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1.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 43(12): 932-939, Dec. 2021. tab
Article in English | LILACS | ID: biblio-1357094

ABSTRACT

Abstract Objective To study maternal anxiety in pregnant women without comorbidities in the context of the COVID-19 outbreak in Brazil and to study maternal knowledge and concerns about the pandemic. Methods This is a secondary analysis from a national multicenter cross-sectional study performed in 10 cities, from June to August, 2020, in Brazil. Interviewed postpartum women, without medical or obstetrical comorbidities, were included in the present subanalysis. A structured questionnaire and the Beck Anxiety Inventory (BAI) were applied. Results Out of the 1,662 women, 763 (45.9%) met the criteria for the current analysis and 16.1% presented with moderate and 11.5% with severe maternal anxiety. Moderate or severe maternal anxiety was associated with high school education (odds ratio [OR]:1.58; 95% confidence interval [CI]:1.04-2.40). The protective factor was cohabiting with a partner (OR: 0.46; 95%CI: 0.29-0.73). There was a positive correlation between the total BAI score and receiving information about care in the pandemic (rpartial 0.15; p < 0.001); concern about vertical transmission of COVID-19 (rpartial 0.10; p = 0.01); receiving information about breastfeeding (rpartial 0.08; p = 0.03); concerns about prenatal care (rpartial 0.10; p = 0.01), and concerns about the baby contracting COVID-19 (rpartial 0.11; p = 0.004). The correlation was negative in the following aspects: self-confidence in protecting from COVID-19 (rpartial 0.08; p = 0.04), having learned (rpartial 0.09; p = 0.01) and self-confidence in breastfeeding (rpartial 0.22; p < 0.001) in the context of the pandemic. Conclusion The anxiety of pregnant women without medical or obstetrical comorbidities was associated to high school educational level and not living with a partner during the COVID-19 pandemic. Self-confidence in protecting against COVID-19 and knowledge about breastfeeding care during the pandemic reduced maternal anxiety.


Resumo Objetivo Estudar a ansiedade materna em gestantes sem comorbidades no contexto do surto de COVID-19 no Brasil e estudar o conhecimento e as preocupações maternas sobre a pandemia. Métodos Trata-se de análise secundária de um estudo transversal multicêntrico nacional realizado em 10 cidades, de junho a agosto de 2020, no Brasil. Mulheres no pós-parto entrevistadas, sem comorbidades médicas ou obstétricas, foram incluídas nesta subanálise. Foram aplicados um questionário estruturado e o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI, na sigla em inglês). Resultados Das 1.662 mulheres, 763 (45,9%) atenderam aos critérios da análise atual e 16,1% apresentaram ansiedade materna moderada e 11,5% ansiedade materna grave. A ansiedade materna moderada ou grave foi associada à escolaridade no ensino médio (odds ratio [OR]: 1,58; intervalo de confiança [IC] 95%: 1,04-2,40). O fator protetor foi coabitar com companheiro (OR: 0,46; IC95%: 0,29-0,73). Houve correlação positiva entre a pontuação total do BAI e o recebimento de informações sobre cuidados na pandemia (rparcial 0,15; p < 0,001); preocupação com a transmissão vertical de COVID-19 (rparcial 0,10; p = 0,01); receber informações sobre amamentação (rparcial 0,08; p = 0,03); preocupações sobre cuidados pré-natais (rparcial 0,10; p = 0,01) e preocupações sobre o bebê contrair COVID-19 (rparcial 0,11; p = 0,004). A correlação foi negativa com os seguintes aspectos: ter autoconfiança para se proteger (rparcial 0,08; p = 0,04), aprender (rparcial 0,09; p = 0,01) e ter autoconfiança para amamentar (rparcial 0,22; p < 0,001) no contexto da pandemia. Conclusão A ansiedade de gestantes sem comorbidades médicas ou obstétricas esteve associada à escolaridade no ensino médio e não morar com companheiro durante a pandemia de COVID-19. A autoconfiança na proteção contra COVID-19 e o conhecimento sobre os cuidados com a amamentação durante a pandemia reduziram a ansiedade materna.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Pregnant Women , COVID-19 , Anxiety/epidemiology , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Depression , Pandemics , SARS-CoV-2
4.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 42(9): 562-568, Sept. 2020.
Article in English | LILACS | ID: biblio-1137873

ABSTRACT

Abstract Objective The present comprehensive review aims to show the full extent of what is known to date and provide a more thorough view on the effects of SARS-CoV2 in pregnancy. Methods Between March 29 and May, 2020, the words COVID-19, SARS-CoV2, COVID- 19 and pregnancy, SARS-CoV2 and pregnancy, and SARS and pregnancy were searched in the PubMed and Google Scholar databases; the guidelines from well-known societies and institutions (Royal College of Obstetricians and Gynaecologists [RCOG], American College of Obstetricians and Gynecologists [ACOG], International Society of Ultrasound in Obstetrics & Gynecology [ISUOG], Centers for Disease Control and Prevention [CDC], International Federation of Gynecology and Obstetrics [FIGO]) were also included. Conclusion The COVID-19 outbreak resulted in a pandemic with > 3.3 million cases and 230 thousand deaths until May 2nd. It is caused by the SARS-CoV2 virus and may lead to severe pulmonary infection and multi-organ failure. Past experiences show that unique characteristics in pregnancy make pregnant women more susceptible to complications from viral infections. Yet, this has not been reported with this new virus. There are risk factors that seem to increase morbidity in pregnancy, such as obesity (body mass index [BMI] > 35), asthma and cardiovascular disease. Current reports describe an increased rate of pretermbirth and C-section. Vertical transmission


Resumo Objetivo A presente revisão detalhada busca fornecer dados objetivos para avaliar o que se sabe até o momento e possibilitar uma visãomais ampla dos efeitos do SARSCoV2 na gravidez. Métodos Entre 29 demarço e 2 de maio de 2020, foi realizada uma busca nos bancos de dados PubMed e Google Scholar com as palavras COVID-19, SARS-CoV2, COVID-19 e gravidez, SARS-CoV2 e gravidez, e SARS e gravidez. As recomendações dos principais órgãos sobre o tema também foram acessadas. Conclusão O surto de COVID-19 resultou em uma pandemia com> 3.3 milhões de casos e 230 mil mortes até 2 de maio. É uma condição causada pelo vírus SARS-CoV2 e pode levar ao acometimento pulmonar difuso e à falência de múltiplos órgãos. Características únicas da gestante tornam essa população mais propensas a complicações de infecções virais. Até o momento, essa tendência não foi observada para esse novo vírus. Os fatores que parecem estar associados à maior morbidade materno-fetal são obesidade (índice demassa corporal [IMC] > 35), asma e doença cardiovascular. Há descrição de aumento de parto prematuro e parto cesáreo. Não se pode descartar a possibilidade de transmissão vertical da doença, devido a relatos de positividade de reação em cadeia de polimerase (RT-PCR) de swab nasal, RT-PCR de líquido amniótico e imunoglobulina M (IgM) de recém-nascidos. Tratamentos devem ser analisados caso a caso, dada a falta de qualidade de estudos que comprovem a sua eficácia e segurança na gravidez. O corpo clínico deve utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) ao manusear pacientes suspeitos ou confirmados e ficar atento aos sinais de descompensação respiratória.


Subject(s)
Humans , Female , Pregnancy , Pneumonia, Viral/diagnosis , Pneumonia, Viral/therapy , Pneumonia, Viral/transmission , Pneumonia, Viral/epidemiology , Pregnancy Complications, Infectious/diagnosis , Pregnancy Complications, Infectious/therapy , Pregnancy Complications, Infectious/epidemiology , Coronavirus Infections/diagnosis , Coronavirus Infections/therapy , Coronavirus Infections/transmission , Coronavirus Infections/epidemiology , Pandemics , Betacoronavirus/isolation & purification , Cesarean Section/statistics & numerical data , Global Health , Risk Factors , Infection Control/methods , Infectious Disease Transmission, Patient-to-Professional/prevention & control , Perinatal Care/methods , Infectious Disease Transmission, Vertical/prevention & control , Premature Birth/epidemiology , Premature Birth/virology , SARS-CoV-2 , COVID-19
5.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 36(11): 519-524, 11/2014. tab
Article in Portuguese | LILACS-Express | LILACS | ID: lil-730574

ABSTRACT

OBJETIVO: Validar questionário para conhecer e descrever a percepção dos médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia quanto à vivência e autoconfiança no atendimento de emergências no parto vaginal. MÉTODOS: Estudo prospectivo de validação de instrumento constituído por afirmativas sobre atendimento nas emergências: parto pélvico (n=23), distocia de ombros (n=20), hemorragia pós-parto (n=24), parto fórcipe (n=32) e vácuo extrator (n=5). Os participantes opinaram sobre cada item segundo escala de Likert (0=discordo plenamente, 1=discordo parcialmente, 2=indiferente, 3=concordo parcialmente e 4=concordo plenamente). O questionário foi aplicado a 12 especialistas em ginecologia e obstetrícia esperando-se encontrar nível de compreensão superior a 80%. Uma escala de cinco pontos foi empregada para avaliar a compreensão de cada questão (de 0=não entendi nada a 5=entendi perfeitamente e não tenho dúvidas). Valores acima de 4 foram considerados indicadores de compreensão suficiente. O instrumento utilizado foi especialmente elaborado para atender às especificidades demandadas. A análise da confiabilidade interna foi pelo coeficiente alfa de Cronbach. Para a validação externa foram calculadas a proporção de itens com plena compreensão, por cada grupo. Para fins de investigação, o alfa deve ser maior do que 0,7. RESULTADOS: Os participantes apresentavam média de idade de 33,3 anos, com desvio padrão (DP) de 5,0 anos, e tempo de formado médio de 5,8 anos (DP=1,3anos). Todos eram especialistas com residência médica em Ginecologia e Obstetrícia. A média da proporção de participantes que compreenderam plenamente os itens de cada emergência estudada foi: parto pélvico 97,3%, distocia de ombros 96,7%, hemorragia ...


