of LBW in Oman. The underlying causes of this increase need to be understood and addressed in obstetric policies and practices in order to reduce the rate of LBW in Oman


Assuntos
Recém-Nascido , Lactente , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Mortalidade Infantil , Consanguinidade , Incidência
19.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 36(12): 562-568, 12/2014. tab
Artigo em Inglês | LILACS (Américas) | ID: lil-729877

RESUMO

PURPOSE: To verify the existence of associations between different maternal ages and the perinatal outcomes of preterm birth and intrauterine growth restriction in the city of São Luís, Maranhão, Northeastern Brazil. METHODS: A cross-sectional study using a sample of 5,063 hospital births was conducted in São Luís, from January to December 2010. The participants comprise the birth cohort for the study "Etiological factors of preterm birth and consequences of perinatal factors for infant health: birth cohorts from two Brazilian cities" (BRISA). Frequencies and 95% confidence intervals were used to describe the results. Multiple logistic regression models were applied to assess the adjusted odds ratio (OR) of maternal age associated with the following outcomes: preterm birth and intrauterine growth restriction. RESULTS: The percentage of early teenage pregnancy (12–15 years old) was 2.2%, and of late (16–19 years old) was 16.4%, while pregnancy at an advanced maternal age (>35 years) was 5.9%. Multivariate analyses showed a statistically significant increase in preterm births among females aged 12–15 years old (OR=1.6; p=0.04) compared with those aged 20–35 years. There was also a higher rate in preterm births among females aged 16–19 years old (OR=1.3; p=0.01). Among those with advanced maternal age (>35 years old), the increase in the prevalence of preterm birth had only borderline statistical significance (OR=1.4; p=0.05). There was no statistically significant association between maternal age and increased prevalence of intrauterine growth restriction. .


OBJETIVOS: Verificar a existência de associaçoes entre diferentes idades maternas e desfechos de nascimentos pré-termo e restrição de crescimento intrauterino no município de São Luís, no Maranhão. MÉTODOS: Estudo transversal no qual se utilizou uma amostra composta de 5.063 nascimentos hospitalares em São Luís, região Nordeste do Brasil, de janeiro a dezembro de 2010. As participantes compõem a coorte de nascimentos da pesquisa "Fatores etiológicos do nascimento pré-termo e consequências dos fatores perinatais na saúde da criança: coortes de nascimento em duas cidades brasileiras" (BRISA). Para a descrição dos resultados, utilizaram-se medidas de frequência e intervalo de confiança de 95%. Modelos de regressão logística múltipla foram aplicados para avaliar o odds ratio (OR) ajustado da idade materna associado com os seguintes desfechos: nascimento pré-termo e restrição de crescimento intrauterino. RESULTADOS: O percentual de gestantes adolescentes precoces (12 a 15 anos) foi de 2,2%, e daquelas tardias (16 a 19 anos) de 16,4%, enquanto o de grávidas com idade avançada (>35 anos) foi de 5,9%. As análises multivariadas demonstraram um aumento estatisticamente significante na ocorrência de partos pré-termo entre as mulheres na faixa etária dos 12 aos 15 anos (OR=1,6; p=0,04) quando comparadas àquelas de 20 a 35 anos. Também houve aumento entre as mulheres dos 16 aos 19 anos (OR=1,3; p=0,01). Entre aquelas com idade materna avançada (acima de 35 anos), apesar do aumento na prevalência de parto pré-termo, houve significância estatística limítrofe (OR=1,4: p=0,05). Não houve associação estatisticamente significativa entre a faixa etária maternal e o aumento da prevalência de restrição ...


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Criança , Adolescente , Adulto , Adulto Jovem , Retardo do Crescimento Fetal/epidemiologia , Idade Materna , Resultado da Gravidez , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Brasil , Estudos Transversais , Prevalência , Análise de Regressão , Saúde da População Urbana
20.
Rev. AMRIGS ; 58(3): 193-197, jul.-set. 2014. tab, graf
Artigo em Português | LILACS (Américas) | ID: biblio-877838

RESUMO

Introdução: O objetivo do estudo foi determinar a prevalência da Doença da Membrana Hialina (DMH) em prematuros de baixo peso e suas principais complicações. Métodos: Foi realizado um estudo descritivo do tipo série de casos. A população em estudo foram 34 prematuros com peso inferior a 1500 gramas e/ou idade gestacional inferior a 32 semanas nascidos no período de julho de 2010 a julho de 2011 no Hospital Universitário de Canoas/RS. Resultados: Pré-eclâmpsia e trabalho de parto prematuro foram as causas mais frequentes de parto pré-termo. DMH ocorreu em todos os recém-nascidos com peso inferior a 1000 gramas. Em prematuros com peso ao nascer entre 1001 e 1250 gramas e 1251 e 1499 gramas, a prevalência da DMH foi de 71,4% e 44,4%, respectivamente. A complicação da DMH mais frequente foi a persistência do canal arterial. Conclusões: A prevalência da DMH encontrada foi de 100% nos prematuros com peso até 1000 gramas e de 71,4% nos RNs com peso entre 1001g e 1250g. Nos prematuros com peso de 1251g a 1499g, a prevalência foi de 44,4% (AU)


Introduction: The aim of the study was to determine the prevalence of hyaline membrane disease (HMD) in preterm, low birth weight infants and its major complications. Methods: A descriptive study of the case series was conducted. The study population were 34 preterm infants weighing less than 1500 grams and/or gestational age less than 32 weeks born from July 2010 to July 2011 at the University Hospital of Canoas, RS. Results: Pre-eclampsia and preterm labor were the most frequent causes of preterm birth. HMD occurred in all newborns weighing less than 1000 grams. In premature infants with birth weights between 1001 and 1250 grams and 1251 grams and 1499, the prevalence of DMH was 71.4% and 44.4%, respectively. The most frequent complication of DMH was the persistent ductus arteriosus. Conclusions: The prevalence of DMH was 100% in preterm infants weighing up to 1000 grams and 71.4% in newborns weighing between 1001g to 1250g. In premature infants weighing 1251g to 1499g, the prevalence was 44.4% (AU)


Assuntos
Humanos , Feminino , Gravidez , Recém-Nascido , Doença da Membrana Hialina/epidemiologia , Recém-Nascido de muito Baixo Peso , Nascimento Prematuro/epidemiologia , Brasil/epidemiologia , Prevalência
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