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1.
Hematology, Transfusion and Cell Therapy ; 43:S540-S541, 2021.
Article in Portuguese | EMBASE | ID: covidwho-1859758

ABSTRACT

Objetivos: A pandemia da COVID-19, doença causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2), já ultrapassou 200 milhões de casos no mundo e mais de 4 milhões de óbitos. Os indivíduos podem apresentar-se assintomático, com sintomas leves ou graves associados às infecções do trato respiratório. Pacientes com COVID-19 apresentam anticorpos do tipo IgG em média duas semanas após a infecção, e persistem em níveis estáveis por alguns meses. Ainda não foi completamente elucidada a influência dos níveis desses anticorpos e o tempo de permanência em circulação, com a proteção e gravidade da doença em reinfecções. O objetivo deste trabalho foi avaliar a presença de anticorpos anti-SARS-CoV-2 IgG em pacientes assintomáticos ou com sintomas leves em um período de 3 meses. Material e métodos: Estudo prospectivo em que indivíduos adultos de ambos os sexos, participantes do projeto EpiSergipe e que apresentaram resultado positivo ao teste rápido para IgG/IgM confirmado por sorologia, foram convidados a continuar participando da pesquisa durante o período de 3 meses. Para as análises foram coletadas amostras de sangue periférico, sendo a amostra inicial descrita como D+0 e a final como D+90. A análise sorológica foi realizada por meio do kit comercial, de imunoensaio fluorescente (IchromaTM COVID-19 Ab) e os procedimentos foram realizados de acordo com as recomendações do fabricante. Resultados: Foram analisadas amostras dos 20 indivíduos, sendo 9 do sexo masculino e 11 do sexo feminino. A idade variou de 28 a 73 anos. Os sintomas mais comumente relatados foram mal-estar, febre, cefaleia e dor de garganta. Os níveis de IgG no D+0 variaram de 19,4 a 45,7, média de 34,47 (± 7,12), e no D+90 a variaram de 1,2 a 45,6, com média de 20,64 (± 12,18). Após 3 meses foi observada uma diminuição significativa (p < 0,0001) dos níveis de IgG em 85% dos indivíduos com média de 52,74%, e apenas 15% apresentaram aumento significativo (p < 0,05) com média de 27,47%. Discussão: Estudos descrevem que os níveis de IgG permanecem por apenas 3-4 meses no organismo dos indivíduos que tiveram contato prévio com o SARS-CoV-2, entretanto neste estudo inicial foi observado que a maioria dos indivíduos apresentou uma diminuição significativa e gradual de anticorpos IgG anti- SARS-CoV-2 circulantes, antes mesmo de completos os 3 meses após a exposição ao vírus. Conclusão: A partir destes resultados preliminares é possível compreender que os indivíduos, sejam eles assintomáticos ou sintomáticos leves, apresentaram soroconversão, produzindo IgG e estes anticorpos permaneceram em circulação por um período mínimo de 3 meses. Este estudo apresenta dados mais extensivos, ainda em análises, que futuramente corroborarão com a compreensão desta manutenção de anticorpos, e ainda assim, serão necessários mais estudos com o mesmo objetivo.

2.
Hematology, Transfusion and Cell Therapy ; 43:S512-S513, 2021.
Article in English | EMBASE | ID: covidwho-1859709

ABSTRACT

Objetivos: A COVID-19, oriunda do novo coronavírus (SARS-CoV-2) se espalhou como uma pandemia, causando mais de 4 milhão de mortes globalmente, tornando-se uma emergência de saúde pública. O número de casos de pacientes recuperados é crescente, o que pode ser crucial sobre o curso da doença. Na forma grave da doença é possível observar linfopenia e leucopenia. Estes achados podem ser auxiliares como indicadores clínicos para avaliação e progressão da doença. Desta forma, este trabalho teve como objetivo descrever o perfil leucocitário dos indivíduos positivos na sorologia para o SARS-CoV-2. Material e métodos: Trata-se de um estudo prospectivo em que indivíduos adultos de ambos os sexos, participantes do projeto EpiSergipe e que apresentaram resultado positivo ao teste rápido para IgG/IgM confirmado por sorologia. Foram coletadas amostras de sangue periférico para realização do hemograma e análise sorológica utilizando o kit comercial de imunoensaio fluorescente (IchromaTM COVID-19 Ab) em que os procedimentos foram realizados de acordo com as recomendações do fabricante. Resultados: Foram analisadas amostras de 847 pacientes com sorologia positiva para o SARS-CoV-2, assintomáticos ou com sintomas leves, sendo 275 do sexo masculino (32,47%) e 572 do sexo feminino (67,53%). Do total de hemogramas analisados, 9,33% apresentaram leucocitose e 2,01% leucopenia (média leucócitos totais = 7.370/mm3 /±2,10). A linfocitose foi observada em 23,61% dos indivíduos e a linfopenia foi observada em apenas 1,18% (média linfócitos = 2.550/mm3/±772). A neutrofilia foi observada em 5,90% dos participantes e a neutropenia em 5,31% (média neutrófilos = 4.280/mm3/±1,67). A maioria dos hemogramas analisados (67,41%) apresentaram todos os parâmetros normais. Discussão: A linfocitose, de acordo com estudos, pode auxiliar na previsão e acompanhamento da progressão da COVID-19, neste estudo foi observada em 23,61% dos hemogramas analisados, enfatizando que os participantes do presente estudo eram assintomáticos e sintomáticos leves, o que pode justificar o porquê grande parte dos pacientes apresentaram parâmetros dentro da normalidade. Além disso um estudo publicado em 2021, comparou os achados hematológicos de óbitos por COVID-19 com os de sobreviventes, nos indivíduos que morreram havia maior contagem de neutrófilos e leucócitos, e uma diminuição nos linfócitos, quando comparados aos sobreviventes. Neste estudo, não houveram óbitos, as taxas encontradas de leucocitose e neutrofilia foram de 9,33% e 5,90% respectivamente, e a linfopenia 1,18%. Conclusão: A partir dos resultados prévios encontrados, observa-se alterações no perfil leucocitário em indivíduos com COVID-19, condizentes com os descritos recentemente na literatura.

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