PURPOSE: To validate a questionnaire to be applied in order to learn and describe the perceptions of specialists in obstetrics and gynecology about their experience and self-confidence in the emergency care for vaginal delivery. METHODS: This was a prospective study for the validation of an instrument that contains statements about emergency obstetrical care: breech delivery (n=23), shoulder dystocia (n=20), postpartum haemorrhage (n=24), forceps delivery (n=32), and vacuum extractor (n=5). Participants gave their opinions on each item by applying the Likert scale (0=strongly disagree, 1=partially disagree, 2=indifferent, 3=partially agree and 4=strongly agree). The questionnaire was applied to 12 specialists in obstetrics and gynecology and it was expected to be found a level of comprehension exceeding 80%. A five-point scale was used to assess the understanding of each question (from 0=did not understand anything to 5=understood perfectly and I have no doubt). A score above 4 was considered to indicate sufficient understanding. The instrument used was specially designed to suit the specific demands. The analysis of internal reliability was done using the Cronbach alpha coefficient. For external validation, we calculated the proportion of items with full understanding for each subscale. For research purposes, the alpha should be greater than 0.7. RESULTS: Participants had a mean age of 33.3 years, with 5.0 standard deviation (SD), and an average interval time since graduation from medical school of 5.8 years (SD=1.3 years). All were specialists with residency in obstetrics and gynecology. The mean proportion of participants who fully understood the items in each emergency was 97.3% for breech delivery, 96.7% for shoulder dystocia, 99.7% for postpartum hemorrhage, 97.4% for forceps delivery, and 98.3% for the use of a vacuum extractor. The results of Cronbach's alpha for the items in each emergency studied were: 0.85 for breech delivery, ...

6.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 60(4): 327-334, Jul-Aug/2014. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-720979

ABSTRACT

Objective: to analyze women's perception in relation to their partner's reaction and behavior during the abortion process in two Brazilian capitals, associating the variables from women who suffered a spontaneous abortion with those from women who induced it. Methods: semi-structured, questionnaire-based interviews were conducted with 285 women who underwent spontaneous abortion and 31 who reported having induced it. The data were analyzed using the thematic analysis technique, and, subsequently, by the IBM SPSS Statistics Standard Edition software program. The significance level was set at p < 0.05. Results: in both capitals, the women who induced an abortion referred to the partner as the person who could not find out about the abortion (p<0.01 in Natal; p = 0.02 in São Paulo-SP) and, simultaneously, as the one who could have avoided it (p < 0.01 in Natal; p = 0.03 in São Paulo). In Natal-RN, induced abortion was associated with the partner's absence at the time pregnancy was confirmed (p = 0.02) and, in Sao Paulo-SP, with their negative reaction to news of the pregnancy (p = 0.04) and lack of participation in the abortion process (p < 0.01). Conclusion: despite having achieved independence, women still regard male participation in the abortion process as an important factor. The specifics of each capital denote the influence of the geographic and cultural dimension, indicating the need to take into account the particulars of each region in Brazil while considering a holistic approach to women's health. .


Objetivo: analisar a percepção das mulheres quanto às reações e às condutas do parceiro no processo do abortamento, associando as variáveis entre mulheres que sofreram abortamento espontâneo e que o provocaram, nas cidades de Natal (RN) e de São Paulo (SP). Métodos: foram realizadas entrevistas semidirigidas com 285 mulheres que sofreram abortamento espontâneo e 31 mulheres que referiram tê-lo provocado. Os dados foram analisados pela Técnica de Análise Temática e, posteriormente, utilizou-se o programa IBM SPSS. O nível de significância utilizado foi p < 0,05. Resultados: em ambas as capitais, as mulheres que provocaram o abortamento referiram o parceiro como alguém que não poderia saber do abortamento (p < 0,01 em Natal; p = 0,02 em São Paulo) e, ao mesmo tempo, como aquele que poderia tê-lo evitado (p < 0,01 em Natal; p = 0,03 em São Paulo). Em Natal, o abortamento provocado foi associado à ausência do parceiro no momento da confirmação da gestação (p = 0,02) e, em São Paulo, a reações negativas quando noticiada a gravidez (p=0,04) e a não participação no processo do abortamento (p < 0,01). Conclusão: apesar da independência feminina conquistada, os resultados obtidos indicam que as mulheres que provocaram o abortamento percebem a participação masculina como importante no processo. As particularidades de cada capital denotam influência da dimensão geográfica e cultural, demonstrando a necessidade de uma assistência integral à saúde da mulher que respeite as especificidades de cada região do Brasil. .


Subject(s)
Female , Humans , Male , Pregnancy , Abortion, Induced/psychology , Abortion, Spontaneous/psychology , Spouses/psychology , Abortion, Induced/statistics & numerical data , Abortion, Spontaneous/epidemiology , Brazil/epidemiology , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies , Socioeconomic Factors , Surveys and Questionnaires , Women's Health
7.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 60(3): 270-275, May-Jun/2014. tab, graf
Article in English | LILACS | ID: lil-713063

ABSTRACT

Objective: the aim of this study was to investigate the patterns of transient FHR accelerations (10 bpm and 15 bpm) in the third trimester of pregnancy, comparing the occurrence of this event before and after the 32nd gestational week. Methods: This is a prospective study comparing the results of the computerized cardiotocography of 46 low-risk women with singleton pregnancies, maternal age between 18 and 40 years, gestational age between 28 and 40 weeks, absence of maternal morbidity and adequate fetal growth according to ultrasound. Computed Cardiotocography (8002 Sonicaid System and Fetal Care System) was performed for 30 minutes to analyze the variables of FHR. Results: twenty-three pregnant women underwent cardiotocography before 32 weeks (mean = 29.9 weeks, SD = 1.4 weeks) and were compared with 23 pregnant women who were examined after 32 weeks (mean = 36.3 weeks, SD = 2.5 weeks). Regarding the characteristics of FHR, fetuses evaluated between 32 1/7 weeks and 40 weeks showed a significantly greater number of accelerations above 15 bpm (median = 5, variation 0-18) than the group of pregnant women from 28 to 32 weeks (median = 4, variation 0 to 10; P = 0.048). There was a significant positive correlation between the number of accelerations above 15 bpm and the gestational age at examination (rho = 0.33; P = 0.026). Conclusion: computerized cardiotocography showed an association regarding the number of transient accelerations greater than 15 bpm in the assessment of both periods before and after 32 weeks of gestational age, suggesting the influence of the maturation of the fetal autonomic nervous system with pregnancy progression. .


Objetivo: o objetivo deste estudo foi investigar os padrões das acelerações transitórias da FCF (de 10 e 15 bpm) no terceiro trimestre da gestação, comparando a ocorrência desse evento antes e após a 32ª semana gestacional. Métodos: trata-se de estudo prospectivo comparando os resultados do exame de cardiotocografia computadorizada de 46 gestantes de baixo risco, com feto único, idade materna entre 18 e 40 anos, idade gestacional entre 28 e 40 semanas, ausência de morbidades maternas e crescimento fetal adequado pela ultrassonografia. Foi realizada a cardiotocografia computadorizada (Sonicaid System 8002 e Fetal Care System) por 30 minutos para análise das variáveis da FCF. Resultados: vinte e três gestantes que realizaram a cardiotocografia antes da 32ª semana (média = 29,9 semanas, DP = 1,4 semanas) foram comparadas com 23 que realizaram o exame após a 32ª semana (média = 36,3 semanas, DP = 2,5 semanas). Quanto às características da FCF, os fetos avaliados entre 32 1/7 semanas e 40 semanas apresentaram número significativamente maior de acelerações acima de 15 bpm (mediana = 5, variação 0 a 18) que o grupo de gestantes de 28 a 32 semanas (mediana = 4, variação 0 a 10; P = 0,048). Houve correlação significativa e positiva entre o número de acelerações transitórias acima de 15 bpm e a idade gestacional no momento do exame (rho = 0,33; P = 0,026). Conclusão: a cardiotocografia computadorizada revelou associação entre o número de acelerações transitórias acima de 15 bpm quando avaliados os períodos antes e após 32 semanas de idade gestacional, sugerindo influência da maturação do sistema nervoso autônomo fetal com a progressão da gestação. .


