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1.
Hematology, Transfusion and Cell Therapy ; 43:S532-S533, 2021.
Article in Portuguese | EMBASE | ID: covidwho-1859744

ABSTRACT

Introdução: A pandemia pelo SARS-CoV-2 (COVID-19) vem desafiando a comunidade científica e os serviços de saúde, superando mais de 4 milhões de mortos no mundo. A idade avançada e a presença de comorbidades cardiovasculares são relacionadas a maior mortalidade em relação a população geral, podendo atingir 15% dos casos infectados. Pacientes onco-hematológicos, devido a doença de base e ao seu tratamento, possuem comprometimento do sistema imune por período de tempo prolongado, o que os torna mais suceptiveis a infecções. A infecção pelo COVID-19 nesse grupo de pacientes tem demonstrado piores desfechos. Nesta série de casos avaliamos os desfechos de pacientes portadores de doenças linfoproliferativas diagnosticados com COVID-19 de Fevereiro de 2020 a Agosto de 2021 em duas instituições de São Paulo. Objetivo: Descrever os desfechos de pacientes com COVID-19 em pacientes com doenças linfoproliferativas. Métodos: Estudo multicêntrico, observacional e retrospectivo. Os dados foram obtidos através do prontuário eletrônico. Os critérios de inclusão foram diagnóstico de doença linfoproliferativa e infecção por COVID-19 confirmada através de teste RT-PCR em pacientes sintomáticos realizados nos centros participantes. Resultados: Em um tempo mediano de seguimento de 399 dias foram incluídos 41 pacientes com mediana de idade de 59 anos (DP 16,8). A maior parte dos pacientes eram portadores de linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), representando 24% da amostra, seguidos por linfoma folicular (17%) e linfoma de Hodgkin (17%). Em relação as comorbidades, 9 (22%) pacientes diabéticos, 17 (41%) hipertensos e 9 (22%) obesos. A taxa de admissão hospitalar foi de 75% e, mais da metade dos pacientes foram admitidos em unidade de terapia intensiva (UTI). Metade dos pacientes necessitaram de suporte ventilatório sendo, 15% dos pacientes com ventilação mecânica e outros 35% com cateter nasal de oxigênio. A prevalência de eventos trombóticos foi de 17%. Em relação ao tratamento quimioterápico 85% dos pacientes dessa amostra estava em vigência de tratamento quimioterápico no momento da infecção pelo Covid-19, no entando na análise univariada não houve diferença estataisticamente significativa de mortalidade entre o grupo de pacientes que estavam em tratamento quimioterápico e os que não estavam (HR 1,18;IC 0,26-5,33;p = 0,83). A taxa de sobrevida global em 100 dias foi de 66% (IC95 53-83%). Discussão: A mortalidade de pacientes hematológicos com infecção pelo COVID-19 é superior a população geral e foi estimada em 34% dos casos na metanalise publicada por Vijenthira et all. Em um estudo multicêntrico realizado na Alemanha a mortalidade em pacientes hospitalizados sem antecedente de neoplasias foi em torno de 22%. A ausência do aumento da mortalidade em pacientes com exposição recente a tratamento quimio-imunoterápico é condizente com dados apresentados em literatura, no entando não há estudos prospectivos publicados que exaltem esses achados. A idade superior a 60 anos foi o fator de maior impacto na mortalidade dos pacientes com doenças onco-hematológicos de acordo dados de literatura e em nosso estudo esse dado não foi estatisticamente significante possivelmente devido a uma mediana de idade menor que 60 anos da amostra. É importante ressaltar que esse é um estudo retrospectivo, porém que reafirma o pior desfecho clínico dos pacientes com doença onco-hematológicos com infecção pelo COVID-19.

2.
Hematology, Transfusion and Cell Therapy ; 43:S33, 2021.
Article in Portuguese | EMBASE | ID: covidwho-1859588

ABSTRACT

Introdução: A anemia aplástica adquirida (AAA) é uma condição rara, com alta morbidade. Em 70-80% dos casos é idiopática e ocorre por destruição das células tronco-hematopoiéticas por fenômeno autoimune. Com as terapias imunossupressoras e o transplante de medula óssea (TMO), a AAA teve excelentes resultados com taxas de sobrevida de 80% em 10 anos. Pode estar relacionada à outros mecanismos, como exposição a agentes tóxicos e infecções virais, especialmente vírus Epstein Barr, vírus de hepatite, HIV e parvovírus B19. A recente pandemia pelo vírus SARS-Cov-2 foi relacionada ao desenvolvimento de doenças autoimunes, corroborando a associação entre infecção viral e desbalanço imune. Apresentamos o caso de uma paciente, previamente hígida, que 60 dias após infecção pelo Sars-Cov-2 iniciou plaquetopenia, evoluindo para pancitopenia. Relato de caso: Paciente feminina, 29 anos, infecção pelo Sars-Cov-2 em agosto/20, quadro leve, sem necessidade de internação hospitalar. Em outubro/2020, apresentou equimoses persistentes, procurou atendimento médico, com os exames: Hb 11,5 g/dL;neutrófilos 1054/mm3 e 130.000/mm3 plaquetas, com conduta expectante nesse momento. Em janeiro/2021, com piora das equimoses e fadiga, retornou em atendimento com Hb 9,8 g/dL, neutrófilos 1278/mm3 e plaquetas 45.000/mm3. Iniciada investigação com sorologias para hepatites virais, HIV, sífilis, provas reumatológicas, vitamina B12, ácido fólico, função renal, hepática, tireoidiana e pesquisa de clone HPN, todos dentro da normalidade. Como tratamento, foi iniciado prednisona 1 mg/kg/dia e agendado retorno ambulatorial. Antes do previsto, procurou novamente atendimento por gengivorragia com plaquetas de 19.000/mm3, Hb 9,8 g/dL, neutrófilos 900/mm3 e Reticulócitos 46,536/mm3. Submetida a avaliação medular, com biópsia evidenciando hipocelularidade (cerca de 30%) com hipoplasia de todas as séries. O estudo imunofenotípico não mostrou proliferação de células imaturas, anômalas ou displásicas, cariótipo XX, FISH para síndrome mielodisplásica e DEB test negativos. Como pesquisas virais, citomegalovírus e parvovírus B19, além de RNA do vírus SARS-Cov-2 na extração de DNA em medula óssea, resultaram todos negativos. O diagnóstico de AAA foi estabelecido, evoluindo com piora progressiva da pancitopenia e necessidade de suporte transfusional recorrente. Apesar de candidata a transplante alogênico de medula óssea, a paciente não tinha irmãos e então, iniciado tratamento timoglobulina de coelho 3,5 mg/kg/dia por 5 dias, ciclosporina 10 mg/kg/dia e eltrombopag 150 mg/dia, além eritropoetina 40.000 UI/semana. O último exame de 29/06/2021 mostra resposta parcial a terapia estabelecida com Hb 11,7 g/dL, neutrófilos 1889/mm3 e 90.000/mm3 plaquetas. Conclusão: A AAA é uma condição que necessita de rápido diagnóstico e tratamento. O desbalanço imunológico, especialmente a hiperativação de linfócitos T citotóxicos CD8+, desencadeado por infecção viral pode ser gatilho para a condição em predispostos. Outros relatos semelhantes corroboram a associação temporal entre a infecção do SARS-Cov-2 e AAA. Sendo assim, consideramos importante compartilhar essa informação no meio científico.

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