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Estudo retrospectivo de caracterização epidemiológica de queixa, diagnóstico e população pouco explorados num serviço de urgência de psiquiatria da infância e adolescência / Retrospective study of the epidemiological characterization of little explored complaints, diagnoses and population in a child and adolescent psychiatry emergency service
Belo Horizonte; s.n; 2023. 156 p. ilus, tab.
Tesis en Portugués | LILACS | ID: biblio-1518444
RESUMO
Introdução: A prevalência de transtornos mentais na população pediátrica é presumida em 13,4%. Porém, apenas um em cada seis recebe tratamento apropriado, evidenciando a lacuna entre necessidade e acesso à assistência. Isso resulta em maior risco para situações de crise psicossocial, especialmente entre aqueles em situações de vulnerabilidade com acesso limitado a recursos de tratamento. Diante da diversidade de temas no cenário de urgência em psiquiatria da infância e adolescência (PIA), nosso estudo escolhe tópicos menos explorados, visando compreender fatores sociodemográficos que levam essa população ao serviço de urgência de PIA. Objetivos: Caracterização epidemiológica de queixa (irritabilidade e uso de substâncias), diagnóstico (Autismo) e população (adolescentes em medidas socioeducativas) pouco explorados num serviço de urgência de PIA. Métodos: Estudo transversal retrospectivo realizado pela análise de prontuários dos pacientes, de até 18 anos, atendidos no período de 01 de junho de 2017 a 31 de maio de 2018 na urgência de PIA de um serviço de Belo Horizonte. Resultados: Agressividade, agitação e irritabilidade foram as queixas mais comuns no atendimento de urgência. A irritabilidade esteve associada ao diagnóstico de transtorno de humor sem especificação no atendimento de urgência. Transtorno do Espectro Autista foi o único diagnóstico associado à busca de atendimento por irritabilidade, com taxa de primodiagnóstico de 23% e em idade tardia. O uso de maconha, cocaína e álcool foi comum entre os pacientes atendidos na urgência, e a depressão foi o diagnóstico mais relacionado ao uso de substâncias (SPA). 24,8% dos atendimentos com relato de uso de SPA envolviam adolescentes em medidas socioeducativas (SE). Estes, frequentemente relataram vivências traumáticas e maior chance de quadros de transtornos relacionados ao estresse, de conduta e por uso de SPA. Conclusões: Os achados reforçam a hipótese de que as unidades de urgência podem servir como ponto inicial de diagnóstico e acesso de crianças e adolescentes com transtornos mentais, destacando possíveis lacunas na atenção básica. As unidades de SE parecem precisar aprimorar a abordagem de questões ligadas ao uso de SPA. Compreender as características da população que frequenta a urgência de PIA permite debater estratégias para prevenção e tratamento de transtornos com impacto na rede de cuidados da infância e adolescência.
ABSTRACT
Introduction: The prevalence of mental disorders in the pediatric population is estimated at 13.4%. However, only one in every six individuals receives adequate treatment, highlighting the gap between necessity and access to care. This disparity results in an elevated risk for psychosocial crisis situations, particularly among those in vulnerable circumstances with limited access to treatment resources. Given the diversity of issues in the context of child and adolescent psychiatry (CAP) emergencies, our study focuses on less explored topics, aiming to comprehend the sociodemographic factors that lead this population to seek urgent care in CAP settings. Objectives: Epidemiological characterization of underexplored complaints (Irritability and Substance Use), diagnosis (Autism) and population (Adolescents imprisoned) in a CAP emergency service. Methods: Retrospective cross-sectional study conducted through the analysis of medical records of patients, up to 18 years, attended at the CAP emergency department of a facility in Belo Horizonte, during the period from June 1, 2017, to May 31, 2018. Results: Aggressiveness, agitation and irritability were the most frequent complaints in emergency care. Irritability was associated with the diagnosis of unspecified mood disorder in the clinical setting. Autism Spectrum Disorder was the only pre-existing diagnosis associated with seeking care due to irritability, with a first-diagnosis rate of 23%, occurring later in age. The use of marijuana, cocaine, and alcohol was prevalent among patients attending the emergency department, with depression being the diagnosis most closely linked to the substance use (SU). Among cases involving reported of SU, 24.8% involved adolescents within socio-educational measures (SE), who often reported traumatic experiences. This group also exhibited higher likelihood of stress-related disorders, conduct disorders, and SU-related conditions. Conclusions: The findings reinforce the hypothesis that emergency units can serve as an initial point of contact for children and adolescents with mental disorders, highlighting potential gaps in primary care. SE units demonstrated a need for improvement in addressing issues related to SU. By comprehending the population frequenting the CAP emergency department, it becomes possible to discuss strategies for the prevention and treatment of disorders with impacts on the childhood and adolescence care network.
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