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Pregnancy , Young Adult , Cardiotocography/instrumentation , Fetal Movement/physiology , Heart Rate, Fetal/physiology , Gestational Age , Pregnancy Trimester, Third , Prospective Studies
8.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 59(4): 392-399, jul.-ago. 2013.
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-685533

ABSTRACT

OBJETIVO: Estudar a dopplervelocimetria da artéria cerebral média fetal em gestações complicadas pela insuficiência placentária e verificar o seu papel no prognóstico de sobrevida neonatal. MÉTODOS: Trata-se de estudo prospectivo de 93 gestantes com diagnóstico de insuficiência placentária estabelecida antes da 34ª semana. A insuficiência placentária foi caracterizada pelo Doppler de artéria umbilical (AU) alterado (> p95). Foram analisados os seguintes parâmetros: índice de pulsatilidade (IP) da artéria umbilical (AU), IP da artéria cerebral média (ACM), relação cerebroplacentária -RCP(IP-ACM/IP-AU), pico de velocidade sistólicada ACM (PVS-ACM) e IP para veias (IPV) do ducto venoso (DV). Os parâmetros foram analisados pelos valores absolutos, em escores zeta (desvios padrão a partir da média) ou múltiplos da mediana (MoM). O desfecho investigado foi o óbito neonatal no período de internação após o nascimento. RESULTADOS: Nas 93 gestações analisadas, ocorreram 25 (26,9%) óbitos neonatais. No grupo que evoluiu com óbito neonatal, quando comparado com o grupo com sobrevida, houve associação significativa com o diagnóstico de diástole zero ou reversa (88% vs. 23,6%, p < 0,001), com maior mediana do IP da AU (2,9 vs. 1,7, p < 0,001) e seu escore zeta (10,4 vs. 4,9, p < 0,001); maior valor do PVS-ACM MoM (1,4 vs. 1,1, p = 0,012); menor valor da RCP (0,4 vs. 0,7, p < 0,001); maior valor do IPV-DV (1,2 vs. 0,8, p < 0,001) e no escore zeta do DV (3,6 vs.0,6, p<0,001). Na regressão logística, as variáveis independentes para a prediçãodoóbito neonatal foram a idade gestacional no parto (OR = 0,45; IC95% 0,3 a 0,7, p < 0,001) e o escore zeta do IP-AU (OR 1,14, IC95% 1,0 a 1,3, p = 0,046). CONCLUSÃO: Apesar da associação verificada pela análise univariada entre a morte neonatal e os parâmetros da dopplervelocimetria cerebral fetal, a análise multivariada identificou a prematuridadeeograude insuficiência da circulação placentária como fatores independentes relacionados com o óbito neonatal em gestações complicadas por insuficiência placentária.


OBJECTIVE: To study the Doppler velocimetry of the fetal middle cerebral artery in pregnancies complicated by placental insufficiency, and to verify its role in the prognosis of neonatal survival. METHODS: This was a prospective study of 93 pregnant women with diagnosis of placental insufficiency detected before the 34th week of pregnancy. Placental insufficiency was characterized by abnormal umbilical artery (UA) Doppler (> 95th percentile). The following parameterswere analyzed: umbilical artery (UA) pulsatility index (PI); middle cerebral artery (MCA) PI; brain-placenta ratio - BPR (MCA-PI/UA-PI); MCA peak systolic velocity (MCA-PSV); and PI for veins (PIV) of ductus venosus (DV). The parameters were analyzed in terms of absolute values, z-scores (standard deviations from the mean), or multiples of the median (MoM). The outcome investigatedwas neonatal death during the hospitalization period after birth. RESULTS: Of the 93 pregnancies analyzed, there were 25 (26.9%) neonatal deaths. The group that died, when compared to the survival group, presented a significant association with the diagnosis of absent or reversed end-diastolic flow (88% vs. 23.6%, p < 0.001), with a higher median of UA PI (2.9 vs. 1.7, p < 0.001) and UA PI z-score (10.4 vs. 4.9, p < 0.001); higher MCAPSV MoM (1.4 vs. 1.1, p = 0.012); lower BPR (0.4 vs. 0.7, p < 0.001); higher PIV-DV (1.2 vs. 0.8, p < 0.001) and DV z-score (3.6 vs. 0.6, p < 0.001). In the logistic regression, the independent variables predictive of neonatal death were: gestational age at birth (OR = 0.45; 95% CI: 0.3 to 0.7; p < 0.001) and UA PI z-score (OR = 1.14, 95% CI: 1.0 to 1.3, p = 0.046). CONCLUSION: Despite the association verified by the univariate analysis between neonatal death and the parameters of fetal cerebral Doppler velocimetry, the multivariate analysis identified prematurity and degree of insufficiency of placental circulation as independent factors related to neonatal death in pregnancies complicated by placental insufficiency.


Subject(s)
Female , Humans , Infant, Newborn , Male , Pregnancy , Middle Cerebral Artery , Placental Insufficiency , Umbilical Arteries , Analysis of Variance , Blood Flow Velocity , Laser-Doppler Flowmetry , Prognosis , Prospective Studies , Placental Insufficiency/mortality , Survival Analysis , Ultrasonography, Prenatal
9.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 59(2): 113-119, mar.-abr. 2013. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-673377

ABSTRACT

OBJETIVO: Avaliar os efeitos da asma materna sobre a gravidez, analisando as repercussões da gravidade da doença no comprometimento do bem-estar fetal, bem como as complicações maternas e perinatais associadas. MÉTODOS: Foi realizado estudo retrospectivo de 117 gestações complicadas pela asma materna e sem outras comorbidades, no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2010. Os critérios de inclusão foram: gestação única; diagnóstico de asma prévio à gestação; início do pré-natal antes da 28ª semana de gravidez; parto realizado na instituição; peso do recém-nascido acima de 500g e idade gestacional no parto acima de 22 semanas; ausência de malformações fetais ou anomalias cromossômicas; ausência de comorbidades maternas. A gravidade da asma foi classificada em intermitente, persistente leve, persistente moderada, persistente grave. Foram analisados os resultados do perfil biofísico fetal e da dopplervelocimetria de artéria umbilical realizados até 14 dias antes do parto. RESULTADOS: Do total de 117 gestantes asmáticas analisadas: 41 (35,0%) eram intermitentes, 33 (28,2%) persistentes leves, 21 (17,9%) persistentes moderadas e 22 (18,8%) persistentes graves. Não houve diferença significativa entre os grupos quanto ao tipo de parto: a cesárea foi realizada em 65,8% dos casos, a corticoterapia materna no momento do parto em 20,5%, a idade gestacional no parto apresentou média de 38,6 semanas (DP 1,9 semanas) e o peso ao nascimento apresentou média de 3056 g (DP 581 g). O perfil biofísico fetal realizado no período anteparto (n = 90, 76,9%) apresentou resultado normal (8 ou 10) em 99% dos casos. A dopplervelocimetria de artéria umbilical foi avaliada em 23,9% (n = 28) das gestantes, e apresentou-se normal em 100% dos casos. O uso de corticoterapia sistêmica foi significativamente (p< 0,001) diferente entre os grupos intermitente (4,9%) e persistente leve (9,1%), persistente moderada (28,6%), persistente grave (45,5%). quanto ao início do parto, houve maior proporção de cesárea eletiva no grupo com asma persistente moderada (52,5%) e persistente grave (54,6%) quando comparados aos grupos intermitente (21,9%) e persistente leve (24,2%) (p = 0,039). CONCLUSÃO: A gravidade da asma materna não parece influenciar diretamente os resultados perinatais e não compromete a vitalidade fetal. A conduta ativa proporcionando melhor quadro clínico materno promove evolução favorável para a gestação complicada pela asma.


