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Coimbra; s.n; mar. 2017. 117 p. ilus, tab.
Thesis in Portuguese | BDENF - Nursing | ID: biblio-1416289

ABSTRACT

Enquadramento: O processo que envolve o transplante hepático em pediatria e o seu seguimento é muito angustiante para os pais. A progressão clínica por vezes complicada e a imprevisibilidade que a caracteriza são aspetos geradores de stress, desequilíbrio e sobrecarga, com consequências psicoafectivas e repercussões na vida tanto dos pais como das crianças/adolescentes. Objetivos principais: Identificar as dificuldades/perturbações adaptativas dos pais das crianças e adolescentes submetidos a transplante hepático, as estratégias de coping utilizadas com mais frequência por estes pais e as suas expectativas face aos cuidados de enfermagem. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal, com uma amostra de 45 pais. Os dados foram colhidos através de um instrumento constituído por quatro partes: Questionário de variáveis sociodemográficas e clínicas; Inventário de Respostas à Doença nos Filhos; Escala Brief Cope; e Inventário sobre a Perceção da Relação Enfermeiro-Pais de crianças doentes. Os dados foram analisados com recurso ao Statistical Package for the Social Sciences versão 24. Resultados: Evidencia-se a "Depressão/Adenomia" e o "Retraimento" como as dificuldades/perturbações adaptativas mais vivenciadas pelos pais. Em termos globais, os pais revelam boa organização e adaptação e baixo nível de perturbação (distress), contudo, cerca de 20% dos pais registam uma adaptação que não ultrapassa o moderado. As estratégias de coping mais utilizadas são o "Coping Ativo", o "Planear", a "Aceitação" e a "Reinterpretação Positiva". Os pais valorizam de forma substantiva e global os cuidados de enfermagem, atribuindo especial relevância aos cuidados centrados em si próprios, particularmente nas dimensões "Comunicação/Informação" e "Relação empática". Os pais com menos dificuldades/perturbações adaptativas (adaptação positiva) tendem a utilizar estratégias de coping ativas e adequadas e viceversa. As correlações verificadas entre estas duas variáveis as expetativas face aos cuidados de enfermagem são menos relevantes. Conclusão: O conhecimento das dificuldades/perturbações adaptativas dos pais das crianças/adolescentes que realizam transplante hepático, das estratégias de coping utilizadas e das expetativas face aos cuidados de enfermagem é importante para permitir a determinação e o desenvolvimento de intervenções com vista a proporcionar a estes pais condições e aptidões de confronto e adaptação.


Subject(s)
Parents , Pediatrics , Adaptation, Psychological , Liver Transplantation , Nursing
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