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Hematology, transfusion and cell therapy ; 44:S663-S664, 2022.
Article in English | EuropePMC | ID: covidwho-2073031

ABSTRACT

No ano de 2019, um surto de pneumonia de causa desconhecida foi notificado em Wuhan, na China. O agente etiológico identificado se trata de um vírus nomeado como Vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2). Esta infecção é predominantemente caracterizada como uma infecção do trato respiratório. Embora não haja evidências sobre a replicação viral do SARS-CoV-2 nas células do sangue periférico, este vírus pode se disseminar para outros órgãos utilizando a circulação sanguínea. Portanto, é possível a ocorrência de transmissão transfusional de SARS-CoV-2. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi determinar a soroprevalência e a detecção de RNA de SARS-CoV-2 no plasma de doadores de sangue do Hemocentro de Ribeirão Preto. Para isso, a coleta das amostras foi realizada no período de Janeiro de 2020 a Janeiro de 2022. Essas amostras foram divididas em dois grupos: i) Amostras de sangue de candidatos aptos à doação de sangue e ii) Amostras de sangue de doadores que apresentaram sintomas característicos da COVID-19 após doação (Informação Pós-Doação, PDI). Para a análise da soroprevalência utilizamos o ensaio imunoenzimático IgG anti-SARS-CoV-2 de 646 amostras de plasmas referidas ao ano de 2020. E para detecção molecular de RNA de SARS-CoV-2 utilizamos a técnica de RT-PCR em tempo real para a análise de 718 amostras coletadas durante os picos de pandemia. Os resultados obtidos na análise sorológica apresentou uma soroprevalência de 0,002% nos doadores de sangue do Hemocentro de Ribeirão Preto no ano de 2020. Dentre esses, 4,87% reagentes, 94,3% não reagentes e 0,9% inconclusivos. Estes percentuais representam 4,7% dos doadores de sangue do ano de 2020. Pela análise molecular por RT-PCR 2,36% das amostras testadas apresentaram positividade para COVID-19. Neste estudo, demonstramos a importância de monitorar em ordem retrospectiva a exposição de indivíduos a agentes virais emergentes. Embora, observamos uma reduzida positividade nos testes moleculares, os nossos dados indicam que o vírus pode ser detectado no sangue periférico. Além disso, evidenciamos a necessidade de estudos complementares de infecciosidade e carga viral para demonstrar a viabilidade de replicação viral em amostras sanguíneas. Apoio financeiro: INCTC/Cnpq (465539/2014-9), CTC/Fapesp (2013/08135-2), FUNDHERP.

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