OBJECTIVE: To assess the effects of maternal asthma on pregnancy, analyzing the consequences of the severity of the disease in the impairment of fetal well-being, as well as the related maternal and perinatal complications. METHODS: A retrospective study with 117 pregnancies complicated by maternal asthma and with no other comorbidities, in the period from January, 2005 to December, 2010. Inclusion criteriawere as follows: singleton pregnancy; pregnantwomen diagnosed with asthma prior to pregnancy; initiation of prenatal care before the 28th week of pregnancy; birth at this institution; newborn weighing over 500 g and gestational age at delivery of 22 weeks or more; absence of fetal malformations or chromosomal abnormalities; absence of maternal comorbidities. Asthma was classified as intermittent, mild persistent, moderate persistent, or severe persistent. The results of fetal biophysical profile and of Doppler velocimetry of the umbilical artery performed 14 days prior to birth were analyzed. RESULTS: Of the total of 117 pregnant women with asthma, 41 (35.0%) had intermittent, 33 (28.2%) mild persistent, 21 (17.9%) moderate persistent, and 22 (18.8%) severe persistent asthma. There was no significant difference among the groups as to the type of birth: cesarean section was performed in 65.8% of the cases, maternal corticosteroid therapy was used at the moment of birth in 20.5%, the gestational age at birth averaged 38.6 weeks (SD 1.9 weeks), and birth weight averaged 3,056 g (SD 581 g). The fetal biophysical profile performed during the antepartum period (n = 90, 76.9%) showed a normal result (8 or 10) in 99% of the cases. Doppler velocimetry of the umbilical artery was assessed in 23.9% (n = 28) of the pregnant women, and delivered normal results in 100% of the cases. The use of systemic corticosteroid therapy was significantly (p < 0.001) different among the intermittent (4.9%), mild persistent (9.1%), moderate persistent (28.6%), and severe persistent (45.5%) groups. Regarding the beginning of birth, there was a higher proportion of elective cesarean section in the groups with moderate persistent asthma (52.5%) and severe persistent (54.6%) when compared to the intermittent (21.9%) and mild persistent (24.2%) groups (p = 0.039). CONCLUSION: The severity of maternal asthma does not appear to have any direct influence on perinatal outcomes, and does not compromise fetal well-being. Active conduct to enable a better maternal clinical condition provides a favorable prognosis for pregnancy complicated by asthma.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Infant, Newborn , Male , Pregnancy , Young Adult , Asthma/complications , Fetus/physiology , Pregnancy Complications , Pregnancy Outcome , Analysis of Variance , Adrenal Cortex Hormones/therapeutic use , Asthma/drug therapy , Brazil , Cesarean Section/statistics & numerical data , Fetal Distress/complications , Maternal Age , Prenatal Care/methods , Retrospective Studies , Risk Factors
10.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 35(2): 55-59, fev. 2013. graf, tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-666188

ABSTRACT

OBJETIVO: Verificar, em gestantes de baixo risco, a concordância entre a percepção materna dos movimentos fetais e os movimentos constatados simultaneamente pela ultrassonografia. MÉTODOS: Foram avaliadas 20 gestantes com os seguintes critérios de inclusão: feto único e vivo; idade materna entre 18 e 35 anos; idade gestacional entre 36 e 40 semanas completas; morfologia fetal normal ao exame ultrassonográfico; ausência de morbidades clínicas ou obstétricas. A gestante foi avaliada por dez minutos, período em que foi monitorada com aparelho de cardiotocografia para registro dos movimentos fetais acionados com o marcador de eventos, com a velocidade do papel ajustada para 3 cm/min. Simultaneamente foi realizada observação dos movimentos fetais pela ultrassonografia. RESULTADOS: A análise de concordância interobservador pela análise de kappa obteve o índice de 0,62, caracterizando boa concordância (IC95% 0,45 - 0,79). O coeficiente de correlação intraclasse foi de 0,82 (IC95% 0,61 - 0,92). A análise pelo gráfico de Bland & Altman indicou boa concordância. A análise pela regressão linear demonstrou correlação significativa entre a percepção materna (x) e a observação pela ultrassonografia (y) (r²=0,71; p<0,001; equação: y= 5,31+0,66x). CONCLUSÕES: A concordância da percepção materna e ultrassonográfica dos movimentos fetais é boa, o que permite o uso da contagem de movimentos fetais na avaliação da vitalidade fetal.


PURPOSE: To determine the agreement between maternal perception of fetal movements and the movements recorded simultaneously by ultrasound in low-risk pregnancies. METHODS: Twenty pregnant women were evaluated with the following inclusion criteria: single pregnancy, alive fetus, maternal age between 18 and 35 years; between 36 and 40 weeks gestation; normal fetal morphology at ultrasound, and absence of maternal comorbidities. The pregnant women were evaluated for 10 minutes, during which cardiotocography was used to record fetal movements triggered with the event marker, with the paper speed set at 3 cm/min. At the same time, fetal movements were observed by ultrasonography. RESULTS: The kappa index for interobserver agreement analysis was 0.62, showing good agreement (95%CI 0.45 - 0.79). The intraclass correlation coefficient was 0.82 (95%CI 0.61 - 0.92). Analysis by the Bland & Altman graph indicated good agreement. A linear regression analysis showed a significant correlation between maternal perception (x) and ultrasound (y) observation (r²=0.71, p<0.001; equation: y=5.31+0.66x). CONCLUSIONS: The agreement between ultrasound and maternal perception of fetal movement is good, allowing the use of fetal movement counting in the assessment of fetal wellbeing.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Pregnancy , Young Adult , Fetal Movement , Perception , Ultrasonography, Prenatal , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies
11.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 35(1): 27-32, jan. 2013. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-662705

ABSTRACT

OBJETIVO: Comparar e analisar aspectos socioeconômicos e emocionais na vivência do aborto provocado e espontâneo em mulheres da periferia da cidade de São Paulo. MÉTODOS: Estudo prospectivo e caso-controle realizado no período de julho de 2008 a março de 2010, envolvendo a realização de entrevistas semidirigidas, previamente elaboradas com mulheres que apresentavam diagnóstico médico de aborto internadas em dois hospitais públicos da periferia da cidade de São Paulo. Foram incluídas 100 mulheres com diagnóstico de aborto que foram internadas para a realização da curetagem uterina. Foram identificadas 11 mulheres que relataram ter provocado aborto (11%) que constituíram o grupo de casos. O grupo controle (n=22) foi selecionado na proporção 2:1, seguindo-se o procedimento: para cada caso de aborto provocado, os próximos dois casos de aborto espontâneo, do mesmo hospital. Foi realizada entrevista semiestruturada com perguntas relativas aos aspectos emocionais, ao contexto familiar, social e econômico. RESULTADOS: As mulheres do grupo com aborto provocado, em relação ao grupo com aborto espontâneo, apresentaram menor escolaridade, sendo mais frequente o nível fundamental (82 versus 36%, p=0,04); menor renda familiar (mediana, R$ 1.000,00 versus R$ 1.400,00, p=0,04); menor renda pessoal (mediana, R$ 200,00 versus R$ 333,00, p=0,04), maior frequência de sentimentos negativos na suspeita (82 versus 22%, p=0,004) e na confirmação (72 versus 22%, p=0,03) da gravidez. CONCLUSÃO: O aborto provocado em mulheres que procuram atendimento em hospitais da periferia da cidade de São Paulo está relacionado a condições socioeconômicas desfavoráveis, o que prejudica a vivência na suspeita e confirmação da gravidez.


PURPOSE: To compare and analyze socioeconomic aspects and the emotional experience of women with spontaneous or induced abortion and in women living in the outskirts of São Paulo. METHODS: A prospective case-control study carried out from July 2008 to March 2010, involving semi-structured interviews with women who presented a previous diagnosis of abortion and who had been admitted to two public hospitals in the outskirts of São Paulo. The study included 100 women with diagnosis of abortion and were hospitalized for curettage. Eleven women who reported induced abortion (11%) represented the case group. The control group (n=22) was selected at a 2:1 ratio according to the following procedure: for every case of induced abortion, the next two cases of spontaneous abortion at the same hospital. A semistructured interview was conducted with questions regarding emotional aspects and family, social and economic context. RESULTS: The women with induced abortion compared to the group with spontaneous abortion had lower educational level, with more frequent elementary level (82 versus 36%, p=0.04), lower income (median, R$ 1,000.00 versus R$ 1,400.00, p=0.04), lower personal income (median, R$ 200.00 versus R$ 333.00, p=0.04), higher frequency of negative feelings upon suspicion (82 versus 22%, p=0.004) and confirmation (72 versus 22%, p=0.03) of pregnancy. CONCLUSION: Among women looking for health care in hospitals in the outskirts of São Paulo, induced abortion is related to unfavorable socioeconomic conditions, which affects the emotional experiences of suspicion and confirmation of pregnancy.


Subject(s)
Female , Humans , Pregnancy , Abortion, Induced/psychology , Abortion, Induced/statistics & numerical data , Abortion, Spontaneous/epidemiology , Abortion, Spontaneous/psychology , Brazil , Case-Control Studies , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies , Socioeconomic Factors
12.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 58(4): 453-458, July-Aug. 2012. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-646887

ABSTRACT

OBJETIVO: Analisar a associação entre a obesidade materna e complicações infecciosas do puerpério em gestações de alto risco. MÉTODOS: Estudo prospectivo de ago/2009 a ago/2010, com os seguintes critérios de inclusão: puérperas até o 5º dia; idade >18 anos; gestação de alto risco; feto único e vivo no início do trabalho de parto; parto na instituição; peso materno aferido no dia do parto. O estado nutricional no final da gestação foi avaliado pelo índice de massa corporal (IMC), aplicando-se a curva de Atalah et al. (1997), e as pacientes foram classificadas em: baixo peso, adequado, sobrepeso e obesidade. As complicações do puerpério, investigadas durante o período de internação e 30 dias após a alta, foram: infecção e/ou secreção em ferida cirúrgica, infecção urinária, infecção puerperal, febre, hospitalização, uso de antibióticos e morbidade composta (pelo menos uma das complicações citadas). RESULTADOS: Foram incluídas 374 puérperas classificadas pelo IMC final em: baixo peso (n = 54, 14,4%); adequado (n = 126, 33,7%); sobrepeso (n = 105, 28,1%) e obesidade (n = 89, 23,8%). A obesidade materna apresentou associação significativa com as seguintes complicações do puerpério: infecção de ferida cirúrgica (16,7%, p = 0,042), infecção urinária (9,0%, p = 0,004), uso de antibiótico (12,3%, p < 0,001) e morbidade composta (25,6%, p = 0,016). Aplicando-se o modelo de regressão logística verificouse que a obesidade no final da gestação é variável independente na predição da morbidade composta (OR: 2,09; IC 95%: 1,15-3,80, p = 0,015). CONCLUSÃO: A obesidade materna no final da gravidez, em pacientes de alto risco, está associada de forma independente à ocorrência de complicações infecciosas no puerpério, demonstrando a necessidade de acompanhamento mais eficiente de ganho de peso materno nessas gestações.


OBJECTIVE: To analyze the association between maternal obesity and postnatal infectious complications in high-risk pregnancies. METHODS: Prospective study from August 2009 through August 2010 with the following inclusion criteria: women up to the 5th postpartum day; age > 18 years; high-risk pregnancy; singleton pregnancy with live fetus at labor onset; delivery at the institution; maternal weight measured on day of delivery. The nutritional status in late pregnancy was assessed by the body mass index (BMI), with the application of the Atalah et al. curve. Patients were graded as underweight, adequate weight, overweight, or obese. Postpartum complications investigated during the hospital stay and 30 days post-discharge were: surgical wound infection and/or secretion, urinary infection, postpartum infection, fever, hospitalization, antibiotic use, and composite morbidity (at least one of the complications mentioned). RESULTS: 374 puerperal women were included, graded according to the final BMI as: underweight (n = 54, 14.4%); adequate weight (n = 126, 33.7%); overweight (n = 105, 28.1%); and obese (n = 89, 23.8%). Maternal obesity was shown to have a significant association with the following postpartum complications: surgical wound infection (16.7%, p = 0.042), urinary infection (9.0%, p = 0.004), antibiotic use (12.3%, p < 0.001), and composite morbidity (25.6%, p = 0.016). By applying the logistic regression model, obesity in late pregnancy was found to be an independent variable regardless of the composite morbidity predicted (OR: 2.09; 95% CI: 1.15-3.80, p = 0.015). CONCLUSION: Maternal obesity during late pregnancy in high-risk patients is independently associated with postpartum infectious complications, which demonstrates the need for a closer follow-up of maternal weight gain in these pregnancies.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Pregnancy , Young Adult , Nutritional Status/physiology , Obesity/epidemiology , Pregnancy, High-Risk , Puerperal Infection/epidemiology , Body Mass Index , Brazil/epidemiology , Logistic Models , Postpartum Period , Prospective Studies , Surgical Wound Infection/complications , Weight Gain
13.
Femina ; 40(2)mar.-abr. 2012.
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-652208

ABSTRACT

A prática do aborto provocado, ou também denominado intencional, sempre esteve presente na humanidade. Pode-se dizer que essa prática é tão antiga quanto a existência humana.No Brasil, o aborto inseguro é considerado um problema de saúde pública, pois representa a quarta causa de morte materna. Muitas vezes o aborto provocado é visto apenas como um problema médico, e os aspectos psicológicos e sociais são negligenciados. Esta revisão teve como objetivo analisar as pesquisas que abordam o aborto provocado ou inseguro no Brasil. Este estudo trata de revisão da literatura, exploratória e retrospectiva, utilizando o tema aborto provocado. As estatísticas de aborto inseguro no Brasil e no mundo apresentam semelhanças no que se refere a uma grande diminuição do número de abortos provocados nas últimas décadas. Entretanto, o aborto provocado, pela sua ilegalidade e pelas condições inseguras em que são realizados, constitui uma questão de saúde pública neste país.


The practice of induced abortion, or also called intentional, was always present in the humanity. We can say that this practice is as old as human existence. In Brazil, abortion is considered a public health problem because it represents the fourth leading cause of maternal death. Often abortion is seen as only a medical problem, and the psychological and social aspects are neglected. This review aimed to analyze the researches that approach the unsafe abortion in Brazil. This study deals the literature review, exploratory and retrospective studies, using the unsafe abortion issue. The statistics of unsafe abortion in Brazil and around the world have similarities with regard to a large decrease in the number of induced abortions in recent decades. However, induced abortion, by its illegality and the unsafe conditions in which they are made, constitutes a public health issue in this country.


Subject(s)
Humans , Female , Abortion, Induced/statistics & numerical data , Abortion, Induced/ethics , Abortion, Induced/history , Public Health , Reproductive Health Services , Abortion Applicants/psychology , Family Planning Services , Maternal Mortality , Patient Safety , Socioeconomic Factors , Women's Health
14.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 34(3): 107-112, mar. 2012. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-624735

ABSTRACT

OBJETIVO: Analisar a influência do estado nutricional materno, ganho de peso e consumo energético sobre o crescimento fetal em gestações de alto risco. MÉTODOS: Estudo prospectivo de agosto de 2009 a agosto de 2010, com os seguintes critérios de inclusão: puérperas até o 5º dia; gestação de alto risco (caracterizada por complicações médicas ou obstétricas durante a gravidez); feto único e vivo no início do trabalho de parto; parto na instituição; peso materno aferido no dia do parto, e presença de intercorrência clínica e/ou obstétrica caracterizando a gravidez como de alto risco. O estado nutricional foi avaliado pelo índice de massa corporal pré-gestacional e no final da gestação, sendo as pacientes classificadas em: baixo peso, adequado, sobrepeso e obesidade. Para avaliação do consumo energético foi aplicado o Questionário de Frequência de Consumo Alimentar. Foram investigados o ganho de peso materno, dados do parto e resultados perinatais, investigando-se o crescimento fetal pela ocorrência de neonatos pequenos para a idade gestacional e grandes para a idade gestacional. RESULTADOS: Foram incluídas 374 gestantes que constituíram 3 grupos de estudo, de acordo com a adequação do peso do recém-nascido: idade gestacional adequada (270 casos, 72,2%), pequenos para a idade gestacional (91 casos, 24,3%) e grandes para a idade gestacional (13 casos, 3,5%). Na análise univariada, as mulheres com neonatos pequenos para a idade gestacional apresentaram média significativamente menor do índice de massa corporal pré-gestacional (23,5 kg/m², p<0,001), do índice no final da gestação (27,7 kg/m², p<0,001) e maior proporção de baixo peso materno pelo índice no final da gestação (25,3%, p<0,001). As mulheres com neonatos grandes para a idade gestacional apresentaram média significativamente maior do índice de massa corporal pré-gestacional (29,1 kg/m², p<0,001), do índice no final da gestação (34,3 kg/m², p<0,001) e maior proporção de sobrepeso (30,8%, p=0,02), e obesidade (38,5%, p=0,02) pelo índice pré-gestacional, e obesidade pelo índice no final da gestação (53,8%, p<0,001). Pela análise multivariada, foram identificados como fatores independentes para neonatos pequenos para a idade gestacional o valor do índice de massa corporal no final da gestação (OR=0,9; IC95% 0,8-0,9, p<0,001) e a presença de hipertensão arterial (OR=2,6; IC95% 1,5-4,5, p<0,001); e identificados como fatores independentes para neonatos grandes para a idade gestacional o diagnóstico de diabetes mellitus (OR=20,2; IC95% 5,3-76,8, p<0,001) e a obesidade pelo índice de massa corporal no final da gestação (OR=3,6; IC95% 1,1-11,7, p=0,04). CONCLUSÃO: O estado nutricional materno no final da gravidez de alto risco está associado de forma independente ao crescimento fetal, sendo o índice de massa corporal materno no final da gestação um fator protetor para o neonato pequeno para a idade gestacional e a obesidade fator de risco para o neonato grande para a idade gestacional.


PURPOSE: To analyze the influence of maternal nutritional status, weight gain and energy consumption on fetal growth in high-risk pregnancies. METHODS: A prospective study from August 2009 to August 2010 with the following inclusion criteria: puerperae up to the 5th postpartum day; high-risk singleton pregnancies (characterized by medical or obstetrical complications during pregnancy); live fetus at labor onset; delivery at the institution; maternal weight measured on the day of delivery, and presence of medical and/or obstetrical complications characterizing pregnancy as high-risk. Nutritional status was assessed by pregestational body mass index and body mass index in late pregnancy, and the patients were classified as: underweight, adequate, overweight and obese. A food frequency questionnaire was applied to evaluate energy consumption. We investigated maternal weight gain, delivery data and perinatal outcomes, as well as fetal growth based on the occurrence of small for gestational age and large for gestational age neonates. RESULTS: We included 374 women who were divided into three study groups according to newborn birth weight: adequate for gestational age (270 cases, 72.2%), small for gestational age (91 cases, 24.3%), and large for gestational age (13 cases, 3.5%). Univaried analysis showed that women with small for gestational age neonates had a significantly lower mean pregestational body mass index (23.5 kg/m², p<0.001), mean index during late pregnancy (27.7 kg/m², p<0.001), and a higher proportion of maternal underweight at the end of pregnancy (25.3%, p<0.001). Women with large for gestational age neonates had a significantly higher mean pregestational body mass index (29.1 kg/m², p<0.001), mean index during late pregnancy (34.3 kg/m², p<0.001), and a higher proportion of overweight (30.8%, p=0.02) and obesity (38.5%, p=0.02) according to pregestational body mass index, and obesity at the end of pregnancy (53.8%, p<0.001). Multivariate analysis revealed the index value during late pregnancy (OR=0.9; CI95% 0.8-0.9, p<0.001) and the presence of hypertension (OR=2.6; 95%CI 1.5-4.5, p<0.001) as independent factors for small for gestational age. Independent predictors of large for gestational age infant were the presence of diabetes mellitus (OR=20.2; 95%CI 5.3-76.8, p<0.001) and obesity according to body mass index during late pregnancy (OR=3.6; 95%CI 1.1-11.7, p=0.04). CONCLUSION: The maternal nutritional status at the end of pregnancy in high-risk pregnancies is independently associated with fetal growth, the body mass index during late pregnancy is a protective factor against small for gestational age neonates, and maternal obesity is a risk factor for large for gestational age neonates.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Pregnancy , Energy Intake , Fetal Development , Nutritional Status , Pregnancy, High-Risk , Prenatal Nutritional Physiological Phenomena , Weight Gain , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies
15.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 34(2): 69-73, fev. 2012. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-618285

ABSTRACT

OBJETIVO: Identificar o conhecimento e a percepção dos profissionais da saúde em relação à legislação brasileira sobre o aborto provocado. MÉTODOS: Envelopes selados não identificados contendo os questionários foram enviados a todos os profissionais (n=149) que trabalham no Departamento de Obstetrícia de hospital universitário e de hospital público da periferia de São Paulo. Responderam ao questionário 119 profissionais. Para análise dos dados, utilizou-se intervalo de confiança de 0,05 e os testes exatos de Fischer e χ². RESULTADOS: Dos profissionais entrevistados, 48,7 por cento eram médicos, 33,6 por cento profissionais da área de enfermagem e 17,6 por cento eram profissionais de outras áreas (psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, administrativos e técnicos de laboratórios). Constatou-se diferença significativa (p=0,01) na proporção de profissionais que acreditam que o aborto por malformação fetal não letal e no aborto decorrente de gestações não planejadas deveriam ser incluídos na legislação brasileira. Observou-se que o conhecimento da legislação e da descrição das situações permitidas por lei acerca do aborto foi significativamente diferente na comparação entre os profissionais de saúde (p=0,01). Quando questionados sobre as situações em que a legislação brasileira permite o aborto, observou-se que 32,7 por cento dos médicos, 97,5 por cento profissionais da área de enfermagem e 90,5 por cento dos demais profissionais desconhecem a legislação vigente. CONCLUSÃO: Neste estudo, evidenciou-se o desconhecimento dos profissionais de saúde com relação à legislação brasileira, em menor proporção entre obstetras e em maior proporção entre os profissionais da área de enfermagem. Foram constatadas atitudes de discriminação, julgamento e preconceito na assistência prestada às mulheres que provocam o aborto.


PURPOSE: To identify the knowledge and awareness of health professionals regarding the Brazilian legislation on induced abortion. METHODS: Unidentified sealed envelopes containing the questionnaires were sent to all professionals (n=149) working in the Obstetrics Department of a university hospital and public hospital at the periphery of São Paulo (SP), Brazil. A total of 119 professionals responded to the questionnaire. The 0.05 confidence interval and the Fisher exact test and χ² test were used for data analysis. RESULTS: Of the respondents, 48.7 percent were physicians, 33.6 percent were nursing professionals and 17.6 percent were professionals from other fields (psychologists, nutritionists, physiotherapists, laboratory technicians and administrators). There was a significant difference (p=0.01) in the proportion of professionals who believe that abortion for non-lethal fetal malformation and due to unplanned pregnancies should be included in the Brazilian legislation. It was observed that the knowledge about the law and the description of the circumstances allowed by law on abortion was significantly different when comparing health professionals (p=0.01). When asked about the situations in which Brazilian law allows abortion, 32.7 percent of physicians, 97.5 percent of nursing professionals and 90.5 percent of other professionals were unaware of the law. CONCLUSION: This study demonstrated the lack of of knowledge of Brazilian law among health professionals, to a lesser extent among obstetricians and a to a greater extent among nursing professionals. Attitudes of discrimination and prejudice were observed regarding the care provided to women who induce an abortion.


Subject(s)
Female , Humans , Attitude of Health Personnel , Abortion, Induced/legislation & jurisprudence , Health Knowledge, Attitudes, Practice , Brazil , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies , Surveys and Questionnaires
16.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 57(6): 644-650, nov.-dez. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-611223

ABSTRACT

OBJETIVO: Avaliar aspectos emocionais e sociais na vivência do aborto e o diagnóstico de depressão maior comparando mulheres de duas capitais brasileiras (São Paulo e Natal). MÉTODOS: Estudo transversal realizado de janeiro de 2009 a maio de 2010, envolvendo a realização de entrevistas semidirigidas com mulheres em situação de abortamento (interrupção até a 22a semana de gestação) atendidas em hospitais universitários de São Paulo (n = 166) e Natal (n = 150). Para o diagnóstico de depressão, foi aplicada a versão em português do instrumento Primary Care Evaluation of Mental Disorders (PRIME-MD). RESULTADOS: Não houve diferença significativa (p = 0,223) na proporção de abortamentos provocados: Natal (7,3 por cento) e São Paulo (12,0 por cento). O diagnóstico de depressão foi elevado nas mulheres em situação de abortamento, em proporção significativamente maior na cidade de Natal do que em São Paulo (50,7 por cento contra 32,5 por cento, respectivamente, p < 0,01). Quanto aos aspectos emocionais, não houve diferença na ocorrência de sentimentos de culpa (Natal 27,7 por cento; São Paulo 23,3 por cento; p = 0,447). A participação do companheiro foi satisfatória pelas mulheres em proporção semelhante nas capitais (Natal 62,0 por cento; São Paulo 59,0 por cento; p = 0,576). Não se constata diferença na proporção de mulheres que relatam ter sofrido violência, relacionada ou não ao aborto (Natal 22,9 por cento; São Paulo 16,6 por cento; p = 0,378). CONCLUSÃO: Embora não tenha sido constatada diferença entre os aspectos emocionais e sociais na comparação entre as duas capitais, verificou-se elevada proporção de mulheres com depressão maior, sendo mais frequente na cidade de Natal, o que denota a importância de suporte psicossocial nos serviços de atenção à saúde da mulher.


OBJECTIVE: To assess emotional and social aspects in the experience of abortion and the diagnosis of major depression, comparing women from two Brazilian cities (São Paulo - SP, Natal - RN). METHODS: A transversal study was carried out from January 2009 to May 2010, through semi-directed interviews with women undergoing an abortion (up to 22 weeks gestation) treated at university hospitals in São Paulo - SP (n = 166) and Natal - RN (n = 150). The Portuguese version of the Primary Care Evaluation of Mental Disorders (PRIME-MD) instrument was applied for the diagnosis of depression. RESULTS: There was no significant difference (p = 0.223) in the proportion of induced abortions when comparing the two capital cities: Natal (7.3 percent) and São Paulo (12.0 percent). The diagnosis of depression was high among women undergoing an abortion and was significantly higher in Natal than in São Paulo (50.7 percent vs. 32.5 percent, p < 0.01). Regarding emotional aspects, there was no difference in the occurrence of guilt feelings (Natal 27.7 percent; São Paulo 23.3 percent; p = 0.447). The partner's involvement was considered satisfactory by women in similar proportions in the two capitals (Natal 62.0 percent; São Paulo 59.0 percent, p = 0.576). No difference was found in the proportion of women who reported violence, related or not to the abortion (Natal 22.9 percent; São Paulo 16.6 percent; p = 0.378). CONCLUSION: Although there was no difference between the emotional and social aspects in the comparison between the two capitals, there was a high proportion of women with major depression, more frequent in the city of Natal than in São Paulo, which demonstrates the importance of psychosocial support in the women's healthcare system.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Pregnancy , Abortion, Induced/psychology , Abortion, Spontaneous/psychology , Depressive Disorder, Major/psychology , Emotions , Brazil , Cross-Sectional Studies , Depressive Disorder, Major/diagnosis , Parity , Socioeconomic Factors
17.
Rev. Assoc. Med. Bras. (1992) ; 57(5): 583-587, set.-out. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-602195

ABSTRACT

OBJETIVO: Identificar o risco para comportamento suicida em gestantes de alto risco em um hospital público de São Paulo. MÉTODOS: Foi realizada entrevista semiestruturada com questionário previamente elaborado com cada uma das participantes (n = 268). O risco para suicídio foi identificado por meio da versão em português do PRIME-MD. RESULTADOS: A média de idade foi de 29 anos (SD = 0,507) e 30 semanas gestacionais (SD = 0,556). Constatou-se risco específico para suicídio em 5 por cento (n = 14) do total da amostra. Destas gestantes, 85 por cento têm relacionamento estável (casada ou amasiada), em 50 por cento dos casos a gestação foi planejada, 71 por cento têm religião e não exercem atividade profissional. Quando correlacionados os dados de estado civil, planejamento da gestação, idade, escolaridade, atividade profissional, risco de prematuridade e religião com risco para suicídio, constatou-se que ter uma religião apresentou significância estatística (p = 0,012). Não foram encontradas associações positivas para nenhum dos outros itens selecionados, quando comparados com o risco para suicídio. Ao correlacionar o risco de suicídio com os demais sintomas característicos de depressão maior, observou-se significância estatística em relação à insônia ou hipersonia (p = 0,003), fadiga ou perda de energia (p = 0,001), diminuição ou aumento do apetite (p = 0,005), menor interesse nas atividades diárias (p = 0,000), humor deprimido (p = 0,000), sentimento de inutilidade ou culpa (p = 0,000), diminuição da concentração (p = 0,002), agitação ou retardo psicomotor (p = 0,002). CONCLUSÃO: Observou-se que a religião pode ser um fator protetor com relação ao comportamento suicida. Além de propiciar uma rede social de apoio da qual as mulheres necessitam no período gravídico, as religiões apoiam as crenças na vida após a morte e em um Deus amoroso, propiciando objetivos a vida e autoestima e fornecendo modelos de enfrentamento de crises. Os resultados sugerem a importância da prevenção e diagnóstico precoce do risco para suicídio, pois ocasionar a própria morte é uma tentativa de mudar de uma esfera para outra à força, buscando solução para o que parece impossível.


OBJECTIVE: To identify the risk of suicidal behavior in high-risk pregnant women at a public hospital in São Paulo. METHODS: We conducted a semi-structured interview with each of the participants (n = 268) through a previously prepared questionnaire. Risk of suicidal behavior was assessed by the Portuguese version of PRIME-MD. RESULTS: The mean age of patients was 29 years (SD = 0.507) and gestation period was 30 weeks (SD = 0.556). Of the total sample, specific risk of suicide was found in 5 percent (n = 14). Of these, 85 percent have a stable relationship (married or cohabitating), the pregnancy was planned in 50 percent of cases, and 71 percent have no religion or professional activities. The correlation of risk of suicide with data from marital status, planned birth, age, education, professional practice, risk of prematurity, and religion showed that having a religion is statistically significant (p = 0.012). There were no positive associations for any of the other selected variables when compared with the risk of suicide. By correlating the risk of suicide with other characteristic symptoms of major depression, there was statistical significance in the sample with regard to insomnia or hypersomnia (p = 0.003), fatigue or loss of energy (p = 0.001), decreased or increased appetite (p = 0.005), less interest in daily activities (p = 0.000), depressed mood (p = 0.000), feelings of worthlessness or guilt (p = 0.000), decreased concentration (p = 0.002), and agitation or psychomotor retardation (p = 0.002). CONCLUSION: We found that religion can be a protective factor against suicidal behavior. Besides providing a social support network needed by women during pregnancy, religion supports belief in life after death and in a loving God, giving purpose to life and self esteem and providing models for coping with crises. The results show the importance of prevention and early diagnosis of suicidal behavior, since suicide is an attempt to move from one sphere to another by force, seeking to solve what seems impossible.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Child , Female , Humans , Pregnancy , Young Adult , Pregnancy, High-Risk/psychology , Suicide, Attempted/prevention & control , Educational Status , Pregnancy Complications , Religion , Risk Factors , Socioeconomic Factors , Suicide, Attempted/psychology , Suicide, Attempted/statistics & numerical data
18.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 33(10): 280-285, out. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-611344

ABSTRACT

OBJETIVO: Analisar os resultados da avaliação da vitalidade fetal em gestações complicadas por plaquetopenia materna moderada ou grave. MÉTODOS: No período de abril de 2001 a julho de 2011, foram analisados, retrospectivamente, os dados de prontuários de 96 gestantes com diagnóstico de plaquetopenia na gestação. Foram analisados os seguintes exames de avaliação da vitalidade fetal realizados no período anteparto: cardiotocografia, perfil biofísico fetal, índice de líquido amniótico e doplervelocimetria das artérias umbilicais. RESULTADOS: Foram analisadas 96 gestações com os seguintes diagnósticos: plaquetopenia gestacional (n=37, 38,5 por cento), hiperesplenismo (n=32, 33,3 por cento), púrpura trombocitopenica imune (PTI, n=14, 14,6 por cento), plaquetopenia imune secundária (n=6, 6,3 por cento), aplasia medular (n=3, 3,1 por cento) e outros (n=4, 4,1 por cento). A cardiotocografia apresentou resultado normal em 94 por cento dos casos, o perfil biofísico fetal com índice 8 ou 10 em 96,9 por cento e o índice de líquido amniótico >5,0 cm em 89,6 por cento. A doplervelocimetria da artéria umbilical apresentou resultado normal em 96,9 por cento. Na análise dos principais grupos de plaquetopenia, constatou-se que o diagnóstico de oligohidrâmnio foi significativamente mais frequente no grupo com PTI (28,6 por cento) quando comparado aos demais (gestacional: 5,4 por cento e hiperesplenismo: 9,4 por cento, p=0,04). CONCLUSÕES: O presente estudo permitiu concluir que, nas gestações complicadas pela plaquetopenia materna moderada ou grave, apesar do bem-estar fetal manter-se preservado na grande maioria dos casos, em gestantes com PTI é importante o seguimento da vitalidade fetal com ênfase na avaliação do volume de líquido amniótico, devido à sua associação com a oligohidramnia.


PURPOSE: To analyze the results of assessment of fetal well-being in pregnancies complicated by moderate or severe maternal thrombocytopenia. METHODS: Data from April 2001 to July 2011 of 96 women with a diagnosis of thrombocytopenia in pregnancy were retrospectively analyzed. We analyzed the following tests performed during the antepartum period for fetal assessment: cardiotocography, fetal biophysical profile, amniotic fluid index and umbilical artery Doppler velocimetry. RESULTS: A total of 96 pregnancies with the following diagnoses were analyzed: gestational thrombocytopenia (n=37, 38.5 percent) hypersplenism (n=32, 33.3 percent), immune thrombocytopenic purpura (ITP, n=14, 14.6 percent), secondary immune thrombocytopenia (n=6, 6.3 percent), bone marrow aplasia (n=3, 3.1 percent), and others (n=4, 4.1 percent). Cardiotocography showed normal results in 94 percent of cases, a fetal biophysical profile with an index of 8 or 10 in 96.9 percent and an amniotic fluid index >5.0 cm in 89.6 percent. Doppler umbilical artery velocimetry showed normal results in 96.9 percent of cases. In the analysis of the major groups of thrombocytopenia, the diagnosis of oligohydramnios was found to be significantly more frequent in the group with ITP (28.6 percent) compared to the other groups (gestational thrombocytopenia: 5.4 percent and hypersplenism: 9.4 percent, p=0.04). CONCLUSIONS: This study indicates that in pregnancies complicated by moderate or severe maternal thrombocytopenia, even though the fetal well-being remains preserved in most cases, fetal surveillance is important in pregnant women with ITP, with emphasis on amniotic fluid volume evaluation due to its association with oligohydramnios.


Subject(s)
Adult , Female , Humans , Pregnancy , Fetal Monitoring , Pregnancy Complications, Hematologic , Thrombocytopenia , Retrospective Studies , Severity of Illness Index
19.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 33(9): 240-245, set. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-609067

ABSTRACT

OBJETIVO: Avaliar a eficácia da estimativa ultrassonográfica na predição do peso fetal e analisar fatores maternos e/ou fetais que interferem no resultado. MÉTODOS: Estudo prospectivo e transversal, que incluiu 106 pacientes, nas quais foram realizadas 212 avaliações pela ultrassonografia, por 2 observadores, no máximo 24 h antes do parto. Foram mensurados os seguintes parâmetros: diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC), circunferência abdominal (CA) e comprimento do fêmur (CF).O peso fetal foi estimado utilizando-se a fórmula de Hadlock 4 parâmetros, e os resultados foram comparados com o peso no nascimento. Os fatores maternos avaliados foram peso materno, índice de massa corpórea (IMC) e distância entre a pele e o útero na ultrassonografia; e os fatores fetais: apresentação, posição, localização e espessura placentária, peso fetal e índice de líquido amniótico (ILA). RESULTADOS: Foi observada boa correlação entre o peso estimado e o peso no nascimento (R=0,97). Em 79,2 por cento dos casos, a variação do peso fetal estimado, em relação ao peso no nascimento, foi de até 10 por cento e, em 92,4 por cento dos casos, de até 15 por cento. O único fator materno que apresentou correlação positiva com o erro percentual na estimativa do peso fetal foi a distância entre a pele e o útero (R³0,56). A avaliação do peso fetal mostrou correlação negativa com o erro percentual (R=-0,36; p<0,001), com tendência significante em superestimar o peso no grupo abaixo de 1000 g (p<0,05). O ILA mostrou baixa relação negativa com o erro percentual (R=-0,21; p<0,001), sem diferença nos erros percentuais entre os diferentes grupos de ILA (p=0,516). CONCLUSÕES: A estimativa ultrassonográfica do peso fetal apresenta boa acurácia. O erro na estimativa do peso fetal é diretamente proporcional à distância entre a pele e o útero materno e inversamente proporcional ao peso fetal. O volume de líquido amniótico não interferiu significantemente na predição do peso fetal.


PURPOSE: To determine the accuracy of ultrasound in fetal weight estimation and to evaluate maternal and/or fetal factors that could interfere in the result. METHODS: This was a transverse prospective study, involving 106 patients, with 212 fetal weight evaluations, by two observers, within 24 h to delivery. The following parameters were measured: biparietal diameter, head circumference, abdominal circumference, and femoral length. Fetal weight was estimated using the Hadlock formula and the results were compared to birth weight. The maternal factors examined were: weight, BMI, and skin to uterus distance measured by ultrasound, and the fetal factors were: presentation, position, placental localization and thickness, fetal weight, and amniotic fluid index (AFI). RESULTS: There was good correlation between estimated fetal weight and birth weight (R=0.97). In 79.2 percent and in 92.4 percent of cases the estimated fetal weight was within 10 percent and 15 percent of birth weight, respectively. The only maternal factor that presented a positive correlation with percent error in the estimate of fetal weight was the skin to uterus distance (R³0.56). Fetal weight showed negative correlation with percent error (R>-0.36; p<0.001), with a significant tendency to overestimate fetal weight in the group of very low weight - <1000 g (p<0.05). The AFI showed a low negative correlation with percent error (R=-0.21; p<0.001) with no difference between AFI groups (p=0.516). CONCLUSION: Ultrasound presented good accuracy in the estimation of fetal weight. The error of weight estimate was directly proportional to the skin to uterus distance and inversely proportional to fetal weight. AFI did not interfere significantly in the ultrasound prediction of fetal weight.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Middle Aged , Pregnancy , Young Adult , Fetal Weight , Ultrasonography, Prenatal , Cross-Sectional Studies , Prospective Studies , Reproducibility of Results
20.
Rev. bras. ginecol. obstet ; 33(8): 174-181, ago. 2011. tab
Article in Portuguese | LILACS | ID: lil-608241

ABSTRACT

RESUMO OBJETIVO: Descrever as complicações maternas e os resultados perinatais entre as gestantes com diagnóstico de leucemia que foram acompanhadas no pré-natal e no parto em hospital universitário. MÉTODOS: Estudo retrospectivo do período de 2001 a 2011, que incluiu 16 gestantes portadoras de leucemia acompanhadas pela equipe de pré-natal especializado em hemopatias e gestação. Nas leucoses agudas, diagnosticadas após o primeiro trimestre, a recomendação foi realizar a quimioterapia apesar da gestação em curso. Nas gestantes com leucoses crônicas, quando controladas do ponto de vista hematológico, foram mantidas sem medicação durante a gravidez, ou, foi introduzida terapêutica antineoplásica após o primeiro trimestre. Foram analisadas as complicações maternas e os resultados perinatais. RESULTADOS: A leucemia linfoide aguda (LLA) foi diagnosticada em cinco casos (31,3 por cento), a leucemia mieloide aguda (LMA) em dois casos (12,5 por cento) e a leucemia mieloide crônica (LMC) em nove casos (56,3 por cento). Nos casos de leucemias agudas, dois (28,6 por cento) casos foram diagnosticados no primeiro trimestre, dois (28,6 por cento) no segundo e três (42,9 por cento) no terceiro. Duas gestantes com LLA diagnosticada no primeiro trimestre optaram pelo aborto terapêutico. Quatro casos de leucemia aguda receberam tratamento quimioterápico na gestação, com diagnóstico estabelecido após a 20ª semana. Em um caso de LLA com diagnóstico tardio (30ª semana) a quimioterapia foi iniciada após o parto. Todas as gestantes com leucemia aguda evoluíram com anemia e plaquetopenia, quatro casos (57,1 por cento) evoluíram com neutropenia febril. Das gestantes com LMC, quatro utilizavam mesilato de imatinibe quando engravidaram, três delas suspenderam no primeiro trimestre e uma no segundo. Durante a gravidez, três (33,3 por cento) não necessitaram de terapêutica antineoplásica após suspensão do imatinibe; e em seis (66,7 por cento) foram utilizadas as seguintes drogas: interferon (n=5) e/ou hidroxiureia (n=3). No grupo de gestantes com LMC, verificou-se a ocorrência de anemia em quatro casos (44,4 por cento) e plaquetopenia em um (11,1 por cento). Quanto aos resultados perinatais, nas gestações complicadas pela leucemia aguda, a média da idade gestacional no parto foi de 32 semanas (desvio padrão - DP=4,4) e a média do peso do recém-nascido foi 1476 g (DP=657 g). Houve 2 (40,0 por cento) óbitos perinatais (um fetal e um neonatal). Nas gestações complicadas pela LMC, a média da idade gestacional no parto foi de 37,6 semanas (DP=1,1) e a média do peso do recém-nascido foi 2870 g (DP=516 g); não houve morte perinatal e nenhuma anomalia fetal foi detectada. CONCLUSÕES: É elevada a morbidade materna e fetal nas gestações complicadas pela leucemia aguda; enquanto que, nas complicadas pela LMC, o prognóstico materno e fetal parece ser mais favorável, com maior facilidade no manejo das complicações.


PURPOSE: To describe the maternal and perinatal outcomes of pregnant women diagnosed with leukemia who were followed up for prenatal care and delivery at a university hospital. METHODS: A retrospective study of the period from 2001 to 2011, which included 16 pregnant women with a diagnosis of leukemia followed by antenatal care specialists in hematological diseases and pregnancy. For acute leukemia diagnosed after the first trimester, the recommendation was to perform chemotherapy despite the current pregnancy. For chronic leukemia, patients who were controlled in hematological terms were maintained without medication during pregnancy, or chemotherapy was introduced after the first trimester. We analyzed the maternal and perinatal outcome. RESULTS: Acute lymphoblastic leukemia (ALL) was diagnosed in five cases (31.3 percent), acute myeloid leukemia (AML) in two cases (12.5 percent) and chronic myeloid leukemia (CML) in nine cases (56.3 percent). Of the cases of acute leukemia, two (28.6 percent) were diagnosed in the first trimester, two (28.6 percent) in the second and three (42.9 percent) in the third. Two patients with ALL diagnosed in the first trimester opted for therapeutic abortion. Four patients with acute leukemia received chemotherapy during pregnancy, with a diagnosis established after the 20th week. In one case of ALL with a late diagnosis (30 weeks), chemotherapy was started after delivery. All pregnant women with acute leukemia developed anemia and thrombocytopenia, and four (57.1 percent) developed febrile neutropenia. Of nine pregnant women with CML, four were treated with imatinib mesylate when they became pregnant, with treatment being interrupted in the first trimester in three of them and in the second trimester in one. During pregnancy, three patients (33.3 percent) required no chemotherapy after discontinuation of imatinib, and six (66.7 percent) were treated with the following drugs: interferon (n=5) and/or hydroxyurea (n=3 ). In the group of pregnant women with CML, anemia occurred in four (44.4 percent) cases and thrombocytopenia in one (11.1 percent). The perinatal outcomes of pregnancies complicated by acute leukemia were as follows: mean gestational age at delivery was 32 weeks (standard deviation - SD=4.4) and the mean birth weight was 1476 g (SD=657 g), there were 2 (40.0 percent) perinatal deaths (a fetal one and a neonatal one). In pregnancies complicated by CML, the mean gestational age at delivery was 37.6 weeks (SD=1.1) and the mean birth weight was 2870 g (SD=516 g). There was no perinatal death and no fetal abnormality was detected. CONCLUSIONS: Maternal and fetal morbidity is high in pregnancies complicated by acute leukemia. Whereas, in pregnancies complicated by CML, the maternal and fetal prognosis appears to be more favorable, with greater ease in management of complications.


Subject(s)
Adolescent , Adult , Female , Humans , Infant, Newborn , Pregnancy , Young Adult , Leukemia, Myeloid/therapy , Precursor Cell Lymphoblastic Leukemia-Lymphoma/therapy , Pregnancy Complications, Neoplastic/therapy , Pregnancy Outcome , Retrospective Studies
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